Miocardite: o que é, causas, sintomas e tratamento

Pericardite: sintomas, tratamentos e causas

Miocardite: o que é, causas, sintomas e tratamento

A pericardite é uma inflamação do pericárdio, uma espécie de bolsa que envolve o coração. O pericárdio é composto por duas estruturas: o pericárdio fibroso e o pericárdio seroso, constituído por duas lâminas (parietal e visceral).

Entre o pericárdio fibroso e o seroso e entre essas duas lâminas do pericárdio seroso há a formação de espaços virtuais preenchidos por finas camadas de líquido lubrificante.

O pericárdio tem como função manter o coração em sua posição e impedir que ele se encha de sangue além de sua capacidade.

Causas

As causas de pericardite muitas vezes não podem ser determinadas. Nesses casos, a condição é chamada de pericardite idiopática.

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Dentre as principais causas conhecidas de pericardite estão:

Sintomas de Pericardite

A pericardite pode ser aguda ou crônica, a depender dos sintomas apresentados pelo paciente. A pericardite aguda é a inflamação repentina do pericárdio, que dura aproximadamente duas semanas, em média. A forma crônica dessa doença tem início gradual e persiste durante um tempo maior. Os principais sinais e sintomas da pericardite são:

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Pode haver ocorrência, também, de atrito pericárdico, resultante da fricção entre as camadas do pericárdio. Além disso, a dor, localizada no centro ou no lado esquerdo do tórax, pode irradiar-se para o ombro esquerdo e para o pescoço.

Buscando ajuda médica

Se você sentir fortes dores no peito, procure assistência médica emergencial.

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Muitos dos sinais e sintomas da pericardite são semelhantes aos de outras doenças cardíacas e pulmonares. Quanto mais cedo uma pessoa for diagnosticada com pericardite, mais rápido o tratamento é iniciado e maiores são as chances de recuperação.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar pericardite são:

  • Clínico geral
  • Cardiologista
  • Infectologista.

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Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

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  • Quando os sintomas surgiram?
  • Qual a intensidade dos sintomas?
  • Com que frequência você sente os sintomas?
  • Você foi diagnosticado recentemente com alguma condição de saúde? Qual?
  • Você está fazendo tratamento para algum tipo de condição de saúde? Qual?
  • Você está fazendo uso de algum tipo de medicação? Qual? Em quais doses?
  • Você tem problemas cardíacos?
  • Você sente dores no peito? Com que intensidade?
  • Quais outros sintomas você apresentou?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para pericardite, algumas perguntas básicas incluem:

  • Quanto tempo costuma durar o tratamento?
  • É necessário cirurgia?
  • Quanto tempo de hospitalização?
  • Vou precisar cortar o uso de alguns medicamentos?
  • Eu tenho risco de desenvolver outras doenças? Quais?

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O diagnóstico da pericardite geralmente começa com o médico, no próprio consultório, questionando o paciente sobre seu histórico clínico e por meio de um exame físico geral, em que o especialista ouve atentamente aos sons cardíacos e pulmonares.

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Pericardite

O diagnóstico da pericardite geralmente começa com o médico, no próprio consultório, questionando o paciente sobre seu histórico clínico e por meio de um exame físico geral, em que o especialista ouve atentamente aos sons cardíacos e pulmonares.

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Os principais exames usados para diagnosticar pericardite são:

  • Ressonância magnética do tórax
  • Radiografia do tórax
  • Eletrocardiograma
  • Ecocardiograma
  • Tomografia computadorizada do coração
  • Hemograma completo.

Tratamento de Pericardite

Os casos mais leves de pericardite são tratados com medicamentos anti-inflamatórios e analgésicas, que ajudam a amenizar a dor. Se o paciente não apresentar complicações, ele pode fazer tratamento oral em casa, devendo, contudo, evitar esforços.

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Pacientes com a forma mais grave de pericardite, derrame pericárdico ou, ainda, aqueles que apresentam alguma outra doença grave associada devem ser hospitalizados para seguir com o tratamento.

Dependendo das causas de pericardite, elas também devem ser tratadas individualmente.

Convivendo/ Prognóstico

Para a maioria dos casos leves de pericardite, o repouso e o uso de medicamentos vendidos sem necessidade de prescrição médica, como analgésicos, podem ser usados para aliviar a dor causada pela doença.

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Além disso, enquanto estiver seguindo o tratamento e não estiver plenamente recuperado, evite qualquer tipo de atividade física, principalmente se os exercícios exigidos forem muito intensos.

Complicações possíveis

Se não for devidamente tratada, a pericardite pode levar a algumas complicações de saúde, como:

Embora seja raro, algumas pessoas com pericardite, particularmente aqueles com a inflamação crônica, podem vir a desenvolver contração, espessamento permanente e formação de cicatrizes no pericárdio.

Nesses casos, o pericárdio perde muito de sua elasticidade e impede que o coração funcione adequadamente. Esta condição é chamada de pericardite constritiva e, muitas vezes, leva a um inchaço grave das pernas e do abdômen, além da falta de ar e dificuldade para respirar.

Quando muito líquido se acumula no pericárdio, uma condição perigosa chamada tamponamento cardíaco pode se desenvolver.

Esse excesso de líquido coloca muita pressão sobre o coração e não permite que ele se preencha de sangue corretamente. Isso significa, portanto, que menos sangue sai do coração para o restante do corpo, o que provoca uma queda drástica na pressão sanguínea. O tamponamento cardíaco pode ser fatal se não for tratado rapidamente.

Referências

Ministério da Saúde

Mayo Clinic

Sociedade Brasileira de Cardiologia

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/pericardite

Amigdalite

Miocardite: o que é, causas, sintomas e tratamento

A amigdalite é a inflamação das amígdalas. Sintomas como dor de garganta e de cabeça, febre, alterações da voz, halitose (mau hálito), dificuldade na deglutição (dificuldades em engolir), entre outros, são frequentes na amigdalite, como veremos adiante.

A amigdalite é tipicamente atribuída à inflamação das amígdalas palatinas (veja imagens), contudo estas não são as únicas presentes na via aérea superior.

Na parte posterior da língua, existem amígdalas linguais que podem também ser afetadas por processos inflamatórios (amigdalites linguais).

É uma situação rara, mas com um quadro clínico mais severo e muitas vezes resistente às principais terapêuticas. Em casos extremos, as amigdalites linguais podem colocar em risco a própria via aérea.

As amigdalites são mais frequentes em idade pediátrica, mas também podem ocorrer em idade adulta. Entre as doenças da garganta, a amigdalite é das patologias mais prevalentes.

Durante um processo de amigdalite, a garganta encontra-se inflamada podendo interferir com a alimentação e, em casos extremos, causar algum grau de dispneia (falta de ar). Uma faringite aguda pode preceder o aparecimento da amigdalite, tratando-se neste cenário de uma faringoamigdalite.

A amigdalite é geralmente um processo bilateral, contudo pode afetar apenas umas das estruturas, sendo neste caso uma amigdalite unilateral. Contudo, um processo infeccioso unilateral muito exuberante deve alertar para possíveis complicações como abcesso, fleimão ou doença linfoproliferativa.

Do ponto de vista da sua apresentação clínica, as amigdalites podem ser divididas em:

  • Amigdalite aguda – a amigdalite aguda é um processo inflamatório pontual associada a dor de garganta com evolução rápida, e cuja sintomatologia apresenta geralmente uma duração entre 5 a 7 dias, com o tratamento adequado. Muitas vezes acompanhada por mal-estar, prostração, dificuldade na deglutição e dores de cabeça. Em casos de colonização bacteriana, a febre pode ser alta e as amígdalas apresentam um exsudado purulento difuso à sua superfície.
  • Amigdalite crónica – a amigdalite crónica caracteriza-se por um processo de amigdalite de repetição ou amigdalite recorrente. Nesses casos, os agentes patológicos podem afetar de forma permanente as amígdalas e provocar processos inflamatórios recorrentes.

Amigdalite – causas

As amigdalites podem subdividir-se segundo as suas causas ou segundo a sua apresentação clínica.

De um ponto de vista causal, a amigdalite pode ser viral ou vírica (causada por vírus), sendo esta a etiologia mais frequentemente encontrada.

Os vírus mais implicados são o adenovirus, rhinovirus, vírus influenza, coronavirus, e vírus sincicial respiratório.

A amigdalite bacteriana (causada por bactérias) costuma ser provocada pela bactéria Streptococcus ß-hemolitico grupo A, dando origem a amigdalite pultácea ou estreptocócica.

Os fungos também podem estar implicados (amigdalite fúngica), contudo esta etiologia é muito pouco frequente em doentes imuno-competentes.

Alguns casos podem ser descritos como necrosantes (a mais frequente inclui a Angina de Vincent). No entanto, nesses casos deve excluir-se causa oncológica subjacente.

A amigdalite caseosa, ou presença de caseum amigdalino é uma situação benigna e não inflamatória.

Frequentemente confundida com amigdalite pultácea devido a presença de pontos brancos a superfície das amígdalas, geralmente não está associada a nenhum sintoma específico, mas pode provocar casos de halitose ou mal hálito, bem como em raras situações desconforto inespecífico na garganta.

Amigdalite – infantil

A amigdalite infantil (amigdalite em crianças) é um processo inflamatório semelhante ao descrito anteriormente, mas que se associa muito frequentemente a inflamação concomitante das adenóides. Ou seja, nas crianças, o processo inflamatório também pode afetar as adenóides (estrutura linfóide situada na porção posterior da cavidade nasal, a rinofaringe), tratando-se neste cenário de uma adenoamigdalite.

Um dado característico em crianças muito jovens é a presença de saliva excessiva e redução franca do apetite.

As amigdalites costumam ocorrer depois dos 12-18 meses de idade, e podem ocorrer de forma recorrente em certos bébés ou crianças.

Nesses casos, o processo de repetição é travado com recurso a vacinas preventivas, ou cirurgia em casos de não se conseguir travar este ciclo infeccioso. Veja mais informação em tratamento da amigdalite.

Amigdalite – sintomas

Os sinais e sintomas de amigdalite são os seguintes:

  • Garganta inflamada e dor de garganta;
  • Dificuldade na deglutição;
  • Cefaleias ou dores de cabeça;
  • Mal-estar geral;
  • Febre;
  • Dor de ouvidos (mas observação por otoscopia costuma ser normal);
  • Voz alterada;
  • Amígdalas “inchadas”, com rubor e podendo apresentar placas esbranquiçadas na sua superfície (pus);
  • Halitose (mau hálito).

A duração da sintomatologia costuma variar entre 5 a 7 dias.

Amigdalite é contagiosa?

A amigdalite é um processo contagioso, ou seja, que se transmite ou se “pega” de pessoa para pessoa. A doença é transmissível através da tosse, espirros ou através da transmissão de gotas de saliva.

No caso das crianças, este contágio pode ocorrer pelo uso de brinquedos contaminados e partilhados pelas crianças, etc..

Diagnóstico da amigdalite

O diagnóstico da amigdalite é feito geralmente por observação médica da cavidade oral e constatação do processo inflamatório na garganta. Na larga maioria dos casos, não são necessários exames complementares, a não ser no caso de suspeita de complicações. A pesquisa sistemática de níveis de TASO (anti-estreptolisina) não é atualmente recomendada.

Tratando-se de uma situação comum, praticamente todos os médicos têm capacidade para fazer o diagnóstico. Em casos duvidosos, sintomas exuberantes ou suspeita de complicação, o médico responsável pelo diagnóstico da amigdalite é o Otorrinolaringologista (especialista em otorrinolaringologia).

Complicações da Amigdalite

A amigdalite é geralmente uma inflamação passageira e que se resolve vulgarmente ao fim de 5-7 dias. No entanto, pode causar complicações graves em casos pontuais.

A complicação mais frequente é o abcesso peri-amigdalino. Trata-se, geralmente, de um fenómeno unilateral em que há um “empurramento” para a linha média da amígdala em questão.

O abcesso pode atingir grandes dimensões e colocar em causa a via aérea superior.

Nestes casos, exige-se uma drenagem cirúrgica urgente, sob anestesia local ou anestesia geral (esta geralmente reservada aos abcessos em idade pediátrica).

Em alguns casos, mesmo não havendo abcesso, a hipertrofia das amígdalas é de tal ordem, que impossibilita qualquer alimentação oral (líquida e sólida), obrigando ao internamento em regime hospitalar para início de terapêutica endo-venosa. Raramente, a amigdalite pode também estar associada a complicações cardíacas (miocardite e patologia valvular), articulatórias (dores recorrentes) ou neurológicas.

A amigdalite na gravidez pode ocorrer nos mesmos moldes atrás referidos, mas nesses casos a terapêutica a instituir terá que ter em conta as restrições que a própria gravidez impõe na escolha do tratamento, nomeadamente na escolha da antibioterapia.

Amigdalite tem cura?

A amigdalite é um processo, geralmente, benigno, que evolui favoravelmente e que passa ao fim de 5-7 dias com o tratamento adequado.

Saiba, de seguida, como tratar a amigdalite.

Amigdalite – tratamento

Na amigdalite vírica, o tratamento passa primariamente por fazer medicação (analgésicos, anti-inflamatórios ou anti-piréticos) para aliviar a dor e baixar a febre.

Habitualmente, o medicamento ou remédio utilizado é o paracetamol e/ou ibuprofeno. Uma boa hidratação (beber bastantes líquidos como água natural, chãs, etc.

) e realizar repouso são importantes medidas para uma melhor e mais rápida recuperação.

Em casos de febre ou sintomatologia persistente ou confirmação de amigdalite bacteriana ou pultácea, deverá instituir-se antibiótico.

O antibiótico mais indicado nessas situações costuma ser a penicilina ou amoxicilina com ou sem ácido clavulânico.

Em caso de alergia, a segunda linha inclui antibiótico da família dos macrólidos, como é exemplo a azitromicina.

Em casos severos ou resistentes, o recurso a injeções intra-musculares ou endo-venosas podem ser necessárias, bem como recurso a cortisona ou corticoterapia em casos bem selecionados.

Nos casos recorrentes, e antes de avançar para cirurgia, podem utilizar-se vacinas especificamente desenhadas para estimular e melhorar o sistema imunitário inespecífico ou específico, de modo a tentar travar e prevenir este ciclo vicioso. Contudo, o resultado destas terapêuticas é ainda muito heterogéneo.

A cirurgia (ou operação) deve ser equacionada nos casos de amigdalite recorrente ou antecedentes de complicações prévias (nomeadamente abcesso ou internamentos por este motivo), conforme veremos de seguida.

O doente não deve em caso algum automedicar-se ou tentar qualquer tipo de tratamento caseiro sem ser sob orientação médica, sob pena de poder agravar o seu quadro clínico.

Amigdalite – cirurgia

Como vimos anteriormente, o tratamento cirúrgico deve ser equacionado quando existem casos de amigdalites de repetição (amigdalites recorrentes) ou antecedentes de complicações prévias.

A remoção cirúrgica das amígdalas palatinas (amigdalectomia) evoluiu bastante nos últimos anos sob o ponto de vista cirúrgico, fruto de algumas inovações tecnológicas que visam diminuir os riscos e co-morbilidades relacionados com este procedimento cirúrgico.

A adenoamigdalectomia consiste na remoção das adenóides e das amígdalas, num único procedimento cirúrgico. Esta cirurgia combinada é a mais frequentemente efetuada na criança, sendo muito pouco usual nos adultos.

Saiba, aqui, tudo sobre amigdalectomia e adenoamigdalectomia

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/otorrino/amigdalite/

Miocardite: o que é, principais sintomas e tratamento

Miocardite: o que é, causas, sintomas e tratamento

A miocardite é uma inflamação do músculo do coração que pode surgir como uma complicação durante diferentes tipos de infecção no organismo, causando sintomas como dor no peito, falta de ar ou tonturas.

Na maioria dos casos, a miocardite surge durante uma infecção por vírus, como gripe ou catapora, mas também pode acontecer quando existe uma infecção por bactérias ou fungos, sendo que nestes casos normalmente é preciso que a infecção esteja muito avançada. Além disso, a miocardite pode ser decorrente de doenças autoimunes, como o Lúpus Eritematoso Sistêmico, uso de alguns medicamentos e consumo excessivo de bebidas alcoólicas, por exemplo.

A miocardite tem cura e, geralmente, desaparece quando a infecção fica curada, no entanto, quando a inflamação do coração é muito grave ou não desaparece, pode ser necessário ficar internado no hospital.

Principais sintomas

Nos casos mais leves, como durante uma gripe ou resfriado, por exemplo, a miocardite não provoca qualquer tipo de sintoma. Porém, nos casos mais graves, como nos de infecção bacteriana, pode surgir:

  • Dor no peito;
  • Batimento cardíaco irregular;
  • Sensação de falta de ar;
  • Cansaço excessivo;
  • Inchaço das pernas e pés;
  • Tonturas.

Já nas crianças, podem ainda surgir outros sintomas como aumento da febre, respiração rápida e desmaio. Nestes casos, é recomendado consultar imediatamente um pediatra para avaliar o problema e iniciar o tratamento adequado.

Uma vez que a miocardite surge durante uma infecção, os sintomas podem ser difíceis de identificar e, por isso, é recomendado ir no hospital quando os sintomas duram mais de 3 dias, até porque devido à inflamação do músculo cardíacos, o coração passa a er dificuldade para bombear corretamente o sangue, podendo causar arritmia e insuficiência cardíaca, por exemplo.

Como é feito o diagnóstico

Quando existe suspeita de miocardite, o cardiologista pode pedir a realização de alguns exames como raio X do tórax, eletrocardiograma ou ecocardiograma para identificar alterações no funcionamento do coração. Estes exames são especialmente importantes porque os sintomas podem estar apenas sendo provocados pela infecção no organismo, sem que exista alteração no coração.

Além disso, normalmente são solicitados alguns exames laboratoriais para verificar o funcionamento do coração e a possibilidade de infecção, como VSH, dosagem de PCR, leucograma e concentração dos marcadores cardíacos, como CK-MB e Troponina. Conheça os exames que avaliam o coração.

Como tratar a miocardite

O tratamento normalmente é feito em casa com repouso para evitar excesso de trabalho por parte do coração. No entanto, durante esse período também se deve fazer o tratamento adequado da infecção que esteve na origem da miocardite e, por isso, pode ser necessário tomar antibióticos, antifúngicos ou antivirais, por exemplo.

Além disso, se surgirem sintomas de miocardite ou se a inflamação estiver dificultando o funcionamento do coração, o cardiologista pode indicar o uso de alguns remédios como:

  • Remédios para pressão alta, como captopril, ramipril ou losartana: relaxam os vasos sanguíneos e facilitam a circulação de sangue, reduzindo sintomas como dor no peito e falta de ar;
  • Beta-bloqueadores, como metoprolol ou bisoprolol: ajudam a fortalecer o coração, controlando o batimento irregular;
  • Diuréticos, como furosemida: eliminam o excesso de líquidos do corpo, diminuindo o inchaço nas pernas e facilitando a respiração.

Já nos casos mais graves, em que a miocardite causa muitas alterações no funcionamento do coração, pode ser necessário ficar internado no hospital para fazer remédios diretamente na veia ou colocar aparelhos, semelhantes ao marcapasso, que ajudam o coração a trabalhar.

Em alguns casos muito raros, em que a inflamação do coração coloca a vida em risco, pode até ser necessário fazer um transplante de coração de emergência.

Possíveis sequelas

Na maior parte dos casos a miocardite desaparece sem deixa qualquer tipo de sequelas, sendo até muito comum que a pessoa nem saiba que teve esse problema no coração.

Porém, quando a inflamação no coração é muito grave pode deixar lesões permanentes no músculo cardíaco que levam ao surgimento de doenças como insuficiência cardíaca ou pressão alta. Nestes casos, o cardiologista irá recomendar o uso de alguns medicamentos que devem ser utilizados por alguns meses ou por toda a vida, dependendo da gravidade.

Veja os remédios mais utilizados para tratar a pressão alta.

Источник: https://www.tuasaude.com/miocardite/

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