INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA

Doença Renal Crónica

INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA

Entende-se por insuficiência renal a perda de função renal. Habitualmente produz-se em ambos ao mesmo tempo, sendo importante destacar que um só rim, sem problemas, é suficiente para manter uma função completamente normal.

A insuficiência renal pode ser aguda, quando aparece de forma brusca, tendendo normalmente a recuperar, e crónica, quando a falência dos rins se produz de forma lenta e progressiva, sem possibilidades de recuperação.

Que doenças podem provocar uma insuficiência renal crónica?

A doença inicial dos rins pode ser muito diferente de uns doentes para outros, mas normalmente pioram de forma semelhante e os cuidados que são necessários variam muito pouco.

Na tabela I estão consignados a maior parte dos grupos de doenças que podem acabar em insuficiência renal crónica. No entanto, isto não significa que estas doenças tenham de provocar obrigatoriamente uma insuficiência renal, especialmente se é feito um tratamento adequado.

Tabela I

  • Glomerulonefrite
  • Pielonefrite
  • Rins poliquísticos
  • Diabetes
  • Hipertensão arterial

Quando aparecem os primeiros sintomas de insuficiência renal?

O rim é um órgão com grande reserva funcional, quer dizer, é capaz de se adaptar à perda progressiva da sua função. Isto significa que os sintomas da doença só aparecem quando a diminuição da função renal já é muito grande.

Um doente com insuficiência renal crónica pode estar sem sintomas até que a função renal seja 15-20% dos valores normais. No entanto, esta situação não quer dizer que não se deva recorrer ao nefrologista imediatamente.

Pelo contrário, quando for diagnosticada uma das doenças acima mencionadas, que sabemos poderem progredir para insuficiência renal crónica, deve-se consultar quanto antes um especialista para se obterem dois grandes objectivos:

  • Atrasar, ao máximo, a progressão da doença
  • Manter-se nas melhores condições físicas

O que me acontece quando sofro de insuficiência renal crónica?

O cansaço progressivo, a debilidade generalizada e a fadiga ao realizar esforços pequenos ou moderados são alguns dos sintomas que aparecem em primeiro lugar. São a consequência da anemia, habitual na insuficiência renal. Outras vezes, observa-se uma insónia progressiva, de tal modo que o doente tem de tomar medicação para dormir como antes.

Com bastante frequência, quando a insuficiência renal é grande, surgem sintomas digestivos, entre os quais se destaca a perda do apetite. Dois factores, que para isso contribuem, são as náuseas que se produzem perante a comida e a halitose, dando lugar à recusa dos alimentos. Outras vezes, depois de comer, podem existir vómitos alimentares.

O rim é o órgão que se encarrega de eliminar a maior parte dos líquidos que sobram ao organismo. Por isso, quando há insuficiência renal, produz-se uma tendência para acumulação de líquidos ou edemas, mais abundantes nas pernas à medida que o dia avança, e na face nas primeiras horas da manhã, ao acordar.

O aumento de tensão arterial ou hipertensão é muito frequente, de tal forma que, em fases muito avançadas da insuficiência renal, até 90% dos doentes podem ter uma tensão arterial elevada. As consequências desta alteração são muito variáveis.

Em alguns doentes só produzem cefaleias ou dores de cabeça mas outros, com hipertensão mais grave, podem padecer de fadiga importante perante pequenos esforços (por exemplo subir as escadas de um piso), necessidade de levantar-se de noite para urinar várias vezes (nictúria) ou, inclusive, a necessidade de dormir com várias almofadas (ortopneia).

Alguns doentes têm prurido generalizado na pele,(que os obriga a coçar permanentemente), e ao mesmo tempo a pele está seca e mais pálida.

Outros sintomas, muito menos frequentes, incluem as alterações menstruais em mulheres jovens e uma tendência para as hemorragias na pele ou perdas de sangue pelo aparelho digestivo.

Como é que o médico sabe que tenho uma insuficiência renal?

O médico pode solicitar algumas análises de sangue e urina que lhe permitem conhecer o grau da função renal do doente, bem como outras análises que o ajudem a controlar adequadamente os problemas já comentados.

Outro aspecto que é premente ter em conta é um bom controlo da tensão arterial.

Embora os níveis adequados da tensão arterial sejam diferentes em cada caso – a idade e outros factores -, recomendam-se valores inferiores a 140/90 mm Hg (14/9 em centímetros) para todas as populações.

Entre as análises destacam-se a creatinina e a depuração da creatinina, as quais são os parâmetros que o nefrologista usa habitualmente para medir a função renal.

Em circunstâncias normais, o valor habitual da creatinina no sangue vai até 1,5 mg/dL.

Considera-se que o doente tem insuficiência renal quando a sua creatinina sérica está acima deste valor, sendo tanto mais grave quanto maior este for.

O grau de anemia mede-se a partir do hematócrito e dos níveis de hemoglobina. Estes dados obtêm-se com uma análise de sangue e, para evitar sintomas importantes e consequências graves para o funcionamento do coração, é aconselhável que os níveis de hemoglobina sejam superiores a 11 g/dL e o hematócrito superior a 33%.

Outras análises que o nefrologista costuma requisitar incluem os níveis de cálcio e de fósforo, cujo controlo com a dieta e com alguns medicamentos é necessário para prevenir problemas nos ossos a longo prazo.

Nos doentes diabéticos é necessário manter um controlo rigoroso dos níveis de glucose, pois está demonstrado que isso minimiza os efeitos da Diabetes.

As análises de urina permitem valorizar as perdas de proteínas (proteinúria) existentes em alguns doentes, bem como a eliminação de sal e de outros produtos.

Que deve fazer o doente com insuficiência renal ou com uma doença que, com o tempo, a possa produzir?

É muito importante que seja controlado por um especialista, o nefrologista, que ajustará o tratamento a todos os momentos. Com o tratamento consegue-se:

  • Corrigir os problemas produzidos pelo mau funcionamento dos rins
  • Evitar que se produza a insuficiência renal ou, se esta existe, atrasar ou deter o seu avanço.

O tratamento inclui o regime alimentar e a medicação. Com a dieta ajuda-se a controlar a tensão arterial e diminui-se a acumulação de substâncias como a ureia, o fósforo ou o potássio, que os rins doentes não conseguem eliminar em quantidade suficiente.

Com isto os sintomas melhoram e pode-se atrasar ou deter a perda de funções dos rins. A medicação utiliza-se para controlar a tensão arterial, para fornecer as hormonas que o rim não é capaz de produzir ou para aliviar sintomas que possam aparecer, como os vómitos e a comichão.

Há recomendações que são válidas para a população em geral, como manter um peso normal, evitar o tabaco e o álcool, praticar regularmente exercício físico, etc.

Dieta

A quantidade de líquido que se deve beber varia consoante a quantidade de urina que se elimina diariamente. Há doenças do rim em que se urina muito e é necessário beber muita água.

Noutras, a quantidade é pequena e há que diminuir a quantidade de água e líquidos para que não se acumulem.

Apesar disso, muitas vezes, pode-se produzir retenção de líquidos (edemas), e o especialista pode receitar medicamentos que aumentem a eliminação de líquidos, chamados diuréticos.

Quando a tensão arterial é alta, deve eliminar-se o sal da alimentação e não comer enchidos ou conservas que tenham muito sal. Não se devem usar os ?sais de dieta? sem controlo médico pois, muitas vezes, contêm elementos prejudiciais.

Quando os rins funcionam a menos de metade do normal, não são capazes de eliminar as substâncias resultantes da utilização das proteínas, sobretudo as contidas na carne e no peixe. Neste momento será útil reduzir as proteínas da dieta, compensando-as com outros alimentos de forma que não se produza uma má nutrição.

O potássio também se pode acumular no sangue e deve ser vigiado. Quando está alto devem diminuir-se os alimentos ricos nele, como fruta, batatas e muitas das verduras.

As gorduras também se devem vigiar e, se estiverem alteradas no sangue, além de serem vigiadas na comida, pode ser necessária medicação para baixar os seus níveis.

Em situações especiais, como os diabéticos com insuficiência renal, há necessidade de ajustar as duas coisas, o controlo do açúcar e do rim.

Hipertensão arterial

Há muitas espécies de medicamentos para o controlo da tensão arterial, cabendo ao médico escolher a mais adequada para cada doente. Na maioria dos casos, isto dependerá da existência de outras doenças, além dos problemas renais, como diabetes, aterosclerose ou doenças das artérias coronárias.

O controlo da tensão arterial é muito importante, pois uma tensão alta vai produzindo danos em todas as artérias do organismo, sobretudo nas do cérebro, coração e rins. Uma subida brusca de tensão pode produzir hemorragias cerebrais que podem deixar sequelas.

Anemia

O especialista decidirá quando começar a tratar a anemia que acompanha, muitas vezes, a insuficiência renal e o que deve tomar.

Ossos

O cálcio e o fósforo são duas substâncias do organismo que sofrem alterações quando há insuficiência renal. O especialista também controlará o cálcio e o fósforo. Pode ser necessário tomar cálcio para evitar a dor óssea e, noutros casos, medicamentos que diminuam a absorção de fósforo no intestino, pois esta substância acumula-se quando os rins falham.

Também pode ser preciso o tratamento com vitamina D, que se fabrica normalmente no rim. Estes medicamentos são muito potentes, só se devendo tomar quando receitados por um especialista que os vigie.

Outros tratamentos

É muito frequente que o doente com insuficiência renal tenha outras doenças, relacionadas ou não com o problema do rim.

Quando é necessário tratá-las, é da maior importância saber que muitos medicamentos são eliminados pelo rim e, se este não funciona bem, podem reter-se no organismo e serem prejudiciais.

Por isso, em muitos casos, devem diminuir-se e, noutros, é melhor mudar para outra medicação que não seja eliminada pelo rim. Como regra geral, nunca se devem tomar medicamentos não receitados pelo médico; no caso do doente renal isso ainda é mais importante.

Em resumo

Actualmente existem tratamentos para prevenir e controlar a maioria das doenças do rim mas, para isso, é imprescindível consultar a tempo o nefrologista e seguir estritamente as suas indicações.

” A informação médica fornecida nesta página tem apenas carácter formativo e educativo, não pretendendo nunca substituir as opiniões, conselhos e recomendações de qualquer profissional da saúde.

As decisões relativas à saúde do doente devem ser tomadas pelo profissional de saúde, tendo em conta as características únicas de cada doente. NÃO TOME MEDICAMENTOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO POIS TAL PODE PREJUDICAR A SUA SAÚDE.

As informações contidas neste site destinam-se a pessoas residentes em Portugal.”

Источник: https://gid.min-saude.pt/irc.php

Quais são os principais sintomas da doença renal?

Frequentemente, os estadios iniciais da DRC não apresentam sintomas ou estes são muito reduzidos. Neste estadio, pode sentir-se a necessidade acrescida de urinar durante a noite (nictúria). Esta situação encontra-se relacionada com a diminuição da capacidade dos rins de reabsorverem a água e concentrar a urina.

Os doentes com insuficiência renal apresentam muitas vezes hipertensão arterial associada à incapacidade dos rins eliminarem o excesso de sal e de água.

Outros sintomas que poderão estar presentes são: edema (inchaço) nos olhos e membros inferiores ao acordar; fadiga causada por anemia; prurido, fraqueza muscular e cãibras originadas pela acumulação de substâncias tóxicas no sangue; alterações gastrointestinais como perda deapetite, náuseas, vómitos, inflamação da mucosa oral (estomatite) e um sabor desagradável na boca (sabor metálico ou a amoníaco). Estes sintomas podem levar à desnutrição e à perda de peso. De salientar que alguns destes sintomas poderão apenas surgir em fases mais avançadas da doença.

Como posso saber se tenho doença renal?

Se pensa que pode ter sintomas associados à doença renal ou que pode estar em risco, considere marcar um rastreio renal com o seu médico. Como se trata de uma doença com poucos sintomas, a maioria das pessoas com doença renal crónica não sabe que é portadora desta doença.

Daí a importância do seu rastreio ativo, através de análises ao sangue ou à urina, para permitir o diagnóstico precoce.

Os doentes com hipertensão arterial, diabetes, obesidade e história familiar de doença renal, são populações de risco para o desenvolvimento desta doença, pelo que devem realizar rastreios com maior regularidade.

Источник: https://www.davita.pt/pt/doenca-renal-cronica

Insuficiência renal crônica: sintomas, tratamentos e causas

INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA

A insuficiência renal crônica, também chamada de doença renal crônica, é a perda lenta do funcionamento dos rins, cuja principal função é remover os resíduos e o excesso de água do organismo.

Causas

A insuficiência renal crônica ocorre quando uma doença ou outra condição de saúde prejudica a função renal, causando danos aos rins – que tendem a agravar-se ao longo de vários meses e até mesmo anos.

Doenças e condições que geralmente causam a doença renal crônica incluem:

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  • Diabetes dos tipos 1 e 2
  • Hipertensão
  • Glomerulonefrite, que é a inflamação dos glomérulos, unidades funcionais dos rins, onde ocorre a filtragem do sangue
  • Nefrite intersticial
  • Doença do rim policístico e outras doenças congênitas que afetam os rins
  • Obstrução prolongada do trato urinário, que acontece graças a condições específicas, como a hiperplasia prostática, pedras nos rins e alguns tipos de câncer
  • Refluxo vesicoureteral
  • Infecção renal recorrente, também chamada de pielonefrite
  • Doenças autoimunes
  • Lesão ou trauma aos rins
  • Uso excessivo de analgésicos e outros medicamentos
  • Uso de algumas substâncias químicas tóxicas
  • Problemas nas artérias dos rins
  • Nefropatia de refluxo

A insuficiência renal crônica leva a um acúmulo de líquidos e resíduos no organismo. Essa doença afeta a maioria dos sistemas e funções do corpo, inclusive a produção de glóbulos vermelhos, o controle da pressão arterial, a quantidade de vitamina D e a saúde dos ossos.

Fatores de risco

Os fatores que podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver insuficiência renal crônica incluem:

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Sintomas de Insuficiência renal crônica

A doença renal crônica piora lentamente com o tempo. Nos primeiros estágios, pode ser assintomática. A perda de função, geralmente, demora meses para ocorrer.

Ela pode ser tão lenta que os sintomas não aparecem até que o funcionamento dos rins seja menor que um décimo do normal.

Ou seja, quando a pessoa perceber, ela já costuma estar com o funcionamento dos rins completamente comprometido.

Os primeiros sintomas da insuficiência renal crônica, em geral, também ocorrem com frequência em outras doenças e podem ser os únicos sinais da insuficiência renal até que ela esteja em estágio avançado.

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Os sintomas podem incluir:

Outros sintomas podem aparecer, principalmente quando o funcionamento dos rins piora, incluem:

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  • Pele anormalmente clara ou escura
  • Dor nos ossos
  • Sonolência e confusão
  • Dificuldade de concentração e raciocínio
  • Dormência nas mãos, pés e outras áreas do corpo
  • Espasmos musculares ou cãibras
  • Mau hálito
  • Fácil aparição de hematomas, hemorragia ou sangue nas fezes
  • Sede excessiva
  • Soluços frequentes
  • Baixo nível de interesse sexual e impotência
  • Interrupção do período menstrual (amenorreia)
  • Distúrbios do sono, como insônia, síndrome das pernas irrequietas e apneia noturna
  • Inchaço de mãos e pernas (edema)
  • Vômitos, normalmente pela manhã

Buscando ajuda médica

Procure ajuda médica se você apresentar quaisquer sinais ou sintomas de insuficiência renal crônica.

Se você tiver uma condição médica que aumenta o risco de doença renal crônica, o médico deverá fazer monitoramento constante da pressão arterial e da função renal por meio de exames de sangue e de urina, que deverão ser feitos com regularidade, bem como as consultas, que devem obedecer a uma periodicidade.

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Na consulta médica

Marque uma consulta com um nefrologista, que é o médico especialista em rins. No consultório, descreva todos os seus sintomas e procure esclarecer todas as suas dúvidas também. Responda adequadamente às perguntas que o médico poderá lhe fazer. Vejas exemplos:

  • Quando os sintomas começaram?
  • Seus sintomas são frequentes ou ocasionais?
  • Qual a intensidade de seus sintomas?
  • Você tomou alguma medida para aliviar os sintomas? Qual? Funcionou?

Diagnóstico de Insuficiência renal crônica

A hipertensão está quase sempre presente durante todos os estágios da doença renal. Um exame neurológico pode mostrar sinais de dano nervoso. O médico pode escutar, com a ajuda de um estetoscópio, ruídos anormais no coração ou nos pulmões.

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O exame de urina pode, ainda, mostrar proteínas ou outras alterações. Essas alterações podem aparecer de seis meses a dez anos ou mais, antes do aparecimento dos sintomas.

Os exames que verificam o funcionamento dos rins abrangem:

  • Níveis de creatinina
  • BUN (nitrogênio ureico no sangue)
  • Depuração de creatinina

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A insuficiência renal crônica altera os resultados de vários exames. Cada paciente necessita verificar os níveis de alguns sais e minerais presentes no sangue regularmente, com a frequência de dois a três meses aproximadamente, com a realização de um hemograma completo e de um exame para checagem de colesterol. Veja as substâncias cujos níveis essa doença costuma prejudicar:

  • Potássio
  • Sódio
  • Albumina
  • Fósforo
  • Cálcio
  • Magnésio
  • Eletrólitos

As possíveis causas da insuficiência renal crônica podem ser identificadas em:

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  • Tomografia computadorizada abdominal
  • Ressonância magnética abdominal
  • Ultrassom abdominal
  • Ultrassom renal

O médico pode, ainda, retirar uma pequena amostra do tecido que reveste os rins para análise laboratorial. Esse teste pode ajudar, também, a identificar as possíveis causas da insuficiência renal crônica.

Tratamento de Insuficiência renal crônica

Controlar a pressão arterial é a chave para atrasar a maior parte dos danos causados pela insuficiência renal crônica. O objetivo desta fase do tratamento é manter a pressão arterial abaixo de 130/80 mmHg.

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Outros tratamentos podem incluir:

  • Medicamentos especiais usados para ajudar a impedir que os níveis de fósforo no sangue fiquem muito altos
  • Tratamento para anemia, com adição de ferro à dieta, uso de suplementos orais de ferro, injeções intravenosas para suprir a necessidade dessa substância na corrente sanguínea e transfusões de sangue
  • Suplementos de cálcio e de vitamina D

Alterações na rotina e nos hábitos diários e alimentares também devem ocorrer. Aliados ao tratamento médico, essas adaptações à atual condição são essenciais para garantir a qualidade de vida do paciente.

O momento para começar a diálise depende de diferentes fatores, como os resultados dos exames de laboratório, a gravidade dos sintomas e a disposição do paciente para as sessões.

O paciente deve começar a se preparar para a diálise antes que ela seja efetivamente necessária. A preparação envolve aprender sobre a diálise e os tipos existentes, além dos procedimentos que devem ser realizados antes das sessões

O transplante de rim surge como uma das últimas opções para um paciente de insuficiência renal crônica.

Medicamentos para Insuficiência renal crônica

Os medicamentos mais usados para o tratamento de insuficiência renal crônica são:

  • Aradois
  • Bicarbonato de Sódio
  • Captopril
  • Cloridrato de Dopamina
  • Diurix
  • Hidroclorotiazida
  • Hemax Eritron
  • Noripurum EV

Os medicamentos contraindicados para insuficiência renal crônica são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo/ Prognóstico

Medidas caseiras devem ser tomadas em conjunto com o tratamento médico. Veja algumas dicas:

  • Não fume
  • Alimente-se de uma dieta com pouca gordura e colesterol
  • Faça exercícios leves e moderados regularmente
  • Tome medicamentos para reduzir o colesterol, se for necessário
  • Mantenha sua glicemia sob controle

Mudanças na dieta também deverão acontecer. Confira:

  • Limite a ingestão de líquidos
  • Seu médico poderá recomendar uma dieta com pouca quantidade de proteína
  • Pode ser necessário reduzir o sal, o potássio e outros eletrólitos também
  • É importante seguir uma dieta em que você possa obter calorias suficientes, principalmente se estiver perdendo peso

Complicações possíveis

Insuficiência renal crônica pode levar a complicações de saúde graves, como:

  • Anemia
  • Hemorragia gástrica ou intestinal
  • Dor nos ossos, nas articulações e nos músculos
  • Alterações da glicemia
  • Danos aos nervos de pernas e braços (neuropatia periférica)
  • Demência
  • Acúmulo de líquido ao redor dos pulmões (derrames pleurais)
  • Insuficiência cardíaca congestiva
  • Doença arterial coronariana
  • Hipertensão
  • Pericardite
  • Derrame
  • Níveis altos de fósforo
  • Níveis altos de potássio
  • Hipertireoidismo
  • Maior risco de infecções
  • Lesões ou insuficiência hepática
  • Desnutrição
  • Abortos espontâneos e infertilidade
  • Convulsões
  • Debilidade dos ossos e maior risco de fraturas

Insuficiência renal crônica tem cura?

Muitas pessoas somente são diagnosticadas com insuficiência renal crônica quando já perderam grande parte da função dos rins.

Não há cura para a doença renal crônica. Quando não tratada, ela normalmente evolui para falência renal terminal, que pode levar à morte. O tratamento durante toda a vida pode ajudar controlar os sintomas da doença renal crônica.

Doença renal

INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA

A insuficiência renal consiste na deterioração da função renal. A doença pode ser crónica ou aguda. Trata-se de uma doença crónica se a perda de função renal se instala lentamente e evolui há mais de três meses, podendo ser aguda se a sua instalação é inferior a esse período. 

A creatinina sérica é um marcador simples da função dos rins. Valores elevados de creatinina, acima de 1.2 mg/dl nos adultos ou de 0.8 mg/dl nas crianças com mais de 5 anos, indicam insuficiência renal. Tal como a creatinina, existem outras substâncias (por exemplo, a ureia, o potássio e o fósforo) que por deficiência de filtração “renal” (glomerular) aumentam no sangue.

Frequentemente os doentes renais questionam se têm só um rim com deficiência (unilateral) ou se são os dois (bilateral). As situações de insuficiência renal aguda ou crónica implicam deficiência dos dois rins.

Se um dos rins estiver a funcionar normalmente compensa a deficiência do outro, aumentando mesmo a sua dimensão (rim vicariante).

Um bom exemplo disso mesmo é o transplante renal em que se insere apenas um rim em cada receptor, alcançando uma função renal “normal” nas situações em que o procedimento decorre dentro da normalidade.

A fase mais avançada da insuficiência renal, quando o “rim pára de funcionar” (insuficiência renal terminal ou final), implica a substituição da função renal por diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal) ou, eventualmente, por transplante renal. Veja mais informação em tratamento da insuficiência renal.

A insuficiência renal é uma doença frequente, sendo responsável por gastos consideráveis e crescentes nos orçamentos de saúde. Apresenta um amplo leque de alterações clínicas e analíticas que exigem a implementação de estratégias para a sua prevenção, deteção precoce e tratamento. Neste sentido, as sociedades de nefrologia, nacionais e internacionais, têm sido proativas.

Insuficiência renal aguda

Dizemos que estamos perante uma insuficiência renal aguda quando a sua instalação é relativamente precoce, inferior a três meses. Pode ser reversível, se for tratada de forma adequada e atempada.

A insuficiência renal crónica agudizada consiste na instalação de uma insuficiência renal aguda num doente com insuficiência renal crónica.

Insuficiência renal crónica

Dizemos que estamos perante uma insuficiência renal crónica (IRC) quando é possível determinar que já existia insuficiência renal há mais de três meses.

A denominação desta entidade foi alterada para doença renal crónica já que existem situações de doença/lesão renal sem insuficiência. São exemplos dessas situações: a albuminúria/ proteinúria, alterações do sedimento urinário, alterações ecográficas renais, lesões anátomo-patológicas renais em biópsia renal ou até um transplante renal.

Estádios de insuficiência renal crónica

A doença renal crónica apresenta vários estádios ou fases, causas e graus de albuminúria. Os estádios de insuficiência renal crónica são os seguintes:

Estádio 1 – Filtrado glomerular >= 90 – função renal normal ou elevada;

Estádio 2 – Filtrado glomerular de 60 a 89 – função renal com diminuição ligeira ou leve;

Estádio 3a – Filtrado glomerular de 45 a 59 – função renal com diminuição ligeira a moderada;

Estádio 3b – Filtrado glomerular de 30 a 44 – função renal com diminuição moderada a severa;

Estádio 4 – Filtrado glomerular de 15 a 29 – função renal com diminuição severa;

Estádio 5 – Filtrado glomerular 90 ml/minuto; mulheres > 80 ml/minuto).

Também se podem utilizar fórmulas para calcular a depuração de creatinina evitando a recolha de urina de 24 horas que frequentemente não é efetuada de forma correta ou não é exequível;

  • Os sinais e sintomas de doença renal crónica devem conduzir a uma avaliação da função renal (creatinina e ureia séricas, bem como a depuração de creatinina com recurso a fórmulas matemáticas ou com recolha da urina de 24 horas como já se descreveu);
  • Valores elevados de potássio sérico não são indispensáveis ao diagnóstico;
  • Outras alterações analíticas comuns da doença renal crónica em estádios avançados (3 a 5) são a anemia, acidose metabólica, baixa do cálcio sérico e elevação da paratormona;
  • A análise sumária de urina pode revelar albuminúria e o sedimento urinário pode apresentar alterações como hematúria e cilindros eritrocitários;
  • A ecografia renal é o exame indicado para avaliação imagiológica inicial na suspeita de doença renal crónica. Pode revelar diminuição de tamanho dos rins, embora na diabetes mellitus essa alteração possa não existir mesmo em estádios avançados de IRC. Outra alteração ecográfica típica da doença renal crónica é a diminuição de diferenciação entre o córtex e a medula renal. Surgindo múltiplos quistos renais bilaterais podemos estar em presença de uma doença poliquística.
  • A referenciação precoce do paciente com insuficiência renal crónica às consultas de nefrologia tem-se repercutido numa melhoria do seu seguimento, com implicações no atraso da sua progressão bem como na terapêutica adequada das diversas complicações da insuficiência renal crónica.

    Complicações da insuficiência renal

    As complicações da insuficiência renal são variadas, desde alterações hídricas e electrolíticas como a elevação do potássio sérico, acidose metabólica, hiper-hidratação (edemas, hipertensão arterial, congestão pulmonar), hipocalcemia e hiperfosfatemia.

    Outros sinais e sintomas da insuficiência renal já foram previamente descritos, como sejam: anorexia, náuseas, vómitos e astenia. Estas alterações têm como consequência a desnutrição do doente insuficiente renal, com frequência.

    A doença óssea metabólica associada a insuficiência renal crónica é frequente e manifesta-se por alterações do metabolismo do fósforo e do cálcio mas também por alterações estruturais dos ossos e das artérias, com destaque para a osteodistrofia e a calcificação das artérias coronárias, respetivamente.

    Insuficiência renal tem cura?

    A insuficiência renal crónica não tem “cura”. É muito importante e decisivo para o atraso da sua progressão e correto manuseamento, uma referenciação precoce às consultas de nefrologia.

    Já a insuficiência renal aguda pode ter “cura”. Nos casos de insuficiência renal aguda de origem tóxica (fármacos ou intoxicações), torna-se fundamental cessar a sua administração. Os anti- inflamatórios não esteróides, por exemplo, são uma causa frequente de insuficiência renal aguda.

    Tratamento da insuficiência renal

    O tratamento da insuficiência renal é diferenciado dependendo se a insuficiência é aguda ou crónica e do seu estádio ou evolução.

    Após a deteção de insuficiência renal crónica devem ser instituídas medidas para atrasar a sua progressão:

    • Controlo da hipertensão arterial;
    • Utilização de fármacos específicos para redução da proteinúria (inibidores da enzima de conversão da angiotensina ou bloqueadores da angiotensina II);
    • Evitar nefrotóxicos e de produtos de contraste intravenosos;
    • Alterações na dieta, através de restrição no consumo de proteínas (carne, o peixe, leite e derivados).
    • Deixar de fumar;
    • Tratamento de valores elevados do colesterol;
    • Tratamento da acidose metabólica com bicarbonato oral.

    A abordagem terapêutica (medicamentos ou remédio) da insuficiência renal crónica “pré-dialítica” (estádios 1 a 4) é múltipla porque se dirige a patologias e complicações diversas, já referidas. Deve ser orientada por nefrologistas, pelo menos dos estádios 3 ao 5.

    A insuficiência renal aguda é uma entidade que pode ser diagnosticada em ambulatório, mas em quase todas as situações relevantes os doentes encontram-se internados no hospital. A medicação efetuada nestes casos é, em muitos casos, idêntica à da IRC.

    O tratamento da insuficiência renal aguda grave e da insuficiência renal crónica estádio 5 pode implicar um tratamento de substituição da função renal, a diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal).

    No contexto da insuficiência renal aguda com implicação dialítica, a terapêutica mais habitual é a hemodiálise. Em ambiente de cuidados intensivos pode ser necessário utilizar outras formas de diálise, como por exemplo a hemofiltração.

    O tipo de diálise regular na insuficiência renal crónica estádio 5D deve ser decidida pelo próprio doente em consultas de nefrologia específicas.

    As opções mais habituais são a hemodiálise em centro privado ou a diálise peritoneal domiciliária.

    Em Portugal, segundo o registo da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, existiam 11514 doentes em hemodiálise e 751 em diálise peritoneal em 31/12/2015.

    A transplantação renal é considerada, no entanto, a melhor terapêutica da insuficiência renal crónica estádio 5. Segundo o referido registo de 2015 existiam em Portugal 6663 doentes com transplante renal funcionante. Nesse mesmo ano receberam um transplante renal 485 doentes. 

    Transplante na insuficiência renal

    O transplante renal implica uma cirurgia (operação) para a colocação de um rim de cadáver ou de um dador-vivo numa das fossas ilíacas. Esse espaço é considerado o espaço “divino” para este procedimento, dado que permite a vascularização e drenagem urinária do transplante com proximidade adequada em relação aos vasos ilíacos e bexiga do receptor.

    Este procedimento implica necessariamente o consentimento informado do doente.

    O transplante renal possui diversas vantagens, que se traduzem fundamentalmente numa melhor qualidade e quantidade de vida em comparação com a diálise, para recetores com idade inferior a 70 anos. No entanto, implica a utilização crónica de imunossupressores, pelo que se associa a algumas complicações como o risco aumentado de infeções e de neoplasias.  

    Dieta para insuficiência renal

    A nutrição na doença renal crónica obedece a orientações gerais, mas fundamentalmente deve ser individualizada.

    Nos casos de insuficiência renal aguda ou crónica com elevação de potássio sérico (risco de toxicidade cardíaca) a dieta inclui restrição de alimentos ricos nesse elemento como o feijão e as frutas. A sopa deve ser fervida em duas águas. As outras terapêuticas que removem potássio do sangue são a resina troca iões e a diálise.

    Numa tentativa de atrasar a progressão da doença renal crónica existem estudos relevantes que valorizam a restrição dietética de proteínas (carne e peixe, por exemplo).

    Existem outras alterações metabólicas que exigem a dieta individualizada na doença renal, como a hiperfosfatemia e a hiperuricemia. Assim, não é possível definir um “menu à la carte” para todos os doentes renais, ou seja, o plano alimentar deve ser individualizado e estipulado pelo médico nefrologista e pelo nutricionista para cada doente.

    Como prevenir a insuficiência renal?

    A insuficiência renal pode ser prevenida, essencialmente através das seguintes medidas:

    • Alteração do estilo de vida para prevenção de causas frequentes da insuficiência renal crónica, como a diabetes do tipo 2 ou a doença cardiovascular incluindo a hipertensão arterial;
    • A obesidade (excesso de peso) também pode estar associada com a insuficiência renal crónica. Deve ser alterado o estilo de vida de modo a evitar a obesidade;
    • Evitar a exposição a fármacos nefrotóxicos, com destaque para os anti-inflamatórios não-esteróides.

    Especialista em insuficiência renal

    Se procura um médico especialista em insuficiência renal / Nefrologia, veja mais informações na clínica ou médico Nefrologista no seu concelho.

    Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/medicina/nefrologia/insuficiencia-renal/

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