Mioma Uterino: causas, sintomas e tratamento

Contents
  1. Mioma uterino: como descobrir e tratar este problema que pode causar infertilidade
  2. O que causa o mioma
  3. Tipos de mioma
  4. Principais sintomas
  5. Como é feito o tratamento
  6. Mioma dificulta a gravidez?
  7. O que é o mioma uterino e quando devo me preocupar? • ISM
  8. O que pode causar o aparecimento do mioma?
  9. Falando na menopausa…
  10. 30% das mulheres não apresentam sintomas
  11. O diagnóstico
  12. Quais são as formas de tratamento?
  13. E afinal, o mioma uterino é perigoso? Quando você deve se preocupar?
  14. E quanto a gravidez, a mulher com mioma poderá engravidar?
  15. Consulte o seu médico, para que ele possa avaliar o seu caso individualmente.
  16. Mioma uterino: o que é, sintomas e cirurgia
  17. Sintomas de Mioma uterino
  18. Causas
  19. Tipos
  20. Fatores de risco
  21. Buscando ajuda médica
  22. Diagnóstico de Mioma uterino
  23. Tratamento de Mioma uterino
  24. Complicações possíveis
  25. Referências
  26. Mioma Uterino: causas, sintomas e tratamento
  27. Causas e fatores de risco
  28. Sintomas
  29. Tratamento
  30. Cirurgia
  31. Referências
  32. Mioma uterino: o que é, sintomas, causas e tratamentos
  33. O que é mioma?
  34. Tipos de mioma no útero
  35. Subseroso
  36. Pediculados
  37. Intramural
  38. Intracavitários
  39. Submocoso
  40. O que causa?
  41. Fatores genéticos
  42. Hormônios
  43. Fatores de risco
  44. Sintomas de mioma uterino
  45. Diagnóstico
  46. Qual especialista procurar?
  47. Complicações
  48. Pode virar câncer?
  49. Mioma uterino tem cura?
  50. Tratamento para mioma
  51. Vigilância
  52. Medicamentos
  53. Embolização
  54. Cirurgia de mioma
  55. Miomectomia abdominal e histeroscópica
  56. Histerectomia
  57. Prognóstico
  58. Prevenção
  59. Perguntas e respostas que sempre quis saber sobre o mioma uterino
  60. O que é o mioma uterino?
  61. Com que frequência surge?
  62. Quais os fatores de risco associados ao aparecimento de miomas?
  63. Quais são os exames que devo fazer para ter o diagnóstico?
  64. É recomendável…

Mioma uterino: como descobrir e tratar este problema que pode causar infertilidade

Mioma Uterino: causas, sintomas e tratamento

O mioma é um tipo de tumor benigno que se forma no tecido muscular do útero e que também pode ser chamado de fibroma ou leiomioma uterino. A localização do mioma no útero pode variar, assim como o seu tamanho, que pode ser microscópico ou possuir vários centímetros.

Os miomas são relativamente comuns e, na maioria dos casos, não provocam sintomas, no entanto algumas mulheres podem relatar cólica, sangramentos ou dificuldade para engravidar.

Nesses casos, pode ser indicado o início do tratamento de acordo com a orientação do ginecologista e características do mioma, podendo ser recomendado o uso de remédios para aliviar os sintomas ou cirurgia para retirar o mioma ou o útero, nos casos mais graves.

O que causa o mioma

O mioma não tem uma causa muito bem estabelecida, no entanto surge quando as células do tecido muscular que formam o útero se multiplicam de forma desordenada, levando ao aparecimento do tumor.

É possível que esse proliferação desordenada também esteja relacionada com as alterações hormonais da mulher, isso porque os sintomas costumam aparecer em mulheres adultas e regredir após a menopausa.

Além disso, os sintomas de mioma podem também aparecer com mais frequência em mulheres que fazem terapia de reposição hormonal.

As mulheres que têm mais chance de ter o mioma são as que não tem filhos, que têm uma alimentação rica em carnes vermelhas e pobres em vegetais, mulheres obesas e as que têm história desta doença na família.

Tipos de mioma

O mioma pode ser classificado em diferentes tipos de acordo com o local em que se desenvolve no útero, sendo os principais:

  • Subseroso, em que o mioma desenvolve-se na parte mais externa do útero;
  • Intramural, quando surge dentro das paredes do útero;
  • Submucoso, quando desenvolve-se na parte interna, dentro da cavidade do útero.

Saber o tipo de mioma é importante para que seja avaliada a gravidade do mioma e a necessidade de iniciar o tratamento logo em seguida. Conheça mais sobre os tipos de mioma.

Principais sintomas

Na maioria dos casos o mioma uterino não leva ao aparecimento de sinais ou sintomas, no entanto quando o mioma é grande ou quando são verificados vários miomas no útero, é possível que a mulher apresente alguns sintomas como cólicas intensas, dor durante a relação sexual, sintomas de prisão de ventre e período menstrual mais prolongado. Veja outros sintomas de mioma uterino.

A presença do mioma é verificada pelo ginecologista pode meio da realização de exames de imagem como o ultrassom, a histeroscopia e a histerossalpingografia, que avaliam a cavidade do útero.

Além disso, mulheres portadoras de mioma uterino que desejam engravidar, mesmo que sejam não tenham sintomas, devem ter um acompanhamento com o ginecologista, pois a presença desse tumor pode trazer algumas complicações na gravidez, como abortos.

Como é feito o tratamento

O tratamento é indicado quando a mulher apresenta sintomas intensos, como muita dor ou menstruação abundante, ou quando está tentando engravidar sem sucesso. O tipo de tratamento depende dos sintomas, do tamanho e do tipo de mioma de cada mulher, e deve ser orientado pelo ginecologista, podendo ser recomendado:

  • Uso de anti-inflamatórios, como Ibuprofeno ou Naproxeno: melhoram as cólicas menstruais intensas e reduzem o excesso de sangramento provocado pelos miomas;
  • Uso de remédios hormonais, como a pílula: ajudam a aliviar a intensidade da menstruação e a reduzir o tamanho do mioma;
  • Suplementos de ferro: previnem e tratam casos de anemia provocado pelo excesso de sangramentos;
  • Cirurgia, conhecida como miomectomia: serve para retirar o mioma, sem ser necessário remover o útero. É usada especialmente quando o mioma pressiona outros órgãos ou provoca sintomas muito intensos;

Além disso, quando o mioma é muito grande, pode ser necessário reduzir o seu tamanho antes de fazer a cirurgia, e para isso é utilizada uma técnica conhecida como embolização.

Nela, o médico, através de um procedimento cirúrgico, faz várias injeções com agente embolizante diluído em contraste iodado através da artéria femoral, até ser observado uma redução de fluxo sanguíneo da artéria que nutre o mioma, gerando a morte do mesmo.

Quando a mulher tem um mioma e já não tem planos para engravidar, o médico pode recomendar retirar o útero para eliminar o mioma e evitar que o tumor volte a ser formado.

Mioma dificulta a gravidez?

Algumas mulheres que possuem mioma podem apresentar dificuldade para engravidar, isso porque o mioma pode causar algumas deformidades na parte interna do útero, além de alterações na circulação e aumento do surgimento de inflamações.

 Nestes casos, é possível realizar tratamentos com remédios a base de hormônios, como estrogênios e androgênios, ou cirurgias, que são a miomectomia ou a embolização do mioma para aumentar as chances de engravidar.

Veja mais sobre o tratamento do mioma na gravidez.

Источник: https://www.tuasaude.com/o-que-e-mioma/

O que é o mioma uterino e quando devo me preocupar? • ISM

Mioma Uterino: causas, sintomas e tratamento

Consiste em uma desordem hormonal que causa um enovelamento das fibras musculares, formando nódulos no útero.

Geralmente, os miomas localizam-se no trato genital, possuem consistência firme e uma coloração esbranquiçada. Em sua maioria, são múltiplos.

Existem tipos diferentes: aqueles conhecidos como “subserosais”, que se desenvolvem na superfície do útero; o “intramural”, na espessura da parede uterina; a “submucosa”, dentro da cavidade do útero. Os primeiros são principalmente assintomáticos, enquanto os outros afetam o endométrio, causando sintomas mais óbvios.

O que pode causar o aparecimento do mioma?

É uma patologia com forte predisposição genética e nos casos em que as causas são desconhecidas, é preciso levar em consideração o histórico familiar. Outros fatores que elevam a propensão do desenvolvimento do mioma são a obesidade e a nuliparidade (não ter filhos).

O estrogênio é o principal causador dessa doença. Por isso, a maior incidência de miomas ocorre no período máximo da reprodutividade feminina, até a chegada da menopausa. Geralmente, os miomas uterinos acometem mulheres entre 45 e 55 anos de idade, mas também podem ocorrer a partir dos 35 anos.

Falando na menopausa…

No período da menopausa, o volume de miomas tende a diminuir espontaneamente, levando a uma diminuição acentuada dos sintomas, se não do seu desaparecimento. Se você tem um mioma no útero, a menopausa não é uma má notícia! Isso ocorre porque o crescimento dos miomas está intimamente relacionado à produção de estrogênio.

30% das mulheres não apresentam sintomas

O mioma uterino, em 30% dos casos, não apresenta sintomas: durante um simples check-up, o ginecologista descobrirá sua presença. Nos 70% restantes, por outro lado, pode causar dor intensa na região pélvica.

Como já dito, algumas mulheres não apresentam os sintomas da doença, mas dependendo do tamanho, da quantidade de miomas e da localização, é possível apresentar sintomas como sangramento uterino anormal, pressão na bexiga, dor no abdômen, dor lombar, dificuldade para engravidar e dor pélvica com hemorragia.

Nos casos sintomáticos, podem ocorrer fenômenos de dismenorreia (isto é, dores menstruais muito fortes devido às contrações contínuas do útero que tenta eliminar o fibróide) ou de metrorragia: perda de sangue entre uma menstruação e outra. Igualmente prováveis ​​são menorragia (fluxo menstrual muito abundante) e polimenorréia (perda irregular de sangue antes da chegada do ciclo real).

Outros sintomas frequentes são anemia, sensação de inchaço e cansaço, dor na área sacral e lombar, dificuldade em urinar (ou precisa urinar com frequência), dor durante a relação sexual, ganho de peso e problemas com constipação.

O diagnóstico

O diagnóstico em 80% dos casos ocorre em exames regulares femininos, como ultrassom e exame ginecológico.

Quais são as formas de tratamento?

O tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico e é realizado de acordo com o histórico de vida da paciente e da quantidade e tamanho dos nódulos.

O tratamento medicamentoso pode ser feito com o uso de diversos medicamentos que podem ser tanto de uso oral como injetáveis, alguns exemplos deles são: anti-inflamatórios não hormonais, progestágenos, drogas inibidoras de hormônios, entre outros.

Caso você apresente algum sintoma, procure seu médico. Somente ele poderá realizar um diagnóstico e propor o tratamento mais adequado.

E afinal, o mioma uterino é perigoso? Quando você deve se preocupar?

Como já sabe, o mioma uterino é um tumor benigno e apenas em uma porcentagem muito baixa pode evoluir para um tumor. Portanto, não há necessidade de se preocupar muito, apesar de ser importante o acompanhamento médico para manter os miomas sob controle.

A gravidade dos sintomas provocados dependerá muito da idade, das expectativas futuras da mulher, do tipo de mioma e das condições clínicas gerais de cada paciente. Por isso, cada caso deve ser examinado individualmente. Consulte seu médico!

E quanto a gravidez, a mulher com mioma poderá engravidar?

Muitas vezes, as mulheres que descobrem ter um mioma temem não engravidar, mas esse não é o caso: há muito poucos casos em que essa doença se torna um obstáculo à concepção.

No entanto, não é incomum, que os miomas uterinos ocorram durante a gravidez. De fato, é muitas vezes durante os exames de gestação que eles são percebidos, especialmente se são assintomáticos. Essa descoberta pode levar a alguma ansiedade, mas não há necessidade de muita preocupação: a incidência de miomas na gravidez não excede 2,6%.

As possíveis complicações estão relacionadas a um possível aumento do tamanho do fibróide durante a gravidez, o que pode levar a sangramentos extremos, dores e problemas com o feto. O importante é manter a situação sob controle com exames de ultrassom e inspeções ginecológicas, para analisar o volume do mioma, seu desenvolvimento e composição celular.

Consulte o seu médico, para que ele possa avaliar o seu caso individualmente.

Fontes:Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Fibromioma do útero. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.9-11. Editora de Projetos Médicos. São Paulo-SP.

Helito, Alfredo Salim; Kauffman, Paulo. Saúde: entendendo as doenças, a enciclopédia da família. In: Mioma Uterino. 2007. 1ªEdição. P.96-97. Editora Nobel. São Paulo – SP.

Источник: https://www.ism.net.br/saude/o-que-e-o-mioma-uterino-e-quando-devo-me-preocupar

Mioma uterino: o que é, sintomas e cirurgia

Mioma Uterino: causas, sintomas e tratamento

Miomas uterinos (CID 10 – D25) são tumores benignos no útero, que muitas vezes aparecem durante a idade fértil da mulher.

Embora seja um tumor, o mioma não estão associados a um risco maior de cânceres, como o câncer de colo de útero, e quase nunca se transformam em câncer.

Trata-se de um tumor benigno atinge cerca de 50% das mulheres na faixa etária dos 30 aos 50 anos.

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Também chamado de fibroide uterino, o mioma uterino se desenvolve a partir do tecido muscular liso do útero (miométrio). Uma única célula se divide repetidamente e desenfreadamente, até criar uma massa distinta dos tecidos próximos.

Os padrões de crescimento de miomas uterinos variam, podendo se desenvolver de forma lenta, rapidamente ou permanecer do mesmo tamanho.

Alguns miomas passam por surtos de crescimento, e alguns podem encolher por conta própria. Inclusive, muitos miomas que acontecem durante a gravidez tendem a encolher ou desaparecer após o parto.

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Os miomas não são indetectáveis pelo olho humano, mas suas massas volumosas podem distorcer ou ampliar o útero. Eles podem ser únicos ou múltiplos, e em casos extremos, a expansão do útero atinge a caixa torácica.

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Sintomas de Mioma uterino

O mioma é assintomático para algumas mulheres – ou seja, há pessoas que não apresentam sinais de que está com um tumor no útero. Nesse caso, a detecção do mioma só ocorre com exames de rotina.

Entretanto, mulheres que apresentam sintomas, geralmente notam os seguinte sinais do mioma no corpo:

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  • Sangramento menstrual pesado
  • Períodos menstruais prolongados – sete dias ou mais de sangramento menstrual
  • Sangramentos mensais atípicos, às vezes com coágulos
  • Pressão ou dor pélvica
  • Micção frequente
  • Dificuldade esvaziar a bexiga
  • Prisão de ventre
  • Dor durante as relações sexuais.

Dependendo do tipo de mioma, os sintomas podem se diferenciar:

  • Miomas submucosos: são mais propensos a causar sangramento menstrual prolongado, pesado e às vezes são um problema para as mulheres que tentam engravidar
  • Miomas subserosos: podem pressionar a bexiga, causando sintomas urinários. Se miomas bojo na parte de trás do seu útero, que ocasionalmente pode pressionar o reto ou em seus nervos espinhais, causando nesse caso dor nas costas
  • Miomas intramurais: se grande o suficiente, podem distorcer a forma do útero e causar períodos pesados prolongados, bem como dor e pressão
  • Miomas pediculados: se sofrer torção de sua base e com isso apresentarem parada de sua circulação, causa de dor intensa e aguda, que necessita de cirurgia para sua remoção.

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Visita ao ginecologista

Em casos raros, o mioma provoca alteração no volume abdominal. Isso ocorre em casos nos quais os miomas atingem volumes grandes e causa pressão sobre órgãos como a bexiga, por exemplo. No entanto, isso quase nunca ocorre.

Causas

Não sabe ao certo porque o mioma uterino se forma, mas existem algumas suspeitas:

Muitos miomas contêm alterações nos genes que os diferem das células normais do músculo uterino. Há também algumas evidências de que miomas são mais comuns entre membros da mesma família e que as gêmeas idênticas são mais propensas a terem miomas, se comparadas com gêmeas não idênticas.

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Quando hormônios como o estrógeno e a progesterona entram em desequilíbrio, é possível que aconteça o crescimento dos fibroides. Miomas podem conter mais receptores de estrógeno e progesterona do que as células musculares do útero normais.

Além disso, alguns miomas tendem a diminuir após a menopausa, provavelmente porque a produção hormonal também diminui.

Substâncias que ajudam o corpo a manter os tecidos podem afetar o crescimento dos miomas.

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Tipos

Os miomas uterinos se separam em três tipos a depender de sua localização na parede do útero:

Miomas subserosos se localizam na porção mais externa do útero e geralmente crescem para fora. Este tipo de mioma não costuma afetar o fluxo menstrual, porém, pode tornar-se desconfortável pelo seu tamanho e pressão sobre outros órgãos da pelve.

Os miomas pediculados são ligados à superfície uterina por uma ponte fibromuscular e por onde vem também sua circulação. Normalmente assintomáticos, o seu crescimento ao longo do tempo pode predispor à torção de seu pedículo, sendo causa de dor aguda o que pode levar à necessidade de cirurgia de urgência para sua retirada.

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Miomas intramurais crescem no interior da parede uterina e se expandem, fazendo com que o útero aumente seu tamanho. São os tipos de miomas mais comuns e geralmente provocam um intenso fluxo menstrual, dor pélvica ou sensação de peso.

Ficam na parte mais profunda da do útero, bem por abaixo da capa que reveste a cavidade uterina. Os miomas submucosos são os miomas menos comuns e provocam intensos e prolongados períodos menstruais.

Localizam-se totalmente dentro da cavidade uterina. Miomas intracavitários costumam causar sangramento entre os períodos e, muitas vezes, causar cólicas.

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Fatores de risco

Existem alguns fatores de risco conhecidos para miomas uterinos:

  • Genética. Se a sua mãe ou irmã tem miomas, você está em maior risco de desenvolvê-los
  • Grupos populacionais: as mulheres negras são mais propensas a ter miomas do que as mulheres de outros grupos raciais. Além disso, as mulheres negras têm miomas em idades mais jovens, e eles também são propensos a ter mais ou maiores miomas
  • Início da menstruação em idade precoce
  • Dieta rica em carne vermelha e menor em verduras e frutas
  • Ingestão de álcool.

Buscando ajuda médica

Consulte o seu médico se você tiver:

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  • Dor pélvica que não vai embora
  • Períodos excessivamente pesados ou dolorosos
  • Sangramento entre os períodos
  • Dor durante a relação sexual
  • Útero aumentado e abdômen
  • Dificuldade esvaziar a bexiga.

Procure atendimento médico imediato se você tiver sangramento vaginal grave ou dor pélvica aguda que vem de repente.

Diagnóstico de Mioma uterino

Miomas uterinos são diagnosticados durante um exame ginecológico de rotina, geralmente por acaso. O médico pode sentir irregularidades na forma do útero, o que sugere a presença de miomas.

A mulher que sentir sintomas de miomas uterinos, pode solicitar estes testes ao médico e vice-versa:

  • Ultrassonografia transvaginal
  • Hemograma completo e outros exames de sangue, para investigar a causa dos sangramentos.

Se os resultados dos primeiros testes não forem conclusivos, podem ser solicitados esses exames:

  • Ressonância magnética
  • Ultrassom com infusão de solução salina
  • Histerossalpingografia
  • Histeroscopia.

Tratamento de Mioma uterino

Não há uma abordagem única para o tratamento do mioma uterino. Se há sintomas de mioma, converse com o médico sobre as opções mais adequadas ao seu caso.

Muitas mulheres com miomas uterinos não experimentam sintomas, ou então apenas sinais leves e pouco irritantes. Se esse for o seu caso, fazer o acompanhamento médico, sem necessariamente usar algum medicamento ou fazer uma cirurgia, pode ser a melhor opção.

Confira as possibilidades de tratamento para o mioma:

  • Medicamentos hormonais para impedir o desenvolvimento do óvulo
  • (DIU) liberador de progesterona
  • Contraceptivos
  • Anti-inflamatórios não esteroides para a dor
  • Suplemento de vitaminas e ferro, por conta dos nutrientes pedidos no sangramento.

Existem também os procedimentos cirúrgicos não invasivos ou minimamente invasivos:

  • Cirurgia com ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética
  • Embolização da artéria uterina
  • Miólise
  • Laparoscópica ou robótica
  • Miomectomia histeroscópica
  • Ablação endometrial e ressecção de miomas submucosos.

É possível optar pela cirurgia de mioma quando os sintomas de mioma uterino incomodam as atividades diárias, ou causam males graves:

  • Miomectomia abdominal
  • Histerectomia.

Complicações possíveis

Apesar de miomas uterinos geralmente não serem perigosos, eles podem causar desconforto e levar a complicações, como anemia por perda de sangue.

Mulheres que fizeram tratamento para endometriose podem sofrer com os sintomas novamente em algum momento da vida, exceto aquelas que fizeram histerectomia.

Nesses casos, pequenos miomas que o médico não detectou durante a cirurgia podem eventualmente crescer e causar sintomas que merecem tratamento.

Isso é muitas vezes chamado de taxa de recorrência. Novos miomas, que podem ou não podem exigir tratamento, também podem se desenvolver.

Miomas uterinos geralmente não interferem na concepção ou na gravidez. No entanto, é possível que alguns miomas atrapalhem a fertilidade ou o desenvolvimento do feto. Miomas submucosos podem impedir a implantação e crescimento de um embrião.

Em tais casos, os médicos geralmente recomendam a remoção desses miomas antes de tentar a gravidez, sob o risco de a mulher sofrer um aborto em casos mais graves.

Raramente, os miomas podem distorcer ou bloquear suas trompas de falópio, ou interferir com a passagem do esperma do seu colo do útero para suas trompas de falópio.

Referências

Revisado por: Jurandir Piassi Passos, ginecologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica – CRM 60633

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/mioma-uterino

Mioma Uterino: causas, sintomas e tratamento

Mioma Uterino: causas, sintomas e tratamento

O mioma uterino, também chamado de leiomioma, é um tumor originado do tecido muscular do útero. O mioma é um tumor benigno do útero, ou seja, uma lesão que não é câncer e nem apresenta risco de transformação maligna.

O útero é um órgão majoritariamente composto por músculos. O mioma é um crescimento anormal de uma área desta musculatura, formando geralmente uma tumoração com formato arrendondado. O mioma é composto exatamente pelo mesmo tecido do útero, sendo apenas uma lesão mais densa.

Existem quatro tipos de mioma, classificados de acordo com sua localização no útero. Acompanhe as explicações com a ilustração abaixo:

1. Mioma submucoso: são tumores que crescem logo abaixo do miométrio, a camada que recobre a parede interior do útero. O mioma submucoso se estende para dentro da cavidade uterina, podendo, quando grande, ocupar boa parte da mesma.

2. Mioma subseroso: são tumores que crescem logo abaixo da serosa, a camada que recobre a parte externa no útero. Miomas subserosos dão ao útero uma aparência nodular

3. Mioma pediculado: são tumores subserosos que crescem e acabam se destacando do útero, ficando presos por um fino cordão, chamado de pedículo. O mioma pediculado pode crescer para dentro da cavidade uterina ou para fora do útero.

4. Mioma intramural: são tumores que crescem dentro da parede muscular do útero. Quando grandes, podem distorcer a parede externa como os miomas subserosos e/ou a parede interna como os miomas submucosos.

Causas e fatores de risco

O mioma é uma doença de mulheres em idade reprodutiva e apresenta relação com os hormônios estrogênio e progesterona. Os miomas não surgem antes da puberdade e são incomuns em adolescentes.

Não se sabe bem o que causa os miomas, sendo estes provavelmente o resultado de alterações genéticas, hormonais, vasculares e influências do meio externo.

Se as causas ainda não foram elucidadas, alguns fatores de risco já são bem conhecidos:

  • História familiar: mulheres cujas mães ou irmãs tenham miomas, apresentam maior risco de também tê-los.
  • Raça negra: O mioma ocorre em todas as etnias, mas as mulheres afrodescendentes apresentam uma maior incidência. Além disso, neste grupo, os miomas costumam surgir mais cedo, ao redor dos 20 anos de idade.
  • Gravidez: mulheres que nunca engravidaram ou que tiverem sua primeira gravidez tarde apresentam maior risco de desenvolverem miomas.
  • Idade da menarca: quanto mais cedo for a idade da primeira menstruação, maior o risco de surgirem miomas.
  • Anticoncepcionais: a pilula costuma diminuir o risco de mioma e é, inclusive, uma das opções de tratamento: Todavia, quando meninas começam a tomá-la muito precocemente, antes dos 16 anos, parece haver um aumento no risco.
  • Bebidas alcoólicas: o consumo de bebidas, particularmente cerveja, aumenta o risco de miomas.
  • Hipertensão: mulheres hipertensas apresentam maior risco de terem miomas.

Sintomas

O mioma pode ser um tumor único ou vários tumores; pode ser minúsculo ou ter vários centímetros de diâmetro; pode causar sintomas ou ser completamente assintomático, passando despercebido por muito tempo.

A maioria dos leiomiomas são pequenos e assintomáticos. Quando o mioma causa sintomas, estes normalmente se enquadram em uma das três categorias:

  • Sangramento vaginal.
  • Dor pélvica.
  • Problemas reprodutivos.

O sangramento vaginal é o sintoma mais comum do(s) mioma(s), tipicamente se apresentando como uma menstruação mais volumosa e/ou que dura vários dias. Sangramentos vaginais que ocorrem fora dos períodos menstruais não costumam ser causados por miomas. Os miomas submucosos são aqueles que mais frequentemente se apresentam com sangramentos.

Dor ou uma sensação de peso na pelve é um sintoma comum dos miomas subserosos. Dependendo da localização, podem haver outros sintomas, como dificuldade para urinar no caso de miomas que comprimam a bexiga, prisão de ventre nos miomas próximos do reto e dor durante a relação sexual nos miomas localizados nas regiões mais anteriores do útero.

O mioma não interfere na ovulação, mas dependendo do seu tamanho e localização, pode atrapalhar uma eventual gravidez.

Miomas grandes, múltiplos e que causam deformidade da cavidade uterina, mais comumente os intramurais e submucosos, podem aumentar o risco de complicações na gestação, como abortos, sangramentos, rotura do útero e problemas no parto.

O risco de complicações aumenta quando a placenta encontra-se implantada sobre um mioma. Os miomas subserosos não costumam casuar problemas na gestação.

O diagnóstico dos miomas normalmente é feito através do exame ginecológico e do ultrassom.

O mioma é uma causa possível de dismenorreia secundária (leia: CÓLICA MENSTRUAL | Sintomas e tratamento para entender o que dismenorreia).

Tratamento

Mulheres com miomas pequenos e assintomáticos não necessitam de tratamento. Na verdade, até 40% dos miomas regridem espontaneamente em um período de três anos.

Nas mulheres com sintomas, o tratamento inicial é geralmente feito com drogas, tentando reduzir os sangramentos e diminuir o tamanho dos miomas. Entre as opções estão os medicamentos análogos do GnRH, que induzem a uma temporária menopausa, inibindo a produção de estrogênios pelos ovários, os anticoncepcionais orais e o DIU com liberação de progesterona.

Cirurgia

A cirurgia para o mioma torna-se uma opção quando:

  • Os sintomas não respondem ao tratamento com drogas.
  • Há intenção de engravidar e os miomas podem atrapalhar a gestação.
  • Há dúvidas se os tumores são realmente miomas ou alguma lesão maligna.

A miomectomia é a cirurgia na qual retira-se apenas o leiomioma, mantendo-se o resto do útero intacto. Dependendo do tipo de mioma, a miomectomia pode ser feita por laparoscopia, incisão abdominal ou histeroscopia. Em até 1/4 dos casos, o mioma volta a crescer após algum tempo.

A embolização da artéria uterina é outra opção, sendo realizada com a colocação de um cateter dentro da artéria uterina, responsável pela vascularização do mioma, seguida da injeção de agentes que levam à formação de trombos causando interrupção do fluxo de sangue. A isquemia do mioma leva-o a “murchar” e desaparecer em algumas semanas.

A histerectomia, que é a retirada completa do útero, é a opção de tratamento nas mulheres mais velhas ou naquelas que não mais desejam ter filhos.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/ginecologia/mioma/

Mioma uterino: o que é, sintomas, causas e tratamentos

Mioma Uterino: causas, sintomas e tratamento

Mioma uterino é um tumor benigno que acomete mulheres em idade fértil. Também chamado de leiomioma ou fibroide uterina, está associado a sintomas muito dolorosos e ao surgimento de câncer, embora tal complicação seja rara.

Saiba mais sobre mioma a seguir:

O que é mioma?

Mioma uterino é um tumor que pode crescer dentro ou fora do útero a partir de seus músculos, alterando o formato do órgão. Normalmente, seu desenvolvimento acontece durante a idade fértil da mulher.

Cerca de 50% das mulheres na faixa etária de 40 a 50 anos tendem a desenvolver ao menos um mioma, porém poucas sabem de sua existência devido à comum falta de sintomas.

O problema é formado a partir da divisão desgovernada de células, que pode gerar mioma único ou múltiplo.

Tipos de mioma no útero

Existem cinco tipos de mioma uterino. Eles são classificados em: subserosos, pediculados, intramurais, intracavitários e submucosos. A divisão leva em consideração a localização na parede do útero:

Subseroso

Esse mioma se nutre por meio dos vasos sanguíneos e fica localizado na parte de fora das paredes do útero.

Pediculados

São ligados por uma ponte fibromuscular que proporciona a circulação de sangue e seu crescimento pode levar à cirurgia de emergência por promover a torção do pedículo.

Intramural

Esse tipo de mioma é desenvolvido entre as paredes do útero e costuma se expandir tanto a ponto de fazer o útero aumentar de tamanho.

Intracavitários

Ocorrem dentro da cavidade uterina e podem provocar sangramento constante e cólicas.

Submocoso

Nesse caso, o tumor fica localizado na parede interna do útero, podendo afetar o endométrio, provocando períodos menstruais mais longos e com sintomas mais intensos.

O que causa?

Ainda não existem estudos que confirmem como ocorre o desenvolvimento do mioma no útero. No entanto, há algumas teorias que podem explicar seu surgimento:

Fatores genéticos

Algumas suspeitas indicam a mutação genética das células do músculo interno do útero como a origem do tumor. Além disso, casos hereditários já foram reportados, o que sustenta a teoria.

Hormônios

Distúrbios hormonais também são vistos como uma possível causa. Quando a progesterona e o estrogênio — hormônios que estimulam o revestimento do útero a cada período fértil — entram em desequilíbrio, eles favorecem a formação desses tumores. Isso explica porque os miomas costumam encolher após a menopausa, quando há diminuição natural dos hormônios femininos.

Além disso, alterações em hormônios que ajudam o corpo a manter os tecidos podem proporcionar o crescimento de mioma uterino.

Fatores de risco

Mulheres diagnosticadas com mioma uterino normalmente já possuem histórico do problema na família, como em avós, mãe ou irmãs. Portanto, caso a paciente tenha casos próximos, é recomendado exames periódicos para prevenir e tratar o acometimento.

Ademais, negras são mais propensas a terem miomas ainda na idade jovem, segundo um estudo da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Por fim, fatores como início precoce da menstruação, deficiência de vitamina D, dieta rica em carne vermelha, obesidade e ingestão de álcool também podem contribuir para a formação do problema.

Sintomas de mioma uterino

February_Love/Shutterstock

Miomas uterinos pequenos podem ser assintomáticos, ou seja, não apresentarem incômodos físicos. No entanto, com o desenvolvimento a paciente pode começar a ter sintoma como:

  • Sangramento intenso durante o período menstrual
  • Prolongamento da menstruação
  • Aumento da micção
  • Pressão na região uterina
  • Dificuldade em urinar completamente
  • Constipação
  • Dor durante a relação sexual
  • Dor nas costas ou nas pernas

Aqui, vale ressaltar que cada tipo apresenta sintomas específicos. Logo, ao perceber qualquer um deles, a procura por um médico se faz necessária para o devido diagnóstico e tratamento.

Diagnóstico

Além de procurar um médico na presença de sintomas suspeitos, a mulher deve se consultar e realizar exames ginecológicos anualmente, visto que muitos miomas assintomáticos são encontrados incidentalmente durante testes de rotina.

Para confirmar o diagnóstico, são feitos alguns exames, tais como:

  • Ultrassonografia transvaginal
  • Exames de sangue
  • Ressonância magnética
  • Histerossalpingografia: raio-x do útero e das trompas uterinas com auxílio e contraste
  • Histeroscopia: espécie de endoscopia que visa avaliar a cavidade uterina

Qual especialista procurar?

O ginecologista é o profissional mais adequado para detectar e tratar anormalidades no sistema reprodutor feminino, como o mioma.

Complicações

Além de causar desconfortos, os miomas podem atrapalhar o funcionamento do útero. Alguns deles, como os submucosos, podem prejudicar a fertilidade das mulheres e, até mesmo, o desenvolvimento do feto — por aumentar o risco de parto prematuro e descolamento de placenta.

Algumas pacientes também acabam sofrendo com anemia, devido à perda exacerbada de sangue durante a menstruação, que se agrava quando o tumor não é tratado ou removido cirurgicamente.

Pode virar câncer?

O mioma raramente se transforma em câncer, mas o acompanhamento anual por um ginecologista é adequado para evitar esta e outras complicações.

Mioma uterino tem cura?

O mioma uterino que gera sintomas intensos ou atrapalha as funções do útero pode, ser removido por meio de intervenção cirúrgica. No entanto, vale ressaltar que ele pode voltar a surgir ao longo da vida da mulher, requerendo acompanhamento médico após o primeiro diagnóstico.

A única possibilidade de cura definitiva de mioma é a cirurgia de retirada do útero.

Tratamento para mioma

Studio Peace/Shutterstock

O tratamento do mioma uterino pode ocorrer por meio de medicamento ou procedimentos cirúrgicos. Contudo, nem sempre é necessário tratar o tumor benigno.

Vigilância

Mulheres que não apresentam sintomas significativos de mioma uterino podem optar por não removê-lo, mas apenas acompanhá-lo periodicamente por meio de exames e consultas, visto que dificilmente se transforma em maligno e costuma encolher após a menopausa.

Medicamentos

Para quem manifesta incômodos, podem ser prescritos anti-inflamatórios, suplementos vitamínicos, inibidores de fibrinólise, anticoncepcionais e progestagênios que aliviam os sintomas e combatem o crescimento do tumor.

Embolização

Em casos mais brandos, é possível realizar ainda a embolização, que traz recuperação rápida por ser minimamente invasiva.

Nesse procedimento, feito por um radiologista, um cateter é colocado via artéria femoral e segue até os vasos responsáveis pela circulação do sangue até o mioma uterino, interrompendo seu desenvolvimento por meio de um bloqueio.

Cirurgia de mioma

Já os procedimentos cirúrgicos, indicados quando o tumor se desenvolveu e está causando danos significativos ao bem-estar da paciente, são:

Cirurgia para ressecção de mioma submucoso, que são os localizados na parede interna do útero.

Miomectomia abdominal e histeroscópica

É um procedimento aberto ou por laparoscopia voltado à remoção de tumores numerosos ou grandes. Embora tenha grandes chances de sucesso, as cicatrizes resultantes podem afetar a fertilidade.

Histerectomia

É a cirurgia de remoção do útero, considerada a única solução permanente para tratar mioma uterino.

Embora seja efetiva, torna a mulher infértil e, caso os ovários sejam retirados, causa menopausa — a qual necessita de terapia de reposição hormonal —, e consequente aumento do risco de doenças cardíacas e metabólicas.

Prognóstico

Assim que o mioma uterino é tratado ou retirado, os sintomas desaparecem. Todavia, existe a possibilidade da recorrência do tumor, sendo indicado realizar consultas periódicas ao ginecologista para controlar seu aparecimento e desenvolvimento.

Prevenção

A prevenção do mioma é feita a partir do estabelecimento de uma rotina saudável para o bem-estar da paciente.

Exames periódicos, alimentação regrada e controle da ingestão de álcool são algumas medidas a serem tomadas para evitar o aparecimento de mioma uterino.

Источник: https://www.ativosaude.com/saude/mioma/

Perguntas e respostas que sempre quis saber sobre o mioma uterino

Mioma Uterino: causas, sintomas e tratamento

Pode ser assintomático ou interferir bastante na nossa qualidade de vida. É, na sua maioria, benigno e uma das suas causas está relacionada com hábitos alimentares. Saiba a que é que deve estar atenta para vigiar, evitar ou tratar o mioma uterino.

O que é o mioma uterino?

Um mioma uterino (também designado por fibroide, leiomioma ou fibromioma) é um tumor benigno que se forma na superfície ou no interior do tecido muscular do útero. Em muitos casos, a presença de miomas passa despercebida. Esó numa consulta de rotina, onde se faz uma observação ginecológica e/ou ecografia pélvica, consegue ser identificado.

No entanto, há situações em que os miomas podem ser francamente sintomáticos e interferir na qualidade de vida das mulheres, não só pelas dimensões que apresentam, mas também pelos sintomas que podem desencadear.

É muito raro haver malignização do mioma, mas é importante saber que esta transformação pode ocorrer”, acrescenta.

Com que frequência surge?

Em Portugal, os miomas uterinos afetam entre 30% a 60% da população feminina, estimando-se que cerca de dois milhões de mulheres sejam portadoras de um mioma.

Este problema ocorre em cerca de 20 a 40% das mulheres em idade reprodutiva.

Quais os fatores de risco associados ao aparecimento de miomas?

O risco de uma mulher desenvolver miomas aumenta com a idade, a história familiar, os hábitos alimentares e com a obesidade.

Pode surgir como um tumor isolado e atingir grandes dimensões, ou surgirem vários miomas de pequenas dimensões dispersos pelo útero.

Há situações em que não está indicado nenhum tratamento do mioma e basta apenas manter uma vigilância regular da situação

Globalmente, os miomas são classificados de acordo com a sua localização no útero. Podem ser:

• Intramurais: crescem na espessura da parede uterina) e representam 70% da totalidade dos fibromiomas;

Subserosos: crescem para o exterior do útero e deformam os seus contornos. Em certos casos, os fibromiomas subserosos “desprendem-se” do músculo uterino e ficam pendentes na cavidade pélvica, mas ligados ao útero por um pedículo. Nestes casos, chamam-se fibromiomas subserosos pediculados;

• Submucosos: crescem para o interior da cavidade uterina, chamada endométrio. Estes últimos podem provocar grandes hemorragias, quer durante o período menstrual, quer fora dele.

É frequente coexistirem diferentes tipos de fibromiomas na mesma mulher, sendo que o tratamento destas situações deve ser individualizado e avaliado caso a caso.

© Thinkstock/Carolina Carvalhal

A manifestação clínica dos miomas depende, por um lado, do tamanho do mioma e, por outro, da sua localização no útero. Dependendo da situação clínica, os sintomas podem ser variados ou mesmo inexistentes.

Em 30% dos casos os miomas podem mostrar sintomas, mas há situações em que, pelas suas características, pela localização e pelo facto de não ter qualquer manifestação, não está indicado nenhum tratamento e basta apenas manter uma vigilância regular da situação.

Contudo, noutros casos, os miomas podem dar sintomas bastante intensos e interferir com a qualidade de vida da mulher. Podem estar associados a hemorragias uterinas anormais, menstruações muito abundantes com risco de anemia associada e dores pélvicas mais ou menos incapacitantes.

Em alguns casos, pelas grandes dimensões que podem atingir, estas lesões podem dar sintomas por efeito de compressão dos órgãos vizinhos, nomeadamente da bexiga (com vontade constante de urinar e incontinência urinária entre), do reto (com obstipação associada) e dor durante as relações sexuais.

Os miomas podem ainda interferir com a fertilidade e com a evolução de uma gravidez, devendo a sua existência e características ser avaliada na consulta pré-concecional, para um aconselhamento adequado.

Quais são os exames que devo fazer para ter o diagnóstico?

Como já referimos, os miomas podem ser assintomáticos e, por isso, apenas diagnosticados durante um exame de rotina. Mas habitualmente, pelos sintomas que desencadeiam, são identificados quando se vai à consulta para o esclarecimento de alguns sintomas que são sugestivos desta doença.

É, por isso, importante fazer uma avaliação ginecológica rigorosa, apoiada por exames complementares de diagnóstico.

A ecografia pélvica é o exame de primeira linha para o estudo dos miomas, e deve ser realizada por ecografistas com experiência na avaliação deste tipo de lesões. Em situações clínicas específicas, pode ser necessário realizar uma ressonância magnética para estudo adicional.

Há alguns anos, o tratamento mais comum era a remoção do útero (histerectomia), sendo que atualmente são várias as opções de tratamento menos invasivas e com bons resultados.

O tratamento depende de diversos factores, como a idade, o estado geral de saúde, a gravidade dos sintomas, os antecedentes pessoais e a localização dos próprios miomas.

De uma maneira geral, o tratamento dos miomas está indicado quando:

• são francamente sintomáticos e condicionam hemorragias anormais, não controladas com outro tipo de medicação;

• estes apresentam uma dimensão que condiciona a compressão dos órgãos vizinhos, com sintomas associados a esse “efeito de massa”;

• há um crescimento rápido da lesão, documentado por um dos exames de imagem referidos;

• em situações específicas, está associado a infertilidade.

Há alguns anos, o tratamento mais comum era a remoção do útero (histerectomia), sendo que atualmente são várias as opções de tratamento menos invasivas e com bons resultados.

Os tratamentos podem também incluir medicamentos que atuam no crescimento do mioma, e que podem ser usados isolados ou em combinação com o tratamento cirúrgico. Isto porque podem ajudar a controlar a hemorragia e a reduzir a dimensão da lesão antes da cirurgia.

Os miomas podem ser removidos por:

 Endoscopia/histeroscopia (via vaginal), com visualização do interior do útero através de um sistema ótico;

• Laparoscopia, para miomas de crescimento abdominal em que se usa um sistema ótico de câmaras e inserção de instrumentos cirúrgicos por pequenos orifícios milimétricos no abdómen;

• Cirurgia aberta, por exemplo no caso de miomas de grandes dimensões.

A histeroscopia e a laparoscopia são procedimentos cirúrgicos definidos como minimamente invasivos.

A remoção do mioma conservando o útero é importante em mulheres que desejem engravidar mas, em cerca de 25% dos casos, a doença pode reaparecer. Há, no entanto, situações em que não está recomendada a remoção dos miomas e terá de se realizar uma histerectomia (remoção do útero).

É recomendável…

…ter uma vigilância regular pelo ginecologista para que esta e outras situações sejam identificadas e tratadas a tempo. Com frequência os miomas podem não dar sintomas e a vigilância regular permitirá o acompanhamento da situação clínica.

Sempre que clinicamente indicado, o tratamento médico e/ou cirúrgico deve ser equacionado e discutido numa base individual.

Tem ou conhece alguém com um mioma uterino? Saiba como a meditação pode influenciar a saúde nesta entrevista com Rute Caldeira.

Источник: https://www.saberviver.pt/bem-estar/saude/mioma-uterino-causas-sintomas-tratamentos/

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