Infecção na bexiga: o que é, sintomas, causas e tratamento

CISTITE (INFECÇÃO DA BEXIGA)

Infecção na bexiga: o que é, sintomas, causas e tratamento

A infecção urinária é uma doença extremamente comum, principalmente no sexo feminino. Cerca de 60% das mulheres adultas terão pelo menos um episódio de infecção do trato urinário (ITU) durante a vida.

Existem três tipos de infecção urinária:

  • Cistite: infecção da bexiga.
  • Pielonefrite: infecção dos rins.
  • Uretrite: Infecção da uretra.

A cistite, tema deste artigo, é uma inflamação da bexiga – e também da uretra em muitos casos – causada por uma infecção bacteriana, na maioria dos casos pela bactéria Escherichia coli. A cistite é habitualmente uma doença de simples tratamento, porém, pode ser dolorosa e inconveniente.

A infecção da bexiga pode se tornar um grave problema de saúde se as bactérias se deslocarem para os rins, causando o que chamamos de pielonefrite. Enquanto a cistite é uma doença simples, a pielonefrite pode levar à sepse e consequentemente à morte por infecção generalizada.

Como se “pega” infecção urinária?

Na verdade, a expressão “pegar infecção urinária” não é a mais apropriada, já que a cistite não é uma doença contagiosa, que se passa de uma pessoa para outra.

Mais de 80% das infecções urinárias são causadas por uma bactéria que vive no nosso intestino, chamada Escherichia coli (E.coli).

A infecção urinária ocorre quando essas bactérias, que deveriam permanecer no trato intestinal, conseguem colonizar a região ao redor da vagina. A colonização da região vaginal é o primeiro passo para o desenvolvimento da cistite. Bactérias vindas dos intestinos que conseguem se estabelecer ao redor da vagina têm mais facilidade em penetrar a uretra e alcançar a bexiga.

As cepas de E.coli que causam infecção urinária são inofensivas se permanecerem dentro do intestino. Elas só causam doença se atingirem outros órgãos do corpo, como a bexiga. Além da E.coli, outras bactérias do trato intestinal também podem causar cistite, entre elas: Proteus mirabilis, Enterococcus e Klebsiella pneumoniae.

Cistite nos homens e nas mulheres

A imagem abaixo mostra a anatomia do trato urinário inferior da mulher e do homem. Repare como a saída da uretra na mulher fica muito próxima do ânus do que a masculina. Além disso, a uretra do homem é mais extensa, fazendo com que a E.coli tenha que percorrer um caminho maior até chegar à bexiga.

Anatomia geniturinária feminina e masculina

Isto significa que anatomicamente é muito mais fácil para as bactérias vindas do ânus alcançarem a bexiga da mulher do que a bexiga do homem. Portanto, a anatomia geniturinária explica o porquê das mulheres terem cistite com frequência e os homens não.

Há, entretanto, situações em que esta vantagem anatômica não é suficiente para proteger os homens da infecção urinária. Alguns exemplos:

1. Sexo anal ativo (homo ou heterossexual): a penetração do pênis no ânus elimina completamente essa distancia anatômica que protege os homens.

A saída da uretra do pênis fica em contato direto com as bactérias intestinais. A E.coli neste caso é jogada diretamente na uretra, tendo apenas que atravessá-la para chegar a bexiga.

O sexo anal ativo sem preservativo é, portanto, um atalho para infecção urinária.

Ainda assim, mesmo em homens que praticam sexo anal, a cistite não é uma doença comum. Além da barreira anatômica, há outros fatores que dificultam a cistite no sexo masculino.

A região ao redor da uretra masculina é uma área menos úmida que nas mulheres, o que dificulta a colonização por bactérias.

Além disso, no líquido prostático, eliminado durante o ato sexual, há substâncias antibacterianas.

2. Doenças da próstata: homens mais velhos costumam ter a próstata aumentada de tamanho, o que comprime a uretra e causa obstrução à saída de urina.

O ato de urinar protege contra a cistite, pois a urina ajuda a carregar as bactérias que estejam alojadas na bexiga e uretra.

Como a próstata obstrui, mesmo que parcialmente, a uretra, a bexiga fica sempre com um reserva de urina em seu interior, sendo um ótimo meio para multiplicação de bactérias.

Portanto, sempre que um homem adulto apresentar mais de um episódio de infecção urinária, deve-se pensar em algum alteração anatômica, como doenças da próstata ou lesões da bexiga.

Como evitar infecções urinárias?

A maioria das pessoas costuma pensar que, se a cistite surge quando bactérias normalmente encontradas nas fezes colonizam a região vaginal, é só lavar bastante a vagina e a região ao seu redor para matar essas intrusas e impedir a infecção. A cistite seria, portanto, uma doença de gente que não se lava direito. Este raciocínio está ERRADO! Na medicina, nem sempre o mais lógico é o que acontece.

Vamos ao fatos. A vagina das mulheres apresenta sua própria flora de bactérias, que são inofensivas. Para uma bactéria vinda do ânus colonizar essa região, ela precisa competir com as que já vivem no local.

Quando se faz uma higiene íntima excessiva  matamos a flora natural da vagina, facilitando muito o processo de colonização de germes que estão a chegar. O que a E.

coli mais quer ao chegar na região em volta da vagina é poder se multiplicar à vontade, sem ter que “brigar” com outras bactérias por espaço e alimento.

Ter cistite não significa ter maus hábitos de higiene. Na verdade, os dois extremos favorecem a infecção urinária: pouca higiene ou muita higiene.

Sabendo como surgem as infecções da bexiga, podemos agora fornecer algumas dicas de como evitá-las.

  • Higiene íntima com moderação. Deve-se ter especial atenção à limpeza após as evacuações. Quem usa papel higiênico deve sempre realizar a limpeza da frente para trás, ou seja, na direção contrária à vagina.
  • NUNCA realize ducha vaginal. Esse procedimento empurra as bactérias em direção à bexiga e favorece o aparecimento de cistite. A ducha anal pode ser usada, mas o ideal é tomar banho após a evacuação.
  • Dê preferência a banhos de chuveiro; evite tomar banhos em banheiras.
  • Evite desodorantes em spray na área genital ou qualquer outro produto de limpeza que possa irritar a vagina. Áreas inflamadas facilitam a aderência de bactérias.
  • Sempre urine após relação sexual. O coito favorece a entrada das bactérias na uretra e o ato de urinar ajuda a expulsá-las.
  • Beba bons volumes de líquidos ao longo do dia para urinar com frequência, “lavando” as bactérias da bexiga e uretra.
  • Não use camisinhas que contenham espermicidas, pois elas não apresentam eficácia maior e ainda aumentam o risco de cistites. O mesmo vale para os diafragmas.
  • O uso indiscriminado de antibióticos pode alterar a flora natural da vagina, facilitando infecções. Não tome antibióticos a não ser que seja realmente necessário. Nunca se automedique.
  • Mulheres na menopausa devem usar cremes vaginais à base de estrogênio para reduzir o ressecamento da mucosa vaginal. A mucosa ressecada favorece o surgimento de lesões, que por sua vez propiciam a fixação de bactérias.

Para saber mais dicas sobre como evitar as cistites, leia: Como prevenir as infecções urinárias.

Fatores de risco

Apesar de todos os cuidados, algumas pessoas apresentam uma predisposição para infecções urinárias. Algumas mulheres têm infecção urinária de repetição, com vários episódios durante o ano. Entre os fatores que podem aumentar os risco de cistite, podemos citar:

Sintomas

A infecção da bexiga causa alguns sintomas típicos:

  • Ardência ao urinar, chamado de disúria.
  • Urgência para urinar e dificuldade de segurar a urina.
  • Vontade de urinar mesmo com a bexiga vazia.
  • Sensação de peso na barriga.
  • Presença de sangue na urina, chamado de hematúria.

Febre baixa e dor lombar também podem ocorrer, porém sempre que esses sintomas surgirem deve-se pensar em pielonefrite, principalmente se a febre for alta e vier acompanhada de vômitos, perda de apetite e mal estar geral.

Algumas pessoas associam uma urina com cheiro forte à infecção urinária. Isso na maioria das vezes não é real. A principal causa de cheiro forte é uma urina muito concentrada. Se sua urina está com um amarelo muito forte e com mal cheiro, você deve ingerir mais líquidos. Normalmente isso resolve o problema e ajuda evitar a formação de cálculos renais.

Nos homens idosos, as doenças da próstata podem causar sintomas semelhantes aos da infecção urinária, além de serem um fator risco para própria infecção urinária. Nos homens jovens com disúria é sempre importante pensar em DST como diagnóstico diferencial, já que neste grupo este tipo de infecção é mais comuns do que cistites.

Para saber mais detalhes sobre os sintomas da infecção urinária, leia: Sintomas da infecção urinária.

O vídeo abaixo resume e explica os principais sintomas da cistite.

Diagnóstico

Na imensa maioria dos casos o diagnóstico da cistite é clínico e a maioria dos médicos prescreve tratamento sem solicitar nenhum tipo de exame. Se houver facilidade, pode-se solicitar uma rápida análise de urina para confirmar a presença de pus, mas esta não é obrigatória.

O exame definitivo para infecção urinária é a cultura de urina. Todavia, como esta demora entre dois a quatro dias para ficar pronta, e o quadro clínico costuma ser muito característico, na cistite este se torna um exame quase sempre desnecessário. A urocultura é muito mais importante na pielonefrite do que na cistite.

Na prática, mulheres jovens com ardência para urinar apresentam cistite até que se prove o contrário.

Não está errado o médico prescrever antibióticos para infecção urinária sem pedir nenhum outro tipo de exame. em 99% dos casos, esta conduta irá curar a paciente.

Apenas nos casos de cistite de repetição, infecções em homens ou quando há dúvidas em relação ao diagnóstico é que a urocultura é importante.

Não se deve pedir urocultura em pessoas sem sintomas (exceto grávidas, explico mais à frente). Algumas pessoas apresentam bactérias em sua urina sem necessariamente desenvolverem cistite. Este quadro é chamado de bacteriúria assintomática.

Portanto, não se pede urocultura e não se indica tratamento para pessoas sem sintomas de infecção urinária. O tratamento destes casos não traz benefício nenhum e ainda facilita o desenvolvimento de bactérias resistentes aos antibióticos.

Explicamos a bacteriúria assintomática com detalhes no artigo: O que é bacteriúria assintomática?

Tratamento

Toda cistite deve SEMPRE ser tratada com antibióticos para evitar recorrências e evolução para pielonefrite. Em geral, apenas três dias são suficientes.

As drogas mais usadas são o Bactrim® (Sulfametoxazol + Trimetoprima), um dos antibióticos da família das quinolonas (em geral ciprofloxacino ou norfloxacino), um derivado de penicilina (por 5 dias) ou nitrofurantoína (por 7 dias).

Em homens, o tratamento deve ser feito sempre por 7 dias, no mínimo.

Para mais informações sobre o tratamento da cistite, leia: Tratamento para infecção urinária.

Alguns medicamentos muito prescritos para cistites como o Cystex e a Pyridium não têm efeito antibiótico e servem apenas para aliviar temporariamente os sintomas da infecção urinária. Para tratar de verdade a cistite é preciso eliminar a bactéria, e isso só é possível com antibióticos.

A despeito de todos os cuidados listados neste texto, algumas mulheres apresentam infecções urinárias de repetição. São em geral pessoas com predisposição genética. Algumas dessas se beneficiam com a tomada de um comprimido de antibiótico após as relações sexuais. Nos casos mais graves, com várias infecções urinárias por ano, pode ser necessário cursos longos (até um ano) de antibióticos.

Para quem gosta de medicamentos naturais, uma frutinha chamada de Cranberry (oxicoco em português), da família das amoras, pode ajudar a reduzir o risco de infecções, apesar do seu real efeito ainda não ter sido efetivamente comprovado com grandes estudos controlados. O cranberry pode ser tomado como suco ou através de pílulas já à venda em algumas farmácias.

Outra opção para prevenção da cistite é o Uro-Vaxom, uma espécie de vacina com 16 cepas diferentes de E.coli. Parece que o uso por três meses deste medicamento reduz a ocorrência de cistites. É importante salientar que essa droga só funciona para aqueles que tem infecções de repetição pela E.coli. Se outra bactéria for a responsável pelas cistites, a vacina não tem efeito.

Infecção urinária em grávidas

A presença de infecção urinária em grávidas está associado a parto prematuro e bebês com baixo peso ao nascimento. Portanto, mesmo as gestantes com bacteriúria assintomática devem ser tratadas.

As quinolonas (ciprofloxacino e norfloxacina) são contraindicadas na gravidez e o Bactrim deve ser evitado, principalmente no primeiro trimestre. As melhores escolhas são a nitrofurantoína, fosfomicina ou amoxacilina + ácido clavulânico.

Para saber mais sobre infecção urinária na gravidez, leia: Infecção urinária na gravidez.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/nefrologia/infeccao-urinaria/cistite/

Infecção urinária

Infecção na bexiga: o que é, sintomas, causas e tratamento

A infecção urinária é a infecção que afeta os órgãos do trato urinário. Pode ser dividida em infecções da uretra (uretrite), da bexiga (cistite) ou do rim (pielonefrite). No homem podemos, ainda, englobar as infecções associadas à próstata (prostatite) ou aos testículos (orquite e orqui-epididimite).

A maioria das infecções do trato urinário responde a tratamento simples com antibióticos, hidratação e analgésicos/anti-inflamatórios e podem ser tratadas em casa.

Nalguns casos graves, por exemplo, quando a infecção já está disseminada, é necessário o internamento hospitalar (e eventualmente intervenção cirúrgica) para tratamento e vigilância.

Veja mais informação em tratamento das infeções urinárias.

Algumas doenças do trato urinário podem ser semelhantes a infeções urinárias por originarem queixas parecidas, no entanto, nesses casos, geralmente não se encontra nenhum microorganismo responsável.

Tipos de Infecção urinária

A infecção urinária mais comum é a infecção na bexiga (cistite), sendo também a que mais facilmente é tratada. Normalmente o organismo infecioso ascende do exterior pela uretra e infeta a bexiga.

Em algumas situações a infecção pode propagar-se até ao rim originando a infecção renal (pielonefrite).

A infecção localizada nos rins geralmente necessita de tratamento mais prolongado e maior vigilância dado o seu potencial para se disseminar para o resto do organismo (sépsis).

As infeções localizadas apenas à uretra (uretrite) são provocadas geralmente por agentes transmitidos por via sexual e são mais típicas do sexo masculino (a mulher possui a uretra muito curta e a infecção transmite-se diretamente à bexiga). Geralmente a infecção da uretra caracteriza-se pelo aparecimento de um corrimento (“escorrência”) uretral, límpido ou esbranquiçado (“leitoso”) consoante o tipo de infecção.

Algumas pessoas são afetadas por várias infeções urinárias ao longo da vida: a presença de 2 infeções urinárias em 6 meses ou 3 infeções urinárias num ano é considerado infecção urinária de repetição e deverá ser investigado mais aprofundadamente.

Nalguns casos, o tratamento inicial pode não ser eficaz: o microorganismo pode ser resistente ou o tratamento não ter a duração ideal. Nestas situações é frequente as pessoas melhorarem inicialmente mas recidivarem em pouco tempo.

Infecção urinária – causas

A maioria das infeções urinárias é provocada por bactérias. Em alguns casos, podemos encontrar também infeções por fungos, geralmente em doentes diabéticos ou quando o sistema imunológico (sistema de defesa) está deficitário. As infeções do trato urinário por vírus ou parazitas são raras.

Entre 70 a 80% das infeções urinárias são provocadas por Escherichia coli. Outras bactérias comuns são o Enterococcus, o Proteus e a Klebsiella. Em 10 a 15% dos doentes com sintomas não conseguimos identificar o agente envolvido.

Infecção urinária na mulher

As mulheres apresentam um maior risco de desenvolverem infeções urinárias pelo facto de possuírem uma uretra mais curta e próxima da vagina e do ânus.

Geralmente, a infecção urinária feminina (na mulher) ocorre por contaminação de microorganismos da região vaginal ou peri-anal e associa-se com frequência a condições que alterem o pH da vagina como, por exemplo, a menstruação, utilização de produtos de limpeza vaginais, infeções fúngicas vaginais (candidíase) ou mesmo o envelhecimento (diminui a eficácia dos mecanismos protetores contra as infeções urinárias).

A atividade sexual também constitui um mecanismo frequente para o desenvolvimento de infeções urinárias de repetição: a relação sexual potencia a introdução de bactérias para o interior da vagina (introito vaginal) e a subida destas bactérias pela uretra até a bexiga.

Algumas infeções urinarias, quando não tratadas devidamente, podem transmitir-se aos órgãos ginecológicos (útero, tubas uterinas e ovários) e dificultar posteriormente a capacidade de engravidar.

A infecção urinária na gravidez é relativamente comum e deve ser objeto de tratamento, mesmo que as mulheres não tenham sintomas (denominadas bacteriúrias assintomáticas). As infeções urinárias constituem riscos consideráveis para a saúde da gestante (mãe) e do feto, como tal devem ser avaliadas cuidadosamente.

Infecção urinária no homem

A infecção urinária masculina (no homem) é mais rara e surge, normalmente, quando este não consegue esvaziar totalmente a bexiga (resíduo pós-miccinonal). Esta situação pode acontecer em condições como o aumento benigno da próstata ou em estenoses (apertos) da uretra.

A infecção urinária nos homens pode transmitir-se à próstata (prostatite), epidídimo (epididimite) e testículo (orquite/orquiepididimite), sendo que, nestes casos, o tratamento é mais prolongado que aquele preconizado para as infeções simples da bexiga (cistite).

Dado o maior comprimento da uretra, o homem pode também desenvolver infeções localizadas apenas à uretra (uretrites).

A maior parte das vezes estas infeções são sexualmente transmissíveis, provocadas por microorganismos como Neiseria gonorrhoeae ou Clamydia trachomatis e cursam com corrimento (líquido a sair pelo pénis sem relação com urinar), dor e comichão (prurido).

Nestes casos é importante tratar o próprio e o parceiro sexual simultaneamente (que pode até não demonstrar sintomas) e evitar as relações sexuais desprotegidas enquanto tiver a infecção.

Infecção urinária na criança

A infecção urinária infantil (infecção urinária em crianças) é uma das infeções bacterianas mais comuns nestas idades. A presença de infeções urinárias nesta fase precoce da vida pode ser uma manifestação de malformações do trato urinário ou de defeitos funcionais (bexiga neurogénica, refluxo vesico-ureteral,…) e devem ser estudadas cuidadosamente.

No bebé, como eles ainda não conseguem falar ou expressar o que sentem, temos de equacionar a possibilidade de uma infecção urinária no caso de febre sem causa aparente, dificuldade em se alimentar, perda de peso, mau estar geral, irritabilidade, urina com mau cheiro, etc.

Tal como como nos adultos, as infeções são mais comuns em raparigas do que em rapazes. No entanto, curiosamente, nos primeiros meses de vida, são os rapazes a serem mais afetados por esta doença.

Infecção urinária – sintomas

Os sinais e sintomas de infecção urinária variam consoante o órgão afetado.

Assim, nos casos mais comuns de infeções da bexiga (cistite) as queixas mais frequentes são dor, ardor ou desconforto ao urinar, necessidade de urinar muitas vezes e geralmente em pequenas quantidades, sensação imperiosa para urinar (urgência miccional) presença de urina turva (piúria) e/ou com mau cheiro. Ocasionalmente pode surgir sangue na urina, mais comum nas pessoas que fazem medicamentos para as plaquetas ou para a coagulação do sangue.

As infeções localizadas ao rim costumam ser mais graves e necessitar de tratamento mais prolongado. O doente com infecção do rim costuma apresentar febre, mau estar, náuseas ou vómitos e dor lombar (“dor ao fundo das costas”) do lado do rim afetado. Podem também estar presentes as mesmas queixas descritas para as infeções da bexiga.

As infeções da próstata são menos específicas: é comum surgirem queixas de febre, dor ou ardor a urinar, diminuição do jacto da urina ou mesmo incapacidade para urinar, dor na região entre o escroto e o ânus (dor perineal).

As infeções da uretra costumam causar ardor ao urinar (mais comum no início e ao final da micção) e podem provocar corrimento (escorrência) pela uretra, esbranquiçada, amarelada ou transparente.

A presença de mal-estar geral, dores musculares generalizadas, perda de apetite, náuseas e vómitos pressupõem a existência de uma infecção grave, disseminada pelo corpo e geralmente determinam a necessidade de internamento hospitalar para tratamento.

Os sintomas costumam durar 2 a 3 dias após iniciar o tratamento, sendo mais rápido para as cistites e mais lento para as prostatites e pielonefrites. No caso de febre persistente é necessário uma investigação mais pormenorizada, pois a terapêutica instituída poderá não estar a ser eficaz ou ser necessário outro tipo de tratamento.

Em alguns casos podem não existir sintomas, sendo assim chamadas de infecção urinária assintomática: estes casos são mais comuns nos doentes idosos ou em algaliados há longa data, e na maioria dos casos não necessitam de tratamento. As grávidas são um grupo de exceção, para o qual é recomendado tratar todas as infeções urinárias, mesmo que não originem sintomas.

Nos idosos a infecção urinária pode estar associada a confusão mental.

Infecção urinária é transmissível?

A generalidade das infeções urinárias não são sexualmente transmissíveis. No entanto, a relação sexual propicia o desenvolvimento destas ao fomentar a introdução de bactérias externas no tracto urinário, tanto no homem como na mulher.

Alguns tipos de uretrite são sexualmente transmissíveis, ocorrendo contágio para os diversos parceiros sexuais nas relações sexuais não protegidas, ou seja, a infecção “pega-se” ou “passa de uma pessoa para outra”. Neste caso é importante o tratamento do próprio e do(s) parceiro(s) sexual(ais) que até podem não ter sintomas.

Diagnóstico da infecção urinária

O diagnóstico da infecção urinária é feito pelos sintomas do doente e pelo exame da urina (análises de sumária de urina tipo 2 e cultura da urina). Em alguns casos pode ser necessário realizar um estudo imagiológico complementar para adquirir mais informações como a Ecografia ou a Tomografia computorizada (TC ou TAC).

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Complicações da Infecção urinária

A infecção do rim pode causar cicatrizes renais e a longo prazo contribuir para o declínio da função renal.

Saiba, aqui, tudo sobre insuficiência renal.

Em alguns casos graves, quando o tratamento é instituído demasiado tarde ou a infecção é muito grave existe inclusivamente risco de morte.

Infecção urinária tem cura?

A infecção urinária tem cura, desde que seja corretamente diagnosticada e tratada de forma atempada e adequada. Em alguns casos a infecção pode tornar-se crónica quando o tratamento não tem a duração correta ou não consegue eliminar todos os gérmenes. Nestas situações pode ser necessário um segundo tratamento com antibiótico, de maior duração.

Saiba, de seguida, como tratar a infecção urinária.

Infecção urinária – tratamento

A infecção urinária normalmente tem origem em bactérias e o tratamento baseia-se nos antibióticos.

Outros medicamentos que se associam frequentemente aos antibióticos são os anti-inflamatórios (ex. ibuprofeno) ou os analgésicos para aliviar a dor e desconforto

Em relação a tratamento ou remédio caseiro o melhor complemento natural à medicação prescrita pelo médico é a ingestão abundante de água, contribuindo tanto para a cura como para a prevenção (profilaxia).

É importante o doente fazer a medicação da forma como foi prescrita, durante o tempo recomendado pelo médico, sob o risco de falhar o tratamento e a infecção se tornar crónica e mais difícil de debelar.

Não existem alimentos a evitar nas infeções urinárias pois estes não interferem na duração da infecção ou no tratamento.

No entanto, alguns doentes referem que os alimentos ácidos, os picantes ou as bebidas gaseificadas podem agravar as queixas e como tal, para estes doentes, será preferível evitar este tipo de alimentos.

Na infecção urinária persistente ou recorrente é importante, além do tratamento agudo, determinar os factores de risco presentes e corrigir estes de modo o prevenir o reaparecimento da infecção.

A duração do tratamento vai variar com o tipo de infecção e com o tipo de antibiótico indicado: algumas infeções da bexiga ou da uretra (uretrites e cistite) necessitam apenas de uma dose única (fosfomicina) ou até 5 dias de antibiótico (amoxicilina), enquanto que nas infeções do rim ou da próstata pode ser necessário tomar os comprimidos durante duas ou mais semanas.

Nas infeções sexualmente transmitidas deverá ser sempre tratado o casal em conjunto e evitar relações sexuais desprotegidas enquanto não acabar o tratamento.

É previsível que a recuperação ou melhoria clinica surja nos primeiros dias após iniciar o tratamento e, se tal não acontecer, deverá ser reavaliado pelo seu médico.

O doente nunca deve em caso algum automedicar-se, devendo sempre realizar o tratamento de acordo com a prescrição médica.

Como prevenir a infecção urinária?

A ingestão abundante de água demonstrou ser uma mais-valia para a prevenção e para o tratamento das infeções urinárias. Alguns estudos apontam também para a utilidade do arando vermelho e de alguns chás, sendo que, nestes casos, a eficácia é mais controversa.

O tabaco (fumar ou mascar), uma alimentação à base de picantes, o café, as bebidas gaseificadas ou os alimentos ácidos podem, em alguns doentes, contribuir para as queixas, e nesses casos, devem ser evitadas.

Outras medidas recomendadas para a prevenção de infeções urinárias:

  • utilizar sabões neutros para higiene local;
  • limpar após urinar ou após a relação sexual evita o acumulo de bactérias e deve ser realizada sempre da frente para trás;
  • utilizar roupa interior de algodão permite que a pele e as mucosas “respirem” e diminui a concentração local de microorganismos;
  • trocar regularmente e preferir os absorventes externos (pensos higiénicos) em detrimentos dos internos (tampões).

Nos casos em que estas medidas não sejam eficazes o seu médico pode propor-lhe outras opções como:

  • Estimular o sistema imunológico (responsável pela defesa do organismo) ao tomar diariamente um lisado de bactérias (sem capacidade para infectar);
  • Esquemas de antibiótico em doses muito baixas, como por exemplo 1 comprimido após as relações sexuais ou um comprimido diariamente ou até 10 em 10 dias consoante os casos.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/urologia/infeccao-urinaria/

Infecção urinária: sintomas, tratamentos e causas

Infecção na bexiga: o que é, sintomas, causas e tratamento

Infecção urinária (CID 10 N39) é uma doença infecciosa que pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário, como rins, ureteres, bexiga e uretra, sendo mais comum nos dois últimos. É também conhecida como Infecção do Trato Urinário (ITU) e os sintomas normalmente incluem ardência ao urinar e incontinência urinária.

Cerca de 30% das mulheres vão apresentar infecção urinária leve ou grave em algum momento da vida. Isso porque a mulher tem 50 vezes mais chance de ter o problema do que o homem.

Entre os principais sintomas estão: ardência ao urinar, urgência miccional, ou seja, a mulher vai várias vezes ao banheiro fazer xixi, urina avermelhada (com sangue) e dores no “pé da barriga”.

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A frequência da infecção urinária em gestantes é aproximadamente a mesma que em mulheres não-grávidas, no entanto, infecções recorrentes são mais comuns durante a gravidez.

Adicionalmente, a ocorrência da pielonefrite (infecção renal) é mais elevada durante a gestação do que na população em geral, provavelmente como um resultado de alterações fisiológicas das vias urinárias no período.

A bacteriúria assintomática, ou seja, quando são detectadas bactérias no exame de urina sem que a gestante apresente sintomas, ocorre em 2 a 7% das mulheres grávidas.

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Geralmente ocorre durante a gravidez inicial, com apenas cerca de um quarto dos casos identificados nos segundo e terceiro trimestres.

Fatores que têm sido associados a um maior risco de bacteriúria incluem: histórico de infecção urinária prévia, diabetes mellitus e gestações anteriores.

Os sintomas de infecções urinárias na gestante incluem:

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  • Dor embaixo do ventre
  • Dor para urinar

Outras complicações de pielonefrite incluem anemia, sepse e dificuldade respiratória.

Para o tratamento, o médico obstetra avaliará a necessidade de antibiótico seguro para gestantes. Em casos mais graves pode ser necessário mais exames e até a internação da paciente.

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Leia mais em Infecção urinária na gravidez pede cuidados redobrados.

Tipos

Os tipos, causas e sintomas das infecções urinárias variam de acordo com o local onde há infecção. A infecção é dividida em diferentes tipos, que são:

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A cistite é uma infecção bacteriana na bexiga ou no trato urinário inferior. Ela é, na maioria das vezes, causada por um tipo de bactéria proveniente do trato gastrointestinal, chamada Escherichia coli (mais conhecida como E. coli).

A relação sexual também pode levar à cistite, mas você não precisa ser sexualmente ativo para desenvolvê-la.

Todas as mulheres estão em risco de cistite por causa de sua anatomia – especificamente, a curta distância da uretra ao ânus e a abertura uretral à bexiga

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A uretrite consiste na inflamação ou infecção da uretra, o canal que transporta a urina da bexiga para fora do corpo.

As uretrites são decorrentes de bactérias provenientes do trato gastrointestinal, mas pelo fato da uretra nas mulheres estar mais próxima da vagina, algumas infecções como herpes, gonorreia e infecção por clamídia podem levar à uretrite.

A infecção renal (pielonefrite) é um tipo de infecção do trato urinário (UTI) que geralmente começa em sua uretra ou bexiga e viaja para um ou ambos os rim.

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Se não for tratada adequadamente, essa infecção renal pode prejudicar permanentemente seus rins ou a bactéria pode se espalhar para a corrente sanguínea e causar uma infecção potencialmente fatal.

A infecção nos ureteres nada mais é do que a infecção dos canais que levam a urina dos rins até a bexiga.

Causas

As infecções urinárias geralmente ocorrem quando as bactérias entram no trato urinário através da uretra e começam a se multiplicar na bexiga.

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Embora o sistema urinário tenha sido projetado para manter esses invasores microscópicos, essas defesas às vezes falham.

Quando isso acontece, as bactérias podem se apoderar e se transformar em uma infecção completa no trato urinário.

Fatores de risco

Alguns fatores são considerados de risco para contrair infecção urinária, confira:

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  • Gênero: infecções urinárias são mais comuns em pessoas cuja uretra é menor, como no caso do sistema reprodutor feminino, ou seja, o caminho que a bactéria precisa percorrer para chegar até a bexiga é menor.
  • Vida sexualmente ativa: facilita a infecção urinária, especialmente as vaginais.
  • Contraceptivos: o uso de alguns tipos de contraceptivos, como espermicidas, também pode ser considerado um fator de risco.
  • Menopausa: após a menopausa, as infecções urinárias podem acontecer com mais frequência do que antes, uma vez que a baixa quantidade de estrogênio causa mudanças no trato urinário de modo a deixá-lo mais vulnerável à ação de bactérias.
  • Bloqueio: apresentar algum tipo de bloqueio no trato urinário, como pedra nos rins e aumento da próstata, também é um fator de risco.
  • Baixa imunidade: ter o sistema imunológico suprimido impede que as defesas do corpo atuem propriamente, facilitando a entrada de bactérias que causam infecções.
  • Cateter: o uso de cateter para urinar também aumenta os riscos de infecção.

Sintomas de Infecção urinária

Nem sempre uma pessoa com infecção urinária apresenta sintomas, mas quando surgem, os mais comuns são:

  • Ardência forte ao urinar
  • Forte necessidade de urinar, mesmo tendo acabado de voltar do banheiro
  • Urina escura
  • Urina acompanhada de sangue
  • Urina com cheiro muito forte
  • Dor pélvica
  • Dor no reto
  • Aumento da frequência de micções
  • Incontinência urinária

Os sintomas variam de acordo com o tipo de infecção.

Buscando ajuda médica

Caso você apresente ardência ao urinar, dor pélvica, urina acompanhada de sangue e vontade frequente de urinar procure um pronto-socorro, clínico geral ou ginecologista imediatamente.

Diagnóstico de Infecção urinária

O diagnóstico deve ser realizado por um médico através de exame de urina (urina tipo I e urocultura) e, se necessário, exames laboratoriais adicionais.

Em casos de infecções é necessário realizar exames radiológicos (ultrassonografia, tomografia ou até ressonância magnética) para melhor avaliar a gravidade e presença de fatores agravantes da ITU.

Exames

Os exames que podem feitos para diagnosticar infecções urinárias são:

O exame de urina é o método mais frequente usado para realizar o diagnóstico. O resultado fica pronto em torno de duas horas.

A urina é analisada a procura de leucócitos (glóbulos brancos, que quando estão em níveis acima do normal representam um quadro infeccioso) e traços de sangue.

Uma análise de urina feita em laboratório geralmente é seguida de uma cultura de urina, em que o médico usará a amostra do paciente para cultivar a bactéria causadora em laboratório.

Esse exame ajuda a identificar a bactéria e quais medicamentos são mais eficazes na ação contra ela.

Este é o melhor exame para identificar a infecção e a bactéria causadora dela, tendo conhecimento dos antibióticos que combatem a bactéria da infecção urinária (ou aos quais ela é resistente).

No entanto, os resultados demoras de três a sete dias para ficarem prontos;

O médico também poderá optar por realizar uma tomografia, um ultrassom ou uma ressonância magnética para identificar possíveis anormalidades em seu trato urinário.

Também para esse fim, o especialista pode solicitar o exame com utilização de contraste para destacar as partes do sistema urinário que apresentam problemas.

O exame de cistoscopia é utilizado para analisar as partes internas da bexiga e da uretra, a fim de identificar a causa da infecção.

Tratamento de Infecção urinária

O tratamento de infecções urinárias varia muito de acordo com o tipo de cada infecção e sua gravidade também.

Geralmente, o tratamento é feito à base de antibióticos. Mas o médico também poderá receitar um analgésico para aliviar a dor e a ardência ao urinar.

O tratamento também varia de acordo com a frequência que o paciente apresenta quadros infecciosos.

Nenhum dos tratamentos caseiros, quando feitos isoladamente, são eficientes contra a infecção urinária – e, por isso, o ideal é sempre buscar o médico quando o problema aparece.

No entanto, alguns alimentos e bebidas podem ser aliados aos antibióticos para turbinar o processo de cura:

Entenda por que essas medidas são benéficas em tratamento caseiro para infecção urinária: receitas e cuidados.

Medicamentos para Infecção urinária

Os remédios mais usados para o tratamento de infecção urinária são:

  • Amicacina
  • Amoxicilina + Clavulanato de Potássio
  • Amozilina
  • Androfloxin
  • Bactrim
  • Ceclor
  • Cefaclor
  • Cefadroxila
  • Cefalexina
  • Cefalotina
  • Ceftriaxona Dissódica
  • Ceftriaxona Sódica
  • Cetoprofeno
  • Ciprofloxacino
  • Cefanaxil
  • Cipro
  • Clocef
  • Clordox
  • Cystex
  • Doxiciclina
  • Hincomox
  • Monuril
  • Nitrofen
  • Norfloxacino
  • Meropeném

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Infecção urinária tem cura?

Uma infecção urinária é incômoda, mas o tratamento é, geralmente, bem-sucedido. Em geral, os sintomas de uma infecção desaparecem poucos dias após o começo do tratamento.

Mais uma vez, a duração do tratamento varia de acordo com o tipo de infecção, bem como as expectativas de recuperação.

Complicações possíveis

Se não for tratada, uma infecção urinária pode causar complicações mais graves, como:

  • Infecções recorrentes, especialmente em mulheres que já apresentaram três ou mais infecções
  • Danos permanentes aos rins
  • O risco de infecção do sangue com risco de vida (sepse) é maior para crianças, idosos e aqueles cujos organismos não conseguem lutar contra as infecções (por exemplo, devido ao HIV ou à quimioterapia para o câncer)
  • Aumento no risco de grávidas darem luz a bebês abaixo do peso normal ou prematuros
  • Infecção geral
  • Morte

Convivendo/ Prognóstico

Alguns cuidados em casa podem ajudar na recuperação. Veja:

  • Beba muita água: por mais que seja doloroso urinar, é importante que o paciente beba muita água para diluir ao máximo a urina. Quanto mais você for ao banheiro, maiores as chances de expelir a bactéria de seu corpo definitivamente.
  • Evite algumas bebidas: procure não tomar bebidas que possam causar irritações à bexiga, como café, bebidas alcoólicas e outras que contenham cítricos ou cafeína.
  • Use bolsa de água morna: aplique uma bolsa de água morna na região do abdômen para minimizar o desconforto.

Minha Vida

Referências

Ministério da Saúde

Bárbara Murayama, médica ginecologista, (CRM/SP 112527)

Mayo Clinic

José Roberto Colombo Junior, médico urologista, (CRM/SP 90813)

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/infeccao-urinaria

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