Melasma no homem: porque acontece e como tratar

MELASMA: causas, sintomas e tratamento

Melasma no homem: porque acontece e como tratar

O melasma, também chamado de cloasma, é um tipo de mancha amarronzada ou escurecida que surge em áreas expostas ao sol, principalmente na face.

O melasma ocorre com mais frequência nas mulheres, especialmente nas de pele mais morena e em idade reprodutiva. A média de idade do surgimento do melasma na população brasileira é de 28 anos.

Homens também podem apresentar melasma, embora isso seja bem menos comum. Em geral, 90% dos casos ocorrem em mulheres e somente 10% nos homens.

Além da face, outras áreas do corpo, como pescoço, colo e braços também podem ser acometidas. Apesar de não trazer consequências ao organismo, o melasma pode provocar resultados devastadoras sob o ponto de vista emocional e psicológico para seus portadores.

Causas

A causa exata do melasma não é conhecida, mas há muitos fatores que podem aumentar o risco de se desenvolver essas manchas no rosto, sendo predisposição genética, exposição solar e estímulo hormonal, os principais.

Em relação aos fatores hormonais, os principais são a gravidez, uso de anticoncepcionais hormonais (pílulas, DIU Mirena®, adesivos, etc), terapia de reposição hormonal pós menopausa e distúrbios da tireoide.

As machas escurecidas surgem porque os melanócitos, que são as células da pele responsáveis pela produção de melanina (substância que dá a cor da pele), começam a trabalhar exageradamente, produzindo melanina em excesso, o que resulta em escurecimento localizado da pele.

Essa melanina em excesso pode se localizar na epiderme (camada mais superficial da pele), na derme (camada mais profunda da pele) ou em ambas, determinando o melasma epidérmico, dérmico ou misto, respectivamente.

Essa classificação é útil pois ajuda o médico prever o grau de sucesso do tratamento, já que quanto mais profundo localiza-se o pigmento, mais difícil é alcançá-lo.

Sintomas

O melasma geralmente se apresenta com manchas irregulares, de cor marrom claro a marrom acinzentado nas áreas de pele expostas ao sol, principalmente na face.

As lesões são geralmente simétricas, atingido de forma semelhante ambos os lados da cara. As manchas podem afetar a testa, nariz, bochechas, área do lábio superior e queixo.

Existem três padrões de distribuição do melasma na face. São eles:

  • Melasma centrofacial: quando envolve testa, bochechas, nariz, lábio superior e queixo.
  • Melasma malar: quando envolve bochechas e nariz.
  • Melasma mandibular: quando envolve áreas ao redor da mandíbula.

Em um estudo brasileiro de 302 mulheres com melasma, a maioria das pacientes teve pelo menos seis regiões faciais afetadas, sendo as regiões zigomática (maça do rosto) (84%), superior labial (51%) e frontal (50%) as mais acometidas.

Na esmagadora maioria dos pacientes, o melasma é assintomático. Raramente ocorrem coceira, ressecamento ou vermelhidão da área mais escurecida.

Menos de 10% dos pacientes com envolvimento facial apresentam também melasma extra-facial. Os locais mais envolvidos são os braços (95%), antebraços (80%), tórax (47%) ou costas (11%).

O melasma é uma condição crônica e recorrente. Quando as manchas surgem por conta de gravidez ou tratamento com hormônios, elas podem desaparecer após o parto ou ao final do tratamento.

Na maioria dos casos, porém, as lesões são persistentes, tendem a melhorar com o tempo, mas não desaparecem totalmente.

Independentemente da causa, as manchas tendem a piorar com a exposição solar.

Tratamento

Não há cura para o melasma, ou seja, não há nada que faça as manchas desaparecerem para sempre. A boa notícia é que é possível clareá-las em até 100%, dependendo do caso, e, se a proteção solar for adequada, dificilmente elas voltarão.

Para entendermos como funciona o tratamento do melasma, precisamos saber como a melanina é produzida.

Numa pele normal , podemos imaginar que os melanócitos são as máquinas de uma fábrica que produz pigmento.

Para funcionar, essas máquinas precisam de combustível (sol) e, quando pronto, o produto final (melanina) é armazenado no estoque (camadas mais superficiais da pele: epiderme e derme).

Os hormônios funcionam como o óleo que lubrifica as máquinas (sem ele, as máquinas podem não funcionar perfeitamente).

Acontece que, no melasma, essas máquinas se tornam muito eficazes e econômicas, ou seja, com uma quantidade mínima de combustível, passam a produzir quantidades enormes de melanina, que acabam se acumulando e ocupando todo o estoque.

Assim, o tratamento do melasma se baseia em (1) cortar o combustível dessas máquinas (proteção solar), (2) tentar “sabotar” essas máquinas tornando-as mais lentas (uso de cremes e loções despigmentantes), (3) esvaziar o estoque (tratamentos feitos em consultórios dermatológicos, como peelings e lasers) e (4) eliminar o uso de hormônios, quanto possível.

A proteção solar não se limita ao uso de filtros solares, apesar deles serem fundamentais.

É importante saber que NENHUM filtro solar protege 100% da radiação solar e que pessoas com melasma conseguem escurecer suas manchas com uma quantidade minima de sol.

Daí a importância de se usar chapéus e barracas de sol, cobrindo totalmente as áreas afetadas (leia: PROTETOR SOLAR | FILTRO SOLAR | Como se proteger do sol)

Muitas são as substâncias que ajudam a clarear a pele. Elas geralmente agem inibindo uma ou mais etapas das reações químicas que ocorrem dentro do melanócito e resultam na formação da melanina.

As mais comuns são hidroquinona, ácido retinóico e ácido azelaico – esses e outros princípios ativos podem ser usados em cremes, géis e loções para uso domiciliar. Dessa maneira, dificulta-se a formação de novo pigmento. É importante destacar que esses produtos devem ser utilizados em toda a área afetada e não só nas manchas.

Para eliminar as manchas, deve-se realizar procedimentos que eliminem as camadas da pele impregnadas pelo excesso de melanina. Para tal, pode se utilizar peelings químicos, microdermoabrasão, e, raramente, fontes de luz intensa pulsada e lasers.

Melasma antes e depois do tratamento

Esses procedimentos devem ser feitos em várias sessões, sempre evitando agredir demais a pele pois procedimentos agressivos podem causar inflamação excessiva da pele, gerando novas manchas.

Infelizmente, quando o pigmento é muito profundo, esses procedimentos não são capazes de alcançá-lo.

Por fim, as portadoras de melasma devem preferir os anticoncepcionais não hormonais, como o DIU de cobre e os métodos de barreira. Além disso, mulheres grávidas e todos que começam a usar hormônios devem intensificar a proteção solar diária, prevenindo, assim, o início do problema.

Referências

Este artigo foi escrito em co-autoria da Dra. Joana C. Brack, Dermatologista

Источник: https://www.mdsaude.com/dermatologia/melasma/

9 coisas que você precisa saber sobre melasma

Melasma no homem: porque acontece e como tratar

Problemas de pele, em geral, afetam (e muito!) a qualidade de vida das pessoas. E o melasma não foge à regra. Ora, imagine conviver com manchas escuras – mais especificamente amarronzadas – no rosto, em regiões como testa, bochecha, queixo e nariz.

“Apesar de menos comum, as manchas também podem aparecer em outras áreas expostas ao sol, como colo e braços”, completa o dermatologista Bruno Vargas, diretor da clínica que leva seu nome, em Belo Horizonte (MG), e criador do Portal do Melasma.

Listamos abaixo, com a ajuda do médico, detalhes sobre o quadro que vale a pena conhecer:

1- O que é o melasma e quem é mais acometido

“Trata-se de uma disfunção na pigmentação da pele devido à concentração de melanina, pigmento que dá a nossa cor”, resume Vargas.

E dá para dividi-la em três categorias: epidérmica, quando a camada mais superficial da pele é afetada; dérmica, com ocorrência das manchas na derme superficial e profunda; e, por fim, a forma mista, caracterizada por surgimento das marcas na epiderme e derme. “Determinar o tipo é essencial para o tratamento”, avisa o dermatologista.

Segundo ele, as mulheres entre 25 e 40 anos são as mais afetadas – somente 10% dos casos acontecem em homens. Pessoas de pele morena e negra, além de asiáticos e latinos, têm maior predisposição a encarar esse desconforto.

2- O diagnóstico depende de uma boa avaliação

Quando notar o surgimento de manchas, vale procurar um dermatologista. Para fechar o diagnóstico, ele precisa checar, por exemplo, questões como frequência de exposição ao sol, realização de tratamentos hormonais (incluindo aí o uso de contraceptivos), gravidez e histórico familiar.

“É necessário observar também se o paciente relata coceira ou ferida na região. No caso do melasma, isso não acontece”, frisa Vargas. O médico conta que uma lâmpada chamada Wood, de luz negra, pode ajudar a flagrar o melasma de forma precisa.

3- A verdadeira relação entre melasma e gravidez

Não, a gravidez não é a responsável pelo surgimento das manchas – na verdade, não há uma causa decisiva para o surgimento do quadro.

“Ocorre que, durante a gestação, os hormônios produzidos pela placenta, como a progesterona, estimulam a hiperpigmentação da pele”, ensina o dermatologista.

Por isso, aproximadamente 70% das mulheres com predisposição para o melasma identificam as primeiras manchas durante essa fase da vida.

“Se associarmos um quadro de predisposição a uma exposição excessiva aos raios solares, a probabilidade de surgimento das manchas aumenta”, acrescenta Vargas. Inclusive, o abuso do sol é um dos fatores que mais colabora para o problema dar as caras.

As luzes artificiais de ambientes fechados e de dispositivos eletrônicos (celulares, tablets e por aí vai) também têm sua parcela de culpa. “Usar protetor precisa ser um hábito diário”, reforça o dermatologista.

4- Por que o quadro parece piorar no inverno

Nessa época do ano, muita gente acha desnecessário gastar uns minutinhos para aplicar o protetor solar. Resultado? Maior exposição aos raios ultravioletas e, consequentemente, risco elevado de encarar uma manchinha ali e acolá.

“No inverno, a incidência dos raios é menor, mas ainda assim estamos expostos à radiação. E não só do sol, como também das luzes artificiais”, relata Vargas. Então, já sabe: na época mais fria do ano, nada de colocar o filtro no fundo da gaveta.

O médico recomenda aplicar o produto com especial atenção em áreas como rosto, pescoço, colo e mãos – que são as menos protegidas pelas roupas. “O ideal é que o FPS seja de, no mínimo, 30. E sugiro reaplicar a cada três horas”, acrescenta.

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5- Os tratamentos disponíveis hoje em dia

Você já notou que passar protetor é a primeira medida importante contra o melasma, certo? Mas há outros recursos para auxiliar na empreitada.

De acordo com Vargas, hoje, o mais comum é associar terapias. Por exemplo: dá para recorrer a medicamentos orais e tópicos com ação antioxidante e, à noite, utilizar ácidos mais (ou menos) potentes.

“Em relação aos tratamentos feitos no consultório, a técnica de drug delivery com o aparelho MMP [Microinfusão de Medicamentos na Pele] é muito utilizada, por ser capaz de inserir ativos com ação clareadora na camada intermediária da pele”, conta Vargas.

Em termos de ativos, o ácido tranexâmico – aplicado de forma tópica ou intradérmica –, é considerado um grande aliado. “Ele tem ação antifibrinolítica, isto é, reduz a ação da proteína plasmina, que leva a um estímulo das manchas”, descreve o médico.

O uso de laser, por sua vez, exige cautela. Isso porque só alguns equipamentos – com uma tecnologia específica, de picossegundos – trariam benefícios. “No geral, lasers não são indicados porque podem gerar um processo inflamatório capaz de piorar o quadro”, pondera Vargas.

6- O melasma não tem cura

Embora os tratamentos sejam eficazes no manejo das manchas, infelizmente não dá para falar em resolução definitiva do quadro.

“Mas saber que é possível controlar o melasma já é um grande alento. É totalmente possível levar uma vida sem essa perturbação constante”, tranquila Vargas.

7- O elo entre estado emocional e surgimento das manchas

Já ouviu por aí que estar com os nervos à flor da pele parece abrir as portas para o melasma? Vargas explica que isso ocorre porque a tensão constante ocasiona um estresse oxidativo em nosso organismo, o que prejudica o corpo como um todo.

“Não à toa, os antioxidantes fazem parte do tratamento”, lembra. Ora, esses elementos têm a habilidade de frear os radicais livres, as moléculas perigosas que surgem em decorrência do tal estresse oxidativo.

“Levar uma vida com qualidade também favorece o controle das manchas”, arremata o dermatologista.

8- Dá para usar maquiagem, sim

Os produtos de beleza são um baita recurso para quem deseja disfarçar as manchas, já que auxiliam a deixar a cútis com um tom único. Mas será que a maquiagem pode ser aplicada sem preocupação?

Quem responde é o médico: “Sim, mas só faça uso de produtos indicados para seu tipo de pele e com orientação do dermatologista. Caso contrário, podem surgir outros problemas, como alergias, irritações e excesso de oleosidade”.

9- Receitas caseiras? Nem pensar!

Quem nunca realizou uma busca na internet na tentativa de encontrar maneiras de amenizar as manchas dentro de casa? Pois saiba: essa atitude é contraindicada. “No caso do melasma, tenho relato de pessoas que fizeram peelings caseiros e tiveram irritações”, conta o médico. Recorrer a supostos clareadores também é furada.

“A regra é clara: não faça nenhum tratamento para melasma sem a orientação do dermatologista”, reforça Vargas. Na tentativa de resolver uma chateação, você pode acabar encontrando várias outras.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/9-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-melasma/

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