Má alimentação causa Dor de Cabeça

Alimentos que causam dor de cabeça

Má alimentação causa Dor de Cabeça

A cena é clássica: o indivíduo começa a se comportar de maneira diferente, a luz e o barulho parecem estar nas alturas e o incômodo é tão forte que a única solução é escapar para um lugar escuro, deitar e esperar a dor passar. Os ataques de enxaqueca, tão tristemente famosos quanto misteriosos, são causados por uma lista longa de fatores, das mudanças bruscas de temperatura ao esforço físico.

“O cérebro de quem sofre com a doença é mais sensível a estímulos e desequilíbrios que normalmente não afetam outras pessoas”, resume Fernando Kowacs, neurologista que coordena o Departamento de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia.

Com a sensibilidade aguçada, para essa turma até um simples lanchinho pode dar origem ao suplício.

“Estudos mostram que entre 12 e 60% dos enxaquecosos relatam ter episódios após consumir determinado alimento”, comenta Laís Bhering, nutricionista da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Para entender melhor como uma coisa está ligada a outra, pesquisadores da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, revisaram mais de 180 estudos sobre o impacto do menu na dor de cabeça.

Eles concluíram que a associação é forte a ponto de justificar uma mudança na abordagem do tratamento.

“Atualmente, o foco está nas medicações, mas deveria incluir mais as dietas preventivas e os hábitos alimentares de cada um”, aponta Vincent Martin, médico da instituição americana e um dos autores do trabalho.

A extensa investigação sugere dois caminhos para que as refeições passem de vilãs a coadjuvantes no combate à doença. Primeiro, evitar os ingredientes-gatilho (conheça os principais abaixo), tática que já é utilizada nos consultórios. O passo seguinte é priorizar uma alimentação que espante novas ocorrências.

O problema nessa história é que não dá apenas para dizer que aquela taça de vinho ou o sanduíche do final de semana sejam com certeza os causadores do incômodo.

“O fato de um grande número de pessoas ter enxaqueca depois de comer determinado alimento não quer dizer que isso ocorrerá com todo mundo.

Os fatores que disparam o problema são muito individuais”, destaca Norma Fleming, neurologista e membro da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor Crônica. Portanto, melhor é descobrir o que faz mal antes de adotar um cardápio específico.

Mesmo porque até itens saudáveis, como castanhas, frutas cítricas e banana-nanica, podem desencadear crises em sujeitos sensíveis.

Ainda não se sabe muito bem por que isso ocorre, mas a teoria mais aceita diz que algumas substâncias desses e de outros quitutes estimulariam além da conta o sistema trigeminal, conjunto de nervos que recobre parte dos vasos sanguíneos da cabeça.

“Com a sensibilização excessiva, a própria dilatação promovida pelo sangue circulando incomodaria, daí a dor pulsante”, desvenda José Geraldo Speciali, da USP de Ribeirão Preto.

Como não há suspeitos únicos para todos os casos, restrições agressivas estão fora de cogitação antes de uma confirmação sobre os motivos por trás do distúrbio. O trabalho americano analisou, por exemplo, a retirada do glúten das garfadas e viu que a proibição só evitava cefaleia em portadores de doença celíaca, que não toleram a proteína de jeito nenhum.

Já os regimes que proíbem carboidratos geram polêmica. Embora o cérebro dependa da glicose obtida dessas moléculas para trabalhar direito, há indícios de que sua limitação seja benéfica para os enxaquecosos.

“Para compensar a falta, o organismo usa gordura para produzir corpos cetônicos, uma espécie de substituto, que teria efeito preventivo”, aponta Martin. “Mas esse tipo de regime é perigoso.

Só deve ser adotado por recomendação médica e demanda monitoramento constante”, avisa.

Se por um lado o cardápio não deve ser alterado bruscamente, por outro há nutrientes que trazem, sim, alívio nesse cenário angustiante.

O ômega-3, gordura do bem presente no azeite e nos peixes, é precioso aqui em razão do seu efeito anti-inflamatório — suspeita-se que a enxaqueca seja financiada pela abundância de moléculas inflamatórias em circulação.

Na mesma linha de pensamento, perder peso e fazer atividades físicas ajudam porque o excesso de gordura financia a inflamação — e o exercício aumenta a tolerância às fontes do estorvo. Encher o prato de vegetais, ricos em antioxidantes, também tem efeito protetor nesse sentido.

Para encontrar o vilão, só mesmo ficando bem atento ao que não cai bem. “Se o incômodo ocorre três em cada quatro vezes que você ingere aquilo, é bem provável que esse seja um gatilho importante”, explica Martin. E isso não quer dizer que é comeu, doeu.

“O mal-estar se manifesta até 48 horas depois da refeição”, complementa Laís.

Uma das táticas recomendadas pelos experts é manter um diário da dor, no qual cada episódio é anotado junto com os hábitos alimentares, de sono e ansiedade — que são outros fatores intimamente ligados à cefaleia.

Aliás, é importante vigiar os demais cúmplices dessa encrenca (confira alguns abaixo), que é considerada pela Organização Mundial da Saúde a sexta doença mais incapacitante no planeta. O limite do organismo ultrassensível não é preestabelecido.

“O sistema límbico, que controla nossas emoções, está envolvido no surgimento da dor. Logo, se estivermos mais ansiosos ou cansados, há um risco maior de o alimento fazer mal”, esclarece Norma Fleming.

Seja como for, o ideal é procurar um especialista para descartar outras doenças e apurar por que enxaquecas mal resolvidas podem virar crônicas. Daí, o buraco é mais embaixo — e merece outra reportagem.

Café

Ele e o cérebro vivem uma relação quase sempre de amor. Tanto é que, na maioria das vezes, é a falta de cafeína que causa panes — aliás, ela até está presente em vários analgésicos justamente por potencializar a ação de alguns princípios ativos. “Quem toma a bebida diariamente pode sentir desconforto depois de mais de 24 horas sem nenhuma dose”, explica Vincent Martin.

Nesse contexto, se experimenta literalmente uma crise de abstinência. “Se for o caso, uma xícara no começo do episódio até alivia um pouco”, ensina José Geraldo Speciali, neurologista da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.

Por outro lado, o exagero faz mal especialmente aos pouco habituados, mas não só a eles.

“Beber quantidades maiores do que 400 miligramas por dia aumenta o risco de a ansiedade aparecer mesmo se a pessoa estiver acostumada, o que piora a enxaqueca”, completa o médico.

Os especialistas recomendam que o consumo fique em no máximo três xícaras por dia. Vale lembrar que há cafeína também nos refrigerantes, suplementos de academia e em outras bebidas.

Realçadores de sabor

O aditivo alimentar mais associado ao transtorno é o glutamato monossódico. A substância tem vocação natural para atuar na massa encefálica. “O que se acredita é que a presença dele excita o sistema nervoso, ocasionando a dor”, detalha Laís, da UFMG.

No entanto, o ácido glutâmico, a base desse ingrediente, está presente naturalmente em alimentos como carnes, queijos e alguns legumes. Por isso, é difícil dizer se é ele mesmo o culpado.

Parece que a encrenca se dá com a versão feita em laboratório e encontrada em congelados, no molho de soja e em outros industrializados. Ah, o estudo da Universidade de Cincinnati mostrou que há uma variante mais perigosa desse item.

“Sua absorção aumenta quando ele está diluído em preparos líquidos”, destaca Vincent Martin.

Salaminhos e companhia

Aqui o culpado é outro composto químico: o nitrito, usado para preservar a cor rosada e dar sabor curado e defumado ao bacon, à salsicha e a embutidos em geral. Em excesso, ele favorece a vasodilatação, o que não é ruim — a menos que você esteja entre os 15% dos brasileiros que têm enxaqueca.

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Nesse grupo, o relaxamento dos vasos quando o sangue passa causa dor porque as terminações nervosas que recobrem esses caminhos estão hipersensíveis. Aí qualquer onda é percebida como um tsunami.

“Mas vale esclarecer que a vasodilatação é precedida por outros fenômenos e não é a causa em si do problema”, diferencia Kowacs.

“Agora, a influência do nitrito sobre outras substâncias pode ocasionar uma crise até seis horas depois de ele ser ingerido”, completa.

Álcool

Não é preciso nenhum estudo para perceber que a bebedeira bagunça a cabeça. Por isso, vale aqui uma diferenciação.

Há a dor da ressaca, causada pela desidratação e por outros efeitos do abuso de álcool no organismo, e há a enxaqueca disparada por drinques específicos, quando basta uma dose para estragar a happy hour.

Nesse quesito, o campeão é o vinho tinto, cheio de moléculas benéficas para as artérias, mas disparadoras de dor para alguns azarados. E, diferentemente do que muita gente pensa, não é a qualidade ou a origem da bebida que fazem estrago.

“Um estudo já comparou as queixas depois de goles de rótulos nacionais e importados e viu que mais gente reclamava após tomar o vinho francês”, conta Kowacs. Também, entram no rol inglório de perturbadoras da paz cerebral a vodca, a cerveja e outras bebidas fermentadas.

“Parece haver uma ação das aminas presentes no líquido em alguns neurotransmissores envolvidos no desenvolvimento da crise”, aponta Laís. Nesse caso, não tem muita solução a não ser cortar as taças da rotina até que o problema esteja sob controle.

Já para evitar a dor de cabeça comum, a dica é tomar água entre as doses e não brindar de barriga vazia — além de beber com moderação, sempre.

Chocolate

Eis um clássico na lista. É que o cacau contém teobromina, substância com efeito estimulante e vasodilatador também encontrada no vinho tinto — e algumas pessoas são sensíveis a ela. O chocolate branco até tem essa molécula, mas em menores quantidades.

E há ainda uma associação curiosa nessa história: o desejo incontrolável pelo doce.

“Muitos dizem que o chocolate foi o estopim, mas na verdade a própria fissura já é um sinal do comportamento alterado que precede a crise de enxaqueca em 60% dos casos”, decifra Kowacs.

A fase que antecede o sofrimento é chamada de pródromo e começa até dois dias antes da dor em si.

Além da vontade intensa, durante esse tempo é normal sentir alterações de humor, como irritabilidade, euforia e picos de energia, sem contar perrengues como enjoo.

O quadro ainda está sendo investigado pela ciência, mas já se sabe que provoca alterações no hipotálamo — importante região do cérebro que comanda a resposta emocional ao metabolismo — e diminui o nível de alguns neurotransmissores.

Queijos

Embora os gordurosos levem a fama, qualquer variedade é capaz de ofender o sistema nervoso dos mais suscetíveis.

“Como são derivados lácteos, todos os queijos possuem componentes que servem de gatilho à dor, a exemplo de proteínas grandes demais para serem digeridas e potencialmente alergênicas”, diz Laís.

Nos organismos mais sensíveis, essas proteínas são confundidas com agentes agressores e atacadas pelas defesas do corpo, numa reação em cadeia que leva ao desconforto.

Mas a balança pesa mesmo para os tipos mais calóricos, caso do gorgonzola e do parmesão, e os curados e envelhecidos.

“Ainda não temos muitos estudos sobre os mecanismos desse processo, mas parece que a própria gordura, presente em maiores quantidades, favoreceria o ataque”, completa a nutricionista.

Sem contar que o queijo tem tiramina, componente encontrado em outros itens desta lista negra como o… vinho!

Outros fatores que abalam a cuca

Jejum

A fome e a sede dão dor de cabeça mesmo em quem não sofre com a enxaqueca. E pelo motivo mais óbvio: a falta de combustível para o cérebro.

Sono

As poucas horas de descanso refletem no dia seguinte, mas até o excesso de tempo na cama pode bagunçar o coreto. O ideal é manter a rotina.

Ambiente

Cheiros fortes ou mesmo bem específicos, como certo perfume, claridade, luzes coloridas e muito barulho também entram na lista.

Estresse

É batata: se a tensão está em alta, não há dieta que dê conta de aliviar a dor. Não é à toa que ele é considerado o principal desencadeante das crises.

Doenças

O médico precisa ser consultado sempre para descartar outros males que têm a cefaleia como sintoma, a exemplo de derrames, meningite e até tumores.

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Источник: https://saude.abril.com.br/alimentacao/alimentos-que-provocam-dor-de-cabeca/

Dor de cabeça no trabalho: descubra as causas e como minimizá-las

Má alimentação causa Dor de Cabeça

Você já sentiu dor de cabeça no trabalho? Infelizmente, não é nada difícil encontrar trabalhadores que sofram desse mal. Mas, muito além de um simples incômodo, o problema pode comprometer — e muito — o desempenho dos funcionários de uma empresa.

De acordo com uma pesquisa, intitulada My Migraine — realizada pela Novartis e European Migraine and Headache Alliance (EMHA) —, a dor de cabeça, ou cefaleia, é uma das principais responsáveis por causar diminuição do rendimento e produtividade, faltas e, até mesmo, comprometer a memória do indivíduo. Preocupante! Como é possível notar, essa condição afeta não somente o trabalhador, como a performance da própria empresa.

E para contornar o cenário, nada melhor do que conhecer a fundo as causas desse mal, bem como os principais métodos para minimizá-lo no ambiente corporativo. Acompanhe a leitura e anote as informações!

Quais são as principais causas da dor de cabeça no trabalho?

A dor de cabeça é uma complicação que já atinge boa parte da população mundial. No entanto, existem casos em que o problema se torna constante afetando, assim, a realização de muitas atividades diárias, como o próprio trabalho.

Nas empresas, a complicação é bastante comum e, por essa razão, deve ser observada com cuidado para que o rendimento da equipe não diminua, causando prejuízos à vida dos profissionais ou da corporação. Para isso, que tal conhecer melhor as principais causas desse incômodo? Confira abaixo!

Estresse

Com o estilo de vida atual, passamos boa parte do dia no escritório. E muitos desses locais não são nada saudáveis para o trabalhador. Isso porque muitas empresas estimulam o espírito competitivo entre os profissionais, gerando cada vez mais pressão para que as metas sejam superadas.

Como você pode imaginar, essa situação é capaz de desgastar qualquer um, gerando um quadro intenso de estresse. A consequência disso? Dores de cabeça intensas e persistentes.

O ideal é que o funcionário não fique todos os dias estressado e preocupado com a entrega de trabalhos ou superação de metas. É importante que os gestores organizem as tarefas, não sobrecarregando ninguém e mantendo um clima tranquilo no ambiente de trabalho.

Problemas de relacionamento com a equipe

Independentemente do porte de uma empresa, problemas de relacionamento sempre vão existir. Funcionários mal-humorados, carrancudos, estressados e que se irritam com facilidade podem colaborar para que o clima não fique legal.

E uma vez que há uma desavença, os profissionais ficam extremamente tensos, afetando, assim, a produtividade de todo o time. Mas não é só isso. Além de prejudicar os resultados da corporação, esse cenário consegue interferir na saúde dos indivíduos.

Os constantes episódios de tensão e raiva, por exemplo, provocam a temida dor de cabeça no trabalho, tornando o dia a dia de qualquer colaborador um verdadeiro pesadelo. Por essa razão, vem aumentando a quantidade de companhias que investem em programas exclusivos para ajudar os seus profissionais a conviverem de forma saudável e harmoniosa.

Privação de sono

A privação do sono é uma das grandes vilãs de quem quer fugir da dor de cabeça. Ao dormir poucas horas, o nosso corpo não consegue descansar e, tampouco, repor as energias necessárias para o nosso desempenho, afetando diretamente o sistema nervoso.

O mesmo vale para indivíduos que têm o sono interrompido várias vezes em uma mesma noite. A recomendação é que a pessoa evite trabalhar até tarde, durma sempre no mesmo horário e cumpra, pelo menos, 7 horas de sono por noite.

Excesso de cafeína

O café é internacionalmente conhecido como uma bebida capaz de nos deixar mais dispostos e atentos. Não à toa, muitos profissionais ingerem essa substância o dia inteiro para que consigam produzir melhor e, até mesmo, diminuam o cansaço típico de um dia cheio de trabalho.

No entanto, quando consumido em excesso, o café e outros produtos com cafeína podem causar problemas de saúde. Esse é o caso da irritabilidade, tremores, taquicardia e, claro, a famosa dor de cabeça.

Portanto, o melhor caminho é que as empresas eduquem os seus funcionários sobre tais riscos e, inclusive, informem que é importante consumir, no máximo, 3 xícaras de café por dia.

Má alimentação

Ao longo da jornada de trabalho, alguns profissionais ficam tão concentrados em suas tarefas que até esquecem de se alimentar — esse é o chamado jejum. Ou também, por conta da correria do dia a dia, os mesmos funcionários preferem consumir alimentos industrializados, como é o caso dos produtos congelados e repletos de conservantes, fast-foods ou refrigerantes.

A princípio, esses ingredientes parecem inofensivos, mas são capazes de contribuir para o surgimento da dor de cabeça e mais uma série de condições desagradáveis.

A sugestão é realizar refeições saudáveis, consumindo legumes, verduras e grãos integrais. Além disso, é importante se alimentar a cada três horas, para que o organismo não passe muito tempo sem receber nutrientes.

Má postura

Passar muito tempo sentado contribui não somente para o sedentarismo como para o aparecimento da dor de cabeça — principalmente se o trabalhador mantiver uma postura inadequada. Pessoas que utilizam o computador ou trabalham sentados a maior parte do tempo devem ter atenção redobrada à ergonomia.

Não é recomendado ficar com a coluna e o pescoço curvados, mas sim, eretos. Também é importante que o profissional faça pequenas pausas durante a jornada de trabalho, realizando alongamentos ou se distraindo.

Quais são os tipos de dor de cabeça?

A dor de cabeça pode ocorrer por causas variadas e em diferentes regiões da cabeça. Na maioria das vezes, ela não é resultado de doença grave, mas requer cuidados especiais ou de emergência.

Para reconhecer os sintomas no ambiente de trabalho, listamos os 4 tipos principais. Os dois primeiros podem ser agravados no ambiente laboral, seja por estresse, seja por má postura. Confira!

Enxaqueca

Dor de cabeça de intensidade moderada a severa, latejante e com duração de 3 a 72 horas, a enxaqueca pode vir acompanhada de enjoo e vômitos, tonturas, visão ofuscada, sensibilidade à luz, ruídos e cheiros diversos. Geralmente a enxaqueca incide mais sobre um lado da cabeça e seus sintomas podem ser incapacitantes ou agravar-se em pouco tempo.

As causas da enxaqueca ainda não são totalmente conhecidas, mas é mais comum apresentar em mulheres, devido às alterações hormonais do ciclo menstrual. Longos períodos de estresse ou dificuldade para dormir, por exemplo, também são motivos que desencadeiam crises de enxaqueca.

Fatores como medicamentos, alterações climáticas e ingestão de alimentos industrializados podem aumentar ainda mais as chances de desenvolver a enxaqueca.

Dor de cabeça tensional

Essa dor é considerada de leve a moderada, afetando a nuca ou a testa por completo acompanhada de sensibilidade no pescoço, nos ombros e no couro cabeludo. A enxaqueca pode ser causada por má postura, estresse, ansiedade, excesso de preocupação ou má posição durante o sono.

Seus sintomas podem demorar minutos ou várias horas, mas geralmente são pouco intensos, sem impedir a realização das atividades diárias e laborais. As dores de cabeça tensionais não são acompanhadas por náuseas ou vômitos e nem agravadas por cheiros, luz ou atividades físicas.

Cefaleia em salvas

A cefaleia em salvas é uma doença rara e caracterizada por fortes dores na cabeça, atingindo o olho e apenas um lado do rosto. Mais forte que a enxaqueca, surge durante o sono, interrompendo-o na maioria das vezes.

Pode vir acompanhada de corrimento nasal, inchaço, vermelhidão e lacrimejamento no olho do mesmo lado da dor. Como já citamos, a dor pode ser intensa, mas, também, pode repetir-se várias vezes ao longo do dia.

Dor de cabeça associada a sinusite

A sinusite é uma inflamação dos seios nasais, que costuma causar dor de cabeça ou na face, piorando quando a pessoa abaixa a cabeça ou se deita. Pode surgir ainda dor ao redor do nariz e olhos, congestão nasal e corrimentos, tosse, febre e mau hálito.

O que as empresas podem fazer para acabar com o problema?

Para suavizar esses problemas, as corporações estão investindo em alguns métodos exclusivos e capazes de cuidar da saúde dos funcionários. Um bom exemplo disso são as áreas de convivência, que são ótimas para que os trabalhadores realizem pausas e interajam com outros membros da equipe.

Já outras organizações preferem disponibilizar aulas de meditação, alongamento, ioga e outras práticas excelentes para promover o relaxamento e melhorar a saúde emocional de todos. Cuidar de detalhes como a ergonomia dos ambientes e evitar situações perigosas também são ótimas alternativas.

Caso esteja encontrando dificuldades de proporcionar mais qualidade de vida e bem-estar aos seus colaboradores, não pense duas vezes em contratar os serviços de empresas especializadas na área.

Atualmente, muitos profissionais são capacitados para observar as necessidades de uma corporação e, em seguida, identificar o que deve ser melhorado. Com essas táticas, o seu time de funcionários se sentirá muito melhor e, inclusive, o rendimento do seu negócio será maior. Pense nisso!

E então, gostou de saber mais sobre as causas da dor de cabeça no trabalho? Agora que você já conhece mais sobre o assunto, aproveite e entre em contato conosco. Será um prazer solucionar as suas dúvidas!

Источник: https://beecorp.com.br/blog/dor-de-cabeca-no-trabalho/

Nutrição: Melhores e piores alimentos para as dores de cabeça

Má alimentação causa Dor de Cabeça

A dor de cabeça, ou a chamada cefaleia, é um problema bem mais complexo do que parece e engana-se quem pensa que são todas iguais. Existem vários tipos e com causas distintas, sendo necessário identificá-las numa fase inicial para as combater e dependendo da causa decidir qual ou quais as melhores escolhas em termos de nutrição para aliviar a dor.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 75% da população, entre os 18 e os 65 anos, sofre de dores de cabeça (as mais frequentes são as enxaquecas ou cefaleias de tensão). Em Portugal, estima-se que 1 em cada 7 adultos sofra de enxaquecas, sendo as mulheres as mais afetadas.

Existem enxaquecas complicadas, que se identificam como uma dor sempre forte que ataca apenas um lado da cabeça causando náuseas, sensibilidade à luz, impedindo o normal funcionamento do dia-a-dia da pessoa.

A melhor solução para as prevenir é ingerir riboflavina, mais conhecida por vitamina B2.

Esta melhora o desempenho do cérebro e ajuda a manter a energia das células musculares, podendo reduzir em 48% a probabilidade de ter enxaquecas.

Espargos, cogumelos e quinoa são os melhores alimentos para manter as enxaquecas bem longe.

Por vezes a causa da dor de cabeça pode ser hormonal, por exemplo associada à fase menstrual, sendo que a sua origem está no estrogénio, daí que as mulheres acabam por sofrer mais deste tipo de dor de cabeça do que os homens.

Aqui, a melhor solução são os alimentos ricos em magnésio.

Os alimentos mais eficazes para combater este tipo de dor de cabeça são os espinafres, as hortaliças, a batata-doce, as bananas, as amêndoas e as sementes de girassol e abóbora.

Outra causa pode ser a tensão, sendo que esta dor de cabeça caracteriza-se por uma sensação apertada na cabeça, por norma associada ao stress e à tensão dos músculos do pescoço.

Para lutar contra este tipo de dor é essencial ingerir alimentos ricos na coenzima Q10, um poderoso antioxidante responsável pela produção de energia no nosso corpo.

Opte por ovos, atum ou cavala, brócolos e couve-flor.

Existem muito mais tipos de dores de cabeça, mas seja qual for o tipo de dor a principal causa é a desidatração! Opte por ingerir bastantes líquidos: beba água e espere uns minutos para ver se a dor diminui de intensidade.

Existem outros fatores que podem desencadear uma dor de cabeça como: as perturbações do sono, stress ou ansiedade, maus hábitos alimentares e até mudanças bruscas de temperatura.

Alguns estudos indicam que, aproximadamente, 30% dos casos de dor de cabeça estão associados à ingestão de determinados alimentos, ou à falta de alguns nutrientes ou ainda ao jejum prolongado, sendo que este último é muitas vezes desvalorizado.

Os melhores alimentos para a dor de cabeça são:

Água: Um organismo desidratado está mais suscetível a crises de dor de cabeça. Por isso, beba mais água, ao longo do dia. Não se deve beber água apenas quando se sentir sede, pois aí já é sinal de desidratação. Deve-se beber água como hábito diário e forma de prevenção.

Café: Quem diria que este pequeno hábito ajuda a aliviar as dores de cabeça. Mas o café apenas ajuda a prevenir a dor de cabeça caso já tenha hábito de consumo diário, caso contrário não necessita começar a ingerir café para prevenir as dores de cabeça. A cafeína ajuda a contrair os vasos sanguíneos, proporcionando alívio da dor de cabeça.

Mas evite tomar grandes quantidades para não desidratar e iniciar uma dor de cabeça. Não consumir a dose de cafeína a que está habituado poderá provocar dor de cabeça. Recomenda-se no máximo 2 cafés por dia.

Melancia, Melão, Meloa, Morangos… (frutas ricas em água): A desidratação é das principais causas de dores de cabeça. Da próxima vez que estiver com fome e estiver com uma dor de cabeça, coma uma fatia de melancia. A melancia ou outra fruta rica em água como melão, meloa, morangos.. vão ajudar a hidratar o corpo.

Bananas: A banana é rica em vitamina B6 ótima para combater a dor de cabeça. Esta vai ajudar a aumentar os níveis de serotonina no cérebro, que age como um anti-depressivo. Logo, ajuda a diminuir a quantidade de dor que o corpo está a sentir. A vitamina B6 também ajuda a combater a fadiga mental.

Linhaça, Girassol e Abóbora: As sementes de linhaça, girassol e abóbora têm muitos benefícios diferentes ao nível da saúde por causa da presença de ácidos gordos tipo ómega-3. Estes ácidos ajudam a combater a dor de cabeça, graças às propriedades anti-inflamatórias.

Chás: A planta ligústica é usada há séculos pelos chineses em chás para afastar as dores de cabeça. Outro grande antídoto, também usado pelos chineses, é o gengibre, que funciona como um anti-inflamatório. Qualquer chá é composto sobretudo por água o que vai hidratar e combater a dor de cabeça, dependendo da planta ou raiz usada no chá o seu efeito poderá ser ainda mais potenciado.

Os Piores alimentos para a Dor de Cabeça são:

Bebidas alcoólicas: As bebidas alcoólicas, como a cerveja e o vinho (principalmente o vinho tinto), possuem duas substâncias (histamina e tiramina) que afetam bruscamente o aparecimento de crises.

Leite e queijos curados: Produtos com leite na sua composição e todos os queijos são alimentos que contêm proteínas alergénicas podendo desencadear uma enxaqueca. Além disso, a presença da lactose pode agravar o quadro de dor.

Pastilha Elástica: Não é considerado um alimento mas o seu consumo frequente e em excesso, através do movimento repetitivo de mastigar, pode comprimir os músculos e originar uma dor de cabeça por tensão.

Sal: Muitas pessoas iniciam enxaquecas com a ingestão elevada de alimentos salgados. O sal vai aumentar a pressão sanguínea levando à dor de cabeça.

Comida chinesa e snacks: Muitos dos pratos chineses e snacks embalados estão recheados de glutamato monossódico. Muitas pessoas não absorvem corretamente este nutriente, provocando dores de cabeça.

Chocolate e Nozes: A tiramina, presente no chocolate e nas nozes, pode provocar o início de uma dor de cabeça, pois aumenta a pressão sanguínea causando a dor.

Se a dor de cabeça é algo frequente e pretende evitar, hidrate-se regularmente, evite ficar muitas horas sem comer, opte por consumir mais alimentos preventivos da dor de cabeça e evite os alimentos potenciadores da mesma.

Referências Bibliográficas:

• Sistema Nervoso Central: Enxaqueca – Reflexões. Laboratórios Pfizer Lda.; 2002 Disponível em: http://www.pfizer.pt/saude/nerv_enx_reflex.php. 2008 Jun 26.

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Sofia Pinto

Nutricionista Holmes Place Constituição

Источник: https://www.holmesplace.com/pt/pt/blog/nutricao/nutricao-melhores-e-piores-alimentos-para-as-dores-de-cabeca

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