Isquemia cerebral: o que é, sintomas e tratamento

AVC isquêmico: sintomas, tratamentos, causas e sequelas

Isquemia cerebral: o que é, sintomas e tratamento

AVC isquêmico ou acidente vascular cerebral isquêmico se dá quando há uma obstrução da artéria, impedindo a passagem de oxigênio para as células cerebrais, que morrem – essa condição é chamada de isquemia.

A diferença do AVC isquêmico para o AVC hemorrágico é o que segundo decorre do rompimento de um vaso, e não de seu entupimento.

A obstrução da artéria pode acontecer por um trombo, que é um coágulo de sangue que se forma na parede do vaso sanguíneo, ou por um êmbolo, que nada mais é do que um trombo que se desloca pela corrente sanguínea até ficar preso em um vaso sanguíneo menor que sua extensão.

AVC: problema neurológico pode ser causado por hipertensão e diabetes

Tipos

Existem cinco tipos de AVC isquêmico:

AVC isquêmico lacunar: esse tipo de AVC isquêmico ocorre quando um trombo é formado em um pequeno vaso, devido a uma inflamação chamada lipo-hialinólise. É comum em pessoas que têm fatores de risco vasculares, como hipertensão.

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AVC isquêmico aterotrombótico: a principal causa desse AVC isquêmico é a aterosclerose, doença que causa a formação de placas nos vasos sanguíneos maiores, levando à oclusão do vaso ou à formação de êmbolos . É ocasionado, assim como no lacunar, pela presença de fatores de risco vasculares.

AVC isquêmico cardioembólico: esse tipo de AVC isquêmico ocorre quando o êmbolo causador do derrame parte do coração, no geral decorrente de doenças cardiovasculares, citadas abaixo.

AVC isquêmico de outra etiologia: esse tipo de AVC isquêmico é mais comum em indivíduos jovens, podendo estar relacionado a distúrbio de coagulação do sangue, doença que deixa o sangue mais espesso, a inflamação dentro do vaso sanguíneo(vasculite) e a fragilidade da parede dos vasos que levam sangue ao cerebro(dissecção).

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AVC isquêmico criptogênico: quando a causa do AVC isquêmico não foi determinada, mesmo após uma investigação extensa.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco do AVC isquêmico são:

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As principais doenças cardiovasculares conhecidas que afetam o fluxo sanguíneo são:

Arritmias cardíacas, como fibrilação atrial;Doenças das válvulas cardíacas, como prolapso da válvula mitral ou estenose de válvula cardíaca;Endocardite, que é a infecção das valvas do coração;Forame oval patente, que é um defeito cardíaco congênito;Insuficiência cardíaca;Infarto agudo do miocárdio.

Sintomas de AVC isquêmico

Os sintomas do AVC isquêmico se caracterizam por uma perda neurológica súbita, tais como:

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  • Perda de força súbita de um dos lados do corpo, geralmente braço e perna. Quando a paralisia é parcial, é chamada paresia. Se o paciente fica paralisado completamente de um lado, ele está hemiplégico
  • Paralisia facial, quando a pessoa há assimetria do sorriso
  • Sintomas sensitivos, como dormência de uma lado do corpo
  • Alteração da fala. A pessoa pode ter dificuldade de conseguir entender o que as pessoas falam ou conseguir dizer o que está pensando
  • Alterações visuais, como perder uma parte ou totalmente o campo visual
  • Tontura, levando a desequilíbrio e queda.

Buscando ajuda médica

Na presença de qualquer um dos sintomas de derrame citados, é importante ir a um pronto-socorro imediatamente, não sendo necessário esperar um resgate, quando for demorar.

Isso porque quanto mais rápido se dá o tratamento, menores são as sequelas decorrentes do AVC isquêmico.

Também é importante ter preferência por hospitais que são conhecidamente preparados para receber um paciente em situações agudas do AVC.

A escala pré-hospitalar de AVC deverá ser aplicada para reconhecer os sinais mais frequentes, caso o paciente não esteja com um quadro claro. Dos três itens avaliados, um sinal positivo (com início súbito) é suficiente para suspeitar de um AVC isquêmico:

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  • Face: o socorrista pedirá para o paciente dar um sorriso, para verificar se há desvio da boca
  • Força: ele pedirá ao paciente para levantar os dois braços e verá se um deles cai por falta de força
  • Fala: será solicitado ao paciente dizer uma frase qualquer, como “o céu é azul”, para verificar se não há qualquer alteração.

Alguns exames podem ser feitos, durante a internação, para ajudar no diagnóstico do tipo de AVC (isquêmico ou hemorrágico), bem como o que o ocasionou:

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Tratamento de AVC isquêmico

Quando você tem um AVC isquêmico, o suprimento de sangue e oxigênio a uma parte do seu cérebro é reduzido e as células cerebrais ficam danificadas e podem morrer.

Quando isso acontece, as partes do corpo controladas por essas células podem não funcionar. A perda de função pode ser leve ou grave, temporária ou permanente. Isso depende de onde e como a parte do cérebro foi danificada e a rapidez com que o fornecimento de sangue foi devolvido para as células afetadas.

O essencial do tratamento do AVC isquêmico é que a busca pelo médico seja feita o mais rápido possível.

Na maioria das emergências hoje tem um medicamento chamado alteplase (rt-PA), que deve ser aplicado em até quatro horas e meia após o início dos sintomas.

Este medicamento, age deixando o sangue mais fino, a fim de dissolver o trombo formado, o que diminui o risco de sequelas do AVC isquêmico e reduz mortalidade.

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Além da medicação, existe um tratamento, que pode ser feito até 8 horas após o início do AVC isquêmico, chamado de trombectomia, que consiste na remoção do trombo da artéria, sendo necessário que o hospital tenha um serviço com neurorradio intervencionista.

Após o tratamento de emergência para AVC isquêmico, quando a condição se estabilizou, o tratamento se concentra na prevenção de outro AVC e na reabilitação das sequelas, com fonoterapeura,fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, e por vezes fisiatra.

Convivendo/ Prognóstico

Durante a recuperação do AVC isquêmico, pode ser preciso aprender a gerir:

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  • Perda de movimento ou sensibilidade de uma ou mais partes do corpo
  • Espasmos musculares
  • Problemas de fala
  • Deglutição e problemas alimentares
  • Raciocínio e problemas de memória
  • Problemas na bexiga e intestino

Complicações possíveis

Entre as principais sequelas do AVC isquêmico, podemos destacar:

  • Déficit motor: ocorre quando a área afetada pelo AVC é aquela responsável pelos movimentos do nosso corpo, sendo o lado esquerdo do cérebro responsável pelos movimentos do lado direito e vice-versa. É importante a realização de fisioterapia e terapia ocupacional precoce, a fim de reinserir a pessoa nas atividades do dia a dia
  • Déficit sensitivo: diversas áreas do cérebro estão relacionadas à sensibilidade. Quando há lesão de uma delas a pessoa deixa de sentir um lado do corpo. Uma atividade que pode ajudar na recuperação da sensibilidade é expor a área afetada a diferentes materiais, como esponjas, papéis, madeira, lixas ásperas e etc.
  • Afasia: quando o AVC ocorre na área do cérebro correspondente à linguagem(broca e wernicke), é comum o paciente sofrer com a afasia. Ela pode ser dividida basicamente em dois grandes grupos: afasia de expressão (quando o paciente entende o que você fala, mas é incapaz de se expressar pela linguagem falada) e de compreensão (quando ele consegue se expressar de todas as formas, mas não entende o que lhe é dito). É fundamental o trabalho do fonoaudiólogo
  • Apraxias: o paciente de AVC com apraxia perde a capacidade de se expressar por gestos e mímicas e de realizar tarefas motoras em sequências. Por exemplo: a incapacidade de fazer gestos que tenham um significado pré-definido, como o sinal de silêncio, acenar para dar oi ou levantar o polegar em sinal positivo. Nesses casos o paciente precisa reaprender a fazer esses processos. É necessário ensinar novamente essa sequência de movimentos, que deve ser lembrada e exercitada
  • Negligência: decorrente de lesões no hemisfério cerebral não dominande, que na maioria da população é o lado direito. Essa sequela diz respeito a pessoa que negligencia uma parte ou um lado se seu corpo, como se aquele segmento não pertencesse à pessoa. É fundamental estimular o lado afetado do corpo para reduzir a sequela
  • Agnosia visual: entende-se por agnosia visual a incapacidade da pessoa de reconhecer objetos e pessoas através da visão, apesar de essa não ter sido comprometida. Dependendo do grau da lesão, a pessoa pode inclusive não reconhecer mais rostos. É importante exercitar esse lado do paciente, apresentando-o para novos objetos, sempre com muita paciência – uma tática é começar por objetos que faziam parte do cotidiano do paciente antes do AVC
  • Déficit de memória: ocorre quando a região temporal do cérebro é afetada. No geral a pessoa perde a capacidade de lembrar eventos recentes, recordando apenas episódios passados
  • Lesões no tronco cerebral: no tronco cerebral estão localizados centros responsáveis por atividades vitais, como a respiração. Lesões nesta região podem deixar sequelas graves e até mesmo levar à morte. Pacientes com esse tipo de sequela podem apresentar também paralisia nos dois lados do corpo, estrabismo e dificuldades para engolir – cada ponto sendo tratado por sua especialidade específica
  • Alterações comportamentais: Ocasionados por uma lesão na parte frontal do cérebro, as alterações comportamentais são comuns em vítimas de AVC. O indivíduo geralmente passa por quadros de agitação e quadro de apatia, passando por sintomas como perda de iniciativa ou explosões de raiva sem causa aparente. Os cuidadores devem buscar orientação médica, pois em alguns casos pode ser necessário que o paciente seja medicado
  • Depressão: A doença funciona exatamente como a depressão comum, porém se inicia após o AVC. Os sintomas são iguais aos da depressão comum – tristeza, apatia, sono inadequado, transtornos alimentares, entre outros – e pede um tratamento especializado com um psicólogo e com um neurologista ou psiquiatra
  • Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT):é comum em indivíduos com AVC. Sintomas que ajudam a identificar o problema são pesadelos persistentes e tendência do paciente a evitar lembranças do evento.

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Referências

Renato Mendonça, neurologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica

Roberto Giraldez é cardiologista do Instituto do Coração (InCor) do Hospital da Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP)

André Felício, neurologista doutorado pela UNIFESP/SP, pós-doutorado pela UBC/Canadá, médico e Pesquisador do Hospital Israelita Albert Einstein de São Paulo

Sociedade Brasileira de Cardiologia

Ministério da Saúde

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/avc-isquemico

AVC Isquêmico

Isquemia cerebral: o que é, sintomas e tratamento

Por Maramélia Miranda ** (Atualizado em Agosto de 2020).

O AVCi ou Acidente Vascular Cerebral Isquêmico, é o mesmo que uma isquemia cerebral, ou derrame.

É o tipo de AVC mais comum, que acontece por causa da obstrução de um vaso (artéria) dentro do cérebro, interrompendo o fluxo de sangue naquele local, e fazendo com que a área cerebral irrigada por aquele vaso morra, levando aos sintomas de AVC.

O AVCi pode ter um tamanho pequeno, com sintomas reversíveis para alguns, ou pode ser uma tragédia na vida de outra pessoa, e dos familiares deste indivíduo afetado, mudando completamente a vida e a realidade daquela pessoa e de sua família!

Fatores de risco para o AVC Isquêmico

Os fatores de risco mais conhecidos são: idade (mais frequente quanto maior a idade), genética (história familiar de muitos casos de Acidente Vascular Cerebral – AVC ou doença cardíaca), tabagismo, sedentarismo, diabetes, aumento de colesterol ou triglicérides, ser portador de doenças cardíacas, arritmia cardíaca ou infarto do coração prévio.

Entretanto, os jovens e adultos mais jovens que não tem nada disso, e até mesmo crianças, também podem ter um AVCi. Nestes casos (dos jovens e crianças), a pesquisa do que causou o AVCi deve ser muito mais detalhada.

As causas mais frequentes de AVCi em jovens são as dissecções arteriais nas artérias do pescoço, o forame oval patente, uso de medicações tóxicas ou drogas ilícitas, e casos de AVC relacionados a crises de enxaqueca.

Entre os fatores de risco mais importantes para uma pessoa ser apontada como de risco para ter um AVC, alguns podem ser controlados e outros não…

Fatores de risco que não podem ser mudados…

  • História familiar de AVC, cardiopatia, infarto; ou o próprio indivíduo ter tido um AVC ou AIT no passado
  • Idade: maiores de 55 anos; quanto maior a idade, maior o risco de ter AVC;
  • Etnia: algumas raças em especial são mais propensas a ter AVC (orientais, hispânicos, afro-descendentes, raça negra); em brancos, maior risco de obstruções das carótidas por placas de gordura.
  • Sexo: sabe-se que os homens tem risco maior do que mulheres; entretanto, mulheres mais velhas podem ter maiores complicações decorrentes de AVC e procedimentos de stents nas carótidas.

Fatores de risco que podem ser tratados (podemos interceder, tratando, prevenindo doenças ou mudando estilo de vida)

  • Obesidade
  • Sedentarismo
  • Uso excessivo de álcool
  • Tabagismo (ativo ou passivo)
  • Colesterol alto (níveis superiores a 200mg/dL de colesterol total)
  • Diabetes
  • Síndrome da apneia do sono
  • Arritmia cardíaca, em especial a fibrilação atrial
  • Uso de drogas, como cocaína ou metanfetaminas
  • Hipertensão arterial. Vejam só: Este é o principal fator de risco onde podemos intervir, e de maior impacto para prevenir AVCs. Cada redução em 5mmHg da PA sistólica (número maior do índice de PA) reduz em cerca de 25% o risco de se ter um AVC. Ou seja, se você costuma ter PA de 14/9 mmHg, e seu médico ajustar os seus remédios da pressão para manter em 135mmHg de PA máxima, teoricamente está reduzindo seu risco de um AVC em 25%!!! É bastante coisa!!!!

Sintomas

O mais importante:::: Os sintomas do AVC Isquêmico sempre, ou quase sempre, ocorrem subitamente, de um minuto para o outro, sem avisar.

Geralmente a pessoa ou familiar sabe exatamente em que horário começou, o que estava fazendo na hora do início (exceto nos casos em o paciente tem o AVC ou AIT estando sozinho e é encontrado desmaiado por testemunhas). Às vezes, o AVCi é precedido de sintomas transitórios, o que chamamos de AIT ou isquemia transitória.

A seguir, enumero os principais sintomas de um AIT (e também do AVC):::

  • Alteração súbita da fala, com dificuldade para completar as palavras ou frases, ou começar a ter a fala enrolada;
  • Alteração súbita da força num membro (braço ou perna) ou em um lado do corpo (braço e perna do mesmo lado), ou nas pernas, com fraqueza e diferença de força em relação ao lado normal;
  • Alteração súbita da sensibilidade em um lado do corpo;
  • Desvio da boca para um dos lados (a boca começa a “entortar”), de início súbito;
  • Alteração súbita e intensa do equilíbrio, com dificuldade de andar, náuseas e vômitos junto ao sintoma do andar;
  • Alteração visual de início súbito – pode ser uma visão embaçada, tremida, visão dupla, visão ardendo de repente, perda ou embaçamento de um dos lados da visão;
  • Alteração súbita da audição, junto com náuseas, perda do equilíbrio e dificuldade de andar;
  • Sonolência de início súbito, com parada da fala;
  • Convulsões e sonolência excessiva vindo juntas e de forma súbita;

O que fazer na suspeita de um AVC Isquêmico

O mais importante: não ficar em casa, esperando os sintomas passarem (pois você pode estar perdendo tempo e CÉREBRO, com essa demora no tratamento)!!!!!!.

O paciente com esta suspeita deve ser levado imediatamente para um hospital, de preferência que tenha um setor de emergência com médico e tomografia disponível 24 horas por dia.

Isso faz toda a diferença, pois caso seja indicada a trombólise (tipo de tratamento para dissolver o coágulo em AVC isquêmico), é importante ter pelo menos a tomografia realizada até 3-4,5 horas do início dos sintomas.

Outro modo de ação que pode ser efetivo (dependendo da cidade e eficiência do SAMU…) é chamar o serviço de emergência do governo – SAMU, pelo fone 192. Mas tomem cuidado porque algumas cidades possuem este serviço muito eficiente, que chegam rapidamente no local do chamado, e outras não.

Portanto, caso você chame o SAMU e esteja demorando, não perca tempo: arrume um carro ou transporte e leve a pessoa IMEDIATAMENTE ao hospital.

Exames Necessários no AVC Isquêmico

Sempre na suspeita de um AIT ou AVC, na emergência, deve ser feita uma tomografia de crânio, para excluir se houve ou não hemorragia.

Depois, dependendo de caso a caso, o paciente pode ser internado para observação nos primeiros dias, e termina de fazer outros exames no hospital e depois em laboratórios.

Além da avaliação pelo médico neurologista, para avaliar se há alguma alteração neurológica, os exames mais comumente pedidos para estes casos são:

  • Exame físico. Feito pelo médico para avaliar os déficits neurológicos (paralisias) presentes, nível de glicemia, níveis de prassão arterial, temperatura, etc…
  • Exames de sangue. Na entrada do hospital, os principais são os exames de glicemia (açúcar) no sangue e testes de coagulação. Depois, a depender de caso a caso, outros testes são pedidos pelo neuro assistente.
  • Tomografia do crânio. Este é, sem dúvida, o principal exame na fase mais aguda (primeiras horas) do AVC. Ele é o único que pode diferenciar se estamos diante de um AVC isquêmico ou hemorrágico, e esta diferenciação nas primeiras horas é crucial e muda totalmente a abordagem médica.
  • Ressonância Nuclear Magnética do crânio. Trata-se de um exame mais sensível e apurado do que a Tomografia, que analisa e dá a extensão e locais exatos de onde ocorreu o AVC. Embora seja melhor do que a tomo, pela logística de sua realização e por não estar disponível em qualquer lugar, não é o exame de escolha para todos os casos.
  • Ultrassonografia das carótidas. Avalia se há alguma obstrução ou placa aterosclerótica, nestas artérias que passam no pescoço, e que são as responsáveis por levar sangue ao nosso cérebro.
  • Angiografia por tomo ou ressonância, dos vasos cerebrais e do pescoço. Este exame é muito importante para verificar a patência, se estes vasos estão livres, ou se apresentam alguma obstrução ao longo do seu trajeto do coração ao cérebro. Podem ser feitas pelos métodos de angiotomografia, angioressonância ou pelo convencional (mais invasivo), a arteriografia cerebral digital.
  • Ecocardiograma. Este é um ultrassom do coração, que avalia se as cavidades cardíacas estão normais ou apresentam alteração.
  • Holter de 24 horas. Este exame é importante nos pacientes mais idosos, quando há uma suspeita de AVC isquêmico por causa de alguma arritmia cardíaca, principalmente a temida fibrilação atrial.

Dependendo da idade, dos fatores de risco de cada paciente, de como foram os sintomas de cada caso, o neurologista pode precisar de outros exames para investigar cada caso.

Tratamento do AVC Isquêmico

Nas primeiras horas e dias – Fase aguda

A primeira coisa: a família ou o paciente não podem ficar esperando os sintomas que parecem um AVC passar. Em casa. Marcando bobeira.

Logo que sentir algo parecido ou suspeito de um AVC, corra ao hospital!!!!! Quanto mais rápido for reconhecido, mais rápido poderá ser tratado.

Na emergência, ou seja, nos primeiros minutos e horas de um AVC, o certo é correr ao hospital, entrar pela emergência e logo, em pelo menos 20-30 minutos da entrada do hospital, já ter feito a tomografia de crânio e ter sido avaliado pelo médico. Isso é uma emergência médica, pois as terapias feitas nas primeiras 3-6 horas de um AVC podem minimizar, ou até mesmo reverter totalmente sequelas neurológicas.

A realização rápida da tomografia é primordial, pois este exame é o principal para separar, diferenciar se o AVC foi isquêmico ou hemorrágico. Isso muda frontalmente o tratamento.

No caso do AVC Isquêmico, a terapia correta — isso se o paciente chegar até 4-4,5 horas do início dos sintomas — é dar o medicamento alteplase, que é um tipo de trombolítico que dissolve o coágulo e restabelece o fluxo de sangue no cérebro.

Desde fevereiro de 2015, após várias evidências contundentes de estudos clínicos com trombectomia, se o paciente com sintomas de AVCi tiver uma obstrução de uma grande artéria no crânio, como a cerebral média ou carótida interna, além do alteplase, o correto é levar este paciente IMEDIATAMENTE para a hemodinâmica, para fazer um cateterismo e desobstruir localmente o vaso.

Este procedimento, chamado de trombectomia, se mostrou um salvador de vidas e redutor importante de incapacidades e sequelas, tão comuns no AVCi. Infelizmente, ainda não dispomos da trombectomia atualmente (Junho de 2018) nos hospitais de atendimento pelo SUS. Apenas para pacientes atendidos em hospitais privados (atendimento por planos de saúde ou de forma particular).

… Depois que se descobre a causa do AVCi…

Quando já se investigou e descobriu a causa do AVC isquêmico, o medicamento a longo prazo dependerá principalmente da causa do AVCI ocorrido. Daí a importância de se ter ideia do que causou aquele evento e do paciente ser bem investigado.

O pilar principal de tratamento da maioria dos casos de AVC isquêmico é controlar bem os fatores de risco que podem ser controlados (baixar colesterol, diabetes, retirar o cigarro, excesso de álcool, reduzir obesidade, etc…), controlar muito bem a pressão arterial nos pacientes que tem pressão alta, e usar medicações que afinam o sangue, com a intenção de fazer o sangue circular melhor nas artérias e veias, evitando a formação de trombos ou coágulos, e consequentemente, o retorno de um outro AVCI (chamamos de recorrência).

Os medicamentos que afinam o sangue mais usados na prevenção dos AITs e AVCs isquêmicos são a aspirina ou AAS (doses baixas, de 80 a 325mg ao dia), clopidogrel, warfarina, rivaroxaban, apixaban e dabigatran. Usar um ou outro da lista acima irá depender da causa do problema, e da indicação de maior ou menor proteção em relação à formação de trombos e coágulos.

Nos casos com obstruções da artéria carótida, pode ser preciso fazer a cirurgia para abrir, desobstruir a carótida (endarterectomia ou angioplastia carotídea).

** Dra. Maramélia Miranda é neurologista vascular, com residência e pós-graduação pela UNIFESP-EPM, especializada em AVC e Doppler Transcraniano, e editora do blog iNeuro.com.br.

Outros assuntos relacionados a este aqui…

Acidente Vascular Cerebral – AVC

Ataque Isquêmico Transitório, ou Isquemia transitória

Dissecção da artéria vertebral

Forame Oval Patente e AVC Isquêmico

Aneurisma Cerebral

Источник: http://www.ineuro.com.br/para-os-pacientes/avc-isquemico/

AVC (derrame cerebral): sintomas e tratamento

Isquemia cerebral: o que é, sintomas e tratamento

O acidente vascular cerebral (AVC), também chamado de acidente vascular encefálico (AVE), infarto cerebral, isquemia cerebral, trombose cerebral ou derrame é uma complicação do sistema nervoso central que ocorre quando o suprimento de sangue para uma região do cérebro é interrompido ou substancialmente reduzido, privando o tecido cerebral de oxigênio e nutrientes.

O derrame cerebral é chamado de AVC isquêmico quando o infarto cerebral ocorre por obstrução ao fluxo de sangue em uma artéria cerebral, ou AVC hemorrágico, quando a redução do suprimento sanguíneo surge em decorrência do rompimento de um vaso cerebral.

O AVC isquêmico pode ser tratado com trombolíticos, que são medicamentos capazes de dissolver os trombos que estão obstruindo a circulação cerebral.

Porém, o tratamento só é efetivo se for iniciado dentro de 4,5 horas após o aparecimento dos primeiros sintomas.

Portanto, o pronto reconhecimento dos sinais e sintomas do AVC é essencial para que o paciente procure atendimento médico precocemente e possa se beneficiar do tratamento com trombolíticos.

Neste texto abordaremos os principais pontos sobre o AVC isquêmico e hemorrágico. Falaremos um pouco também sobre o ataque isquêmico transitório (AIT).

Informações em vídeo

Antes de seguirmos em frente com as informações do texto, assista a esse curto vídeo que explica visualmente quais são os principais sintomas do AVC.

O que é um AVC?

Para entender o AVC é preciso conhecer 4 conceitos básicos:

  • Trombo: é um coágulo de sangue que se localiza dentro dos vasos sanguíneos, aderido à parede do mesmo, obstruindo a passagem de sangue. A obstrução pode ser parcial ou total. Quando o vaso é obstruído por um trombo, damos o nome de trombose.
  • Êmbolo: é quando um trombo se solta e viaja pela corrente sanguínea até encontrar um vaso com calibre menor do que o próprio êmbolo, ficando preso e obstruindo a circulação do sangue. Quando um vaso é obstruído por um êmbolo, estamos diante de uma embolia. Um exemplo comum é a embolia pulmonar (leia: EMBOLIA PULMONAR).
  • Isquemia: é a falta de suprimento de sangue para algum tecido ou órgão. Toda vez que a circulação de sangue não é suficiente para o funcionamento das células, ocorre a isquemia. É um processo reversível se tratado a tempo.
  • Infarto: É a morte das células por uma isquemia prolongada. Ocorre em geral por obstrução da artéria por um trombo ou por um êmbolo. O infarto mais conhecido é o do miocárdio (músculo do coração), mas ele pode ocorrer em qualquer tecido ou órgão (leia: SINTOMAS DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO E ANGINA).

O AVC, portanto, nada mais é que um infarto de uma região do cérebro causado por um trombo que se forma em uma artéria cerebral ou por um êmbolo formado em algum lugar do corpo, que viaja na corrente sanguínea até se alojar em uma artéria do cérebro. Há também o AVC hemorrágico que será explicado mais abaixo.

Repare na vascularização do nosso cérebro na imagem acima (vasos em vermelho). Na verdade, a quantidade de vasos real é muito maior do que a presente nessa ilustração. Quando qualquer um desses vasos fica obstruído, ocorre uma isquemia e, consequentemente, um AVC. A gravidade do AVC depende do tamanho da área infartada e da região do cérebro que foi afetada.

AVC por trombose

O mecanismo da trombose cerebral é o mesmo do infarto do coração. A diferença é que o primeiro ocorre em artéria do cérebro e o outro em uma artéria coronária.

Pessoas com colesterol elevado apresentam deposição do mesmo na suas artérias em forma de placas de gordura. É em cima dessas placas que os trombos se desenvolvem. O trombo cresce silenciosamente em cima das placas de colesterol e só causa sintomas quando torna-se grande o suficiente para obstruir a passagem do sangue.

AVC por embolia

O AVC causado por um êmbolo normalmente tem origem no coração, mais especificamente no átrio esquerdo. Uma arritmia cardíaca chamada fibrilação atrial é a principal causa de embolia cerebral.

O átrio quando está fibrilando não pulsa corretamente, com isso, o sangue dentro dele fica parado, o que favorece a coagulação e a formação de coágulos (Leia: PALPITAÇÕES, TAQUICARDIA E ARRITMIAS CARDÍACAS para entender melhor o conceito de arritmia).

Na foto abaixo podemos ver o coágulo (ou trombo) (ponto preto) se tornando um êmbolo ao sair do coração, ganhar a artéria carótida e se alojar em uma artéria cerebral, obstruindo a chegada de sangue para uma região do cérebro.

AVC por choque circulatório

Além da trombose e da embolia, existe um terceiro tipo de infarto cerebral; é o causado por uma parada cardíaca ou um estado de choque circulatório prolongado. Este tipo de acidente vascular cerebral é o mais grave, pois a falta de circulação sanguínea apropriada faz com que todo o cérebro sofra isquemia, e não apenas uma região como nos AVCs causados por trombo ou êmbolo.

Pacientes com parada cardíaca prolongada costumam fazer quadros de isquemia cerebral prolongada, o que leva a danos irreversíveis no cérebro. Três minutos de parada cardíaca, sem atendimento médico, já provocam lesões cerebrais graves.

A partir do quinto minuto a chance de morte cerebral é próxima de 100%. Mesmo quando iniciam-se rapidamente as manobras de ressuscitação (massagem cardíaca) existe um limite de tempo para sobrevivência do cérebro.

Poucos são os casos que evoluem bem após mais de 10 minutos de manobras de ressuscitação sem resposta.

Estes 3 tipos de infarto cerebral são chamados de AVC isquêmico, pois o mecanismo que leva ao infarto é uma isquemia (perfusão do sangue insuficiente), seja por trombo, êmbolo ou choque circulatório.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para o acidente vascular isquêmico (AVC) são:

O AVC é um quadro que ocorre tipicamente de pessoas acima dos 50 anos com os fatores de risco listados acima, mas pode ocorrer em jovens que tenham alterações na coagulação sanguínea ou doenças inflamatórias dos vasos, como, por exemplo, anticorpo antifosfolipídio, fator V de Leiden, Lúpus ou vasculites.

AVC hemorrágico

Além do AVC isquêmico, responsável por até 85% dos casos, existe ainda o AVC hemorrágico, causado pela ruptura de um vaso do cérebro, que leva ao sangramento intracraniano. Em geral, o AVC hemorrágico ocorre por uma fraqueza da parede de uma artéria cerebral.

As principais causas de AVC hemorrágico são:

O AVC hemorrágico costuma ser um quadro mais dramático que o AVC isquêmico por atingir quase sempre uma área cerebral maior.

O crânio é uma caixa fechada que não tem capacidade de se expandir. Quando há hemorragias grandes, o sangue vaza para o cérebro forma hematomas que começam a comprimi-lo em direção à calota craniana. Esta compressão do cérebro contribui ainda mais para lesão dos neurônios e para o risco de morte.

Existem dois tipos de AVC hemorrágico: hemorragia intracerebral e hemorragia subaracnóide. A primeira, como o próprio nome diz, ocorre quando o sangramento se localiza dentro do cérebro. Já a hemorragia subaracnóide ocorre quando o sangramento se dá entre o cérebro e a meninge (membrana que recobre o cérebro).

O AVC hemorrágico, principalmente o intra-parenquimatoso (intracerebral), costuma ter prognóstico ruim. A mortalidade chega a ser superior a 50% e apenas cerca de 10% ficam sem sequelas. Quando há hemorragias grandes e perda de consciência, a taxa de mortalidade chega a 90%.

Agora que você já entendeu os tipos de AVC, vamos à parte mais importante que é o quadro clínico.

Sintomas

Os sintomas do AVC dependem da área do cérebro atingida. Quanto maior a área, em geral, mais grave é o quadro. Infartos pequenos em áreas nobres também são graves. Os sintomas mais comuns do AVC são:

  • Paralisias motoras, normalmente em apenas um lado do corpo.
  • Diminuição a força em um membro ou em todo um lado do corpo.
  • Perda de equilíbrio com incapacidade de se manter em pé e dificuldade para realizar tarefas simples, como apertar um botão, ligar a luz ou levar um copo ou garfo a boca.
  • Alterações na marcha.
  • Dificuldades na fala e boca torta.
  • Alterações na musculatura da face ou desvio dos olhos.
  • Alterações visuais como visão dupla, cegueira parcial ou total.
  • Desorientação, comportamento estranho ou discurso incoerente de início súbito.
  • Diminuição do estado de consciência.
  • Crise convulsiva.
  • Coma (leia: COMA INDUZIDO).
  • Morte.

A diminuição da sensibilidade e/ou formigamento isolado em um dos membros, ou apenas em parte deles, não costuma ser sinal de AVC, mas sim de lesões nos nervos periféricos ou na coluna. Acidente vascular cerebral costuma causar paralisias e diminuição de força.

Quadros de ansiedade e histeria podem simular um AVC, porém, na maioria absoluta das vezes são facilmente distinguidos pelo médico pelo fato dos sintomas não seguirem um lógica do ponto de vista neurológico. O que para o paciente e sua família pode ser um evento com toda cara de AVC, para o médico é claramente um quadro histeria.

O acidente vascular cerebral não causa dor, exceto por uma excruciante cefaleia (dor de cabeça) que pode ocorrer nos casos de AVC hemorrágico (leia: DOR DE CABEÇA).

Até 1/3 dos derrames ocorrem durante o sono e o paciente só nota alteração ao acordar.

Nos AVC hemorrágicos o quadro pode evoluir muito rapidamente dependendo da sua extensão e da área do cérebro acometida. O paciente se queixa de mal-estar e rapidamente pode evoluir para perda de consciência e parada cardiorrespiratória.

É muito comum o AVC cursar com pico hipertensivo. A falta de sangue em regiões do cérebro leva o corpo a aumentar a pressão arterial em uma desesperada tentativa de aumentar a perfusão de sangue para o cérebro.

Não se deve tentar controlar a pressão nestes casos (principalmente se ela estiver abaixo de 200/110 mmHg), pois há um perigo de piorar a isquemia cerebral se a pressão baixar rapidamente.

  Se houver suspeita de AVC, vá imediatamente a um hospital e deixe os médicos controlarem a pressão do modo correto.

Para saber mais sobre os sintomas do AVC, leia: 7 SINTOMAS DO AVC.

Ataque isquêmico transitório

O ataque isquêmico transitório, conhecido como AIT, ocorre quando os sintomas do AVC desaparecem com menos de 24 horas após o seu início. O AIT é um derrame incompleto, que ocorre quando a isquemia consegue ser revertida espontaneamente antes que ocorra o infarto da região acometida.

Quem teve um AIT apresenta elevado risco de apresentar um AVC futuramente e deve ser seguido de perto por um neurologista.

Para saber mais sobre o AIT, leia: Ataque isquêmico transitório (mini-avc) – sintomas e tratamento.

Tratamento

Existe uma classe de medicamento chamada de trombolítico, que dissolve trombos e êmbolos e restaura a circulação cerebral, acabando com a isquemia e impedindo a ocorrência do infarto. Porém, ele só tem efeito nas primeiras 4,5 horas do AVC, sendo ainda mais efetivo se administrado na primeira hora e meia.

Ao primeiro sinal de AVC, o paciente deve ser levado imediatamente a uma emergência para que haja tempo de salvar a área cerebral isquemiada.

Portanto, a pior coisa que se pode fazer quando surgem sintomas de AVC é esperar para ver se o quadro vai melhorar sozinho. Se há suspeita de derrame durante a madrugada não se deve esperar amanhecer para levar o paciente ao hospital. Se não houver carro disponível, chame uma ambulância imediatamente.

Não se automedique e não espere para ver se os sintomas irão desaparecer. Se houver dúvidas em relação ao momento exato do início do sintomas, leve o paciente assim mesmo a um setor de emergência e deixe os médicos avaliarem a indicação ou não do trombolítico.

Nunca deixe o paciente com suspeita de AVC conduzir o carro. O quadro pode evoluir e um grave acidente pode ocorrer.

Os trombolíticos só estão indicados no AVC isquêmico. A administração de trombolíticos é contraindicada no AVC hemorrágico. O diagnóstico diferencial entre esses dois tipos de AVC é feito através da tomografia computadorizada do cérebro.

No AVC hemorrágico pode ser necessária uma cirurgia de urgência caso o cérebro esteja sendo comprimido pelo sangramento. O tratamento consiste na remoção cirúrgica do coágulo/hematoma e de parte da calota craniana para que o cérebro possa se expandir sem ficar comprimido.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/neurologia/avc/

O que é o acidente vascular cerebral, quais os tipos, como prevenir e tratar

Isquemia cerebral: o que é, sintomas e tratamento

O acidente vascular cerebral (AVC) é a doença que mais mata no Brasil e a que mais causa incapacidade no mundo: cerca de 70% das pessoas que sofrem um derrame não retorna ao trabalho depois do acidente vascular cerebral e 50% ficam dependentes de outras pessoas no dia a dia. Apesar desses números preocupantes, muita gente ainda têm dúvidas sobre o assunto e desconhece as principais causas, sintomas e maneiras de prevenir essa enfermidade.

O AVC acontece quando o suprimento de sangue que vai para o cérebro é interrompido ou drasticamente reduzido, privando as cédulas de oxigênio e de nutrientes.

Ou, então, quando um vaso sanguíneo se rompe, causando uma hemorragia cerebral.

Entre as causas dessas ocorrências, estão a malformação arterial cerebral (aneurisma), hipertensão arterial, cardiopatia, tromboembolia (bloqueio da artéria pulmonar).

Tipos de acidente vascular cerebral

Acidente vascular cerebral isquêmico – é causado pela obstrução ou redução brusca do fluxo sanguíneo em uma artéria do cérebro, o que causa a falta de circulação vascular na região. O acidente vascular isquêmico é responsável por 85% dos casos de acidente vascular cerebral.

Acidente vascular cerebral hemorrágico – acontece quando um vaso se rompe espontaneamente e há extravasamento de sangue para o interior do cérebro. Este tipo de AVC está mais ligado a quadros de hipertensão arterial.

Sinais e sintomas de acidente vascular cerebral

É importante prestar atenção aos sintomas para saber identificar um AVC e procurar ajuda médica o mais rápido possível. Quanto mais cedo forem tratados o acidente vascular cerebral isquêmico e o acidente vascular cerebral hemorrágico, melhores são os prognósticos do paciente. Então, fique atento se você ou alguém próximo apresentar algum dos seguintes sinais sintomas:

  • Fraqueza de um lado do corpo;
  • Dificuldade para falar;
  • Perda de visão;
  • Perda da sensibilidade de um lado do corpo;
  • Alterações motoras;
  • Paralisia de um lado do corpo;
  • Distúrbio de linguagem;
  • Distúrbio sensitivo
  • Alteração no nível de consciência.

Como diminuir o risco de ter um acidente vascular cerebral

Em alguns casos, o AVC pode ser prevenido. Mas, para isso, é importante conhecer os fatores de risco que aumentam as chances de o paciente sofrer um acidente vascular cerebral isquêmico ou um acidente vascular cerebral hemorrágico.

Estilo de vida –  sedentarismo, má alimentação, sobrepeso, obesidade, tabagismo, uso de drogas e excesso de bebidas alcoólicas.

Problemas de saúde – entre eles, é possível citar as altas taxas de colesterol no sangue, diabetes, pressão alta e doenças cardíacas.

Todos os hábitos de vida que aumentam os riscos de acontecer um acidente vascular cerebral podem ser mudados. Mas, nem todos os problemas de saúde que aumentam os riscos podem ser evitados.

Por outro lado, maus hábitos de vida também podem levar ao desenvolvimento de problemas de saúde que têm potencial de desencadear um AVC.

Então, veja o que fazer para diminuir o risco de ter um acidente vascular cerebral:

  • Controle o colesterol – é imprescindível reduzir a quantidade de alimentos ricos em gordura ruim, aquela que se deposita nos vasos sanguíneos, conhecida como LDL. Em alguns casos, a dieta não é o bastante para reduzir os níveis dessas substâncias, sendo necessário o uso de medicamentos.
  • Controle o peso – mantenha o peso saudável para a sua idade, altura e biotipo e evite o acúmulo de excesso de gordura no corpo. Procure um médico para saber qual é o seu peso ideal e o que fazer para eliminar o excesso de gordura de forma que não prejudique a sua saúde.
  • Controle a pressão arterial – além da dieta, uma boa forma de reduzir a pressão arterial é adotando a prática de exercícios físicos. Mas, antes de começar, faça uma avaliação médica. Também é importante evitar bebidas alcoólicas e o consumo exagerado de sódio.
  • Não fume – diversos estudos mostram que o tabaco aumenta consideravelmente as chances de um acidente vascular cerebral.
  • Não use drogas – drogas ilícitas, como a cocaína, alteram drasticamente o fluxo sanguíneo no organismo, o que pode provocar um AVC.

Alguns tratamentos anticoncepcionais podem favorecer o surgimento de AVC, principalmente em mulheres fumantes, com hipertensão arterial, ou que sofram de enxaqueca. Por isso, é importante consultar um médico para que ele avalie o caso e discuta com a paciente o melhor método para não engravidar.

Existe tratamento para quem sofreu um acidente vascular cerebral

Apesar das medidas para diminuir o risco de ter um acidente vascular cerebral, alguns pacientes não conseguem evitar o problema e precisam de tratamento. Veja como é o tratamento em cada um dos tipos de AVC:

Acidente vascular cerebral isquêmico – o tratamento consiste em desobstruir o vaso cerebral afetado, normalizando a circulação cerebral. Quanto mais rápido for iniciado, maiores as chances de salvar os neurônios que estão em sofrimento, o que diminui muito ou até evita as sequelas do AVC.

Acidente vascular cerebral hemorrágico – o tratamento cirúrgico pode ser necessário para conter a hemorragia. Depois de estabilizada a situação, o tratamento se concentra na prevenção de um novo derrame e na recuperação das funções afetadas.

As áreas do cérebro afetadas pelo AVC podem se reconstituir aos poucos se receberem os estímulos certos. Por isso, programas de reabilitação são muito importantes, pois ajudam o paciente a retomar atividades diárias e funções que ficaram comprometidas.

Caso apresente algum sintoma de derrame ou sinta dúvida sobre o assunto, não hesite em procurar um médico. Ele poderá pedir exames e avaliar o seu caso, além de orientar sobre como evitar um derrame.

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