INFARTO FULMINANTE: causas e sintomas

Infarto – O que é – Doenças Cardiovasculares

INFARTO FULMINANTE: causas e sintomas

O infarto está entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo e, por ano, mais de 100 mil brasileiros morrem em decorrência dele, o que equivale a dois estádios do Arena Fonte Nova, em Salvador, lotados em sua capacidade.

Mais conhecido como ataque cardíaco, acontece quando o fluxo do sangue para o coração é interrompido e o coração não recebe sangue e oxigênio suficientes para se manter em atividade

Com isso, o músculo cardíaco morre ou é danificado. Pacientes diabéticos, com hipertensão arterial, obesos e que sofrem de estressem e depressão, assim como quem tem arritmia cardíaca, completam o grupo de risco da doença.

Não são todas as pessoas que sofrem um infarto que chegam ao óbito. Para aumentar as chances de sobrevivência, é indispensável o atendimento médico com rapidez.

Sintomas

Dor no peito é o principal sintoma do infarto. O paciente também pode sentir dores estendidas para braços, ombros e pescoço. Na mulher, os sintomas podem ser diferentes: respiração curta, dor na mandíbula, náusea, dor de estômago e sensação de desconforto no peito.

Esses sinais duram aproximadamente 20 minutos e podem ir e voltar. Pacientes diabéticos geralmente não apresentam sintomas, mas também podem ser acometidos pela doença.

 Outros sintomas são:

  • Desmaio
  • Tontura
  • Falta de ar (principalmente em idosos)
  • Excesso de suor
  • Formigamento

O infarto é considerado uma emergência médica. Ao sentir os sintomas, ligue imediatamente para o 192, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). As duas primeiras horas são decisivas para o risco de morte.

Fatores de Risco

Cada vez mais pessoas jovens sofrem infarto e isso tem relação exclusivamente com os fatores de risco. Muitas pessoas ignoram os cuidados que devem ser tidos com o coração;

Confira abaixo quais os principais fatores que levam a pessoa ao infarto:

  • Tabagismo
  • Hipertensão
  • Colesterol alto
  • Diabetes
  • Histórico familiar de infarto
  • Obesidade
  • Estresse
  • Uso de entorpecentes

Os primeiros socorros são fundamentais para a vida de quem é vítima de um infarto! Neste momento, é importante manter a calma e seguir as orientações do Corpo de Bombeiros para a massagem cardíaca.

Tratamento

O tratamento vai depender da gravidade do infarto. Após o ocorrido, os médicos vão agir para diminuir a lesão e evitar que o doente apresente complicações. Em geral, o atendimento é feito no pronto-socorro e as primeiras ações da equipe médica são:

  • Conectar um monitor cardíaco ao paciente, para verificar a frequência dos batimentos cardíacos
  • Oferecer oxigênio ao paciente, para que o coração não faça muito esforço após o infarto.
  • Para diminuir as dores no peito, a pessoa receberá medicamentos que ajudam na redução deste sintoma.
  • Dependendo da gravidade do infarto, o paciente passa pela angioplastia ou cirurgia de revascularização do miocárdio, que tem como objetivo direcionar as artérias a restaurar o fluxo do coração.
  • Depois deste atendimento, deverá fazer uso de medicamentos que evitam um novo infarto. A medicação é indicada de acordo com cada caso e receitada pelo médico.

Doenças Associadas

Hipertensão, colesterol elevado e diabetes são grandes fatores de risco para o infarto. Por isso, não devem ser olhados isoladamente, mas como partes de uma doença muito maior e irreversível. Além disso, depois de um infarto agudo do miocárdio, o paciente pode desenvolver a arritmia cardíaca ou parada cardiorrespiratória. Saiba mais sobre elas:

 Arritmia cardíaca: é uma alteração no batimento do coração. Se ele bater muito rápido, é chamado de taquicardia. Se for muito lento, é bradicardia. Geralmente, as arritmias ocorrem após as primeiras 24 horas do infarto. Com isso, é ideal que depois do ataque cardíaco o paciente fique 72 horas sob os cuidados médicos.

Parada cardiorrespiratória: o coração deixa de funcionar e é necessário que façam uma massagem cardíaca para que volte a bater.

A prevenção do infarto está na atenção com hábitos saudáveis, além de fazer acompanhamento médico e exames preventivos de rotina.

Dentre as dicas para o dia a dia, a alimentação saudável e atividade física devem estar presentes sempre.

Nutrição

Uma dieta balanceada é indispensável para os cuidados com o coração. Alguns alimentos apresentam vitaminas e proteínas que fazem bem ao órgão e melhoram a qualidade de vida, como soja, lentilha, tomate, feijão, peixe, banana e castanha

O ideal é procurar um profissional para indicar uma dieta saudável, incluindo estes alimentos nas refeições do dia a dia.

Atividades físicas

Manter o corpo em movimento é essencial para a saúde do coração. O indicado é que seja realizado pelo menos 30 minutos de atividade física diária.

Você pode escolher entre caminhar, correr, andar de bicicleta, dançar, ou manter uma rotina de academia. O importante é não deixar de fazer atividades.

A recomendação é que você receba orientações de um profissional sobre qual exercício é mais indicado para sua resistência.

Diagnóstico

Para diagnosticar o infarto, o serviço de saúde usa os sintomas apresentados pelo paciente, além dos fatores de risco de cada caso, e avalia os resultados de exames como eletrocardiograma, ecocardiograma e angiografia coronariana.

Perguntas Frequentes

Pessoas com problemas de coração devem evitar fortes emoções?

Sim, pois a adrenalina pode acelerar demais o coração e levar a pessoa a um infarto.

Pessoas magras sofrem infartos?

Sim. A pessoa pode não ser obesa, mas se não mantiver hábitos saudáveis, fumar ou sofrer de hipertensão pode ter aumentada a possiblidade de infarto.

Jovens sofrem infartos?

Sim. Aumenta a cada ano o número de pessoas com 20 a 40 anos de idade infartando. Isso se dá por conta do aumento dos fatores de risco, como vício em drogas, estresse e tabagismo.

Infarto sempre é fatal?

Não. Nem todas as pessoas que sofrem um infarto chegam a óbito. O socorro rápido é essencial para salvar vidas. Mas o quadro clínico de cada paciente é variável e por isso, alguns resistem outros, infelizmente não.

A dor no peito é o principal sintoma do infarto?

Geralmente é o sintoma mais forte que o paciente sente. Se a pessoa sentir dores fortes e fizer parte do grupo de risco, é importante procurar o serviço de saúde com urgência. Em mulheres, no entanto, os sintomas são menos dramáticos: desconforto no peito, enjoo, falta de ar, dores no pescoço e na mandíbula.

Beber água e tossir diminui a dor do infarto enquanto estou a caminho do hospital?

Não. A dica neste momento é manter a calma e seguir rapidamente para um hospital ou chamar o serviço de atendimento de urgências, pois eles poderão dar os primeiros socorros da forma adequada.

Tive infarto, terei sequelas?

Nem todas as pessoas infartadas ficam com alguma sequela. Esse diagnóstico depende de diversos fatores, entre eles o socorro rápido e o histórico de saúde do paciente.

Posso ter vida normal após o infarto?

 Se o paciente não ficar com sequelas, ele poderá manter sua rotina de trabalho e vida social, porém, com alguns cuidados extras para que não corra o risco de sofrer um novo infarto. Pessoas infartadas devem rever seu dia a dia e incluir atividade física, alimentação saudável e jamais fumar.

Prevenção

A prevenção do infarto está na atenção com hábitos saudáveis, além de fazer acompanhamento médico e exames preventivos de rotina.

Dentre as dicas para o dia a dia, a alimentação saudável e atividade física devem estar presentes sempre.

Nutrição

Uma dieta balanceada é indispensável para os cuidados com o coração. Alguns alimentos apresentam vitaminas e proteínas que fazem bem ao órgão e melhoram a qualidade de vida, como soja, lentilha, tomate, feijão, peixe, banana e castanha

O ideal é procurar um profissional para indicar uma dieta saudável, incluindo estes alimentos nas refeições do dia a dia.

Atividades físicas

Manter o corpo em movimento é essencial para a saúde do coração. O indicado é que seja realizado pelo menos 30 minutos de atividade física diária.

Você pode escolher entre caminhar, correr, andar de bicicleta, dançar, ou manter uma rotina de academia. O importante é não deixar de fazer atividades.

A recomendação é que você receba orientações de um profissional sobre qual exercício é mais indicado para sua resistência.

Источник: https://www.ladoaladopelavida.org.br/infarto-o-que-e-doencas-cardiovasculares

INFARTO FULMINANTE: causas e sintomas

INFARTO FULMINANTE: causas e sintomas

O infarto fulminante é uma das principais causas de morte súbita.

Chamamos de infarto fulminante aquele que causa o óbito do paciente antes que haja tempo de um atendimento médico, ou seja, o paciente morre antes de chegar ao hospital. Cerca de 15% dos infartos se manifestam com morte súbita, não dando chance ao paciente. Felizmente, os outros 85% conseguem chegar a tempo ao hospital.

O infarto pode causar morte súbita de duas formas: o coração pode parar funcionar por ter sofrido necrose em uma extensa área do seu músculo ou por ter surgido uma arritmia maligna.

Em ambos os casos, o coração torna-se incapaz de bombear o sangue adequadamente, levando o paciente ao colapso circulatório, que é uma situação na qual os órgãos e tecidos do corpo não recebem sangue adequadamente.

Neste texto vamos explicar como surge um infarto fulminante, o que é uma arritmia cardíaca maligna e por que algumas pessoas têm infarto cardíaco e conseguem chegar a tempo ao hospital, enquanto outras apresentam um quadro de infarto com morte súbita.

Se você procura informações sobre outras causas de morte súbita, além do infarto fulminante, leia: CAUSAS DE MORTE SÚBITA – Adultos, Atletas e Bebês.

Como surge

Vamos começar pelo básico. Qualquer célula do nosso corpo precisa de sangue para viver; quando uma artéria sofre uma súbita obstrução do fluxo sanguíneo, os tecidos nutridos pela mesma sofrem isquemia e necrose. A esta morte de um tecido damos o nome de infarto.

Um infarto pode ocorrer no cérebro, rim, pulmão ou qualquer outro órgão do corpo. Infarto do coração, ou infarto do miocárdio, portanto, significa morte das células musculares do coração (chamadas de miocárdio), por falta de suprimento sanguíneo.

As artérias que levam sangue aos tecidos do coração se chamam artérias coronárias.

Nosso coração possui duas grandes artérias responsáveis pelo suprimento sanguíneo cardíaco: artéria coronária esquerda, que nutre o lado esquerdo do coração, e artéria coronária direita, que nutre o lado direito do coração.

 Para que todo o tecido cardíaco receba sangue, essas artérias coronárias precisam se ramificar, formando uma grande teia de vasos sanguíneos ao redor de todo o coração.

Quanto maior for a área infartada, ou seja, quanto mais extensa for a região muscular que sofreu necrose por falta de nutrição sanguínea, maior será a gravidade do infarto. Reparem na ilustração abaixo, o exemplo de 3 localizações diferentes para uma obstrução das artérias coronárias e suas respectivas consequências.

É possível notar que quanto mais próximo do nascimento das artérias coronárias ocorre a obstrução, maior é a área afetada.

Não é difícil entender por que a obstrução na terceira figura é muito mais grave que na primeira. Todo aquele músculo necrosado torna-se inútil e incapaz de contrair para bombear o sangue.

Quando subitamente perdemos a nossa bomba de sangue, entramos em colapso, que é chamado choque circulatório.

Além do choque circulatório, chamado neste caso específico de choque cardiogênico por ter origem no coração, existe outra importante causa para um óbito rápido após um infarto: arritmias cardíacas.

O tecido cardíaco que sofre infarto não consegue mais transmitir os impulsos elétricos normais do coração, causando distúrbios na condução elétrica, o que favorece o aparecimento de arritmias cardíacas graves.

São as arritmias malignas as principais responsáveis pela morte súbita de origem cardíaca. Mais de 70% destas ocorrem devido à doença isquêmica do músculo cardíaco.

Na verdade, um extenso infarto é um grande risco, mas não é a única causa para uma parada cardíaca.

Vários pequenos infartos acumulados durante anos ou uma isquemia única, mesmo que não muito extensa, mas localizada caprichosamente em uma área nobre da geração e transmissão dos impulsos elétricos do coração também podem desencadear arritmias malignas, levando à parada cardíaca. Portanto, dois fatores são importantes no prognóstico de um infarto: tamanho e localização da área afetada.

Sugerimos também a leitura do texto: INFARTO DO MIOCÁRDIO | Causas e prevenção

O que caracteriza uma arritmia maligna?

Chamamos de arritmia maligna aquela que não produz os impulsos elétricos necessários para o correto batimento cardíaco. O coração funciona de modo muito sincronizado. Se os impulsos elétricos não surgirem no momento certo e não forem transmitidos da forma devida, o coração não conseguirá se contrair e bombear o sangue adequadamente.

A principal arritmia responsável pela morte de origem cardíaca é a fibrilação ventricular.

 Durante uma fibrilação ventricular, os estímulos elétricos se tornam caóticos, sendo incapazes de gerar uma contração do músculo cardíaco de forma sincronizada; o coração simplesmente começa a tremer e já não consegue mais bombear sangue para o resto do corpo. Um coração em fibrilação ventricular é basicamente um coração parado, sujeito a uma tempestade de impulsos elétricos inúteis.

Depois de alguns minutos em fibrilação ventricular, os tecidos do resto do corpo começam a morrer, incluindo o cérebro.

Uma pessoa em fibrilação ventricular está tecnicamente morta e precisa ser ressuscitada imediatamente, antes que o cérebro morra por falta de circulação sanguínea.

Se não revertida prontamente com um desfibrilador (choque elétrico), o paciente vai ao óbito em questão de minutos.

Quando o paciente está em fibrilação ventricular, apenas a massagem cardíaca não é suficiente para salvar a sua vida. Por isso, nos últimos anos, aeroportos, aviões, casas de shows, shopping centers e outros locais com grande movimentação de público têm disponibilizado desfibriladores elétricos para o eventual caso de uma súbita parada cardíaca em seus estabelecimentos.

Sugerimos também a leitura do texto: PALPITAÇÕES, TAQUICARDIA E ARRITMIAS CARDÍACAS.

Sintomas

O paciente normalmente inicia um quadro de cansaço, sudorese e dor no peito, exatamente como em qualquer outro infarto.

Se a área cardíaca afetada for muito grande, o coração entra em colapso, e paciente evolui rapidamente para um quadro de choque cardiogênico, que se caracteriza por hipotensão arterial e intensa falta de ar.

No caso de arritmia maligna, o paciente perde a consciência e para de respirar. O quadro é dramático pois, como já dito, uma fibrilação ventricular é uma forma de parada cardíaca.

É importante frisar que a arritmia pode surgir a qualquer momento. Em alguns pacientes ela surge logo após o início dos sintomas; em outros, pode aparecer somente após algumas horas do início do infarto, muitas vezes com o paciente já dentro do hospital, o que, neste caso,  aumenta muito as chances de reversão do quadro.

Todo paciente com quadro súbito de dor no peito deve ser avaliado por um médico. É impossível, sem avaliação médica, prever qual infarto evoluirá bem ou mal, apenas baseado nos primeiros sintomas.

Há como prever um infarto cardíaco fulminante antes dele surgir?

Nem sempre é possível prever com grande antecedência quem está sob risco de infarto fulminante. Os principais fatores de risco são os mesmos para qualquer infarto:

Quanto mais fatores de risco uma pessoa tiver, maior será a chance dela ter doença nas suas coronárias, aumentando o risco de um infarto mais extenso. Pacientes com muitos fatores de risco, principalmente se forem homens acima dos 50 anos, devem ser avaliados por um cardiologista.

Prevenção do infarto do miocárdio

Quando a obstrução das coronárias vai se dando de modo lento e pregressivo, o paciente começa a sentir os sintomas de uma diminuição do aporte de sangue ao coração. É a chamada angina, uma dor no peito que surge ao esforço ou em períodos de estresse,  e desaparece em repouso.

A angina é uma isquemia transitória causada por uma obstrução parcial das artérias coronárias. O sangue chega ao músculo cardíaco em menor quantidade, mas não se reduz tanto ao ponto de provocar uma necrose.

Os pacientes com angina normalmente procuram atendimento médico antes que haja obstrução completa das coronárias, conseguindo através do cateterismo cardíaco identificar e corrigir as obstruções a tempo, antes de terem um infarto

Para saber mais sobre angina, sugiro a leitura do texto: Angina estável e instável.

Através do cateterismo, chamada também de angiografia coronariana, é possível mapear todos os vasos do coração. Se o médico encontra, por exemplo, uma artéria com 80% ou 90% de obstrução, já sabemos de antemão que este paciente está à beira de um infarto.

Essa obstrução precisa ser corrigida através de uma angioplastia. Alguns pacientes apresentam lesões tão graves nas coronárias que precisam de uma cirurgia, a chamada ponte de safena, para substituir as artérias doentes.

Explicamos o cateterismo cardíaco com mais detalhes no artigo: CATETERISMO CARDÍACO.

Prevenção da arritmia maligna

Pacientes que já apresentaram infartos prévios, possuindo várias pequenas áreas de tecido cardíaco necrosado ou insuficiência cardíaca, apresentam grande risco para arritmias malignas. Através de estudos da atividade elétrica do coração, o médico pode reconhecer quem são os pacientes com risco elevado de arritmia maligna.

Nestes casos, o cardiologista pode indicar a colocação de um desfibrilador implantável, que é um pequeno aparelho, semelhante a um marca-passo, capaz de reconhecer o surgimento de uma arritmia cardíaca. Quando o paciente entra em arritmia maligna, o desfibrilador reconhece o problema e salva a sua vida, liberando imediatamente uma descarga elétrica capaz de abortar a arritmia.

Porém, nem todos os pacientes apresentam algum tipo de sintoma antes do infarto. Por isso, repito, a avaliação de um cardiologista é sempre necessária em pessoas com fatores de risco.

Qual é o tratamento para um infarto fulminante?

Se o paciente sofre uma isquemia cardíaca e evolui com uma arritmia maligna fora de um ambiente hospitalar, as chances de sobreviver são muito pequenas. A fibrilação ventricular precisa ser revertida com um desfibrilador em questão de minutos.

Depois de 10 minutos de fibrilação, a maioria dos pacientes já não conseguirá mais ser salva, mesmo que o choque elétrico do desfibrilador venha a ser dado. Além disso, quanto mais tempo o paciente permanece em parada cardíaca sem atendimento médico, maior é o risco de lesões irreversíveis do cérebro.

Enquanto o coração estiver parado, o cérebro estará sem receber sangue.

É devido a está urgência no tratamento das arritmias malignas que, como já dito, alguns locais públicos já dispõem de desfibriladores automáticos. Em geral estas máquinas são de manuseio simples e podem ser operadas por pessoas leigas; basta conectar as pás ao peito do paciente conforme estará indicado, ligar a máquina e se afastar. O resto do trabalho ela fará sozinha.

Se o paciente já foi previamente avaliado por um cardiologista e tiver um desfibrilador implantável, provavelmente este salvará sua vida, pois o choque virá imediatamente após o início da arritmia.

É importante salientar que a reversão da arritmia é apenas o primeiro passo no tratamento do infarto grave. Este paciente não deixa de ter um infarto só porque a arritmia foi tratada; ele precisa ser internado e pode ainda vir a falecer por várias outras complicações do infarto, como uma insuficiência cardíaca grave (leia: INSUFICIÊNCIA CARDÍACA).

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/cardiologia/infarto-fulminante/

Infarto fulminante: o que causa, sintomas e como evitar

INFARTO FULMINANTE: causas e sintomas

O infarto ocorre quando o fluxo de sangue deixa de chegar ao miocárdio (músculo cardíaco), fazendo com que o músculo cardíaco seja danificado ou morra. Os médicos chamam isso de infarto agudo do miocárdio.

Também chamado de infarto fulminante ou ataque cardíaco, a condição pode ser fatal. Com tratamento adequado, é possível evitar danos significativos no músculo cardíaco e isso é primordial para que o paciente possa viver muitos anos sentindo-se bem.

Por isso, é crucial chamar a emergência ou correr para o hospital nos primeiros sinais do problema.

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As doenças cardiovasculares são líderes em morte no mundo, sendo responsáveis por quase 30% das mortes no Brasil. Dentre estas, o infarto é uma das principais causas.

Causas

O infarto ocorre quando uma ou mais artérias que levam oxigênio ao coração (chamadas artérias coronárias) são obstruídas abruptamente por um coágulo de sangue formado em cima de uma placa de gordura (ateroma) existente na parede interna da artéria.

A presença de placas de gordura no sangue é chamada de aterosclerose (placa de colesterol). O paciente que possui placas de aterosclerose com algum grau de obstrução na luz de uma artéria tem a chamada DAC – doença arterial coronariana.

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Conforme a placa de gordura (ateroma) cresce, ela leva à obstrução cada vez maior da coronária e pode levar ao sintoma de dor no peito aos esforços (angina). Em geral, uma pessoa tem sintoma de dor no peito aos esforços quando a obstrução é maior que 70%.

Antigamente acreditava-se que o infarto agudo do miocárdio ocorria quando estas placas cresciam progressivamente até fechar completamente o vaso. Hoje sabemos que não é isso que ocorre.

O fechamento do vaso ocorre devido a uma ruptura na parede da placa de gordura, levando à formação de um coágulo que obstrui abruptamente a artéria e ocasiona o infarto agudo do miocárdio.

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Outra descoberta importante foi que esta ruptura, formação de coágulo e fechamento do vaso pode ocorrer em placas de aterosclerose pequenas que causavam 20% a 30% de obstrução e, por isso, eram assintomáticas.

Então, é possível que alguém que não sinta nada em caminhadas ou até em corridas possa sofrer um infarto agudo do miocárdio? A resposta é sim! Cerca de 50% a 60% dos infartos ocorrem em pessoas previamente assintomáticas. Por conta disso, o check-up é tão importante.

Outra causa incomum de infarto são espasmos de uma artéria coronária, que podem ser capazes de interromper o fluxo de sangue a uma parte do músculo cardíaco.

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Drogas, como a cocaína, podem causar tal espasmo. Um ataque cardíaco também pode ocorrer devido a uma ruptura na artéria do coração, ou coágulos que viajaram de outras partes do corpo pelo sangue.

Infarto também pode ocorrer se o fluxo sanguíneo para o coração é severamente diminuído, em situações como a pressão arterial muito baixa (choque).

Infarto: saiba como acontece um ataque cardíaco

Fatores de risco

Fatores de risco de infarto incluem:

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Sintomas de Infarto

A dor do infarto pode ser típica ou atípica. A dor típica tem como características ser no meio do peito, em aperto, espalhando para o braço esquerdo, acompanhada de sudorese, náusea e palidez cutânea.

Casos de dor atípica podem ser mais difíceis de caracterizar. Em geral se diz que a dor do infarto pode se alojar em qualquer local entre o lábio inferior e a cicatriz umbilical.

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Sentir dor no peito por mais de 20 minutos, em conjunto com outras sensações como falta de ar e fadiga, pode indicar você está prestes a infartar. Veja os sintomas mais comuns:

  • Vômitos
  • Suor frio
  • Fraqueza Intensa
  • Palpitações
  • Falta de ar
  • Sensação de ansiedade
  • Fadiga
  • Sonolência
  • Desmaio
  • tontura
  • vertigem

Nem todas as pessoas que tem um infarto sofrem os mesmo sintomas ou os mesmos danos ao coração. Muitos infartos não são graves nem dramáticos, podendo ser até assintomáticos. Alguns pacientes relatam sinais pouco específicos ao infartar, como dor no queixo.

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As características do infarto em mulheres são muito menos típicas, com queixas de queimação, agulhadas no peito ou falta de ar sem dor. Confira alguns dos sinais com maior incidência:

  • Dores no peito que se assemelham a uma queimação ou pontadas
  • Fraqueza
  • Náuseas
  • Dores nas costas, braço, pescoço ou mandíbula
  • Sentimento de pavor

SAIBA MAIS: Sintomas de infarto em mulheres: entenda as diferenças

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O infarto pode ocorrer a qualquer momento – no trabalho, praticando exercícios ou mesmo descansando. Ele pode ser súbito ou silencioso, levando horas para a pessoa perceber que está com algum problema.

Em alguns casos, pode levar dias até que o paciente note uma dor mais forte. Mas o que geralmente acontece, é algum sintoma leve sendo ignorado até o momento em que se agrava, forçando o paciente a procurar ajuda médica.

É muito comum confundir o infarto com uma parada cardíaca – ou seja, dizer que o infarto só acontece quando o coração subitamente para de bater.

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Parada cardíaca súbita ocorre quando um distúrbio elétrico no coração interrompe sua ação de bombeamento e faz o sangue parar de fluir para o resto do seu corpo. Um infarto pode levar a uma parada cardíaca, mas não são sinônimos.

Buscando ajuda médica

Na presença dessas sensações, é de extrema importância procurar ajuda no pronto socorro mais próximo imediatamente. Conforme o tempo passa a dor pode até diminuir, mas o dano torna-se mais extenso e irreversível. Caso você desconfie de um infarto:

Se você suspeita que está sofrendo um infarto, não hesite em ligar para o SAMU ou outro número de emergência.

Se você não tiver como fazer essa ligação, peça para alguém leva-lo até o hospital mais próximo – vá dirigindo apenas em último caso.

Caso você tenha comprimidos de ácido acetilsalicílico infantil em lugar de fácil acesso, é importante tomar o medicamento. Ele ajuda a dissolver o coágulo de sangue que, junto com placas de gordura, estão obstruindo a artéria.

Devem ser administrados três comprimidos de 100mg o mais rápido possível, mastigando antes de engolir, para acelerar a absorção da medicação.

No entanto, faça isso depois de ligar para a emergência, de forma a não atrasar sua chegada ao hospital.

  • Chame a emergência
  • Deixe a pessoa confortável
  • Dê ácido acetilsalicílico
  • Cheque o nível de consciência da pessoa constantemente
  • Verifique se alguém próximo tem treinamento de atendimento básico de emergência e sabe usar um DEA (desfibrilador automático externo) e verifique se há um disponível. Este aparelho é capaz de salvar vidas durante um episódio de parada cardíaca.

Caso a pessoa esteja desacordada e irresponsiva e não tenha ninguém habilitado que saiba usar um desfibrilador automático externo, inicie os procedimentos de reanimação cardíaca enquanto a emergência não chega.

Muitas pessoas deixam de atender pessoas em parada cardíaca pois não querem realizar respiração boca a boca, no entanto, desde 2010 a American Heart Association afirma que socorristas leigos não precisam realizar tal procedimento.

Dessa forma, a reanimação cardíaca envolve apenas compressões no peito. Siga o passo a passo:

  • Com as mãos espalmadas e cruzadas, pressione o tórax exatamente no centro do peito, entre os dois mamilos
  • É preciso comprimir forte (5 centímetros de profundidade aproximadamente), rápido e deixar o tórax relaxar entre as compressões.

Diagnóstico de Infarto

Se você está tendo um ataque cardíaco, ele normalmente será diagnosticado em um cenário de emergência e não em uma consulta médica.

Caso você esteja acordado, será solicitado a descrever seus sintomas e vai ter a sua pressão arterial, pulso e temperatura marcada. Você vai ser ligado a um monitor cardíaco e vai começar quase que imediatamente fazer testes para confirmar o infarto.

A equipe médica vai ouvir o seu coração e pulmão usando um estetoscópio. Você será questionado sobre seu histórico de saúde e histórico familiar de doença cardíaca.

Os testes vão ajudar a verificar se os seus sinais e sintomas, como dor no peito, são sinal de um ataque cardíaco ou outra condição. Estes exames incluem:

  • Eletrocardiograma (ECG)
  • Exames de sangue.

Você também pode passar por esses exames adicionais:

  • Radiografia do tórax
  • Ecocardiograma
  • Cateterização coronariana (angiografia)
  • Teste ergométrico, após o quadro estar estabilizado
  • Cintilografia do miocardio
  • Tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética.

Tratamento de Infarto

O tratamento de infarto em um hospital varia de acordo com a situação. Você pode ser tratado com medicamentos, ser submetido a um procedimento invasivo ou ambos – dependendo da gravidade do seu estado e da quantidade de danos ao seu coração.

Medicamentos indicados para tratar um ataque cardíaco incluem:

  • Ácido acetilsalicílico
  • Trombolíticos
  • Medicamentos semelhantes ao ácido acetilsalicílico para ajudar a prevenir a formação de coágulos novos, incluem clopidogrel e outros, chamados inibidores da agregação plaquetária
  • Outros medicamentos para afinar o sangue
  • Analgésicos
  • Nitroglicerina
  • Betabloqueadores
  • Inibidores de ECA
  • Medicamentos para baixar o colesterol.

Além de medicamentos, você pode passar por um dos seguintes procedimentos para o tratamento de seu ataque cardíaco:

  • Angioplastia coronária com implante de stent
  • Cirurgia de revascularização miocárdica.

Medicamentos para Infarto

Os medicamentos mais usados para o tratamento e prevenção de infarto são:

  • Aradois
  • Aspirina Prevent
  • Atorvastatina Cálcica
  • Brilinta
  • Captopril
  • Clexane
  • Clopidogrel
  • Cozaar
  • Dolantina
  • Effient
  • Genfibrozila
  • Lisinopril
  • Marevan

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo/ Prognóstico

Seus hábitos de vida influenciam na saúde do seu coração. Seguir as orientações corretamente pode evitar que você tenha um novo infarto e ajuda na recuperação do episódio anterior.

Ter sofrido um infarto aumenta em 5x as chances de um novo infarto. Portanto você deve seguir as seguintes recomendações:

  • Não fume
  • Controle a pressão arterial e o colesterol
  • Evite o fumo passivo
  • Faça check-ups médicos regulares
  • Faça exercícios regularmente
  • Mantenha o peso ideal
  • Tenha uma dieta saudável
  • Controle o diabetes
  • Controle o estresse
  • Não ingira álcool em excesso.

Complicações possíveis

  • Arritmia cardíaca
  • Insuficiência cardíaca
  • Ruptura do músculo cardíaco, que pode ser fatal
  • Problema nas válvulas cardíacas

Referências

Bruno Valdigem, cardiologista especialista do Portal Minha Vida – CRM 118535

Revisado por: Rafael Munerato, cardiologista e diretor médico do Lavoisier Medicina Diagnóstica – CRM 101547

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Cardiologia

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/infarto

Infarto: fique atento aos sintomas e veja as atitudes que ajudam na prevenção – CCRMed Clínica de Cardiologia e Reabilitação

INFARTO FULMINANTE: causas e sintomas

O infarto, geralmente, está associado a uma dor forte no peito. Este, pode ser o sintoma mais comum, mas não é o único. As doenças cardiovasculares são as doenças que mais matam no Brasil e em todo o mundo. Só no Brasil, são quase 400 mil mortes por ano, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Dessa forma, é preciso estar informado. Afinal, quais são os sintomas de infarto menos conhecidos? Além disso, os sintomas podem acontecer de formas diferentes em mulheres e idosos.

Há muitos sinais e curiosidades acerca do tema que iremos esclarecer aqui: o que é o infarto e como ele acontece, quais são os diferentes tipos, os fatores de risco e como prevenir para manter o coração protegido. 

Acompanhe a leitura para entender melhor sobre o assunto e quais são as atitudes que ajudam na prevenção.

O que é o infarto e como ele acontece?

Infarto do miocárdio é a necrose (morte) de uma parte do músculo cardíaco causada pela ausência da irrigação sanguínea que leva nutrientes e oxigênio ao coração.

Acontece da seguinte forma: o coração, assim como os demais órgãos do corpo, precisa de sangue arterial, rico em oxigênio, para funcionar normalmente.

A interrupção do fornecimento de sangue acontece quando há obstrução em uma das artérias que nutre os músculos cardíacos, ocorrendo assim o infarto.

Existem 5 diferentes tipos de infarto do miocárdio

Infartos podem acontecer em qualquer parte do corpo, mas, quando afeta o músculo cardíaco, é chamado de infarto do miocárdio, ou infarto agudo do miocárdio, quando ocorre de forma súbita. De acordo com a quarta definição universal de IAM (Infarto Agudo do Miocárdio), existem cinco diferentes causas para infarto do miocárdio.

  • Tipo 1: o mais comum, decorrente de instabilização de uma placa aterosclerótica na coronária.
  • Tipo 2: quando há um prejuízo na irrigação do miocárdio em decorrência de alguma condição grave, por exemplo: pressão muito alta ou muito baixa, anemia profunda ou após cirurgias em outras partes do corpo.
  •  Tipo 3: é o que cursa para morte súbita, porque a necrose atinge uma área extensa rapidamente, ou gera uma arritmia grave. É também chamado “infarto fulminante”. 
  • Tipo 4: é o que ocorre após uma angioplastia. Tanto pode ocorrer como consequência imediata do procedimento (IAM tipo 4a) como após o procedimento devido à trombose do stent (tipo 4b). Por fim, há o tipo 4c que é o ligado à reestenose intrastent.
  • Tipo 5: é o que ocorre após uma cirurgia de revascularização do miocárdio.

O que é um infarto fulminante?

O termo “infarto fulminante” é bastante utilizado. Porém, o termo transmite uma ideia errada de que a pessoa está realizando uma atividade qualquer e, repentinamente, morre.

Geralmente, os Médicos Cardiologistas dizem que houve morte súbita, sendo esse o conceito que engloba a morte em até um dia.

Ou seja: tanto o caso de uma pessoa que morre no momento em que o infarto acontece quanto o daquela que morre até 24 horas depois são considerados mortes súbitas”.

Além disso, o termo morte súbita pode também se referir à morte não precedida de sintomas, sendo o infarto a principal causa.

Outras cardiopatias e doenças neurológicas também podem ser causa de morte súbita, mas com menor frequência.

Dessa forma, se o indivíduo sofrer um infarto na rua e sofrer uma parada cardíaca, por exemplo, e houver um socorrista ou alguém que inicie a massagem de reanimação, é possível recuperá-lo.

Qual a diferença entre infarto e ataque cardíaco?

Muita pessoas costumam achar que infarto e ataque cardíaco são a mesma coisa, mas não.

Várias complicações além do infarto podem resultar em um ataque cardíaco, inclusive a parada cardíaca, geralmente provocada por uma arritmia, disfunção elétrica que faz o coração bater de forma desregulada e tem diversas causas.

O infarto nem sempre leva imediatamente a uma parada cardíaca, mas, em alguns casos, pode provocar uma arritmia maligna onde o coração pode parar de bater.

Fatores de risco

  • Hipertensão: a pressão alta agride a parede das artérias e pode dilatar o coração, fazendo com que ele tenha que trabalhar mais. A hipertensão pode ser causada por fatores genéticos e também por consumo excessivo de sódio presente no sal de cozinha e nos alimentos industrializados).
  • Diabetes: o diabetes aumenta o risco de ruptura das placas e formação de coágulos que podem resultar em infarto ou derrame.
  • Dieta inadequada: além do colesterol, um grande vilão, há outros fatores ligados à alimentação que interferem no risco cardiovascular, como a gordura trans (que diminui o HDL, fazendo o LDL se elevar), o excesso de açúcar e carboidratos, alimentos que levam ao acúmulo de gordura abdominal.
  • Obesidade: a obesidade contribui para que o coração tenha que se esforçar mais para funcionar. Além de elevar o risco de outras condições associadas à doença coronariana, o tecido adiposo contribui para a produção de substâncias inflamatórias.
  • Estresse: a descarga de adrenalina resultante de uma situação de estresse agudo pode fazer as artérias se contraírem, o que prejudica o coração e pode levar ao infarto.
  • Sedentarismo: ter um bom condicionamento físico, ou seja, a prática de exercícios permite que o coração trabalhe com menor esforço, reduzindo o risco de hipertensão, obesidade, colesterol alto, estresse e hiperglicemia, todos fatores de risco cardiovascular.
  • Tabagismo: as substâncias tóxicas contidas no tabaco agravam a aterosclerose, fazem as artérias se contraírem e endurecerem, além de exigir maior esforço do coração.
  • Idade: a incidência em homens costuma ser a partir de 45 anos. Já em mulheres, após os 55 anos (a menopausa aumenta o risco cardiovascular).

    No entanto, a exposição mais precoce aos fatores de risco pode levar pessoas de 20 a 40 anos a ter infarto.

  • Anticoncepcional: associado a outros fatores de risco, como o tabagismo, pode aumentar consideravelmente o risco de infarto e trombose. 
  • Drogas ilícitas: substâncias como a cocaína podem provocar infartos, inclusive em jovens, já que geram aumento da pressão e enrijecimento das artérias. 
  • Abuso de álcool: em excesso, o consumo de bebida alcoólica também é altamente prejudicial ao sistema cardiovascular.

Principais sintomas do infarto

Quando a obstrução afeta um pequeno ramo da coronária, atingindo uma área pequena e periférica do músculo cardíaco, o infarto pode ser assintomático (ou silencioso). O mais comum, porém, é que a pessoa tenha uma combinação de sintomas, que surgem de repente. 

O primeiro costuma ser a dor aguda no peito que perdura por mais de 20 minutos e pode se irradiar para pescoço, mandíbula, costas, braço ou ombro esquerdo, ansiedade e agitação. Além disso, também pode se manifestar como queimação, sensação de peso ou aperto no peito e formigamento no braço).

Fique atento: cerca de um terço das pessoas não sente a dor típica do infarto. Dessa forma, mulheres, idosos, diabéticos ou pessoas com insuficiência cardíaca podem não ter essa manifestação e podem confundi-la com dor de estômago, azia ou dor nas costas.

Fique atento aos sintomas menos conhecidos: o ataque cardíaco nem sempre causa dor e aperto no peito 

Muitas pessoas tendem a não se preocupar tanto quando sentem alguns desconfortos como azia, náusea, tosse seca, suor frio, mas estes também são alguns dos sintomas. Falta de ar, cansaço, azia e dor na mandíbula estão entre os sintomas menos conhecidos.

Geralmente, dias antes de um infarto, o indivíduo também pode sentir uma imensa sensação de fraqueza. Ela, muitas vezes, passa despercebida, como um profundo cansaço.

Vale lembrar que a dor na região torácica pode também irradiar para outros locais do corpo como ombros, costas, braço e o pescoço, por exemplo, que ocorrem independente de estar movimentando o corpo ou não. Confira outros sintomas:

Desmaio

Este pode ser um dos primeiros sinais de problemas cardíacos. Junto da falta de ar e do suor repentino, ocorre a falta oxigenação no cérebro e, consequentemente, o desmaio, sendo um dos sintomas pouco conhecidos do infarto que merece atenção. 

Náusea, indigestão ou dor abdominal

Muitas vezes, a náusea, a indigestão e a dor abdominal são vistas como um simples desconforto digestivo, mas é preciso estar atento. Se esse incômodo for constante, a melhor forma de entender é com o diagnóstico fornecido pelo Médico Cardiologista. 

Tontura

A baixa oxigenação no cérebro ocasiona o batimento irregular do coração, provocando assim a tontura. Semanas antes do infarto, o corpo também pode começar a apresentar esse sinal.

Palpitações

Junto das crises de tosse ocorrem as palpitações. A arritmia provoca a sensação de que o coração está batendo rápido demais. Se as palpitações estiverem sendo constantes, é muito importante, antes de tudo, consultar um Médico Cardiologista para verificar se pode ser um sinal ou se está relacionado a outros problemas de saúde. 

Como prevenir o infarto

O controle da pressão arterial, do nível de colesterol e açúcar no sangue, o combate ao tabagismo e ao sedentarismo são os pilares da prevenção da doença coronária e, consequentemente, do infarto do miocárdio. 

Seguir uma dieta equilibrada que contemple frutas, verduras, legumes e carboidratos bons sempre será a melhor opção, pois isso reflete no colesterol.

Além disso, é necessário também aprender a gerenciar o estresse, praticar exercícios físicos, evitar o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, dormir bem e cultivar o lazer também são medidas importantes.

Afinal, atividades prazerosas liberam a endorfina e equilibram o organismo.

Confira aqui 10 alimentos amigos do coração para incluir em sua rotina.

Mantenha os exames em dia: a detecção precoce é a melhor forma manter seu coração protegido

Realizar exames de rotina é indispensável para prevenir e manter seu coração protegido, especialmente se o indivíduo obter um ou mais fatores de risco para doença coronariana.

Dessa forma, é necessário estar em dia com os exames de sangue para verificar como estão os níveis de colesterol, triglicérides, glicose, entre outros e também com os exames do coração. Alguns deles são o Eletrocardiograma, Ecocardiograma de estresse físico ou esforço, Holter, M.A.P.A de 24h, Doppler e Prova de Função Pulmonar realizados pelo Médico Cardiologista.

Se você tem ou está sentindo dor no peito com frequência, consulte um Médico Cardiologista. Não deixe para depois. Cuide da sua saúde!

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Источник: https://ccr.med.br/infarto-fique-atento-sintomas-atitudes-ajudam-prevencao/

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