Hipertrofia dos cornetos nasais: causas, sintomas e tratamento

Entenda o que é hipertrofia de cornetos

Hipertrofia dos cornetos nasais: causas, sintomas e tratamento

Fundamental para o bom funcionamento do nosso corpo, a respiração é um processo que influencia não apenas no físico, mas também no emocional e no psicológico do ser humano.

Infelizmente, o processo de inspirar e expirar não é tão simples para todas as pessoas, fato que prejudica especialmente a qualidade do sono.

Existem vários motivos que podem levar alguém a ter dificuldade para respirar, a hipertrofia de cornetos é um deles.

Quer saber mais sobre esse problema que afeta os “filtros” do nosso nariz? Então continue a leitura!

O que é a hipertrofia de cornetos?

O nariz tem uma estrutura formada por três cornetos, que estão presentes em cada narina: o inferior, superior e médio. Essas estruturas, formadas por osso, tecido esponjoso e mucosa, têm a função de aquecer e umedecer o ar, preparando-o para chegar ao pulmão.

Um quadro de hipertrofia de cornetos ocorre quando essa estrutura apresenta tamanho avantajado, impossibilitando um bom funcionamento nasal devido à obstrução da passagem de ar. O corneto inferior costuma ser o que exerce mais influência nessa obstrução.

Quais são os sintomas?

Os sintomas são, basicamente, alterações respiratórias. Mas, além da dificuldade de respiração, outros sintomas decorrentes dessas alterações são:

  • dor no rosto;
  • dor na cabeça;
  • roncos;
  • pigarro;
  • congestão nasal;
  • secreção excessiva;
  • boca seca, efeito da respiração pela boca;
  • capacidade olfativa alterada.

Os sintomas podem até lembrar um quadro de gripe ou resfriado, mas possuem uma diferença significativa: na hipertrofia de cornetos os sintomas não aliviam.

Como é realizado o diagnóstico?

Ao identificar os sintomas, o recomendado é buscar pelo atendimento de um otorrinolaringologista. Esse profissional é o mais indicado devido ao conhecimento que sua especialização lhe proporciona. Ele é capacitado para diagnosticar alterações no ouvido (oto), nariz (rino) e garganta (laringo).

Chegando ao consultório, a investigação envolverá a realização de exames a fim de avaliar o quadro. Endoscopia nasal, espéculo otológico, tomografia e rinoscopia são alguns dos exames mais comuns. Além disso, o profissional observa possíveis malformações congênitas, edemas, infecções ou alterações anatômicas — todos problemas que podem ter originado o quadro.

Quais são as causas conhecidas?

A hipertrofia dos cornetos é causada pelo aumento do tamanho das estruturas. Esse aumento, por sua vez, pode estar associado a problemas como a rinite alérgica. Nesse caso, especificamente, as estruturas respiratórias inflamam e aumentam como resposta à presença dos fatores desencadeantes da alergia.

Existe, também, a possibilidade do aumento ser ocasionado por sinusite crônica ou por alterações na estrutura do nariz, sendo o desvio de septo a condição mais comum. Nesse caso, a parede que separa as narinas apresenta alguma alteração (ocasionada por pancadas ou resultado de má formação durante a vida fetal).

Existe tratamento? Como é?

Sim, existe. O tratamento é definido com base no grau de hipertrofia, sintomas e causa. Sendo assim, ele pode variar e ser tanto clínico quanto cirúrgico. Confira abaixo quando cada um é indicado, bem como suas particularidades.

Tratamento clínico

Essa é a escolha quando se identifica que a hipertrofia das conchas nasais está associada a condições como rinite alérgica. Nesse caso, o tratamento é medicamentoso e visa reduzir os sintomas da rinite e, consequentemente, melhorar a obstrução nasal.

O uso de medicamentos também é a melhor opção quando a hipertrofia não é significativa e não compromete tanto a passagem do ar. Descongestionantes nasais e corticoesteroides são alguns dos fármacos comumente prescritos para aliviar a inflamação e reduzir o tamanho dos cornetos.

Tratamento cirúrgico

Esse tipo de intervenção é a mais indicada nos casos em que o tratamento clínico não resolve o problema ou quando a obstrução compromete significativamente a passagem de ar. É comum que os pacientes combinem o procedimento com intervenções estéticas, tais como a melhora da giba nasal. Nesses casos, a cirurgia cuida tanto do aspecto estético quanto funcional do nariz.

Ressecção parcial dos cornetos

Esse procedimento consiste na retirada da parte do corneto que está com o volume aumentado. Indicado para os casos mais graves de hipertrofia, é uma técnica também chamada de turbinectomia parcial ou turbinoplastia. Embora considerado de baixo risco e simples, o pós operatório envolve repouso de 48 horas e leves sangramentos no nariz ou garganta são classificados como comuns.

Cauterização dos cornetos

Utilizada nos casos de hipertrofia leve e moderada, a técnica consiste na cauterização elétrica do corneto avantajado. Pode ser feita no consultório, sob anestesia tópica/local ou no centro cirúrgico, sob anestesia geral. O pós operatório costuma ser indolor e definido como confortável pelos pacientes.

Septoplastia

Utilizado especialmente nos casos de hipertrofia de cornetos causada por desvio de septo, o procedimento corrige esse problema e possibilita ao paciente uma melhora significativa na respiração. Geralmente o paciente recebe alta no mesmo dia ou, no máximo, um dia após a cirurgia. Dores e desconfortos são comuns na recuperação, que leva cerca de uma semana

O ideal é que o tratamento inicie logo após a apresentação dos sintomas, mesmo que o início seja caracterizado apenas por um acompanhamento médico. Dessa forma, a pessoa não tem sua qualidade de sono e vida tão prejudicada por tanto tempo.

Qual dos tratamentos é o melhor?

O melhor tratamento depende de cada caso e só pode ser definido pelo médico especialista. Tanto o clínico quanto o cirúrgico apresentam bons resultados, então a eficácia dependerá dos sintomas e da gravidade da condição.

Como vimos, em alguns casos o tratamento medicamentoso é a primeira tentativa e, diante da ineficácia, se opta pela intervenção cirúrgica. Isso indica a importância do acompanhamento médico, pois permite que o profissional observe a resposta do corpo ao tratamento.

A hipertrofia de cornetos é uma condição que afeta consideravelmente a qualidade de vida de quem sofre com o problema, visto que prejudica a respiração, processo tão importante em nosso dia a dia.

Felizmente, os otorrinolaringologistas estão preparados e têm muitos tratamentos à disposição de quem vai ao consultório com os sintomas. Agora que você já os conhece, sabe quem procurar caso precise.

Gostou de saber mais sobre a hipertrofia de cornetos e as possibilidades de tratamento? Então aproveite e assine nossa newsletter! Assim você receberá as próximas atualizações direto na sua caixa de entrada.

Источник: https://otorrinopaulista.com.br/disturbio-do-sono/hipertrofia-de-cornetos/

O que é a hipertrofia dos cornetos, quais seus sintomas e tratamentos?

Hipertrofia dos cornetos nasais: causas, sintomas e tratamento

O nariz, além de ser uma das principais estruturas estéticas da face, também tem complexidade e beleza em suas composições internas, possibilitando a respiração.

Mas não é incomum encontrar pessoas que apresentem problemas de respiração, já que existem algumas condições que podem causar obstruções internas e dificultar ou até mesmo cessar a respiração nasal, causando grandes desconfortos para o paciente.

Você sofre ou conhece alguém com esse problema? Saiba que uma dessas alterações é a hipertrofia dos Cornetos Nasais Inferiores, assunto sobre o qual iremos discutir neste artigo.

O que são os “Cornetos Nasais”?

Responsáveis por aquecer e umidificar o fluxo de ar nasal que será levado aos pulmões, os Cornetos Nasais são estruturas feitas de osso, tecido esponjoso e mucosa.

Com seu funcionamento normal, os cornetos nasais auxiliam na respiração; porém, o aumento indesejado dessas estruturas pode causar prejuízo na qualidade da respiração, pela obstrução, e afetar a vida diária do paciente.

Em alguns casos, como forma de compensação, ocorre por consequência a respiração pela boca, que está relacionada a uma série de problemas, desde a deformidade no posicionamento dos dentes até as alterações na mandíbula e maxilar.

Quais são as causas da hipertrofia dos cornetos?

Existem diversas possibilidades para a ocorrência de hipertrofia dos cornetos:

  • Congênitas (Desde o nascimento);
  • Rinites (Alérgicas ou não);
  • Desvio de Septo;
  • Inflamações crônicas nasais.

*Para mais informações sobre cirurgia de desvio de septo, clique aqui.

Quais são os sintomas e consequências da Hipertrofia dos Cornetos nasais?

Os principais sintomas decorrentes da hipertrofia dos cornetos são:

  • Pigarro;
  • Boca seca;
  • Obstrução nasal;
  • Ronco excessivo;
  • Secreções em excesso;
  • Crises alérgicas recorrentes.

A obstrução causada pela hipertrofia dos cornetos tende a obrigar o paciente a utilizar-se da respiração bucal; há diversas consequências que podem decorrer deste comportamento, sendo que crianças em fase de crescimento são especialmente afetadas. As principais implicações são:

  • Musculatura flácida na face;
  • Boca aberta;
  • Lábio superior curto;
  • Olheiras bem marcadas;
  • Mau desenvolvimento dos ossos da face;
  • Aprofundamento e estreitamento do palato (céu da boca);
  • Alterações de fala;
  • Mau desenvolvimento das narinas;
  • Alterações posturais de cabeça e coluna.

Por isso, é muito importante dar a atenção devida à hipertrofia dos cornetos, não só pelos sintomas e incômodos diretos, como também pelos possíveis danos colaterais que podem ocorrer.

Como saber se você tem hipertrofia dos cornetos?

Para um diagnóstico concreto, é necessário consultar um médico especialista e realizar os exames solicitados.

Dessa forma, o médico avaliará se existe má-formação congênita, alterações anatômicas, edemas ou infecções que possam ter desencadeado o quadro do paciente.

Por isso, é importante que o paciente, antes de ir ao médico, anote todos os sintomas e desconfortos, para na hora da consulta auxiliar o especialista a identificar mais rapidamente o problema.

Quais são os exames pedidos geralmente?

Após a avaliação inicial em consulta e verificação da cavidade nasal feita no consultório, o médico irá pedir uma série de exames para fornecer um diagnóstico preciso e as possibilidades de tratamento para o paciente com hipertrofia dos cornetos.

Dentre os exames que podem ser pedidos estão:

  • Endoscopia nasal;
  • Rinoscopia;
  • Espéculo Otológico;
  • Tomografia computadorizada;
  • Espelho de Glatzel.

Quais são os tratamentos para a hipertofia dos cornetos?

Com a avaliação e os exames em mãos, seu médico irá propor a forma de tratamento mais adequada para o caso. A intervenção pode ser clínica ou cirúrgica, a depender da análise clínica e de exames de diagnóstico.

Tratamento clínico:

Há casos, como a rinite alérgica, em que o tratamento pode ser feito com medicamentos, que amenizam os sintomas e melhoram a qualidade de respiração. A utilização dos medicamentos pode ser feita via oral ou local com corticosteroides tópicos.

Mudanças de hábitos também podem ser efetivas para alguns quadros e serão orientadas pelo seu médico caso seja o seu caso.

Tratamento cirúrgico:

Em casos em que o tratamento clínico é ineficiente, inexistente ou o nível de obstrução é elevado, a opção cirúrgica pode ser considerada e orientada pelo médico. As opções para a intervenção cirúrgica da hipertrofia dos cornetos são:

  • Ressecção dos cornetos nasais (turbinectomia ou turbinoplastia): técnica cujo objetivo é desobstruir a passagem de ar retirando o volume excessivo do corneto afetado. Este procedimento é feito em casos mais graves e pode ser associado à rinoplastia;
  • Cauterização: costumeiramente associada à rinoplastia, a cauterização consiste em cauterizar (queimar) eletricamente o corneto aumentado, promovendo sua redução e melhorando a qualidade da respiração;
  • Septoplastia: a hipertrofia dos cornetos causada em decorrência de desvio do septo nasal pode ser reparada com a correção do desvio através de uma septoplastia.

Caso haja desejo do paciente, esses procedimentos podem ser associados a procedimentos estéticos, evitando posterior intervenção cirúrgica com mais um processo de recuperação pós-operatória.

O paciente deve sempre se manter atento a sintomas que afetem sua qualidade de vida e buscar o acompanhamento e tratamento médico adequados.

Lembre-se que procedimentos cirúrgicos devem sempre ser feitos com um cirurgião plástico devidamente qualificado e credenciado para que não haja maiores riscos a sua saúde.

Para mais informações sobre esse ou outro procedimento e demais técnicas realizadas por nossa clínica acompanhe nosso blog, ou entre em contato por meio de nosso formulário para agendar uma consulta!

Источник: https://mariofarinazzo.com.br/o-que-e-a-hipertrofia-dos-cornetos-quais-seus-sintomas-e-tratamentos/

ADENOIDE – Sintomas, hipertrofia e tratamento

Hipertrofia dos cornetos nasais: causas, sintomas e tratamento

As adenoides são duas pequenas glândulas compostas por tecido linfoide, semelhantes às amígdalas e aos linfonodos.

Nascemos com duas adenoides, que ficam localizadas no ponto mais posterior da garganta, especificamente na região da nasofaringe, que é o local onde se encontram o fim da cavidade nasal e o início da faringe. Ao contrário das amígdalas, não é possível ver as adenoides ao abrirmos a boca, pois estas ficam acima do palato (céu da boca).

As adenoides crescem durante a infância e começam a regredir ao redor dos 8 anos de idade. Quando elas crescem muito, podem causar obstrução da passagem do ar respirado pelo nariz.

Assim como as amígdalas e outros linfonodos, as adenoides têm como função a produção de linfócitos e anticorpos, ajudando o organismo a se defender de micro-organismos que invadem as cavidades nasal e oral. Todavia, elas não são essenciais e a sua retirada cirúrgica não parece causar nenhum problema ao sistema imunológico do paciente.

Habitualmente, as adenoides são formadas no sétimo mês de vida do feto, continuando seu crescimento até aproximadamente 5 ou 6 anos de idade. A partir dos 8 a 10 anos  elas começam a regredir, desaparecendo totalmente até a vida adulta.

Hipertrofia da adenoide (carne esponjosa)

Toda criança tem adenoide. Como acabamos de explicar, adenoide não é o nome de uma doença, mas sim uma glândula que todo ser humano possui durante a infância.

Os problemas com as adenoides surgem quando estas crescem demais e passam a obstruir a passagem de ar pela cavidade nasal. As adenoides grandes são conhecidas popularmente como “carne esponjosa”. O termo médico correto é hipertrofia das adenoides.

As adenoides se tornam hipertrofiadas geralmente em crianças com repetidas infecções de garganta. É comum a inflamação da glândula, chamada adenoidite, vir acompanhada de amigdalite e faringite.

Crianças com hipertrofia das adenoides e/ou adenoidite de repetição costumam apresentar, além dos sintomas de dificuldade respiratória que serão explicados mais à frente, quadros de otite média de repetição, sinusite crônica e rinite persistente.

Adenoide hipertrofiada detectada em exame de ressonância magnética

Depois de alguns episódios de amigdalite/adenoidite, a própria adenoide pode passar a albergar algumas bactérias, servindo como fonte para futuras infecções respiratórias.

Sintomas

As adenoides de tamanho normal não provocam nenhum sintoma e desaparecem na adolescência sem provocar problema algum. Porém, em algumas crianças com infecção respiratória de repetição, elas podem crescer, tornando-se permanentemente hipertrofiadas durante toda a infância.

As adenoides hipertrofiadas podem obstruir a passagem de ar pela cavidade nasal, provocando alterações como respiração ruidosa, respiração permanentemente pela boca, apneia do sono, roncos noturnos, voz anasalada e coriza persistente.

As dificuldades respiratórias são mais comuns à noite, pois quando dormimos nossa musculatura relaxa, aumentando, assim, a obstrução das vias aéreas pela adenoide hipertrofiada.

Crianças com adenoides grandes podem ter pesadelos frequentes, sono irregular, sono turbulento e episódios curtos de parada respiratória, chamadas apneia noturna. A criança dorme mal e passa o dia irritada, cansada e sonolenta.

O aumento de tamanho das adenoides também pode causar obstrução da tuba de Eustáquio (tuba auditiva), que é um canal que liga a cavidade nasal ao ouvido médio e ajuda a manter a pressão do ar igual dos dois lados do tímpano.

A obstrução da tuba de Eustáquio pode provocar audição abafada, dor de ouvido, sensação de estalidos no ouvido ou infecções recorrentes no ouvido médio (otite média).

A hipertrofia das adenoides faz com que as crianças respirem persistentemente pela boca, o que leva a alterações na anatomia da face e dos dentes, provocando uma aparência chamada fácies adenoideana.

Crianças com fácies adenoideana caracteristicamente possuem um rosto alongado, dentes incisivos proeminentes, dentes agrupados, maxila pouco desenvolvida, lábio superior curto, narinas elevadas e um palato arqueado.

Tratamento

As adenoides hipertrofiadas só começam a regredir a partir dos 7 anos de idade. Como muitas crianças apresentam complicações desde os 2 ou 3 anos, isso muitas vezes pode significar pelo menos 4 anos de infecções de repetição, dificuldade respiratória, sono ineficaz e alterações na anatomia da face.

O único tratamento para as adenoides grandes é a cirurgia, chamada adenoidectomia. Como as adenoides regridem espontaneamente com o tempo, a indicação da cirurgia tem que ser bem feita, pesando os riscos cirúrgicos com as complicações causadas pela obstrução das vias aéreas.

A cirurgia para remoção das adenoides é geralmente indicada nas crianças com obstrução grave das vias respiratórias, principalmente naquelas de 3 ou 4 anos com dificuldades para dormir, com otite média e/ou sinusite de repetição. Nos quadros mais leves, o tratamento é feito com antibióticos e corticoides durante as crises (amigdalites/adenoidites), não havendo indicação para cirurgia.

Durante o ato cirúrgico para retirada das adenoides, frequentemente as amígdalas também são removidas.

A adenoidectomia é uma cirurgia relativamente simples e curta, mas é feita sob anestesia geral. O procedimento é feito pelo medico otorrinolaringologista.

Habitualmente o paciente fica internado apenas por 1 dia. Se tudo correr bem, a criança pode voltar a frequentar as aulas após 1 ou 2 semanas (deve-se evitar contato com crianças com infecção respiratória nas primeiras 2 semanas de pós-operatório).

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/otorrinolaringologia/adenoides/

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