Injeção para alergia: saiba como funciona a imunoterapia específica

Vacina contra alergias: benefícios, limitações e indicações | Experts na Infância

Injeção para alergia: saiba como funciona a imunoterapia específica

Você já deve ter ouvido falar na possibilidade de aplicar vacinas para amenizar quadros alérgicos. Antes de discutirmos os detalhes desse tipo de tratamento, vamos entender melhor o que é uma alergia.

Trata-se de uma reação anormal do sistema imunológico na qual o indivíduo, após entrar em contato com uma substância alergênica, forma um anticorpo chamado Imunoglobulina E, mais conhecido pela sua sigla, ou seja, IgE.

Entre os componentes alérgenos existentes no meio ambiente temos ácaros da poeira, pólens, fungos, componentes de alimentos e insetos.

Depois que essa pessoa forma o anticorpo IgE, podemos dizer que se torna sensível ao alérgeno em questão. A seriedade da reação vai depender do grau de sensibilização – definido pela quantidade de IgE liberada – e do tipo de composto alergênico envolvido.

Ela pode ser grave e aguda, como no caso da anafilaxia ocorrida a partir do consumo de determinado alimento ou contato com certos insetos (formigas, vespas, abelhas). Sintomas como náuseas, vômito e dificuldade para respirar são marcantes aqui.

Mas a alergia também pode ser leve e crônica, a exemplo do que vemos na rinite alérgica e na asma da infância.

O uso da imunoterapia

Ela é uma das opções de tratamento contra alergias e seu principal objetivo é diminuir o grau de sensibilização a determinadas substâncias e, assim, inibir as reações. Para isso, é formulada de acordo com cada paciente. Aí, são aplicadas doses crescentes do alérgeno causador do problema – normalmente em formato de vacina – até atingir uma concentração de manutenção.

No meio do caminho, acontecem várias alterações no sistema imunológico que bloqueiam a sensibilização, levando à melhora clínica e, muitas vezes, ao desaparecimento dos sintomas. É importante salientar que o tratamento de manutenção deve ser mantido por tempo prolongado – geralmente em torno de três anos – para garantir seu efeito duradouro.

Outra coisa: o tratamento subcutâneo exige supervisão médica em ambiente preparado para lidar com eventuais emergências. Mas, além da injeção, a imunoterapia pode ser aplicada por meio de gotas sublinguais.

Raio-x da imunoterapia

Veja os principais pontos ligados a esse tipo de tratamento:

Quem indica

Especialistas na área de Alergia e Imunologia Clínica.

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Para quem se aconselha

Pacientes que tenham sensibilização comprovada aos alérgenos. Isso é confirmado por exames que detectam a presença do IgE específico a esses compostos, além da evidência clínica de sintomas após a exposição aos compostos – preferencialmente aqueles que são inalados, como os ácaros da poeira, os pólens, os fungos ou ainda os venenos de insetos (abelhas, vespas e formigas).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a imunoterapia a pacientes com reações graves (anafiláticas) a insetos (abelhas, vespas, marimbondos e formigas) e com rinite, asma, conjuntivite e sensibilizados a alérgenos ambientais. A indicação deve ser criteriosa e voltada aos pacientes que já recebem os tratamentos convencionais, como uso de medicamentos e controle da exposição ao alérgeno.

Vale lembrar que muitas vezes não é possível remover a substância responsável pelos sintomas, como no caso dos ácaros da poeira, presentes em qualquer ambiente fechado.

Dependendo da região em o paciente mora, controlar a exposição ao pólen em certas épocas do ano ou evitar o contato acidental a ferroadas de abelha também é um desafio.

De qualquer forma, a imunoterapia não deve ser encarada como única forma de tratamento.

Benefícios

Eles se baseiam na diminuição dos sintomas e melhora da qualidade de vida – isso é muito evidente nos quadros de rinite e asma. Já nos quadros de alergia ao veneno de inseto, a imunoterapia leva à redução da alergia, ou seja, impede as reações mais graves.

Contraindicações

A Academia Europeia de Alergia e Imunologia e a OMS consideram que pacientes com asma não controlada ou em crise aguda não devem receber a imunoterapia por causa do risco de enfrentarem uma reação grave. Ela também é contraindicada em crianças com menos de cinco anos (especialmente abaixo de dois anos) e pacientes com outras condições, como problemas autoimunes, câncer e doenças cardiovasculares.

*Tim Muller e Vera Esteves Vagnozzi Rullo são médicos do Departamento de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Источник: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/vacina-contra-alergias-beneficios-limitacoes-e-indicacoes/

Vacina para rinite reduz significativamente o número de crises alérgicas – Emais – Estadão

Injeção para alergia: saiba como funciona a imunoterapia específica

Vacina para rinite é recomendada para pessoas de todas as idades e com qualquer grau de alergia. Foto: Brian Snyder/Reuters

Espirros seguidos, olhos, nariz, garganta e ouvidos coçando, lágrimas e vermelhidão na face. Se você sofre com rinite alérgica, sabe muito bem quão ruim é tudo isso.

E você não está sozinho.

Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, de 10% a 25% dos brasileiros também passam por isso, e as crises provocam impactos negativos no dia a dia e na qualidade de vida.

Diante das consequências, que incluem dor de cabeça, baixa qualidade do sono, fadiga e comprometimento da produtividade e das funções cognitivas, fazer um tratamento com vacina pode ser muito mais eficaz. Um estudo de 2016 feito na Faculdade de Medicina de Jundiaí mostrou que os sintomas da rinite desapareceram em 79% das pessoas que testaram o método.

“No longo prazo, a vacina é muito melhor, porque o medicamento via oral ou spray nasal atuam naquele momento, tira da crise, mas é uma medicação pontual, não atua no sistema imunológico igual a vacina”, explica a otorrinolaringologista Milena Costa.

A dona de casa Rita Eliana Acerbi da Silva fez esse tratamento há 15 anos, o que foi um divisor de águas para ela.

Ela tinha uma alergia “que não passava nunca”, principalmente a ácaro, e um dia resolveu ir a uma clínica especializada para se consultar. Hoje, aos 54 anos de idade, ela vive muito melhor. “Posso limpar a casa normalmente que não tenho nada.

” Rita diz que, de vez em quando, o nariz ainda coça quando se depara com algum fator de risco, mas nada que a incomode da mesma forma que antes.

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Milena afirma que todas as pessoas, de crianças a idosos, podem fazer esse tratamento para rinite. Porém, há alguns grupos nos quais a medicação deve ser evitada: quem tem asma descontrolada, doenças coronárias ou autoimunes.

A precaução é porque a vacina é composta pelos próprios agentes que causam a alergia. Se alguém com uma dessas condições recebe seu 'inimigo' no corpo, a resposta pode ser negativa.

“O efeito pode ter risco à vida do paciente”, diz a médica.

Como funciona a vacina para rinite?

Antes de prescrever a vacina, o médico faz um teste para saber a quais fatores a pessoa tem resposta alérgica. Pode ser ácaro, pólen, alimentos, pelo de animais ou fungos, por exemplo. Além de um exame de sangue, pode-se fazer o teste cutâneo, em que gotas com o alérgeno são depositadas sobre a pele para se verificar a reação.

Com o resultado, é fabricada uma vacina específica, que vai conter pequenas doses do componente que causa a alergia.

Isso serve para modular o sistema imunológico a fim de que ele 'se acostume' com a substância e não reaja de forma inflamatória.

O tratamento, segundo Milena, incluindo a necessidade de manutenção, pode levar de três a cinco anos, mas pode durar menos também. Rita, por exemplo, ficou seis meses tomando a medicação subcutânea.

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A jornalista Claudia Capato, de 24 anos, também fez o tratamento para rinite com vacina por um semestre. Ela sofre com o problema desde a infância, mas há três anos, quando as crises se intensificaram e não davam trégua, o médico indicou as injeções. “Enquanto fiz o tratamento, foi excelente, eu não tinha nada. A melhora foi em um mês, bem rápido”, conta.

Mesmo tendo feito o tratamento corretamente, Claudia sofre com a rinite até hoje, mas bem menos.

“Eu carrego papel higiênico na bolsa sempre, porque eu não sei quando pode me dar uma crise”, afirma ela, que é sensível à mudança de temperaturas e cheiros fortes.

No entanto, quando a crise vem, é mais branda e um antialérgico resolve. Além disso, o número de crises diminuiu: foram cinco este ano até agora, “bem pouco comparado ao que tinha antes”.

A otorrino Milena afirma que, apesar de muito eficaz, não é possível garantir que a pessoa nunca mais terá crises alérgicas após a vacina. “Eventualmente, precisa fazer terapia de manutenção, muitas vezes não se consegue evitar determinado alérgeno, mas o número de crises diminui”, afirma.

Vacina para rinite: aplicação, periodicidade e preço

As doses da vacina para rinite são aplicadas gradualmente de acordo com o tipo e grau da alergia. De início, as injeções são de uma a duas vezes por semana, por alguns meses.

Depois que a pessoa tem uma melhora, as aplicações podem ser quinzenais, depois mensais ou até uma vez no ano. Mas tudo é bem individualizado.

“Vai depender muito da história do paciente e da resposta de cada um [à vacina]”, diz Milena.

Segundo a especialista, as injeções devem ser aplicadas sempre por um médico, de preferência em clínicas especializadas. “Essas aplicações não podem ser feitas em farmácias ou em casa, pois se houver reação alérgica (pode haver complicações sérias, como choque anafilático), o paciente precisa estar supervisionado”, explica.

Se a pessoa tem alergia a mais de um componente, a vacina pode ser feita com mais de um composto, mas isso encarece o produto.

As mulheres com quem o E+ conversou se trataram com cobertura do convênio, mas em clínicas particulares o preço do tratamento completo fica na casa dos milhares, segundo a otorrino. “[O preço] é o grande fator limitante.

Varia de acordo com o número de aplicações, de quantos alérgenos vai sensibilizar. Quanto mais alérgenos, mais caro. Mas se a pessoa tem resposta rápida, injeta menos e reduz o preço”, diz a médica.

De fato, é preciso pensar na relação entre custo e benefício. Talvez valha a pena colocar 'na ponta do lápis' o quanto se gasta com antialérgicos, sprays nasais e possíveis idas ao pronto-socorro e comparar no longo prazo.

O fato de ter de ir toda semana a uma clínica para aplicar as injeções também é um fator a ser considerado.

 Embora o tratamento para rinite com vacina seja demorado, é possível que compense e proporcione melhor qualidade de vida, que é muito afetada pelas crises alérgicas.

Источник: https://emais.estadao.com.br/noticias/bem-estar,vacina-para-rinite-reduz-significativamente-o-numero-de-crises-alergicas,70003035953

Tenho alergia. Posso tomar vacina contra covid-19? Veja 6 perguntas e respostas

Injeção para alergia: saiba como funciona a imunoterapia específica

Casos de reação alérgica notificados no Reino Unido em pessoas que receberam o imunizante da Pfizer/BioNTech aumentaram os questionamentos sobre quem deve ou não se vacinar.

Atualmente, o único grupo para o qual há restrição prévia à vacinação são os menores de 18 anos –porque os estudos clínicos não contaram com crianças até o momento.

Ainda assim, existem casos específicos a levar em conta dentro dos grupos a serem imunizados.

Flávio Guimarães da Fonseca, virologista do Centro de Tecnologia de Vacinas (CT Vacinas) e pesquisador do departamento de microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais, diz que a primeira recomendação é consultar um profissional.

“Se você tem qualquer dúvida sobre se alguma condição de saúde que você tem vai ou não atrapalhar a imunização, procure um médico. Assim, cada caso pode ser avaliado com cuidado.”

Mas há casos para os quais as respostas já existem, seja pelos estudos clínicos das vacinas em desenvolvimento ou graças a conhecimentos científicos anteriores. Afinal, “não há nada de diferente entre a vacina contra a covid-19 e outras que já estão disponíveis e são utilizadas no SUS para outras doenças”, explica Fonseca.

Veja a seguir 6 perguntas e respostas, com recomendações para pessoas com alergia, com deficiência, câncer, doenças autoimunes, crianças com comorbidades e outras situações de saúde.

1- Pessoas alérgicas devem tomar a vacina?

Pessoas alérgicas podem tomar qualquer vacina, inclusive as que estão sendo aprovadas agora.

Ana Karolina Barreto Marinho, coordenadora do Departamento Científico de Imunização da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) explica que, mesmo para a vacina da Pfizer/BioNTech, para a qual se registraram reações alérgicas, apenas em casos específicos alérgicos não devem se vacinar.

“As únicas pessoas que não poderiam tomar a vacina são as que já tiveram reações alérgicas graves a vacinas anteriores ou quem é alérgico a um componente dessa vacina, que vai contar com uma bula indicando a sua composição”, explica ela.

Sintomas alérgicos graves são aqueles que ocorrem imediatamente após a vacinação. Entre eles se incluem urticária generalizada, falta de ar e crises convulsivas.

2 – Quem já teve covid-19 precisa tomar a vacina?

Assim como acontece com outras doenças, como o sarampo, pessoas que já tiveram covid-19 podem tomar a vacina, sem nenhum problema. Karen Morejon, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) afirma que essa é outra questão que cada laboratório vai indicar na bula.

Ela explica que a vacina da Pfizer, já em aplicação nos EUA e no Reino Unido, é recomendada a quem já teve a doença, “porque não sabemos se o sistema imunológico já está protegido ou não”. O mesmo, diz ela “deve ocorrer com as outras vacinas, quando liberarem as informações, já que não sabemos quanto tempo a proteção natural de uma pessoa que teve a doença dura”.

3- Pessoas com sintomas de covid-19, mas sem o diagnóstico, devem tomar a vacina?

Não. Nenhum tipo de vacina é recomendada para pessoas que já apresentam sintomas da doença ou que estejam com febre. “O corpo pode já estar lutando contra uma infecção”, diz Marinho. Ela explica que, se a pessoa está com sintomas, o efeito do imunizante pode ser diferente do verificado nos estudos clínicos e, por isso, não é recomendável que ela se vacine

4 – Pessoas em tratamento de câncer ou outras doenças imunossupressoras podem se vacinar contra a covid-19?

Depende da doença autoimune e do tratamento que está sendo realizado.

Marinho explica que pessoas em tratamento de radioterapia ou quimioterapia para qualquer tipo de câncer não devem se vacinar.

“A doença está ativa e o tratamento debilita o sistema imunológico, então ela não deve tomar nenhuma vacina. Não é nem mesmo algo específico para a Covid-19.”

Pessoas transplantadas também não devem ser vacinadas, porque após o procedimento tomam imunossupressores, isto é, medicamentos que alteram o sistema de defesa do corpo humano.

No entanto, pessoas HIV positivas em tratamento com coquetel de medicamentos podem tomar a vacina contra o coronavírus. “A terapia retroviral faz com que a pessoa tenha o sistema imunológico perfeitamente normal, então ela deve tomar a vacina e será imunizada sem nenhum risco”, afirma Fonseca.

5 – Crianças com comorbidades são grupo de risco, então devem ser vacinadas?

Essa é uma questão que ainda não foi respondida. Para Marinho, que além de coordenadora da Asbai é membro do Gabinete de Crise do Covid-19 do Conjunto Hospitalar do Mandaqui e imunologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, as crianças não devem ser vacinadas. “Mesmo crianças com comorbidades não desenvolvem sintomas graves, segundo os dados globais que temos até o momento”, diz ela.

Já Fonseca, virologista do CT Vacinas, afirma que essa é uma questão a ser discutida. “O Ministério da Saúde deveria orientar sobre essa questão, porque cada um pode ter uma interpretação. Ao meu ver, as crianças com comorbidades deveriam ser vacinadas. Mas o plano de imunização tem uma lacuna nesse ponto. Eles precisam indicar uma posição geral para o país.”

6 – Pessoas com deficiências físicas ou mentais podem se vacinar com segurança?

Sim, pessoas com deficiências que não afetam o sistema imunológico podem se vacinar. Segundo Morejon, não há indícios de que uma deficiência afete a resposta imune, e isso diz respeito a qualquer vacina.

“Acredito que há uma confusão nesse ponto, porque a imunodeficiência é a única para a qual temos provas científicas de que altera os efeitos de uma vacina.

De resto, todas as pessoas, não importa qual a situação física ou mental, podem ser vacinadas”, explica a consultora do SBI.

Источник: https://valor.globo.com/brasil/noticia/2020/12/18/tenho-alergia-posso-tomar-vacina-contra-covid-19-veja-6-perguntas-e-respostas.ghtml

Vacina para alergia. Você sabe o que é?

Injeção para alergia: saiba como funciona a imunoterapia específica

A vacina para alergia ou imunoterapia não é uma forma de tratamento nova. Esse tipo de tratamento já existe há mais de 100 anos e vem sendo aprimorada com o tempo

Consiste em aplicar pequenas doses daquilo que o paciente tem alergia (alérgeno) no próprio paciente em doses progressivamente maiores levando a dessensibilização (diminuição da alergia)

Por exemplo, no Brasil a maioria dos alérgicos tem alergia a ácaros, poeira doméstica. Então o que se faz e administrar pequenas doses dessses ácaros na forma de injeção subcutânea ou de vacina alergia sublingual. Com o tempo a concentração dos ácaros na vacina vai aumentando e as doses vão ficando mais espaçadas.

Com o passar do tempo e das vacinas para alergia o paciente vai ficando dessensibilizado, quer dizer, vai ter menos alergia a poeira. Ele pode se expor a uma quantidade maior de poeira sem apresentar os sintomas de alergia, ou pelo menos esses sintomas são mais leves.

Alem de imunoterapia para ácaros pode-se tambem usar pelo de cachorro e gato, pólens e fungos, alem de veneno de insetos como abelha, marimbondo e formiga vermelha. Mais de longe, no Brasil, o principal tratamento é com ácaros, principalmente a espécie Dermatophagoides pteronyssimus e Blomia tropicalis.

Ácaro de poeira doméstica

Sim! Existem diversos estudos que comprovam os benefícios da vacina para alergia para o paciente alérgico. 

  • Proporciona uma melhora dos sintomas alérgicos a longo prazo. Mesmo após o término da imunoterapia o paciente mantêm uma melhora dos sintomas por anos. Diferente do tratamento com medicamentos em que os sintomas retornam logo após parar o uso dos medicamentos.
  • Previne a progressão para formas mais severas de alergia. Um criança com alergia leve pode piorar com os passar dos anos e evoluir para uma forma mais grave. A imunoterapia previne isso.
  • Previne o desenvolvimento de asma.

    Pacientes com rinite alérgica têm mais chance de desenvolver asma. A vacina para rinite alérgica previne o desenvolvimento da asma no futuro.

  • Previne também o desenvolvimento de novas alergias.

    Uma pessoa que é alérgica a ácaros pode desenvolver posteriormente alergia a cão, gato ou fungos. A vacina para alergia tambem atua prevenindo isso.

  • Diminuição da necessidade de medicamentos levando a economia financeira.

     O paciente usa cada vez menos medicamentos para controlar suas alergias levando a uma economia financeira importante

  • Melhora da qualidade de vida

Para quem é indicado a vacina para alergia?

Recomendada para adultos e crianças com doenças alérgicas (rinite, conjuntivite, asma, dermatite atópica e alergia a picada de insetos) com teste alérgico positivo.

MUITO IMPORTANTE!!

Nem todos têm indicação fazer a vacina para alergia.

É obrigatório um teste alérgico positivo para algum aeroalérgeno (ácaros, fungos, pelo de cachorro etc). A vacina para alergia é específica para a sua alergia, então é preciso um exame mostrando ao que você tem alergia. E caso seu teste alérgico não seja positivo você não irá se beneficiar da imunoterapia.

Esse teste pode ser feito no consultorio do seu médico pelo método de prick teste ou pode-se pedir pelo exame de sangue.

Prick teste ou teste alérgico de punctura

NÃO!!

A vacina alergia sublingual é tão eficaz quanto a forma clássica com injeções subcutâneas. Cada tipo de tratamento tem suas características que devem ser avaliadas pelo paciente na hora de iniciar o tratamento.

vacina sublingual

Normalmente a vacina alergia sublingual é de uso diário, 3 gotas sublinguais 1x/dia. Após colocar as gotas não se deve engolir por 1 minuto, o que pode ser difícil para algumas crianças.

A vacina para alergia subcutânea é aplicada com agulha de insulina, bem pequena e quase indolor. Geralmente se inicia com aplicações semanais e após um periodo iniciam as vacinas mensais. Acaba sendo mais prático do que a sublingual que é de uso diário até o final do tratamento.

Quanto tempo dura o tratamento?

A duração recomendada pelas sociedades brasileira e americana de alergia é de 3-5 anos de tratamento. Após 6 meses o paciente já apresenta importante melhora porem se descontinuar o tratamento o efeito não será prolongado. Mais alguns poucos anos os sintomas retornam.

Para que os efeitos benéficos da imunoterapia durem muitos anos, 10-20 anos, é importante fazer pelo menos os 3 anos de tratamento.

Não. Apenas em clínicas de alergia e imunologia.

A vacina é composta por extrato de aeroalérgenos, geralmente ácaros. Farmácias não vendem nem manipulam esse tipo de produto.

As maiores empresas que fornecem esse tipo de imunoterápico para os alergistas são multinacionais estrangeiras como a IPIasac e a FDA-Allergenic. 

Essas empresas possuem tecnologia de ponta e fornecem seus produtos para dezenas de paises em todos os continentes, alem de estarem sempre envolvidas em pesquisas científicas para aprimorar a qualidade das vacinas. 

Os alergistas compram os extratos alergênicos dessas empresas e diluem para seus pacientes levando em conta o resultado dos testes alérgicos e a fase do tratamento em que o paciente se encontra. No inicio as vacinas são mais fracas (diluidas) e vão ficando mais fortes (concentradas) com a evolução do tratamento. 

Por isso o tratamento é individualizado. A vacina de um paciente pode não ser igual a de outro e o mesmo paciente tem concentrações diferentes de vacina ao longo de seu tratamento.

Não!!

O tratamento do paciente alérgico é baseado em 3 pontos principais:

  1. Controle de ambiente. Deve-se evitar o contato com aquilo que tem alergia. No caso de ácaros, manter a casa limpa, evitar tapetes e carpetes etc. Clique nesse link para baixar as orientações de controle de ambiente para poeira doméstica. controle-de-ambiente-servico-alergia-policlinica-de-botafogo 

  2. Medicação. Os remédios são essenciais no início do tratamento, principalmente o corticoide nasal e antialérgicos. Após algum tempo de imunoterapia seu uso diminui muito porem ainda assim ocasionalmente o paciente terá que usar algum medicamento quando tiver muito contato com odor forte, poeira e uma mudança de tempo brusca.
  3. Imunoterapia. Melhor opção de tratamento a longo prazo. Única forma de tratamento que muda o curso natural da doença e dimuniu as crises e uso de medicações.

Quanto custa o tratamento com vacina para rinite alérgica?

Lógico que o preço pode variar muito de clínica para clínica. Acho que um valor entre RS120,00 e 300,000 é razoável para o custo mensal do tratamento. Os extratos de aeroalérgenos de boa qualidade são bem caros e um preço menor que esse provavelmente quer dizer que você esta usando extratos de qualidade questionável.

Quando for iniciar o tratamento com vacina para alergia tenha em mente que será por um período 3 a 5 anos. Não vale muito a pena iniciar o tratamento para parar após 6 meses quando notar uma importante melhora dos sintomas, pois em breve esses sintomas irão retornar.

Caso tenha ficado alguma dúvida sobre a vacina para alergia, vacina alergia sublingual ou qualquer coisa relacionada a imunoterapia você pode deixar um comentário no final da página que irei responder com muito prazer.

Источник: https://www.alergiabotafogo.com.br/2020/06/11/vacina-para-alergia/

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