Laqueadura: o que é, como é feita e recuperação

Contents
  1. 27 perguntas e respostas sobre reversão de laqueadura
  2. O que é a cirurgia de laqueadura? De que formas ela pode ser feita?
  3. Todas essas técnicas podem ser revertidas? Quando uma laqueadura não pode ser revertida? O tempo que foi feito a laqueadura faz diferença?
  4. Como funciona a reversão de laqueadura? Você poderia me explicar como o método é feito para cada técnica de laqueadura?
  5. Que outros nomes a reversão de laqueadura recebe?
  6. Quanto tempo demora a cirurgia? Ela é considerada muito ou pouco invasiva?
  7. Depois que a reversão é feita, as chances de a mulher engravidar voltam ao normal? Ou são menores?
  8. Quais são os fatores que se relacionam a essa probabilidade de voltar a poder engravidar?
  9. E em que casos há mais chances de que a mulher continue infértil mesmo com a reversão?
  10. Quanto tempo pode demorar para a mulher recuperar a fertilidade após a operação?
  11. A mulher precisa ter algum cuidado pré-operatório? Qual?
  12. São pedidos exames específicos antes da operação? Quais?
  13. Qual o tipo de anestesia utilizado na operação?
  14. Quanto tempo é necessário para a recuperação?
  15. É preciso internação antes ou após a cirurgia?
  16. Quais os cuidados principais do pós-operatório?
  17. Alguns movimentos devem ser evitados? E o sexo?
  18. Alguns medicamentos são indicados antes ou depois?
  19. Existem riscos na gestação após a reversão de laqueadura? Li, por exemplo, que alguns tipos podem resultar em gravidez ectópica.
  20. Como é avaliado o sucesso ou insucesso da cirurgia?
  21. Essa cirurgia é oferecida pelo SUS? Ou apenas com convênios ou de forma particular?
  22. Qualquer centro médico está apto para oferecer essa cirurgia?
  23. Levando em consideração as chances de recuperar a fertilidade e os riscos de uma cirurgia, quando a reversão de laqueadura é contraindicada?
  24. Caso a reversão da laqueadura não possa ser feita, essa mulher pode recorrer a outros tratamentos para engravidar? Quais?
  25. Dependendo do tempo em que foi feita a laqueadura, a reversão pode ser mais ou menos bem sucedida?
  26. Qual o valor da cirurgia, caso ela seja feita em médico e hospital particulares?
  27. Quais são as possíveis complicações de uma cirurgia de reversão de laqueadura?
  28. Qual médico pode fazer a cirurgia?
  29. Reversão de laqueadura | Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP
  30. Indicações
  31. Como é feito o procedimento
  32. Conclusão
  33. Tudo sobre laqueadura: saiba como é a cirurgia e quem pode (ou não) fazer
  34. Como é feita a laqueadura?
  35. Quem não pode fazer laqueadura?
  36. LAQUEADURA TUBÁRIA – Como é feita e reversão
  37. Quem pode fazer?
  38. Como é feita a laqueadura?
  39. Laparoscopia
  40. Mini-laparotomia
  41. Laqueadura tubária histeroscópica
  42. Complicações
  43. Reversão da laqueadura tubária
  44. Referências
  45. Videolaparoscopia
  46. Quando a videolaparoscopia é indicada?
  47. Como é feita a preparação para videolaparoscopia?
  48. Como a videolaparoscopia é realizada?
  49. Orientações após a realização da videolaparoscopia
  50. Quais são os riscos de uma laparoscopia?

27 perguntas e respostas sobre reversão de laqueadura

Laqueadura: o que é, como é feita e recuperação

Tempo de Leitura: 10 minutos

A laqueadura ainda é um procedimento bastante comum no Brasil e, para sanar todas as dúvidas sobre o assunto, reunimos perguntas e respostas sobre a cirurgia até a reversão. Conheça agora em nosso artigo!

O que é a cirurgia de laqueadura? De que formas ela pode ser feita?

É uma técnica de contracepção definitiva, que consiste na obstrução cirúrgica das tubas uterinas por meio de pontos cirúrgicos, clipes ou eletrocoagulação. Ela pode ser realizada logo após o parto (normal o cesárea), ou fora do período da gestação.

Logo após o parto normal é possível realizar através de uma incisão umbilical; durante a cesárea é realizada após o nascimento do bebê e fechamento do útero; fora do período gestacional, pode ser realizado por laparotomia (cirurgia convencional), laparoscopia ou por via vaginal.

Todas essas técnicas podem ser revertidas? Quando uma laqueadura não pode ser revertida? O tempo que foi feito a laqueadura faz diferença?

Não, nem todas podem ser revertidas. Se na laqueadura tubária for retirada uma porção considerável da tuba, principalmente as fímbrias (porção final da tuba, que realiza a “captura” do óvulo), não é possível realizar a junção das duas partes desconectadas.

Não há evidências que o tempo entre a laqueadura e a reversão tenha impacto sobre o resultado. Mas a idade da mulher na época da reversão tem um papel importante sobre as taxas de sucesso dessa técnica.

Portanto, se passar muito tempo da realização da laqueadura, o principal fator que pode interferir no resultado é a idade da mulher, e não o intervalo entre a laqueadura e sua reversão.

Como funciona a reversão de laqueadura? Você poderia me explicar como o método é feito para cada técnica de laqueadura?

A reversão só pode ser realizada quando a porção final da tuba uterina não foi retirada ou quando a tuba uterina não se encontra muito doente e dilatada. Para uma boa taxa de sucesso é importante que as fímbrias, a porção da tuba que capta o óvulo, esteja em bom estado.

Na cirurgia é retirada a cicatriz das tubas onde foi realizada a laqueadura, para que a junção dos dois lados tenha uma boa irrigação sanguínea.

Antes de realizar a sutura, ou seja, dar os pontos unindo os dois lados, é injetada uma solução de soro e um corante azul através do útero para testar ser a tuba uterina está pérvia. Após o teste positivo, são realizados 3 ou 4 pontos com fio extremamente fino e delicado, para aproximar as bordas das tubas.

Por fim, após o procedimento ser repetido do outro lado, testa-se novamente a permeabilidade das tubas. Trata-se de um procedimento microcirúrgico, pois a tuba uterina saudável tem em média 3 a 5 mm de diâmetro.

Que outros nomes a reversão de laqueadura recebe?

Reanastomose tubária ou recanalização tubária.

Quanto tempo demora a cirurgia? Ela é considerada muito ou pouco invasiva?

Em média 2 horas, dependendo das condições das tubas uterinas.

É considerada uma cirurgia pouco invasiva, pois em sua maioria hoje em dia é realizada por via laparoscópica, mas de alta complexidade, devido a destreza cirúrgica que é necessária.

A recuperação da paciente de forma geral é rápida, assim como a dor pós-operatória costuma ser mínima. O procedimento pode ser feito também por cirurgia robótica.

Depois que a reversão é feita, as chances de a mulher engravidar voltam ao normal? Ou são menores?

Mesmo quando a cirurgia é satisfatória, observa-se uma chance menor de gravidez em relação a um casal fértil. Essa chance varia conforme a idade da mulher e a qualidade do sêmen do parceiro. Mas de forma geral, a taxa de gravidez reduz em até 15 a 20%. Ainda assim, a taxa de sucesso é alta: cerca de 60-80% para mulheres com menos de 35 anos.

Quais são os fatores que se relacionam a essa probabilidade de voltar a poder engravidar?

O principal fator é a idade da mulher. Sabemos que independentemente de outros fatores, a fertilidade da mulher diminui gradativamente com o passar dos anos, principalmente a partir dos 35 anos. Além disso, a qualidade da tuba uterina no momento de realizar a cirurgia também é outro fator. Tubas uterinas doentes, dilatadas ou com aderências (cicatrizes), têm pior prognóstico.

E em que casos há mais chances de que a mulher continue infértil mesmo com a reversão?

É preciso avaliar o casal antes de propor a reversão da laqueadura, pois mesmo realizando a cirurgia, pode haver outros fatores de infertilidade envolvidos, como por exemplo a baixa contagem de espermatozoides no sêmen do homem. Em alguns casos, as técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro, podem ser a melhor opção ao casal.

Quanto tempo pode demorar para a mulher recuperar a fertilidade após a operação?

Após o período de aproximadamente 6 semanas após a cirurgia, a mulher já pode ter a fertilidade recuperada. Nesse período de recuperação e cicatrização não recomendamos que a paciente tente engravidar. A maioria das pacientes que realizam a reversão de laqueadura engravidam em um período de 6 a 12 meses.

A mulher precisa ter algum cuidado pré-operatório? Qual?

São os mesmos que uma cirurgia de médio porte demanda. Uma avaliação clínica adequada é fundamental para garantir a segurança da paciente.

São pedidos exames específicos antes da operação? Quais?

Antes da cirurgia é fundamental avaliar outros possíveis fatores de infertilidade que possam comprometer a fertilidade do casal. Mesmo sabendo que a paciente não era infértil antes da laqueadura, muitas coisas podem mudar no período de alguns anos.

Portanto, é necessário avaliar a reserva ovariana da paciente por meio de exames hormonais e ultrassonografia, além de avaliar a qualidade do sêmen do marido através do espermograma.

A histerossalpingografia pode ajudar a prever possíveis dificuldades na cirurgia, mas não é fundamental no pré-operatório.

Qual o tipo de anestesia utilizado na operação?

A anestesia utilizada para a reversão de laqueadura por via laparoscópica é a anestesia geral. A laparoscopia é hoje a técnica de escolha para a realização desse procedimento. Para outras técnicas, como a reversão de laqueadura por via convencional (laparotomia), a raquidiana é uma alternativa à anestesia geral.

Quanto tempo é necessário para a recuperação?

A recuperação pós-operatória é de cerca de 24h para a alta hospitalar, e de aproximadamente 7 dias para retorno para praticamente todas as atividades.

Muitas pacientes sentem-se bem para voltar a sua rotina antes dos 7 dias.

Após 30 a 45 dias da cirurgia, recomendamos realizar uma nova histerossalpingografia para avaliar a permeabilidade das tubas uterinas, e após esse período o casal pode tentar engravidar.

É preciso internação antes ou após a cirurgia?

A internação hospitalar pode ser no mesmo dia da cirurgia, pois de modo geral não é preciso um preparo específico. Após a cirurgia o tempo médio de internação é de 24h, podendo variar conforme a recuperação da paciente.

Quais os cuidados principais do pós-operatório?

Abstinência sexual de aproximadamente 30 dias, para que a tuba uterina cicatrize de forma adequada e para minimizar o risco de uma infecção genital durante esse período. Outros cuidados, como cuidados com a cicatriz e evitar atividades esportivas nas primeiras semanas também são importantes.

Alguns movimentos devem ser evitados? E o sexo?

Deve-se evitar atividades físicas e esportivas de forte intensidade, como musculação por exemplo, para minimizar o risco de formação de hérnias abdominais durante o período de cicatrização. A atividade sexual com penetração vaginal deve ser evitado por aproximadamente 30 dias.

Alguns medicamentos são indicados antes ou depois?

Não há necessidade do uso de medicamentos no pré-operatório. No pós-operatório apenas os medicamentos analgésicos para controle da dor são necessários. Não há necessidade do uso de antibiótico domiciliar, a não ser nos casos em que seja detectado algum infecção pélvica durante a cirurgia.

Existem riscos na gestação após a reversão de laqueadura? Li, por exemplo, que alguns tipos podem resultar em gravidez ectópica.

Sim, sabemos que o risco de gestação ectópica em pacientes submetidas a reversão de laqueadura são discretamente superiores quando comparados à população geral. Devemos lembrar apesar da cirurgia promover a junção das tubas uterinas, não é garantido que o seu funcionamento volte ao normal.

Eventualmente o embrião pode não ser transportado até o útero e se implantar em locais anômalos, como na própria tuba uterina.

O risco de gestação ectópica no pós-operatório varia de 8 a 20% aproximadamente, dependendo de alguns fatores, como comprimento final da tuba uterina e a porção da tuba uterina onde foi realizada a reversão.

Como é avaliado o sucesso ou insucesso da cirurgia?

O sucesso da cirurgia é primeiramente avaliado com a realização de uma histerossalpingografia após o período de pelo menos 30 dias, mostrando a permeabilidade das tubas uterinas. O sucesso maior porém é a presença de gestação espontânea no período de 6 a 12 meses.

Essa cirurgia é oferecida pelo SUS? Ou apenas com convênios ou de forma particular?

Alguns hospitais do SUS realizam esse tipo de cirurgia, principalmente os maiores hospitais e os mais especializados. Quanto aos convênios, é preciso pesquisar e verificar se algum dos médicos cadastrados e os hospitais estão aptos a realizar a cirurgia.

Qualquer centro médico está apto para oferecer essa cirurgia?

Por se tratar de um procedimento cirúrgico altamente especializado, é necessário ter uma equipe cirúrgica treinada para realizar esse tipo de cirurgia. Além disso, é importante também a disponibilidade de materiais cirúrgicos específicos. Portanto, nem todo centro médico está apto a oferecer essa cirurgia, somente aqueles com infraestrutura e equipe médica especializada.

Levando em consideração as chances de recuperar a fertilidade e os riscos de uma cirurgia, quando a reversão de laqueadura é contraindicada?

A reversão de laqueadura é contraindicada nos casos em que a mulher tenha alguma doença grave que contraindique a cirurgia ou mesmo a gestação, nos casos em que a mulher tenha muitas cesáreas anteriores (pelo risco de rotura uterina – contraindicação relativa), e nos casos em que a fertilidade do casal não tenha prognóstico de ser restabelecido com a cirurgia, como nos casos de alterações graves do sêmen.

Caso a reversão da laqueadura não possa ser feita, essa mulher pode recorrer a outros tratamentos para engravidar? Quais?

Nos casos em que a reversão da laqueadura seja contraindicada, o casal pode recorrer à Fertilização In Vitro. Nessa técnica de reprodução assistida, os óvulos são captados diretamente dos ovários e a fertilização é realizada em laboratório. Dessa forma a obstrução tubária pela laqueadura não terá interferência no resultado do tratamento.

Dependendo do tempo em que foi feita a laqueadura, a reversão pode ser mais ou menos bem sucedida?

A principal questão relacionada ao tempo em que a laqueadura foi realizada é em relação à idade da mulher.

Se foi realizada há muito tempo, a mulher estará com uma idade mais avançada e portanto sua chance de gravidez já será reduzida, não pelo tempo de laqueadura, mas sim pela sua idade.

Os estudos de modo geral não comparam o tempo entre a laqueadura e a reversão para avaliar o resultado.

Qual o valor da cirurgia, caso ela seja feita em médico e hospital particulares?

O valor da cirurgia varia conforme a equipe médica, assim como o custo hospitalar. Muitos planos de saúde fornecem reembolso dos honorários médicos.

Quais são as possíveis complicações de uma cirurgia de reversão de laqueadura?

As possíveis complicações são as complicações associadas ao procedimento cirúrgico, como sangramento, infecção e até mesmo a impossibilidade de reverter a laqueadura.

Não há como ter uma avaliação real das condições das tubas uterinas até o momento da cirurgia, quando podemos vê-las e avaliar o prognóstico da reversão.

Qual médico pode fazer a cirurgia?

Ginecologistas especializados em cirurgias minimamente invasivas, seja por vídeolaparoscopia ou por minilaparotomias, e com treinamento para realizar reversão de laqueadura.

Источник: http://www.vidabemvinda.com.br/blog/27-perguntas-e-respostas-sobre-reversao-de-laqueadura/

Reversão de laqueadura | Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP

Laqueadura: o que é, como é feita e recuperação

A reversão de laqueadura é um procedimento cirúrgico de alta complexidade que visa recuperar a fertilidade da mulher, submetida, anteriormente, à laqueadura tubária, também denominada ligadura tubária.

Na reversão da laqueadura, é feita a recanalização (reanastomose) das tubas uterinas para que o espermatozoide possa novamente ter acesso à tuba uterina e fecundar o óvulo.

Contudo, essa intervenção pode não ter o êxito esperado.

Em muitos casos, a paciente foi submetida à retirada da parte distal das tubas (retirada das fímbrias) durante a laqueadura e não é possível restaurar a função tubária.

Eventualmente, a reanastomose é realizada, mas as tubas uterinas evoluem com nova obstrução durante o processo cicatricial dessa cirurgia. É necessário avaliar a possibilidade desse procedimento e considerar o tratamento com fertilização in vitro (FIV), principalmente em mulheres com idade superior a 35 anos.

A laqueadura é um método definitivo de contracepção realizado em mulheres que não desejam nova gravidez. A cirurgia consiste na secção das tubas uterinas, bilateralmente.

O Brasil é um dos países com maior índice de laqueadura tubária. Essa conduta não é recomendada. Existem outras formas de contracepção não definitivas, menos agressivas e que oferecem taxas de sucesso similares. O arrependimento acontece em cerca de 30% dos casos quando a cirurgia é realizada em mulheres com idade inferior a 30 anos.

As razões mais observadas para a procura da reversão de laqueadura são:

  • Nova união;
  • Perda de filho ou filhos;
  • Realização do procedimento muito jovem (o contexto de vida da mulher pode mudar e ela querer ter filhos novamente).

A decisão para realizar a laqueadura deve ser ponderada e desencorajada em mulheres com idade inferior a 30 anos. Quando indicada a laqueadura, a paciente deve ter consciência da impossibilidade da reversão, em grande parte dos casos.

Neste texto, vamos abordar quais as indicações e como é feito o procedimento, sempre utilizando como referência o paralelo entre a indicação da reversão de laqueadura e da FIV.

Indicações

As indicações de reversão da laqueadura dependem principalmente dos parâmetros de fertilidade do casal ou apenas da mulher, caso ela esteja buscando a produção independente com a utilização de sêmen doado. A fertilidade do casal determina o prognóstico da reversão, quando tanto o homem como a mulher devem ser avaliados.

A avaliação do homem é feita com o espermograma. A qualidade (motilidade e morfologia) e a quantidade de espermatozoides no sêmen devem estar nos parâmetros de normalidade.

A avaliação da mulher é mais complexa, considerando a idade como principal fator prognóstico de uma nova gravidez. Se a mulher tiver mais que 35 anos, não é indicada a reversão.

Devem ser avaliados também outros fatores, como as condições dos órgãos da região pélvica, principalmente útero, tubas uterinas e ovários. A reserva ovariana deve estar preservada e ser investigada a presença de doenças.

Se houver alterações dos exames de fertilidade do casal, é indicada a FIV.

Como é feito o procedimento

A reversão de laqueadura é um procedimento cirúrgico complexo de recanalização das tubas uterinas, um processo denominado reanastomose tubária.

A reversão geralmente é feita por laparoscopia, também chamada videolaparoscopia, em virtude de ser um método que utiliza câmera e vídeo para a intervenção cirúrgica. A laparotomia também permite o acesso para esse procedimento, mas com a desvantagem de uma ampla cicatriz abdominal e pós-operatório mais desconfortável e prolongado.

Na reversão, as tubas uterinas são novamente seccionadas, retirada a cicatriz da laqueadura e unidas as bordas remanescentes das tubas. Esse processo é feito bilateralmente.

Em alguns casos, há necessidade de retirada de uma grande parte das tubas uterinas, encurtando o órgão e reduzindo a chance de sucesso de gravidez.

Outra possibilidade de redução das chances de gravidez é a formação de fibrose cicatricial, que também prejudica a passagem do óvulo e do espermatozoide.

A laparoscopia ou videolaparoscopia é uma técnica cirúrgica endoscópica, minimamente invasiva, que permite a intervenção cirúrgica de modo pouco agressivo. Através de pequenas incisões na região abdominal, são introduzidos óptica (laparoscópio) e instrumental cirúrgico especializado para a intervenção. A cirurgia é guiada por imagens projetadas em um monitor.

A laparotomia é uma técnica cirúrgica mais antiga e atualmente pouco indicada. É feita por uma incisão abdominal semelhante à de uma cesariana. A intervenção é feita diretamente, sem o auxílio de óptica.

Em ambos os casos, é realizada sob anestesia. A cirurgia tem duração aproximada de 2 horas, mas pode se estender, de acordo com a abordagem cirúrgica necessária.

O período de internação é variável conforme a recuperação da paciente, sendo, geralmente, de 3 dias. Cuidados especiais durante o pós-operatório são importantes para evitar complicações. Geralmente, é restringida a atividade física e relação sexual por cerca de 7 dias após a abordagem laparoscópica.

Um risco associado à reversão de laqueadura é a gravidez ectópica, que se caracteriza pela implantação do embrião e desenvolvimento da gravidez em outro órgão que não o útero, geralmente nas tubas uterinas. A intervenção cirúrgica afeta a morfologia das tubas e pode dificultar a movimentação do embrião até o útero, possibilitando a gravidez ectópica.

Conclusão

O processo, desde o momento que o casal opta pela reversão da laqueadura até a confirmação da gravidez, é longo e o êxito incerto.

A gravidez com o auxílio da FIV é um processo menos demorado, oferece menos riscos (por exemplo de gravidez ectópica) e a taxa de sucesso é superior.

É importante considerar que a reversão da laqueadura não assegura a gravidez e pode ser necessária a indicação de FIV.

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Источник: https://adrianadegoes.med.br/reversao-de-laqueadura/

Tudo sobre laqueadura: saiba como é a cirurgia e quem pode (ou não) fazer

Laqueadura: o que é, como é feita e recuperação

Cerca de 67 mil mulheres fazem laqueadura no Brasil a cada ano – foram 67.056 em 2018 e 67.525 em 2017, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O direito de realizar o procedimento é garantido pela Lei 9.263/96 para mulheres acima de 25 anos (independentemente de serem mães) OU com pelo menos dois filhos vivos no momento da cirurgia (independentemente da idade).

Mas não pense que basta querer fazer e pronto.

Para ter uma laqueadura autorizada, seja pelo SUS (Sistema Único de Saúde, em unidade que tenha serviço de ginecologia, obstetrícia e/ou maternidade), pelo plano de saúde ou no particular, é necessário passar por 60 dias de atendimento multidisciplinar – com ginecologistas e psicólogos, entre outros especialistas – para entender o procedimento, suas consequências e alternativas contraceptivas. Se no final disso tudo a mulher não tiver mudado de ideia e o corpo médico considerar que ela está ok, é dada a autorização e a cirurgia é agendada.

“É papel da equipe médica apresentar todos os lados da laqueadura para a paciente. Estamos falando de uma cirurgia que, como qualquer outra, implica em internação, anestesia, período de recuperação, riscos”, diz Yuri Nehrer, ginecologista e obstetra da Cia da Consulta e ginecologista da Esterilização Cirúrgica Feminina do Hospital Geral de Itapevi (SP).

Ele conta que a vontade da mulher sempre é a palavra final, mas ressalta que os esclarecimentos são necessários principalmente porque a maioria não entende a laqueadura em sua totalidade.

Por exemplo: é muito comum as pacientes acharem que se trata de um método anticoncepcional 100% seguro, e isso não é verdade.

“O índice de falha é de 0,4%, ou seja, a cada 250 mulheres que tenham feito laqueadura, uma acaba engravidando”, explica.

Essa falha se dá por uma questão física, como esclarece Patricia Bretz, ginecologista da Clínica Mais Vitta e mestre em Bioética: “A laqueadura pode ter uma reversão espontânea por um problema anatômico, quando o lugar que foi ligado abre novamente, assim como pode ocorrer com o homem após a vasectomia.”

O índice de falha é próximo aos do DIU (0,7%) e do implante hormonal subcutâneo (0,5%), o que leva à ponderação a partir da apresentação dos riscos e alternativas nesses 60 dias anteriores à cirurgia.

“Se é uma mulher de 35 anos, por exemplo, será que não é melhor ela optar por dois ou três DIUs, com duração de cinco anos cada, até entrar na menopausa? Não precisa operar e ela estará em um nível excelente de segurança”, analisa Yuri.

Como é feita a laqueadura?

Yuri Nehrer e o também ginecologista e obstetra Ricardo Luba (membro da SBRH – Sociedade Brasileira de Reprodução Humana) explicaram para o MdeMulher como é o procedimento da laqueadura. Vamos lá!

Para entender a laqueadura em si, é importante primeiro saber como é o processo de fecundação do óvulo que resulta em gravidez: uma vez por mês, a mulher libera um óvulo maduro que sobrevive por 12 horas até ser encontrado e fecundado por um espermatozoide; se isso não acontecer, o ciclo menstrual segue seu caminho normal e elimina esse óvulo “não utilizado”.

Pois bem: o encontro do espermatozoide com o óvulo não ocorre no útero, como muitos pensam, mas no terço final de uma das tubas uterinas (popularmente conhecidas como trompas de Falópio). E aqui já dá para explicar a técnica da laqueadura.

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A cirurgia consiste em impedir a passagem dos óvulos para o terço final das tubas uterinas.

Isso pode ser feito por meio de corte da metade de cada trompa, pela colocação de anéis ou de clipes bloqueadores e também pela sutura ou pela cauterização nessa mesma posição.

Nestes casos, a ovulação continua rolando todo mês, mas não se concretiza a fecundação, e existe a possibilidade de reversão. Embora não haja garantia de que a função volte plenamente ao normal, dá para a mulher pensar em engravidar naturalmente depois disso.

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Em casos mais radicais, é feita a retirada total das tubas uterinas, e daí não existe possibilidade de reversão. Caso a mulher deseje engravidar, terá de recorrer a uma fertilização in vitro.

Tudo isso pode ser feito por laparoscopia (microcâmeras inseridas por cabos de fibra ótica na paciente) via vaginal ou abdominal (neste caso, são feitas incisões no abdome) ou, ainda, via abdominal aberta (com um corte como o de uma cesariana, por exemplo).

A recuperação é de cerca de 7 dias quando a cirurgia é feita por laparoscopia e de 14 dias quando é em abdome aberto.

Quem não pode fazer laqueadura?

Além dos casos que não se adequem à Lei 9.263/96 – ou seja, mulheres com menos de 25 anos OU que não tenham dois filhos vivos –, há algumas situações em que a mulher não deve se submeter a uma laqueadura. Yuri lista as contraindicações:

– cardiopatias graves (como arritmias);

– doenças crônicas não controladas (hipertensão, diabetes e doenças autoimunes em geral);

– cânceres; e

– problemas gerais de saúde em tratamento.

A verdade sobre a condição de saúde SEMPRE deve ser contada ao médico, para garantir a segurança do procedimento e da própria vida da mulher. Se for necessário, é melhor adiar a laqueadura a correr o risco de ter complicações graves e até fatais no pós-operatório. “É uma cirurgia para ser feita apenas por quem está muito bem de saúde”, finaliza o ginecologista.

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Источник: https://claudia.abril.com.br/saude/tudo-sobre-laqueadura-saiba-como-e-a-cirurgia-e-quem-pode-ou-nao-fazer/

LAQUEADURA TUBÁRIA – Como é feita e reversão

Laqueadura: o que é, como é feita e recuperação

A laqueadura tubária, também chamada de ligadura de trompas, é um procedimento de esterilização que tem como objetivo impedir que a mulher consiga engravidar. Essa técnica é considerada um método contraceptivo permanente e sua taxa de sucesso é elevadíssima, ao redor de 99%.

A laqueadura funciona como método anticoncepcional definitivo porque é um procedimento que causa interrupção no trajeto de ambas as trompas, impedido, assim, que os espermatozoides cheguem ao óvulo liberado por qualquer um dos dois ovários.

A ligadura das trompas não impede a ovulação nem interfere no ciclo hormonal feminino, não causando, portanto, nenhuma alteração no ciclo menstrual. Ela é exclusivamente um método contraceptivo, sem qualquer efeito protetor contra as doenças sexualmente transmissíveis.

A laqueadura é um método de esterilização feminina. Para ler sobre a vasectomia, método de esterilização masculina, clique no link:  Vasectomia – Cirurgia e reversão.

Quem pode fazer?

Por ser um método de esterilização praticamente irreversível, existem algumas regras para que o procedimento possa ser feito.

No Brasil e em Portugal, a lei exige que a mulher tenha mais de 25 anos ou pelo menos 2 filhos vivos. O procedimento só pode ser feito mediante declaração escrita e devidamente assinada, contendo a inequívoca manifestação de que a paciente deseja se submeter-se ao procedimento de esterilização e a menção de que foi devidamente informada sobre as suas consequências.

No Brasil, após uma reunião com equipe multidisciplinar, composta por psicólogos, médicos e assistente social, a paciente precisa esperar um tempo de 60 dias, que é chamado de “tempo de reflexão”. Somente após esse intervalo é que o processo pode ser iniciado no hospital escolhido.

Essa burocracia é feita porque a taxa de arrependimento é de cerca de 10% e a reversão da laqueadura é muito difícil.

No Brasil, mas não em Portugal, ainda há uma burocracia extra. Se a mulher for casada, é necessário uma autorização do cônjuge para que a esterilização possa ser realizada (na vasectomia nos homens também existe essa condição).

Como é feita a laqueadura?

O sistema reprodutor feminino é composto basicamente por dois ovários, duas trompas de Falópio, um útero e uma vagina. As trompas de Falópio, também conhecidas como tubas uterinas, são uma espécie de tubo que liga os ovários ao útero.

A cada ciclo menstrual um dos ovários libera um óvulo para ser fecundado. Este óvulo é lançado em direção a uma das trompas, e lá fica à espera da chegada de um espermatozoide para uma eventual fertilização.

Existem várias técnicas para realizar a laqueadura tubária, mas todas elas consistem na interrupção do caminho pelas trompas, seja por grampos, cauterização, anéis elásticos ou remoção de parte das trompas.

Laqueadura tubária – técnicas mais comuns.

Atualmente existem três opções para realização da laqueadura tubária: via laparoscópica, via mini-laparotomia ou via histeroscopia. Vamos resumir como cada uma delas é feita.

Laparoscopia

A laqueadura por laparoscopia é um procedimento cirúrgico realizado através de uma pequena incisão perto do umbigo e na parte inferior do abdômen, com introdução de um dispositivo chamado laparoscópio, usado para ver as trompas de Falópio. O médico pode usar anéis ou clips para fechar as trompas. Outra possibilidade é cauterizar as mesmas através de calor.

Mini-laparotomia

A mini-laparotomia é um procedimento cirúrgico feito imediatamente após o parto ou até dois dias depois. O médico faz uma pequena incisão no abdômen e, em seguida, remove uma parte das trompas de Falópio de cada lado. O procedimento não deve ser feito muitos dias após o parto para que o útero ainda esteja grande, o que facilita a cirurgia.

Laqueadura tubária histeroscópica

A laqueadura tubária histeroscópica é uma laqueadura sem cirurgia, que pode ser feita fora de ambiente hospitalar, apenas com anestesia local. Esse tipo de laqueadura é feito por via endoscópica, através da vagina.

Técnica Essure®

Neste procedimento, o aparelho endoscópico, chamado histeroscópio, entra pela vagina, atravessa o útero e chega às trompas, onde insere uma pequena mola chamada Essure.

A inserção de um objeto estranho nas trompas, como o Essure, causa uma reação do sistema imunológico, provocando inflamação e posterior crescimento de tecido cicatricial, o que provoca o fechamento das trompas.

Esse processo de fechamento demora cerca de três meses para se concretizar.

Após esse período, a mulher realiza um exame chamado histerossalpingografia, que consiste em uma radiografia do sistema reprodutor feminino após a administração de contrate.

Se o Essure tiver causado interrupção efetiva das trompas, o contraste não conseguirá chegar até o final das mesmas, comprovando obstrução completa da tuba uterina.

Apesar de popular, a técnica histeroscópica está sendo abandonada devido ao elevado número de complicações. Desde 2017, o procedimento já não é mais realizado na maioria dos países, incluindo Brasil e Portugal.

Frequentes casos de dor pélvica crônica e sangramentos uterinos são os efeitos adversos que levaram a própria fabricante Bayer a acabar com a comercialização do Essure (a decisão foi tomada após o procedimento ter sido proibido por várias agências de saúde ao redor do mundo).

Complicações

A laqueadura cirúrgica, realizada por laparoscopia ou por mini-laparotomia, apresenta uma taxa de complicações de 0,1%. As mais comuns incluem infecção, lesão de bexiga ou dos intestinos, hemorragia interna ou problemas relacionados à anestesia.

As três técnicas de laqueadura apresentam uma taxa de sucesso acima de 99%. Há trabalhos que mostram que após 15 anos de ligação das trompas, menos de 1% das mulheres acabaram engravidando. O grande problema é na maioria dos casos a gravidez acaba sendo sendo ectópica (gravidez tubária). Por isso, toda mulher laqueada deve procurar logo o seu ginecologista caso apresente atraso menstrual.

A laqueadura tubária não altera o ciclo menstrual nem interfere no desejo sexual da mulher.

Reversão da laqueadura tubária

O arrependimento em relação à esterilização definitiva geralmente surge nas mulheres que realizaram a laqueadura ainda jovens, antes do 25 anos. São mulheres que muitas vezes separam-se, casam-se novamente e passam a querer ter um filho com o novo marido.

A laqueadura é considerado uma esterilização definitiva. Em alguns casos a reversão até é possível, mas há riscos e o procedimento é muito mais complexo do que a ligadura das trompas. A taxa de sucesso da reversão é de apenas 20%. Por isso, se a paciente tiver qualquer dúvida ou insegurança, a laqueadura não deve ser o método contraceptivo de escolha.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/ginecologia/anticoncepcionais/laqueadura-tubaria/

Videolaparoscopia

Laqueadura: o que é, como é feita e recuperação

A videolaparoscopia é uma técnica minimamente invasiva que tem como objetivo diagnosticar e tratar doenças que acometem a região abdominal ou pélvica. O procedimento pode ser realizado em ambiente hospitalar ou ambulatorial, com a utilização de anestesia geral.

Prevê pequenas incisões de cerca de 0,5 cm e a utilização de um laparoscópio com uma microcâmera acoplada e outros equipamentos de alta tecnologia, como fibras óticas e monitores.

Eles permitem melhor visualização e iluminação ideal da cavidade abdominal e pélvica, possibilitando uma avaliação mais detalhada dos órgãos e tecidos internos e, consequentemente, diagnósticos mais precisos.

Também chamada popularmente de laparoscopia, a técnica é utilizada para realização de diversos procedimentos e apresenta diferentes vantagens, como menor trauma para a parede abdominal, menor risco de infecção, além de uma cicatriz praticamente invisível, menor duração quando comparada a cirurgias abertas e maior eficácia para diagnosticar e tratar diferentes condições.

Saiba mais sobre a videolaparoscopia neste texto, do funcionamento e indicações, aos possíveis riscos.

Quando a videolaparoscopia é indicada?

Além de procedimentos ginecológicos, a videolaparoscopia pode ser usada para, entre outros fins, coleta de tecidos para realização de biópsias, e retirada de órgão, como a cirurgia de apendicite, por exemplo. É frequentemente realizada quando os resultados de um exame físico, raios-X ou tomografia computadorizada não são claros.

Importante para determinar o estágio de neoplasias ou mesmo verificar outras lesões abdominais, a técnica permite, inclusive, a definição de critérios como profundidade. As principais indicações da videolaparoscopia incluem suspeita de tumores e outros crescimentos, lesões, sangramento interno, infecções, bloqueios ou quando há dores abdominais que não podem ser explicadas.

A videolaparoscopia é indicada em diagnósticos ginecológicos quando há dor pélvica crônica e suspeita de infertilidade, para detectar endometriose, cistos ovarianos, miomas uterinos e bloqueio nas tubas.

Já o procedimento cirúrgico é geralmente adotado para retirada do tecido endometrial ectópico, extração de miomas e pólipos, abertura das tubas uterinas, nos casos de gravidez ectópica, tratamento de condições como hidrossalpinge, para cirurgia de laqueadura (esterilização feminina) ou histerectomia (retirada do útero), por exemplo.

Em alguns casos, diagnóstico e tratamento podem ser realizados ao mesmo tempo.

Como é feita a preparação para videolaparoscopia?

O primeiro passo é um exame físico e avaliação do histórico da paciente para confirmar se não há problemas de saúde que possam impedir a realização do procedimento. De acordo com o caso, podem ser necessários, ainda, exames laboratoriais e outros testes diagnósticos.

A paciente deverá jejuar por pelo menos oito horas (sem consumo de comida ou bebida). O médico deverá ser informado se houver alergia a algum medicamento, anestesia ou materiais cirúrgicos, como látex ou fitas adesivas.

Além disso, o médico também precisa ter conhecimento do uso de medicamentos, como anticoagulantes e outros, com ou sem prescrição médica, incluindo vitaminas e suplementos.

De acordo com o objetivo da videolaparoscopia, pode ser necessária a administração de antibióticos antes e após o procedimento e, em alguns casos, de um laxante para limpeza intestinal.

Como a videolaparoscopia é realizada?

A videolaparoscopia costuma ser realizada em ambiente hospitalar e prevê a aplicação de anestesia geral.

Todas as joias e objetos de metal que possam interferir no procedimento devem ser retirados, incluindo piercings e próteses dentárias, por exemplo.

A paciente recebe uma veste e fica posicionada com as costas deitadas na mesa de cirurgia. Um cateter pode ser inserido na bexiga para coletar a urina. Após a limpeza e anestesia do local é feita a incisão, normalmente abaixo do umbigo, para inserção do laparoscópio.

Para dilatar o abdômen e facilitar a visualização dos órgãos, é utilizado dióxido de carbono. Quando a videolaparoscopia é cirúrgica, podem ser realizadas outras pequenas incisões para inserção de instrumentos.

Após a finalização, é feita a sutura dos cortes, com pontos, grampos cirúrgicos ou fitas adesivas.

A duração do procedimento varia de acordo com a indicação.

Orientações após a realização da videolaparoscopia

Na videolaparoscopia ambulatorial, a paciente é liberada logo após o procedimento. Na cirúrgica, deve aguardar cerca de uma hora na sala de recuperação ou ficar internada por pelo menos 24 horas, de acordo com o caso.

Até a cicatrização, o corte deve ser mantido limpo e seco. Os pontos ou grampos poderão ser retirados em visita posterior ao médico.

O efeito do dióxido de carbono pode durar alguns dias, provocando cólicas abdominais com dor estendida até os ombros. O consumo de líquidos é liberado logo após o procedimento, enquanto o de alimentos sólidos devem seguir orientação médica.

Atividades físicas, inclusive relação sexual, devem ser evitadas por pelo menos sete dias. O período de recuperação pode variar entre 7 e 14 dias.

Quais são os riscos de uma laparoscopia?

Embora sejam raras, possíveis complicações podem incluir sangramento da incisão, infecção e danos aos órgãos, veias ou artérias da região abdominal. Os principais sinais que indicam a necessidade de buscar orientação médica incluem:

  • Febre ou calafrios;
  • Vermelhidão, inchaço, sangramento ou pus no local da incisão;
  • Dor ao redor do local da incisão;
  • Vômito;
  • Dificuldade para urinar.

Em alguns casos, a videolaparoscopia não é recomendada:

  • Pacientes com câncer avançado na parede abdominal;
  • Pacientes com tuberculose crônica;
  • Problemas relacionados a baixa contagem de plaquetas no sangue (trombocitopenia);
  • Grande quantidade de tecido cicatricial provocado por outras cirurgias;
  • Fazer uso de medicação anticoagulante;

Источник: https://dratacianafontes.com.br/videolaparoscopia/

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