Lavagem intestinal: como é feita, benefícios e possíveis riscos

Como fazer a chuca? Sexóloga orienta e tira dúvidas sobre o tema

Lavagem intestinal: como é feita, benefícios e possíveis riscos

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A chuca é assunto rotineiro para quem pratica ou deseja fazer sexo anal, especialmente para aqueles que se preocupam com possíveis surpresas desagradáveis. Apesar de popular, a chuca nem sempre é uma prática tratada com o devido cuidado. Há diversas formas de fazê-la, e algumas nem sempre são as melhores para a saúde.

Além disso, as dúvidas em torno dessa prática são muitas, e se informar é a melhor receita para garantir que ela seja efetiva. Por isso, convidamos a sexóloga Alyne Meirelles para nos ajudar a solucionar as questões em torno do tema e indicar a melhor maneira de praticá-la. Mas primeiro, vamos entender no que consiste a chuca?

O que é chuca

A chuca, uma gíria para o termo enema, é uma técnica de limpeza da região anal que foi pensada inicialmente para ajudar pessoas com problemas de intestino. Ela consiste na introdução de água no canal do ânus e por isso também é chamada de ducha.

Sexóloga explica dúvidas sobre a chuca

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A chuca é alvo de muitas discussões médicas e também assunto popular para quem pratica sexo anal. Para ajudar a responder às dúvidas e polêmicas sobre o tema, conversamos com a sexóloga Alyne Meirelles. Acompanhe a seguir:

Quais os riscos da chuca para a saúde?

A sexóloga explica que a chuca pode atrapalhar o funcionamento do intestino e da flora intestinal, pois o jato de água vai muito além do canal do reto, fazendo uma limpeza muito mais profunda e desnecessária para o sexo anal. Além disso, pode prejudicar a mucosa da região, pois nem todos os métodos são seguros ou apropriados para a prática.

Ela reforça que a prática constante da chuca pode trazer complicações para a saúde, e isso deve ficar claro, “pois nem todo mundo conhece os riscos e ter consciência deles é extremamente necessário para fazer escolhas saudáveis” – completa.

Fazer a chuca é realmente necessário?

Segundo a sexóloga, se a pessoa tem uma alimentação boa, come muitas fibras e tem um bom funcionamento intestinal, é bem difícil que fique algum resquício de fezes no canal do reto. Sendo assim, ela diz que a chuca não é necessária, a não ser que você tenha algum problema para evacuar ou em casos médicos onde o enema é recomendado.

Como fazer a chuca de maneira segura?

Para fazer a chuca de maneira segura, a sexóloga recomenda não compartilhar os equipamentos, pelo risco de contaminação, e sempre tomar cuidado para não machucar a mucosa da região anal. Além disso, a pressão da água não deve ser forte e a sua temperatura precisa ser ambiente.

Com que frequência é recomendado fazer a chuca?

Se a chuca for feita antes de todo ato, e a prática de sexo anal for constante, ao longo do tempo isso pode trazer danos sérios para a saúde.

Não existe uma regra ou dados médicos seguros que afirmem quantas vezes você pode fazer a chuca.

Segundo Alyne, o que se sabe com certeza é que quando as pessoas a fazem com muita frequência, elas costumam ter problemas de funcionamento do intestino.

É recomendado o uso de laxante?

A profissional é enfática ao dizer que não é recomendado o uso de laxantes, supositórios de glicerina ou variantes.

Com o uso desses produtos, você vai estimular o seu corpo a fazer algo que não é normal. O enema não foi feito pensando no sexo anal, e sim na lavagem intestinal de pessoas com problemas de saúde.

Laxantes e supositórios não devem ser banalizados, porque forçam o organismo além do necessário.

Deu pra perceber que o assunto não é brincadeira e deve ser tratado com muita seriedade, não é mesmo? Para ajudar, Alyne nos explicou alguns métodos para fazer a chuca. Confira a seguir:

Métodos seguros para fazer a chuca

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Se você sabe de todos os riscos e mesmo assim quer fazer o procedimento de forma responsável, Alyne explica dois métodos que podem ser mais seguros. Confira:

Enemas pequenos e descartáveis

A sexóloga recomenda a compra de enemas menores, sem tanta pressão e descartáveis. Você pode encontrar esses equipamentos em uma sex shop.

  • Encha a “ducha” com água em temperatura ambiente. Nada de água quente, pois ela pode causar queimaduras.
  • Espalhe lubrificante na entrada do ânus.
  • Introduza a ducha de enema com cuidado.
  • Aperte a ducha e fique perto de um vaso sanitário para que a água escorra.

Se no primeiro jato a água já sair limpa, a sexóloga reforça que você deve parar por aí. Se não, repita o procedimento no máximo três vezes.

Limpeza no banho

Para a sexóloga, a higienização no banho é mais que suficiente. Após evacuar, você fará o seguinte:

  • Tome um banho normalmente. Lave suas genitais como de costume;
  • Ao final, ensaboe um dedo e introduza-o na região anal, com cuidado;
  • Mova o dedo para fazer a limpeza.

Alyne explica que não é necessário colocar o dedo muito profundamente, pois a limpeza deve ser somente no canal do reto. Não esqueça de higienizar o seu dedo antes de colocá-lo dentro do ânus.

Agora que você já sabe como fazer a chuca de forma segura, a sua saúde agradece e até o sexo anal pode ser melhor. Ainda assim, é bom entender por que métodos tão populares como o chuveirinho não são indicados. Vamos descobrir?

Métodos não recomendados para fazer a chuca

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Apesar de populares, alguns métodos podem trazer sérios riscos para a saúde. Confira a explicação da sexóloga e entenda cada um deles:

Chuveirinho do banheiro

Apesar de ser o método mais tradicional, a sexóloga não recomenda utilizar a ducha do banheiro para fazer a limpeza, pois é uma via de contaminação enorme. Por mais que você limpe-o, as bactérias e sujeiras ficam ali, correndo risco de você se contaminar várias vezes e ainda contaminar outras pessoas que usam a mesma ducha.

Além disso, o caninho do chuveirinho tem grande probabilidade de te machucar, porque é um material duro. Por isso, Alyne enfatiza: “descarte completamente essa possibilidade”.

Laxantes ou supositório de glicerina

Como já explicado anteriormente, os laxantes e supositórios de glicerina não foram feitos para a prática da chuca. Por isso, é sempre bom reforçar: se você não tem doenças que exigem o uso destes medicamentos, não os use!

Chuca com garrafa pet

Veja também Sexo anal: 6 dúvidas respondidas por especialistas

Se utilizar a ducha do banheiro já pode causar ferimentos, imagine com uma garrafa pet? Além de ser extremamente antihigiênica, a garrafa pode ferir a região anal porque é um material duro e de plástico. Evite!

Como deu para perceber, nem sempre o melhor método é o mais popular. É importante entender a melhor forma de fazer a chuca para garantir sua saúde e a de seu parceiro ou parceira.

Depois de tanta informação, não dá mais para correr o risco de fazer a chuca sem segurança. Se você sente a necessidade de fazer o procedimento, certifique-se que está seguindo os métodos mais indicados. Em caso de dúvidas ou complicações, consulte um médico.

Источник: https://www.dicasdemulher.com.br/chuca/

Biópsia da Próstata: como é feita e complicações

Lavagem intestinal: como é feita, benefícios e possíveis riscos

O termo biópsia é utilizado para todo procedimento médico no qual uma pequena amostra de um tecido é retirada de um órgão de um ser vivo para avaliação microscópica à procura de doenças.

A biópsia da próstata é feita, portanto, retirando-se uma pequena amostra da próstata para posterior avaliação em um microscópio por um médico patologista à procura de células tumorais.

Indicações da biópsia de próstata

Habitualmente, a biópsia da próstata é indicada quando o urologista suspeita da presença de um câncer da próstata após uma avaliação clínica e laboratorial inicial. Os principais dados que levam o urologista a indicar uma biópsia são um exame de PSA aumentado, um toque retal que identifique tumoração ou irregularidades da próstata ou uma ultrassonografia que detecte um nódulo suspeito.

Se você quiser saber mais sobre câncer de próstata e sua investigação, sugerimos a leitura de CÂNCER DE PRÓSTATA – SINTOMAS, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO.

Como é feita

O modo mais comum de ser realizar uma biópsia da próstata é pela via transretal, ou seja, através do ânus/reto.

A biópsia transretal é um procedimento simples, geralmente realizado no próprio consultório do urologista com o paciente acordado durante todo o procedimento e apenas com anestesia local.

O procedimento é feito com o paciente deitado de lado e com os joelhos e quadril fletidos.

O urologista insere pelo ânus uma sonda de ultrassom, semelhante à sonda usada na ultrassonografias transretais da próstata, com a diferença de haver também acoplada uma agulha de biópsia (acompanhe o texto com a ilustração abaixo). Não se assuste, pois a agulha permanece o tempo inteiro “escondida”, sendo exteriorizada apenas na hora de se obter as amostras de tecido.

O exame quando feito com anestesia é praticamente indolor, porém, ainda assim pode ser um pouco desconfortável para pessoas mais ansiosas.

Com o ultrassom o médico consegue identificar a próstata e a  localização do(s) nódulo(s) suspeito(s), inserindo a agulha no ponto exato para coleta de material.

Além dos locais suspeitos identificados pelo ultrassom, o urologista também costuma tirar pelo menos mais 6 amostras difusas de tecido prostático para aumentar a probabilidade de se obter uma amostra positiva.

Quanto maior for o volume da próstata, mais amostras podem ser obtidas.

Normalmente, o procedimento não dura mais do que 10 minutos e o paciente pode ir para casa a seguir. O resultado costuma demorar uma semana para ficar pronto.

Eventualmente, o paciente pode ter um câncer de próstata e esse não ser identificado pela biópsia. Se o tumor não for muito grande, a agulha pode não pegá-lo, sendo obtidas apenas amostras de tecido prostático sadio.

Se o quadro clínico for muito sugestivo de câncer e a biópsia apontar apenas tecido saudável, o urologista pode optar por repeti-la. Quando a biópsia é repetida, o médico pode decidir pela chamada biópsia de saturação, quando são obtidos entre 12 e 24 amostras da próstata. Deste modo, a chance de se pegar uma área acometida por células malignas torna-se bem grande.

A biópsia da próstata também pode ser feita pela via transuretral (pela uretra, canal do pênis) ou transperineal (pelo períneo, região entre o ânus e a bolsa escrotal). Essa duas vias, porém, são usadas geralmente em casos especiais apenas.

Cuidados antes da biópsia

A biópsia da próstata aumenta o risco de infecção urinária, por isso, é comum o urologista solicitar uma urocultura antes da biópsia para não fazê-la caso o paciente apresente bactérias na urina (leia: EXAME UROCULTURA | Indicações e como colher).

Se a urocultura for positiva, o paciente deve antes fazer um tratamento com antibióticos por 5 a 7 dias para esterilizar a urina. Mesmo estando a urocultura negativa, é recomendado o uso de pelo menos um comprimido de antibiótico, geralmente 500 mg a 1000 mg de ciprofloxacino, uma hora antes do procedimento. Também é comum a prescrição de antibióticos por alguns dias após a biópsia.

Alguns urologista indicam a lavagem intestinal com um enema para ser realizada no dia do procedimento em casa, porém, esta conduta não é essencial e nem todos os médicos a indicam.

Um jejum de pelo menos 4 horas é indicado.

A biópsia é um procedimento que sangra, os pacientes não devem estar tomando drogas que inibam a coagulação.

Se você toma medicamentos como Clopidogrel, Ticlopidina, Aspirina (leia: ASPIRINA | AAS | Indicações e efeitos colaterais), anti-inflamatórios (leia: ANTI-INFLAMATÓRIOS | Ação e efeitos colaterais) ou Varfarina (leia: INTERAÇÕES COM A VARFARINA (MAREVAN, VARFINE, COUMADIN)) alerte seu médico deste fato, pois a maioria dos urologistas prefere suspender estas drogas dias antes da biópsia.

Se o paciente apresenta uma próstata grande e dificuldades para urinar, o médico costuma passar uma sonda vesical para impedir que o edema da próstata após a biópsia obstrua totalmente a passagem da urina.

Cuidados após a biópsia

Após a biópsia o paciente pode ir para casa. Sugere-se evitar atividades físicas, incluindo atividade sexual até o dia seguinte. Como alguns médicos optam por uma sedação leve antes da biópsia, não é indicado dirigir após os procedimento.

É normal haver um pouco de dor na região pélvica e uma pequena perda de sangue pelo ânus. Também são comuns a presença de pequena quantidade de sangue na urina e no esperma por alguns dias. Outro achado não preocupante é uma mudança de cor do esperma por algumas semanas, ficando este geralmente mais claro.

Se o sangramento urinário ou retal for de grande quantidade ou persistir por mais de três dias, o médico deve ser consultado.

Outro sinal de complicação é a retenção urinária. Se após a biópsia o paciente tiver vontade de urinar, mas não conseguir, deve-se contatar o urologista.

Uma dor que se agrava em vez de melhorar com o passar dos dias ou a presença de febre também são sinais de possíveis complicações.

Источник: https://www.mdsaude.com/urologia/biopsia-prostata/

Lavagem intestinal – por que fazer e por que não fazer?

Lavagem intestinal: como é feita, benefícios e possíveis riscos

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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A lavagem intestinal é o procedimento que consiste na injeção1 de água ou outro líquido no intestino grosso2 através do reto3, com o auxílio de uma sonda retal, para a eliminação de toxinas4 e/ou resíduos fecais.

No entanto, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia não recomenda o uso indiscriminado dessa prática e alerta sobre os riscos da utilização inapropriada do método, tais como perfurações do intestino, infecções5 e transmissão de doenças causadas pelo uso de materiais não corretamente esterilizados, além de outros problemas que podem ser ainda mais graves se a pessoa já possuir outro problema de saúde6 como, por exemplo, um tumor7 no cólon8.

Saiba mais sobre “Perfuração intestinal”, “Câncer9 colorretal” e “Enema10 baritado”.

Por que fazer e por que não fazer lavagem intestinal?

A lavagem intestinal como recurso terapêutico, na ausência de estudos que atestam a sua validade, tem sido considerada uma espécie de panaceia para a saúde6 humana, mas como forma de limpar o organismo é uma prática bastante antiga e deriva da crença de que o organismo produz toxinas4 capazes de causar doenças que poderiam ser evitadas através da eliminação dessas impurezas.

A mesma crença motivou durante muitos anos o emprego de outros procedimentos como as sangrias com o objetivo de “limpar o sangue”, a indução ao vômito11 em pessoas sadias, etc. Porém, há muito tempo eles deixaram de ser encarados como válidos, à medida que a Medicina evoluiu como ciência. Atualmente, a lavagem intestinal tem por finalidade:

  • Eliminar a distensão abdominal e a flatulência.
  • Facilitar a eliminação de fezes, em casos de constipação12 severa.
  • Remover o sangue13 nos casos de melena14.
  • Preparar o paciente para cirurgias, exames e tratamento do trato intestinal.

Mas algumas pessoas fazem uma utilização abusiva da lavagem intestinal e a usam até mesmo para facilitar o emagrecimento. A lavagem intestinal deve ser usada apenas por recomendação e orientação de um médico e aplicada por pessoal especializado. Mesmo assim, não é um procedimento muito usual. A prática da lavagem intestinal é condenada na Califórnia desde 1958.

Leia sobre “Flatulência”, “Constipação12 intestinal em adultos” e “Melena14 e hematêmese15”.

A técnica da lavagem intestinal

São três os instrumentos que podem ser usados: o enteroclisma, a pera com cânula rígida ou a pera com cânula macia. Além deles, existem as bisnagas comerciais já prontas para uso.

O enteroclisma é um sistema muito eficaz para lavagens intestinais, composto por 5 partes: (1) um irrigador, (2) um saco plástico ou recipiente rígido com capacidade de até 2 litros e escala graduada, (3) os tubos, (4) uma cânula para a irrigação anal e (5) outra para a lavagem vaginal, se for o caso. O enteroclisma funciona por gravidade, pelo que deve colocar o saco de plástico contendo o líquido a ser inserido num nível mais elevado em relação à posição do corpo.

A pera com cânula rígida é composta por duas partes distintas que podem ser separadas, a pera de borracha e a cânula rígida. A pera com cânula macia é, pelo contrário, uma peça única de borracha, não-desmontável, com cânula flexível.

O clister pode ser calibrado com base nas necessidades do paciente e tem geralmente uma capacidade que varia entre um mínimo de 25 ml e 180 ml, para as lavagens intestinais mais difíceis.

O paciente deve ser deitado em decúbito lateral16 direito e a sonda ou cânula devem ser suavemente introduzidas através do ânus17 até atingirem o reto3 e por elas é veiculado o líquido escolhido.

Normalmente, o intestino o eliminará de volta dentro de alguns poucos minutos. Após terminada a lavagem, deve-se consumir probióticos18, como os iogurtes, por exemplo, para recompor a flora intestinal e seguir uma dieta equilibrada para manter o intestino sempre ativo e saudável.

Quais são as complicações possíveis da lavagem intestinal?

Se a técnica não for corretamente aplicada, a lavagem intestinal implica em riscos (raros) como desidratação19, infecção20, perfuração do intestino, lesão21 do reto3 pela lavagem demorada e mesmo insuficiência cardíaca22. Por isso, a lavagem intestinal deve, preferencialmente, ser feita por pessoal especializado. A aplicação muito frequente da técnica pode levar a alterações da flora intestinal normal.

Veja mais sobre “Desidratação19”, “Insuficiência cardíaca22”, “Constipação12 infantil” e “Alimentos laxativos23 e constipantes”.

ABCMED, 2017. Lavagem intestinal – por que fazer e por que não fazer?. Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2021.

Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

1 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.

2 Intestino grosso: O intestino grosso é dividido em 4 partes principais: ceco (cecum), cólon (ascendente, transverso, descendente e sigmoide), reto e ânus. Ele tem um papel importante na absorção da água (o que determina a consistência do bolo fecal), de alguns nutrientes e certas vitaminas. Mede cerca de 1,5 m de comprimento.

3 Reto: Segmento distal do INTESTINO GROSSO, entre o COLO SIGMÓIDE e o CANAL ANAL.

4 Toxinas: Substâncias tóxicas, especialmente uma proteína, produzidas durante o metabolismo e o crescimento de certos microrganismos, animais e plantas, capazes de provocar a formação de anticorpos ou antitoxinas.

5 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.

6 Saúde: 1.

Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.

7 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.

9 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).

10 Enema: Introdução de substâncias líquidas ou semilíquidas através do esfíncter anal, com o objetivo de induzir a defecação ou administrar medicamentos.

11 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.

12 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.

13 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo.

Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares).

Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.

14 Melena: Eliminação de fezes de coloração negra, alcatroada. Relaciona-se com a presença de sangue proveniente da porção superior do tubo digestivo (esôfago, estômago e duodeno). Necessita de uma avaliação urgente, pois representa um quadro grave.

15 Hematêmese: Eliminação de sangue proveniente do tubo digestivo, através de vômito.

16 Decúbito lateral: O corpo está deitado de lado. Direito ou esquerdo.

17 Ânus: Segmento terminal do INTESTINO GROSSO, começando na ampola do RETO e terminando no ânus.

19 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.

20 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.

21 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo.

Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais.

Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.

22 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.

23 Laxativos: Mesmo que laxantes. Que laxa, afrouxa, dilata. Medicamentos que tratam da constipação intestinal; purgantes, purgativos, solutivos.

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Источник: https://www.abc.med.br/p/exames-e-procedimentos/1306818/lavagem+intestinal+por+que+fazer+e+por+que+nao+fazer.htm

Como fazer a chuca? Veja sobre riscos e prevenção

Lavagem intestinal: como é feita, benefícios e possíveis riscos
Homem (Foto: Ilustrativa)

Desbravar a sexualidade e suas nuances ainda é um desafio.

Apesar de ser um tema que sempre vem à tona de diversas maneiras, seja para falar de sexo anal ou o que quer que seja, ainda há um grande abismo para conseguir um debate sério acerca do tema.

De fato, a pauta sexualidade ainda é costumeiramente atrelada somente ao pornô e quase sempre tratada como uma boçalidade.

Contudo, o tema é pertinente de modo que, quando alguém o traz à luz, contrai a obrigação de falar sobre medidas preventivas e DSTs. Nesse sentido, tratar de sexo anal, quase sempre, a palavra ‘Chuca’ ou ‘Enema’ é colocada na mesa.

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O termo designa o ato de fazer uma limpeza no intestino, para que se possa fazer um sexo anal tranquilo e sem possíveis dissabores. Desse modo, para tratar amplamente a respeito e, sobretudo, explanar riscos decorrentes da prática constante, conversamos com alguns especialistas na área.

Especialistas alertam:

Segundo a Coloproctologista Priscilla Rebouças, a prática não deve ser efetuada de formas inadequadas. Além do mais, é essencial à saúde ir até um especialista para colher orientações.

“Não há recomendação para realização da “chuca”, pelo contrário.

A camada interna do reto, chamada de mucosa, é composta de células e bactérias (microbiota intestinal) sensíveis responsáveis pela absorção de água, digestão de nutrientes e possuem, ainda, grande papel na imunidade de todo o corpo”!

“Elas não estão preparadas para sofrer atrito nem pressão exagerada pelo jato de água, por exemplo. Quando sofre machucado, há uma enorme facilidade de inflamação e infecção, principalmente por doenças sexualmente transmissíveis.

As DSTs são mais facilmente transmitidas através da relação sexual anal, tanto na própria relação sexual quanto no manejo de utensílios sexuais ou utensílios para a realização da própria “chuca”.

Desta forma, é extremamente importante receber orientações do médico coloproctologista para a relação sexual anal da forma mais segura possível, sendo extremamente importante, ainda, a avaliação periódica preventiva para o câncer de ânus“.

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Indagada sobre formas menos invasivas para limpeza do ânus, a especialista reitera a necessidade de buscar um profissional. “Existem, mas é importante que essa orientação seja dada numa consulta, após avaliação para excluir lesões ou problemas que possam ser piorados mesmo com o uso desses métodos “menos invasivos”.

A sexóloga Glicia Neves também alerta sobre os riscos do procedimento inadequado. “Usar pressão externa na área não faz bem. O ideal é usar apenas preservativo”. “Além do mais, o contato só ocorre se a pessoas estiver com fezes no reto, caso contrário é bem tranquilo. O medo maior é o constrangimento“.

Prevenção

Nesse mesmo sentido, a sexóloga e psicóloga Cristiane Yokoyama, CRP – 0526106, também concedeu algumas explanações sobre o tema e alertou para possíveis riscos.

“Fazer a chuca é algo muito pessoal e faz parte da escolha de cada pessoa, tenho muitos pacientes que relatam desconforto ao partir para relação sexual sem fazer a chuca. Isto pode até fazê-lo ir para o sexo de uma forma reprimida, sem se soltar plenamente.

Porém, deve ser sinalizado que o procedimento deve ser feito de uma maneira adequada.

Desse modo, utilizar utensílios como ‘garrafa pet’ ou ‘chuveirinho’ do banheiro não são recomendados de forma alguma, pois podem trazer inúmeros problemas como lesões ou infecções“.

“Além do mais, hoje já existe uma facilidade para executar a chuca. Você pode achar na internet ou em Sex Shops materiais próprios e higiênicos para a execução do procedimento.

São de fácil manuseio e uso e no formato correto. Nesse sentido, eles já vêm com as orientações de como usar, pois é importante lembrar que não se deve utilizar água quente e sim água na temperatura ambiente.

Assim, a prática só é recomendada com materiais adequados”.

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Procedimento correto

“É importante lembrar também que esse procedimento não deve ser feito com grande regularidade. Por exemplo: alguém que faça todos os dias pode gerar problemas de saúde. Nesse sentido, pensando na prevenção, deve ter certo cuidado. Por exemplo, se você tiver um parceiro fixo que já te conheça, questione: ‘até que ponto a chuca é necessária’?”

“Outro ponto oportuno é incentivar aassepsia antes da relação. Banhos, lavar bem a região, sobretudo a anal. Nocaso da assepsia não há contraindicações, diferente da chuca, que já deve serolhada de uma forma mais específica.

Além do mais, é essencial observar a sua própria frequência sexual. Se for algo muito frequente, o cuidado com a região deve ser redobrado e vale a pena ir ao médico e fazer uma avaliação.

Hoje há um trabalho até na fisioterapia direcionado para o ânus, até com laser e mais uma série de coisas que podem ser feitas como método de prevenção, pois o ânus é uma porta de infecção muito fácil. Nessa direção, também pode aparecer hemorroidas ou fissura na área.

Por isso é muito importante estar atento que existem riscos sim, porém eles podem ser prevenidos fazendo o procedimento da forma correta”.

Источник: https://observatoriog.bol.uol.com.br/noticias/saude/como-fazer-a-chuca-veja-sobre-riscos-e-prevencao

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