MELASMA: causas, sintomas e tratamento

Contents
  1. Melasma
  2. Tipos histológicos de melasma
  3. Fatores de risco
  4. Causas
  5. Sintomas
  6. Diagnóstico
  7. Prevenção
  8. Tratamento
  9. Recomendações
  10. MELASMA: causas, sintomas e tratamento
  11. Causas
  12. Sintomas
  13. Tratamento
  14. Referências
  15. Saiba mais sobre melasma: causas, sintomas, tipos e tratamentos – Blog Cedro
  16. O que é Melasma?
  17. Causas e Sintomas do Melasma
  18. Tipos histológicos de Melasma
  19. A importância da prevenção e do protetor solar
  20. Como prevenir o Melasma?
  21. Como tratar?
  22. 9 coisas que você precisa saber sobre melasma
  23. 1- O que é o melasma e quem é mais acometido
  24. 2- O diagnóstico depende de uma boa avaliação
  25. 3- A verdadeira relação entre melasma e gravidez
  26. 4- Por que o quadro parece piorar no inverno
  27. 5- Os tratamentos disponíveis hoje em dia
  28. 6- O melasma não tem cura
  29. 7- O elo entre estado emocional e surgimento das manchas
  30. 8- Dá para usar maquiagem, sim
  31. 9- Receitas caseiras? Nem pensar!
  32. Melasma: o que é, causas, sintomas, tratamentos e como evitar as manchas escuras na pele do rosto e corpo
  33. 1. O que é melasma?
  34. 1.2. Quais são os tipos de melasma?
  35. 2. O que causa o melasma?
  36. 2.3. Melasma e pílula anticoncepcional
  37. 2.4. Melasma na gravidez
  38. 2.5 Melasma em homens e em mulheres
  39. 3. Como prevenir o melasma?
  40. 3.1. Maneiras de prevenir as manchas escuras:
  41. 4. Como tratar o melasma?
  42. 5. Mitos e verdades sobre o melasma
  43. 5.2. Depilação pode causar manchas escuras no rosto, virilhas e axilas
  44. 5.3. A radiação solar é a única causa do melasma
  45. 5.4 Sardas são pequenas manchinhas de melasma
  46. 5.5. Grávidas têm mais propensão ao aparecimento do melasma
  47. 5.6. Melasma tem cura
  48. 5.7. Melasma, melanoma e nevos melanocíticos são termos diferentes para denominar o mesmo fenômeno de escurecimento da pele

Melasma

MELASMA: causas, sintomas e tratamento

A formação de áreas escurecidas no rosto, características do melasma, exerce impacto negativo sobre a autoestima  e a qualidade de vida das portadoras do transtorno.

Melasma é uma hiperpigmentação da pele, decorrente da deposição aumentada de melanina, proteína que garante a coloração da pele e evita os danos da radiação ultravioleta no DNA.

O transtorno resulta na formação de manchas castanho-escuras ou marrom-acinzentadas, com limites bem demarcados, mas formato irregular.

Embora se localizem preferencialmente na face, na região das maçãs do rosto, da testa, do lábio superior, no queixo e nas têmporas, as lesões também podem surgir no colo, pescoço e antebraços. O tamanho das manchas pode variar bastante. Em alguns casos, elas chegam a tomar as duas faces completamente.

Melasma é uma condição crônica e recidivante. Mais frequente nas mulheres em fase reprodutiva, entre 20 e 50 anos, do que nos homens (apenas 10% são afetados), é raro manifestar-se antes da puberdade.

São mais vulneráveis as pessoas de pele morena em tons mais escuros, como as africanas, as afrodescendentes, as de ascendência árabe, as asiáticas e as hispânicas que, por natureza, produzem mais melanina, uma vez que possuem melanócitos mais ativos.

A formação dessas áreas escurecidas no rosto exerce impacto negativo sobre a autoestima  e a qualidade de vida das portadoras do transtorno.

Não é incomum o aspecto antiestético  das lesões servir de entrave para os relacionamentos sociais e afetivos.

A alteração na aparência da pele chega a interferir no desempenho profissional e a pessoa acaba se afastando dos ambientes que antes frequentava e fugindo dos amigos.

Tipos histológicos de melasma

Tomando como base a distribuição de melanina na mancha escurecida, o melasma pode ser classificado nos seguintes tipos:

  • Epidérmico – o depósito de melanina concentra-se na epiderme, camada protetora e superficial da pele, em contato direto com o mundo exterior;
  • Dérmico – a mancha de melanina atinge a derme, camada intermediária da pele, localizada entre a epiderme e a hipoderme e composta por diversos tecidos com diferentes funções. Por exemplo, vasos sanguíneos, glândulas sebáceas e sudoríparas, terminações nervosas.
  • Misto – quando o depósito de melanina afeta tanto a derme quanto a epiderme.

Veja também: Vitiligo em 6 perguntas

Fatores de risco

Ser mulher em idade reprodutiva e possuir tom de pele mais escuro (fotótipo III e IV) determinado por herança genética são fatores de risco importantes para o aparecimento de melasmas. Os outros são:

Causas

Ainda não foi totalmente esclarecida a causa do aparecimento do melasma. O certo é que a exposição aos raios ultravioleta estimula a atividade dos melanócitos (células especializadas na produção de melanina, pigmento que confere cor à pele), e a melanose (acúmulo de melanina nos tecidos).

Prova disso é que, em geral, as lesões características do melasma poupam as áreas do corpo menos expostas ao sol. Estudos recentes sugerem que, da mesma forma que os vasos sanguíneos, outras células da pele (fibroblastos, queranócitos e mastócitos) podem estar envolvidas no aparecimento do melasma.

Pesquisas já mostraram que a radiação ultravioleta produz uma “luz invisível”, que o olho humano não consegue captar, mas que pode provocar alterações na produção de melanina. Raios X, micro-ondas, infravermelho, raios gama produzem igualmente um tipo de ”luz invisível”.

Estudos mais recentes também registraram a existência de uma “luz visível” que, embora em menor grau, pode ocasionar aumento na pigmentação característica do melasma e alterar as fibras de colágeno em pessoas geneticamente predispostas.

Ela consiste numa forma de radiação eletromagnética correlacionada com a percepção das cores, que os seres humanos conseguem distinguir a olho nu.

Outros exemplos desse tipo de radiação é a luz emitida pela tela do computador, do tablet, do celular e da TV, pelos raios laser ou pelas lâmpadas fluorescentes.

Sintomas

Melasma é, acima de tudo, um transtorno dermatológico adquirido, de caráter predominantemente estético, sem nenhum outro problema de saúde associado.

Sua principal característica é o aparecimento de máculas hiperpigmentadas (manchas escuras), planas e sem crostas, nas regiões do corpo expostas à radiação ultravioleta.

De formato irregular, mas bem delimitado, em geral, essas manchas formam placas, que se distribuem simetricamente dos dois lados do rosto. A intensidade da coloração, mais clara ou mais escura, varia de acordo com a quantidade de melanina acumulada na pele.

As alterações hormonais que ocorrem durante a gravidez favorecem a liberação de melanina e o desenvolvimento de melasma na pele do rosto. Conhecidas pelo nome específico de cloasma gravídico ou máscara da gravidez, a tendência é a hiperpigmenação desaparecer, aos poucos, depois do parto.

Diagnóstico

O diagnóstico baseia-se no levantamento da história pessoal e familiar do transtorno.

Leva em conta o uso de contraceptivos orais, a reposição hormonal, a ocorrência de gravidez, os hábitos de exposição ao sol, assim como a avaliação clínica das máculas escurecidas, das áreas envolvidas e a gravidade das lesões.

O exame utilizando a lâmpada de Wood é um recurso importante para constituir o diagnóstico e orientar o tratamento, pois ajuda a definir o tipo da lesão pigmentar e sua extensão.

É importante estabelecer o diagnóstico diferencial do melasma com algumas doenças inflamatórias que também provocam hiperpigmentação na pele do rosto ou em outras áreas o corpo, como a dermatite de contato, a acne, a eczema e a doença de Addison, enfermidade que afeta a produção de hormônios pela glândula adrenal.

É preciso levar em conta também que a hiperpigmentação pode ser induzida pelo uso de medicamentos. Entre eles, vale destacar: os antibióticos, como a tetraciclina e a ciclofosfamida, os antimaláricos e o cloridrato de amiodarona indicado para distúbios cardíacos. Nesses casos, porém, as lesões não costumam ser simétricas.

Em raras situações, torna-se indispensável enviar para biopsia um pequeno fragmento da pele com excesso de melanina para diferenciar o melasma de outras afecções cutâneas.

Prevenção

Como já dissemos, melasma é uma condição adquirida, de caráter crônico, que exige atenção continuada e persistente para evitar a fotoexposição desprotegida aos raios ultravioleta emitidos pela luz do sol e pelas fontes de luz visível que, de uma forma ou outra, são responsáveis pelo aparecimento e reincidência das lesões.

Isso pressupõe o uso diário do protetor solar de amplo espectro contra a ação nociva dos raios ultravioleta B e A. O FPS (fator de proteção solar) que normalmente vem estampado na embalagem desses produtos indica apenas o grau de proteção contra os raios UVB, que atingem as camadas mais superficiais da pele e provocam queimaduras, vermelhidão e ardor.

Contra os raios UVA, que danificam as camadas mais profundas da pele e são fatores de risco para o escurecimento das manchas, o envelhecimento precoce e o câncer de pele, a medida de proteção é apontada pela sigla PPD (Persistent Pigment Dark) ou UVA, seguidas por um número (PPD 20 ou UVA 20, por exemplo) ou explicitada pela repetição do sinal +, que consta dos símbolos PPD++ ou UVA++ ou, então, PPD+++ ou UVA+++ no rótulo que consta da embalagem.

Portadores de melasma devem usar diariamente protetor solar de amplo espectro com FPS igual ou superior a 30 e índice de PPD equivalente a pelo menos um terço do valor do FPS (UVA+ ou UVA++). O produto deve ser reaplicado a cada duas horas, se a pessoa permanecer ao ar livre e sempre que molhar a pele ou suar muito.

Tratamento

Além da aplicação sistemática do protetor solar de amplo espectro, o tratamento do melasma inclui o uso tópico de agentes que promovem o clareamento gradual das manchas causadas pela produção excessiva de melanina.

O mais utilizado é a hidroquinona que inibe a atividade da tirosinase, enzima essencial para a síntese de melanina nos melanócitos.

Estudos mostram que a combinação de hidroquinona + tretinoína + fluocinolona acetonida, sob a forma de creme aplicado na pele bem hidratada do rosto, costuma ser benéfica para atenuar a hiperpigmentação cutânea.

Quanto à indicação do ácido tranexâmico, isoladamente ou em combinação com outras substâncias, por via oral ou intradérmica, apesar de alguns resultados favoráveis, ainda exige ensaios clínicos que comprovem sua eficácia e segurança no tratamento do melasma.

Peelings químicos superficiais, que promovem a esfoliação cutânea, são úteis para acelerar o processo de remoção da melanina depositada nas camadas superiores da pele e para facilitar a penetração dos medicamentos tópicos, especialmente nos casos do melasma epidérmico. Quadros que se revelaram refratários à aplicação local de agentes clareadores e ao peeling superficial podem valer-se das terapias com raios laser, visando ao rompimento dos grãos de melanina que serão reabsorvidos e eliminados pelas células do organismo.

Recomendações

  • A fotoproteção com filtros solares de amplo espectro deve ser complementada por medidas que diminuem o risco de desenvolver melasmas, como uso de chapéus de abas largas, de bonés com amplas viseiras, de óculos escuros e de guarda-sol, quando possível. A atenção deve ser redobrada entre dez da manhã e quatro da tarde, período em que é maior a emissão dos raios ultravioleta que agridem a pele.
  • Protetor solar é para ser usado o dia todo, todo dia e não só nos momentos de lazer na praia ou na piscina. Mesmo nos dias nublados, ele deve ser aplicado, porque os raios ultravioleta conseguem romper a barreira imposta pelas nuvens e manchar a pele.
  • Filtros solares podem ser de dois tipos diferentes: os químicos, que absorvem os raios UV e os físicos que refletem esses raios. A associação dos dois confere aos produtos fator de proteção mais alto contra a ação nociva do sol.
  • A aplicação de protetor solar de amplo espectro com cor de base no rosto, além de uniformizar a aparência da pele e proteger contra a ação prejudicial dos raios ultravioleta UVB e UVA, têm outra vantagem: a cor funciona como uma segunda barreira de proteção contra os danos causados também pela luz visível que se propaga nos ambientes fechados com ar condicionado funcionando.
  • Os tratamentos com agentes clareadores, peeling ou laser podem desencadear efeitos colaterais indesejáveis. Por isso, devem acompanhados de perto pelo médico dermatologista que prescreveu a medicação.
  • Melasma pode regredir espontaneamente, bem devagar, depois do parto ou quando for abandonado o uso de contraceptivos orais. No entanto, dado o caráter recidivante do distúrbio, existem outros cuidados que podem acelerar o processo e evitar as recaídas. Prevenir continua sendo, entre todos, o melhor remédio.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/melasma/

MELASMA: causas, sintomas e tratamento

MELASMA: causas, sintomas e tratamento

O melasma, também chamado de cloasma, é um tipo de mancha amarronzada ou escurecida que surge em áreas expostas ao sol, principalmente na face.

O melasma ocorre com mais frequência nas mulheres, especialmente nas de pele mais morena e em idade reprodutiva. A média de idade do surgimento do melasma na população brasileira é de 28 anos.

Homens também podem apresentar melasma, embora isso seja bem menos comum. Em geral, 90% dos casos ocorrem em mulheres e somente 10% nos homens.

Além da face, outras áreas do corpo, como pescoço, colo e braços também podem ser acometidas. Apesar de não trazer consequências ao organismo, o melasma pode provocar resultados devastadoras sob o ponto de vista emocional e psicológico para seus portadores.

Causas

A causa exata do melasma não é conhecida, mas há muitos fatores que podem aumentar o risco de se desenvolver essas manchas no rosto, sendo predisposição genética, exposição solar e estímulo hormonal, os principais.

Em relação aos fatores hormonais, os principais são a gravidez, uso de anticoncepcionais hormonais (pílulas, DIU Mirena®, adesivos, etc), terapia de reposição hormonal pós menopausa e distúrbios da tireoide.

As machas escurecidas surgem porque os melanócitos, que são as células da pele responsáveis pela produção de melanina (substância que dá a cor da pele), começam a trabalhar exageradamente, produzindo melanina em excesso, o que resulta em escurecimento localizado da pele.

Essa melanina em excesso pode se localizar na epiderme (camada mais superficial da pele), na derme (camada mais profunda da pele) ou em ambas, determinando o melasma epidérmico, dérmico ou misto, respectivamente.

Essa classificação é útil pois ajuda o médico prever o grau de sucesso do tratamento, já que quanto mais profundo localiza-se o pigmento, mais difícil é alcançá-lo.

Sintomas

O melasma geralmente se apresenta com manchas irregulares, de cor marrom claro a marrom acinzentado nas áreas de pele expostas ao sol, principalmente na face.

As lesões são geralmente simétricas, atingido de forma semelhante ambos os lados da cara. As manchas podem afetar a testa, nariz, bochechas, área do lábio superior e queixo.

Existem três padrões de distribuição do melasma na face. São eles:

  • Melasma centrofacial: quando envolve testa, bochechas, nariz, lábio superior e queixo.
  • Melasma malar: quando envolve bochechas e nariz.
  • Melasma mandibular: quando envolve áreas ao redor da mandíbula.

Em um estudo brasileiro de 302 mulheres com melasma, a maioria das pacientes teve pelo menos seis regiões faciais afetadas, sendo as regiões zigomática (maça do rosto) (84%), superior labial (51%) e frontal (50%) as mais acometidas.

Na esmagadora maioria dos pacientes, o melasma é assintomático. Raramente ocorrem coceira, ressecamento ou vermelhidão da área mais escurecida.

Menos de 10% dos pacientes com envolvimento facial apresentam também melasma extra-facial. Os locais mais envolvidos são os braços (95%), antebraços (80%), tórax (47%) ou costas (11%).

O melasma é uma condição crônica e recorrente. Quando as manchas surgem por conta de gravidez ou tratamento com hormônios, elas podem desaparecer após o parto ou ao final do tratamento.

Na maioria dos casos, porém, as lesões são persistentes, tendem a melhorar com o tempo, mas não desaparecem totalmente.

Independentemente da causa, as manchas tendem a piorar com a exposição solar.

Tratamento

Não há cura para o melasma, ou seja, não há nada que faça as manchas desaparecerem para sempre. A boa notícia é que é possível clareá-las em até 100%, dependendo do caso, e, se a proteção solar for adequada, dificilmente elas voltarão.

Para entendermos como funciona o tratamento do melasma, precisamos saber como a melanina é produzida.

Numa pele normal , podemos imaginar que os melanócitos são as máquinas de uma fábrica que produz pigmento.

Para funcionar, essas máquinas precisam de combustível (sol) e, quando pronto, o produto final (melanina) é armazenado no estoque (camadas mais superficiais da pele: epiderme e derme).

Os hormônios funcionam como o óleo que lubrifica as máquinas (sem ele, as máquinas podem não funcionar perfeitamente).

Acontece que, no melasma, essas máquinas se tornam muito eficazes e econômicas, ou seja, com uma quantidade mínima de combustível, passam a produzir quantidades enormes de melanina, que acabam se acumulando e ocupando todo o estoque.

Assim, o tratamento do melasma se baseia em (1) cortar o combustível dessas máquinas (proteção solar), (2) tentar “sabotar” essas máquinas tornando-as mais lentas (uso de cremes e loções despigmentantes), (3) esvaziar o estoque (tratamentos feitos em consultórios dermatológicos, como peelings e lasers) e (4) eliminar o uso de hormônios, quanto possível.

A proteção solar não se limita ao uso de filtros solares, apesar deles serem fundamentais.

É importante saber que NENHUM filtro solar protege 100% da radiação solar e que pessoas com melasma conseguem escurecer suas manchas com uma quantidade minima de sol.

Daí a importância de se usar chapéus e barracas de sol, cobrindo totalmente as áreas afetadas (leia: PROTETOR SOLAR | FILTRO SOLAR | Como se proteger do sol)

Muitas são as substâncias que ajudam a clarear a pele. Elas geralmente agem inibindo uma ou mais etapas das reações químicas que ocorrem dentro do melanócito e resultam na formação da melanina.

As mais comuns são hidroquinona, ácido retinóico e ácido azelaico – esses e outros princípios ativos podem ser usados em cremes, géis e loções para uso domiciliar. Dessa maneira, dificulta-se a formação de novo pigmento. É importante destacar que esses produtos devem ser utilizados em toda a área afetada e não só nas manchas.

Para eliminar as manchas, deve-se realizar procedimentos que eliminem as camadas da pele impregnadas pelo excesso de melanina. Para tal, pode se utilizar peelings químicos, microdermoabrasão, e, raramente, fontes de luz intensa pulsada e lasers.

Melasma antes e depois do tratamento

Esses procedimentos devem ser feitos em várias sessões, sempre evitando agredir demais a pele pois procedimentos agressivos podem causar inflamação excessiva da pele, gerando novas manchas.

Infelizmente, quando o pigmento é muito profundo, esses procedimentos não são capazes de alcançá-lo.

Por fim, as portadoras de melasma devem preferir os anticoncepcionais não hormonais, como o DIU de cobre e os métodos de barreira. Além disso, mulheres grávidas e todos que começam a usar hormônios devem intensificar a proteção solar diária, prevenindo, assim, o início do problema.

Referências

Este artigo foi escrito em co-autoria da Dra. Joana C. Brack, Dermatologista

Источник: https://www.mdsaude.com/dermatologia/melasma/

Saiba mais sobre melasma: causas, sintomas, tipos e tratamentos – Blog Cedro

MELASMA: causas, sintomas e tratamento

A gravidez é um momento único na vida de uma mulher e, durante esse período, acontecem várias mudanças no corpo, como, algumas alterações hormonais, que podem se manifestar de várias formas. Uma delas, é o aparecimento de manchas escuras no rosto, chamadas de melasma.

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Essas manchinhas podem acometer mulheres que não estão gestantes e até mesmo homens. Para esclarecer melhor sobre o que é o melasma, escrevemos este artigo. Continue a leitura e tire suas dúvidas sobre o melasma!

O que é Melasma?

Melasma é um transtorno dermatológico adquirido, crônico, que acomete em maioria mulheres entre os 20 e 50 anos com pele de tons mais escuros. Também pode aparecer em homens, mas a incidência é de apenas 10%.

É caracterizado pelo aparecimento de manchas escuras na pele, devido a uma hiperpigmentação, decorrente da deposição excessiva de melanina, que é a proteína que garante a coloração da pele e evita os danos da radiação ultravioleta.

Causas e Sintomas do Melasma

O melasma não possui uma causa definida. Porém, as evidências mostram que a alta exposição ao sol, terapias hormonais, gravidez, uso de anticoncepcionais e fatores genéticos favorecem o surgimento das manchas.

Os principal sintoma do melasma é o surgimento de manchas com tons que variam entre castanho-escuro e marrom-acinzentado, semelhantes à queimaduras. Possuem formatos irregulares e contornos definidos, que aparecem simetricamente em ambos os lados da face.

As manchas podem aparecer nas maçãs do rosto, na testa, nos lábios, queixo e têmporas, podendo também ser extrafascial, aparecendo no colo, pescoço e antebraços.

O melasma não possui nenhum tipo de sintoma associado, como dor ou coceira e sua remoção está ligada a aspectos estéticos.

Tipos histológicos de Melasma

A nossa pele é formada por duas camadas principais: a derme, que é a mais profunda e a mais superficial, chamada epiderme.

O melasma pode afetar essas duas camadas, sendo classificado como:

  • Epidérmico, quando surge na epiderme;
  • Dérmico, caso se deposite na derme;
  • Misto, que ocorre quando as duas camadas são afetadas.

A importância da prevenção e do protetor solar

Se proteger contra os raios solares é muito importante, não somente para evitar o melasma, como também o câncer de pele o envelhecimento precoce. Sendo assim, o uso do protetor solar é algo indispensável.

Os raios solares podem ser de dois tipos:

E, é preciso atenção na hora de escolher o protetor solar adequado, pois é preciso levar em consideração a proteção contra os raios UVA, que atingem as camadas mais profundas da pele e os raios UVB, que focam nas camadas mais superficiais da pele.

O protetor solar deve ser utilizado mesmo em dias frios, nos quais aparentemente, não há exposição à luz do sol e em ambientes fechados, quando se há a exposição à luzes do ambiente e do computador, por exemplo.

Como prevenir o Melasma?

A melhor forma de prevenção do melasma é o uso de protetor solar que seja adequado para seu tipo de pele. Junto ao protetor, deve ser tomadas outras medidas de proteção, como uso de chapéus, bonés, viseiras e óculos de sol.

Uma dica é optar pelo protetor solar com bases, o que já facilita bastante que possui uma rotina mais corrida. Além disso, ir ao médico regularmente pode facilitar o diagnóstico e, por consequência, o tratamento.

Como tratar?

O melasma é tratado pelo médico dermatologista.

O tratamento costuma demorar alguns meses, porém nos dois primeiros já é possível um resultado mais satisfatório.

Uma coisa comum em todas as prescrições médicas do tratamento para o melasma é o uso de protetor solar com FPS mínimo de 30 e que possua fatores de proteção contra os raios violetas UVA e UVB.

Os tratamentos mais comuns são:

  • Agentes tópicos, ou seja, pomadas e cremes, geralmente a base de hidroquinona que promovem um clareamento gradual;
  • Laser e luz intensa pulsada que, se usada combinada com outros tratamentos, promove uma maior eficácia na remoção do melasma;
  • Tratamentos com ácidos, como o tranexâmico, que pode ser utilizado por via oral e intradérmica;
  • Peelings químicos superficiais, aplicados através de esfoliação cutânea.

Depois do parto, o melasma pode reduzir gradualmente, de forma espontânea.

Ao aparecimento dos primeiros sinais de melasma, procure o profissional médico e não tente qualquer tipo de tratamento caseiro. O uso de produtos inadequados pode piorar os sintomas do melasma, o que irá dificultar ainda mais a remoção das manchas.

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9 coisas que você precisa saber sobre melasma

MELASMA: causas, sintomas e tratamento

Problemas de pele, em geral, afetam (e muito!) a qualidade de vida das pessoas. E o melasma não foge à regra. Ora, imagine conviver com manchas escuras – mais especificamente amarronzadas – no rosto, em regiões como testa, bochecha, queixo e nariz.

“Apesar de menos comum, as manchas também podem aparecer em outras áreas expostas ao sol, como colo e braços”, completa o dermatologista Bruno Vargas, diretor da clínica que leva seu nome, em Belo Horizonte (MG), e criador do Portal do Melasma.

Listamos abaixo, com a ajuda do médico, detalhes sobre o quadro que vale a pena conhecer:

1- O que é o melasma e quem é mais acometido

“Trata-se de uma disfunção na pigmentação da pele devido à concentração de melanina, pigmento que dá a nossa cor”, resume Vargas.

E dá para dividi-la em três categorias: epidérmica, quando a camada mais superficial da pele é afetada; dérmica, com ocorrência das manchas na derme superficial e profunda; e, por fim, a forma mista, caracterizada por surgimento das marcas na epiderme e derme. “Determinar o tipo é essencial para o tratamento”, avisa o dermatologista.

Segundo ele, as mulheres entre 25 e 40 anos são as mais afetadas – somente 10% dos casos acontecem em homens. Pessoas de pele morena e negra, além de asiáticos e latinos, têm maior predisposição a encarar esse desconforto.

2- O diagnóstico depende de uma boa avaliação

Quando notar o surgimento de manchas, vale procurar um dermatologista. Para fechar o diagnóstico, ele precisa checar, por exemplo, questões como frequência de exposição ao sol, realização de tratamentos hormonais (incluindo aí o uso de contraceptivos), gravidez e histórico familiar.

“É necessário observar também se o paciente relata coceira ou ferida na região. No caso do melasma, isso não acontece”, frisa Vargas. O médico conta que uma lâmpada chamada Wood, de luz negra, pode ajudar a flagrar o melasma de forma precisa.

3- A verdadeira relação entre melasma e gravidez

Não, a gravidez não é a responsável pelo surgimento das manchas – na verdade, não há uma causa decisiva para o surgimento do quadro.

“Ocorre que, durante a gestação, os hormônios produzidos pela placenta, como a progesterona, estimulam a hiperpigmentação da pele”, ensina o dermatologista.

Por isso, aproximadamente 70% das mulheres com predisposição para o melasma identificam as primeiras manchas durante essa fase da vida.

“Se associarmos um quadro de predisposição a uma exposição excessiva aos raios solares, a probabilidade de surgimento das manchas aumenta”, acrescenta Vargas. Inclusive, o abuso do sol é um dos fatores que mais colabora para o problema dar as caras.

As luzes artificiais de ambientes fechados e de dispositivos eletrônicos (celulares, tablets e por aí vai) também têm sua parcela de culpa. “Usar protetor precisa ser um hábito diário”, reforça o dermatologista.

4- Por que o quadro parece piorar no inverno

Nessa época do ano, muita gente acha desnecessário gastar uns minutinhos para aplicar o protetor solar. Resultado? Maior exposição aos raios ultravioletas e, consequentemente, risco elevado de encarar uma manchinha ali e acolá.

“No inverno, a incidência dos raios é menor, mas ainda assim estamos expostos à radiação. E não só do sol, como também das luzes artificiais”, relata Vargas. Então, já sabe: na época mais fria do ano, nada de colocar o filtro no fundo da gaveta.

O médico recomenda aplicar o produto com especial atenção em áreas como rosto, pescoço, colo e mãos – que são as menos protegidas pelas roupas. “O ideal é que o FPS seja de, no mínimo, 30. E sugiro reaplicar a cada três horas”, acrescenta.

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5- Os tratamentos disponíveis hoje em dia

Você já notou que passar protetor é a primeira medida importante contra o melasma, certo? Mas há outros recursos para auxiliar na empreitada.

De acordo com Vargas, hoje, o mais comum é associar terapias. Por exemplo: dá para recorrer a medicamentos orais e tópicos com ação antioxidante e, à noite, utilizar ácidos mais (ou menos) potentes.

“Em relação aos tratamentos feitos no consultório, a técnica de drug delivery com o aparelho MMP [Microinfusão de Medicamentos na Pele] é muito utilizada, por ser capaz de inserir ativos com ação clareadora na camada intermediária da pele”, conta Vargas.

Em termos de ativos, o ácido tranexâmico – aplicado de forma tópica ou intradérmica –, é considerado um grande aliado. “Ele tem ação antifibrinolítica, isto é, reduz a ação da proteína plasmina, que leva a um estímulo das manchas”, descreve o médico.

O uso de laser, por sua vez, exige cautela. Isso porque só alguns equipamentos – com uma tecnologia específica, de picossegundos – trariam benefícios. “No geral, lasers não são indicados porque podem gerar um processo inflamatório capaz de piorar o quadro”, pondera Vargas.

6- O melasma não tem cura

Embora os tratamentos sejam eficazes no manejo das manchas, infelizmente não dá para falar em resolução definitiva do quadro.

“Mas saber que é possível controlar o melasma já é um grande alento. É totalmente possível levar uma vida sem essa perturbação constante”, tranquila Vargas.

7- O elo entre estado emocional e surgimento das manchas

Já ouviu por aí que estar com os nervos à flor da pele parece abrir as portas para o melasma? Vargas explica que isso ocorre porque a tensão constante ocasiona um estresse oxidativo em nosso organismo, o que prejudica o corpo como um todo.

“Não à toa, os antioxidantes fazem parte do tratamento”, lembra. Ora, esses elementos têm a habilidade de frear os radicais livres, as moléculas perigosas que surgem em decorrência do tal estresse oxidativo.

“Levar uma vida com qualidade também favorece o controle das manchas”, arremata o dermatologista.

8- Dá para usar maquiagem, sim

Os produtos de beleza são um baita recurso para quem deseja disfarçar as manchas, já que auxiliam a deixar a cútis com um tom único. Mas será que a maquiagem pode ser aplicada sem preocupação?

Quem responde é o médico: “Sim, mas só faça uso de produtos indicados para seu tipo de pele e com orientação do dermatologista. Caso contrário, podem surgir outros problemas, como alergias, irritações e excesso de oleosidade”.

9- Receitas caseiras? Nem pensar!

Quem nunca realizou uma busca na internet na tentativa de encontrar maneiras de amenizar as manchas dentro de casa? Pois saiba: essa atitude é contraindicada. “No caso do melasma, tenho relato de pessoas que fizeram peelings caseiros e tiveram irritações”, conta o médico. Recorrer a supostos clareadores também é furada.

“A regra é clara: não faça nenhum tratamento para melasma sem a orientação do dermatologista”, reforça Vargas. Na tentativa de resolver uma chateação, você pode acabar encontrando várias outras.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/9-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-melasma/

Melasma: o que é, causas, sintomas, tratamentos e como evitar as manchas escuras na pele do rosto e corpo

MELASMA: causas, sintomas e tratamento

O melasma é caracterizado por uma mancha na pele muito incômoda e que acomete muitas pessoas, na sua maioria mulheres, que sempre têm várias dúvidas sobre como tratar ou evitar essas marcas.

Como clarear a pele do rosto e corpo na região manchada? Qual o melhor tratamento? Tem relação com o melanoma ou com os nevos melanocíticos? Para desvendar as causas, sintomas, tipos e como cuidar corretamente dessa mancha na pele, o DermaClub conversou com um time de dermatologistas que esclareceu todas as dúvidas sobre o assunto. Confira!

1. O que é melasma?

O melasma é uma mancha escura, na maioria das vezes, com tonalidade marrom, que surge em áreas do rosto – na região das bochechas, testa e buço – e em outros lugares do corpo – como braços, pescoço e colo.

De acordo com o dermatologista Gilvan Alves, de Brasília, o problema surge da seguinte forma: “Ocorre um aumento da atividade de melanócitos – células que produzem melanina na epiderme – o que reflete em um acréscimo no depósito deste pigmento nos queratinócitos – células que formam a epiderme”, explicou.

1.2. Quais são os tipos de melasma?

Podemos classificar o melasma em três tipos:

1) Melasma epidérmico: acontece quando a formação de melanina se instala apenas na epiderme – primeira camada da pele, que tem a função de proteger o corpo das agressões externas;

2) Melasma dérmico: neste caso, o melasma atinge a camada mais profunda da pele – a derme, localizada entre a epiderme e a hipoderme – o que torna as manchas mais difíceis de serem tratadas;

3) Melasma misto: é quando as manchas afetam tanto a epiderme quanto a derme.

2. O que causa o melasma?

A causa do melasma ainda é desconhecida, mas os principais sintomas podem ser detectados com manchas escuras ou acastanhadas que começam a surgir no rosto – principalmente nas regiões da maçã, testa, nariz e lábio superior.

Além disso, existe outro caso de melasma, chamado de extrafacial, que ocorre quando se apresenta uma mancha marrom na perna, por exemplo, bem como colo, pescoço, braços e outras regiões.

Essas manchas costumam ter formas irregulares, porém, bem definidas, sendo, na maioria das vezes, iguais dos dois lados.

1) Exposição solar sem proteção: surgiu uma mancha marrom na mão e não sabe a sua origem? Pode ser excesso de sol – os raios UV aumentam a produção de melanina, o que, sem proteção, reflete no surgimento do melasma ou até mesmo um outro tipo de mancha, como o lentigo solar;

2) Hormônios da gravidez: nessa época o melasma é chamado de cloasma gravídico e recebe a participação do estrogênio e da progesterona. Além disso, muitos estudos suspeitam da ação de outro hormônio, o melanotrófico, que age na ativação de melanina;

3) Pílula anticoncepcional: Neste caso, as manchas pretas na pele podem surgir em mulheres com predisposição genética e que tiveram contato com a radiação solar sem o uso adequado do protetor;

4) Luz visível: conhecida como luz azul, essa parte da luz visível que possui maior energia, está relacionada com diversas doenças de pele, inclusive o melasma. E, por penetrar de forma mais profunda, ela promove manchas escuras mais difíceis de se tratar.

2.3. Melasma e pílula anticoncepcional

A pílula é capaz de influenciar a saúde de todo o organismo da mulher, inclusive da pele. Se não for corretamente escolhida ou caso seja consumida sem a indicação de um médico ginecologista, o contraceptivo pode ocasionar problemas à saúde cutânea, como é o caso do melasma.

Por isso, o indicado é não tomar o remédio por conta própria e procurar um especialista para recomendar o medicamento ideal, com as dosagens hormonais indicadas para o seu caso.

“Também é fundamental que o dermatologista e o ginecologista orientem em conjunto”, garantiu a dermatologista Vanessa Metz, do Rio de Janeiro.

Caso as manchas estejam aparecendo por conta do uso da pílula, o ideal é interromper o seu uso o quanto antes com a indicação desses dois profissionais.

2.4. Melasma na gravidez

O melasma na gestação recebe o nome de cloasma gravídico, que surge por conta do aumento de hormônios: o estrogênio e a progesterona recebem a ajuda do melanotrófico, que ativa a produção de melanina, causando as manchas de melasma.

Neste caso, é possível notar manchas escuras ao redor dos olhos, da boca e nas bochechas, e também o escurecimento da linha alba, da aréola mamária, regiões da axila, virilha e aumentando as pintas e manchas já existentes no corpo da mulher antes da gravidez.

As alterações hormonais ainda podem persistir após alguns meses da gestação. Sendo assim, as manchas tendem a diminuir com o tempo, principalmente, com o uso do protetor solar. De acordo com a Dra. Vanessa, “o ideal é evitar o contato com o sol, passar o filtro corretamente e, depois do terceiro trimestre, começar a usar vitamina C tópica”, esclareceu.

2.5 Melasma em homens e em mulheres

Muito se sabe que o melasma é mais comum em mulheres, não só por conta do excesso de radiação solar, mas também por conta das alterações hormonais presentes em diferentes épocas da vida. Mas isso não significa que os homens não possam desenvolver o problema.

De acordo com a dermatologista Nicole Perim, de Belo Horizonte, embora a ocorrência das manchas seja muito pequena entre eles, é importante ficar atento. “O melasma é menos frequente no sexo masculino – representando somente 10% dos casos.

Geralmente, os fatores raciais, genéticos, além da exposição solar e à luz visível são determinantes para o surgimento do problema”, ressaltou.

Portanto, independentemente do seu gênero, é fundamental usar diariamente o filtro solar para prevenir o surgimento do melasma e evitar a piora das manchas presentes no corpo e no rosto.

3. Como prevenir o melasma?

Sabendo que os fatores hormonais são difíceis de controlar e que até o melhor tratamento clareador de pele do rosto e corpo demora para fazer efeito, a melhor maneira de prevenir o melasma é evitando ao máximo a exposição solar, apostando no uso de filtro solar e em barreiras físicas – chapéus, óculos escuros e roupas com proteção UV. Além disso, estudos comprovam que a melhor forma de defesa contra a luz visível é o protetor com cor para o rosto.

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3.1. Maneiras de prevenir as manchas escuras:

1) Filtro solar com FPS 30, no mínimo;

2) Filtro solar com cor para o rosto;

3) Barreiras físicas:

4) O uso de pílulas anticoncepcionais com a dosagem hormonal correta;

5) Uso de filtro solar e antioxidantes, com orientação médica, depois do terceiro trimestre, durante a gestação.

4. Como tratar o melasma?

Quem sofre com o melasma sempre se questiona como clarear a pele na área afetada: como tirar manchas do joelho, do nariz, do pescoço e tantas outras regiões é a principal dúvida de quem tem essas marcas no corpo.

A terapia do melasma vai desde a realização de procedimentos feitos no consultório até o uso de dermocosméticos tópicos com ativos clareadores em casa. De acordo com o Dr.

Gilvan, “Além dos peelings e lasers, o tratamento das manchas também precisa continuar com o uso de produtos à base de ácido retinoico (vitamina A), hidroquinona, vitamina C, LHA, phe-resorcinol e niacinamida”.

Esses ingredientes possuem ação comprovada em cada etapa da formação de manchas, agem em todos os tons de pele, possuem rápida absorção e também podem ser usados nas áreas de contato, como para clarear a virilha e a axila.

5. Mitos e verdades sobre o melasma

Mito. Muita gente confunde olheiras com o melasma que surge no rosto, principalmente na região perto dos olhos, no entanto, os problemas são bem distintos. As manchas de melasma costumam ser marrons e podem ultrapassar a área das pálpebras, sendo caracterizadas pelo aumento de melanina.

Já as olheiras podem ser acastanhadas, arroxeadas ou azuladas e ocupam apenas a região abaixo dos olhos.

Nesse caso, o que acontece é uma dilatação dos vasos sanguíneos por conta do espessamento do sangue com a produção de cortisol – que aumenta quando estamos cansados ou estressados -, que acabam ficando mais evidentes por baixo da pele tão fina e delicada das pálpebras inferiores.

5.2. Depilação pode causar manchas escuras no rosto, virilhas e axilas

Parcialmente verdade. Quando o processo de depilação não é feito corretamente, pode causar irritação na pele e gerar uma espécie de estímulo aos melanócitos, aumentando a produção de melanina na região. No entanto, esse fenômeno é chamado de hiperpigmentação pós-inflamatória, um tipo de mancha diferente do melasma.

5.3. A radiação solar é a única causa do melasma

Mito. Os raios solares estão entre as principais causas do melasma, porém, esse não é o único fator que leva ao surgimento das manchas escuras no corpo. Entre outros, podemos destacar também as alterações hormonais comuns durante a gravidez e a ingestão de pílulas anticoncepcionais.

5.4 Sardas são pequenas manchinhas de melasma

Mito. Existem muitas diferenças entre sarda e melasma.

 As sardas são manchas pequenas e pigmentadas que podem variar do marrom claro ao escuro, que ocorrem geralmente em pessoas de pele clara e surgem durante a infância ou devido à exposição solar.

Já o melasma é caracterizado por manchas grandes e amarronzadas que podem ocupar uma região extensa. Elas aparecem devido à alta incidência dos raios solares e por variações hormonais.

5.5. Grávidas têm mais propensão ao aparecimento do melasma

Verdade. Isso acontece por conta das alterações hormonais da época. O estrogênio e a progesterona, recebem ajuda do melanotrófico, que ativa a produção de melanina, causando as manchas escurecidas de melasma no corpo.

5.6. Melasma tem cura

Mito. Embora o melasma ainda não tenha uma cura exata, existem muitos tratamentos que ajudam a clarear as manchas escuras, como é caso de alguns dermocosméticos e procedimentos com ácido retinóico, PhE-Resorcinol, Niacinamida ou ácido tranexâmico.

5.7. Melasma, melanoma e nevos melanocíticos são termos diferentes para denominar o mesmo fenômeno de escurecimento da pele

Mito. Embora tenham nomes parecidos, derivados da palavra “melanina”, os problemas são bem diferentes.

Enquanto o melasma é uma mancha escura que ocorre por conta de um aumento da atividade dos melanócitos; o melanoma é um tumor cutâneo maligno que se desenvolve a partir dos melanócitos, podendo aparecer em forma de mancha marrom ou preta.

Por sua vez, o nevo melanocítico é um tumor benigno que também toma a forma de uma mancha escura, que pode ser elevada ou não.

Gostou de saber tudo sobre o melasma? Não deixe de consultar um dermatologista para identificar a causa das manchas escuras e indicar os melhores tratamentos para o seu caso.

Quer saber mais sobre melasma – essa mancha na pele que incômoda muita gente? Confira o vídeo abaixo:

Dermatologista:

Dr. Gilvan Alves / CRM: 7940

Médico há mais de 20 anos, é mestre em Dermatologia pela Universidade de Londres e sócio efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e de associações internacionais como a American Academy of Dermatology (EUA), International Academy of Cosmetic Dermatology (EUA) e da Royal Society of Dermatology (Reino Unido).

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

 **Matéria atualizada em 03/07/2020

Publicada em: 22 de Março de 2018
Modificada em: 14 de Outubro de 2020

Источник: https://www.dermaclub.com.br/blog/noticia/melasma-o-que-e-causas-sintomas-tratamentos-e-como-evitar-as-manchas-escuras-na-pele-do-rosto-e-corpo_a6679/1

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