Insuficiência hepática: o que é, causas, sintomas e tratamento

Contents
  1. Cirrose Hepática: sintomas, causas e tratamento
  2. Causas
  3. Cirrose alcoólica
  4. Hepatites virais
  5. Hepatite autoimune
  6. Esteatose hepática não alcoólica
  7. Cirrose biliar primária
  8. Outras doenças que podem provocar cirrose
  9. O que é hipertensão portal?
  10. Circulação colateral
  11. Hemorragia digestiva
  12. Esplenomegalia (aumento do baço)
  13. Anemia, plaquetopenia (plaquetas baixas) e leucopenia (leucócitos baixos)
  14. Ascite
  15. Encefalopatia hepática
  16. Icterícia
  17. Falta de proteínas
  18. Ginecomastia
  19. Outros sintomas
  20. Gravidade
  21. Tratamento
  22. Referências
  23. Cuidando do Fígado
  24. Sintomas
  25. Infecções
  26. Condições Autoimunes
  27. Colangite esclerosante primária
  28. Câncer
  29. Problemas genéticos
  30. Diagnósticos
  31. Parar de beber
  32. Comer bem e praticar exercícios
  33. Transplante
  34. Leer atentamente as etiquetas e bulas dos medicamentos
  35. Cuidar da saúde
  36. Cirrose hepática | SNS24
  37. Quais são as causas da cirrose hepática?
  38. Quais os sintomas da cirrose hepática?
  39. A cirrose hepática tem diferentes fases?
  40. Como se faz o diagnóstico da cirrose hepática?
  41. As bebidas alcoólicas em excesso causam sempre cirrose?
  42. Quais as complicações da cirrose hepática?
  43. É possível prevenir a cirrose hepática?
  44. Qual o tratamento da cirrose hepática?
  45. Doenças hepáticas: tipos, sintomas e tratamentos – Clínica CEU Diagnósticos
  46. Funções do fígado
  47. Sintomas de doenças hepáticas
  48. Tipos de doenças hepáticas
  49. Hepatites
  50. Insuficiência hepática aguda
  51. Prevenção
  52. Tratamentos
  53. Insuficiência hepática: causas, sintomas e tratamento
  54. Principais sintomas
  55. Como é feito o diagnóstico
  56. Teste online de problemas no fígado
  57. Possíveis causas
  58. Como é feito o tratamento
  59. 1. Uso de medicamentos
  60. 2. Fazer alterações na dieta
  61. 3. Transplante de fígado
  62. Possíveis complicações
  63. Como prevenir

Cirrose Hepática: sintomas, causas e tratamento

Insuficiência hepática: o que é, causas, sintomas e tratamento

A cirrose hepática é o resultado final de anos de agressões ao fígado, fato que provoca a substituição do tecido hepático normal por nódulos e tecido fibroso. No fundo, a cirrose nada mais é do que a cicatrização do fígado. Onde deveria haver tecido funcionante, há apenas fibrose (cicatriz).

O fígado é um órgão grande, que pesa cerca de 1,5 quilo, e está localizado na parte superior direita do abdômen, por baixo das costelas. Ele executa muitas funções que são essenciais à vida, tais como produção de proteínas, metabolização de toxinas, armazenamento de glicose, produção de colesterol, produção de bile, síntese de fatores da coagulação, armazenamento de ferro e vitaminas, etc.

O fígado é capaz de reparar-se quando agredido. No entanto, se a agressão ocorrer de forma persistente ao longo de vários anos, o processo de reparação passa a envolver a criação de tecido cicatricial em vez de tecido com células hepáticas capazes de executar suas funções.

Assim, situações nas quais há contínua agressão do fígado, como ocorre, por exemplo, com o consumo crônico e abusivo de álcool, podem causar cicatrizes em áreas significativas no fígado, processo no qual damos o nome de cirrose.

Como era de se esperar, quanto mais extensa for a cirrose hepática, menor é o número de células hepáticas funcionantes e, portanto, maior é o grau de insuficiência hepática. Em última análise, a cirrose é um estado de falência do fígado, um órgão nobre sem o qual não conseguimos sobreviver.

Causas

A cirrose pode surgir em qualquer situação na qual haja agressão prolongada ao fígado. O consumo excessivo de álcool e as hepatites virais crônicas são as principais causas, mas não as únicas.

A seguir, vamos falar resumidamente das principais causas de cirrose hepática.

Cirrose alcoólica

A cirrose alcoólica é uma causa comum e prevenível de cirrose. O consumo diário e prolongado de álcool pode levar ao desenvolvimento de lesões permanentes no fígado.

O consumo diário de cerca 3 copos de cerveja ou 2 taças de vinho já é um volume suficiente para causar lesão do fígado, principalmente nas mulheres, que são mais susceptíveis às lesões hepáticas do álcool.

O consumo regular de álcool leva à esteatose hepática, também conhecido como fígado gorduroso, que pode evoluir para hepatite alcoólica e, por fim, para cirrose e falência hepática.

Para saber mais sobre os perigos do álcool, leia: EFEITOS DO ÁLCOOL E ALCOOLISMO.

Hepatites virais

As hepatites virais crônicas, principalmente as hepatites B e C, são causas comuns de lesão do fígado, que podem levar à cirrose após anos de doença ativa. Muitas vezes, o paciente nem sequer desconfia ser portador de um desses vírus, só vindo a descobrindo muitos anos depois, quando os sintomas da cirrose começam a se manifestar.

Explicamos com detalhes as hepatites B e C nos seguintes artigos:

Hepatite autoimune

A hepatite autoimune é uma forma de lesão do fígado na qual o nosso organismo começa a produzir de forma inapropriada anticorpos contra as células próprio fígado, como se este fosse um ser invasor, um corpo estranho que não nos pertencesse.

Explicamos o conceito de doença autoimune no seguinte artigo: DOENÇA AUTOIMUNE – Causas e Sintomas.

Esteatose hepática não alcoólica

O consumo excessivo de álcool é uma das causas mais comuns de esteatose hepática, mas não é a única. Obesidade, diabetes, desnutrição e alguns medicamentos podem também provocar esteatose, que em graus mais avançados pode evoluir para esteato-hepatite e, posteriormente, para cirrose.

Explicamos a esteatose hepática no seguinte artigo: GORDURA NO FÍGADO – Esteatose Hepática.

Cirrose biliar primária

A cirrose biliar primária, que também é doença de origem autoimune, é uma forma de lesão do fígado na qual o processo inicia-se pela destruição das vias biliares.

Outras doenças que podem provocar cirrose

  • Hemocromatose.
  • Doença de Wilson.
  • Deficiência de alfa 1 antitripsina.
  • Fibrose cística.
  • Colangite esclerosante primária.
  • Hepatite por drogas ou medicamentos.

O que é hipertensão portal?

Todo o sangue que vem do sistema digestivo e do baço passa obrigatoriamente pelo fígado antes de seguir para o resto do corpo. Todas as veias destes órgãos desembocam em uma única grande veia do fígado, chamada sistema porta ou veia porta.

A existência do sistema porta garante que todas as substâncias absorvidas pelo trato gastrointestinal passem primeiro pelo fígado antes de caírem na circulação sistêmica. Isso significa que todas as substâncias que são digeridas e absorvidas pelo sistema digestivo são levadas ao fígado para serem metabolizadas antes de seguir para o resto do corpo.

O paciente cirrótico possuiu um fígado cheio de fibrose, o que pode provocar a obstrução da chegada do sangue ao fígado pelo sistema porta.

 Quanto mais extensa for a cirrose, maior costuma ser a obstrução ao sangue que chega pela veia porta.

Quando o sangue vindo dos órgãos abdominais encontra uma obstrução ao seu fluxo, a pressão na veia porta aumenta, dando início a um processo chamado hipertensão portal.

Para um melhor entendimento, podemos dividir os sintomas da cirrose entre aqueles causados pela insuficiência hepática e aqueles causados pela hipertensão portal.

Circulação colateral

Sempre que o fluxo de sangue encontra uma obstrução, ele precisa arranjar uma maneira alternativa de continuar a fluir. Se à frente há uma obstrução, a única forma de é retornar e procurar por outras veias.

A veia porta é bem calibrosa e suporta grandes fluxos de sangue. O mesmo não acontece com as veias do resto do sistema digestivo. Quando o sangue que deveria ser drenado pela veia porta começa a retornar em grande quantidade por veias colaterais, estas dilatam-se, formando varizes.

O paciente com cirrose habitualmente tem as veias abdominais bem nítidas, pois elas passam a receber grandes volumes de sangue vindos da veia porta obstruída. Mas essas veias dilatadas não surgem só nos vasos mais superficiais à pele, elas também surgem nos órgãos, principalmente no estômago, intestino e esôfago, o que leva à formação de varizes nesses órgãos.

Hemorragia digestiva

A presença de varizes no estômago e no esôfago é um fator de risco para hemorragias. Os vasos sanguíneos desses órgãos não estão preparados para receber tamanho fluxo e pressão sanguínea, e podem romper-se espontaneamente.

As hemorragias digestivas das varizes de esôfago costumam ser dramáticas, com perdas maciças de sangue através de vômitos. O paciente vomita sangue vivo e em grande volume.

Esplenomegalia (aumento do baço)

O aumento da pressão de sangue dentro do baço leva ao aumento do seu tamanho, tornado-o facilmente palpável ao exame físico. Chamamos este aumento do baço de esplenomegalia. Muitas vezes, a suspeita de cirrose surge quando ao exame físico detectamos um baço aumentado de tamanho.

Anemia, plaquetopenia (plaquetas baixas) e leucopenia (leucócitos baixos)

O baço tem como uma de suas funções eliminar as células do sangue que já estão velhas.

Cada vez que o sangue passa pelo baço, milhares de células são removidas para que haja espaço para a chegada de novas hemácias, plaquetas e leucócitos recém-produzidos.

Na hipertensão portal, o sangue que deveria sair do baço para o fígado, fica congestionado e permanece mais tempo dentro do próprio baço, que acaba por eliminar mais células sanguíneas do que seria necessário.

Este fenômeno é chamado de hiperesplenismo (espleno = baço), que significa um funcionamento exagerado do baço. Portanto, o paciente com cirrose e hiperesplenismo podem apresentar ao hemograma anemia e uma baixa contagem de leucócitos e/ou plaquetas (leia: HEMOGRAMA – Entenda os seus resultados).

Ascite

Ascite é o acumulo de água dentro da cavidade abdominal. A ascite na cirrose é causada pela hipertensão porta e pela diminuição da concentração de albumina no sangue (falaremos da albumina mais à frente). Na cirrose, pode haver acúmulo de mais de 10 litros de líquido ascítico dentro da cavidade peritonial, o que faz com que o paciente fique com um abdômen muito volumoso.

Uma das complicações da ascite é a peritonite, que ocorre quando o líquido dentro da barriga fica infectado por bactérias vindas dos intestinos. A peritonite é uma situação grave, que se não for identificada e tratada a tempo pode evoluir com sepse (leia: O QUE É SEPSE?).

Além do acúmulo de líquido dentro do abdômen, o paciente cirrótico pode apresentar também retenção de líquidos nas pernas e nos pulmões.

Para saber mais sobre a ascite, leia: ASCITE – Causas e Tratamento.

Encefalopatia hepática

O fígado é o órgão responsável pela metabolização de inúmeras substâncias tóxicas. Quando este para de funcionar, o acúmulo de toxinas leva a alterações no sistema nervoso, que variam desde pequenas alterações mentais, até sonolência, desorientação ou coma, nos casos mais avançados.

Icterícia

O fígado cirrótico não consegue eliminar a bilirrubina produzida, que passa a se acumular na corrente sanguínea. O excesso de bilirrubina deposita-se na pele, deixando o paciente com a pele e os olhos com uma coloração amarelada. Esse fenômeno chama-se icterícia.

Além da pele amarelada, a icterícia da cirrose também costuma causar urina escura e fezes claras.

A urina escura ocorre porque o excesso de bilirrubina no sangue é filtrado pelos rins, o que deixa a urina com uma coloração semelhante ao do mate ou da Coca-Cola (leia: URINA COLORIDA ( VERDE, ROXA, LARANJA, AZUL…)).

Em pessoas saudáveis, a cor escura das fezes se dá pela presença de bilirrubina. Como na cirrose a drenagem da bilirrubina para o intestino encontra-se afetada, as fazes começam a sair cada vez mais claras, podendo ficar quase brancas.

Para saber mais sobre a icterícia, leia: ICTERÍCIA – Causas e Sintomas.

Falta de proteínas

O fígado é responsável pela produção de várias proteínas, entre elas a albumina. A falta de albumina provoca desnutrição e é dos fatores que leva à formação dos edemas e da ascite.

Outra proteína produzida no fígado é a vitamina K, que está relacionada à coagulação do sangue. Doentes com cirrose avançada apresentam distúrbios da coagulação e maior facilidade de terem sangramentos.

Os quadros de hemorragia digestiva provocados por rotura de varizes de esôfago costumam ser graves, pois o pacientes além de perder grande volume de sangue, ainda tem dificuldade de estancar o sangramento, já que, além da baixa de plaquetas, ele também apresenta deficiência dos fatores de coagulação.

Ginecomastia

O mau funcionamento do fígado também altera o balanço dos hormônios sexuais. O aumento do estrogênio leva ao aparecimento de mamas e perda de pêlos corporais nos pacientes masculinos.

Para mais informações sobre a ginecomastia, leia: GINECOMASTIA MASCULINA (mama masculina)

Outros sintomas

Ainda existem vários outros sinais e sintomas relacionados à cirrose, entre eles:

  • Câimbras (leia: TUDO SOBRE CÂIMBRAS).
  • Síndrome hepato-renal: insuficiência renal aguda que ocorre na cirrose avançada e geralmente indica um caso terminal. O paciente que desenvolve síndrome hepato-renal tem uma sobrevida muito curta e o único tratamento é o transplante hepático.
  • Eritema palmar: palmas das mãos avermelhadas.
  • Baqueteamento digital: unhas mais anguladas, dando o aspecto de baquetas aos dedos.
  • Nefropatia por IgA: alguns pacientes com cirrose podem apresentar uma doença renal causada pelo acúmulo de anticorpos nos rins (leia: DOENÇA DE BERGER | NEFROPATIA POR IgA | Tratamento e sintomas).
  • Câncer do fígado: pacientes com cirrose estão sob maior risco de desenvolver câncer hepático, principalmente se a cirrose tiver sido provocada por álcool ou hepatite viral.

A cirrose em fases iniciais pode ser assintomática. Nas fases finais, a maioria dos sinais e sintomas descritos acima estão presentes.

Gravidade

A gravidade da cirrose é normalmente descrita pela escala de Child-Pugh, que é baseada em parâmetros clínicos e laboratoriais.

De acordo com esses resultados, os pacientes são classificados em 3 classes: A,B e C, sendo esta última a mais grave. Pacientes classificados como Child C tem uma taxa de mortalidade acima de 60% nos próximos 2 anos.

Existe também a classificação MELD, baseada na gravidade das análises de sangue.

Tanto o Child quanto o MELD são modos de padronizar a gravidade da cirrose, servindo também como base para a lista de transplante hepático, que é, até o momento, o único tratamento efetivo para a cirrose.

Tratamento

O único tratamento efetivo da cirrose é o transplante hepático, que só está indicado em casos selecionados.

Enquanto o paciente aguarda o transplante, o tratamento é feito de forma a controlar os sintomas e complicações. Exemplos: para a ascite e os edemas, diuréticos como espironolactona e furosemida podem ser utilizados. Para as varizes de esôfago, o tratamento é feito através da endoscopia digestiva. Laxantes, como a lactulose, ajudam a controlar a encefalopatia hepática.

É importante que o paciente evite o consumo de álcool e outros fármacos nefrotóxicos.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/cirrose-hepatica/

Cuidando do Fígado

Insuficiência hepática: o que é, causas, sintomas e tratamento

O fígado trabalha 24 horas ao dia, sem parar, processando os alimentos, combatendo infecções e filtrando o que se encontra com problemas no sangue. Um indivíduo não pode viver sem o fígado.

Muitas coisas causam danos ao fígado e tende a piorar ao longo do tempo. Não importa a causa, geralmente se desenvolve da mesma maneira. Primeiro, o fígado aumenta de tamanho. Em seguida, aparecem cicatrizes (chamada de fibrose).

Com tratamento, é possível curar o fígado, mas se nada for feito ao longo do tempo as cicatrizes tornam-se permanentes (isto é chamado de cirrose) quando então o fígado luta para fazer seu trabalho. Por último ocorre a insuficiência hepática, que é fatal.

Isso significa que seu fígado deixou de funcionar ou está a ponto de parar de funcionar.

Sintomas

Em primeiro lugar, a pessoa provavelmente não notará problemas no fígado, geralmente tudo acontece em silencio, sem sintomas. Mas continuando a ser atacado a pele pode sentir comichão e machucar facilmente.

Os olhos e pele podem parecer amarelados, condição que os médicos chamam de icterícia. A barriga poderá doer, e a pessoa pode perder o apetite ou sentir-se doente no estômago.

As pernas, tornozelos e barriga também podem inchar.

A maioria das doenças hepáticas é crônica. Isso acontece lentamente ao longo dos anos. Mas, às vezes, acontece de forma rápida. Enquanto os sintomas são os mesmos (incluindo icterícia, dor e dor de estômago) a insuficiência hepática aguda leva apenas semanas ou mesmo dias. E pode ser fatal. Um médico deve ser procurado imediatamente quando esses sintomas aparecem.

Infecções

A hepatite (incluindo as hepatites A, B e C) e outros vírus podem causar danos agudos ou crônicos ao fígado. As chances de contrair hepatite são mais altas ao se compartilhar agulhas e seringas, em relações sexuais desprotegidas, quem faz sexo com muitas pessoas ou vive em áreas onde alimentos ou água não são seguros.

Condições Autoimunes

O sistema imunológico pode atacar partes saudáveis ​​do corpo, incluindo o fígado. Isso acontece na hepatite auto – imune e na cirrose biliar primária. O tratamento para conter a reação do sistema imune pode ajudar.

Colangite esclerosante primária

A colangite esclerosante primária prejudica os canais que transportam a bile do fígado para os intestinos. Ao longo do tempo, pode causar graves danos ao fígado.

 Assim pode causar a rara síndrome de Budd-Chiari, quando as veias no fígado são bloqueadas. Os cálculos biliares que bloqueiam os canais biliares podem causar icterícia e outros problemas.

É mais provável ter cálculos biliares em indivíduos com alguma doença hepática.

Câncer

Diferentes tipos de câncer podem afetar o fígado, embora a maioria se espalhe de outras partes do corpo criando metástases no fígado. As chances de contrair câncer de fígado são maiores quando a pessoa já possui danos causados ​​por doença hepática gordurosa, cirrose, hepatite, insuficiência hepática e outras condições.

Problemas genéticos

Algumas pessoas nascem com condições raras que podem causar doenças hepáticas. Os sintomas podem aparecer quando são bebês ou até os 40 ou 50 anos depois.

 A deficiência de alfa-1 antitripsina (A1AD) significa que o corpo não faz o suficiente de uma proteína especial que protege contra danos no fígado. A hemocromatose permite a acumulação de ferro demais no fígado.

 Do mesmo modo, alguém com doença de Wilson depositará muito cobre no fígado

Diagnósticos

O médico começará com uma bateria de exames de sangue para ver como o fígado está funcionando. Pode também incluir a necessidade de exames de ultrassonografia, tomografia computadorizada, elastografia hepática e ressonância magnética para analisá-lo e verificar se há danos.

Parar de beber

Se a doença é leve ou grave, não interessa, o paciente deve parar de ingerir bebidas alcoólicas. Para ajudar a prevenir a doença do fígado, o limite é no máximo de uma bebida por dia para mulheres e duas para homens

Comer bem e praticar exercícios

Para quem está acima do peso, o importante é perder algum peso. Poderá melhorar a saúde do fígado e até mesmo curar alguns tipos de doença hepática em estágio inicial.

 O exercício regular é ótimo se o peso é ou não um problema. É importante uma dieta equilibrada, com muitos grãos saudáveis, frutas, vegetais e proteínas magras.

 Deve conter alimentos ricos em fibras evitando alimentos com alto teor de gordura, como alimentos fritos e sal.

Transplante

Para um problema grave como insuficiência hepática, o transplante de fígado pode salvar vidas.

Leer atentamente as etiquetas e bulas dos medicamentos

Pessoas com problemas no fígado, devem consultar o médico antes de tomar qualquer medicamento, suplemento ou vitamina.

Cuidar da saúde

Pessoas com problemas no fígado devem fazer check-ups regularmente, para que o médico realizando exames e testes possa controlar o estado clínico geral. Siga o tratamento recomendado para condições como pressão alta e diabetes que podem piorar os problemas do fígado. Verifique com o médico sobre a necessidade de vacinas, em especial as das hepatites para proteger seu fígado.

Fonte: Recopilação e condensação de diversas informações da literatura médica em publicações cientificas disponíveis em fontes abertas da internet.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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IMPORTANTE: Os artigos se encontram em ordem cronológica. O avanço do conhecimento nas pesquisas pode tornar obsoleta qualquer colocação em poucos meses. Encontrando colocações diversas que possam ser consideradas controversas sempre considerar a informação mais atual, com data de publicação mais recente.

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Источник: https://hepato.com/2018/01/22/cuidando-do-figado/

Cirrose hepática | SNS24

Insuficiência hepática: o que é, causas, sintomas e tratamento

A cirrose hepática caracteriza-se pela:

  • morte das células do fígado
  • aparecimento de cicatrizes (fibrose)
  • alteração da sua estrutura

Surge habitualmente como progressão de uma doença hepática crónica e leva à destruição do fígado.

Quais são as causas da cirrose hepática?

A cirrose hepática é causada por:

  • ingestão excessiva de bebidas alcoólicas
  • hepatite C e/ou B provocadas por vírus
  • excesso de gordura no fígado, principalmente quando associada à obesidade e diabetes
  • doenças autoimunes (cirrose biliar, hepatite autoimune, etc.)
  • doenças metabólicas (doença de Wilson)

Quais os sintomas da cirrose hepática?

Os sintomas da cirrose hepática surgem à medida que a doença evolui e podem incluir:

  • emagrecimento
  • cansaço
  • olhos amarelos (icterícia)
  • acumulação de líquido no abdómen (ascite)
  • vómitos com sangue (chamadas hematémeses, muitas vezes provocadas pela rotura de veias do esófago dilatadas, as chamadas varizes esofágicas)
  • alterações mentais (encefalopatia hepática)
  • diminuição da resistência às bactérias com infeções muito graves (septicemias, peritonites)

O aparecimento desta doença é silencioso e pode desenvolver-se durante muitos anos sem que que o doente tenha sintomas (fase da cirrose hepática compensada).
Em muitos casos, o médico suspeita da existência da cirrose através de análises sanguíneas ou dos resultados da ecografia abdominal.

A cirrose hepática tem diferentes fases?

Sim. Existem duas fases:

  • compensada – período da doença sem sintomas
  • descompensada – fase de maior gravidade, em que surgem habitualmente os sintomas e complicações acima indicados

Como se faz o diagnóstico da cirrose hepática?

O diagnóstico realiza-se quando:

  • o doente apresenta os sinais e sintomas de descompensação hepática
  • os exames de diagnóstico (ecografia, tomografia computorizada (TAC), ressonância magnética) mostram alterações do fígado
  • existem hábitos de ingestão de álcool em excesso
  • se confirma hepatite B e/ou C através de análises sanguíneas
  • se confirma através de biopsia hepática (colheita de um fragmento do fígado através de uma agulha e respetiva análise ao microscópio)

As bebidas alcoólicas em excesso causam sempre cirrose?

Não. Só algumas pessoas que consomem bebidas alcoólicas em excesso é que desenvolvem cirrose hepática (cerca de 10 a 15%), uma vez que depende de vários fatores:

  • genéticos
  • quantidade ingerida (quanto mais elevada a quantidade maior é o risco)
  • sexo (as mulheres, para a mesma quantidade, têm um risco aumentado)
  • estar infetado com o vírus da hepatite C, B ou do VIH

Quais as complicações da cirrose hepática?

  • risco aumentado de ter cancro do fígado (carcinoma hepatocelular)
  • hemorragia digestiva – provocada pela rotura de veias dilatadas e tortuosas (varizes) do esófago ou do estomago, secundárias à hipertensão do vaso sanguíneo que leva sangue dos órgãos digestivos para o fígado (veia porta).

É possível prevenir a cirrose hepática?

Sim. Para diminuir a probabilidade de desenvolver cirrose hepática, deve:

  • evitar o excessivo consumo de bebidas alcoólicas
  • vacinar-se contra a hepatite B
  • não partilhar seringas ou outro material utilizado no consumo de drogas
  • usar preservativo nas relações sexuais de risco

Qual o tratamento da cirrose hepática?

O tratamento depende da causa e da fase da doença:

  • na fase compensada:
    • abandonar o consumo de álcool
    • para as hepatites existem medicamentos que em muitos casos conseguem eliminar ou controlar os vírus
  • na fase descompensada:
    • tratamento é variável podendo constar de diuréticos para eliminar líquidos em excesso, de bloqueadores beta para diminuir o risco de hemorragia por varizes, e de antibióticos para prevenir ou tratar infeções, entre outros
    • endoscopia para tratamento de varizes do esófago e/ou do estômago
    • tratamentos para impedir o crescimento do carcinoma hepatocelular

Nalguns casos, poderá ter de se recorrer ao transplante hepático, cuja taxa de sobrevivência é próxima dos 80%.

Fonte: Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia

Источник: https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-gastrointestinais/cirrose-hepatica/

Doenças hepáticas: tipos, sintomas e tratamentos – Clínica CEU Diagnósticos

Insuficiência hepática: o que é, causas, sintomas e tratamento

O fígado é um dos órgão mais importantes do corpo humano: ele exerce mais de 200 funções e é responsável por manter o corpo livre de toxinas e células que se tornaram inúteis.

Como consequência, é um dos órgãos que mais sofrem com um estilo de vida não saudável, o que pode levá-lo a desenvolver uma série de doenças.

A maioria das doenças hepáticas são inicialmente silenciosas. Por isso, os exames de rotina e a atenção a certos sinais do seu corpo são indispensáveis para manter a saúde deste órgão.

Este texto irá apresentar alguns sintomas e algumas das principais doenças que afetam esse órgão tão importante. Confira:

Funções do fígado

O fígado desempenha funções importantes em diversos processos do organismo. Dentre elas estão:

  • Filtrar microrganismos: o órgão é um dos principais responsáveis pela defesa imunológica do organismo.
  • Desintoxicar o organismo: o fígado transforma hormônios e drogas em substâncias não ativas, para que elas possam ser excretadas pelo organismo, evitando intoxicações.
  • Transformar amônia em ureia: se o órgão estiver lesado, a amônia passará para a circulação e alcançará o cérebro, provocando alterações neuropsíquicas (mudanças de comportamento, esquecimento, insônia, sonolência) e coma.
  • Secretar a bile: a bile é um fluido que atua na digestão de gorduras e na absorção de substâncias nutritivas.
  • Armazenar glicose: a glicose é a principal fonte de energia para o funcionamento dos outros órgãos.
  • Produzir proteínas: 0 fígado é responsável pela produção de proteínas ligadas ao processo de coagulação do sangue, e também pela produção de albumina, que auxilia o transporte de substâncias pela corrente sanguínea.

Sintomas de doenças hepáticas

A maioria dos problemas no fígado apresentam sintomas similares, já que, mesmo que tenham origens distintas, essas doenças comprometem as mesmas funções do órgão.

Os sintomas aqui listados podem ter outras origens, e não necessariamente indicam doenças hepáticas. Mas é importante procurar um médico diante do aparecimento de qualquer desses sintomas:

  • Icterícia: tom amarelado nos olhos e na pele.
  • Ascite: acúmulo de líquidos dentro da cavidade abdominal, conhecido popularmente como barriga d’água.
  • Sangramento digestivo e quadro súbito de vômitos hemorrágicos.
  • Encefalopatia: alteração de funções cerebrais básicas, que podem causar letargia, irritabilidade, dificuldade de concentração, redução do nível de consciência e coma.
  • Ginecomastia: desenvolvimento de mamas nos homens
  • Telangiectasias: lesões vasculares conhecidas como aranhas vasculares. São mais frequentemente encontradas no tronco, face e braços.
  • Dor ou inchaço na parte superior direita do abdômen, abaixo das costelas.

Mas, muito antes do aparecimento desses sintomas, o seu corpo pode dar sinais sugestivos de um início de problemas no fígado, dentre eles:

  • Coceira no corpo
  • Cansaço ou desânimo
  • Enjoos após as refeições
  • Tontura, dor de cabeça, febre, suor excessivo, dificuldade de concentração
  • Vermelhidão na palma da mão e aparecimento de manchas roxas na pele
  • Fezes mais claras
  • Sangramentos pelo nariz
  • Sangramento anormal após traumas de pequena intensidade
  • Boca seca, gosto amargo na boca
  • Constipação ou diarreia
  • Ganho ou perda de peso excessivo e sem motivo

Esses sinais são inespecíficos, podendo ser simplesmente resultado de alterações em sua rotina ou hábitos alimentares. Sempre procure o seu médico se você apresenta um grande número de sintoma ao mesmo tempo, se alguns deles acontecem com frequência ou se persistem por muito tempo.

Tipos de doenças hepáticas

Existem diversas doenças hepáticas e, como já dissemos, os sintomas podem ser muito parecidos. A diferença entre elas costuma ser a gravidade e a velocidade com que deterioram o fígado.

A falta de investigação pode levar muitos médicos a um diagnóstico precoce de doenças mais tradicionais, como as hepatites virais. Esse erro é inaceitável. A suspeita de uma doença no fígado deve ser investigada de forma ampla, através de exames de imagem, biópsias e exames laboratoriais.

As principais doenças que acometem o fígado incluem:

Esteatose hepática

Acúmulo de gordura no fígado, que pode ser genética ou causada por alcoolismo. Inicialmente é assintomática.

Cirrose

Caracterizada pela substituição do tecido do fígado por fibrose. Pode ser causada por alcoolismo ou pelo avanço de outras doenças hepáticas, como hepatite B e C e esteatose.

Hepatites

Inflamação do fígado. Pode ser viral (hepatites A, B, C, D e E), alcoólica ou autoimune (provocada pelo sistema imunológico do próprio indivíduo).

Insuficiência hepática aguda

Diminuição rápida da função do fígado, o que pode ser fatal. Geralmente é causada por envenenamento, principalmente por meio de medicamentos em altas doses e contato com substâncias tóxicas. Também pode surgir como uma complicação de outras doenças hepáticas.

Câncer de fígado

Pode se originar no fígado ou ser resultado de uma metástase de um câncer que teve início em outro órgão. Seus principais fatores de risco são hepatite crônica B ou C e cirrose hepática.

Parasitoses

Diversos parasitas podem migrar para o fígado e causar lesões ou bloqueios, como os vermes causadores da malária, da esquistossomose, dentre outros.

Prevenção

Algumas atitudes simples ajudam a prevenir a maioria dos problemas que acometem o fígado:

  • Utilize preservativos sempre e de forma correta.
  • Higienize e cozinhe corretamente os alimentos.
  • Mantenha sua vacinação em dia.
  • Se proteja com luvas e outros materiais de segurança quando precisar manusear produtos químicos.
  • Mantenha hábitos de vida saudáveis: pratique exercícios físicos, tenha uma alimentação equilibrada e consuma álcool com moderação.

Tratamentos

O tratamento das doenças hepáticas poderá ser feito através de medicamentos, mas os casos mais leves são tratados apenas com alterações na sua alimentação e rotina. Em casos específicos, pode ser necessário alguma intervenção cirúrgica.

Tudo depende da rapidez e precisão do diagnóstico. Quando diagnosticadas precocemente, a maioria das doenças hepáticas pode ser curada antes de surgirem complicações, por isso esteja atento aos sintomas listados nesse texto.

Cada diagnóstico exigirá um tratamento diferente, por isso é importante procurar uma boa clínica, com bons profissionais. Um bom diagnóstico incluirá exames de imagem como ultrassonografias e ressonâncias, exames laboratoriais e biópsia, quando necessário.

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Doenças hepáticas: tipos, sintomas e tratamentos

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Insuficiência hepática: causas, sintomas e tratamento

Insuficiência hepática: o que é, causas, sintomas e tratamento

A insuficiência hepática é a doença mais grave do fígado, em que o órgão deixa de conseguir realizar suas principais funções, como síntese de fatores de coagulação, metabolismo e eliminação de toxinas do corpo, levando a uma série de complicações graves como problemas de coagulação, edema cerebral ou insuficiência renal.

De acordo com a duração e evolução dos sintomas, a insuficiência hepática pode ser classificada em:

  • Aguda: acontece de forma repentina, em dias ou semanas, geralmente em pessoas saudáveis, sem nenhuma doença no fígado anterior. Normalmente é causada pelo vírus da hepatite ou pelo uso incorreto de alguns medicamentos, como o paracetamol;
  • Crônica: os sintomas podem levar meses ou até anos para aparecer, e acontece quando o fígado sofre agressões constantes devido a situações como o uso abusivo de álcool, hepatite ou gordura no fígado.

Quando existe suspeita de insuficiência hepática é importante que se consulte um hepatologista para que seja feito o diagnóstico, identificada a causa e iniciado tratamento adequado, que pode incluir o uso de medicamentos ou transplante de fígado.

Principais sintomas

Os sintomas iniciais de insuficiência hepática aguda podem ser parecidos com os de hepatite aguda, podendo serem desenvolvidos em dias ou semanas, sendo os principais:

  • Pele e mucosas amareladas;
  • Inchaço na barriga;
  • Dor no lado superior direito do abdômen;
  • Inchaço nas pernas;
  • Náuseas e vômitos;
  • Diarreia;
  • Perda de apetite;
  • Perda de peso;
  • Sensação de mal-estar geral;
  • Sensação de estar cheio mesmo após uma refeição leve;
  • Sono excessivo;
  • Confusão mental ou desorientação;
  • Hálito com cheiro adocicado;
  • Urina escura;
  • Fezes claras ou esbranquiçadas;
  • Coceira pelo corpo;

Na presença desses sintomas, é importante consultar o médico o mais rápido possível ou procurar o pronto socorro mais próximo, pois a doença pode piorar rapidamente e causar hemorragias ou problemas graves nos rins ou cérebro, colocando a vida em risco.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da insuficiência hepática é feito com base no histórico clínico e através de de sangue que medem o tempo de coagulação do sangue e enzimas hepáticas como ALT, AST, GGT, fosfatase alcalina e bilirrubina.

Além disso, podem ser necessários exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, assim como uma biópsia do fígado para verificar porque este órgão não está funcionando.

Veja todos os exames para avaliar o funcionamento do fígado.

Nos casos em que não existe uma causa bem estabelecida, o médico pode também solicitar a dosagem no sangue dos níveis de paracetamol, a realização de exame toxicológico e exame de sorologia para vírus.

Teste online de problemas no fígado

Para saber se pode estar com insuficiência hepática, assinale o que está sentindo:

Possíveis causas

A insuficiência hepática é causada por situações que podem interferir no funcionamento do fígado e alterar suas funções. Apesar de poder acontecer em pessoas saudáveis, a insuficiência hepática é mais frequente em alguns casos, como:

  • Uso frequente ou em doses maiores que as recomendadas de paracetamol;
  • Uso de plantas medicinais como kava-kava, efedra, calota craniana ou poejo;
  • Infecção por vírus da hepatite tipo A, B, C ou E;
  • Uso de medicamentos como antibióticos, anti-inflamatórios ou anticonvulsivantes;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Cirrose hepática;
  • Infecção pelo vírus Epstein-Barr, citomegalovírus ou herpes simplex;
  • Síndrome de Budd-Chiari, que pode causar bloqueio nas veias do fígado;
  • Doença de Wilson, em que ocorre acúmulo de cobre no fígado;
  • Doenças autoimunes, como a hepatite autoimune;
  • Intoxicação pelo cogumelo selvagem Amanita phalloides;
  • Câncer de fígado;
  • Infecção generalizada.

Em alguns casos, a insuficiência hepática pode não ter uma causa aparente. Além disso, a insuficiência hepática aguda também pode acontecer no terceiro trimestre de gestação quando a mulher apresenta pré-eclâmpsia e, por isso, é importante fazer um acompanhamento médico durante a gravidez.

Como é feito o tratamento

O tratamento para insuficiência hepática depende das causas e do estágio da doença e deve ser feito em uma unidade de terapia intensiva para que a pessoa seja constantemente monitorada. Assim, pode ser recomendado:

1. Uso de medicamentos

Os medicamentos que o hepatologista pode prescrever para tratar a insuficiência hepática dependem do que causou a doença, por exemplo, se ocorreu por uma intoxicação por paracetamol ou cogumelo selvagem (Amanita phalloides), deve-se usar remédios para reverter seus efeitos, como n-acetilcisteína e silibinina, ou se a causa foi uma infecção deve ser tratada com antibióticos ou antifúngicos.

Além disso, o médico também pode indicar outros remédios de acordo com a doença e sintomas apresentados.

2. Fazer alterações na dieta

A dieta para insuficiência hepática deve ser feita sob a supervisão do hepatologista e de um nutricionista clínico, pois as orientações dependem do estado de saúde da pessoa e da fase em que a doença se encontra.

De forma geral, deve-se controlar a quantidade de líquidos ingeridos, restringir o consumo de sal para menos de 2g por dia para evitar o inchaço ou acúmulo de líquidos no abdômen e não consumir bebidas alcoólicas, pois podem piorar os sintomas e agravar a doença.

3. Transplante de fígado

O transplante de fígado é uma cirurgia que remove o fígado que não funciona mais adequadamente e o substitui por um fígado saudável de um doador falecido ou uma parte de um fígado saudável de um doador vivo.

Esse tratamento quando realizado a tempo, pode restaurar a função do fígado, no entanto não é indicado em todos os casos como na insuficiência hepática causada por hepatite, pois o vírus pode se instalar no fígado transplantado. Saiba como é feito o transplante de fígado.

Possíveis complicações

As complicações da insuficiência hepática podem surgir logo após os primeiros sintomas da doença ou quando a doença está em fase mais avançada e incluem:

  • Edema cerebral;
  • Hemorragia gastrointestinal;
  • Infecção por bactérias ou fungos;
  • Edema pulmonar;
  • Insuficiência renal.

Essas complicações devem ser tratadas imediatamente, pois se não forem revertidas ou controladas a tempo, podem colocar a vida em risco.

Como prevenir

Algumas medidas podem ajudar a evitar ou reduzir o risco de danos no fígado que podem causar a insuficiência hepática como:

  • Evitar tomar medicamentos sem recomendação médica;
  • Evitar usar plantas medicinais sem a orientação de um profissional de saúde;
  • Evitar consumir bebidas alcoólicas em excesso;
  • Vacinar contra a hepatite;
  • Praticar sexo seguro;
  • Evitar o uso de drogas ilícitas e o compartilhamento de seringas;
  • Manter o peso saudável.

Além disso, ao usar inseticidas e outros produtos químicos tóxicos, é importante cobrir a pele com luvas, macacão com mangas compridas, chapéu e máscara, para evitar a absorção dos produtos pela pele que podem causar a insuficiência hepática.

Источник: https://www.tuasaude.com/insuficiencia-hepatica/

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