Mancha no útero: 6 principais causas

Câncer de colo do útero: sintomas, tratamentos e causas

Mancha no útero: 6 principais causas

O câncer de colo de útero é um tipo de tumor maligno que ocorre na parte inferior do útero, região em que ele se conecta com a vagina e que se abre para a saída do bebê ao final da gravidez.

Getty Images

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de colo de útero é o terceiro mais incidente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama e do câncer colorretal. No entanto, hoje o diagnóstico é feito muito mais precocemente: na década de 1990, 70% dos casos eram diagnosticados em sua forma mais avançada. Já nos dias atuais, 44% são identificados na lesão precursora.

Tipos

Os cânceres de colo de útero normalmente são de dois tipos:

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  • Carcinomas de células escamosas ocorrem na maioria dos casos e normalmente são ocasionados pela presença do vírus HPV
  • Adenocarcinomas são cânceres de colo de útero menos comuns, mas que também podem aparecer.

Em algumas ocasiões, os dois tipos de células cancerígenas podem estar envolvidos em um só caso de câncer de colo de útero.

Causas

O câncer de colo de útero usualmente ocorre quando há uma mutação genética nas células da região, que começam a se multiplicar de forma descontrolada.

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Câncer de colo do útero

Normalmente essa mutação está relacionada a presença de alguns tipos de vírus HPV.

O HPV é muito comum em mulheres (estima-se que 90% delas entrarão em contato com alguma cepa desse vírus ao longo de sua vida), mas apenas alguns tipos do vírus estão relacionados com casos de câncer de colo do útero principalmente os tipos 16 e 18 (presentes em 70% dos casos), mas também os tipos 31, 33, 35 ou 39.

Aproximadamente 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, mas apenas 32% delas estão infectadas pelos tipos 16, 18 ou ambos. Normalmente o tumor se desenvolve a partir de uma lesão percursora, que pode ser causada pelo HPV. Elas são totalmente tratáveis e curáveis, e apenas quando não são tratadas por muitos anos, elas podem se desenvolver em um câncer.

Essas lesões não apresentam sintomas, mas são facilmente detectadas nos exames Papanicolau, colposcopia e vulvoscopia. Converse com um ginecologista sobre estes exames. Além disso, apenas a presença do HPV não ocasiona o câncer de colo de útero, é preciso ter outros fatores de risco para que a doença se desenvolva.

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Especialistas respondem sobre causas do câncer de colo de útero:

Pílula anticoncepcional pode causar câncer no colo do útero?

Ficar sem menstruar pode causar câncer de colo de útero?

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Mulheres que nunca tiveram relação sexual podem ter câncer de colo de útero?

Corrimentos vaginais podem aumentar risco de ter câncer de colo de útero?

Uma mulher que tem HPV de risco automaticamente está com câncer?

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Fatores de risco

Os fatores de risco para câncer de colo de útero envolvem:

  • Início precoce da vida sexual, que aumenta o risco de ter HPV
  • Grande quantidade de parceiros sexuais também aumenta o risco de contrair HPV
  • Presença de outras DSTs, como gonorreia, sífilis, clamídia ou HIV aumentam o risco do HPV
  • Sistema imunológico mais fraco, principalmente em pessoas que tem alguma condição de saúde que interfere em sua imunidade, faz com que o HPV tenha mais chances de se manifestar
  • Tabagismo pode aumentar incidência de carcinoma de células escamosas
  • Uso prolongado de pílula anticoncepcional (por mais de 5 anos)
  • Histórico de três ou mais gestações
  • Uso de DIU
  • Histórico familiar de câncer de colo de útero.

Além disso, existem fatores de risco que aumentam o risco de cânceres de modo geral, como:

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  • Excesso de peso
  • Baixo consumo de frutas e vegetais.

Sintomas de Câncer de colo do útero

O câncer de colo de útero inicial ou mesmo o pré-câncer não costumam apresentar sintomas e são somente detectados pelos exames de rotina femininos.

Os casos mais avançados de câncer no colo do útero costumam causar:

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  • Sangramento vaginal seja durante a relação sexual, entre as menstruações ou após a menopausa
  • Corrimento vaginal anormal e com coloração e odores diferentes do normal
  • Dor na pelve ou durante a relação sexual.

Casos ainda mais avançados podem apresentar sintomas como:

  • Anemia devido ao sangramento anormal
  • Dores nas pernas ou nas costas
  • Problemas urinários ou intestinais
  • Perda de peso não intencional.

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Buscando ajuda médica

A melhor forma de detectar precocemente um câncer de colo de útero ou qualquer outro problema comum de saúde feminina é indo anualmente ao ginecologista e fazendo os exames de rotina.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar um câncer no colo do útero são:

  • Clínico geral
  • Ginecologista
  • Oncologista

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Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram.
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quais são os seus sintomas?
  • Quando você começou a apresenta-los?
  • Você faz os exames de Papanicolau desde que têm uma vida sexual ativa? Já apresentou um resultado deste exame anormal?
  • Você já foi tratada devido a algum problema no colo do útero?
  • Você já foi diagnosticada com alguma DST?
  • Você usa medicamentos que possam suprimir seu sistema imunológico?
  • Você fuma ou já fumou? Em que quantidades?
  • Você pensa em ser mãe no futuro?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para câncer de colo de útero, algumas perguntas básicas incluem:

  • Qual a causa mais provável dos meus sintomas?
  • Que tipo de exames eu devo fazer?
  • Quais são os tratamentos disponíveis e o que posso esperar?
  • Qual o prognóstico?
  • Por quanto tempo preciso fazer as consultas de rotina após o término do tratamento?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Câncer de colo do útero

O câncer de colo de útero em estágio inicial costuma ser rastreado periodicamente pelo ginecologista nas consultas de rotina. Para detectá-lo ou as lesões do HPV os exames mais usados são:

  • Papanicolau
  • Colposcopia e vulvoscopia, com biópsia se necessário
  • Exame de HPV através do DNA, que coleta as células do colo do útero e verifica a presença do vírus. Esse exame é feito em mulheres com mais de 30 anos ou com mais jovens, desde que tenham um Papanicolau anormal.

Os exames de prevenção costumam ser feitos depois que a mulher começa a ter uma vida sexual ativa. Por isso, é muito importante começar a visitar o ginecologista regularmente nessa época, até para que ele converse com a mulher também sobre métodos anticoncepcionais.

Quando o câncer de colo de útero já está em curso, alguns exames podem ser feitos para identificar a extensão do tumor:

  • Biópsia da região
  • Tomografia computadorizada
  • Ultrassom
  • Ressonância magnética
  • Tomografia por emissão de pósitrons (PET-Scan).

O câncer de colo de útero é dividido nos seguintes estágios:

  • Estágio 0 ou carcinoma in situ: quando as células cancerígenas ainda estão na superfície do colo do útero
  • Estágio I: quando o câncer invade o colo do útero, mas se mantêm nessa região, sem ir para fora do útero
  • Estágio II: o câncer já cresceu para fora do útero, mas ainda nãose espaçhou para as paredes da pelve ou para a vagina
  • Estágio III: o câncer atingiu a vagina e a parede da pelve e pode estar bloqueando a uretra
  • Estágio IV: o câncer já se espalhou para outras regiões do organismo como a bexiga, reto, pulmões ou fígado.

Tratamento de Câncer de colo do útero

As opções de tratamento para o câncer de colo de útero variam conforme o estadiamento do tumor. Veja as opções abaixo:

Na cirurgia os médicos podem retirar o tecido atacado pelo câncer. Também existe a opção de retirarem o colo do útero e o útero todo (histerectomia simples) e também a vagina e os linfonodos da região (histerectomia radical).

O tipo de cirurgia é escolhido conforme o estadiamento do câncer (quantas áreas foram atacadas) e o desejo da mulher de engravidar, visto que a retirada do útero impede a possibilidade de ter filhos.

A radioterapia usa radiação para matar as células cancerígenas. Ela pode ser feita externamente e/ou internamente. Na primeira técnica, um raio é aplicado de fora do corpo, já na interna o material da radioterapia é colocado dentro da vagina por alguns minutos.

A radioterapia pode fazer com que a menstruação pare ou com que a menopausa comece antes em mulheres que estão em pré-menopausa.

Mulheres que desejam engravidar depois do tratamento devem conversar com seu médico sobre formas de preservar a fertilidade após o tratamento.

A quimioterapia pode ser feita como um complemento à radioterapia ou para reduzir o tumor antes da cirurgia.

Quando o médico encontra lesões pré-cancerígenas no colo do útero de uma mulher, as opções envolvem a destruição desse tecido de duas formas:

  • Crioterapia: nela o tecido com células malignas é destruído através de um congelamento. Ela pode ser feita com anestesia local
  • Tratamento com laser: o laser também pode ser usado para destruir o tecido com células malignas. A vantagem é que ele pode ser feito no consultório do médico com anestesia local.

Imunoterapia para o tratamento do câncer é, de uma forma bem simples, uma maneira de combater o problema utilizando o próprio sistema de defesa do corpo para atacar as células do câncer.

Convivendo/ Prognóstico

O câncer de colo de útero quando diagnosticado em fase não invasiva ou em estágio I tem altas chances de cura (entre 80 e 90%). No entanto, as chances diminuem conforme o quadro estiver mais avançado.

Por isso é muito importante realizar os exames de rotina para câncer de colo de útero, o que permite uma detecção precoce do câncer ou das lesões pré-cangerígenas.

O tratamento pode levar a alguns problemas de fertilidade ou na sexualidade da mulher. É importante conversar com seu médico se você deseja ter filhos depois do tratamento, pois algumas providências podem ser tomadas, como o congelamento de óvulos.

A histerectomia pode levar a problemas como secura vaginal, fraqueza nos músculos da pelve e até dor no ato sexual, devido a encurtamento da vagina. Todos estes problemas têm soluções e podem ser conversados com seu médico.

Especialista responde: quem tem câncer de colo de útero corre risco de ter câncer de mama?

Referências

Instituto Nacional do Câncer (Inca)

Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC)

Sociedade Americana do Câncer

Manual Merck para profissionais de saúde

Clínica Mayo (centro médico de referência nos Estados Unidos)

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/cancer-de-colo-do-utero

Câncer de colo do útero

Mancha no útero: 6 principais causas

O câncer de colo de útero acomete principalmente mulheres com mais de 25 anos e tem como principal agente o papilomavírus humano (HPV), que também pode infectar homens. 

O câncer de colo do útero, também conhecido por câncer cervical, é uma doença de evolução lenta que acomete, sobretudo, mulheres acima dos 25 anos. O principal agente da enfermidade é o papilomavírus humano (HPV), que pode infectar também os homens e estar associado ao surgimento do câncer de pênis.

Veja também: Maioria das mulheres não associa câncer de colo do útero ao HPV

Antes de tornar-se maligno, o que leva alguns anos, o tumor passa por uma fase de pré-malignidade, denominada NIC (Neoplasia Intraepitelial Cervical), que pode ser classificada em graus I, II, III e IV de acordo com a gravidade do caso.

Embora sua incidência esteja diminuindo, o câncer de colo do útero ainda é o quarto câncer mais incidente em mulheres (desconsiderando o câncer de pele não melanoma) e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

Felizmente, as estatísticas estão mostrando que 44% dos casos diagnosticados no País são de lesão in situ precursora do câncer, ou seja, lesões que ainda estão restritas ao colo e não desenvolveram características de malignidade. Nessa fase, a doença pode ser curada na quase totalidade dos casos.

Tipos de tumor

Os dois tipos mais frequentes de tumor maligno de colo de útero estão associados à infecção pelo HPV. São eles: os carcinomas epidermoides (80% dos casos) e os adenocarcinomas (20% dos casos).

Fatores de risco para câncer de colo do útero

A infecção pelo HPV, responsável pelo aparecimento das verrugas genitais, representa o maior fator de risco para o surgimento do câncer de colo de útero.

Apesar de existir mais de uma centena de tipos diferentes desse vírus, somente alguns estão associados ao tumor.

São classificados como de alto risco os tipos 16, 18, 45 e 56; de baixo risco, os tipos 6, 11, 41, 42 e 44, e de risco intermediário os tipos  31, 33, 35, 51 e 52.

Podem ser citados, ainda, como fatores de risco:

  • Início precoce da atividade sexual;
  • Múltiplos parceiros sexuais ou parceiros com vida sexual promíscua;
  • Cigarro;
  • Baixa imunidade;
  • Não fazer o Papanicolaou com regularidade;
  • Más condições de higiene;
  • Histórico familiar.

Sintomas do câncer de colo de útero

Nas fases iniciais, o câncer de colo de útero é assintomático. Quando os sintomas aparecem, os mais importantes são:

  • Sangramento vaginal especialmente depois das relações sexuais, no intervalo entre as menstruações ou após a menopausa;
  • Corrimento vaginal (leucorreia) de cor escura e com mau cheiro.

Nos estágios mais avançados da doença, outros sinais podem aparecer. Entre eles, vale destacar:

  • Massa palpável no colo de útero;
  • Hemorragias;
  • Obstrução das vias urinárias e intestinos;
  • Dor lombar e abdominal;
  • Perda de apetite e de peso.

Diagnóstico do câncer de colo do útero

A avaliação ginecológica, a colposcopia e o exame citopatológico de Papanicolaou realizados regular e periodicamente são recursos essenciais para o diagnóstico do câncer de colo de útero.

Na fase assintomática da enfermidade, o rastreamento realizado por meio do Papanicolaou permite detectar a existência de alterações celulares características da infecção pelo HPV ou a existência de lesões pré-malignas.

Vídeo: Dr. Drauzio ensina a partir de que idade mulheres precisam fazer o Papanicolaou

O diagnóstico definitivo, porém, depende do resultado da biópsia.

Nos casos em que há sinais de malignidade, além de identificar o tipo do vírus infectante, é preciso definir o tamanho do tumor e se está situado somente no colo uterino ou se já invadiu outros órgãos e tecidos (metástases). Alguns exames de imagem (tomografia, ressonância magnética, raio x de tórax) representam recursos importantes nesse sentido.

Dada a importância do diagnóstico precoce, as mulheres precisam ser permanentemente orientadas sobre a necessidade de consultar o ginecologista e fazer o exame de Papanicolaou nas datas previstas, como forma de identificar possíveis lesões ainda na fase de pré-malignidade.

Vacina contra o HPV

A vacina do HPV continua sendo medida preventiva essencial. A imunização tem segurança e eficácia comprovadas.

Ela protege contra alguns dos principais tipos de vírus relacionados ao câncer.

No SUS, a vacina é oferecida para meninas de nove a 14 anos, meninos de 11 a 14 anos, pessoas que vivem com HIV e transplantados entre nove e 26 anos (desde que estejam em acompanhamento médico).

A vacina tem duas doses, com a segunda seis meses após a primeira. Para pessoas com HIV e transplantados, são três doses no esquema 0, 2 e 6 meses.

Veja também: Por que vacinar seus filhos contra o HPV

Mesmo mulheres vacinadas devem continuar fazendo o exame de rastreamento de Papanicolaou, que também é oferecido pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde, já que existem tipos de vírus não contemplados pela vacina que também podem provocar o tumor.

Em 2017, o Ministério da Saúde passou a oferecer gratuitamente a vacina também para meninos na faixa de 11 a 14 anos.

Vídeo: Dr. Drauzio explica por que meninos também devem ser vacinados

Tratamento do câncer de colo do útero

Parte das mulheres sexualmente ativas, que entra em contato com o HPV, pode debelar a infecção espontaneamente ou com tratamento médico pertinente. Caso isso não ocorra, o tratamento tem por objetivo a retirada ou destruição das lesões precursoras pré-malignas.

No entanto, uma vez confirmada a presença de tumores malignos, o procedimento deve levar em conta o estágio da doença, assim como as condições físicas da paciente, sua idade e o desejo de ter, ou não, filhos no futuro.

Vídeo: Assista ao primeiro episódio de “Guerreiras”, com histórias de pacientes com câncer de colo do útero

A cirurgia só deve ser indicada, quando o tumor (carcinoma in situ) está confinado no colo do útero. De acordo com a extensão e profundidade das lesões, ela pode ser mais conservadora ou promover a retirada total do útero (histerectomia).

A radioterapia externa ou interna (braquiterapia) tem-se mostrado um recurso terapêutico eficaz para destruir as células cancerosas e reduzir o tamanho dos tumores. Apesar de a quimioterapia não apresentar os mesmos efeitos benéficos, pode ser indicada na ocorrência de tumores mais agressivos e nos estádios avançados da doença.

Recomendações para prevenir o câncer de colo do útero

  • Apesar de a orientação da administração da vacina ser a partir dos nove anos de idade, não existe idade mínima para as meninas iniciarem a imunização;
  • Nunca é demais ressaltar que o uso da camisinha em todas as relações sexuais é um cuidado indispensável contra a infecção não só pelo HPV, mas também por outros agentes de infecções sexualmente transmissíveis como a aids.

Perguntas frequentes sobre o câncer de colo do útero

Câncer de colo de útero avançado tem cura?

O câncer de colo do útero quando diagnosticado em fase não invasiva ou em estágio I tem altas chances de cura (entre 80 e 90%). Há chance em estágios posteriores, mas ela diminui conforme o quadro estiver mais avançado.

Qual a relação entre câncer de colo do útero e pílula anticoncepcional?

Estudos sugerem que anticoncepcionais podem aumentar o risco desse tipo de tumor.

Segundo o National Institute of Health, principal órgão de Saúde dos Estados Unidos, o risco aumenta cerca de 10% para quem faz uso da pílula por até cinco anos, 60% para uso entre cinco e nove anos e o dobro de risco para dez anos ou mais. Entretanto, o risco volta a diminuir após a interrupção do uso do contraceptivo oral.

Câncer de colo do útero tem cheiro?

O câncer propriamente, não, mas o corrimento vaginal sintomático da doença tem odor forte.

Câncer de colo do útero pode voltar?

Sim. Vários fatores, como tipo específico do tumor e extensão da doença contribuem para maior ou menor risco de recidiva.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/cancer-de-colo-do-utero/

Placenta Prévia: causas, sintomas e tratamento

Mancha no útero: 6 principais causas

Dizemos que a gestante tem placenta prévia, ou placenta de inserção baixa, quando a sua placenta está posicionada em um local que provoca obstrução total ou parcial do colo do útero, que é efetivamente por onde o bebê precisa passar na hora do parto vaginal. A placenta prévia é, portanto, nada mais do que uma obstrução da saída do útero provocada por uma placenta mal localizada.

Duas são as complicações mais relevantes das gestantes que têm placenta prévia: a obstrução à saída do bebê na hora do parto e o risco de sangramento (até 80% das gestantes com essa condição apresentam sangramento vaginal indolor).

Neste artigo vamos explicar o que é a placenta prévia, quais são os seus sintomas, suas complicações e as opções de tratamento.

Após a conclusão desse texto, não deixe de ler também sobre os principais sinais e sintomas de alerta durante a gravidez: 10 SINAIS QUE PODEM INDICAR PROBLEMAS NA GRAVIDEZ.

O que é a placenta?

A placenta é um órgão materno-fetal, que só existe durante a gravidez. Sua função é prover oxigênio e nutrientes para o feto, através da troca de sangue com a mãe, e produzir hormônios que são importantes para a manutenção da gravidez.

Placenta e cordão umbilical

A placenta possui duas faces, uma que fica inserida à parede do útero, ligada a centenas de vasos sanguíneos maternos, e outra voltada para o feto, que é onde conecta-se o cordão umbilical. Desta forma, este órgão age como uma comunicação entre a circulação sanguínea da mãe e do feto.

A placenta começa a se formar já nos primeiros dias após a implantação do embrião ao útero. A formação da circulação materno-fetal costuma estar completa ao redor da 12ª semana de gestação. Isso não significa, porém, que a placenta não continue crescendo ao longo de toda a gravidez. No terceiro trimestre, o órgão chega a atingir, em média, 22 cm de diâmetro e 0,5 kg de peso.

Após o nascimento do bebê, a placenta perde a sua utilidade  e acaba sendo expulsa minutos depois do parto.

O que é a placenta prévia?

A placenta pode se aderir à qualquer parte do útero. Na maioria das gestações, a placenta localiza-se na parte posterior alta, que é uma região oposta ao colo do útero, que é por onde o feto deverá sair em caso de parto normal.

Dizemos que a gestante tem placenta prévia quando a placenta apresenta uma inserção baixa, obstruindo a saída do colo do útero de forma total ou parcial.

Na verdade, a placenta não fica fixa em uma localização única durante toda a gravidez. Conforme o útero e a própria placenta crescem, a sua posição costuma mudar. Uma gestante pode ter placenta prévia durante as fases iniciais da gravidez, mas chegar ao terceiro trimestre com a placenta localizada mais acima, sem risco de obstruir a saída do útero.

Contudo, quanto mais tempo a placenta permanece com implantação baixa, maior é o risco dela estar obstruindo a saída do útero no final da gravidez, de tal forma que:

  • Dentre as placentas que apresentam inserção baixa entre a 15ª e 19ª semanas de gestação, apenas 12% permanecem como placenta prévia até o momento do parto.
  • Dentre as placentas que apresentam inserção baixa entre a 20ª e 23ª semanas de gestação, apenas 34% permanecem como PP até o momento do parto.
  • Dentre as placentas que apresentam inserção baixa entre a 24ª e 27ª semanas de gestação, 49% permanecem como PP até o momento do parto.
  • Dentre as placentas que ainda apresentam inserção baixa entre a 28ª e 31ª semanas de gestação, 62% permanecem como PP até o momento do parto.
  • Dentre as placentas que ainda apresentam inserção baixa entre a 32ª e 35ª semanas de gestação, 73% permanecem como PP até o momento do parto.

Portanto, um diagnóstico de placenta prévia no início do 2º trimestre de gestação tem um significado diferente do diagnóstico de placenta prévia ao final do 3º trimestre.

Enquanto a maioria das mulheres com implantação baixa da placenta no inicio da gravidez não terão placenta prévia ao final, apenas uma minoria delas com inserção baixa no terceiro trimestre chegarão ao parto com a saída do útero livre.

Tipos

Os tipos de placenta prévia são divididos de acordo com o grau de obstrução à saída do útero. Historicamente, a placenta prévia era dividida em 4 categorias:

  1. Placenta baixa → A placenta apresenta inserção baixa, mas não chega a encobrir a saída do útero
  2. Placenta prévia marginal → A borda da placenta chega a encostar na abertura do colo do útero, mas não chega a obstruí-lo.
  3. Placenta prévia parcial → A placenta cobre parcialmente a saída do útero.
  4. Placenta prévia total → A placenta cobre totalmente a saída do útero.

Atualmente, porém, a classificação da placenta prévia foi reduzida para apenas 2 categorias, que acabam por ditar a forma de parto a ser escolhida (explicamos mais à frente):

  • Placenta previa minor ou placenta de inserção baixa → são os casos em que há obstrução parcial da saída do útero, havendo um distância de até 2 cm entre a borda da placenta e o orifício interno do colo uterino.
  • Placenta previa completa ou major →  Obstrução total do orifício interno do colo do útero.

Fatores de risco

Não sabemos exatamente o porquê de algumas mulheres desenvolverem placenta prévia. Sabemos, porém, que alguns fatores facilitam a sua ocorrência. Estes são chamados fatores de risco; os principais são:

Sintomas

De 1 e 6% das grávidas apresentam placenta prévia entre a 10ª e 20ª semana de gestação. O diagnóstico é habitualmente feito através da ultrassonografia obstétrica (leia: ULTRASSOM NA GRAVIDEZ). A maioria destas mulheres é assintomática, e em 90% dos casos, a placenta deixa de ser prévia espontaneamente conforme o útero vai crescendo.

Os sintomas da placenta prévia costumam surgir nas grávidas que chegam à segunda metade da gravidez ainda com uma placenta com inserção baixa. Nestes casos, até 80% das gestantes apresentam pelo menos um episódio de sangramento vaginal indolor.

Entre as mulheres que sangram, 30% têm o primeiro episódio antes da 30ª semana, 30% entre a 31ª e a 36ª semana e outros 30% entre a 36ª semana e o momento parto.

Apenas 10% das grávidas com placenta prévia não apresentam sangramento vaginal durante a gravidez.

O sangramento vaginal provocado pela placenta prévia costuma ser vermelho vivo. O volume de sangue perdido varia de pequeno a grande. Em geral, o sangramento para espontaneamente, sem a necessidade de nenhum tratamento específico. No entanto, quase sempre ele retorna dias ou semanas depois.

Complicações

A principal complicação da placenta prévia é a hemorragia, que pode surgir antes, durante ou após o parto. A perda de sangue pode ser volumosa e colocar a vida da gestante e do feto em risco.

As gestantes que têm placenta prévia são mais propensas a ter uma placenta que implanta-se muito profundamente ao útero e acaba por não descolar facilmente na hora do parto. Esse tipo de placenta é chamada de placenta acreta. O risco de sangramento maciço é alto e pode exigir uma histerectomia (remoção cirúrgica do útero) para controlá-lo.

Tratamento

O tratamento da placenta prévia depende de alguns fatores, sendo os mais importantes:

  • Se a paciente tem sangramentos abundantes ou com grande frequência.
  • A idade gestacional.
  • O tipo de placenta prévia.

Gestantes assintomáticas ou com sangramento discreto

Nestes casos, indica-se repouso e abstenção sexual. O parto é geralmente induzido na 37ª semana.

A via do parto depende do tipo de placenta prévia. Placenta prévia completa ou placenta com obstrução incompleta, mas cuja borda está a menos de 2 cm do orifício de saída do colo do útero, são indicações para parto cesariano.

Por outra lado, grávidas cuja borda da placenta está a mais de 2 cm do orifício de saída do colo uterino podem ser submetidas ao parto vaginal, pois o risco de sangramento é baixo.

Se durante o parto, porém, houver hemorragia, a via deve ser alterada para cesariana.

Gestantes com sangramento vaginal moderado a grande

Nestes casos, a gestante deve ser internada e tratada com transfusões sanguíneas. Se a gravidez já tiver 36 semanas, uma cesariana costuma ser realizada.

Caso a gravidez tenha menos de 35 semanas, o tratamento inicial costuma ser conservador, havendo interrupção da gravidez por cesariana apenas se o sangramento não parar ou se o bebê começar a apresentar sinais de sofrimento.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/gravidez/placenta-previa/

HPV: perigo além do útero

Mancha no útero: 6 principais causas

No tribunal dos colaboradores do câncer, o papilomavírus humano, mais conhecido pela sigla HPV, já não responde apenas por danos a um único órgão ou por uma ameaça exclusiva ao sexo feminino. O micro-organismo sexualmente transmissível continua responsável pela esmagadora maioria dos tumores de colo de útero, um dos campeões em incidência entre as mulheres.

É preciso lembrar que nem todos os HPVs estão mancomunados com o câncer – hoje se sabe que os tipos 16 e 18 são os principais envolvidos. “E o contato com o vírus, mesmo que seja um de alto risco, não significa que haverá um tumor”, tranquiliza a bióloga Paula Rahal, da Universidade Estadual Paulista, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

Predisposição genética para o câncer, baixa imunidade e tabagismo pesam na conta que resulta no problema. “Até 80% das mulheres infectadas eliminam o HPV espontaneamente em dois anos sem ter sintomas”, conta a ginecologista Cristina Helena Rama, do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, na capital paulista.

Mas, claro, não dá para confiar na sorte, sob pena de cair no grupo das que irão colher retaliações mais graves. “Daí a necessidade de se submeter a exames de rotina, como o papanicolau, que identificam alterações no útero”, orienta Cristina. “Do momento da infecção ao surgimento do câncer podem transcorrer até 20 anos”, avisa Paula.

Estendendo a mensagem aos outros alvos do HPV, qualquer sinal de algo errado na boca, na garganta ou no pênis merece policiamento médico. Aliás, um estudo também associou esse vírus ao câncer de mama. Mas os especialistas ouvidos por SAÚDE! acreditam que é cedo para fazer essa última acusação.

Prevenção

De qualquer modo, antes de procurar o intruso, você deve saber o que está ao seu alcance para se esquivar dele. Parte da resposta resvala nos princípios do sexo seguro. “Apesar de não ser 100% eficaz no caso do HPV, a camisinha ajuda a evitar a infecção”, diz Cristina. O problema é que o preservativo é deixado para a hora da penetração.

E mais: o próprio saco escrotal, por exemplo, pode portar o vírus. Por mais careta que soe, quanto menos parceiros alguém tiver, menor o risco do contágio. Também é crucial cortar outros fatores pró-câncer. “Para os tumores de garganta, há um efeito combinado entre o cigarro, o álcool e a presença do vírus”, afirma Carvalho.

A fórmula mais segura e eficiente seria a imunização, por enquanto destinada às meninas entre 9 e 13 anos. Especialistas já avaliam a aplicação em outras faixas etárias e a liberação para os homens – nos Estados Unidos, um dos imunizantes foi aprovado para a ala masculina visando à prevenção das verrugas genitais.

“Dos tumores associados ao vírus, cerca de 70% dos de colo de útero, 80% dos de amígdala e 40% dos de pênis estão relacionados aos HPVs 16 e 18, os contemplados pelas vacinas disponíveis”, diz a bióloga Luisa Lina Villa, do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, em São Paulo. A despeito dos estudos em andamento e da discussão custo/benefício, o maior pesadelo do HPV será sua condenação a um futuro com vacina para todo mundo.

Entra um vírus, sai um câncer

Entenda por que alguns tipos de HPV, como o 16 e o 18, provocam tumores no colo do útero, na boca, na garganta, no pênis…

1. Basta o contato sexual – ou uma carícia mais ousada – e o vírus ganha o corpo do novo hospedeiro. Logo, ele se desloca até um local perfeito para o bote – uma mucosa como a do útero ou a da garganta. Uma vez ali, despeja seu material genético dentro de uma célula. Então, o DNA do HPV se mistura com o da célula que infectou.

2. Com esse casamento dos genomas do vírus e da célula, o micro-organismo deixa de se reproduzir, mas consegue fabricar duas proteínas, a E6 e a E7. Elas são capazes de anular o trabalho de dois genes humanos, o p53 e o pRb, que zelam pelo bom funcionamento do nosso código genético.

3. Desativados, esses genes não enviam a mensagem de que a célula defeituosa deve ser destruída. Dessa forma, essa espécie de aberração celular se multiplica, gerando outras unidades imperfeitas. E então surge o tumor, que, se não for eliminado a tempo, fatalmente cresce e se espalha.

A família HPV

Cutâneos: como a classificação sugere, essa turma de papilomavírus humanos, da qual fazem parte os tipos 1 e 2, invade a pele e está por trás do surgimento de verrugas, especialmente nas mãos e nos pés.

Genitais: são os HPVs transmitidos sexualmente. Há os de baixo risco, como os tipos 6 e 11, que provocam verrugas – bem incômodas, é verdade – no pênis, na vagina ou no ânus. E completam o bando os vírus de alto risco, caso dos tipos 16, 18, 31 e 45, estreitamente associados com o aparecimento do câncer, sobretudo o de colo de útero.

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Sintomas inusitados do HPV

Boca: lesões avermelhadas na língua, nos lábios ou nas mucosas das bochechas que aparecem do nada e não vão embora. Visitas periódicas ao dentista ajudam a investigar toda a cavidade bucal.

Garganta: irritações na faringe ou nas amígdalas – esse sintoma pode ser semelhante ao de uma infecção bacteriana -, além de incômodos ou dores persistentes ao engolir um alimento.

Colo do útero: dores no abdômen, desconforto ao urinar ou o aparecimento de secreções na vagina.

Vagina e vulva: manchas avermelhadas ou lesões na porta de entrada do aparelho reprodutor feminino, além de coceira intensa.

Pênis: lesões de tons avermelhados na glande, a cabeça do pênis, bem como feridas e verrugas, acompanhadas de coceira.

Ânus: coceira recorrente, surgimento de pequenos nódulos, sangramento e dores sobretudo ao evacuar.

Outros micróbios que causam câncer

Estima-se que cerca de 20% dos casos de câncer do globo sejam resultado do ataque de um parasita. Conheça outros exemplos de possíveis associações

Vírus do herpes: linfoma e tumores de nasofaringe

Vírus das hepatites b e c: câncer de fígado

Helicobacter pylori (bactéria): câncer de estômago

Schistosoma mansoni (verme): câncer de bexiga

Mycobacterium tuberculosis (bactéria): carcinoma de células escamosas (pele, garganta, esôfago, bexiga, útero…)

Antes tarde do que nunca

O ideal é que todo estrago desencadeado pelo HPV fosse remediado antes de virar um tumor. No entanto, nem sempre é possível surpreender o problema em fase tão precoce, seja no útero, seja na garganta… Se uma lesão detonada pelo micro-organismo for identificada a tempo, medicamentos, cauterizações ou pequenas cirurgias são capazes de conter a ameaça.

Quando, porém, o vírus sai de cena e abre alas ao câncer, os médicos podem lançar mão, dependendo da área acometida, de procedimentos cirúrgicos, quimio ou radioterapia.

“Nos tumores de cabeça e pescoço, a presença do vírus costuma ser um sinal de uma melhor resposta ao tratamento”, conta o cirurgião Fernando Dias.

E o velho lema continua valendo: quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maior a chance de cura.

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Источник: https://saude.abril.com.br/bem-estar/hpv-perigo-alem-do-utero/

Ferida no útero nem sempre gera sintomas e pode dificultar a gravidez

Mancha no útero: 6 principais causas

A ferida no colo do útero, cientificamente chamada de ectopia cervical ou papilar, é causada por uma inflamação da região do colo do útero.

Por isso, ela tem diversas causas, como alergias, irritações a produtos, infecções, e pode até ser causa da ação da mudança de hormônios ao longo da vida da mulher, inclusive na infância e na gravidez, podendo acontecer em mulheres de todas as idades. 

Ela nem sempre provoca sintomas, mas os mais comuns são corrimento, cólica e sangramento, e o tratamento pode ser feito com cauterização ou com uso de remédios ou pomadas que ajudam a cicatrizar e combater infecções. A ferida no útero tem cura, mas se não for tratada pode aumentar, e até, virar câncer.

Principais sintomas

Os sintomas de ferida no útero nem sempre estão presentes, mas podem ser:

  • Resíduos na calcinha;
  • Corrimento vaginal de cor amarelada, branco ou esverdeado;
  • Cólica ou desconforto na região pélvica;
  • Coceira ou ardência ao urinar.

Além disso, dependendo da causa e do tipo de ferida, a mulher pode ainda apresentar sangramento vaginal após a relação.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da ferida no colo do útero pode ser feito através do exame papanicolau ou colposcopia, que é o exame no qual o médico ginecologista consegue ver o útero e avaliar o tamanho da ferida. Na mulher virgem, o médico poderá observar o corrimento ao analisar a calcinha e através do uso de um cotonete na região da vulva, que não deve romper o hímen.

Possíveis causas

As causas da ferida no colo do útero não são totalmente conhecidas, mas podem estar ligadas a inflamações e infecções não tratadas, tais como:

  • Alterações de hormônios na infância, adolescência ou menopausa;
  • Alterações do útero na gravidez;
  • Ferimento após o parto;
  • Alergia a produtos da camisinha ou absorventes internos;
  • Infecções, como HPV, Clamídia, Candidíase, Sífilis, Gonorreia, Herpes.

A principal forma de contrair uma infecção desta região é através do contato íntimo com um indivíduo contaminado, principalmente quando não se usa o preservativo. Ter muitos parceiros íntimos e não ter higiene íntima adequada, também facilitam o desenvolvimento de uma ferida. 

Como tratar

O tratamento para ferida no útero pode ser feito com o uso de cremes ginecológicos, que são cicatrizantes ou à base de hormônios, para facilitar a cicatrização da lesão, que devem ser aplicados diariamente, pelo tempo determinado pelo médico. Outra opção é a realização da cauterização da ferida, que pode ser à laser ou com uso de produtos químicos. Leia mais em: Como tratar a ferida no útero. 

Se for causada por uma infecção, como candidíase, clamídia ou herpes, por exemplo, devem ser usados medicamentos específicos para combater o micro-organismo, como antifúngicos, antibióticos e anti-virais, prescritos pelo ginecologista. 

Além disto, a mulher que tem uma ferida no útero tem maior risco de se contaminar com doenças, por isto deve tomar maiores cuidados, como uso de preservativo e vacinação para o HPV.

Para identificar uma lesão o mais precoce possível, e diminuir os riscos à saúde, é importante que todas as mulheres façam uma consulta com um ginecologista pelo menos 1 vez ao ano, e sempre que houver sintomas como corrimento, procurar imediatamente ajuda médica. 

Ferida no útero atrapalha engravidar?

A ferida no colo do útero pode atrapalhar a mulher que deseja engravidar, porque elas alteram o pH da vagina e os espermatozoides não conseguem chegar ao útero, ou porque as bactérias podem chegar às trompas e causar doença inflamatória pélvica. No entanto, as lesões leves geralmente não atrapalham a gravidez.

Esta doença também pode acontecer durante a gravidez, o que é comum devido às alterações de hormônios neste período e deve ser tratada o mais rápido possível, pois a inflamação e infecção podem atingir o interior do útero, o líquido amniótico e o bebê, causando risco de aborto, parto prematuro, e, até, infecção do bebê, que pode ter complicações como atraso do crescimento, dificuldade respiratória, alterações nos olhos e ouvidos.  

Ferida no útero pode causar câncer?

A ferida no útero geralmente geralmente não causa câncer, e geralmente é resolvida com o tratamento. Entretanto, em casos de feridas que têm um crescimento rápido, e quando o tratamento não é realizado adequadamente, o risco de virar câncer é aumentado.

Além disto, a chance de uma ferida no útero virar câncer é maior quando ela é causada pelo vírus HPV. O câncer é confirmado através da biopsia realizada pelo ginecologista, e o tratamento deverá ser iniciado assim que se confirme o diagnóstico, com cirurgia e quimioterapia.

Источник: https://www.tuasaude.com/ferida-no-utero/

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