Hipertensão na Gravidez: riscos e tratamento

.: Sociedade Portuguesa de Hipertensão :

Hipertensão na Gravidez: riscos e tratamento
Nos últimos anos temos assistido ao adiamento da primeira gravidez para idades cada vez mais avançadas, assim como a um menor número de gestações em cada mulher.

A sociedade de consumo em que vivemos é responsável por hábitos de vida pouco saudáveis, sendo a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo e a Hipertensão Arterial (HTA) problemas graves nas mulheres em idade fértil, agravando o prognóstico da gravidez.Cerca de 3% de todas as mulheres em idade fértil tem HTA e 6-10% de todas as gravidezes são complicadas por esta patologia.

A HTA é uma das intercorrências clínicas mais frequentes na gravidez acarretando riscos quer para a saúde da mãe, quer para a saúde do bebé. Pode complicar a evolução normal da gravidez, condicionando a restrição de crescimento intrauterino do feto, prematuridade ou mesmo a própria morte do feto.

A presença de HTA na gravidez requer uma cuidada vigilância por uma equipa multidisciplinar face aos riscos acrescidos para a mãe e para o feto.É pois importante que todas as mulheres em idade fértil conheçam os seus valores de tensão arterial, assim como é importante o planeamento atempado da gravidez.

Nas mulheres que já têm HTA antes de engravidar, é de extrema importância que sejam seguidas em consulta especializada, de forma que a sua HTA esteja controlada. Naquelas que usam medicação, é importante que esta não seja lesiva para o futuro bebé. 

Nem todos os medicamentos usados para o tratamento da HTA são seguros para o futuro bebé. Por isso, se toma esta medicação e se pretende engravidar, consulte previamente o seu médico!



Quais os tipos de HTA que existem na grávida?

A HTA na grávida (valores iguais ou superiores a 140/90mmHg documentados em 2 determinações separadas de pelo menos 4 horas) pode surgir sob várias formas:

  • HTA crónica ou pré-existente: HTA que já existia antes da mulher engravidar ou que surgiu até às 20 semanas de gestação e que se prolonga depois das 12 semanas após o parto;
  • HTA gestacional: HTA que surge após as 20 semanas de gestação e que desaparece até às 12 semanas após o parto;
  • Pré-eclâmpsia: HTA gestacional associada a um aumento de proteínas na urina. É uma situação mais grave e que em muitas vezes requer uma monitorização e internamento hospitalar;
  • Pré-eclâmpsia sobreposta a HTA crónica: HTA crónica em que após as 20 semanas de gestação aparece um aumento das proteínas na urina. Tal como a situação anterior, muitas vezes requer uma monitorização e internamento hospitalar;
  • Eclâmpsia: HTA associada a um aumento de proteínas na urina e convulsões.

Sempre que se detete alguma destas situações, a mulher deve ser referenciada para a Consulta de Alto Risco Obstétrico para uma vigilância cuidada, face aos riscos acrescidos para a mãe e para o feto.

Notice: Undefined offset: 3 in /home/sphtaorg/public_html/_application/base8_detail.php on line 5

Warning: Unknown: It is not safe to rely on the system's timezone settings. You are *required* to use the date.timezone setting or the date_default_timezone_set() function.

In case you used any of those methods and you are still getting this warning, you most ly misspelled the timezone identifier. We selected the timezone 'UTC' for now, but please set date.

timezone to select your timezone. in Unknown on line 0

Fatal error: Uncaught exception 'PDOException' with message 'SQLSTATE[42000]: Syntax error or access violation: 1064 You have an error in your SQL syntax; check the manual that corresponds to your MySQL server version for the right syntax to use near '' at line 1' in /home/sphtaorg/public_html/_system/DATABASE.php:638Stack trace:#0 /home/sphtaorg/public_html/_system/DATABASE.php(638): PDO->prepare('SELECT * from p…')#1 /home/sphtaorg/public_html/_system/DATABASE.php(647): Database->__prepare('SELECT * from p…')#2 /home/sphtaorg/public_html/_system/DATABASE.php(583): Database->__execute('SELECT * from p…')#3 /home/sphtaorg/public_html/_system/DATABASE.php(314): Database->__query('SELECT * from p…')#4 /home/sphtaorg/public_html/_system/DATABASE.php(238): Database->exec()#5 /home/sphtaorg/public_html/_system/DATABASE.php(229): Database->sql('SELECT * from p…', true)#6 /home/sphtaorg/public_html/_application/base8_detail.php(10): Database->query('SELECT * from p…', true)#7 /home/sphtaorg/public_html/_appl in /home/sphtaorg/public_html/_system/DATABASE.php on line 638

Page 3

Notice: Undefined offset: 3 in /home/sphtaorg/public_html/_application/base8_detail.php on line 5

Warning: Unknown: It is not safe to rely on the system's timezone settings. You are *required* to use the date.timezone setting or the date_default_timezone_set() function.

In case you used any of those methods and you are still getting this warning, you most ly misspelled the timezone identifier. We selected the timezone 'UTC' for now, but please set date.

timezone to select your timezone. in Unknown on line 0

Fatal error: Uncaught exception 'PDOException' with message 'SQLSTATE[42000]: Syntax error or access violation: 1064 You have an error in your SQL syntax; check the manual that corresponds to your MySQL server version for the right syntax to use near '' at line 1' in /home/sphtaorg/public_html/_system/DATABASE.php:638Stack trace:#0 /home/sphtaorg/public_html/_system/DATABASE.php(638): PDO->prepare('SELECT * from p…')#1 /home/sphtaorg/public_html/_system/DATABASE.php(647): Database->__prepare('SELECT * from p…')#2 /home/sphtaorg/public_html/_system/DATABASE.php(583): Database->__execute('SELECT * from p…')#3 /home/sphtaorg/public_html/_system/DATABASE.php(314): Database->__query('SELECT * from p…')#4 /home/sphtaorg/public_html/_system/DATABASE.php(238): Database->exec()#5 /home/sphtaorg/public_html/_system/DATABASE.php(229): Database->sql('SELECT * from p…', true)#6 /home/sphtaorg/public_html/_application/base8_detail.php(10): Database->query('SELECT * from p…', true)#7 /home/sphtaorg/public_html/_appl in /home/sphtaorg/public_html/_system/DATABASE.php on line 638

Источник: https://www.sphta.org.pt/base8_detail/24/97

Hipertensão na gravidez: causas e tratamento – Dra. Tânia Gewehr

Hipertensão na Gravidez: riscos e tratamento

A hipertensão na gravidez é uma condição que afeta entre 5 a 8% das brasileiras e pode comprometer tanto a saúde da futura mamãe quanto a do bebê. A doença é a principal causa de morte materna durante a gestação e, por isso, é importante contar com um obstetra de sua confiança para  monitorar o problema de perto e tomar as medidas necessárias para o seu controle.

No post de hoje, você vai entender melhor as causas da hipertensão na gravidez, aprender a identificar alguns de seus principais sintomas e conhecer os principais tratamentos para o problema. Boa leitura!

O que é hipertensão na gravidez?

A hipertensão na gravidez é caracterizada por um aumento da pressão arterial que, se não controlado adequadamente, pode comprometer a saúde da mãe e do bebê. São consideradas hipertensas mulheres com valores de pressão arterial acima de 140/90 mmHG.

É essencial que a gestante não negligencie o problema e, uma vez diagnosticada, realize um acompanhamento pré-natal rigoroso, para garantir que a gestação transcorra de maneira tranquila e segura.

Quais são os tipos de hipertensão na gravidez?

De maneira geral, podemos classificar os tipos de hipertensão que podem acometer a mulher durante a gestação da seguinte maneira:

Hipertensão crônica preexistente

É considerada preexistente a hipertensão que já existia antes do início da gestação ou é diagnosticada antes da 20 ª semana de gravidez.

Os especialistas determinam esse limite de tempo porque, quando a hipertensão é detectada nesse prazo, indica que o problema já existia antes da gestação e apenas não era do conhecimento da mulher.

Pré-eclâmpsia e eclâmpsia

A pré-eclâmpsia nada mais é do que o aumento da pressão arterial após a 20 ª semana de gestação acompanhado de perda de proteínas pela urina, também chamada de proteinúria. Normalmente, a doença está associada a uma queda do número de plaquetas no sangue ou a problemas do sistema nervoso central, renais e hepáticos.

Leia também:  Tire suas dúvidas sobre diabetes gestacional

Se não for controlado adequadamente, o problema pode culminar na eclâmpsia. Estágio final da doença, ela é caracterizada pela hipertensão associada a sintomas mais graves, como crises convulsivas, que podem implicar em risco de morte tanto para a mãe quanto para o bebê.

Pré-eclâmpsia combinada à hipertensão crônica

Trata-se do aumento da pressão arterial após a 20 ª semana de gestação acompanhado de perda de proteínas pela urina em mulheres que já eram diagnosticadas com hipertensão  antes da gestação.

Hipertensão gestacional

Caracteriza-se pelo aumento da pressão arterial após a 20 ª semana de gestação, normalmente no terceiro trimestre, porém sem perda de proteínas pela urina ou qualquer outro sintoma sugestivo de pré-eclâmpsia.

Geralmente, o problema desaparece espontaneamente entre 1 ou 2 semanas após o parto. Se isso não acontecer em até 12 semanas, a mulher passa a ser considerada hipertensa crônica.

Quais são as causas da hipertensão na gravidez?

A hipertensão é considerada uma condição multifatorial, ou seja, não há uma única causa. Normalmente, é provocada por uma alimentação desequilibrada, rica em sal, associada a um problema de adaptação do organismo da gestante à sua nova condição.

Fatores como sedentarismo e stress também podem influenciar no aparecimento da doença. Geralmente, mulheres que engravidam mais tarde também têm mais chances de desenvolver a hipertensão na gravidez.

Leia também:  5 filmes sobre gravidez que toda mulher deveria assistir

Já a pré-eclâmpsia aparece como maior frequência na primeira gravidez ou em gestações múltiplas, ou seja, de mais de um bebê ao mesmo tempo.

Quais são os principais sintomas da hipertensão na gravidez?

Entre os sintomas mais importantes que podem indicar pressão arterial elevada durante a gestação, estão:

  • dores de cabeça;
  • dores abdominais;
  • inchaço no corpo;
  • náuseas e vômitos;
  • diminuição dos movimentos do bebê por mais de 24 horas;
  • alterações na visão;
  • sangramentos vaginais.

Existe alguma maneira de prevenir-se contra os riscos causados pela hipertensão na gravidez?

A melhor maneira de se manter longe dos riscos causados pela hipertensão na gravidez é fazendo um bom acompanhamento pré-natal. Dessa maneira, o obstetra poderá, alem de medir a pressão arterial, ficar atento ao relato de sintomas indicados pela gestante.

Além disso, é essencial manter bons hábitos alimentares, ficando longe de alimentos ricos em sódio. É importante lembrar que o composto não está presente apenas nas comidas muito salgadas, mas também em refrigerantes, bolachas recheadas e industrializados em geral.

Outra medida que ajuda na prevenção do problema é reduzir o consumo de café e, é claro, não ingerir álcool, drogas e nem fumar. Se o problema ainda não tiver se instalado e se não houver restrição médica por quaisquer motivos, exercícios físicos moderados também são recomendados.

Como é realizado o tratamento da hipertensão na gravidez?

Nos casos de hipertensão leve a moderada durante a gravidez, a melhor maneira de manter o problema sob controle é adotando uma dieta equilibrada, rica em ácido fólico, nutriente de ação vasodilatadora, e pobre em sódio.

Leia também:  O que é Aborto de Repetição e como agir nessa situação!

Também é importante cuidar do peso. Evite ingerir alimentos muito calóricos, com excesso de gordura, açúcar e farinha e fique de olho nas quantidades. Embora as gestantes necessitem de um aporte calórico ao longo da gravidez, isso não significa comer por dois.

Nesses casos, o obstetra normalmente solicita que a gestante compareça semanalmente ao consultório para medir a pressão arterial e a excreção de proteínas pela urina, além de orientá-la a verificar a pressão em casa diariamente.

Normalmente, não é necessário fazer repouso absoluto, mas recomenda-se que a gestante evite exercícios físicos, fique longe de situações estressantes e reduza, na medida do possível, suas atividades diárias.

Em casos graves, quando não é possível controlar a hipertensão apenas cuidando da alimentação, o obstetra poderá prescrever remédios anti-hipertensivos e repouso para contornar o problema.

Se nem assim a pressão baixar, não é incomum que o médico decida, por segurança, antecipar o parto. O obstetra também pode pedir a internação da futura mamãe para que o bebê e a pressão arterial sejam monitorados constantemente e a gestação possa prosseguir até, no mínimo, 34 semanas.

Como você pode perceber, a hipertensão na gravidez é um problema que exige acompanhamento rigoroso. Por isso, não abra mão de realizar um pré-natal com um obstetra de sua confiança. Ele é o profissional adequado para detectar qualquer agravamento do quadro e tomar as medidas necessárias para garantir a sua segurança e do seu bebê.

Gostou de saber mais sobre a hipertensão na gravidez? Se você ainda tem dúvidas sobre o assunto, marque uma consulta agora mesmo!

Источник: https://taniagewehr.com.br/hipertensao-na-gravidez-causas-sintomas-tratamento/

Pressão alta na gravidez: conheça os sintomas e fatores de risco

Hipertensão na Gravidez: riscos e tratamento

A pressão alta na gravidez pode acontecer com qualquer mulher. Tanto naquelas que já tinham histórico prévio de hipertensão até quem nunca teve qualquer problema relacionado ao coração, o risco existe em razão das modificações pelas quais o corpo feminino passa durante a gestação.

Ao longo do artigo, vamos falar a respeito das características da pressão alta nessa fase da vida, incluindo os principais sintomas relacionados. Entre eles, o inchaço de braços e pernas e a dor de cabeça. Além disso, vamos trazer dicas de alimentação saudável e exercícios físicos que podem ajudar a manter a futura mamãe com a saúde em dia.

Para detalhar o tema, convidamos o Dr. Weimar Sebba, médico cardiologista e professor da pós-graduação da Universidade Federal de Goiás (UFG), especialista no assunto. Acompanhe!

As diferenças na pressão arterial durante a gravidez

O período de gestação demanda diversos cuidados com a saúde da mulher. O acompanhamento médico deve ser constante para prevenir situações como diabetes gestacional, dentes sensíveis e maior suscetibilidade a cáries, infecções urinárias e pressão alta na gravidez, alguns dos pontos de maior atenção. Isso sem falar nas doenças sazonais, como a gripe.

De acordo com o Dr. Sebba, a chamada eclâmpsia ou pré-eclâmpsia — uma elevação da pressão arterial, desencadeada por processo inerente à presença do feto no organismo materno — tende a se manifestar após a 20ª semana de gestação. Em geral, desaparece após algumas semanas ou meses depois que a gravidez chega ao fim, ocorrendo em 2% a 8% das mulheres que têm filhos.

Porém, esse não é o único risco associado a doenças cardíacas durante a gestação. “Podemos ter também a hipertensão como condição crônica e que está presente em 1% a 1,5% das gestantes, e se inicia antes da 20ª semana de gestação ou já existia antes”, esclarece o médico.

Os principais sintomas da pressão alta na gravidez

Além do acompanhamento médico constante (pré-natal) e da realização periódica de exames, ainda há sintomas que podem ajudar a identificar a pressão alta na gravidez. São eles:

  • retenção de líquidos (inchaço nos braços e nas pernas);
  • dor de cabeça e na nuca;
  • visão embaçada;
  • sensibilidade à luz, mesmo que não seja tão forte.

Ainda assim, o mais importante é medir frequentemente a pressão arterial ao longo de toda a gestação. “Na maioria das vezes, os sintomas são bem sutis ou inexistem”, alerta o Dr. Sebba — por isso a importância do controle.

Fatores de risco da pressão alta na gravidez

Se o acompanhamento médico for feito corretamente e, é claro, se os sintomas surgirem e forem tratados rapidamente, a pressão alta na gravidez é controlável. Ainda assim, há fatores de risco a serem considerados. Por isso, as mulheres que se enquadram em condições específicas devem ficar alertas previamente.

Veja quando observar a pressão alta com ainda mais atenção:

  • pré-eclâmpsia prévia (ou seja, ocorrência em gestação anterior);
  • gestação multifetal (isto é, gravidez de gêmeos, trigêmeos ou mais bebês simultaneamente);
  • histórico prévio de hipertensão arterial;
  • diabetes;
  • ocorrência de doenças autoimunes;
  • obesidade;
  • idade acima de 35 anos.

“A avaliação para predizer o risco de pré-eclâmpsia ou eclâmpsia deve acontecer no primeiro trimestre da gestação, especialmente se valendo da avaliação de resistência ao fluxo nas artérias uterinas ou de alguns exames laboratoriais que avaliam angiogênese”, detalha o cardiologista.

O acompanhamento médico é importante, pois a pressão alta na gravidez pode ocasionar problemas sérios de saúde tanto para a mãe quanto para o bebê. No caso da mãe, pode ser desenvolvida a hipertensão arterial crônica, que eleva o risco de infarto e de Acidente Vascular Cerebral (AVC). O bebê também pode nascer prematuramente.

Tratamento para controlar pressão alta na gravidez

O melhor tratamento para a pressão alta na gravidez — assim como tudo relacionado à saúde — é a prevenção. Com a adoção de um estilo de vida saudável, o que inclui alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e atenção à saúde mental, a tendência é que os perigos da hipertensão sejam evitados. Acompanhe as dicas:

  • consumo de alimentos ricos em ácido fólico, que ajudam a dilatar os vasos sanguíneos;
  • repouso em caso de indícios de pressão alta;
  • controle do peso, a partir do consumo de alimentos saudáveis e sem exageros;
  • deixar de lado situações estressantes ou causadoras de preocupações.

Ainda assim, em casos nos quais há histórico familiar da doença, ela pode surgir mesmo que todos os cuidados sejam tomados. Nessa situação, o uso de medicamentos anti-hipertensivos pode ser recomendado. É fundamental, no entanto, ter certeza de que o remédio escolhido pode ser usado com segurança tanto pela mãe quanto pelo feto. Isso só pode ocorrer sob indicação médica.

Alimentos recomendados

Entre os alimentos para hipertensão mais recomendados destacam-se frutas, carnes magras, legumes, verduras, leite e seus derivados desnatados, bem como as oleaginosas. Entre elas, o amendoim, as avelãs e as castanhas.

Já na lista de alimentos ricos em ácido fólico, que contribuem para uma gestação mais saudável e maior dilatação dos vasos sanguíneos, destacam-se a lentilha, o quiabo, o macarrão, o brócolis, a beterraba, o arroz branco e o suco de laranja natural, entre outros.

Exercícios físicos para grávidas

Os exercícios físicos são essenciais em qualquer momento da vida, mas devem ser adaptados durante a gestação. Além de fazer bem para o corpo, são fundamentais para manter a mente sadia. Isso é importante, afinal, existe uma relação entre estresse e pressão alta, o que não pode ser desconsiderado.

Algumas dicas de exercícios físicos para gestantes são:

  • Pilates — melhora a função cardíaca e a respiração;
  • caminhada ou corrida leve — faz bem para o corpo como um todo, desde que praticada com moderação;
  • hidroginástica — reduz dores e inchaço corporal;
  • bicicleta ergométrica — indicada somente até o sexto mês de gestação, ajuda a manter a forma e a fortalecer o organismo nesse momento em que ele é mais exigido.

Chegamos ao fim do artigo com essa informação: a pressão alta na gravidez é um tema delicado e deve ser tratado com a devida atenção e acompanhamento, sempre com foco na saúde da mãe e do bebê. Afinal a qualidade de vida familiar deve vir sempre em primeiro lugar.

Para receber informações e dicas valiosas para a sua saúde, assine a nossa newsletter!

Источник: https://conteudo.omronbrasil.com/pressao-alta-na-gravidez/

A hipertensão arterial na gravidez

Hipertensão na Gravidez: riscos e tratamento

De acordo com o especialista em cardiologia, Carlos Rabaçal, a “o diagnóstico de hipertensão arterial (HTA) na gravidez não é diferente do da população em geral. Baseia-se essencialmente na medição da pressão arterial (PA) em consulta” e é definida por valores da pressão arterial iguais ou superiores a 140/90 mmHg.

No entanto, na mulher grávida, esta pode surgir sob várias formas:

  • HTA pré-existente (HTA crónica): a HTA precede a gravidez ou desenvolve-se antes das 20 semanas de gestação e, geralmente, persiste para lá do parto.
  • HTA gestacional: a HTA desenvolve-se depois das 20 semanas de gestação e, habitualmente, desaparece nas 6 semanas após o parto.
  • HTA pré-existente com sobreposição de HTA gestacional com proteinúria (HTA crónica com sobreposição de pré-eclâmpsia).
  • Pré-eclâmpsia: HTA gestacional com proteinúria significativa (>0.3 g/24h).
  • HTA inclassificável antes do nascimento: quando o primeiro registo de PA é posterior às 20 semanas de gestação e não se sabe se havia HTA pré-existente. Só a avaliação 6 semanas depois do parto ajudará a distinguir entre HTA pré-existente e HTA gestacional.

Quanto às causas, embora não se conheçam os fatores associados à hipertensão gestacional, esta é mais frequente entre as mulheres que, segundo o especialista, “têm uma história familiar pesada de hipertensão arterial crónica ou que são obesas”. Por outro lado, o facto de as mulheres engravidarem cada vez mais tarde, fumarem ou serem sedentárias contribui para elevar este risco.

Sinais a que deve estar atenta

Para além de apresentar valores elevados de pressão arterial, a grávida hipertensa pode apresentar:

  • dores de cabeça constantes, sobretudo afetando a região da nuca;
  • dores fortes na barriga;
  • alterações na visão (como visão embaciada ou turva);
  • pernas, mãos ou face inchada

Tratamento

De acordo com o cardiologista, Carlos Rabaçal, “o timing e a intensidade do tratamento farmacológico dependem dos níveis tensionais apurados”.  E explica: “a HTA gestacional classifica-se como ligeira (se a PA entre 140–159 mmHg e/ou 90–109 mmHg) ou grave (se a PA é ≥ 160/110 mmHg)”.

Nos casos de hipertensão arterial ligeira, e uma vez que, como afirma o especialista, o tratamento farmacológico “não é consensual”, a “limitação da atividade física e o repouso frequente, se possível, em decúbito lateral esquerdo podem ser benéficos”.

No entanto, as recomendações são as seguintes: “grávidas com PA>150/95 mmHg devem iniciar tratamento farmacológico” e as que apresentam níveis de PA ≥ 170/110 mmHg, devem ser consideradas “em risco elevado de complicações e hospitalizadas para tratamento”.

Em caso de hipertensão arterial pré-existente, as grávidas devem manter a medicação habitual caso esta não seja contraindicada na gravidez, “devido ao potencial de efeitos adversos que provocam no feto”. “É, por isso, aconselhável seguir as indicações médicas”, refere o especialista.

“Embora não haja dados que definam, para lá de qualquer controvérsia, o nível tensional ótimo, aceita-se que as grávidas sob tratamento com fármacos anti hipertensores tenham como objetivo-alvo uma PA< 140/90 mmHg”, acrescenta quanto as valores ideias de pressão arterial.

Complicações

Segundo o especialista em cardiologia, “a hipertensão arterial gestacional é causa importante de morbimortalidade materna, fetal e neonatal, particularmente quando se complica de pré-eclâmpsia”.

Os riscos maternos incluem o descolamento da placenta e algumas doenças graves, como o acidente vascular cerebral.

No feto pode ocasionar atraso no desenvolvimento, prematuridade e morte intrauterina. A pré-eclâmpsia é uma emergência médica cujo tratamento mais efetivo é a indução do parto.

Quando há o risco de ocorrer pré-eclâmpsia?

De acordo com o cardiologista Carlos Rabaçal, “há várias condições que aumentam o risco de pré-eclâmpsia” e que podem ser agrupadas em:

  • alto risco – doença hipertensiva em gravidez prévia, doença renal crónica, diabetes, doenças autoimunes e HTA crónica;
  • risco moderado – primeira gravidez, idade igual ou superior a 40 anos, obesidade, múltiplas gravidezes e história familiar de pré-eclâmpsia.

“O conhecimento e controlo destas condições, quando possível, pode ajudar a prevenir a ocorrência de pré-eclâmpsia”, assegura o médico.

Cuidados a ter

Embora seja normal a pressão arterial sofrer oscilações durante a primeira metade da gravidez, este período carateriza-se pela presença de valores mais baixos do que aqueles que existiam antes de engravidar, e não o contrário.

Por isso, quando ocorre HTA gestacional, para além da vigilância regular da PA, “idealmente com a realização de MAPA”, a grávida deve ser mais rigorosa na adoção de comportamentos saudáveis (incluindo períodos de repouso adequado, elevação das pernas quando parada, etc.) e estar atenta a sintomas/sinais (perturbações visuais, cefaleias, dores abdominais, edemas das pernas, etc.) que traduzam risco aumentado de progressão para pré-eclâmpsia, complicação que ocorre em até 1/3 das grávidas com HTA gestacional.

“É relativamente frequente a grávida, em particular, na fase final da gravidez ter algum edema das pernas. O repouso com as pernas elevadas pode ser benéfico e eficaz. Já merece outra atenção e cuidado a edemaciação exuberante e rápida das pernas, das mãos ou da face”, explica o médico.

Источник: https://www.atlasdasaude.pt/artigos/hipertensao-arterial-na-gravidez

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: