Melhores Remédios Para Cada Tipo de Dor

Remédios para os 7 tipos de dor mais comuns

Melhores Remédios Para Cada Tipo de Dor

Os medicamentos indicados para aliviar a dor, são os analgésicos e anti-inflamatórios, que só devem ser usados se forem recomendados pelo médico ou por um profissional de saúde.

Dependendo da situação que se pretende tratar, em casos justificados, o médico pode ainda decidir associar outros remédios, como relaxantes musculares, antiespasmódicos, antidepressivos ou anticonvulsivantes, para uma maior eficácia do tratamento.

Embora os remédios de venda livre possam ser usados com orientação do farmacêutico, é sempre importante falar com o médico acerca dos sintomas dolorosos, principalmente se se prolongarem no tempo e se forem muito intensos, pois podem ser sinal de uma condição de saúde mais grave, que pode estar a ser mascarada com o uso desse tipo de medicamentos. Relativamente aos medicamentos indicados para a dor crônica, dor pós-operatória ou outros casos de dor mais severos, devem ser única e exclusivamente prescritos pelo médico.

Em casos de dor ligeira a moderada, alguns dos remédios que podem ser recomendados são:

1. Remédios para dor de garganta

A dor e inflamação da garganta pode ser aliviada com os seguintes remédios:

  • Analgésicos, como o paracetamol (Tylenol) ou a dipirona (Novalgina);
  • Anti-inflamatórios, como o ibuprofeno (Advil, Ibupril), diclofenaco (Voltaren) ou nimesulida (Neosulida, Nimesilam);
  • Analgésicos e anestésicos locais, geralmente em forma de pastilhas de chupar, como a benzidamina (Ciflogex) o benzocaína (Neopiridin).

Estes remédios devem ser utilizados de acordo com a indicação do médico ou de acordo com a posologia da bula e, caso não exista melhora da dor de garganta após 2 dias ou surjam outros sintomas como febre e calafrios, por exemplo, é aconselhado consultar um clínico geral, ou um otorrinolaringologista, porque a dor pode estar sendo causada por uma amigdalite ou faringite, por exemplo, que podem precisar de ser tratadas com um antibiótico.

Saiba mais sobre o tratamento da dor de garganta.

2. Remédios para dor de dente

A dor de dente pode surgir de forma repentina, podendo ser provocada pela presença de uma cárie, inflamação da gengiva ou um abscesso e, por isso, deve-se ir ao dentista o mais brevemente possível. Entretanto, para aliviar a dor intensa, a pessoa pode usar analgésicos, anti-inflamatórios ou anestésicos locais:

  • Analgésicos, como o paracetamol (Tylenol) ou a dipirona (Novalgina);
  • Anti-inflamatórios, como o ibuprofeno (Advil, Ibupril), diclofenaco (Voltaren) ou nimesulida (Neosulida, Nimesilam);
  • Anestésicos locais, geralmente em forma de spray, como a benzocaína (Neopiridin).

Além destes remédios, o dentista pode decidir fazer uma intervenção no dente e, em alguns casos, pode ainda ser necessário receitar antibióticos.

Veja formas naturais de diminuir a dor de dente.

3. Remédios para dor no ouvido

A dor de ouvido deve ser sempre avaliada por um otorrinolaringologista porque, na maioria dos casos, é provocada por uma infecção dentro do canal auditivo que deve ser tratada com o uso de antibióticos e anti-inflamatórios.

Alguns dos remédios que podem ser usados para aliviar a dor são:

  • Analgésicos, como o paracetamol (Tylenol) ou a dipirona (Novalgina);
  • Anti-inflamatórios, como o ibuprofeno (Advil, Ibupril), diclofenaco (Voltaren) ou nimesulida (Neosulida, Nimesilam);
  • Removedores de cera em gotas, como o Cerumin, caso a dor seja causada pelo acúmulo de cera em excesso.

Veja outros remédios que podem ser indicados para a dor de ouvido.

4. Remédios para dor de estômago

A dor de estômago pode ser provocada pela irritação da mucosa gástrica ou pelo excesso de comida dentro do estômago, sendo que podem ser utilizados diferentes tipos de medicamentos, dependendo dos sintomas apresentados e apenas se recomendados pelo médico:

  • Antiácidos, com hidróxido de alumínio, hidróxido de magnésio, carbonato de cálcio ou bicarbonato de sódio, como o Estomazil, Pepsamar ou Maalox;
  • Inibidores da produção de ácido, como o omeprazol, esomeprazol, lansoprazol ou pantoprazol;
  • Aceleradores do esvaziamento do estômago, como a domperidona (Motilium, Domperix) ou metoclopramida (Plasil);
  • Protetores gástricos, como o sucralfato (Sucrafilm).

Se a dor se prolongar por mais de 1 semana, deve-se ir novamente ao clínico geral ou gastroenterologista, para fazer exames de diagnóstico.

5. Remédios para dor nas costas/ muscular

A dor nas costas muito frequentemente é resultante de má postura ou de excesso de treino na academia, que pode ser facilmente aliviada. Porém, em alguns casos, pode ser sinal de uma condição mais grave que deve ser vista pelo médico.

Os medicamentos que geralmente são receitados pelo médico para a dor de coluna são:

  • Anti-inflamatórios, como o ibuprofeno (Advil, Ibupril), naproxeno (Flanax), diclofenaco (Voltaren) ou celecoxibe (Celebra), indicados para a dor leve a moderada;
  • Analgésicos, como o paracetamol (Tylenol) ou a dipirona (Novalgina), por exemplo, indicados para a dor leve;
  • Relaxantes musculares, como o tiocolchicosídeo, cloridrato de ciclobenzaprina ou o diazepam, que também estão disponíveis em associação com analgésicos, como o Bioflex ou o Ana-flex, que ajudam a relaxar o músculo e a reduzir a dor;
  • Opioides, como a codeína e o tramadol, para a dor mais severa, sendo que, em casos muito severos, o médico pode recomendar opioides ainda mais fortes;

Além disso, em casos leves, a aplicação local de um gel ou um emplastro com anti-inflamatório, pode ser suficiente. Saiba identificar a causa da dor nas costas.

Em casos mais severos de dor crônica, e em que se justifique, o médico pode ainda receitar antidepressivos tricíclicos, como a amitriptilina, por exemplo. Em casos em que outros medicamentos não são suficientes para aliviar a dor, também pode ser necessário administrar injeções de cortisona.

6. Remédios para dor de cabeça

A dor de cabeça é um sintoma muito frequente, pois pode ser provocada por várias causas como febre, excesso de estresse ou cansaço, por exemplo. Alguns dos medicamentos mais utilizados para aliviar a dor de cabeça são:

  • Analgésicos, como o paracetamol (Tylenol) ou a dipirona (Novalgina);
  • Anti-inflamatórios, como o ibuprofeno (Advil, Ibupril) ou o ácido acetilsalicílico (Aspirina);

Embora a dor de cabeça possa melhorar após utilizar estes remédios, é recomendado consultar um clínico geral quando demora mais de 3 dias para passar, quando a dor é muito frequente ou quando surgem outros sintomas, como cansaço excessivo, dor em outros locais do corpo, aumento da febre ou confusão, por exemplo.

7. Remédios para cólicas menstruais

As cólicas menstruais são provocadas pela contração excessiva dos órgãos reprodutores femininos ou pelo inchaço. Alguns dos remédios que podem ser utilizados são:

  • Analgésicos, como o paracetamol (Tylenol) ou a dipirona (Novalgina);
  • Anti-inflamatórios, como o ibuprofeno (Advil, Ibupril), diclofenaco (Voltaren), ácido mefenâmico (Ponstan), cetoprofeno (Profenid, Algie), naproxeno (Flanax, Naxotec);
  • Antiespasmódicos, como a escopolamina (Buscopan);
  • Anticoncepcionais hormonais, que levam também à diminuição de prostaglandinas no útero, reduzindo o fluxo menstrual e aliviando a dor. 

Veja outras dicas para diminuir as cólicas menstruais.

Источник: https://www.tuasaude.com/remedios-para-dor/

Tipos de analgésicos: reconheça as diferenças

Melhores Remédios Para Cada Tipo de Dor

Os medicamentos analgésicos são todos aqueles capazes de reduzir ou aliviar a dor. Estes fármacos organizam-se em 2 grupos: analgésicos opiáceos (associados à morfina) e analgésicos não opiáceos (classe composta por medicamentos que atuam contra a dor e/ou febre mas sem capacidade de combater a inflamação e medicamentos anti-inflamatórios não esteroides).

Analgésicos opiáceos

São medicamentos sujeitos a receita médica. Todos os analgésicos opiáceos estão quimicamente relacionados com a morfina (substância que deriva do ópio). Muito eficazes no controlo da dor, podem ser obtidos de forma natural ou sintetizados laboratorialmente.

A grande desvantagem do uso dos opiáceos reside no risco de dependência. Os efeitos secundários mais comuns são obstipação, sonolência, náuseas, estados de euforia/disforia (sensação de ansiedade e de desânimo), prurido, hipotensão e broncoconstrição.

O consumo excessivo de opiáceos poderá levar a uma depressão respiratória grave, que pode conduzir ao coma ou à morte.

A toma destes medicamentos envolve várias precauções. Estes medicamentos podem interagir com outros, o que pode comprometer o seu efeito e conduzir a reações indesejadas. Deverá ler sempre o folheto informativo do medicamento e, em caso de dúvida ou persistência dos sintomas, deve consultar o seu médico ou farmacêutico.

Analgésicos não opiáceos

O ácido acetilsalicílico, o paracetamol e o ibuprofeno, que integram o grupo de analgésicos não opiáceos, são, de acordo com a consultora norte-americana IMS Health, os medicamentos de venda livre mais consumidos em Portugal. Contudo, segundo o Infarmed, a partir de determinadas dosagens, os 2 últimos só deverão ser vendidos mediante a apresentação de receita médica.

Os analgésicos não opiáceos são eficazes ao nível da dor muscular, dor óssea, dor de dentes e dor de cabeça, mas nem todos combatem a inflamação, nomeadamente o paracetamol (analgésico e antipirético).

Analgésicos e antipiréticos

Usados em caso de febre e no alívio de dores, como dor de dentes, cefaleias ligeiras ou dores musculares. Um exemplo é o paracetamol, analgésico não opiáceo menos agressivo, estando nomeadamente recomendado a pessoas com doença gástrica. Pode atuar contra a febre mas não combate a inflamação. Em doses excessivas pode provocar danos hepáticos, pelo que a dose diária máxima é 4 gramas.

Anti-Inflamatórios Não Esteroides (AINEs)

Constituem uma das classes de medicamentos mais utilizadas em todo o mundo, sendo o principal tratamento para a dor leve a moderada. Atuam contra a dor, a febre e a inflamação, sendo a osteoartrose, a artrite reumatoide e a dismenorreia (dores menstruais) os principais motivos da sua utilização.

Incluem-se nesta classe de medicamentos o ácido acetilsalicílico (o anti-inflamatório não esteroide mais consumido mundialmente) e o ibuprofeno.

O ácido acetilsalicílico está indicado em casos de febre e síndromes dolorosos agudos (cefaleias, dores de dentes, dores artríticas e reumáticas, nevralgias, gripes e constipações). Combate a agregação de plaquetas sanguíneas que formam coágulos nas artérias, sendo por isso utilizado na prevenção secundária de acidentes trombóticos vasculares, como o Acidente Vascular Cerebral – AVC.

O ibuprofeno atua contra a febre, a dor e a inflamação e é usado em doenças do foro reumatológico, em dor pós traumática (como entorses e fraturas), dor resultante de uma cirurgia e dor ligeira a moderada.

A toma prolongada de anti-inflamatórios não esteroides provoca o aumento dos valores tensionais, pelo que, quando a toma excede os período indicado (entre 7 a 10 dias) a tensão arterial deve ser vigiada.

Estes medicamentos podem também agravar o quadro clínico de doentes renais, insuficientes cardíacos, diabéticos e doentes com cirrose hepática.

Dado que estes fármacos afetam os mecanismos de proteção natural da parede gástrica, a principal limitação são os seus efeitos gastrointestinais: náuseas, dor abdominal e úlceras gástricas.

Ibuprofeno combate dores leves, febre e inflamações; saiba quando usá-lo

Melhores Remédios Para Cada Tipo de Dor

Disponível no mercado desde 1969, o ibuprofeno é muito usado na hora em que aparece aquela dor nas costas, na cabeça e até durante o período menstrual, quando a cólica não dá trégua.

O que é ibuprofeno

Trata-se de um MIP (Medicamento Isento de Prescrição) e, por isso, você pode comprá-lo na farmácia sem receita médica. Entre os farmacêuticos e médicos ele é conhecido como um AINE (Anti-Inflamatório Não Esteroidal), uma classe de medicamentos que possui as seguintes ações:

  • Antitérmica – é útil no controle da febre;
  • Analgésica – atua no controle de dores leves a moderadas;
  • Anti-inflamatória – combate inflamação.

Quando ele deve ser usado?

O ibuprofeno é considerado o mais seguro e bem tolerado entre os remédios da sua classe, mas você pode potencializar sua ação e ainda prevenir efeitos adversos fazendo o uso racional do medicamento, ou seja, use-o de forma apropriada, na dose certa e por tempo adequado. A instrução é da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Assim, o fármaco pode ser usado para aliviar os seguintes sintomas:

Os medicamentos de referência cujo princípio ativo é o ibuprofeno são conhecidos como Advil, Alivium, Ibuflex, Buscofem, entre outros. Mas você também pode encontrar as versões genéricas que, igualmente, terão as seguintes apresentações:

  • Suspensão (gotas) – dosagens de 30mg e 100 mg;
  • Cápsulas/Comprimidos – dosagens de 200mg; 400mg; 600mg.

É importante respeitar as dosagens indicadas pelo fabricante, médico ou farmacêutico e sempre iniciar o uso desse medicamento a partir das menores dosagens disponíveis, deixando as maiores para situações mais graves.

Entenda como ele funciona

O Ibrupofeno possui excelente farmacocinética, ou seja, independentemente da apresentação, ele é bem absorvido e distribuído pelos tecidos, até que chega a seu alvo, efetua sua ação, se transforma em um produto excretável (metabolização) e finaliza sua tarefa, saindo do corpo pela via renal.

Quanto à farmacodinâmica, ou mecanismo de ação, ele age bloqueando os mecanismos orgânicos que causam a dor e a inflamação (enzima COX2). O tempo de espera para se beneficiar de seus efeitos é de 20 a 30 minutos, e eles têm duração de 4 a 6 horas.

“É importante lembrar que o Ibuprofeno não é remédio para curar doenças.

Ele apenas controla os sintomas e, por isso, deve ser usado para melhorar a qualidade de vida das pessoas por determinado espaço de tempo”, adverte Fernanda Cristina Ostrowski Sales, farmacêutica e bioquímica, docente da faculdade de Medicina, Farmácia e Odontologia da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná).

Quais são as vantagens e desvantagens do seu uso?

A primeira vantagem é que o ibuprofeno é considerado o mais tolerado medicamento entre os AINEs, especialmente entre as crianças acima de 2 anos. Por isso ele é muito indicado pelos pediatras. Além disso, é reconhecido como sendo o de maior segurança, desde que respeitadas as suas indicações, doses e contraindicações.

A segunda vantagem diz respeito aos menores riscos de hemorragia, toxicidade hepática e agranulocitose, ou seja, redução do sistema de defesa do corpo, quando comparado à dipirona e ao paracetamol.

A desvantagem é que ele não pode ser usado por pessoas alérgicas a algum dos seus componentes. Contudo, a depender da causa de seu uso, há outros fármacos com ações semelhantes. Nesses casos, o paracetamol ou a dipirona poderão substituí-lo.

Quem deve evitar o ibuprofeno

Fale com o farmacêutico ou seu médico antes de usar o ibuprofeno se você já teve alguma reação alérgica relacionada aos AINEs ou ao ácido acetilsalicílico (aspirina).

Indivíduos que se encaixem em algumas das condições abaixo devem evitar o medicamento Confira:

  • Pessoas que tenham úlcera ou gastrite;
  • Hipertensos não controlados;
  • Pacientes com elevado risco de doenças cardiovasculares, como infarto;
  • Indivíduos com doenças hepáticas;
  • Pessoas com insuficiência renal ou cardíaca;
  • Pacientes em fase pré-operatória (não devem utilizá-lo 48 horas antes da cirurgia);
  • Indivíduos com sangramentos presentes;
  • Pessoas que fazem uso de anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários (remédios que previnem a trombose em pacientes de risco).

Crianças e idosos podem usá-lo?

Sim. Mas como não existem versões diferentes para adultos e crianças, para cada faixa etária é indicada uma forma farmacêutica (suspensão ou comprimidos), além de dosagens específicas que, para serem mais efetivas, deverão ser personalizadas.

No caso de crianças abaixo dos 2 anos de idade, bem como idosos, a dose deve ser orientada por um médico. Neste último caso, há risco de alteração da função renal.

Estou grávida, posso usar ibuprofeno?

Não. O fármaco é contraindicado para grávidas (ou quem esteja tentando engravidar) e lactantes (mulheres que amamentam). A razão para isso é que os AINEs têm sido relacionados a malformações cardíacas e prolongamento do trabalho de parto, especialmente quando usado no terceiro trimestre da gestação.

Portanto, ele deve ser evitado após a 30ª semana de gestação.

Quanto às lactantes, até o momento não existem estudos que comprovem a segurança do uso do medicamento por esse grupo. O conselho dos especialistas é nunca esquecer de dizer ao farmacêutico ou o médico que se está amamentando. Como o ibuprofeno nunca deve ser usado por longo período de tempo, alguns médicos poderão indicá-lo na falta de outras opções.

Qual é a melhor forma de consumi-lo?

Os comprimidos devem ser ingeridos com água ou leite. Evite sucos, bebidas gaseificadas e, em especial, bebidas alcoólicas.

Já a suspensão deve ser administrada diretamente na boca, em gotas. Porém, como o medicamento é amargo, diluí-las em um pouco de água facilita o processo.

Existe uma melhor hora do dia para usá-lo?

Não. O importante é que ele seja ingerido 3 vezes ao dia (a cada 8 horas). Em casos em que é o médico que indica o uso do ibuprofeno, a frequência poderá ser diferente, a depender de sua condição de saúde.

Ao esquecer de tomar o remédio, espere até a hora da dose seguinte e reinicie uso do medicamento. É desaconselhado tomar dois comprimidos (ou gotas em dobro) de uma vez para compensar a dose que foi esquecida.

Se você sempre esquece de tomar seus remédios, use algum alarme para lembrar-se.

Quais são os possíveis riscos e efeitos colaterais?

Embora seja bem tolerado e considerado seguro, o uso do ibuprofeno pode acarretar:

  • Dor de cabeça;
  • Náusea;
  • Tontura;
  • Má digestão.

Quando o uso deve ser interrompido?

Por vezes, os efeitos colaterais podem ser mais graves. Interrompa o consumo do medicamento e procure ajuda médica imediatamente se você observar os seguintes sintomas:

  • Fraqueza, vômito com sangue, fezes escuras ou com sangue;
  • Piora da dor ou dor com duração superior a 10 dias;
  • Piora da febre ou duração por mais de 3 dias;
  • Agravamento ou continuidade da dor de estômago.
  • Dificuldade para urinar;
  • Descontrole de pressão arterial.

Como saber se eu sou alérgico ao Ibuprofeno?

Fique atento aos seguintes sinais de reação alérgica: rubor (vermelhidão na pele), inchaço facial, coceira, fechamento de glote. Procure ajuda médica imediatamente.

Interações medicamentosas

O ibuprofeno não combina com alguns medicamentos e eles podem interagir seja reduzindo seu efeito, seja acarretando reações indesejadas. Fique atento se você faz uso contínuo dos seguintes medicamentos:

  • Anticoagulantes;
  • Outros anti-inflamatórios;
  • Antidepressivos – especialmente os inibidores de serotonina;
  • Diuréticos;
  • Anti-hipertensivos;
  • Esteroides;
  • Alguns tipos de antibióticos;
  • Medicamentos para controle do diabetes.

E atenção, embora até o momento desconhecem-se interações com fitoterápicos, é importante falar com um médico ou farmacêutico antes de usar esse medicamento se você faz uso contínuo deles ou mesmo de suplementos e vitaminas.

Interação com alimentos

Alguns estudos científicos sugerem que os alimentos interferem, mesmo que pouco, na absorção do ibuprofeno, reduzindo a sua concentração na corrente sanguínea.

Contudo, o clínico geral e médico de família Marco Aurélio Janaudis, diretor da Sobramfa – Educação Médica e Humanismo, afirma que o importante é observar o que é melhor para o paciente, adaptando o uso do remédio à sua necessidade.

“Grande parte dos analgésicos e anti-inflamatórios podem causar dores de estômago. Por isso, os pacientes preferem tomar esse tipo de fármaco antes ou após as refeições, para reduzir a chance de desconforto. Nesse caso, priorizamos o que é melhor para o paciente”, diz Janaudis.

Dicas dos especialistas

Ao perceber a presença de um sintoma como dor de cabeça, dor muscular ou febre, por exemplo, aproveite a oportunidade da ida à farmácia para falar com o farmacêutico. Assim, você pode se certificar se, realmente, é o caso de usar este medicamento.

“É importante lembrar que ele é um profissional de nível superior que foi treinado para orientá-lo, identificar possíveis riscos e até encaminhá-lo para um médico, se for o caso”, sugere Danyelle Cristine Marini, diretora do CRF-SP (Conselho Regional de Farmácia de São Paulo).

Em casa, coloque em prática as seguintes dicas:

  • Fique atento à validade do medicamento, que é de 24 meses. Considere que, após aberto, essa validade é ainda menor;
  • Leia atentamente a bula ou as instruções de consumo do medicamento;
  • Ingira os comprimidos inteiros. Evite esmagá-los ou cortá-los ao meio – eles podem ferir sua boca ou garganta;
  • Evite o uso prolongado do medicamento, especialmente se você tem gastrite ou úlcera. O tempo máximo de consumo é de 5 dias. A exceção é a indicação médica de uso prolongado. Caso não haja melhora do sintoma, é preciso investigar. Procure um médico sem demora;
  • Prefira comprar remédios nas doses justas para o uso indicado para evitar sobras;
  • Respeite o limite da dosagem diária indicada na bula;
  • Escolha um local protegido da luz e da umidade para armazenamento. Cozinhas e banheiros não são a melhor opção. A temperatura ambiente deve estar entre 15°C e 30°C;
  • Guarde seus remédios em compartimentos altos. A ideia é dificultar o acesso às crianças;
  • Procure saber quais locais próximos da sua casa aceitam o descarte de remédios. Algumas farmácias e indústrias farmacêuticas já têm projetos de coleta;
  • Evite descarte no lixo caseiro ou no vaso sanitário. Frascos vazios de vidro e plástico, bem como caixas e cartelas vazias podem ir para a reciclagem comum.

O Ministério da Saúde mantém uma cartilha (em pdf) para o Uso Racional de Medicamentos: leia e informe-se.

Fontes: Fernanda Cristina Ostrowski Sales, farmacêutica, bioquímica, mestre em Tecnologia em Saúde pela PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) e docente atuando na disciplina de Farmacologia dos cursos de Medicina, Farmácia e Odontologia da mesma instituição; Danyelle Cristine Marini, diretora do CRF-SP (Conselho Regional de Farmácia de São Paulo) (tesoureira), professora do curso de Medicina na Unifae (Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino/São João da Boa Vista) e nas Faculdades Integradas Maria Imaculada (Mogi Guaçu); Marco Aurélio Janaudis, clínico geral e médico de família, diretor da Sobramfa (Educação Médica e Humanismo). Revisão técnica: Danyelle Cristine Marini.

Referências: Ministério da Saúde; Cartilha para a promoção do uso racional de medicamentos. Ministério da Saúde. 2015; FDA (Food and Drug Administration); Rabia Bushra and Nousheen Aslam. An Overview of Clinical Pharmacology of Ibuprofen. OMJ. 2010; Vincent Trung H. Ngo; Tushar Bajaj. Ibuprofen. Stat Pearls. NCBI. 2019.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/01/14/ibuprofeno-combate-dores-leves-febre-e-inflamacoes-saiba-quando-usa-lo.htm

Saiba quais são os melhores remédios para a cefaleia – Vitta

Melhores Remédios Para Cada Tipo de Dor

A cefaleia é uma das reclamações médicas mais comuns do mundo, por isso existem diversos remédios para tratar essa condição. Além disso, ela pode afetar qualquer um, independentemente da idade, raça ou gênero.

Pode ser um sinal de estresse ou pode ser sinal de outra doença mais grave, como pressão alta, ansiedade ou depressão.

O que é a cefaleia?

Cefaleia é uma condição que causa dor e desconforto na cabeça, couro cabeludo e pescoço. Na maioria dos casos, ela causa dores severas que torna difícil a concentração no trabalho ou qualquer outra atividade. É uma condição tão comum que 7 a cada 10 pessoas sofrem dela, pelo menos, uma vez por ano.

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, é uma condição bem mais complicada do que parece. Elas têm sintomas diferentes de pessoa para pessoa e acontecem por razões únicas e diferentes, e precisam de tratamentos diferentes.

Uma vez que você conhece o tipo de dor que você possui, você pode encontrar auxílio com o seu médico para ajudar no alívio das dores e preveni-las – com remédios e outros tipos de tratamentos.

Qual o tratamento?

O tratamento costuma ser bem simples, mas requer um diagnóstico preciso por conta dos diversos tipos existentes de dores de cabeça, então procure seu médico para que ele possa fazer uma avaliação e te recomendar remédios ou outro tratamento para o alívio desse incômodo.

Algumas mudanças de hábito podem ajudar na melhora e também evita futuras dores. Dormir mais horas por dia, evitar usar óculos, capacetes ou chapéus apertados e técnicas de relaxamento são uma boa alternativa para quem quer diminuir esses tipos de dor.

Outros tratamentos também são muito comuns, como sessões de acupuntura e o uso de medicamentos adequados para o alívio são muito eficazes. Mas devem ser feitos e acompanhados por um profissional, então, procure um médico.

Ibuprofeno

O ibuprofeno costuma ser prescrito para o tratamento das dores de leve a moderada intensidade, principalmente para casos de dor de origem inflamatória, tais como artrites, dores traumáticas, inflamações dentárias, etc.

É um analgésico e anti-inflamatório indicado para o alívio da febre, dores e inflamação como dor de cabeça, dor muscular, dor de dentes, dor de garganta, enxaqueca ou cólica menstrual.

Além disso, também pode ser usado no tratamento de sintomas de gripes e resfriados comuns, especialmente nas formas de gotas pediátricas e comprimidos de 200 e 400 mg.

Já o Ibuprofeno 600 mg, é mais indicado para situações graves, no alívio da dor e inflamação em casos de artrite reumatoide, reumatismo articular, osteoartrite, alívio de dores após cirurgias e para reduzir a febre alta.

Este medicamento é o princípio ativo de remédios como Alivium, Ibupril, Ibufran ou Benotrin.

Contraindicação

É contraindicado nos casos de hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer componente da fórmula, ao ácido acetilsalicílico ou a qualquer outro AINE (anti-inflamatório não-esteroidal).

Não deve ser indicado a indivíduos com história prévia ou atual de úlcera gastrintestinal ou sangramento gastrintestinal.

Não deve ser usado durante os últimos 3 meses de gravidez. Esta substância ativa é contraindicada para menores de 12 anos.

Paracetamol

O paracetamol é indicado em adultos para a redução da febre e para o alívio temporário de dores leves a moderadas, tais como: dores associadas a resfriados comuns, dor de cabeça, dor no corpo, dor de dente, dor nas costas, dores musculares, dores leves associadas a artrites e cólicas menstruais.

Esses remédios podem reduzir a febre, atuando no centro regulador da temperatura no Sistema Nervoso Central (SNC) e diminui a sensibilidade para a dor. Seu efeito tem início 15 a 30 minutos após a administração oral e permanece por um período de 4 a 6 horas.

Dorflex

Dorflex é um dos remédios mais indicados para tratar e aliviar sintomas de dor de cabeça tensionais e outras dores associadas a contraturas musculares. É recomendado apenas para adultos, sendo encontrado nos formatos de comprimido, solução oral e até mesmo adesivo – este sendo recomendado para dores e inflamações localizadas.

Com prescrição médica, o dorflex pode ser usado até mesmo no tratamento da dengue, pois a dipirona sódica presente na composição é capaz de aliviar os sintomas de dor e febre provocadas pela doença!

O dorflex tem em sua composição 3 compostos fundamentais, sendo eles a dipirona sódica, citrato orfenadrina e a cafeína anidra – responsáveis pelas propriedades analgésicas e relaxantes musculares do medicamento em destaque.

Seu mecanismo de ação se dá por esses 3 compostos.

O citrato de orfenadrina é um anticolinérgico, com ação e propriedades anti-histamínicas fracas, capaz de auxiliar no alivio de dores associadas a contraturas musculares, de origem traumática ou inflamatória. Além disso, essa substância também atua no organismo através de propriedades analgésicas, potencializado pela dipirona sódica e a cafeína anidra.

Migraliv

Migraliv é destinado ao tratamento das crises de dor de cabeça (cefaléia) incluindo a enxaqueca.

O medicamento apresenta em sua fórmula uma substância (di-hidroergotamina) que age no sistema nervoso central e é específica para o alívio da dor de cabeça, gerada pela enxaqueca. Apresenta também um analgésico (dipirona sódica) e a cafeína, que aumenta a efetividade dos analgésicos.

Cefalium

Cefalium alivia as dores de cabeça (cefaléias), incluindo a enxaqueca, que são acompanhadas com frequência de náuseas e vômitos.

O medicamento apresenta em sua fórmula uma substância (di-hidroergotamina), que age no sistema nervoso central e é específica para o alívio da dor de cabeça gerada pela enxaqueca.

Apresenta também um analgésico (paracetamol), uma substância (cloridrato de metoclopramida) que melhora as náuseas e vômitos associados às crises de enxaqueca e a cafeína que aumenta a efetividade dos analgésicos.

Источник: https://blog.vitta.com.br/2020/03/30/saiba-quais-sao-os-melhores-remedios-para-a-cefaleia/

Dor de dente

Melhores Remédios Para Cada Tipo de Dor

O remédio para dor de dente, como os analgésicos e anti-inflamatórios permitem reduzir ou aliviar a dor. Contudo, os analgésicos como o paracetamol, que é um dos mais utilizados, apenas promovem um alívio sintomático, não permitindo tratar a causa subjacente.

Neste sentido, é importante estarmos cientes de que a dor nos dentes é um sintoma que ocorre na sequência de algum problema, mais ou menos grave, pelo que a sua resolução definitiva apenas ocorrerá após ser tratada a causa subjacente.

Por isto, é inadiável a consulta no Médico Dentista logo após os primeiros sintomas mesmo que a dor desapareça após medicação analgésica. Poderá raramente acontecer que a situação não implique tratamento dentário, contudo deverá ser sempre diagnosticada.

Veja mais informação em tratamento e medicação para a dor de dentes.

Dor de dente – causas

A dor de dentes tem como principal causa a cárie dentária.

O dente cariado, popularmente referido como “dente furado”, poderá provocar uma dor que pode ir de ligeira a bastante forte ou mesmo insuportável, consoante a gravidade da lesão cariosa.

Essa dor de dente forte nem sempre cede à medicação, ou seja, poderá ser uma dor persistente, obrigando a pessoa a recorrer ao Médico Dentista. A cárie pode ocorrer tanto em adultos como em crianças, podendo afetar ambos os sexos de igual modo.

Saiba, aqui, o que é cárie dentária.

Nos casos de dente inflamado a polpa dentária fica afetada, havendo invasão das bactérias presentes na cárie para a corrente sanguínea provocando a infeção do dente.

Como na polpa dentária existe nervo e vasos sanguíneos que se prolongam pelos canais que percorrem o interior da raiz, essa dor de dente no canal implica a desvitalização do dente (endodontia) por parte do Médico Dentista, ficando assim o dente “morto” e sem dor.

Apesar de menos frequentes que a cárie dentária, outras causas podem estar na origem das dores nos dentes.

Outras das causas muito comuns de dor dentária é a chamada sensibilidade dentária, que normalmente ocorre em resposta a um estímulo frio, nomeadamente uma bebida ou mesmo ao inspirar ar mais frio, mas também por estímulo químico (alimentos ácidos e doces) e com a escovagem dos dentes.

Essa sensibilidade dentária pode originar uma dor aguda e temporária, mas também nos casos mais severos uma dor forte e mais contínua, dando a impressão de uma dor na raiz do dente, principalmente nos casos onde se verifica uma retração da gengiva (dentes “descarnados”).

No caso de sensibilidade dentária, a dor pode regredir com o tempo, mas nalguns casos é necessário recorrer ao uso de pastas dentífricas e elixires específicos para o efeito ou mesmo recorrer ao Médico Dentista para tratamentos de dessensibilização através da aplicação de vernizes com fluor, ou nos casos irreversíveis, proceder à desvitalização do dente.

Se quer saber tudo sobre sensibilidade dentária, siga este link.

Também pode ocorrer dor no dente nos casos de traumatismo com ou sem fratura dentária, podendo nestes casos, caso não haja envolvimento da polpa dentária, a dor ceder apenas com medicação analgésica e/ou anti-inflamatória, prescindindo assim dos tratamentos dentários.

Outra das possíveis causas que pode originar dores nos dentes pode ocorrer nas pessoas que apresentam bruxismo, ou seja, o chamado “ranger de dentes”.

Para além da dor dentária devido a esse apertar de dentes, ocorre também o desgaste das superfícies dos dentes e pode levar também a dor nas articulações dos maxilares (articulação têmporo-mandibular) e dores de cabeça.

Apesar de nestes casos o tratamento ser essencialmente neurológico, deverá recorrer-se ao Médico Dentista a fim de ser confecionada uma goteira de silicone que “encaixa” numa das arcadas dentárias, para uso noturno, que é quando se range os dentes involuntariamente, com a finalidade de reduzir o desgaste dentário e a sintomatologia associada.

Saiba, aqui, o que é bruxismo.

A dor de dente siso é também uma queixa muito comum, podendo esta ocorrer por cárie, mas também pela inflamação dos tecidos gengivais circundantes aquando da sua erupção, provocando uma pericoronarite que implica uma dor mais ou menos constante que pode ir de moderada a forte, limitando muitas vezes a abertura da boca e a mastigação.

Nestes casos deverá recorrer-se também ao Médico Dentista que, consoante os casos, poderá receitar medicação e proceder ao corte da gengiva para aliviar a coroa dentária (gengivectomia). Ainda, e pela sua localização, muitas vezes existe falta de espaço para a sua completa erupção, devendo nestes casos serem extraídos, pois funcionalmente os sisos não são relevantes.

Conheça, aqui, os principais problemas com a erupção do dente do siso.

Já mais raramente, mas igualmente importante de referir, são os casos da dor dentária que ocorre apenas nos dentes superiores mais a nível lateral e posterior.

Esta situação particular de dor dentária uni ou bilateral pode estar relacionada com a presença de sinusite, pois normalmente o término das raízes destes dentes coincide com o espaço sinusal, que se estiver infetado pode implicar dor dentária nos dentes próximos.

Dor de dente – intensidade, localização

Em relação à localização da dor e dependendo das causas, ela pode localizar-se em qualquer um dos dentes (incisivos, caninos, pré-molares ou molares), sejam no maxilar superior como no inferior, ou ser uma dor mais difusa e afetar uma arcada dentária completa ou todos os dentes, podendo inclusive a dor irradiar para áreas abrangentes, como o ouvido e a cabeça.

A dor pode ocorrer apenas ao mastigar, em resposta a diferenças de temperatura (quente, frio), ou mesmo surgir espontaneamente, podendo ser de curta duração ou manter-se constante, sendo que à noite poderá ter tendência a agravar-se.

Como vimos a intensidade da dor (se é muita ou pouca dor) também não tem obrigatoriamente que ter qualquer relação direta com a causa subjacente, ou seja, um dente cariado, por exemplo, pode provocar pouca ou muita dor dependendo do estadío da cárie, da parte do dente afetado, da sensibilidade de cada individuo, etc, não implicando igualmente que uma dor no dente da frente (incisivo), tenha que ser maior ou menor que a dor num dente de trás (molar).

Outros sinais e sintomas, podem estar presentes, como “rosto inchado”, dor de cabeça, vermelhidão ou inchaço da gengiva.

Remédio para dor de dente

Os medicamentos ou remédios, como os analgésicos e anti-inflamatórios produzem normalmente um rápido efeito anestésico que permite o alívio da dor.

Contudo, consoante a causa subjacente, esta medicação poderá não ser suficiente de modo a passar ou parar a dor, sendo necessária uma consulta ao Médico Dentista, de modo a resolver definitivamente o problema.

No caso de medicação farmacêutica, pode tomar analgésicos, sendo que o medicamento mais utilizado é o Paracetamol, habitualmente, em comprimidos.

Para além do Paracetamol isolado, este pode também ser associado ao Tramadol que é já um opiáceo de ação central muito mais forte.

De ação predominantemente analgésica, mas já considerados anti-inflamatórios, o ácido acetilsalicílico e a clonixina, são também medicamentos vulgarmente utilizados no alívio da dor.

Outras substâncias anti-inflamatórias muito indicadas são o nimesulide, o ibuprofeno, diclofenac de sódio ou o etoricoxib, entre muitas outras.

Existem também anestésicos tópicos ou locais em spray que podem ser encontrados à venda em farmácias e que podem aliviar igualmente a dor, ainda que de forma temporária.

O uso de antibióticos pode ser contra indicado na dor de dentes. No entanto, nos casos onde já existe infeção, então deverá recorrer-se também aos antibióticos, onde a amoxicilina associada ao ácido clavulânico e a claritromicina são substâncias de primeira escolha, mas existem muitas outras que também poderão ser adequadas.

O remédio caseiro para dor de dente pode não ter a eficácia desejada mas muitas vezes poderá ser útil para acalmar ou atenuar a dor dentária enquanto não se recorre ao Médico Dentista.

De entre as receitas mais conhecidas destaca-se o óleo de cravinho ou cravo-da-india.

Esta especiaria possui propriedades antisséticas, anti-inflamatórias e analgésicas, o que é bom para aliviar a dor de dente, reduzir a inflamação e prevenir eventuais infeções.

Esta especiaria deverá ser colocada diretamente em contato com o dente afetado. Em alternativa, mascar o cravo-da-India poderá também resultar.

Nos casos onde já existe inchaço ou abcesso, poderá ser útil a aplicação de compressas frias ou gelo envolvido num pano para não queimar a pele, e aplicar na parte externa da face.

Se a dor for “latejante”, evitar a posição deitada, ou seja, convém manter a cabeça mais elevada para diminuir a pressão sanguínea na área afetada e desta forma, acabar ou diminuir a dor.

Outro remédio natural que pode fazer em casa são bochechos com chás, nomeadamente de macela, própolis, folha de batata doce e malva, que podem também ajudar a melhorar a dor de dentes. Bochechos com água morna e sal, igualmente, devido às propriedades antisséticas do sal.

Note que estes remédios caseiros permitem-lhe apenas abrandar a dor e não tratar a sua causa.

Os fármacos comerciais possuem, habitualmente, uma melhor eficácia, permitindo amenizar mais eficazmente a dor, fundamentalmente, em casos de dores mais intensas.

Mesmo assim, pode não ser possível parar a dor de dente sendo necessária uma intervenção no sentido de tratar a causa subjacente. Saiba, de seguida, como tratar a dor de dentes.

Dor nos dentes – tratamento

Perante uma dor de dentes, o tratamento deve ser efetuado de acordo com a causa subjacente. Como vimos, os medicamentos permitem aliviar os sintomas mas não são a solução para o problema. Para curar definitivamente a causa associada à dor de dente é necessário que seja efetuado o diagnóstico e posteriormente uma intervenção para resolver o problema.

A principal causa para as dores de dentes é a cárie dentária, sendo esta mais frequente nos dentes molares “dentes de trás”. A cárie dentária tem cura e o tratamento é cirúrgico, implicando a consulta ao Dentista de modo a tratar o dente cariado e consequente restauro da cavidade dentária, no caso da estrutura afetada comprometer somente o esmalte e a dentina.

Perante estadíos mais avançados de cárie, ou seja, um dente com uma cárie mais profunda que já atinja a polpa dentária, por exemplo, o tratamento implica previamente à restauração procedimentos bem mais invasivos, nomeadamente a endodontia (desvitalização) ou em último recurso implicar mesmo a sua extração ou perda do dente (“tirar o dente”). Após a restauração (obturação), a dor deve desaparecer, podendo contudo permanecer alguma sensibilidade durante os primeiros dias.

Saiba, aqui, tudo sobre o tratamento da cárie dentária.

Para além da cárie dentária, outras causas podem estar associadas à dor de dentes, como vimos anteriormente. O tratamento depende, naturalmente da causa subjacente. Veja mais informação sobre tratamentos em cada uma das doenças relacionadas.

Se quer conhecer os principais problemas dentários e sintomas associados, siga este link.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/medicina/dentaria/dor-de-dente/

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: