Hipertensão Arterial: causas e fatores de risco

Hipertensão: causas, sintomas, diagnóstico e como baixar a pressão

Hipertensão Arterial: causas e fatores de risco

A hipertensão arterial é o aumento anormal – e por longo período – da pressão que o sangue faz ao circular pelas artérias do corpo. Não à toa, a doença também é chamada de pressão alta.

Para chegar a cada parte do organismo, o sangue bombeado a partir do coração exerce uma força natural contra as paredes internas das artérias. Os vasos, por sua vez, oferecem certa resistência a essa passagem. E é essa disputa que determina a pressão arterial.

A pressão varia ao longo do dia. Numa pessoa deitada, ela fica mais baixa. Quando nos movimentamos, os valores sobem, porque o cérebro avisa que o corpo precisa de mais energia.

A pressão é apresentada em milímetros de mercúrio (mmHg). O indivíduo é considerado hipertenso quando sua pressão fica maior ou igual a 14 por 9 na maior parte do tempo. A partir desse limite, o risco de ocorrerem doenças cardiovasculares, renais e por aí vai é significativamente maior. Aliás, entidades americanas já até baixaram o sarrafo para 13 por 8.

Para fazer a medição, é utilizado um aparelho chamado esfigmomanômetro, posicionado em volta do braço, e um estetoscópio para ouvir os sons do peito.

O primeiro número é registrado no momento em que o coração libera o sangue. Essa é a pressão sistólica, ou máxima – o recomendável é que não passe de 12 mmHg. O segundo valor é a pressão diastólica, ou mínima.

O ideal é que fique em torno de 8 mmHg. É o famoso 12 por 8.

Quando a pressão fica descontrolada, o coração é o órgão mais afetado. Como a circulação está prejudicada pelo aperto nas artérias coronárias, ele não recebe sangue e oxigenação suficientes – um quadro que leva ao sofrimento do músculo cardíaco, podendo ocasionar o infarto.

O acidente vascular cerebral (AVC), o popular derrame, é outra consequência frequente da hipertensão. Com as constantes agressões da pressão, as artérias da cabeça não conseguem se dilatar e ficam suscetíveis a entupimentos. Os picos hipertensivos acabam servindo de estopim para um vaso ficar completamente obstruído ou então se romper.

Além do derrame, a pressão alta provoca uma série de pequenas obstruções e hemorragias no cérebro. Ao longo do tempo, esses episódios destroem os neurônios – o quadro é denominado demência vascular e leva à perda de memória.

Os rins também deixam de filtrar o sangue a contento quando a hipertensão se instala por muito tempo, e essa falha pode provocar insuficiência renal.

A pressão alta interfere ainda nos vasos que irrigam a retina, tecido no fundo do olho crucial para captação das imagens. É por isso que alguns hipertensos relatam sofrer de visão embaçada.

Sinais e sintomas

A hipertensão é uma doença silenciosa. Se os sintomas abaixo surgirem, provavelmente ela já estará em fase mais avançada. O ideal, portanto, é detectá-la com exames.

Fatores de risco

– Histórico familiar: filhos de pais hipertensos têm um risco 30% maior de ter pressão alta

– Idade: a partir dos 60 anos de idade, as artérias perdem a flexibilidade

– Etnia: a doença é mais prevalente na população negra e asiática

– Obesidade

– Poluição

– Estresse

– Sono irregular

– Menopausa: a queda dos hormônios femininos danifica as artérias

– Excesso de bebida alcoólica

– Tabagismo

– Alto consumo de sal

– Sedentarismo

– Diabetes

– Doenças renais

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– Apneia do sono

– Hipertireoidismo

A prevenção

Um estilo de vida saudável influencia muito aqui. Dar um basta no sedentarismo, especialmente se valendo de atividades aeróbicas, como correr e nadar, induz a liberação óxido nítrico, substância vasodilatadora. Com as artérias relaxadas, a tendência é a pressão se manter mais baixa.

Verdade que, durante os treinos, é esperado que a pressão até suba um pouco – daí porque pacientes com hipertensão devem ter certos cuidados com os exercícios e buscar supervisão de um expert. Mas logo depois os números se estabilizam.

A alimentação é tão importante na prevenção da pressão alta que há uma dieta específica para esse fim. É a DASH, sigla em inglês para “dieta para combater a hipertensão”.

Ela foi criada em 1997 e se baseia em generosas doses de vegetais, frutas, legumes e grãos integrais no cardápio como forma de combater a elevação da pressão. São alimentos carregados de nutrientes como potássio, cálcio e magnésio – minerais que regulam a contração dos vasos sanguíneos e do coração.

O consumo de sódio, por outro lado, deve ser moderado. Ele é o principal componente do sal de cozinha, e exagerar na dose é um perigo. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é ingerir no máximo 5 gramas de sal por dia. Isso equivale a uma colher de chá.

Só não se esqueça de considerar os alimentos que têm sódio em sua composição, como o pãozinho, os temperos prontos, embutidos e produtos processados. Hoje, estima-se que o brasileiro consuma mais ou menos o dobro de sódio do que deveria. Essa é uma das razões pelas quais 30% da população possui hipertensão.

Não fumar, não extrapolar na ingestão de bebidas alcoólicas e driblar a insônia são atitudes bem-vindas. É importante também arrumar uma brecha na agenda para incluir momentos de prazer capazes de aliviar o estresse do dia a dia, outro sabotador das artérias.

O diagnóstico

Como a hipertensão não costuma dar sinais, é fundamental medir a pressão pelo menos uma vez por ano. Nas consultas de rotina, seja com o clínico geral ou algum especialista, sempre informe se algum parente sofre desse mal, sobretudo se for for o pai ou a mãe.

Para confirmar se uma pessoa possui pressão alta, a medição tem que ser feita em três dias diferentes. Antes de cada uma, o paciente deve seguir orientações como evitar tomar café ou bebidas estimulantes, descansar bem e relaxar.

Na hora do exame, não se deve conversar nem ficar se mexendo. Esses cuidados são importantes para que o resultado seja o mais confiável possível.

Se ainda assim restar alguma dúvida, o especialista solicita um exame que vigia a pressão ao longo de 24 horas – é o holter.

O rigor na medição ajuda ainda a identificar uma condição antes de chamada de pré-hipertensão – e agora rebatizada de pressão elevada. Entra nessa classificação quem estiver com a pressão acima dos 12 por 8 e abaixo dos 14 por 9, quando já se define a hipertensão propriamente.

Essa faixa intermediária, além de já causar eventuais estragos, revela que o indivíduo tem o dobro de risco de se tornar hipertenso. Quanto mais cedo essa ameaça é detectada, maior a chance de evitar que a doença se instale de vez.

Em mulheres grávidas, a atenção é ainda maior. Isso para impedir o aparecimento da pré-eclâmpsia. Trata-se de uma complicação da gestação marcada pelo aumento da pressão arterial na gravidez.

Essa condição aumenta a possibilidade de parto prematuro e, se não for controlada, evolui para eclâmpsia – quadro em que a mulher tem convulsões, com risco para a sua vida e a do bebê.

O tratamento

Uma pequena parcela de hipertensos (pequena, porém considerável) consegue dominar a doença apenas com ajustes no cardápio, exercícios físicos e controle do estresse. Para tomar a decisão de não entrar imediatamente com medicamentos, o médico se baseia em bons resultados gerais de exames como glicemia e colesterol e se os rins estão funcionando direito.

A ausência de outros problemas cardiovasculares também é considerada. Pesa ainda o fato de a pessoa ser ou não fumante.

As avaliações são periódicas. Em geral, depois de seis meses ele vai medir a pressão novamente. Se os valores caíram, é possível continuar nesse caminho, mas lembrando que a doença não foi eliminada e que, portanto, é preciso manter os cuidados.

Se mesmo depois das mudanças no estilo de vida a pressão continua subindo ou estabiliza apenas em um patamar elevadíssimo, o especialista prescreve remédio para controlar a situação. Ele indica, entre as diferentes categorias de antihipertensivos, aquela que vai trazer os melhores resultados em cada caso.

Alguns são diuréticos, ou seja, eliminam o excesso de sódio pelo xixi. Outros atuam como vasodilatadores. Há ainda os que impedem a entrada de cálcio nas artérias, diminuindo a resistência para a passagem do sangue. E um dos medicamentos mais usados impede a produção de angiotensina, molécula que faz os vasos se contraírem e aumenta a pressão.

A partir do estágio da doença classificado como moderado, a conduta é adotar dois ou mais antihipertensivos para atuar em diversas frentes.

Há também casos de hipertensão resistente – quando a pressão não fica abaixo de 14 por 9 mesmo com o uso de três classes de remédio.

Aí, o cardiologista pode lançar mão de inovações a exemplo de um aparelho que emite ondas de alta frequência na região dos rins.

Como nos hipertensos o cérebro manda uma mensagem errada a esses órgãos para liberarem substâncias vasoconstritoras, o objetivo do método é cortar essa comunicação.

Para isso, um cateter é introduzido na virilha e guiado até as artérias renais. Nesse ponto, é disparada uma radiação capaz de queimar alguns nervos, fechando assim a conexão com o sistema nervoso. Sem o estímulo enviado aos rins, os vasos podem se dilatar e a pressão tende a melhorar.

A conduta, entretanto, depende de cada caso. Mas o certo é que um estilo de vida balanceado sempre vai ajudar, não importa a gravidade.

Quer um resumão dessa doença? Então acompanhe o nosso vídeo sobre hipertensão da série SAÚDE em 90 Segundos:

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/hipertensao-causas-sintomas-diagnostico-e-como-baixar-a-pressao/

Hipertensão arterial | SNS24

Hipertensão Arterial: causas e fatores de risco

A hipertensão arterial (HTA) caracteriza-se por uma pressão sanguínea excessiva na parede das artérias, acima dos valores considerados normais, que ocorre de forma crónica. Define-se hipertensão arterial quando a pressão máxima é maior ou igual a 140 mmHg (vulgo 14), ou a pressão mínima é maior ou igual a 90 mmHg (vulgo 9).

Na Europa estima-se que a hipertensão arterial afete cerca de 35-40% da população, e em Portugal estima-se que a prevalência de hipertensão arterial na população adulta seja de 42,6%. Dos doentes com hipertensão arterial, menos de metade estão medicados com fármacos anti hipertensores e só 11,2% estão controlados.

O que é a pressão arterial?

A pressão arterial é a força que o sangue faz sobre a parede das artérias, durante a sua circulação, e resulta em duas medidas:

  • sistólica ou “máxima”: aparece em primeiro lugar e mede a força com que o coração se contrai e “expulsa” o sangue do seu interior
  • diastólica ou “mínima”: é o segundo valor e diz respeito à medição da pressão quando o coração relaxa entre cada batimento

Quando a pressão arterial é normal permite que o sangue se distribua por todo o corpo, chegando a todos os órgãos, embora o valor da pressão arterial não seja sempre igual variando (dentro dos valores normais) durante as 24h do dia.

Em determinados momentos, o valor de pressão arterial pode aumentar devido a esforços físicos ou emocionais, e após a resolução dessas situações, é normal que os seus valores voltem aos níveis considerados normais. Com o avançar da idade a pressão arterial também aumenta.

A pressão arterial tem consequências negativas para a saúde quando se encontra elevada de forma crónica ou quando aumenta subitamente.

Existe mais do que um tipo de hipertensão arterial?

Existem dois tipos de hipertensão arterial:

  • primária (também chamada por vezes de essencial), é aquela em que não é conhecida a causa, e que é a situação mais frequente (aproximadamente 90-95% dos casos). No entanto, apesar de não se conhecer a causa, sabe-se que algumas situações podem facilitar o aumento da pressão arterial, nomeadamente:
    • o consumo excessivo de sal
    • a obesidade
    • o envelhecimento
    • o stress emocional
    • entre outros fatores
  • secundária, nos doentes em que a causa é identificável e poderá ser tratada com uma intervenção específica e dirigida

Quais os sintomas da hipertensão arterial?

É habitual dizer-se que a hipertensão arterial é uma doença silenciosa porque na grande maioria das vezes não causa sintomas. No entanto, com o decorrer dos anos, a pressão arterial acaba por danificar precocemente os vasos sanguíneos e os principais órgãos do organismo, como o cérebro, o rim e o coração, podendo provocar sintomas como:

  • dores de cabeça
  • tonturas
  • zumbidos
  • aumento dos batimentos cardíacos
  • dor no peito
  • falta de ar

Quais as causas da hipertensão arterial?

A hipertensão arterial pode ser causada por:

  • stress
  • excesso de peso
  • ingestão excessiva de sal, açúcar ou de álcool
  • tabaco
  • colesterol elevado

Também pode ser causada por doenças ou determinadas condições, como:

  • apneia do sono
  • doença renal
  • Síndrome de Cushing
  • feocromocitoma
  • hiperaldosteronismo primário
  • coartação da aorta
  • doença tiroideia e paratiroideia
  • contracetivos orais, descongestionantes nasais, fármacos dietéticos
  • gravidez

Quais as consequências da hipertensão arterial?

A longo prazo, a hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de:

  • Acidente Vascular Cerebral (AVC)
  • ataque cardíaco
  • insuficiência cardíaca
  • insuficiência renal
  • perda gradual da visão
  • disfunção eréctil
  • doença arterial periférica

Como se diagnostica a hipertensão arterial?

Como já foi referido, a hipertensão arterial é uma doença silenciosa, podendo nunca manifestar sintomas. Assim, o seu diagnóstico baseia-se na medição dos valores de pressão arterial (≥140/90 mmHg), e verificação que estão acima dos considerados normais, em mais do que uma avaliação. Ou seja, um valor de pressão arterial elevado isoladamente não significa que a pessoa seja hipertensa.

Em cada visita médica a pressão arterial deve ser avaliada 3 vezes, com 1 a 2 minutos de diferença. A pressão arterial a considerar é a média das duas últimas avaliações.

Em alternativa, a pressão arterial pode ser avaliada pela própria pessoa em sua casa, ou através de um aparelho de Monitorização Ambulatória da Pressão Arterial (MAPA) durante 24 horas.

Uma vez confirmada a existência de hipertensão, devem ser também realizados outros exames que ajudem a entender a sua origem e as suas complicações, como:

  • história familiar e clínica
  • exame físico
  • análises sanguíneas e à urina
  • eletrocardiograma
  • ecocardiograma
  • ecografia carotídea e abdominal
  • entre outros

Como e quando devo medir a pressão arterial?

Todos os adultos (≥18 anos) devem avaliar a sua pressão arterial nas visitas médicas, e deve ser registada no seu processo clínico.
É importante salientar que antes da avaliação da pressão arterial se deve:

  • evitar fumar e consumir café
  • descansar na posição sentada pelo menos durante 5 minutos

No ato de medição, as costas e os braços devem estar apoiados e devem ser obtidas três medições da pressão arterial com 1-2 minutos de diferença. O valor de pressão arterial a considerar resulta da média das duas últimas avaliações.

Na primeira avaliação médica deve ser avaliada a pressão arterial nos dois braços, e nas avaliações seguintes deve utilizar-se o braço com o valor mais elevado.

A repetição da avaliação deve ser feita:

  • a cada 5 anos, quando apresentar valores de pressão arterial

Источник: https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-do-coracao/hipertensao-arterial/

Hipertensão Arterial: Prevenção e Fatores de Risco

Hipertensão Arterial: causas e fatores de risco

Hipertensão Arterial: Prevenção e Fatores de Risco – *Por Dr. Jamil Cherem Schneider CRM-SC 3151 RQE 2874

O controle da pressão arterial elevada é um desafio mundial. A hipertensão é o principal fator de risco para infartos e acidentes vasculares cerebrais, as maiores causas de mortalidade atuais. No Brasil, a hipertensão arterial atinge 32,5% (36 milhões) de indivíduos adultos. Mais de 60% dos idosos, contribuindo direta ou indiretamente para 50% das mortes por doença cardiovascular.  

Hipertensão: doença da vida moderna

As razões para o importante crescimento dos casos da doença são conhecidas. Há uma predisposição genética importante. Porém, males típicos da modernidade, como obesidade, sedentarismo, tabagismo, ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, excesso de sal e o estresse contribuem para o avanço da doença.

Caracterizada pelo aumento da tensão das paredes das artérias sobre o conteúdo de sangue em seu interior, a doença tem impacto sobre órgãos vitais do organismo: coração, cérebro e rins. Também se sabe que o hipertenso tem maior risco de desenvolver diabetes mellitus.

Entre os fatores responsáveis pela mudança na pressão estão: a gordura abdominal, o excesso de bebida alcoólica e consumo de sal, além da falta de atividade física (sedentarismo).

O estresse também pode fazer o corpo liberar hormônios — substâncias que regulam o funcionamento do organismo — que contraem os vasos.

Outras possíveis causas, porém menos frequentes, são o uso de medicamentos como anti-inflamatórios, anticoncepcionais, doenças congênitas, alterações na tireoide, glândula suprarrenal e lesões renais.

Valores Ideais da Pressão Arterial

Considera-se que a pessoa é hipertensa se, medindo a pressão arterial em repouso, obtêm-se valores a partir ou acima de 140 x 90mmHg. Acima deles, a pressão é considerada elevada; abaixo, é normal.

Esse valor independe da idade, tanto faz se a pessoa tem 20 ou 60 anos. Por isso, o jeito é ficar de olho continuamente. E isso só é possível medindo a pressão, pois a sua alteração não apresenta sintomas.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, raramente a hipertensão está associada a dores de cabeça, tonturas e mal estar. Em geral, ela não apresenta sintomas.

Como é feito o diagnóstico da hipertensão

O diagnóstico pode variar conforme os momentos em que surge a hipertensão. Quando os valores apresentam-se alterados durante a consulta médica e também em casa, o paciente é diagnosticado hipertenso.  

Na chamada “Hipertensão do Jaleco Branco” – quando só há mudanças na pressão durante a conversa com o médico e, em casa, os índices são normais -,  e nos casos denominados de “Hipertensão Mascarada” – com alteração somente fora do consultório -, o diagnóstico deverá ser confirmado através do exame MAPA (monitorização ambulatorial da pressão arterial). O aparelho é colocado no paciente por 24h para medições e acompanha a variação da pressão durante todo o dia, em diversos momentos.

Somente em indivíduos que apresentem valores normais na consulta e em casa, o diagnóstico de hipertensão pode ser descartado.

Tratamento e Prevenção da Hipertensão

A adoção de um estilo saudável de vida é fundamental para a prevenção da doença e também no tratamento de hipertensos. Confira as principais medidas:

  • Controle do peso – a obesidade é um fator de risco para diversas doenças;
  • Redução do consumo de sal e de alimentos industrializados;
  • Adesão à dieta Dash (Dietary Approach to Stop Hypertension), que prioriza o consumo de frutas, verduras, alimentos integrais, leite desnatado, além do baixo consumo de gorduras saturadas;
  • Consumo de alimentos ricos em potássio (feijões, ervilha, vegetais de cor verde-escuro, banana, melão, cenoura, beterraba, frutas secas, tomate, batata inglesa e laranja);
  • Moderação no consumo de bebida alcóolica – leia o post “Vinho faz bem ao coração?“;
  • Prática de atividade física (150 minutos por semana, incluindo exercício aeróbico, musculação e alongamento). O sedentarismo é o segundo maior fator de risco para mortalidade;
  • Abandono do cigarro: entenda neste post porque o cigarro faz mal ao coração;
  • Gerenciamento do estresse;
  • Uso de medicamentos (somente após a confirmação do diagnóstico e conforme prescrição médica).

*Dr. Jamil Cherem Schneider (CRM-SC 3151 RQE 2874) é Cardiologista Clínico e Diretor do Instituto de Cardiologia de Santa Catarina (ICSC). Com mais de 30 anos de atuação em Cardiologia, atualmente atende na clínica Prevencordis, no Instituto de Cardiologia e no Hospital SOS Cárdio, todos em Florianópolis/SC.

Confira, no ebook abaixo, os principais fatores de risco para o coração:

Источник: https://seucardio.com.br/hipertensao-arterial-prevencao-e-fatores-de-risco/

.: Sociedade Portuguesa de Hipertensão :

Hipertensão Arterial: causas e fatores de risco
Estão identificados vários fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de desenvolvimento de Hipertensão Arterial (HTA). Alguns, tais como a idade e a história familiar, não podem ser controlados.

Mas os fatores de risco relacionados com atitudes, comportamentos e estilos de vida pouco saudáveis, quando corrigidos, poderão prevenir o aparecimento de HTA. Assim, pode ter-se um papel ativo na prevenção desta doença, através da adoção hábitos de vida saudáveis.

Fatores de risco para desenvolvimento de HTA

  • Idade: A Pressão Arterial (PA) tende a aumentar com a idade. Para tal contribui o fato dos nossos vasos sanguíneos perderem a sua elasticidade ao longo dos anos. Estima-se que cerca de dois terços das pessoas com idade superior a 65 anos são hipertensas, sendo este o grupo etário em que a hipertensão sistólica isolada (aumento isolado da PA sistólica) é mais frequente.
  • Raça: A HTA pode acometer qualquer pessoa. Contudo, é mais comum e tendencialmente mais precoce e grave em indivíduos de raça negra, comparativamente com os caucasianos.
  • Sexo: Antes dos 45 anos, a HTA parece ser mais frequente entre os homens. No entanto, a partir dos 65 anos, após o início da menopausa, são as mulheres que estão em maior risco de desenvolver esta condição.
  • Hereditariedade: A existência de uma história familiar de HTA aumenta a probabilidade de desenvolver esta doença. Este risco é ainda maior, quando para além de um fundo genético predisponente, são partilhados estilos de vida pouco saudáveis. Não se consegue controlar a hereditariedade, mas podem ser adotadas medidas para diminuir o risco de HTA (ver Viva Mais Saudável).
  • Obesidade: A obesidade é inquestionavelmente um fator de risco para doença cardiovascular. As pessoas com obesidade, para além de apresentarem um maior risco de desenvolver HTA, têm tendencialmente níveis mais elevados de colesterol e triglicerídeos e maior probabilidade de vir a ter diabetes e problemas cardíacos. A obesidade define-se como um Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 30. Para determinar o seu IMC basta dividir o seu peso (em quilogramas) pela altura (em metros) ao quadrado.
  • Consumo excessivo de álcool: O consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode aumentar significativamente a PA. Sabe-se que o álcool constitui a terceira causa de doença e morte prematura a nível mundial, sendo um fator de risco importante para várias neoplasias, doenças cardíacas, doenças hepáticas, depressão e suicídio. Assim, se tem por hábito ingerir bebidas alcoólicas, aconselha-se moderar o consumo: no homem não ingerir mais de 2 bebidas por dia (por exemplo 3,3 dl de vinho) e na mulher não mais de 1 bebida por dia (por exemplo 1,65 dl de vinho).
  • Tabagismo: É sobejamente conhecida a relação entre o tabagismo e os problemas respiratórios e cancro do pulmão. Mas, o consumo crónico e prolongado do tabaco também constitui uma causa importante de doenças cardiovasculares. O tabaco é um grande inimigo do seu coração. Se é fumador, notará imediatamente benefícios na sua vida diária se deixar de fumar.(ver Tabaco e Hipertensão Arterial)
  • Alimentação inadequada e consumo excessivo de sal: Uma dieta rica em calorias, com alto teor de gorduras saturadas e pobre em nutrientes essenciais é prejudicial à saúde e contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares  (ver Alimentação Saudável). É sabido que um elevado teor de sal na dieta é, também, um importante fator de risco no aumento da PA. O consumo de sal em Portugal permanece cerca do dobro do valor recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – menos de 5g por dia (ver Sal e Hipertensão Arterial). O consumo excessivo de sal, ao provocar um aumento do conteúdo de sódio nos fluidos corporais, contribui para a retenção de água e consequente aumento da PA.
  • Sedentarismo: Uma vida sedentária está intimamente relacionada com um maior risco de obesidade, HTA e doenças cardíacas. Assim, é importante que mantenha uma vida ativa, praticando regularmente exercício físico(ver Atividade física e exercício físico na Hipertensão Arterial).
  • Stress: Elevados níveis de stress podem aumentar temporariamente a PA, mas não está provada a relação entre o stress e a HTA. Não obstante, as pessoas expostas a situações de maior stress, têm habitualmente comportamentos e estilos de vida menos saudáveis que poderão influenciar o risco de HTA.

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Источник: https://www.sphta.org.pt/base8_detail/24/91

Hipertensão Arterial: conheça os principais fatores de risco

Hipertensão Arterial: causas e fatores de risco

Na Europa estima-se que a prevalência de Hipertensão Arterial varie entre 30-45%. Em Portugal e segundo o estudo PHYSA (2013), a hipertensão arterial apresenta uma prevalência de 42.

2%, sendo mais significativa nos homens e nos mais idosos. Destes apenas 76% têm conhecimento que são hipertensos.

Quanto à percentagem de doente controlados, apenas ¾ dos que sabem estarão devidamente medicados e controlados. 

Os doentes com HTA têm um maior risco de morte ou desenvolvimento de determinadas patologias, como a insuficiência cardíaca, acidentes vasculares cerebrais (AVC), enfarte do miocárdio, insuficiência renal, perda gradual da visão, entre outros. A adoção de um estilo de vida saudável pode prevenir o aparecimento da doença e a sua deteção e acompanhamento precoces podem reduzir o risco de vir a desenvolver estas patologias.

Diz-se que uma pessoa tem valores de Pressão Arterial (PA) normais, quando apresenta a PA máxima (sistólica) abaixo dos 130mmHg e a mínima (diastólica) inferior aos 85mmHg. Para valores entre 130-139mmHg de PA sistólica e/ou 85-89mmHg de PA diastólica, diz-se que os valores são normais-altos e, portanto, essa pessoa apresenta um maior risco de vir a ter HTA.

A HTA, numa fase inicial da doença, não provoca quaisquer sintomas.

Nalguns casos, pode manifestar-se através de sintomas como cefaleias, tonturas, mal-estar difuso, visão desfocada, dor no peito ou sensação de falta de ar, sintomas estes que são comuns a muitas outras doenças.

Contudo, com o passar dos anos, a HTA não controlada acaba por lesar os vasos sanguíneos e alguns órgãos vitais (cérebro, coração, rins).

Idade

A PA tende aumentar com a idade. Tal fenómeno deve-se à perda de elasticidade dos vasos ao longo dos anos. Cerca de 2/3 das pessoas com mais de 65 anos são hipertensas.

Raça

A HTA pode acometer qualquer pessoa, contudo é mais comum e surge mais precocemente em indivíduos de raça negra, comparativamente com os caucasianos.

Sexo

Antes dos 45 anos, a HTA precoce surge mais frequentemente nos homens. No entanto acima dos 65 anos, após a menopausa, as mulheres estão em maior risco de desenvolver HTA.

Hereditariedade

A existência de história familiar de HTA aumenta a probabilidade de vir a desenvolver esta doença. Este risco torna-se mais expressivo não só pelo fundo genético predisponente, mas pela partilha dos estilos de vida pouco saudáveis.

Obesidade

A obesidade é sem dúvida um fator de risco para doença cardiovascular, em particular HTA.

Consumo Excessivo de álcool

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, aumenta significativamente os níveis de pressão arterial.

Tabagismo

O consumo crónico e prolongado do tabaco constitui uma causa importante de doença cardiovascular.

Alimentação inadequada e consumo excessivo de sal

Uma dieta rica em calorias, com alto teor de gorduras saturadas e pobre em nutrientes essenciais é prejudicial à saúde e contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. O consumo excessivo de sal, ao provocar um aumento do conteúdo de sódio nos fluidos corporais, contribui para a retenção de água e consequente aumento da PA.

Sedentarismo

Uma vida sedentária está intimamente relacionada com um maior risco de obesidade, HTA e doenças cardíacas.

O controlo e tratamento da HTA são fundamentais para prevenir os seus efeitos deletérios a longo prazo. A instituição de um estilo de vida saudável como a prática regular de exercício físico, alterações na alimentação e perda de peso contribuem, em grande parte, para o seu tratamento.

Existem também alguns problemas de saúde que devem ser pesquisados e podem ser uma causa de HTA, como a apneia obstrutiva do sono, problemas da tiroide ou problemas renais.

A toma de medicamentos e/ou suplementos que possam aumentar a PA devem ser evitados.

Exemplos destes medicamentos são os anti-inflamatórios não esteroides (ibuprofeno, entre outros) que são tomados para as dores, de forma frequente.

Por fim, o tratamento com medicamentos poderá ser necessário se continuar com a PA elevada, apesar das mudanças no estilo de vida.

Como surge e como se trata a Hipertensão?

Источник: https://www.atlasdasaude.pt/artigos/hipertensao-arterial-conheca-os-principais-fatores-de-risco

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