Inflamação no útero: o que é, principais sintomas e causas

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Inflamação no útero: o que é, principais sintomas e causas

Infecção, segundo o Ministério da Saúde, é a penetração e desenvolvimento ou multiplicação de um agente infeccioso no organismo do homem ou outro animal. Quando a infecção gera sinais e sintomas, temos um caso de doença infecciosa.Nem sempre, no entanto, os agentes causadores de infecções, ou seja, os agentes infecciosos, causam doenças infecciosas.

Agentes infecciosos

Os agentes infecciosos são aqueles organismos responsáveis por desencadear infecções ou doenças infecciosas. Os principais agentes infecciosos são os vírus, bactérias, protozoários e fungos, entretanto, outros organismos como os helmintos, também podem ser assim denominados, não sendo essa, portanto, uma definição que engloba apenas micro-organismos.

Os piolhos são organismos que se desenvolvem sobre o corpo do indivíduo. Nesse caso, não temos uma infecção, e sim um exemplo de infestação.

Os agentes infecciosos podem penetrar no nosso organismo por diferentes vias. Alguns agentes, por exemplo, são capazes de invadir nosso corpo pela pele, outros pelas mucosas e também pela via respiratória.

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Como nosso corpo barra uma infecção?

Os agentes infecciosos nem sempre são capazes de desencadear em nosso organismo uma doença infecciosa. Isso se deve ao fato de que o nosso corpo possui uma série de defesas que nos protegem contra uma infecção. Entre as defesas que nosso organismo possui, podemos citar:

Os anticorpos são proteínas que atuam na defesa do nosso organismo.

  • Pele: A pele funciona como uma barreira mecânica contra organismos patogênicos e representa a nossa primeira linha de defesa.
  • Glóbulos brancos ou leucócitos: Os glóbulos brancos ou leucócitos são células presentes no sangue que atuam no combate a infecções. Alguns atuam, por exemplo, fagocitando (processo em que uma célula captura uma partícula usando prolongamentos citoplasmáticos) micro-organismos.
  • Anticorpos: Os anticorpos são proteínas de defesa que se ligam a um antígeno específico. Os anticorpos são produzidas pelos plasmócitos, as formas efetoras do linfócito B, também chamada de célula B, um tipo de glóbulo branco.

Leia também: Diferenças entre antígenos e anticorpos

Infecção e inflamação

Infecção e inflamação são termos que não devem ser usados como sinônimos.

A infecção, como dito anteriormente, diz respeito à penetração, multiplicação e/ou desenvolvimento de um agente infeccioso no organismo humano ou de outro animal.

A inflamação já diz respeito à reação do organismo aos danos causados por agentes químicos, físicos ou biológicos.

Exemplos de doenças infecciosas

Nem sempre nosso organismo é capaz de deter um agente infeccioso, o qual acaba desencadeando lesões e resposta do hospedeiro. Nesse caso, observamos alterações no organismo e o surgimento de algumas manifestações clínicas, o que indica que o hospedeiro está com uma doença infecciosa.

Várias são as doenças infecciosas. Veja a seguir alguns exemplos:

As doenças infecciosas podem causar diferentes sintomas a depender do agente infeccioso e também da saúde de cada indivíduo. Entre os sintomas das doenças infecciosas, podemos citar febre, dor de cabeça, dor no corpo, dores abdominais, diarreia, náusea, vômito, cansaço, mal-estar, dor ao urinar, corrimento nasal, entre tantos outros.

Infecção hospitalar

A infecção hospitalar é aquela em que o paciente adquire a infecção após sua entrada no hospital.

A infecção hospitalar é aquela infecção que ocorre após a admissão de um paciente em um hospital. Ela pode se manifestar quando o paciente está ainda no hospital ou quando ele já recebeu alta. Nesse último caso, só se pode afirmar que se trata de uma infecção hospitalar caso seja possível determinar a origem da infecção.

As infecções hospitalares podem ser prevenidas com atitudes simples como lavar sempre as mãos, usar equipamentos de proteção individual e sempre garantir uma limpeza adequada das superfícies e dos equipamentos utilizados.

Vale salientar que as medidas que visam a evitar uma infecção hospitalar não devem ser adotadas exclusivamente por profissionais que trabalham no hospital.

A lavagem das mãos, por exemplo, deve ser feita também por visitantes e acompanhantes.

Infecção generalizada

A infecção generalizada é definida pelo Instituto Latino Americano de Sepse como “uma condição de risco de vida que surge como resposta do corpo a uma infecção, danificando os seus próprios tecidos e órgãos”. Qualquer infecção pode evoluir para uma infecção generalizada, entretanto, a infecção por Pneumococcos está entre as principais causas desse problema.

A infecção generalizada é também chamada de sepse e infecção no sangue.

Além de qualquer infecção poder desencadear uma infecção generalizada, qualquer pessoa pode apresentar esse problema. Vale salientar, no entanto, que algumas pessoas merecem atenção redobrada para evitar essa importante complicação, como é o caso de pacientes com HIV, pacientes em tratamento de câncer, recém-nascidos e idosos.

A infecção generalizada é grave e pode desencadear até mesmo a morte do indivíduo. Diante disso, é essencial destacar a necessidade de se tratar a infecção generalizada logo em seu início, sendo fundamental, portanto, um diagnóstico precoce.

Leia mais sobre: Infecção generalizada (sepse)

Infecção urinária

As infecções urinárias geralmente são causadas por bactérias que estão presentes no intestino humano.

A infecção urinária, ou infecção do trato urinário, é uma infecção relativamente comum, principalmente em mulheres, que pode ser grave caso não seja feito o tratamento adequado.

Ela é desencadeada, geralmente, por bactérias que se instalam nas diferentes partes do sistema urinário.

Comumente, a infecção urinária é causada por bactérias presentes naturalmente no intestino humano.

Quando a infecção está concentrada na uretra, chamamos o caso de uretrite. Quando a infecção atinge a bexiga, temos um caso de cistite. Quando essa atinge os rins, temos um caso de pielonefrite.

Mulheres adultas apresentam cerca de 50 vezes mais chances de desenvolverem infecção urinária do que os homens.

Leiatambém: Por que infecção urinária afeta mais as mulheres?

Entre os principais sintomas de infecção urinária podemos destacar: dor ao urinar, necessidade frequente de urinar, eliminação de pequena quantidade de urina a cada micção, dor na região lombar, febre e odor forte na urina.

Geralmente, as infecções urinárias são tratadas com uso de antibióticos, os quais devem ser usados no horário certo e pelo período recomendado pelo médico, mesmo que os sintomas do problema já tenham cessado. O uso incorreto está associado com a seleção de bactérias resistentes.

Publicado por: Vanessa Sardinha dos Santos

Источник: https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/infeccao.htm

Dor ou pontadas no útero: o que pode ser e que exames fazer

Inflamação no útero: o que é, principais sintomas e causas

Alguns sinais, como dor no útero, corrimento amarelado, coceira ou dor durante a relação podem indicar a presença de alterações no útero, como cervicite, pólipos ou miomas.

Embora, na maioria dos casos, estes sinais apenas indiquem problemas leves, como inflamação do útero ou dos ovários, também podem ser sinal de doenças mais graves como câncer, por exemplo.

Dessa forma, sempre que se identifica alguma alteração é importante ir ao ginecologista para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado, que pode incluir o uso de pomadas, remédios e, até, cirurgia.

Os principais sinais e sintomas de alterações no útero incluem:

  1. Corrimento constante, que pode ter coloração branca, amarela, verde ou castanho e que pode ter cheiro forte.
  2. Cólica e sangramento fora do período menstrual ou ausência de menstruação;
  3. Dor e sensação de pressão na barriga, principalmente na região que vai do umbigo até à zona pubiana;
  4. Dor durante o contato íntimo ou logo após a relação;
  5. Coceira, vermelhidão e inchaço na vagina;
  6. Aumento de volume do abdômen e, por vezes dor nas costas associado;
  7. Vontade constante em urinar;

Estes sinais e sintomas, caso não sejam tratados adequadamente podem provocar infertilidade ou gravidez ectópica e, por isso, é importante ir ao ginecologista, caso os sintomas não desapareçam em 1 semana. Veja quais as principais causas e tratamentos para Infertilidade na mulher.

O que pode causar dor no útero

A dor no útero normalmente é causada por uma inflamação na região e, por isso, é mais frequente durante a menstruação, quando as paredes do útero estão se alterando e é possível sentir também uma sensação de útero inchado, por exemplo.

No entanto, a dor no útero também pode ser causada por alterações que precisam ser tratadas, como infecções por bactérias ou endometriose, por exemplo. Assim, se a dor surgir fora do período menstrual e se demorar mais de 3 dias para melhorar é aconselhado ir ao ginecologista.

Já os casos de câncer no colo do útero normalmente não apresentam dor, desenvolvendo-se sem qualquer tipo de sintoma. O melhor, é sempre fazer os exames de papanicolau frequentes, de forma a identificar os primeiros sinais de câncer e iniciar o tratamento.

5 Doenças mais comuns no útero

Os sete sinais indicados acima podem ser uma alerta importante para prevenir a evolução de doenças, como:

  1. Cervicite: é uma inflamação do colo do útero provocada por micro-organismos;
  2. Adenomiose: é uma doença caracterizada pela presença de glândulas e tecido endometrial que aumenta o tamanho do útero; Veja como fazer o tratamento em: Como tratar a adenomiose.
  3. Mioma: são alterações celulares benignas no útero, que faz o útero crescer;
  4. Polipo uterino: é o crescimento excessivo de células na parede interna do útero, formando “bolinhas” semelhantes a cistos;
  5. Câncer do colo do útero: também conhecido por câncer cervical, é causado pela infeção causada pelo vírus HPV. Conheça os sintomas em: Sintomas de câncer de colo de útero.

Os sintomas das diferentes doenças do útero são semelhantes e, só o genecologista irá conseguir tratar corretamente a doença e, por isso deve-se ir no médico para que este possa diagnosticar o problema.

Geralmente, para fazer o diagnóstico preciso da doença do útero da mulher, o médico tem de fazer exames para observar o útero, vagina e vulva e, os principais exames incluem:

  • Toque vaginal: o médico introduz dois dedos com luvas na vagina da mulher e, ao mesmo tempo, coloca a outra mão sobre o abdome para avaliar os órgãos do sistema reprodutor, para o diagnóstico de endometriose e da doença inflamatória pélvica.
  • Exame especular: faz-se a introdução de um espéculo na vagina para avaliar a presença de corrimento ou hemorragias;
  • Teste Papanicolau: também conhecido por citologia oncótica, é um exame utilizado para detectar a presença de câncer do útero e, para isso é preciso inserir um espéculo na vagina e raspar suavemente a superfície do colo do útero para obter células para serem analisadas. Veja como é feito o exame em: Como é feito o exame papanicolau.

Além destes exames, o médico pode indicar fazer uma ecografia ou uma ressonância magnética, segundo a descrição dos sintomas da mulher e, na maioria dos casos, os exames invasivos só devem ser feitos a partir do início da atividade sexual.

Alterações do útero na gravidez

Durante a gravidez podem surgir problemas no útero ou apenas na vagina e os sintomas são comuns à mulher que não está grávida.

No entanto, o tratamento pode ser diferente, pois a grávida não pode tomar todos os remédios. Desta forma, é importante ir no médico, assim que surgem os primeiros sintomas, como corrimento amarelo ou dor ao urinar.

Источник: https://www.tuasaude.com/sinais-de-alteracoes-no-utero/

Tricomoníase: o que é, sintomas, causas e tratamentos

Inflamação no útero: o que é, principais sintomas e causas

A tricomoníase uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada por um protozoário chamado Trichomonas vaginalis. Ela atinge tanto homens como mulheres, afetando principalmente a vagina e o trato urinário. De acordo com um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2016, 156 milhões de pessoas entre 15 e 49 anos foram diagnosticadas com o problema.

A tricomoníase na mulher

A ginecologista Iara Moreno Linhares, da Comissão Nacional em Doenças Infectocontagiosas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), conta que o perigo de contágio para a população feminina é maior. “O risco varia de 60% a 80% em uma relação sexual desprotegida”, relata.

Para evitar a enfermidade, é imprescindível usar camisinha masculina ou feminina.

Nas mulheres, a doença acomete principalmente a vulva, a vagina e o colo do útero. Mas também pode afligir a uretra e as glândulas de Skene e Bartolin. “São glândulas que têm sua abertura na parte interna da vulva, o vestíbulo, e produzem muco, que ajuda na proteção e na lubrificação durante a relação sexual”, explica.

A maior parte dos casos são assintomáticos. Quando os sinais surgem, as mulheres tendem a sofrer com corrimento vaginal, geralmente amarelo ou amarelo-esverdeado. Ao contrário da candidíase, surge um odor bem desagradável, que lembra o cheiro de peixe. E ocorre uma sensação de irritação e ardor local.

“A vulva pode ficar avermelhada e sensível, causando bastante desconforto. E é possível que haja dor ao urinar. Logicamente, o sexo se torna desconfortável na presença desses sintomas”, avisa Iara, que também é professora da Universidade de São Paulo (USP).

A tricomoníase no homem

A tricomoníase no homem afeta frequentemente a uretra. Apesar de os sintomas aparecerem com menos frequência, os principais na população masculina são irritação e corrimento no pênis, além de ardor ao urinar ou ejacular.

Principais maneiras de prevenção

Assim como qualquer IST, a melhor maneira de prevenir a tricomoníase é usando camisinha. Visitas periódicas ao ginecologista ou urologista também são úteis.

A educação sexual e o conhecimento sobre quaisquer ISTs são importantes entre os adolescentes e os adultos jovens. Entretanto, os idosos não podem ser esquecidos. A tricomoníase é capaz de infectar pessoas de todas as idades.

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Como funciona o diagnóstico

“A análise dos sintomas e os achados do exame físico já levantam uma forte suspeita no médico. Mas o diagnóstico de certeza é feito através de testes realizados no laboratório ou no próprio consultório, se o ginecologista ou urologista tiver um microscópio disponível”, aponta Iara.

Para esses testes, o profissional coleta secreções da genitália. Nos homens, um exame de urina também pode ser utilizado.

Tricomoníase tratamento

A tricomoníase tem cura, que depende do uso adequado de remédios específicos. São antibióticos tomados de forma única ou em várias doses por alguns dias, a depender do quadro de cada um. Só um médico deve prescrevê-los — pedir a receita da vizinha aumenta o risco de complicações.

“É muito importante que todos os parceiros sexuais sejam tratados simultaneamente para que não ocorra reinfecção e para evitar as possíveis complicações”, orienta Iara. Transparência é tudo nessa fase.

Nesse período, não se deve consumir bebidas alcoólicas nem transar. “Depois, é necessária uma nova avaliação para confirmar a cura e controlar o estado do paciente”, complementa a ginecologista.

Mesmo sem sintomas, a tricomoníase pode persistir por algum tempo no corpo e se disseminar. E dá para pegar a doença mais de uma vez.

Tricomoníase é grave? Quais as complicações?

Quando não diagnosticada ou não cuidada corretamente, a tricomoníase facilita o aparecimento da chamada doença inflamatória pélvica (assim como a clamídia, por exemplo). Ela, por sua vez, levaria à infertilidade.

“Se a mulher estiver grávida, há o risco de complicações na gestação, como ruptura precoce de membranas, conhecida como ‘perda das águas’, e parto prematuro”, alerta a professora.

Na ala masculina, os perigos são prostatites (inflamação da próstata), epididimite (inflamação do epidídimo, uma estrutura dos testículos) e alterações na mobilidade e capacidade de fertilização dos espermatozoides (o que eleva o risco de esterilidade).

“Além disso, pesquisas têm mostrado que o Trichomonas vaginalis pode ‘ajudar’ outras infecções sexuais”, informa Iara. Ou seja, diversas ISTs podem aproveitar a ação desse protozoário para causarem mais estragos no trato genital. Sabe-se, por exemplo, que o processo inflamatório facilita a entrada e a disseminação do HIV no corpo.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/o-que-e-tricomoniase/

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