Mastectomia: o que é, quando é indicada e principais tipos

Contents
  1. O que é mastectomia e como ela é feita?
  2. Os tipos de mastectomia 
  3. Mastectomia simples 
  4. Mastectomia dupla 
  5. Mastectomia poupadora da pele 
  6. Mastectomia poupadora do mamilo 
  7. Mastectomia radical 
  8. Um pouco mais sobre a mastectomia 
  9. Mastectomia: o que é, tipos e indicações para a realização da cirurgia
  10. O que é a cirurgia de mastectomia?
  11. Tipos de mastectomia
  12. Quando é indicada a mastectomia?
  13. Cuidados pós-operatório
  14. Reconstrução mamária
  15. Mastectomia: entenda quando é indicada e os tipos desta cirurgia
  16. O que é mastectomia
  17. Mastectomia subcutânea ou adenomastectomia
  18. Mastectomia radical
  19. Mastectomia radical modificada
  20. Mastectomia simples
  21. Mastectomia x cirurgia conservadora
  22. Quando a mastectomia é indicada
  23. Mas então, o que é a mastectomia profilática?
  24. Reconstrução mamária após mastectomia
  25. Qual o tempo de recuperação de uma mastectomia
  26. Quando a Mastectomia é indicada?
  27. Quando a mastectomia é indicada?
  28. Toda mastectomia é igual?
  29. Mastectomia Preventiva
  30. Mastectomia Parcial
  31. Mastectomia Total
  32. Mastectomia Radical
  33. A Recuperação
  34. Neste momento, será muito importante a participação da família, parceiro e amigos, para que a mulher sinta-se acolhida e amada e encontre forças para seguir em frente.
  35. Alessandra Morelle  
  36. Mastectomia: o que é, tipos, pós-operatório e síndrome da dor
  37. O que é a mastectomia?
  38. Quando fazer a mastectomia?
  39. 1. Mastectomia parcial
  40. 2. Mastectomia total
  41. 3. Mastectomia radical
  42. 4. Mastectomia preventiva
  43. Como é o pós-operatório?
  44. O que é a síndrome dolorosa pós mastectomia?
  45. Acupuntura
  46. Drenagem linfática

O que é mastectomia e como ela é feita?

Mastectomia: o que é, quando é indicada e principais tipos

Publicado por:We care Publicado:06/02/2019 Visitas:17889 Comentários:0

Atualmente, uma das principais formas de combater o câncer de mama é com a cirurgia de remoção do tumor. Essa cirurgia pode ser de dois tipos, sendo a cirurgia conservadora da mama, ou a mastectomia.

A diferença entre as duas é simples. Enquanto a cirurgia conservadora da mama preserva a maior parte do tecido mamário e sua aparência, a mastectomia consiste na retirada desse tecido em prol da cura e/ou tratamento.

Existem diferentes tipos de mastectomia e formas de realização dessa cirurgia. No post de hoje, vamos explicar as mais comuns para que você tenha um entendimento melhor sobre o procedimento.

Os tipos de mastectomia 

A mastectomia pode ser realizada quando uma mulher não puder ser tratada com a cirurgia conservadora da mama, ou quando a própria paciente optar pela mastectomia ao invés da cirurgia conservadora.

Mastectomia simples 

Este é o tipo mais comum de mastectomia e consiste na retirada de todo o tecido mamário, incluindo os mamilos, mas não a retirada dos linfonodos auxiliares e nem o tecido muscular sob a mama.

Os linfonodos podem ser retirados por meio de outro procedimento, na mesma cirurgia, se for necessário. A alta hospitalar acontece, geralmente, no dia seguinte ao da cirurgia.

Mastectomia dupla 

A mastectomia dupla é feita em casos onde as mulheres têm o risco de desenvolver o câncer de mama na outra mama, consistindo na retirada de ambas na mesma cirurgia. Diversos fatores podem levar a esse risco, sendo que somente o médico terá autoridade para decidir quando fazer uma mastectomia dupla.

Mastectomia poupadora da pele 

Esse é um tipo de mastectomia voltada para mulheres que desejam fazer a reconstrução da mama, seja imediata ou posterior. O tecido mamário é removido, porém, a pele é preservada. São utilizados implantes ou tecidos de outras partes do corpo para reconstruir a mama. Porém, este tipo de mastectomia não é recomendado se a mulher tiver um câncer muito próximo da superfície da pele.

Mastectomia poupadora do mamilo 

Semelhante à mastectomia poupadora da pele, a poupadora do mamilo é indicada para quem tem um tumor pequeno em estágio inicial próximo à parte externa da mama, sem sinais de doença na pele ou perto do mamilo.

Nesta cirurgia ocorre a retirada do tecido mamário, mas a pele e o mamilo são preservados. O médico então verifica a existência de células cancerosas no mamilo. Caso não haja, a cirurgia é seguida da reconstrução mamária.

Mastectomia radical 

Neste procedimento, o médico remove toda a mama, os linfonodos e o tecido muscular mamário. Essa cirurgia é raramente utilizada, sendo mais indicada em casos de grandes tumores que estão crescendo nos músculos peitorais.

Um pouco mais sobre a mastectomia 

Muitas mulheres com câncer de mama em estágios iniciais podem escolher entre a cirurgia conservadora da mama e a mastectomia.  A mastectomia não garante uma sobrevida maior ou uma chance de cura maior em relação à cirurgia conservadora da mama, podendo variar de paciente para paciente. A mastectomia é uma boa opção se a mulher:

  • Não consegue fazer radioterapia ou prefere uma cirurgia mais extensa para não fazer radioterapia.
  • Já fez radioterapia na mama.
  • Já fez cirurgia conservadora da mama e a doença não foi completamente removida.
  • Tem duas ou mais áreas de câncer na mesma mama que não estão próximas o suficiente para serem removidas sem alterar a aparência da mama.
  • Tem um tumor maior que 5 cm ou um tumor grande em relação ao tamanho de sua mama.
  • Está grávida e precisa fazer radioterapia durante a gravidez, com risco para o feto.
  • Tem um fator genético, como uma mutação BRCA, que pode aumentar sua chance de um segundo câncer
  • Tem uma doença importante do tecido conjuntivo, como esclerodermia ou lúpus, que pode torná-la sensível aos efeitos colaterais da radioterapia
  • Tem câncer de mama inflamatório.

A realização da mastectomia diminui as chances de recidiva na mesma mama, mas não para a outra mama ou metástase para outros órgãos.

Se a paciente desejar fazer a cirurgia de reconstrução mamária, a equipe médica deve ser informada antes da mastectomia, pois pode ser possível realizar a reconstrução na mesma cirurgia (reconstrução imediata). Caso contrário, ela poderá ser realizada posteriormente (reconstrução tardia).

Quanto à recuperação da mastectomia, a maioria das mulheres pode voltar às suas atividades rotineiras em até 4 semanas. Porém, caso seja realizada a reconstrução mamária, esse tempo pode se estender.

Pode ou não ser necessário fazer quimioterapia ou radioterapia após a cirurgia, e isso depende de uma série de fatores a serem definidos pela equipe médica.

A paciente e seus familiares receberão uma série de instruções do que pode ou não ser feito e de como proceder durante o período de recuperação pós-cirúrgico. Caso ocorram efeitos adversos, o médico deve ser informado imediatamente.

Aproveite e compartilhe esse post com seus amigos e familiares. Outras pessoas que eles conhecem podem estar precisando deste conhecimento.

Fontes:

http://www.oncoguia.org.br/conteudo/mastectomia-para-cancer-de-mama/6564/265/

Источник: https://www.wecareskin.com/blog/o-que-e-mastectomia-e-como-ela-e-feita

Mastectomia: o que é, tipos e indicações para a realização da cirurgia

Mastectomia: o que é, quando é indicada e principais tipos

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O câncer de mama é o segundo tipo de câncer que mais acomete as mulheres brasileiras segundo dados divulgados pelo Inca (Instituto Nacional do Câncer).

Quando a paciente não pode ser tratada por meio de uma cirurgia conservadora da mama (lumpectomia), ou em casos de suspeita inicial de tumores malignos, a mastectomia é a cirurgia indicada pelos médicos como forma de tratamento e prevenção à doença.

A seguir, explicaremos com detalhes o que é a cirurgia de mastectomia, os tipos, em quais casos o procedimento é necessário, os principais cuidados pós-operatórios e também sobre a reconstrução mamária. Continue a leitura!

O que é a cirurgia de mastectomia?

O médico e cirurgião plástico Tiago Simão (CRM: 137.398) explica que a mastectomia é a cirurgia realizada para a retirada total ou parcial da mama. Na maioria das vezes, é recomendada para pacientes diagnosticadas com câncer de mama.

“O médico deverá avaliar o tamanho e extensão do tumor para definir a melhor indicação cirúrgica. Se o tumor tiver uma pequena dimensão e não estiver comprometendo outros tecidos, é possível tentar uma cirurgia conservadora, onde se preserva a maior parte do tecido mamário e sua aparência.

Caso contrário, faz-se necessária a mastectomia para remoção de todo tecido mamário em prol do tratamento”, afirma.

A mastectomia é indicada ainda em casos de “ginecomastia (volume anormal da mama masculina), como parte da cirurgia de redesignação sexual do homem transexual e também pode ser feita preventivamente em mulheres que possuem ambos os genes do câncer de mama (BRCA1 e BRCA2), o que representa um risco de mais de 80% de desenvolvimento da doença”, completa o médico ginecologista da Clínica Mais Excelência Médica, Marcelo Ponte (CRM: 141950).

Tipos de mastectomia

Os tipos de mastectomia se diferenciam por dois principais fatores: a forma como a cirurgia é realizada e a quantidade de tecido que é removida. Confira mais informações:

  • Mastectomia total ou simples: na mastectomia total são retiradas as glândulas mamárias por completo, aréola, mamilo e parte da pele da mama. Em alguns casos em que apresenta o risco de disseminação para os gânglios linfáticos, é necessária a realização de uma linfadenectomia regional.
  • Mastectomia dupla: “a mastectomia dupla é realizada em casos onde a mulher tem o risco de desenvolver o câncer de mama na outra mama, consistindo na retirada de ambas na mesma cirurgia. Diversos fatores podem levar a esse risco, e somente o médico poderá avaliar a necessidade de se fazer esse procedimento”, diz Simão.
  • Mastectomia preventiva: é indicada somente para mulheres com o risco muito elevado de desenvolver o câncer de mama, como aquelas que possuem histórico de doença na família ou que apresentam alterações genéticas que podem causar o câncer. Consiste na retirada da região interna da mama, ou seja, da glândula mamária juntamente com os ductos mamários, locais onde podem ocorrer a formação de um tumor.
  • Mastectomia poupadora de pele: caracteriza-se pela preservação de grande parte da pele da mama. É recomendado para as mulheres que consideram a reconstrução mamária imediata, usando-se de implantes ou tecidos do próprio corpo para a realização do procedimento. No entanto, não é uma cirurgia indicada para pacientes que possuem tumores maiores ou que estão próximos à superfície da pele.
  • Mastectomia poupadora de mamilo: procedimento seguido pela reconstrução mamária, indicado às mulheres que possuem um tumor pequeno, em estágio inicial e que não apresentam sinais da doença na parte externa da mama (pele ou próximo ao mamilo). Sendo assim, a cirurgia consiste na retirada do tecido mamário, porém com a preservação da pele da mama e do mamilo.
  • Mastectomia radical: a mama, os linfonodos axilares e os músculos peitorais que localizam-se sobre a mama são totalmente removidos neste procedimento. Como o próprio nome diz, é uma cirurgia radical indicada em casos de pacientes que possuem grandes tumores crescendo nos músculos peitorais e que apresentam risco de disseminação.
  • Mastectomia radical modificada: é a cirurgia que combina a mastectomia simples com a retirada dos linfonodos axilares, preservando-se um ou ambos os músculos peitorais.

Como visto até aqui, a mastectomia se divide em diferentes formas de cirurgia. Vale ressaltar a importância de consultar-se frequentemente com um médico ginecologista para avaliações preventivas e a verificação do procedimento indicado para cada caso. Lembre-se que quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de cura do câncer de mama.

Quando é indicada a mastectomia?

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Tumores menores podem ser tratados a partir de técnicas mais conservadoras, como a quadrantectomia (remoção de apenas uma parte da mama). Já a mastectomia é recomendada dependendo da relação entre o tamanho do tumor e da mama, normalmente quando o tumor encontra-se localmente avançado e pode comprometer tanto a pele como o músculo. Saiba quais são as principais indicações:

  • Tumores grandes com diâmetro maior que 5 cm;
  • Tumores inflamatórios que envolvem os vasos linfáticos e acometem a pele;
  • Impossibilidade de preservação da glândula mamária devido a tumores multicêntricos (vários tumores na mesma mama);
  • Tumores com calcificações extensas;
  • Reaparecimento do tumor na mesma mama;
  • Quando a radioterapia e a cirurgia conservadora não são indicadas.

A mastectomia é também uma forma de cirurgia preventiva para mulheres com histórico familiar de câncer de mama e/ou mutações nos genes BRCA1 e BRCA2. Tais alterações podem ser detectadas por meio de um teste genético específico, feito a partir da análise de uma amostra de sangue.

Cuidados pós-operatório

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Segundo Simão, a recuperação pós-cirúrgica da mastectomia é rápida, com 1 a 2 dias de internação dependendo do tipo do procedimento (bilateral ou unilateral). O uso do dreno se faz necessário durante os primeiros dias para a retirada da secreção e deve ser esvaziado conforme a orientação do médico. Confira os demais cuidados:

  • Ingerir a medicação corretamente (analgésicos ou anti-inflamatórios);
  • Não pegar peso, dirigir ou fazer exercícios até a liberação médica;
  • Entrar em contato imediato com o médico em caso de febre, dor intensa, vermelhidão ou inchaço no local da cirurgia ou no braço do lado operado;
  • Fisioterapia para auxiliar na movimentação dos braços, circulação e diminuição das contraturas causadas pela cicatrização.

Praticar a respiração profunda também ajuda no aumento da movimentação do tórax e relaxamento do corpo. A recomendação é respirar profundamente, segurar o ar por alguns segundos, soltá-lo e relaxar. Esse processo deve ser repetido 5 vezes.

Reconstrução mamária

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A mastectomia é uma cirurgia que, muitas vezes, pode abalar a autoestima das mulheres que a realizam. Por isso, a reconstrução mamária é uma opção indicada para as pacientes que querem se sentir bem com o próprio corpo novamente.

Simão explica que, para a realização do procedimento, deve-se considerar a forma, a aparência e o tamanho da mama após a mastectomia.

A reconstrução pode ser feita seguida da retirada da mama ou alguns meses depois, com a inserção de prótese de silicone, gordura corporal ou retalho muscular.

“A data mais indicada depende do tipo de câncer e deve ser decidido com o cirurgião, mas, em muitos casos, pode ser necessário esperar algum tempo até a total cicatrização ou após a realização de exames para confirmar a remoção completa das células malignas” certifica.

No entanto, a reconstrução mamária é contraindicada em casos de pacientes com o câncer ainda ativo, ou quando apresenta metástase.

“Outros fatores que podem impedir a realização da cirurgia é se a mulher não estiver dentro das condições clínicas exigidas, como por exemplo: apresentar problemas cardíacos mais graves, problemas renais ou problemas de saúde que possam colocar a paciente em risco durante o procedimento. Se a mesma for fumante, será necessário interromper o tabagismo, caso contrário a cirurgia não poderá ser realizada” completa o médico.

As informações contidas nesta página têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Источник: https://www.dicasdemulher.com.br/mastectomia/

Mastectomia: entenda quando é indicada e os tipos desta cirurgia

Mastectomia: o que é, quando é indicada e principais tipos

As decisões sobre os tratamentos do câncer de mama envolvem muitos fatores, como características pessoais e familiares, análise genética e características do tumor. Mas o tratamento cirúrgico é sempre necessário em casos em que a doença não está disseminada. E entre os procedimentos cirúrgicos mais comuns, está a mastectomia.

Por isso, neste artigo, vou explicar o que é a mastectomia e esclarecer algumas das principais dúvidas sobre esse tratamento.

O que é mastectomia

A mastectomia (“tomia” significa incisão, corte, retirada) é como se chama genericamente a retirada da mama de forma cirúrgica. O mastologista pode fazer uma mastectomia, preservando ou não a pele, aréola e mamilo. Por isso, existem diferentes tipos de mastectomia que se diferenciam com base em como é feita a cirurgia de mastectomia e quanto tecido é removido.

Mastectomia subcutânea ou adenomastectomia

Este é um procedimento que se caracteriza pela retirada de toda a glândula mamária, preservando a pele da mama. Porém, podendo ou não poupar a aréola e mamilo, conforme a necessidade.

A mastectomia poupadora de pele é a retirada da glândula mamária e da aréola e mamilo, conservando toda a pele da mama, a partir da borda da aréola. Já a mastectomia poupadora de pele, aréola e mamilo é a retirada da glândula mamária, mantendo toda a pele da mama, aréola e mamilo.

Mastectomia radical

Atualmente, essa cirurgia não é muito realizada. Ela compreende a retirada de toda a mama, inclusive de grande parte da pele, o que inclui a aréola e o mamilo. Toda a glândula mamária também é retirada da musculatura que está abaixo da mama (músculos pequeno e grande peitoral). Nesse procedimento também se remove toda a cadeia de gânglios axilares.

Mastectomia radical modificada

Essa cirurgia também não é muito realizada hoje em dia. Ela inclui a retirada de toda a mama, inclusive de grande parte da pele, o que inclui a aréola, o mamilo e toda a glândula mamária, mas preservando a musculatura que está abaixo da mama. Nesse procedimento também se remove toda a cadeia de gânglios axilares.

Mastectomia simples

Esse tipo de mastectomia compreende a retirada de toda a mama, inclusive de grande parte da pele, o que inclui a aréola, o mamilo e toda a glândula mamária.

Mastectomia x cirurgia conservadora

A chance de cura da doença é mais ou menos a mesma ao se fazer a retirada total da mama ou fazer a cirurgia conservadora.

O que muda é que, na cirurgia conservadora, na grande maioria das vezes, a radioterapia se torna obrigatória, por segurança.

Mas, a principal diferença entre estes procedimentos é a estética. Além disso, dependendo do tipo de mastectomia, o tempo de recuperação pode ser maior.

Quando a mastectomia é indicada

O cirurgião mastologista sempre vai raciocinar da seguinte maneira: equilibrar a segurança (não deixar sobrar células de tumor na mama) e a estética ou função. Dessa forma, isso significa realizar a cirurgia da forma mais segura possível, pensando em eliminar o câncer ao máximo, mas procurando proporcionar o menor dano físico e estético.

Por isso, segundo a American Cancer Society, muitas mulheres com câncer em estágio inicial podem escolher entre a cirurgia conservadora e a mastectomia. Em muitos casos, pacientes preferem a mastectomia como uma forma de eliminar todo o câncer o mais rápido possível. Portanto, a mastectomia pode ser recomendada se a paciente:

  • Não pode fazer radioterapia;
  • Prefere uma cirurgia mais invasiva em vez de radioterapia;
  • Já teve a mama tratada com radioterapia no passado;
  • Tem duas ou mais áreas de câncer na mesma mama que não estão próximas o suficiente para serem removidas sem alterar muito a aparência da mama;
  • Tem um tumor com mais de 5 cm de diâmetro ou um tumor grande em relação ao tamanho da mama;
  • Estão grávidas e precisariam de radioterapia enquanto ainda estão na gestação (com risco de danos ao feto);
  • Tem um fator genético, como uma mutação BRCA, que pode aumentar a chance de um segundo câncer;
  • Tem uma doença grave do tecido conjuntivo, como esclerodermia ou lúpus, que pode torná-lo especialmente sensível aos efeitos colaterais da radioterapia;
  • Tem câncer de mama inflamatório.

Entenda melhor o que significa a mutação dos genes BRCA1 e BRCA2

Mas então, o que é a mastectomia profilática?

Uma mastectomia profilática, também chamada de mastectomia preventiva, é o procedimento de remoção da mama que é feito antes mesmo do câncer ser encontrado. Geralmente, a mulher pode optar pela mastectomia profilática nos seguintes casos:

  • Teve câncer em uma mama e quer diminuir as chances de ter câncer na outra mama;
  • Fez uma biópsia que mostrou carcinoma lobular in situ (LCIS);
  • Tem uma mutação genética que a torna mais provável de desenvolver câncer de mama;
  • Tem histórico familiar forte de câncer de mama.

Mas a decisão sobre realizar este procedimento deve ser feita pesando diversos fatores e conversada com o mastologista.

Reconstrução mamária após mastectomia

Ao planejar a cirurgia, também pode ser discutida a possibilidade de se fazer uma reconstrução da mama. Esse é outro procedimento cirúrgico que pode ser realizado junto com a cirurgia para o tratamento do tumor, ou em um segundo momento.

Entenda como funciona a cirurgia de reconstrução mamária

Qual o tempo de recuperação de uma mastectomia

A permanência no hospital para mastectomia é em média dois a três dias, segundo a Breastcancer.org. Já a recuperação desta cirurgia pode levar algumas semanas ou mais tempo se tiver feito uma reconstrução. É muito importante um descanso relativo e uma alimentação adequada nas primeiras semanas após a cirurgia e ter ajuda em casa de familiares ou amigos.

Saiba mais sobre tratamentos do câncer de mama aqui.

Источник: https://silviobromberg.com.br/mastectomia-quando-e-indicada-e-tipos-de-cirurgia/

Quando a Mastectomia é indicada?

Mastectomia: o que é, quando é indicada e principais tipos

Os dados são do INCA (Instituto Nacional do Câncer), e demonstram a importância de se falar sobre o câncer de mama, sobre o diagnóstico e os tratamentos disponíveis.

Um desses tratamentos é a Mastectomia: a remoção cirúrgica parcial ou total da mama.

O assunto é delicado e levanta uma série de questões pessoais entre as mulheres.

A possibilidade da perda de uma mama leva a sentimentos de medo, insegurança e muitas dúvidas. Hoje trouxe o assunto para meu blog, onde falarei um pouco mais sobre os tipos de mastectomia, sua recuperação, e como saber quando a mastectomia é indicada.

Quando a mastectomia é indicada?

Assim como cada diagnóstico de câncer é único, a escolha do tratamento também será de acordo com as necessidades e condições do paciente. Os procedimentos são escolhidos em conjunto com o mastologista ou cirurgião plástico.

Geralmente, a mastectomia será indicada nos seguintes casos:

  • Quando a paciente apresenta quadro de tumor localizado, em estágios precoces;
  • Quando a mulher apresenta um risco elevado de desenvolver um câncer de mama (alterações genéticas ou histórico familiar);
  • Quando seja necessário complementar os tratamentos de quimioterapia e radioterapia;
  • Quando seja possível prevenir um câncer de mama, na outra mama, caso a mulher tenha histórico da doença.

É importante ressaltar que, devido à importância da mama, sempre que possível tenta-se preservar o órgão ao máximo.

Uma pesquisa do Centro de Câncer da Universidade do Texas (MD Anderson Cancer Center) mostrou que amamentar reduz o risco de desenvolver câncer de mama. Leia sobre esta incrível descoberta neste post.

Toda mastectomia é igual?

É importante saber que uma mastectomia não se resume a um tipo único de procedimento. Na verdade, de acordo com o tamanho das mamas, do tumor e do objetivo que se deseja alcançar, será realizado um tipo específico de cirurgia.

Dependendo dos casos citados anteriormente, existem diferentes tipos de mastectomia. São elas:

Mastectomia Preventiva

Como o próprio nome já indica, a mastectomia preventiva é realizada para que se evite o desenvolvimento de um câncer de mama, e é indicada somente para aquelas mulheres que possuem um risco muito alto da doença.

Esses riscos incluem alterações genéticas (BRCA1 e BRCA2) e histórico familiar.

A mastectomia preventiva envolve a retirada de toda a glândula mamária,  preservando-se a pele, aréola e mamilo. A glândula mamária é substituída por uma prótese de silicone. Este procedimento também é chamado de adenomastectomia. Nesta situação, o risco de câncer reduz em até 90%.

Esta é, com certeza, uma dúvida que assombra muita gente: quando o câncer é considerado curado? Clique aqui e saiba mais.

Mastectomia Parcial

A mastectomia parcial também é conhecida como setorectomia, se trata da remoção de um tumor benigno ou maligno, sem que exista a necessidade de se retirar toda a mama.

Nesse procedimento, alguns gânglios da região mamária também podem ser removidos, para que se avalie a extensão da doença para os gânglios linfáticos axilares. Quando se realiza uma mastectomia parcial ou setorectomia para remoção de um tumor maligno, geralmente se faz necessário aplicar radioterapia na área da mama remanescente após a cirurgia.

Mastectomia Total

Nesse procedimento, a mama é retirada por completo: incluindo a pele, a aréola e o mamilo. A indicação deste procedimento depende muito do tamanho e localização do nódulo maligno, assim como da sua relação com o tamanho da mama. Quem faz esta avaliação é o mastologista.

Mastectomia Radical

Este tipo de cirurgia era muito utilizado no início do tratamento do câncer de mama e atualmente está em desuso.

Isto porque os estudos mostraram que a realização de cirurgias menos agressivas com a complementação de radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia, conforme cada caso, tem os mesmos índices de cura.

Na mastectomia radical é feita a retirada da mama toda, além dos músculos que se encontram debaixo dela e também os gânglios da região axilar.

A Recuperação

O período que se segue após uma mastectomia é realizado com a ajuda de sessões de fisioterapia para que a paciente recupere os movimentos e não sinta mais dores.

Massagens localizadas ajudam a estimular a região, com movimentos específicos, e em alguns casos, pode-se prescrever analgésicos para tornar este período um pouco mais confortável. Complicações no pós-operatório não são comuns nesse tipo de cirurgia.

Neste momento, será de vital importância a participação da família, parceiro e amigos, para que a paciente sinta-se acolhida e amada

Existe ainda a opção de se realizar uma reconstrução mamária para recuperar a forma natural dos seios.

Você pode ler mais sobre este procedimento clicando aqui.

A reconstrução pode ser realizada logo após o procedimento da mastectomia ou ainda por etapas: a região será gradualmente corrigida.

É importante salientar que muitos diagnósticos exigirão que se aguarde um tempo até que a cirurgia esteja totalmente cicatrizada, e que exames confirmem que as células malignas foram removidas por completo até que se realize a reconstrução.

A reconstrução da mama pode devolver à paciente a sua auto-estima, sua feminilidade, proporcionando assim uma recuperação mais saudável.

Neste momento, será muito importante a participação da família, parceiro e amigos, para que a mulher sinta-se acolhida e amada e encontre forças para seguir em frente.

Espero que as informações que compartilhei aqui tenham sido úteis e sanado algumas das dúvidas frequentes sobre a mastectomia.

Até a próxima!

Alessandra Morelle  

Источник: https://alessandramorelle.com.br/quando-a-mastectomia-e-indicada/

Mastectomia: o que é, tipos, pós-operatório e síndrome da dor

Mastectomia: o que é, quando é indicada e principais tipos

Passar por uma mastectomia não é fácil.

Além de enfrentar um tumor ou nódulos, as mulheres ficam receosas e tendem a diminuir sua autoestima.

Para que você tenha todo conhecimento necessário sobre a mastectomia, preparamos um guia completo que vai desde as indicações clínicas até a Síndrome da dor Pós Mastectomia.

Quer saber mais? Então, venha com a gente!

O que é a mastectomia?

A mastectomia é um tipo de cirurgia para remoção de pelo menos uma das duas mamas. Normalmente, é indicada para casos de câncer de mama. Em alguns casos, ela pode ser apenas parcial. Isso significa que apenas uma parte do tecido da mulher é removido. Por outro lado, é total quando toda a mama é retirada.

Além disso, há casos em que mesmo tecidos próximos precisam ser retirados, quando eles também foram atingidos pelo tumor.

Já pensando nos casos de câncer de mama, há quem queira fazer a prevenção de forma mais ampla, retirando -as e diminuindo os riscos, como no caso da Angelina Jolie.

Por fim, há quem deseja retirá-las para fins estéticos, principalmente nos casos de quem deseja fazer transição de gênero

Além disso, a mastectomia também pode ser preventiva, para diminuir o risco da mulher desenvolver o câncer de mama, ou pode ter um intuito estético, no caso de cirurgia com intenção masculinizadora, por exemplo.

Quando fazer a mastectomia?

A mastectomia é indicada em casos de:

  • Alto risco de desenvolvimento de câncer de mama (ou seja, mastectomia preventiva);
  • Necessidade de complementação de outros tratamentos oncológicos;
  • Prevenção ao câncer na outra mama (quando uma foi atingida);
  • Carcinoma localizado, servindo como tratamento à progressão da doença;
  • Desejos estéticos, principalmente em função da masculinização.

São fundamentais na necessidade da operação o ginecologista e o mastologista. Eles podem indicar os melhores caminhos, além de ajudar na prevenção e no diagnóstico rápido.

Além das consultas anuais, apresente-se sempre ao médico em qualquer sinal de caroços, vermelhidão inexplicável ou secreções nos seios.

1. Mastectomia parcial

Também aparece pelos nomes de setorectomia e quadrantectomia. Esse tipo de cirurgia remove apenas um tumor ou nódulo benigno, além dos tecidos que estão na proximidade.

Nesses casos, não é necessário retirar toda a mama. O médico cirurgião pode optar pela retirada dos gânglios que estão na proximidade da mama para diminuir os riscos do nódulo voltar.

2. Mastectomia total

Também chamada de mastectomia simples, esse tipo é usado para a retirada total das mamas, incluindo o mamilo, pele e aréola. É usada em casos de pequenos tumores, quando descobertos de forma precoce.

A indicação se dá, principalmente, quando a equipe médica acredita que não há riscos do tumor ter se espalhado para regiões próximas. Os gânglios em volta da axila também podem ser retirados para diminuir o risco de que os nódulos voltem ou se espalhem.

3. Mastectomia radical

A mastectomia radical é realizada quando toda a mama, músculos na região abaixo e os gânglios da axila são removidos.

Ela é usada quando há risco de que o tumor volte ou se espalhe.

Mas há situações em que o músculo peitoral maior continua. Essa variante é chamada de Patey. Outra é a de Madden, quando os músculos maior e menor são preservados.

4. Mastectomia preventiva

Esse é o caso de quem deseja evitar que o câncer se desenvolva. É usada por mulheres que tenham grande risco de adquirir a doença.

Principalmente quando há histórico familiar bem presente ou alterações genéticas que justifiquem, como o BRCA1 e o BRCA2.

A cirurgia é realizada de maneira semelhante à mastectomia total. Pelos riscos serem parecidos em ambas mamas, normalmente há retirada das duas.

Como é o pós-operatório?

A cirurgia para retirar as mamas é considerada rápida. Tem cerca de 60 a 90 minutos de duração e a anestesia é geral ou a raquidiana.

Após a cirurgia, a paciente fica internada entre 1 e 2 dias, dependendo do tipo de cirurgia.

Em alguns casos, um dreno fica presente, com o objetivo de retirar secreção que é produzida. Nesse caso, ele deve ficar bem preso para evitar que seja puxado ou saia de forma acidental.

O dreno é esvaziado 2 vezes ao dia.

Outras observações frequentes são:

  • A paciente não deve pegar peso, fazer exercícios físicos ou dirigir pelo tempo determinado pelo médico;
  • Ela deve tomar a medicação prescrita pelo médico em caso de dor;
  • Deve voltar para consulta de retorno em prazo entre 7 e 10 dias;
  • Voltar com urgência caso sinta dor forte, inchaço ou febre;
  • Em caso de retirada dos gânglios linfáticos, a paciente deve ficar mais atenta para proteger o braço de queimaduras, esforços desnecessários e ferimentos.

O que é a síndrome dolorosa pós mastectomia?

A síndrome dolorosa pós-mastectomia (SDPM) é um problema que atinge até 60% das pessoas que fizeram a cirurgia de retirada das mamas.

Algumas das manifestações clínicas são:

  • síndrome do cordão axilar;
  • fibrose do cordão axilar;
  • síndrome do ombro congelado.

Isso pode ser causado por danos no nervo intercostobraquial, que, muitas vezes, é ressecado durante a operação. Além disso, há tambe´m fibro no plexo braquial em casos de tratamento com radioterapia.

Acupuntura

A utilização da acupuntura se dá com agulhas finas sólidas (0,25x30mm) nos pontos que estão nas linhas energéticas, ao longo do corpo.

Espera-se que haja liberação de endorfina e cortisol que atuam como analgésicos na região desejada. Ainda que não se saiba ao certo os motivos específicos para os resultados terapêuticos, estudos científicos têm comprovado a eficácia da acupuntura.

O estudo de caso encabeçado por Roberta Luz entendeu que a aplicação de pastilhas de sílicio na acupuntura é um “tratamento efetivo (..) para o tratamento da dor”.

Drenagem linfática

O objetivo da drenagem linfática nas pacientes que fizeram a mastectomia é fazer com que a circulação linfática volte à normalidade, evitando que obstruções ajudam na instalação de edemas. Os benefícios são:

  • estimular o mecanismo celular;
  • aumentar a capacidade de transporte das válvulas e dos linfagions;
  • dilatação dos valosos pré-coletores.

Em seu estudo, Eliete Sales concluiu que a drenagem linfática:

é uma técnica de fundamental importância na recuperação da circulação do sistema linfático e, na promoção do relaxamento do paciente.

Para você entender mais sobre o assunto, escrevemos um texto sobre a drenagem linfática na mastectomia.

Agora que você sabe tudo sobre a mastectomia, o que você acha de aprender mais sobre um dos tratamentos que podem ser aplicados no pós-operatório? Então, veja agora mesmo como funciona a acupuntura. Esperamos por você lá!

Источник: https://blog.shopfisio.com.br/mastectomia/

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