Infecção por Clamídia (Chlamydia trachomatis)

Autor: Marta Magalhães

Última atualização: 2018/04/29

Palavras-chave: Chlamydia trachomatis; Doenças Sexualmente Transmissíveis; Preservativo

O que é a Clamídia?

A infeção por Clamídia é uma da doença transmitida por via sexual causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Ter relações sexuais desprotegidas com uma pessoa infetada, por via vaginal, oral ou anal pode transmitir a doença.

Esta infeção pode atingir homens e mulheres em qualquer idade, mas é mais frequente em mulheres jovens.É a infeção bacteriana sexualmente transmissível mais comum.

A Organização Mundial de Saúde estima que existam 92 milhões de novos casos em cada ano.

Sintomas

A maioria das pessoas não apresenta quaisquer sintomas, o que aumenta a facilidade de transmissão por desconhecimento. Quando existem, é habitual os sintomas serem ligeiros e começarem 1 a 2 semanas após a exposição:

  • Nas mulheres:
    • Corrimento vaginal;
    • Sangramento vaginal anormal;
    • Dor abdominal;
    • Dor durante as relações sexuais;
    • Dor ou sensação de ardência a urinar.
  • Nos homens:
    • Dor ou sensação de ardência a urinar;
    • Secreções no pénis;
    • Dor ou desconforto testicular;
    • Inchaço do escroto.

Podem ainda existir sintomas a nível do reto e canal anal (dor, secreções ou sangramento), principalmente em homens que têm relações por via anal, e infeção da conjuntiva ocular (conjuntivite).

Fatores de Risco

Diversos fatores aumentam o risco da infeção por Clamídia:

  • Idade jovem – ser sexualmente ativo antes dos 25 anos;
  • Ter um(a) novo(a) parceiro(a) sexual ou múltiplos(as) parceiros(as) nos últimos 3 meses;
  • Não usar frequentemente proteção (preservativo) durante as relações sexuais;
  • Ter história passada de infeção por clamídia ou de outra doença sexualmente transmissível.

A infeção é mais comum nas classes socioeconómicas mais desfavorecidas.

Complicações

A infeção por clamídia pode ter as seguintes consequências:

  • Maior facilidade na aquisição de outra doença sexualmente transmissível como gonorreia, HIV, entre outras;
  • Doença Inflamatória Pélvica na mulher –infeção do útero e trompas de Falópio que causa febre e dor abdominal e resulta num risco aumentado de infertilidade e gravidez ectópica;
  • Epididimite no homem – infeção do epidídimo, canal por onde ascendem os espermatozoides à saída do testículo, e que causa febre, dor e inchaço escrotal, estando associado a infertilidade;
  • Prostatite no homem – infeção da próstata que pode provocar febre, dor a urinar, dor após as relações sexuais e dor lombar;
  • Pneumonia ou infeção ocular no recém-nascido – pode ocorrer durante o parto devido ao contacto com as secreções vaginais infetadas;
  • Infertilidade – as infeções podem causar cicatrizes e obstrução das trompas de Falópio, na mulher, e dos canais espermáticos, no homem;
  • Artrite reativa – também conhecida como síndrome de Reiter. Esta doença causa dor nas articulações e inflamação dos olhos (uveíte).

Diagnóstico

Na ausência de sintomas específicos, o diagnóstico de clamídia necessita de uma análise das secreções vaginais nas mulheres ou das secreções da uretra no homem.

Tratamento

O tratamento é feito com um antibiótico tanto nos homens como nas mulheres. Existe um tratamento disponível em toma única que permite garantir que a pessoa tomou mesmo a medicação, além de outras alternativas. O médico prescreverá a opção mais adequada a cada caso. Deve evitar as relações sexuais nos primeiros 7 dias após o início tratamento.

Geralmente, a infeção resolve em 1 a 2 semanas.Recomenda-se a realização de um teste de confirmação da cura 3 meses após o tratamento. Os contactos sexuais mais recentes (dos últimos 60 dias) também devem ser tratados, pois a maioria das pessoas não têm sintomas quando estão infetadas.

Ter tido clamídia no passado ou ter sido tratado(a) não protege de novas infeções.

Prevenção

A melhor forma de prevenir esta infecção é não ter relações sexuais. Não sendo esta a opção, é importante:

  • Usar sempre preservativo;
  • Diminuir o número de parceiros(as) sexuais;
  • Evitar relações sexuais se o(a) parceiro(a) tiver sintomas ou sinais de que possa ter uma infeção;
  • As pessoas que apresentam fatores de risco para esta infeção podem fazer o rastreio nos serviços de saúde e o respetivo tratamento se positivas.
  • Nas grávidas também está recomendado o rastreio.

Conclusão

A infeção por clamídia é uma doença sexualmente transmissível comum que pode ser prevenida se forem adotadas as medidas necessárias, e tratada quando presente, evitando complicações potencialmente graves.

Referências Recomendadas

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Источник: http://www.metis.med.up.pt/index.php/Infe%C3%A7%C3%A3o_por_Clam%C3%ADdia

Infecção por clamídia

Infecção por Clamídia (Chlamydia trachomatis)

A clamídia é uma doença sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que pode afetar homens e mulheres em todas as faixas etárias, embora seja mais prevalente entre mulheres jovens.

Em alguns casos, pode ser assintomática, embora também provoque o surgimento de sintomas, como corrimento vaginal alterado, secreção no pênis, queimação ou dor ao urinar.

Apesar de ser facilmente tratada, a ausência de tratamento pode causar problemas mais graves, incluindo infertilidade. Manter relações sexuais desprotegidas é o principal fator de risco para contaminação por clamídia.

Este texto aborda todas as características da infecção por clamídia: causas, fatores de risco, diagnóstico, tratamento, sintomas que indicam a necessidade de procurar um especialista e orientações para a prevenção.

Causas e complicações da infecção por clamídia

A bactéria Chlamydia trachomatis é mais comumente transmitida pelo sexo vaginal, oral e anal. Porém, também pode ocorrer a transmissão da mãe para o filho durante o parto, podendo provocar condições como pneumonia ou infecções oculares no bebê. Alguns fatores de risco contribuem para a infecção por clamídia:

  • Ser sexualmente ativo antes dos 25 anos;
  • Não usar preservativo regularmente;
  • Histórico anterior de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Se não for adequadamente tratada, a clamídia pode provocar diversas complicações:

Maior risco de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs): as pessoas que têm Clamídia trachomatis têm risco aumentado de contrair outras ISTs, incluindo gonorreia e HIV.

Doença inflamatória pélvica (DIP): a DIP causa inflamação do útero e das tubas uterinas, provocando danos aos órgãos sexuais e comprometendo a fertilidade.

Epididimite: inflamação do epidídimo, tubo localizado na parte posterior do testículo que armazena e transporta o sêmen. A infecção pode resultar em febre, dor nos testículos e inchaço.

Prostatite: inchaço de uma pequena glândula da próstata que produz o líquido seminal. A prostatite pode resultar em dor durante ou após as relações sexuais, febre e calafrios, dor ao urinar e dor lombar.

Infecções em recém-nascidos: a infecção por clamídia pode ser transmitida pelo canal vaginal da mãe para o feto, provocando pneumonia ou infecção ocular grave.

Infertilidade: as infecções por clamídia podem causar cicatrizes e obstrução nas tubas uterinas, o que pode afetar a fertilidade.

Artrite reativa: pessoas que têm Clamídia trachomatis têm risco aumentado de desenvolver artrite reativa, também conhecida como síndrome de Reiter, condição que, além de afetar as articulações, também pode causar inflamações nos olhos e uretra – tubo que transporta a urina da bexiga para fora do corpo.

Quais são os sintomas da infecção por clamídia?

Embora na maioria dos casos a inflamação por clamídia seja assintomática, alguns sintomas podem indicar o problema. Geralmente eles se manifestam duas semanas após a infecção pela bactéria e são leves e passageiros, por isso mais facilmente ignorados. Sinais e sintomas da infecção por clamídia podem incluir:

Sintomas de clamídia em mulheres

  • Dor abdominal;
  • Corrimento vaginal abundante, amarelado e com mau cheiro;
  • Sangramento entre períodos menstruais;
  • Febre baixa;
  • Dor durante as relações sexuais e sangramento após;
  • Sensação de queimação e vontade frequente e urgente de ir ao banheiro;
  • Inchaço na vagina ou ao redor do ânus.

Sintomas de clamídia em homens

  • Dor e queimação ao urinar;
  • Secreção peniana aquosa e leitosa;
  • Inchaço e sensibilidade dos testículos;
  • Irritação no ânus e sangramento retal.

A Chlamydia trachomatis também pode provocar infecções oculares pelo contato com secreções infectadas.

É importante consultar um especialista se algum sintoma for percebido ou se o seu parceiro tiver contraído a infecção, nesse caso independentemente de apresentar ou não sintomas.

Como a infecção por clamídia é diagnosticada?

A triagem para detectar a presença da bactéria Chlamydia trachomatis é indicada para pessoas com sintomas urogenitais, anorretais e oculares, histórico de ISTs ou que tiveram contatos sexuais com pessoas portadoras.

Os procedimentos diagnósticos são bastante simples e preveem a coleta de amostras para análise:

Teste de urina: a análise de uma amostra poderá indicar a presença da infecção;

Amostras epiteliais das regiões afetadas: nas mulheres, a cultura pode ser realizada no colo do útero durante o teste Papanicolaou de rotina. Já nos homens, é feita com a utilização de um swab, uma espécie de cotonete estéril para coletar amostras da uretra ou ânus.

Como a Chlamydia trachomatis pode provocar diferentes complicações, de acordo com o caso, a triagem deverá ser repetida. A triagem de clamídia geralmente é indicada nas seguintes situações:

  • Mulheres sexualmente ativas com menos de 25 anos: a taxa de infecção por clamídia é mais alta neste grupo, portanto um teste de triagem anual é recomendado;
  • Mulheres grávidas:o teste para clamídia deverá ser realizado durante o primeiro exame pré-natal;
  • Mulheres e homens em alto risco:o rastreio frequente de clamídia deve ser considerado por pessoas que têm vida sexualmente ativa e não utilizam preservativos.

Quais os tratamentos indicados para infecção por clamídia

A clamídia pode ser facilmente curada com antibióticos. Após a utilização dos antibióticos, é recomendada a abstenção da atividade sexual por até sete dias, quando são ministrados em dose única, ou até o término de um ciclo de sete dias de utilização de antibióticos.

Embora a medicação contenha a infecção, ela não reparará nenhum dano permanente causado pela doença. Se os sintomas persistirem após o tratamento, ele deverá ser repetido.

A recorrência de infecção por clamídia é bastante comum. Ter múltiplas infecções por clamídia também aumenta o risco de complicações graves para a saúde reprodutiva da mulher, incluindo doença inflamatória pélvica (DIP), gravidez ectópica e infertilidade.

Mulheres e homens com clamídia devem ser testados novamente cerca de três meses após o tratamento de uma infecção inicial, independentemente do sucesso dele.

Como prevenir a infecção por clamídia?

Algumas ações são importantes para prevenir a infecção por clamídia:

Utilização de preservativos: a utilização de preservativos reduz significativamente os riscos de infecção.

Rastreios regulares: as pessoas sexualmente ativas devem realizar periodicamente o rastreio para clamídia e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Evite a utilização de duchas: duchas podem diminuir o número de bactérias benéficas na flora vaginal, aumentando, consequentemente, o risco de infecções.

Источник: https://dratacianafontes.com.br/infeccao-por-clamidia/

Clamídia – Sintomas, Tratamentos e Causas

Infecção por Clamídia (Chlamydia trachomatis)

Clamídia é uma bactéria que causa uma infecção sexualmente transmissível (IST), que na maioria das vezes atinge os órgãos genitais, mas pode afetar também a garganta e os olhos. Essa doença muitas vezes é silenciosa e acometer homens e mulheres com vida sexual ativa.

Causas

Clamídia é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Ela pode ser transmitida via contato sexual anal, oral ou vaginal e pode também ser congênita, ou seja, pode ser passada de mãe para filho durante a gravidez.

Fatores de risco

Manter relações sexuais desprotegidas é o principal fator de risco para contaminação por clamídia. Independentemente do número de parceiros que uma pessoa venha a ter, o fator determinante para a transmissão dessa e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) é a ausência de preservativo durante o ato sexual.

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Sintomas de Clamídia

A maioria dos casos da clamídia, entre 70 a 80% não apresenta sintomas.Quando eles ocorrem, isso acontece geralmente de uma a três semanas após a exposição à bactéria causadora da doença.Os sintomas mais comuns nas mulheres são:

  • Corrimento amarelado ou claro
  • Sangramento espontâneo ou durante as relações sexuais
  • Dor ao urinar e/ou durante as relações sexuais e/ou no baixo ventre (pé da barriga).

Nos homens os sintomas mais comuns da clamídia são:

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  • Ardência ao urinar
  • Corrimento uretral com a presença de pus
  • Dor nos testículos.

Um em cada quatro homens com clamídia não apresentam sintomas, e somente cerca de 30% das mulheres infectadas manifestam os sinais típicos da doença.

Buscando ajuda médica

Consulte um profissional se apresentar sintomas de clamídia.

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Muitas pessoas infectadas por clamídia não apresentam sintomas, adultos sexualmente ativos devem realizar exames periodicamente. Procure um médico também se seu parceiro ou parceira descobrir que tem clamídia.

Procure um médico também se seu parceiro ou parceira descobrir que tem clamídia. Nesses casos, mesmo que não haja sintomas, o médico receitará um antibiótico para ação imediata contra a bactéria causadora.

Na consulta médica

Entre as especialidades que podem diagnosticar clamídia estão:

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  • Clínica médica
  • Infectologia
  • Urologia
  • Ginecologia.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo doenças prévias ou crônicas e o uso de medicamentos ou suplementos que são utilizados regularmente
  • Quando possível leve um acompanhante na consulta

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O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando seus sintomas começaram?
  • Você manteve relações sexuais desprotegidas recentemente?
  • Você sente dores pélvicas?
  • Você sente dor ou ardência ao urinar?
  • Você tem notado corrimento atípico?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, não hesite em fazer perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

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Diagnóstico de Clamídia

Para realizar o diagnóstico de clamídia, os procedimentos são considerados bem simples. Os exames envolvem a coleta de amostras da secreção uretral ou da secreção do colo do útero. Se o indivíduo pratica sexo anal, amostras colhidas do reto também podem ser solicitadas.

O diagnóstico laboratorial da cervicite causada por C. trachomatis pode ser feito por um método de biologia molecular (NAAT).

A captura híbrida é outro método de biologia molecular; embora menos sensível que o NAAT, avalia qualitativamente a presença da bactéria.

Se o resultado mostrar infecção, o tratamento apropriado deve ser instituído, referindo-se também as parcerias sexuais para avaliação e tratamento.

Tratamento de Clamídia

Na presença de qualquer sinal ou sintoma, recomenda-se procurar um médico para diagnóstico e tratamento com o antibiótico adequado.

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As parcerias sexuais, mesmo sem sinais e sintomas, devem ser tratadas. Em situações específicas serão indicados exames para pacientes sem sintomas.

O tratamento de clamídia não garante imunidade para a doença, ou seja, se não houver o devido cuidado, a pessoa pode se infectar novamente.

Medicamentos para Clamídia

Os medicamentos mais usados para o tratamento de clamídia são:

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  • Amoxilina
  • Amoxil BD
  • Astro
  • Azitromicina
  • Ciprofloxacino
  • Clordox

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Complicações possíveis

Clamídia não tratada pode levar a problemas mais sérios de saúde, como:

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  • Infertilidade (dificuldade para ter filhos)
  • Dor crônica na região pélvica (“pé da barriga”)
  • Dor durante as relações sexuais
  • Gravidez tubária (quando ocorre nas trompas)
  • Complicações na gestação.

A clamídia na gravidez pode provocar diversas complicações durante e depois da gestação, tais como:

  • Gravidez tubária (que ocorre nas trompas)
  • Aborto espontâneo
  • Inflamação da camada interna do útero (endometrite)
  • Parto precoce (com risco de parto antes das 37 semanas de gravidez)
  • Infecção pós-parto (se a clamídia for contraída durante a gestação).

Clamídia tem cura?

O tratamento com antibiótico funciona bem e pode impedir o desenvolvimento de complicações a longo prazo. Durante o tratamento a pessoa deve evitar relações sexuais. O tratamento adequado possibilita erradicar completamente a bactéria.

As parcerias sexuais também devem ser avaliadas e orientadas pelo profissional de saúde para evitar nova contaminação.

Referências

Ministério da Saúde

Manual Merck

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/clamidia

Clamídia: o que é, sintomas e como se pega

Infecção por Clamídia (Chlamydia trachomatis)

A clamídia é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que pode afetar tanto homens como mulheres. Algumas vezes, esta infecção pode ser assintomática, mas também é comum que provoque o surgimento de sintomas como corrimento vaginal alterado ou queimação ao urinar, por exemplo.

A infecção pode aparecer após se ter contato sexual desprotegido e, por esse motivo, nos homens, é mais frequente que a infecção surja na uretra, no reto ou na garganta, enquanto na mulher os locais mais afetados são o colo do útero ou o reto.

A doença pode ser identificada apenas com a avaliação dos sintomas apresentados, mas também existem exames que ajudam a confirmar o diagnóstico. Assim, sempre que existir suspeita de ter contraído clamídia é muito importante ir no clínico geral ou em um infectologista, para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, que normalmente é feito com antibióticos.

Principais sintomas

Os sintomas de clamídia podem surgir 1 a 3 semanas após a relação sexual desprotegida, no entanto mesmo que não existam sinais e sintomas aparentes, a pessoa pode transmitir a bactéria.

Os principais sinais e sintomas de clamídia na mulher são:

  • Dor ou ardor ao urinar;
  • Corrimento vaginal, semelhante a pus;
  • Dor ou sangramento durante o contato íntimo;
  • Dor pélvica;
  • Sangramento fora do período menstrual.

No caso da infecção por clamídia na mulher não ser identificada, é possível que a bactéria se espalhe pelo útero e cause a Doença Inflamatória Pélvica (DIP), que é uma das principais causas de infertilidade e aborto na mulher.

Os sintomas de infecção no homem são semelhantes, podendo haver dor ou ardor ao urinar, saída de corrimento pelo pênis, dor e inchaço nos testículos e inflamação da uretra. Além disso, caso não seja tratada, a bactéria pode provocar orquite, que é a inflamação dos testículos, podendo interferir na produção de espermatozoides.

Como se pega clamídia

A principal forma de contrair uma infecção com clamídia é através do contato íntimo sem camisinha com uma pessoa infectada, seja oral, vaginal ou anal. Dessa forma, pessoas que têm vários parceiros sexuais, apresentam maior risco de ter a doença.

Além disso, a clamídia também pode passar de mãe para filho durante o parto, quando a grávida tem a infecção e não fez o tratamento adequado.

Como confirmar o diagnóstico

Quando a clamídia causa sintomas, a infecção pode ser identificada pelo urologista ou pelo ginecologista apenas com a avaliação desses sintomas. No entanto, também podem ser feitos exames de laboratório como um pequeno esfregaço da região íntima para coleta de secreção ou um exame de urina, para identificar a presença da bactéria.

Uma vez que a clamídia não causa sintomas em alguns casos, é aconselhado que pessoas com mais de 25 anos, com uma vida sexual ativa e com mais de 1 parceiro façam o exame regularmente. Após engravidar, também é aconselhado fazer o exame, para evitar transmitir a bactéria para o bebê durante o parto.

Clamídia tem cura?

A clamídia pode ser facilmente curada com o uso de antibióticos por 7 dias. No entanto, para garantir a cura, durante esse período é aconselhado que se evite o contato íntimo desprotegido.

Mesmo em pessoas com HIV, a infecção pode ser curada da mesma forma, não existindo necessidade de outro tipo de tratamento ou internamento.

Como é feito o tratamento

O tratamento para curar a clamídia é feito com o uso de antibióticos receitados pelo médico, como a Azitromicina em dose única ou Doxiciclina durante 7 dias, ou conforme indicado pelo médico.

É importante que o tratamento seja feito tanto pela pessoa portadora da bactéria quanto pelo parceiro sexual, mesmo que o contato sexual tenha sido feito com preservativo. Além disso, é recomendado que não se tenha relação sexual durante o tratamento para evitar reincidência da infecção. Veja mais detalhes sobre o tratamento da clamídia.

Com o tratamento adequado é possível erradicar completamente a bactéria, mas se surgirem outras complicações como a doença inflamatória pélvica ou infertilidade, elas podem ser permanentes.

Riscos da clamídia na gravidez

A infecção por Clamídia durante a gravidez pode levar ao parto prematuro, baixo peso ao nascer, morte do feto e endometrite. Como esta doença pode passar para o bebê durante o parto normal é importante realizar exames que possam diagnosticar essa doença durante o pré-natal e seguir o tratamento indicado pelo obstetra.

O bebê afetado durante o parto pode ter complicações como conjuntivite ou pneumonia por clamídia e estas doenças também podem ser tratadas com antibióticos indicados pelo pediatra.

Источник: https://www.tuasaude.com/clamidia/

Quais são os sintomas da clamídia? | Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP

Infecção por Clamídia (Chlamydia trachomatis)

Diversos fatores podem causar a infertilidade, entre eles estão as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A clamídia é considerada uma das principais ISTs curáveis atualmente, junto com a gonorreia, a tricomoníase e a sífilis. Anualmente, elas são responsáveis por mais de 376 milhões de novos casos em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em geral, a clamídia é assintomática, por isso muitas pessoas apenas buscam assistência médica quando as complicações se manifestam. Porém, em alguns casos, existe a presença de leves sintomas. Saber como reconhecê-los é importante para um diagnóstico precoce.

Continue a leitura para saber as principais informações sobre a clamídia: causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e como ela se relaciona com a infertilidade. Confira!

A clamídia

A clamídia é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Ela atinge, principalmente, a uretra e os órgãos genitais de homens e mulheres. Porém, em alguns casos ela também pode acometer o ânus, a garganta e os olhos.

Causas

A clamídia é classificada como uma infecção sexualmente transmissível (IST) e a sua principal forma de transmissão é via sexual (vaginal, oral ou anal), sem o uso de preservativo.

Outra forma de transmissão é no momento do parto, caso a mãe tenha sido infectada no período perigestacional ou durante a gravidez. A clamídia pode causar diversas complicações para a mulher e para o bebê. A paciente corre um risco maior de aborto ou parto prematuro. Já o bebê, devido à transmissão de mãe para filho, pode desenvolver conjuntivite e pneumonia.

Fatores de risco

A única forma de prevenir a clamídia é evitando a transmissão da IST. Por isso, o principal grupo de risco é formado por jovens entre 15 e 49 anos, sexualmente ativos, com múltiplos parceiros sexuais e que não usam preservativos em todas as relações.

Quais são os principais sintomas da doença?

O período entre a contaminação e a manifestação clínica é de aproximadamente 15 dias. Porém, em muitos casos, a clamídia é assintomática. Por isso, o risco de transmissão da doença é ainda maior.

Alguns sintomas leves podem aparecer, e reconhecê-los o quanto antes faz a diferença para o tratamento. Homens e mulheres apresentam sintomas diferentes da doença.

Os principais sintomas masculinos da clamídia são:

  • corrimento purulenta uretral;
  • aumento do volume dos testículos;
  • dor testicular;
  • ardência ou dor ao urinar.

Os sintomas mais frequentes nas mulheres são:

  • corrimento e coceira vaginal;
  • sangramento fora do ciclo menstrual;
  • dor abdominal, especialmente pélvica;
  • dor durante a relação sexual;
  • incômodo ao urinar.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento?

O diagnóstico da clamídia é baseado nas manifestações clínicas, quando presente, exames laboratoriais de urina e secreção uretral ou vaginal.

Por se tratar de uma bactéria, a antibioticoterapia é preconizada. Além disso, é recomendado evitar relações sexuais durante o tratamento.

A cura da clamídia não evita uma futura contaminação. Por isso, a prevenção deve ser o alvo principal. O mais indicado é usar preservativo durante a relação sexual, pois este é o único método contraceptivo que também previne ISTs, além de realizar exames periódicos com o ginecologista ou com o urologista.

Qual é a relação entre a clamídia e a infertilidade?

A falta de tratamento ou a demora para iniciá-lo pode causar complicações sérias, como a infertilidade. Na mulher, a clamídia pode desenvolver a doença inflamatória pélvica (DIP). Ela é causada pelas bactérias da clamídia e da gonorreia, que atingem o útero, as tubas uterinas e os ovários.

A complicação da clamídia mais comumente associada com a infertilidade é a obstrução tubária, que impede a gravidez espontânea.

No homem, em casos graves, a clamídia pode gerar azoospermia obstrutiva. Essa condição é definida pela ausência de espermatozoides no sêmen, sendo uma das principais causas de infertilidade masculina.

Ela acontece quando a bactéria atinge os epidídimos (epididimite) e os testículos (orquite), gerando uma inflamação local.

Consequentemente, pode ocorrer uma obstrução da passagem dos espermatozoides para o canal deferente, impedindo a ejaculação dos gametas.

Se o casal quiser ter filhos, existe a possibilidade de optar por uma técnica de reprodução assistida. A FIV (fertilização in vitro) por ICSI é a mais indicada para os diagnósticos de DIP e de azoospermia. No procedimento, os gametas do casal são coletados e fecundados em laboratório. Após alguns dias de desenvolvimento, o embrião é transferido diretamente ao útero da paciente.

A clamídia se tornou uma das ISTs mais comuns na atualidade. Geralmente, ela é assintomática. Contudo, reconhecer os seus sintomas é essencial para procurar assistência médica oportuna.

Essa patologia é curável e pode ser prevenida.

Os recursos hoje disponíveis na área de reprodução assistida, nesse caso especificamente a FIV por ICSI, possibilitam o tratamento da infertilidade, secundária a essa infecção.

A informação é essencial para evitar mais casos de clamídia, uma infecção responsável por problemas de saúde e de fertilidade em homens e mulheres. Para saber mais sobre ela, leia sobre esse tema aqui!

Источник: https://adrianadegoes.med.br/quais-sao-os-sintomas-da-clamidia/

Infecção por clamídia – Clínica Art Medicina

Infecção por Clamídia (Chlamydia trachomatis)

A clamídia é uma infecção sexualmente transmissível (IST) bastante comum em mulheres e homens sexualmente ativos. É causada pela bactéria Chlamydia trachomatis.

A infecção por clamídia impacta principalmente o sistema reprodutivo, dificultando a concepção ou o desenvolvimento da gravidez. No entanto, se não for adequadamente tratada, além de problemas de fertilidade, pode causar ainda outras complicações, inclusive a transmissão para o feto, podendo resultar em pneumonia e infecção ocular grave, por exemplo.

Embora a maioria das pessoas com clamídia não apresente sintomas, o que dificulta o diagnóstico, eles podem se manifestar de 5 a 10 dias após a infecção.

Este artigo explica a infecção por clamídia, destacando os sintomas que indicam a necessidade de procurar um especialista, causas e fatores de risco, diagnóstico e tratamento.

Quais sintomas a infecção por clamídia manifesta?

Ao mesmo tempo que na maioria dos casos a infecção por clamídia é assintomática, os sintomas muitas vezes se manifestam de forma leve e não duram muito tempo.

No entanto, geralmente são mais intensos em mulheres e incluem sangramento entre os períodos menstruais, dor abdominal, corrimento amarelado, dor durante as relações sexuais ou sangramento logo após. Micção urgente e frequente, febre baixa e inchaço na região da vagina também podem ocorrer.

Nos homens, são manifestações comuns o inchaço e a sensibilidade dos testículos, secreção peniana aquosa e leitosa, dor e sensação de queimação ao urinar, irritação no ânus e sangramento retal.

É importante procurar auxílio médico se houver a manifestação de qualquer um dos sintomas ou nos casos em que o parceiro foi contaminado. Embora a clamídia possa ser facilmente tratada, o diagnóstico precoce evita complicações mais sérias, que podem, inclusive, causar lesões permanentes.

Causas e fatores de risco da infecção por clamídia

Transmitida pelo sexo oral, vaginal e anal, a bactéria Chlamydia trachomatis rapidamente se espalha, por isso o risco é aumentado em pessoas com múltiplos parceiros sexuais, principalmente que praticam sexo desprotegido, independentemente da idade.

No entanto, a prevalência tem sido cada vez maior em pessoas sexualmente ativas abaixo dos 25 anos. A elevação dos índices tornou a infecção por clamídia um problema de saúde pública em diversos países, inclusive no Brasil.

Mães infectadas também podem transmitir a bactéria durante o parto para os fetos, causando condições como pneumonia ou infecções oculares no recém-nascido, que podem ser graves.

Quais complicações a clamídia pode provocar?

O tratamento inadequado de clamídia, assim como a demora para iniciá-lo, podem resultar em diferentes complicações que afetam o sistema reprodutor e, consequentemente, a fertilidade.

Nas mulheres, por exemplo, a doença inflamatória pélvica (DIP) é uma das principais consequências. Ela provoca a inflamação dos órgãos sexuais e a formação de aderências que podem obstruir as tubas uterinas, inibindo o processo de fecundação.

A inflamação do endométrio, condição chamada endometrite, também pode ser provocada pela infecção por clamídia. A tendência, da mesma forma, é o surgimento de cicatrizes. Nesse caso, elas aumentam a possibilidade de abortos de repetição, pois dificultam a implantação do embrião e o desenvolvimento normal da gestação.

Nos homens, a infecção por clamídia também causa inflamações, mais frequentes na uretra (uretrite), epidídimo (epididimite) e próstata (prostatite), envolvidos diretamente no processo de produção e transporte dos gametas masculinos. Ao mesmo tempo que inibem o transporte dos espermatozoides, também interferem na qualidade deles, dificultando, consequentemente, o processo de fecundação.

A clamídia aumenta ainda o risco de contrair outras ISTs, entre elas gonorreia e HIV.

Como a clamídia é diagnosticada?

Nas mulheres, a Chlamydia trachomatis geralmente é diagnosticada pelo exame Papanicolaou, a partir da análise de amostras epiteliais do colo do útero. Nos homens, por outro lado, são coletadas da uretra.

Da mesma forma que a triagem é indicada quando há a manifestação dos sintomas ou se o parceiro for infectado, também deve ser feita frequentemente nos casos em que há prática sexual ativa sem proteção.

Qual é o tratamento indicado para infecção por clamídia?

O tratamento para clamídia é bastante simples e realizado com a administração de antibióticos, em ciclos longos ou curtos, de acordo com a gravidade de cada caso.

Quando iniciado precocemente, garante melhores resultados, uma vez que os antibióticos agem contendo a infecção, porém não atuam na recuperação de nenhum dano permanente provocado por ela.

Como a recorrência de infecção por clamídia é bastante comum, se os sintomas persistirem, o tratamento deve ser repetido. Para confirmar a cura, o rastreio deve ser novamente realizado cerca de três meses depois.

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