Hipertensão Arterial: o que é, sintomas e tratamento

Contents
  1. Como identificar e tratar a pressão alta
  2. Principais sintomas de hipertensão
  3. O que causa a hipertensão
  4. Hipertensão primária
  5. Hipertensão secundária
  6. Quando é normal ter pressão alta
  7. Como é confirmado o diagnóstico
  8. Como entender o valor de pressão arterial
  9. Como deve ser feito o tratamento
  10. 1. Remédios para pressão alta
  11. 2. Dieta para pressão alta
  12. 3. Prática regular de exercício físico
  13. 4. Remédios naturais para pressão alta
  14. Hipertensão durante a gravidez
  15. Possíveis complicações da hipertensão
  16. Doenças cardíacas
  17. Alterações cerebrais
  18. Problemas renais
  19. Como prevenir a hipertensão arterial
  20. Hipertensão (pressão alta): sintomas, como tratar
  21. Pressão arterial e hipertensão arterial
  22. Causas da hipertensão arterial
  23. Sintomas da hipertensão arterial
  24. Tratamento da hipertensão arterial
  25. Hipertensão (pressão alta)
  26. Sintomas da hipertensão
  27. Tratamento da hipertensão
  28. Recomendações sobre hipertensão
  29. Perguntas frequentes sobre hipertensão
  30. O que é Hipertensão arterial, causas, sintomas e tratamento | MS
  31. O que é hipertensão arterial?
  32. Classificação
  33. Causas
  34. Riscos
  35. Diagnóstico
  36. Prevenção e Tratamento
  37. Medicamentos usados para o tratamento da hipertensão
  38. Diagnóstico e Classificação da Hipertensão Arterial Sistêmica
  39. Como identificar e tratar a pressão alta
  40. Principais sintomas de hipertensão
  41. O que causa a hipertensão
  42. Hipertensão primária
  43. Hipertensão secundária
  44. Quando é normal ter pressão alta
  45. Como é confirmado o diagnóstico
  46. Como entender o valor de pressão arterial
  47. Como deve ser feito o tratamento
  48. 1. Remédios para pressão alta
  49. 2. Dieta para pressão alta
  50. 3. Prática regular de exercício físico
  51. 4. Remédios naturais para pressão alta
  52. Hipertensão durante a gravidez
  53. Possíveis complicações da hipertensão
  54. Doenças cardíacas
  55. Alterações cerebrais
  56. Problemas renais
  57. Como prevenir a hipertensão arterial
  58. Hipertensão (pressão alta): sintomas, como tratar
  59. Pressão arterial e hipertensão arterial
  60. Causas da hipertensão arterial
  61. Sintomas da hipertensão arterial
  62. Tratamento da hipertensão arterial
  63. Hipertensão (pressão alta)
  64. Sintomas da hipertensão
  65. Tratamento da hipertensão
  66. Recomendações sobre hipertensão
  67. Perguntas frequentes sobre hipertensão
  68. O que é Hipertensão arterial, causas, sintomas e tratamento | MS
  69. O que é hipertensão arterial?
  70. Classificação
  71. Causas
  72. Riscos
  73. Diagnóstico
  74. Prevenção e Tratamento
  75. Medicamentos usados para o tratamento da hipertensão
  76. Diagnóstico e Classificação da Hipertensão Arterial Sistêmica
  77. Avaliação Inicial de Rotina para Todos os Pacientes Hipertensos Os seguintes exames devem fazer parte da avaliação de todos os pacientes hipertensos:          urina tipo 1;          dosagem de potássio e creatinina;          glicemia de jejum;          colesterol total, LDL, HDL, triglicérides;          ácido úrico;          eletrocardiograma convencional. Exames complementares podem ser solicitados quando houver indicação clínica adicional ou necessidade de investigação de causas secundárias. Assim sendo, em pacientes hipertensos com diabetes ou com síndrome metabólica e hipertensos com 3 ou mais fatores de risco, recomenda-se pesquisa de microalbuminúria. Para pacientes com glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, recomenda-se determinar a glicemia 2 horas após sobrecarga oral de glicose. Em hipertensos estágios 1 ou 2 sem hipertrofia ventricular esquerda ao ECG, mas com 3 ou mais fatores de risco (portanto, não obrigatório), considerar o emprego do ecocardiograma para a detecção da hipertrofia ventricular esquerda. Para pacientes hipertensos com suspeita clínica de insuficiência cardíaca, considerar a utilização do ecocardiograma para avaliação da função sistólica e diastólica.  DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Quando Investigar Hipertensão Secundária? Quando Investigar Hipertensão Secundária? Durante a avaliação de um paciente hipertenso, alguns achados da anamnese e do exame físico servem como indício de que causas secundárias podem estar presentes. Nestes casos, uma abordagem direcionada e criteriosa permite um correto diagnóstico, evitando os exames muitas vezes desnecessários e caros na investigação de hipertensão secundária. Indícios de Hipertensão Secundária Indícios de Hipertensão Secundária Os principais indícios de hipertensão secundária encontram-se na Tabela 6. Tabela 6: Indícios de hipertensão secundária Início de hipertensão antes dos 30 anos ou após os 50 anos de idade Hipertensão arterial refratária à terapia Relatos de roncos frequentes, pausas respiratórias frequentes durante a noite e sonolência diurna Aumento de creatinina sérica Exame de urina anormal (proteinúria ou hematúria) Uso de fármacos e drogas que podem elevar a pressão arterial Fácies ou biótipo de doença que cursa com hipertensão: doença renal, hipertireoidismo, acromegalia, síndrome de Cushing Presença de sopros abdominais Assimetria de pulsos femorais Hipopotassemia espontânea (< 3 mEq/L) Tríade de feocromocitoma: palpitações, sudorese e cefaléia de aparecimento concomitante e em crises Causas de Hipertensão Secundária Causas de Hipertensão Secundária As principais causas de hipertensão secundária estão na Tabela 7. Tabela 7:Formas secundárias de hipertensão Síndrome da apnéia obstrutiva do sono Doença renal crônica Hipertensão renovascular Aldosteronismo primário Coarctação da aorta Síndrome de Cushing Hipertensão induzida por drogas Uropatia obstrutiva Feocromocitoma Doenças da tireóide ou paratireóide CONCLUSÕES CONCLUSÕES A HAS é, e continuará sendo, uma doença altamente prevalente e com alto impacto negativo social. A identificação precoce dos hipertensos e o tratamento eficaz são de grande importância clínica nos planos individual e populacional. Uso de aparelhos calibrados, técnica precisa e identificação de causas possivelmente reversíveis são parte fundamental no manejo clínico desses pacientes. BIBLIOGRAFIA
  78. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
  79. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
  80. Quando Investigar Hipertensão Secundária?
  81. Quando Investigar Hipertensão Secundária?
  82. Indícios de Hipertensão Secundária
  83. Indícios de Hipertensão Secundária
  84. Causas de Hipertensão Secundária
  85. Causas de Hipertensão Secundária
  86. CONCLUSÕES
  87. CONCLUSÕES
  88. BIBLIOGRAFIA

Como identificar e tratar a pressão alta

Hipertensão Arterial: o que é, sintomas e tratamento
Hipertensão Arterial: o que é, sintomas e tratamento

  • A hipertensão é uma condição crônica caracterizada pelo aumento da pressão arterial acima de 140×90 mmHg.
  • Normalmente não existem sintomas, mas em alguns casos pode surgir dor de cabeça, alterações da visão ou tonturas.
  • As causas mais comuns são a alimentação rica em sal e a falta de exercício físico regular, mas também pode acontecer devido a algum problema de saúde.
  • O diagnóstico pode ser um pouco demorado, mas geralmente é feito pelo clínico geral após várias medições da pressão arterial no consultório.
  • O tratamento inclui sempre cuidados com a alimentação, como redução na quantidade de sal, mas também pode precisar ser feito com remédios para a pressão alta.

A hipertensão, conhecida popularmente como pressão alta, caracteriza-se por uma pressão arterial acima de 140 x 90 mmHg, que se mantém em várias medições, feitas em dias diferentes.

A hipertensão acontece quando o sangue tem dificuldade para circular nos vasos sanguíneos e, por isso, o coração precisa bater com mais força para conseguir que o sangue passe por todo o corpo. 

Este tipo de alteração é considerada uma das doenças mais comuns na população e, geralmente acontece decido a uma alimentação desequilibrada e falta de exercício físico, embora possa acontecer também pela presença de outros problemas de saúde como doenças renais ou alterações cardíacas.

Principais sintomas de hipertensão

A hipertensão, ou pressão alta, é uma condição silenciosa, que, na maioria dos casos, não causa qualquer tipo de sintoma. Por esse motivo, é muito comum que se tenha hipertensão por vários anos antes de surgir qualquer tipo de sintoma.

Ainda assim, quando acontecem picos em que a pressão arterial sobe muito de repente, podem surgir sintomas de pressão alta, como:

  • Enjoo e tonturas;
  • Dor de cabeça;
  • Sonolência;
  • Zumbido no ouvido;
  • Alterações da visão;
  • Dificuldade para respirar.

Sempre que surge algum destes sintomas é muito importante marcar uma consulta com um clínico geral para avaliar a possibilidade de se ter hipertensão, iniciando o tratamento adequado. Além disso, existem algumas medidas que se podem fazer durante um pico de hipertensão e que ajudam a regular a pressão arterial, como tentar relaxar ou tomar o remédio para pressão receitado pelo médico.

A melhor forma de se identificar a hipertensão é fazer medições regulares da pressão arterial, para identificar quando está acima de 140 x 90 mmHg. Assim, uma boa estratégia pode ser fazer check-ups 2 a 3 vezes por ano com o clínico geral ou o médico de família, por exemplo.

O que causa a hipertensão

A hipertensão surge sempre que existe alguma alteração que cause dificuldade para o sangue circular nos vasos sanguíneos, aumentando a pressão que o coração precisa fazer para que o sangue circule corretamente. No entanto, dependendo do tipo da hipertensão, existem causas diferentes:

Hipertensão primária

A hipertensão primária é aquela que surge ao longo do tempo sem estar relacionada com qualquer problema de saúde ou uso de algum tipo de substância ou medicamento e, por isso, a causa é mais difícil de identificar.

Este é o tipo mais comum de hipertensão e normalmente está relacionada com fatores como:

  • Genética: algumas pessoas e famílias apresentam maior tendência para apresentar pressão arterial alta;
  • Má alimentação: uma alimentação pouco saudável, como elevada ingestão de sal, açúcar e frituras pode causar alterações que aumentam a pressão arterial;
  • Falta de atividade física: o exercício físico é importante para manter o bom funcionamento do coração e para regular a pressão arterial.

Além disso, a idade também pode causar aumento da pressão arterial devido à diminuição da elasticidade dos vasos sanguíneos. É por esse motivo que a hipertensão também é mais comum em idosos.

Hipertensão secundária

A hipertensão secundária é mais rara, mas geralmente apresenta causas mais fáceis de identificar como:

  • Doença renal;
  • Problemas cardíacos;
  • Alterações da tireoide;
  • Uso de alguns medicamentos;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Doenças hormonais.

Quando é normal ter pressão alta

Ter pressão alta nem sempre é mau, nem significa que se tem hipertensão. É normal que o aumento da pressão arterial aconteça em pessoas completamente saudáveis, em situações temporárias como fazer exercício físico, sentir algum tipo de dor, tomar café ou viver uma situação estressante, por exemplo.

Porém, é esperado que a pressão diminua pouco tempo depois dessas situações. Caso a pressão se mantenha alta por vários dias, ou se acontecer muito regularmente sem nenhuma causa aparente, é importante consultar um médico, para avaliar se pode realmente se tratar de uma situação de hipertensão arterial.

Como é confirmado o diagnóstico

Uma vez que existem várias situações do dia a dia que podem aumentar a pressão arterial sem significar que se tem hipertensão, o diagnóstico não pode ser feito com apenas uma medição da pressão arterial.

Assim, para confirmar o diagnóstico é importante que seja feitas, pelo menos 3 medições da pressão arterial em três dias diferentes com intervalo mínimo de uma semana entre cada medição. Além disso é importante que as medições sejam feitas por um profissional de saúde, já que é preciso saber medir corretamente a pressão arterial para evitar erros na hora de avaliar os resultados.

Alguns médicos podem também pedir que a pessoa faça algumas medições em casa ou na farmácia, para descartar a hipótese de a pressão arterial estar aumentada no consultório devido à síndrome do avental branco.

Quando existe suspeita de hipertensão o médico pode ainda aconselhar a realização de outros exames que ajudam a identificar uma possível causa, como exame de urina, exame de sangue, eletrocardiograma ou ultrassom renal.

Como entender o valor de pressão arterial

Para entender o valor de pressão arterial é preciso conhecer os dois valores:

  • Pressão sistólica: geralmente é o valor mais alto da medição (ex.: 135 mmHg) e representa a pressão que é feita nas artérias quando o coração bate;
  • Pressão diastólica: é o valor mais baixo (ex.: 65 mmHg) e representa a pressão nas paredes das artérias entre cada batida do coração.

Depois de medida, a pressão arterial é classificada de acordo com este quadro:

ClassificaçãoPressão sistólica (mmHg)Diastólica (mmHg)
Ótima< 120< 80
Normal< 130< 85
Limítrofe130 a 13985 a 89
Hipertensão estágio 1140 a 15990 a 99
Hipertensão estágio 2160 a 179100 a 109
Hipertensão estágio 3>= 180>= 110

Quanto maior o estágio de hipertensão, maior o risco de complicações graves. Pessoas com pressão limítrofe e com hipertensão estágio 1 podem conseguir regular a pressão apenas com algumas alterações do estilo de vida, enquanto pessoas com hipertensão estágio 2 e 3 normalmente precisam fazer uso de remédios receitados pelo médico.

Como deve ser feito o tratamento

O tratamento para hipertensão varia de acordo com o tipo de hipertensão. Isto porque, no caso da hipertensão secundária é muito importante identificar a causa e iniciar um tratamento direcionado para corrigir a doença ou problema que está na origem da pressão alta.

Já nas situações de hipertensão primária, que é o tipo mais comum, normalmente são necessárias alterações do estilo de vida e até medicamentos para regular diretamente a pressão:

1. Remédios para pressão alta

Embora existam vários remédios capazes de diminuir a pressão arterial, geralmente só são indicados pelo médico quando não é possível regular a pressão arterial apenas com as mudanças de estilo de vida como melhorar a alimentação e fazer exercício físico regular. Nestes casos, os medicamentos mais utilizados incluem:

  • Diuréticos, como furosemida, hidroclorotiazida ou espironolactona;
  • Inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA's), como captopril, enalapril ou ramipril;
  • Antagonistas do receptor da angiotensina, como losartana, valsartana ou telmisartana;
  • Beta bloqueadores, como propranolol, atenolol ou carvedilol;
  • Bloqueadores dos canais de cálcio, como amlodipina, nifedipina ou nicardipina;
  • Vasodilatadores, como minoxidil ou hidralazina.

Estes medicamentos podem ser usados isoladamente ou em combinação, mas devem sempre ser usados junto com as alterações do estilo de vida, para garantir um melhor efeito sobre a pressão arterial.

2. Dieta para pressão alta

A dieta para hipertensão é uma das alterações mais importantes para ajudar a diminuir a pressão arterial. É importante fazer uma alimentação saudável, variada e pobre em sal, açúcar e alimentos com muita gordura.

Assim, é importante dar preferência para frutas, vegetais, cereais e proteínas magras, como carnes brancas e peixe, por exemplo.

3. Prática regular de exercício físico

Junto com a dieta, outra alteração do estilo de vida que é indispensável é a realização de atividade física regular por, pelo menos, 30 minutos, 3 a 5 vezes por semana. Os exercícios mais direcionados para manter a saúde vascular são os aeróbicos, como corrida, caminhada, ciclismo ou natação, por exemplo.

4. Remédios naturais para pressão alta

Para complementar o tratamento orientado pelo médico também existem alguns remédios naturais que ajudam a regular a pressão arterial. Alguns exemplos são a água de alho, o chá de folhas de oliveira ou o chá de valeriana.

Estes remédios devem ser usados sempre com conhecimento do médico e sob orientação de um naturopata.

Hipertensão durante a gravidez

A hipertensão é uma condição que também pode acontecer durante a gravidez, e que deve ser bem controlada para evitar o surgimento de complicações que coloquem em risco a vida da gestante ou do bebê.

Uma complicação que pode surgir com o aumento da pressão arterial durante esta fase é a pré-eclâmpsia, que é caracterizada por um aumento constante da pressão arterial e lesões em diferentes órgãos do corpo, especialmente rins, pulmões e fígado, além de aumentar o risco de prematuridade e aborto.

Quando a mulher suspeita de pressão alta na gravidez deve consultar o obstetra e iniciar o tratamento adequado, que normalmente inclui o uso de medicamentos e alterações na dieta, a fim de evitar todas as complicações.

Possíveis complicações da hipertensão

Quando a hipertensão não é identificada e tratada adequadamente, podem passar vários anos em que a pressão se mantém alta e vai criando pequenas lesões nos vasos e nos órgãos de todo o corpo. Por esse motivo, existem várias complicações graves da hipertensão, como:

Doenças cardíacas

O aumento da pressão arterial faz com que o coração precise bombear com mais força, para conseguir enviar o sangue para todo o corpo. Quando isso acontece por vários anos seguidos, podem surgir vários problemas como:

  • Insuficiência cardíaca;
  • Arritmia;
  • Angina de peito.

Além disso, pessoas com hipertensão descontrolada também têm maior risco de desenvolver aneurismas da aorta e até infarto.

Alterações cerebrais

Devido ao aumento da pressão arterial dentro dos vasos do cérebro podem surgir várias lesões a nível cerebral, que podem causar alterações como problemas de memória, dificuldade para aprender e até dificuldade para falar.

Além disso, a pressão alta pode causar um diminuição da quantidade de oxigênio que chega no cérebro, aumentando o risco de AVC isquêmico.

Problemas renais

O aumento da pressão arterial pode também causar lesões nos frágeis vasos sanguíneos dos rins, aumentando o risco de desenvolver insuficiência renal.

Como prevenir a hipertensão arterial

A melhor forma de prevenção da hipertensão arterial consiste em ter um estilo de vida saudável. Por esse motivo, algumas ações que podem diminuir bastante o risco de hipertensão incluem:

  • Fazer uma dieta saudável, equilibrada e com pouco sal;
  • Evitar o excesso de peso corporal;
  • Fazer exercício físico regular, 3 a 5 vezes por semana;
  • Evitar o consumo exagerado de bebidas alcoólicas.

É também importante fazer uma monitorização regular da pressão arterial, pelo menos 2 a 3 vezes por ano, assim como fazer check-ups anuais no médico, a fim de identificar condições que possam aumentar o risco de hipertensão arterial.

Источник: https://www.tuasaude.com/pressao-alta/

Hipertensão (pressão alta): sintomas, como tratar

Hipertensão Arterial: o que é, sintomas e tratamento

A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma condição em que a pressão arterial se mantém frequentemente acima de 140/90 mmHg.

Não apresenta cura, porém o uso de medicamentos fazem com que a pressão arterial retorne a valores normais.

Além do uso de medicamentos, o tratamento inclui melhoria nos hábitos de vida, com adoção de alimentação mais saudável, redução do consumo de sal, prática de exercícios físicos e abandono do consumo do cigarro e álcool.

Se a hipertensão não for tratada, pode levar a complicações, como infartos, insuficiência renal, derrames cerebrais e até cegueira. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), “a hipertensão afeta mais de 30% da população adulta em todo o mundo, ou seja, mais de um bilhão de pessoas”.

Leia também: Diferença entre pressão alta e pressão baixa

Pressão arterial e hipertensão arterial

Pressão arterial é o nome dado à pressão exercida pelo sangue contra a parede das artérias. Ela é expressa por uma fração, como 120/80 mmHg.

O valor de 120 representa a pressão sistólica, que é a pressão durante a contração dos ventrículos, e o valor de 80 representa a pressão diastólica, que é a pressão durante o relaxamento dos ventrículos.

Em indivíduos em condições normais, a pressão sistólica varia de 100 a 120 mmHg e a pressão diastólica de 60 a 80 mmHg.

É considerado hipertensão quando o indivíduo apresenta pressão arterial acima de 140/90 mmHg.

A hipertensão ocorre quando a medida da pressão arterial se mantém frequentemente acima de 140/90 mmHg. A Sociedade Brasileira de Nefrologia ressalta que, sempre que a pressão arterial estiver maior que 120 por 80 mmHg e menor que 140 por 90 mmHg, é importante fazer medidas semestrais ou anuais para acompanhamento.

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Causas da hipertensão arterial

Normalmente, a hipertensão não apresenta apenas uma causa definida.

A hereditariedade é um fator importante quando falamos em pressão alta, sendo observados casos em vários membros de uma mesma família.

Além disso, o risco de desenvolver hipertensão aumenta com a idade e com os hábitos de vida do indivíduo, como sedentarismo, alimentação inadequada, ganho de peso e excesso de sal nos alimentos.

Sintomas da hipertensão arterial

A hipertensão arterial é uma doença silenciosa, ou seja, geralmente não apresenta sintomas. Os sintomas normalmente são observados quando os valores da pressão arterial estão muito altos. Dentre os sintomas que podem surgir, destacam-se: dor de cabeça, tontura, cansaço, zumbido no ouvido, sangramento pelo nariz, falta de ar, visão borrada e agitação.

É importante estar atento aos sintomas e medir regularmente a pressão arterial, uma vez que a doença pode provocar complicações graves, que podem colocar em risco até mesmo a vida do indivíduo. A hipertensão está relacionada comproblemas cardiovasculares, como infarto e angina, bem como derrames, insuficiência renal e cegueira.

A hipertensão está relacionada com o desenvolvimento de problemas cardiovasculares.

O diagnóstico precoce da hipertensão arterial é fundamental para que se inicie o mais rápido possível o tratamento e complicações sejam evitadas, tais como infartos, derrames e problemas renais.

Para se diagnosticar a hipertensão, a pressão arterial deve ser medida várias vezes, a fim de confirmar que seus níveis realmente estão alterados.

Para uma medição adequada, é fundamental que ela seja feita por profissionais capacitados e com uso de aparelhos calibrados.

Leia também: 10 principais causas de morte no mundo

Tratamento da hipertensão arterial

A hipertensão é um problema de saúde que não apresenta cura, porém medicamentos e mudanças de hábitos de vida podem fazer com que a pressão arterial seja controlada e permaneça em níveis normais. O tratamento inclui medicamentos e adoção de hábitos como:

  • alimentação saudável;
  • diminuir a quantidade de sal na alimentação;
  • manter-se no peso adequado;
  • praticar atividades físicas;
  • evitar cigarro e álcool;
  • controlar os níveis de estresse.

Por Vanessa Sardinha dos Santos
Professora de Biologia

Источник: https://brasilescola.uol.com.br/doencas/hipertensao.htm

Hipertensão (pressão alta)

Hipertensão Arterial: o que é, sintomas e tratamento

Hipertensão (pressão alta) acomete pessoas em todas as fases da vida, de todas as classes sociais . Os sintomas costumam aparecer apenas em fases mais avançadas ou quando a hipertensão aumenta de forma abrupta. 

Hipertensão (pressão alta) é uma doença democrática que acomete crianças, adultos e idosos, homens e mulheres de todas as classes sociais e condições financeiras.

Popularmente conhecida como “pressão alta”, está relacionada com a força que o sangue faz contra as paredes das artérias para conseguir circular por todo o corpo.

O estreitamento das artérias aumenta a necessidade de o coração bombear com mais força para impulsionar o sangue e recebê-lo de volta. Como consequência, a hipertensão dilata o coração e danifica as artérias.

Veja também: Hipertensão arterial infantil

Os valores da pressão arterial não são sempre os mesmos durante o dia. Geralmente caem, quando dormimos ou estamos relaxados, e sobem com a atividade física, agitação, estresse.

Considera-se hipertensa a pessoa que, medindo a pressão arterial em repouso, apresenta valores iguais ou acima de 14 por 9 (140mmHg X 90mmHg). Hipertensos têm maior propensão para apresentar comprometimentos vasculares, tanto cerebrais (como AVC), quanto cardíacos (como infarto), doença renal crônica, alterações na visão e impotência sexual.

Sintomas da hipertensão

Hipertensão arterial é doença traiçoeira, só provoca sintomas em fases muito avançadas ou quando a pressão arterial aumenta de forma abrupta e exagerada. Algumas pessoas, porém, podem apresentar sintomas, como dores de cabeça, no peito e tonturas, entre outros, que representam um sinal de alerta.

Tratamento da hipertensão

O objetivo do tratamento deve ser não deixar a pressão ultrapassar os valores de 12 por 8.

Nos casos de hipertensão leve, com a mínima entre 9 e 10, tenta-se primeiro o tratamento não medicamentoso, que é muito importante e envolve mudanças nos hábitos de vida. A pessoa precisa praticar exercícios físicos, não exagerar no sal e na bebida alcoólica, controlar o estresse e o peso, levar vida saudável, enfim.

Veja também: 7 mitos e verdades sobre hipertensão

Como existe nítida relação entre pressão alta e aumento do peso corporal, perder 10% do peso corpóreo é uma forma eficaz de reduzir os níveis da pressão. Por exemplo, a cada 1kg de peso eliminado, a pressão do hipertenso cai de 1,3mmHg a 1,6mmHg em média.

Se o indivíduo tem a pressão discretamente aumentada e não consegue controlá-la fazendo exercícios, reduzindo a ingestão de bebidas alcoólicas e perdendo peso, ou se já tem os níveis mínimos mais elevados (11 ou 12 de pressão mínima), é necessário introduzir medicação para deixar os vasos mais relaxados.

Todos os remédios para hipertensão são vasodilatadores e agem de diferentes maneiras. Os mais antigos, entre eles os diuréticos, por exemplo, se no início fazem a pessoa perder um pouquinho mais de sal e de água, também ajudam a reduzir a reatividade dos vasos. Os mais modernos costumam ser mais tolerados e provocam menos efeitos colaterais.

É sempre possível controlar a pressão arterial desde que haja adesão ao tratamento. Para tanto, o paciente precisa fazer sua parte: tomar os remédios corretamente e mudar os hábitos de vida.

Vídeo: Entenda como a hipertensão aumenta o risco de infarto e outros problemas graves

Recomendações sobre hipertensão

  • Não pense que basta tomar os remédios para resolver seu problema de pressão arterial elevada. Você precisa também promover algumas mudanças no seu estilo de vida;
  • Coma sal com moderação. Ele é um mineral importante para o organismo e não deve ser eliminado da dieta dos hipertensos. Esqueça, porém, do saleiro depois que colocou a comida no prato, e evite os alimentos processados que, em geral, contêm mais sal. Precisam tomar cuidado especial com a ingestão de sal os negros, as pessoas com mais de 65 anos de idade e os portadores de diabetes, porque são mais sensíveis ao mecanismo de ação do sal;
  • Adote dieta rica em frutas, cereais integrais e laticínios com baixo teor de gordura. Assim, você estará ingerindo menos sódio e mais potássio, cálcio e magnésio, nutrientes necessários para quem precisa baixar a pressão;
  • Não fume. Entre outros danos ao organismo, o cigarro estreita o calibre das artérias, o que dificulta ainda mais a circulação do sangue;
  • Saiba que o estresse pode aumentar a pressão arterial. Atividade física, técnicas de relaxamento, psicoterapia podem contribuir para o controle do estresse e da pressão arterial;
  • Não interrompa o uso da medicação nem diminua a dosagem por sua conta. Siga as indicações de seu médico e tome os remédios rigorosamente nos horários prescritos;
  • Meça a pressão arterial com regularidade e anote os valores para que seu médico possa avaliar a eficácia do tratamento;
  • Não esqueça que hipertensão é uma doença crônica e que complicações podem ser prevenidas com o uso de drogas anti-hipertensivas e mudanças no estilo de vida.

Vídeo: Dr. Drauzio explica com que frequência medir a pressão arterial

Perguntas frequentes sobre hipertensão

Qual a quantidade de sal que devemos consumir por dia?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que cada pessoa consuma, no máximo, 5 gramas de sal diariamente (equivalente a cinco sachês). No entanto, os brasileiros ingerem mais do que o dobro recomendado, cerca de 12 gramas por dia. Atenção: Essa quantidade não se refere somente ao sal adicionado na hora de comer, mas a todo o sal usado durante as preparações.

Hipertensão é perigosa na gravidez?

Sim. Existem até condições nomeadas especificamente para a pressão alta no período, que é grave e precisa de tratamento imediato. Sabia mais sobre eclâmpsia e pré-eclâmpsia.

Meus pais têm hipertensão. Eu também terei?

A hereditariedade é um fator de risco importante sobre o qual não temos controle. Quando um dos pais tem hipertensão, os filhos têm 25% de risco de desenvolver a doença ao longo da vida. Já quando o pai e a mãe são hipertensos, esse número sobe para 60%. Se esse é o seu caso, afaste-se de outros fatores de risco evitáveis, como o sedentarismo e o cigarro, por exemplo.

Apenas pessoas mais velhas podem ter hipertensão?

A doença geralmente atinge pessoas mais velhas, especialmente a partir dos 60 anos. Porém, ela também pode acometer pessoas mais jovens e até crianças. A hipertensão também é mais frequente em negros.

Como é feito o diagnóstico da hipertensão?

A hipertensão é uma doença silenciosa que não costuma provocar sintomas. Por isso, o diagnóstico é feito por meio de aferições frequentes da pressão arterial.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/hipertensao-pressao-alta/

O que é Hipertensão arterial, causas, sintomas e tratamento | MS

Hipertensão Arterial: o que é, sintomas e tratamento

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No dia 26 de abril, o Brasil se mobiliza para conscientizar as pessoas sobre os riscos e a importância de combater a hipertensão arterial.

A data é lembrada pelos profissionais da área com grande preocupação, pois cerca de 1/4 da população brasileira sofre com esse mal.

Entenda melhor o que é a doença na matéria abaixo.

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

O que é hipertensão arterial?

A hipertensão arterial, também conhecida popularmente como pressão alta, é considerada como uma doença silenciosa por, muitas vezes, não manifestar os sintomas e atrasar, assim, o diagnóstico por parte do médico. A doença se dá quando a pressão arterial do paciente, maior de 18 anos, é superior a 140 x 90 mmHg (milímetro por mercúrio) – ou 14 por 9.

Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBS), estima-se que 25% da população brasileira sofra de hipertensão, sendo que em pessoas com mais de 60 anos de idade a porcentagem sobe para mais de 50%.

Além disso, a doença também é a causadora de:

  • 40% dos infartos;
  • 80% dos derrames;
  • 25% dos casos de insuficiência renal em todo o país.

Classificação

A hipertensão possui uma classificação que varia de acordo com a sua gravidade:

  • Normotensos: Pressões menores ou iguais a 12 por 8;
  • Pré-hipertensos: Pressões entre 12 por 8 – 13 por 9;
  • Hipertensos Grau I: Pressões entre 14 por 9 – 15 por 9;
  • Hipertensos Grau II: Pressões maiores ou iguais a 16 por 10.

Fique atento em sua pressão para que possa procurar auxílio médico o quanto antes, caso haja indícios de hipertensão.

Entende-se por hipertensão do avental branco a elevação da pressão arterial em pacientes que apresentam ansiedade em consultas médicas, fazendo com que sua pressão suba na mesma hora.

Por mais que ela não seja um tipo de hipertensão de fato, ocorre em pessoas que possuem predisposição a desenvolver a doença.

Causas

A pressão arterial se eleva por vários motivos, mas principalmente porque os vasos em que o sangue passa se contraem. Além disso, diversos fatores podem influenciar no desenvolvimento da hipertensão, tais como:

  • Histórico de hipertensão na família;
  • Obesidade;
  • Diabetes;
  • Dieta rica em sódio;
  • Tabagismo;
  • Excesso de gordura no sangue;
  • Excesso de bebida alcoólica;
  • Sedentarismo;
  • Estresse.

Riscos

Se não tratada no momento certo e da forma correta, a hipertensão pode acarretar em diversas consequências:

  • Insuficiência cardíaca;
  • Infarto do miocárdio;
  • Arritmias cardíacas;
  • Morte súbita;
  • Aneurismas;
  • Perda da visão;
  • Insuficiência renal crônica;
  • AVC isquêmico e hemorrágico;
  • Demência por micro infartos cerebrais;
  • Arteriosclerose.

Diagnóstico

As pessoas que sofrem de pressão alta devem ir ao cardiologista uma vez a cada seis meses; já as que possuem a pressão normal, uma vez ao ano. As crianças também devem ter o devido acompanhamento de sua pressão com seus pediatras.

Como já mencionado, muitas vezes os sintomas da hipertensão não são detectados, porém existem exames laboratoriais que os detectam de forma precoce, como os seguintes:

  • Urinálise;
  • Hematócrito;
  • Ureia e/ou Creatinina;
  • Potássio;
  • Glicose em jejum;
  • Cálcio;
  • TSH e T4;
  • Lipidograma.

Prevenção e Tratamento

Se você já é hipertenso, ou tem tendência a ser, os itens abaixo servem tanto como prevenção contra a doença quanto como tratamento para estabilizar a pressão arterial:

  • Reduzir o sal de cozinha e os alimentos que contenham muito sal;
  • Reduzir o consumo de álcool;
  • Abandonar o tabagismo, caso seja fumante;
  • Exercitar-se regularmente;
  • Controlar as alterações das gorduras sanguíneas.

Medicamentos usados para o tratamento da hipertensão

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico.

As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento.

Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Lembre-se: A prevenção é importante para qualquer tipo de doença, mas antes de tomar algum desses medicamentos, consulte o seu médico primeiro. Ele saberá indicar o medicamento que melhor se enquadra em seu quadro clínico.

Источник: https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-hipertensao-arterial-causas-sintomas-e-tratamento/

Diagnóstico e Classificação da Hipertensão Arterial Sistêmica

Hipertensão Arterial: o que é, sintomas e tratamento

Como identificar e tratar a pressão alta

Hipertensão Arterial: o que é, sintomas e tratamento
Hipertensão Arterial: o que é, sintomas e tratamento

  • A hipertensão é uma condição crônica caracterizada pelo aumento da pressão arterial acima de 140×90 mmHg.
  • Normalmente não existem sintomas, mas em alguns casos pode surgir dor de cabeça, alterações da visão ou tonturas.
  • As causas mais comuns são a alimentação rica em sal e a falta de exercício físico regular, mas também pode acontecer devido a algum problema de saúde.
  • O diagnóstico pode ser um pouco demorado, mas geralmente é feito pelo clínico geral após várias medições da pressão arterial no consultório.
  • O tratamento inclui sempre cuidados com a alimentação, como redução na quantidade de sal, mas também pode precisar ser feito com remédios para a pressão alta.

A hipertensão, conhecida popularmente como pressão alta, caracteriza-se por uma pressão arterial acima de 140 x 90 mmHg, que se mantém em várias medições, feitas em dias diferentes.

A hipertensão acontece quando o sangue tem dificuldade para circular nos vasos sanguíneos e, por isso, o coração precisa bater com mais força para conseguir que o sangue passe por todo o corpo. 

Este tipo de alteração é considerada uma das doenças mais comuns na população e, geralmente acontece decido a uma alimentação desequilibrada e falta de exercício físico, embora possa acontecer também pela presença de outros problemas de saúde como doenças renais ou alterações cardíacas.

Principais sintomas de hipertensão

A hipertensão, ou pressão alta, é uma condição silenciosa, que, na maioria dos casos, não causa qualquer tipo de sintoma. Por esse motivo, é muito comum que se tenha hipertensão por vários anos antes de surgir qualquer tipo de sintoma.

Ainda assim, quando acontecem picos em que a pressão arterial sobe muito de repente, podem surgir sintomas de pressão alta, como:

  • Enjoo e tonturas;
  • Dor de cabeça;
  • Sonolência;
  • Zumbido no ouvido;
  • Alterações da visão;
  • Dificuldade para respirar.

Sempre que surge algum destes sintomas é muito importante marcar uma consulta com um clínico geral para avaliar a possibilidade de se ter hipertensão, iniciando o tratamento adequado. Além disso, existem algumas medidas que se podem fazer durante um pico de hipertensão e que ajudam a regular a pressão arterial, como tentar relaxar ou tomar o remédio para pressão receitado pelo médico.

A melhor forma de se identificar a hipertensão é fazer medições regulares da pressão arterial, para identificar quando está acima de 140 x 90 mmHg. Assim, uma boa estratégia pode ser fazer check-ups 2 a 3 vezes por ano com o clínico geral ou o médico de família, por exemplo.

O que causa a hipertensão

A hipertensão surge sempre que existe alguma alteração que cause dificuldade para o sangue circular nos vasos sanguíneos, aumentando a pressão que o coração precisa fazer para que o sangue circule corretamente. No entanto, dependendo do tipo da hipertensão, existem causas diferentes:

Hipertensão primária

A hipertensão primária é aquela que surge ao longo do tempo sem estar relacionada com qualquer problema de saúde ou uso de algum tipo de substância ou medicamento e, por isso, a causa é mais difícil de identificar.

Este é o tipo mais comum de hipertensão e normalmente está relacionada com fatores como:

  • Genética: algumas pessoas e famílias apresentam maior tendência para apresentar pressão arterial alta;
  • Má alimentação: uma alimentação pouco saudável, como elevada ingestão de sal, açúcar e frituras pode causar alterações que aumentam a pressão arterial;
  • Falta de atividade física: o exercício físico é importante para manter o bom funcionamento do coração e para regular a pressão arterial.

Além disso, a idade também pode causar aumento da pressão arterial devido à diminuição da elasticidade dos vasos sanguíneos. É por esse motivo que a hipertensão também é mais comum em idosos.

Hipertensão secundária

A hipertensão secundária é mais rara, mas geralmente apresenta causas mais fáceis de identificar como:

  • Doença renal;
  • Problemas cardíacos;
  • Alterações da tireoide;
  • Uso de alguns medicamentos;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Doenças hormonais.

Quando é normal ter pressão alta

Ter pressão alta nem sempre é mau, nem significa que se tem hipertensão. É normal que o aumento da pressão arterial aconteça em pessoas completamente saudáveis, em situações temporárias como fazer exercício físico, sentir algum tipo de dor, tomar café ou viver uma situação estressante, por exemplo.

Porém, é esperado que a pressão diminua pouco tempo depois dessas situações. Caso a pressão se mantenha alta por vários dias, ou se acontecer muito regularmente sem nenhuma causa aparente, é importante consultar um médico, para avaliar se pode realmente se tratar de uma situação de hipertensão arterial.

Como é confirmado o diagnóstico

Uma vez que existem várias situações do dia a dia que podem aumentar a pressão arterial sem significar que se tem hipertensão, o diagnóstico não pode ser feito com apenas uma medição da pressão arterial.

Assim, para confirmar o diagnóstico é importante que seja feitas, pelo menos 3 medições da pressão arterial em três dias diferentes com intervalo mínimo de uma semana entre cada medição. Além disso é importante que as medições sejam feitas por um profissional de saúde, já que é preciso saber medir corretamente a pressão arterial para evitar erros na hora de avaliar os resultados.

Alguns médicos podem também pedir que a pessoa faça algumas medições em casa ou na farmácia, para descartar a hipótese de a pressão arterial estar aumentada no consultório devido à síndrome do avental branco.

Quando existe suspeita de hipertensão o médico pode ainda aconselhar a realização de outros exames que ajudam a identificar uma possível causa, como exame de urina, exame de sangue, eletrocardiograma ou ultrassom renal.

Como entender o valor de pressão arterial

Para entender o valor de pressão arterial é preciso conhecer os dois valores:

  • Pressão sistólica: geralmente é o valor mais alto da medição (ex.: 135 mmHg) e representa a pressão que é feita nas artérias quando o coração bate;
  • Pressão diastólica: é o valor mais baixo (ex.: 65 mmHg) e representa a pressão nas paredes das artérias entre cada batida do coração.

Depois de medida, a pressão arterial é classificada de acordo com este quadro:

ClassificaçãoPressão sistólica (mmHg)Diastólica (mmHg)
Ótima< 120< 80
Normal< 130< 85
Limítrofe130 a 13985 a 89
Hipertensão estágio 1140 a 15990 a 99
Hipertensão estágio 2160 a 179100 a 109
Hipertensão estágio 3>= 180>= 110

Quanto maior o estágio de hipertensão, maior o risco de complicações graves. Pessoas com pressão limítrofe e com hipertensão estágio 1 podem conseguir regular a pressão apenas com algumas alterações do estilo de vida, enquanto pessoas com hipertensão estágio 2 e 3 normalmente precisam fazer uso de remédios receitados pelo médico.

Como deve ser feito o tratamento

O tratamento para hipertensão varia de acordo com o tipo de hipertensão. Isto porque, no caso da hipertensão secundária é muito importante identificar a causa e iniciar um tratamento direcionado para corrigir a doença ou problema que está na origem da pressão alta.

Já nas situações de hipertensão primária, que é o tipo mais comum, normalmente são necessárias alterações do estilo de vida e até medicamentos para regular diretamente a pressão:

1. Remédios para pressão alta

Embora existam vários remédios capazes de diminuir a pressão arterial, geralmente só são indicados pelo médico quando não é possível regular a pressão arterial apenas com as mudanças de estilo de vida como melhorar a alimentação e fazer exercício físico regular. Nestes casos, os medicamentos mais utilizados incluem:

  • Diuréticos, como furosemida, hidroclorotiazida ou espironolactona;
  • Inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA's), como captopril, enalapril ou ramipril;
  • Antagonistas do receptor da angiotensina, como losartana, valsartana ou telmisartana;
  • Beta bloqueadores, como propranolol, atenolol ou carvedilol;
  • Bloqueadores dos canais de cálcio, como amlodipina, nifedipina ou nicardipina;
  • Vasodilatadores, como minoxidil ou hidralazina.

Estes medicamentos podem ser usados isoladamente ou em combinação, mas devem sempre ser usados junto com as alterações do estilo de vida, para garantir um melhor efeito sobre a pressão arterial.

2. Dieta para pressão alta

A dieta para hipertensão é uma das alterações mais importantes para ajudar a diminuir a pressão arterial. É importante fazer uma alimentação saudável, variada e pobre em sal, açúcar e alimentos com muita gordura.

Assim, é importante dar preferência para frutas, vegetais, cereais e proteínas magras, como carnes brancas e peixe, por exemplo.

3. Prática regular de exercício físico

Junto com a dieta, outra alteração do estilo de vida que é indispensável é a realização de atividade física regular por, pelo menos, 30 minutos, 3 a 5 vezes por semana. Os exercícios mais direcionados para manter a saúde vascular são os aeróbicos, como corrida, caminhada, ciclismo ou natação, por exemplo.

4. Remédios naturais para pressão alta

Para complementar o tratamento orientado pelo médico também existem alguns remédios naturais que ajudam a regular a pressão arterial. Alguns exemplos são a água de alho, o chá de folhas de oliveira ou o chá de valeriana.

Estes remédios devem ser usados sempre com conhecimento do médico e sob orientação de um naturopata.

Hipertensão durante a gravidez

A hipertensão é uma condição que também pode acontecer durante a gravidez, e que deve ser bem controlada para evitar o surgimento de complicações que coloquem em risco a vida da gestante ou do bebê.

Uma complicação que pode surgir com o aumento da pressão arterial durante esta fase é a pré-eclâmpsia, que é caracterizada por um aumento constante da pressão arterial e lesões em diferentes órgãos do corpo, especialmente rins, pulmões e fígado, além de aumentar o risco de prematuridade e aborto.

Quando a mulher suspeita de pressão alta na gravidez deve consultar o obstetra e iniciar o tratamento adequado, que normalmente inclui o uso de medicamentos e alterações na dieta, a fim de evitar todas as complicações.

Possíveis complicações da hipertensão

Quando a hipertensão não é identificada e tratada adequadamente, podem passar vários anos em que a pressão se mantém alta e vai criando pequenas lesões nos vasos e nos órgãos de todo o corpo. Por esse motivo, existem várias complicações graves da hipertensão, como:

Doenças cardíacas

O aumento da pressão arterial faz com que o coração precise bombear com mais força, para conseguir enviar o sangue para todo o corpo. Quando isso acontece por vários anos seguidos, podem surgir vários problemas como:

  • Insuficiência cardíaca;
  • Arritmia;
  • Angina de peito.

Além disso, pessoas com hipertensão descontrolada também têm maior risco de desenvolver aneurismas da aorta e até infarto.

Alterações cerebrais

Devido ao aumento da pressão arterial dentro dos vasos do cérebro podem surgir várias lesões a nível cerebral, que podem causar alterações como problemas de memória, dificuldade para aprender e até dificuldade para falar.

Além disso, a pressão alta pode causar um diminuição da quantidade de oxigênio que chega no cérebro, aumentando o risco de AVC isquêmico.

Problemas renais

O aumento da pressão arterial pode também causar lesões nos frágeis vasos sanguíneos dos rins, aumentando o risco de desenvolver insuficiência renal.

Como prevenir a hipertensão arterial

A melhor forma de prevenção da hipertensão arterial consiste em ter um estilo de vida saudável. Por esse motivo, algumas ações que podem diminuir bastante o risco de hipertensão incluem:

  • Fazer uma dieta saudável, equilibrada e com pouco sal;
  • Evitar o excesso de peso corporal;
  • Fazer exercício físico regular, 3 a 5 vezes por semana;
  • Evitar o consumo exagerado de bebidas alcoólicas.

É também importante fazer uma monitorização regular da pressão arterial, pelo menos 2 a 3 vezes por ano, assim como fazer check-ups anuais no médico, a fim de identificar condições que possam aumentar o risco de hipertensão arterial.

Источник: https://www.tuasaude.com/pressao-alta/

Hipertensão (pressão alta): sintomas, como tratar

Hipertensão Arterial: o que é, sintomas e tratamento

A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma condição em que a pressão arterial se mantém frequentemente acima de 140/90 mmHg.

Não apresenta cura, porém o uso de medicamentos fazem com que a pressão arterial retorne a valores normais.

Além do uso de medicamentos, o tratamento inclui melhoria nos hábitos de vida, com adoção de alimentação mais saudável, redução do consumo de sal, prática de exercícios físicos e abandono do consumo do cigarro e álcool.

Se a hipertensão não for tratada, pode levar a complicações, como infartos, insuficiência renal, derrames cerebrais e até cegueira. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), “a hipertensão afeta mais de 30% da população adulta em todo o mundo, ou seja, mais de um bilhão de pessoas”.

Leia também: Diferença entre pressão alta e pressão baixa

Pressão arterial e hipertensão arterial

Pressão arterial é o nome dado à pressão exercida pelo sangue contra a parede das artérias. Ela é expressa por uma fração, como 120/80 mmHg.

O valor de 120 representa a pressão sistólica, que é a pressão durante a contração dos ventrículos, e o valor de 80 representa a pressão diastólica, que é a pressão durante o relaxamento dos ventrículos.

Em indivíduos em condições normais, a pressão sistólica varia de 100 a 120 mmHg e a pressão diastólica de 60 a 80 mmHg.

É considerado hipertensão quando o indivíduo apresenta pressão arterial acima de 140/90 mmHg.

A hipertensão ocorre quando a medida da pressão arterial se mantém frequentemente acima de 140/90 mmHg. A Sociedade Brasileira de Nefrologia ressalta que, sempre que a pressão arterial estiver maior que 120 por 80 mmHg e menor que 140 por 90 mmHg, é importante fazer medidas semestrais ou anuais para acompanhamento.

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Causas da hipertensão arterial

Normalmente, a hipertensão não apresenta apenas uma causa definida.

A hereditariedade é um fator importante quando falamos em pressão alta, sendo observados casos em vários membros de uma mesma família.

Além disso, o risco de desenvolver hipertensão aumenta com a idade e com os hábitos de vida do indivíduo, como sedentarismo, alimentação inadequada, ganho de peso e excesso de sal nos alimentos.

Sintomas da hipertensão arterial

A hipertensão arterial é uma doença silenciosa, ou seja, geralmente não apresenta sintomas. Os sintomas normalmente são observados quando os valores da pressão arterial estão muito altos. Dentre os sintomas que podem surgir, destacam-se: dor de cabeça, tontura, cansaço, zumbido no ouvido, sangramento pelo nariz, falta de ar, visão borrada e agitação.

É importante estar atento aos sintomas e medir regularmente a pressão arterial, uma vez que a doença pode provocar complicações graves, que podem colocar em risco até mesmo a vida do indivíduo. A hipertensão está relacionada comproblemas cardiovasculares, como infarto e angina, bem como derrames, insuficiência renal e cegueira.

A hipertensão está relacionada com o desenvolvimento de problemas cardiovasculares.

O diagnóstico precoce da hipertensão arterial é fundamental para que se inicie o mais rápido possível o tratamento e complicações sejam evitadas, tais como infartos, derrames e problemas renais.

Para se diagnosticar a hipertensão, a pressão arterial deve ser medida várias vezes, a fim de confirmar que seus níveis realmente estão alterados.

Para uma medição adequada, é fundamental que ela seja feita por profissionais capacitados e com uso de aparelhos calibrados.

Leia também: 10 principais causas de morte no mundo

Tratamento da hipertensão arterial

A hipertensão é um problema de saúde que não apresenta cura, porém medicamentos e mudanças de hábitos de vida podem fazer com que a pressão arterial seja controlada e permaneça em níveis normais. O tratamento inclui medicamentos e adoção de hábitos como:

  • alimentação saudável;
  • diminuir a quantidade de sal na alimentação;
  • manter-se no peso adequado;
  • praticar atividades físicas;
  • evitar cigarro e álcool;
  • controlar os níveis de estresse.

Por Vanessa Sardinha dos Santos
Professora de Biologia

Источник: https://brasilescola.uol.com.br/doencas/hipertensao.htm

Hipertensão (pressão alta)

Hipertensão Arterial: o que é, sintomas e tratamento

Hipertensão (pressão alta) acomete pessoas em todas as fases da vida, de todas as classes sociais . Os sintomas costumam aparecer apenas em fases mais avançadas ou quando a hipertensão aumenta de forma abrupta. 

Hipertensão (pressão alta) é uma doença democrática que acomete crianças, adultos e idosos, homens e mulheres de todas as classes sociais e condições financeiras.

Popularmente conhecida como “pressão alta”, está relacionada com a força que o sangue faz contra as paredes das artérias para conseguir circular por todo o corpo.

O estreitamento das artérias aumenta a necessidade de o coração bombear com mais força para impulsionar o sangue e recebê-lo de volta. Como consequência, a hipertensão dilata o coração e danifica as artérias.

Veja também: Hipertensão arterial infantil

Os valores da pressão arterial não são sempre os mesmos durante o dia. Geralmente caem, quando dormimos ou estamos relaxados, e sobem com a atividade física, agitação, estresse.

Considera-se hipertensa a pessoa que, medindo a pressão arterial em repouso, apresenta valores iguais ou acima de 14 por 9 (140mmHg X 90mmHg). Hipertensos têm maior propensão para apresentar comprometimentos vasculares, tanto cerebrais (como AVC), quanto cardíacos (como infarto), doença renal crônica, alterações na visão e impotência sexual.

Sintomas da hipertensão

Hipertensão arterial é doença traiçoeira, só provoca sintomas em fases muito avançadas ou quando a pressão arterial aumenta de forma abrupta e exagerada. Algumas pessoas, porém, podem apresentar sintomas, como dores de cabeça, no peito e tonturas, entre outros, que representam um sinal de alerta.

Tratamento da hipertensão

O objetivo do tratamento deve ser não deixar a pressão ultrapassar os valores de 12 por 8.

Nos casos de hipertensão leve, com a mínima entre 9 e 10, tenta-se primeiro o tratamento não medicamentoso, que é muito importante e envolve mudanças nos hábitos de vida. A pessoa precisa praticar exercícios físicos, não exagerar no sal e na bebida alcoólica, controlar o estresse e o peso, levar vida saudável, enfim.

Veja também: 7 mitos e verdades sobre hipertensão

Como existe nítida relação entre pressão alta e aumento do peso corporal, perder 10% do peso corpóreo é uma forma eficaz de reduzir os níveis da pressão. Por exemplo, a cada 1kg de peso eliminado, a pressão do hipertenso cai de 1,3mmHg a 1,6mmHg em média.

Se o indivíduo tem a pressão discretamente aumentada e não consegue controlá-la fazendo exercícios, reduzindo a ingestão de bebidas alcoólicas e perdendo peso, ou se já tem os níveis mínimos mais elevados (11 ou 12 de pressão mínima), é necessário introduzir medicação para deixar os vasos mais relaxados.

Todos os remédios para hipertensão são vasodilatadores e agem de diferentes maneiras. Os mais antigos, entre eles os diuréticos, por exemplo, se no início fazem a pessoa perder um pouquinho mais de sal e de água, também ajudam a reduzir a reatividade dos vasos. Os mais modernos costumam ser mais tolerados e provocam menos efeitos colaterais.

É sempre possível controlar a pressão arterial desde que haja adesão ao tratamento. Para tanto, o paciente precisa fazer sua parte: tomar os remédios corretamente e mudar os hábitos de vida.

Vídeo: Entenda como a hipertensão aumenta o risco de infarto e outros problemas graves

Recomendações sobre hipertensão

  • Não pense que basta tomar os remédios para resolver seu problema de pressão arterial elevada. Você precisa também promover algumas mudanças no seu estilo de vida;
  • Coma sal com moderação. Ele é um mineral importante para o organismo e não deve ser eliminado da dieta dos hipertensos. Esqueça, porém, do saleiro depois que colocou a comida no prato, e evite os alimentos processados que, em geral, contêm mais sal. Precisam tomar cuidado especial com a ingestão de sal os negros, as pessoas com mais de 65 anos de idade e os portadores de diabetes, porque são mais sensíveis ao mecanismo de ação do sal;
  • Adote dieta rica em frutas, cereais integrais e laticínios com baixo teor de gordura. Assim, você estará ingerindo menos sódio e mais potássio, cálcio e magnésio, nutrientes necessários para quem precisa baixar a pressão;
  • Não fume. Entre outros danos ao organismo, o cigarro estreita o calibre das artérias, o que dificulta ainda mais a circulação do sangue;
  • Saiba que o estresse pode aumentar a pressão arterial. Atividade física, técnicas de relaxamento, psicoterapia podem contribuir para o controle do estresse e da pressão arterial;
  • Não interrompa o uso da medicação nem diminua a dosagem por sua conta. Siga as indicações de seu médico e tome os remédios rigorosamente nos horários prescritos;
  • Meça a pressão arterial com regularidade e anote os valores para que seu médico possa avaliar a eficácia do tratamento;
  • Não esqueça que hipertensão é uma doença crônica e que complicações podem ser prevenidas com o uso de drogas anti-hipertensivas e mudanças no estilo de vida.

Vídeo: Dr. Drauzio explica com que frequência medir a pressão arterial

Perguntas frequentes sobre hipertensão

Qual a quantidade de sal que devemos consumir por dia?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que cada pessoa consuma, no máximo, 5 gramas de sal diariamente (equivalente a cinco sachês). No entanto, os brasileiros ingerem mais do que o dobro recomendado, cerca de 12 gramas por dia. Atenção: Essa quantidade não se refere somente ao sal adicionado na hora de comer, mas a todo o sal usado durante as preparações.

Hipertensão é perigosa na gravidez?

Sim. Existem até condições nomeadas especificamente para a pressão alta no período, que é grave e precisa de tratamento imediato. Sabia mais sobre eclâmpsia e pré-eclâmpsia.

Meus pais têm hipertensão. Eu também terei?

A hereditariedade é um fator de risco importante sobre o qual não temos controle. Quando um dos pais tem hipertensão, os filhos têm 25% de risco de desenvolver a doença ao longo da vida. Já quando o pai e a mãe são hipertensos, esse número sobe para 60%. Se esse é o seu caso, afaste-se de outros fatores de risco evitáveis, como o sedentarismo e o cigarro, por exemplo.

Apenas pessoas mais velhas podem ter hipertensão?

A doença geralmente atinge pessoas mais velhas, especialmente a partir dos 60 anos. Porém, ela também pode acometer pessoas mais jovens e até crianças. A hipertensão também é mais frequente em negros.

Como é feito o diagnóstico da hipertensão?

A hipertensão é uma doença silenciosa que não costuma provocar sintomas. Por isso, o diagnóstico é feito por meio de aferições frequentes da pressão arterial.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/hipertensao-pressao-alta/

O que é Hipertensão arterial, causas, sintomas e tratamento | MS

Hipertensão Arterial: o que é, sintomas e tratamento

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No dia 26 de abril, o Brasil se mobiliza para conscientizar as pessoas sobre os riscos e a importância de combater a hipertensão arterial.

A data é lembrada pelos profissionais da área com grande preocupação, pois cerca de 1/4 da população brasileira sofre com esse mal.

Entenda melhor o que é a doença na matéria abaixo.

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

O que é hipertensão arterial?

A hipertensão arterial, também conhecida popularmente como pressão alta, é considerada como uma doença silenciosa por, muitas vezes, não manifestar os sintomas e atrasar, assim, o diagnóstico por parte do médico. A doença se dá quando a pressão arterial do paciente, maior de 18 anos, é superior a 140 x 90 mmHg (milímetro por mercúrio) – ou 14 por 9.

Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBS), estima-se que 25% da população brasileira sofra de hipertensão, sendo que em pessoas com mais de 60 anos de idade a porcentagem sobe para mais de 50%.

Além disso, a doença também é a causadora de:

  • 40% dos infartos;
  • 80% dos derrames;
  • 25% dos casos de insuficiência renal em todo o país.

Classificação

A hipertensão possui uma classificação que varia de acordo com a sua gravidade:

  • Normotensos: Pressões menores ou iguais a 12 por 8;
  • Pré-hipertensos: Pressões entre 12 por 8 – 13 por 9;
  • Hipertensos Grau I: Pressões entre 14 por 9 – 15 por 9;
  • Hipertensos Grau II: Pressões maiores ou iguais a 16 por 10.

Fique atento em sua pressão para que possa procurar auxílio médico o quanto antes, caso haja indícios de hipertensão.

Entende-se por hipertensão do avental branco a elevação da pressão arterial em pacientes que apresentam ansiedade em consultas médicas, fazendo com que sua pressão suba na mesma hora.

Por mais que ela não seja um tipo de hipertensão de fato, ocorre em pessoas que possuem predisposição a desenvolver a doença.

Causas

A pressão arterial se eleva por vários motivos, mas principalmente porque os vasos em que o sangue passa se contraem. Além disso, diversos fatores podem influenciar no desenvolvimento da hipertensão, tais como:

  • Histórico de hipertensão na família;
  • Obesidade;
  • Diabetes;
  • Dieta rica em sódio;
  • Tabagismo;
  • Excesso de gordura no sangue;
  • Excesso de bebida alcoólica;
  • Sedentarismo;
  • Estresse.

Riscos

Se não tratada no momento certo e da forma correta, a hipertensão pode acarretar em diversas consequências:

  • Insuficiência cardíaca;
  • Infarto do miocárdio;
  • Arritmias cardíacas;
  • Morte súbita;
  • Aneurismas;
  • Perda da visão;
  • Insuficiência renal crônica;
  • AVC isquêmico e hemorrágico;
  • Demência por micro infartos cerebrais;
  • Arteriosclerose.

Diagnóstico

As pessoas que sofrem de pressão alta devem ir ao cardiologista uma vez a cada seis meses; já as que possuem a pressão normal, uma vez ao ano. As crianças também devem ter o devido acompanhamento de sua pressão com seus pediatras.

Como já mencionado, muitas vezes os sintomas da hipertensão não são detectados, porém existem exames laboratoriais que os detectam de forma precoce, como os seguintes:

  • Urinálise;
  • Hematócrito;
  • Ureia e/ou Creatinina;
  • Potássio;
  • Glicose em jejum;
  • Cálcio;
  • TSH e T4;
  • Lipidograma.

Prevenção e Tratamento

Se você já é hipertenso, ou tem tendência a ser, os itens abaixo servem tanto como prevenção contra a doença quanto como tratamento para estabilizar a pressão arterial:

  • Reduzir o sal de cozinha e os alimentos que contenham muito sal;
  • Reduzir o consumo de álcool;
  • Abandonar o tabagismo, caso seja fumante;
  • Exercitar-se regularmente;
  • Controlar as alterações das gorduras sanguíneas.

Medicamentos usados para o tratamento da hipertensão

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico.

As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento.

Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Lembre-se: A prevenção é importante para qualquer tipo de doença, mas antes de tomar algum desses medicamentos, consulte o seu médico primeiro. Ele saberá indicar o medicamento que melhor se enquadra em seu quadro clínico.

Источник: https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-hipertensao-arterial-causas-sintomas-e-tratamento/

Diagnóstico e Classificação da Hipertensão Arterial Sistêmica

Hipertensão Arterial: o que é, sintomas e tratamento

Avaliação Inicial de Rotina para Todos os Pacientes Hipertensos

Os seguintes exames devem fazer parte da avaliação de todos os pacientes hipertensos:

         urina tipo 1;

         dosagem de potássio e creatinina;

         glicemia de jejum;

         colesterol total, LDL, HDL, triglicérides;

         ácido úrico;

         eletrocardiograma convencional.

Exames complementares podem ser solicitados quando houver indicação clínica adicional ou necessidade de investigação de causas secundárias.

Assim sendo, em pacientes hipertensos com diabetes ou com síndrome metabólica e hipertensos com 3 ou mais fatores de risco, recomenda-se pesquisa de microalbuminúria.

Para pacientes com glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, recomenda-se determinar a glicemia 2 horas após sobrecarga oral de glicose.

Em hipertensos estágios 1 ou 2 sem hipertrofia ventricular esquerda ao ECG, mas com 3 ou mais fatores de risco (portanto, não obrigatório), considerar o emprego do ecocardiograma para a detecção da hipertrofia ventricular esquerda. Para pacientes hipertensos com suspeita clínica de insuficiência cardíaca, considerar a utilização do ecocardiograma para avaliação da função sistólica e diastólica. 

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

Quando Investigar Hipertensão Secundária?

Quando Investigar Hipertensão Secundária?

Durante a avaliação de um paciente hipertenso, alguns achados da anamnese e do exame físico servem como indício de que causas secundárias podem estar presentes. Nestes casos, uma abordagem direcionada e criteriosa permite um correto diagnóstico, evitando os exames muitas vezes desnecessários e caros na investigação de hipertensão secundária.

Indícios de Hipertensão Secundária

Indícios de Hipertensão Secundária

Os principais indícios de hipertensão secundária encontram-se na Tabela 6.

Tabela 6: Indícios de hipertensão secundária

Início de hipertensão antes dos 30 anos ou após os 50 anos de idade

Hipertensão arterial refratária à terapia

Relatos de roncos frequentes, pausas respiratórias frequentes durante a noite e sonolência diurna

Aumento de creatinina sérica

Exame de urina anormal (proteinúria ou hematúria)

Uso de fármacos e drogas que podem elevar a pressão arterial

Fácies ou biótipo de doença que cursa com hipertensão: doença renal, hipertireoidismo, acromegalia, síndrome de Cushing

Presença de sopros abdominais

Assimetria de pulsos femorais

Hipopotassemia espontânea (< 3 mEq/L)

Tríade de feocromocitoma: palpitações, sudorese e cefaléia de aparecimento concomitante e em crises

Causas de Hipertensão Secundária

Causas de Hipertensão Secundária

As principais causas de hipertensão secundária estão na Tabela 7.

Tabela 7: Formas secundárias de hipertensão

Síndrome da apnéia obstrutiva do sono

Doença renal crônica

Hipertensão renovascular

Aldosteronismo primário

Coarctação da aorta

Síndrome de Cushing

Hipertensão induzida por drogas

Uropatia obstrutiva

Feocromocitoma

Doenças da tireóide ou paratireóide

CONCLUSÕES

CONCLUSÕES

A HAS é, e continuará sendo, uma doença altamente prevalente e com alto impacto negativo social. A identificação precoce dos hipertensos e o tratamento eficaz são de grande importância clínica nos planos individual e populacional. Uso de aparelhos calibrados, técnica precisa e identificação de causas possivelmente reversíveis são parte fundamental no manejo clínico desses pacientes.

BIBLIOGRAFIA

Sobre a Medicina
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