Molusco Contagioso – sintomas, tratamento e fotos

Autor: Joana Oliveira, Ana Barroso Miranda, Maria João Botelho

Última atualização: 2018/11/26

Palavras-chave: Molusco contagioso, Dermatologia, Poxvirus, Diagnóstico, Terapêutica

Molusco contagioso

O molusco contagioso é uma infeção cutânea vírica causada pelo Poxvirus.

Quem está em risco?

O molusco contagioso atinge mais frequentemente as crianças.

Pode ocorrer também em adolescentes e adultos, geralmente associada à participação em desportos de contacto ou nos contactos íntimos, como infeção sexualmente transmissível.

Aparece também associada a estados de diminuição das defesas imunitárias, como por exemplo, infeção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) ou tratamento com imunossupressores (por exemplo, corticoides, quimioterapia).

Como se transmite?

O único hospedeiro conhecido do molusco contagioso é o Homem. O molusco contagioso é transmitido através do contacto pele com pele e do contacto com objetos infetados pelo vírus.

As lesões podem alastrar-se no corpo quando se coça ou se toca numa lesão, por isso, devem ser mantidos alguns cuidados que evitem que isto aconteça.

Pode haver também infeção através de esponjas e toalhas de banho, em participantes de desportos de contacto através do contacto de pele, nos utilizadores de piscinas e através de contacto íntimo, nomeadamente nas relações sexuais.

Como se manifesta?

O molusco contagioso causa uma infeção cutânea caracterizada por lesões elevadas, duras, da cor da pele, de pequeno diâmetro (2-5 mm), geralmente umbilicadas, que atingem parte do corpo, dependendo do local de contágio, mas não as palmas das mãos e plantas dos pés. Geralmente atinge tronco, axilas, região anterior ao cotovelo, região posterior do joelho e pregas das coxas. Lesões na pálpebra podem causar inflamação do olho. O atingimento da boca é raro. As lesões podem surgir 2 a 6 semanas após a infeção. Poderá ter comichão, mas não é uma característica fundamental. Nos doentes infetados por VIH e noutros com o sistema imune deficitário as lesões podem ser maiores e podem estar mais dispersas. Associadamente ao molusco contagioso pode ocorrer inflamação da pele que circunda as lesões e as lesões podem ficar vermelhas e inchadas.

O que ocorre normalmente?

Numa pessoa com o sistema imunológico competente, as lesões resolvem espontaneamente em até 2 meses e a infeção fica curada em 6-12 meses.

Numa minoria dos doentes, pode persistir por 3 a 5 anos. Geralmente, não forma cicatrizes depois de resolvido.

No caso de adolescentes e adultos ativos sexualmente e com lesões genitais, devem ser pesquisadas outras infeções sexualmente transmissíveis.

Qual o tratamento?

Uma vez que se trata de uma infeção que se resolve espontaneamente e é limitada no tempo, existem dúvidas em relação à verdadeira necessidade de tratamento.

De qualquer forma, um tratamento bem-sucedido limitará a expansão das lesões, reduzirá a transmissão interpares, cessará a comichão e resolverá problemas estéticos. Nas crianças com sistema imune normal, o tratamento é opcional e deve ter em conta as preferências dos pais.

Os doentes com infeção sexual devem ser tratados para evitar novos contágios. Nas pessoas com sistema imune deficitário, o tratamento deve ser precoce para evitar formas graves da doença.

Caso se opte por realizar o tratamento, deve ser realizado um exame intensivo de toda a pele para que todas as lesões sejam tratadas, evitando reinfeção.

Os tratamentos mais frequentemente realizados são:

  • Curetagem: após anestesia local, remoção física das lesões de molusco (tipo raspagem) com uma cureta, com resolução imediata. Pode causar desconforto e sangramento ligeiros;
  • Crioterapia: é aplicado um cotonete embebido em nitrogénio líquido nas lesões durante 6-10 segundos. É rapidamente efetivo e bem tolerado em adolescentes e adultos. A dor associada pode limitar o seu uso em crianças. Pode causar cicatriz e alterações da pigmentação da pele.
  • Medicamentos com aplicação local: cantaridina e podofilotoxina, mediante prescrição médica
  • Tratamento com laser.

Algumas recomendações

Alguns cuidados recomendados para as pessoas infetadas:

  • Lesões em áreas de fácil contacto com outras pessoas devem ser cobertas com roupa ou penso impermeável;
  • Devem ser evitados banhos em grupo;
  • As toalhas, esponjas, lâminas e outros objetos pessoais não devem ser partilhados;
  • Não é necessário restringir a utilização de piscinas públicas. Mas devem ser tidos em conta alguns dos cuidados já enunciados;
  • Não é necessária evicção escolar ou desportiva em crianças com molusco contagioso, mas é necessário ter alguns cuidados gerais já enunciados;
  • Se for sexualmente ativo e as lesões se localizarem no pénis, vulva, parte superior interna das coxas, nádegas e na pele imediatamente superior aos genitais, deve evitar-se contacto sexual até resolução das lesões.

Conclusão

O molusco contagioso é uma infeção típica da infância, autolimitada e existem alguns cuidados que a pessoa infetada deve manter de forma a diminuir a transmissão.

Referências recomendadas

Tem alguma dúvida? Fale connosco

Joana Oliveira • Ana Barroso Miranda • Maria João Botelho

Источник: http://www.metis.med.up.pt/index.php/Molusco_contagioso

As doenças de pele que mais abalam o bem-estar

Molusco Contagioso – sintomas, tratamento e fotos

Chega a espantar, mas as doenças de pele representam hoje a quarta maior causa de incapacitação no planeta. O dado, inédito, vem de uma robusta revisão englobando registros hospitalares e mais de 4 mil pesquisas publicadas entre 1980 e 2013 ao redor do mundo.

“Consideramos nessa conta qualquer efeito negativo na vida e na saúde. No caso dos problemas dermatológicos, isso incluía dor, deformidade, impacto psicológico e, embora a estatística não considere esse ponto, até morte”, explica a médica Chante Karimkhani, uma das autoras da investigação liderada pela Universidade do Colorado, nos Estados Unidos.

Os perrengues que podem atormentar a pele, longe de serem só estéticos, têm a ver com uma peculiaridade e tanto: falamos do maior e mais exposto órgão do corpo humano. Ele está sujeito a vírus, fungos, raios solares, elementos alergênicos e irritantes… É vasto o rol de agressores externos, sem contar que às vezes a discórdia se inicia dentro do próprio organismo.

A grande questão, porém, é que os danos à derme não têm consequências apenas frente ao espelho. “Doenças dermatológicas podem prejudicar as relações sociais e a capacidade produtiva”, alerta o médico Hélio Miot, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

“Dermatite, acne, urticária e psoríase, transtornos inflamatórios comuns na população, foram as condições com maior impacto no dia a dia em nossa análise”, revela o dermatologista Robert Dellavalle, coordenador do trabalho americano.

Alguns males, por outro lado, se aproveitam da aparência inicialmente discreta para crescer durante anos e tornar-se uma ameaça ao corpo todo, caso dos tumores de pele, com alta incidência no Brasil.

A partir de agora, destrinchamos os distúrbios que encabeçam esse ranking e as táticas para vencê-los ou ao menos controlá-los.

Dando valor às necessidades da pele e estreitando a parceria com o dermato, o risco de sofrer será bem menor – por fora e por dentro.

Dermatites

“Tecnicamente, chamamos de dermatite qualquer inflamação na pele”, adianta a dermatologista Caroline Mourão, de São Paulo. Três tipos, porém, são mais recorrentes nos consultórios.

Começamos com a dermatite atópica, que surge sem motivo aparente e costuma estar ligada a crises de rinite e asma.

“Ela é mais prevalente e preocupante nas crianças, chegando a exigir internação em alguns casos”, afirma Caroline.

Para contrapor a vermelhidão e as lesões em algumas áreas, o tratamento recorre a cremes específicos e remédios que controlam a inflamação – há situações em que a melhora pra valer só vem com os anos.

Nos adultos é mais frequente deparar com a dermatite de contato, uma irritação que aparece depois da exposição a uma substância ou tecido – pode ser perfume, lã… O local agredido fica vermelho, arde, descasca e chega até a formar bolhas.

Há casos em que o sujeito precisa inclusive se afastar do trabalho. “Cerca de 20% dos funcionários do setor industrial têm sensibilidade a algum componente que manuseiam”, estima Miot. O essencial aqui é justamente decifrar a causa das lesões.

Por fim, tem a dermatite seborreica, a famosa caspa, que na maioria das vezes só gera a descamação do couro cabeludo e das sobrancelhas, e seus consequentes pontinhos brancos nas roupas.

Nos casos menos severos, xampus especiais tendem a resolver a vida.

Acne

Oito em cada dez pessoas já tiveram espinhas alguma vez na vida, calcula o professor Miot. Quando o quadro avança, deixa de ser um incômodo estético, podendo resultar em dor, baque emocional e entraves sociais. Quanto mais cedo o tratamento começa, menor a probabilidade de penar com essas consequências.

“Casos mais leves são manejados com remédios de uso tópico. Nos mais sérios, não raro é preciso recorrer a medicamentos orais e antibióticos”, esclarece a dermatologista Ana Maria Quinteiro Ribeiro, professora da Universidade Federal de Goiás.

Convém derrubar um mito: o de que a acne está diretamente relacionada à alimentação. Na verdade, o grande patrocinador de espinhas é a atividade hormonal – daí a maior incidência do problema em adolescentes.

Mas não pense que ele é coisa exclusiva de jovenzinhos. “Na mulher adulta, a condição começa a aparecer a partir dos 25 anos e exige investigação dos níveis de hormônios e do uso de cosméticos”, exemplifica Ana Maria.

Enquanto as lesões pipocam, vale resistir à tentação de cutucá-las ou estourá-las, assim como aplicar soluções caseiras. Isso pode agravar a situação.

Exposição solar, contato com produtos oleosos e estresse constante também são acusados de instigar o círculo vicioso da acne.

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Urticária

Marcada por vermelhidão, inchaço e uma tremenda coceira, ela é desencadeada por vários fatores, de frio a exercício físico. Embora os vergões sumam em coisa de 24 horas, a crise toda demora semanas para ir embora, com focos de coça-coça e ardência desaparecendo e retornando.

Se esses sintomas forem familiares, procure um dermato, que ajudará a investigar a raiz da chateação – por volta de 20% dos acometidos terão novos episódios pelas próximas duas décadas. Outra boa razão para não deixar passar batido: a presença de urticária está ligada a um maior risco de anafilaxia, sufoco potencialmente fatal.

Micose

O inimigo aqui são os fungos. E saiba que mesmo micoses aparentemente simples chegam a estorvar a rotina se não enfrentadas.

“As de unha, por exemplo, provocam dor, atrapalham o uso de calçados e até o trabalho”, afirma o microbiologista Flávio de Queiroz Telles Filho, da Universidade Federal do Paraná.

A maior dificuldade é que o tratamento é lento e exige paciência – às vezes as pomadas antifúngicas sozinhas não dão conta. “Há ainda micoses menos comuns e mais perigosas, como a esporotricose, transmitida por gatos e capaz de causar até danos internos”, alerta Filho.

Celulite

Não estamos nos referindo àquele incômodo estético com aspecto de casca de laranja que costuma aparecer nas coxas e nas nádegas, mas de uma infecção cutânea aguda, por trás de vermelhidão, inchaço, dor e febre. Sim, falamos do ataque de uma bactéria, que precisa ser combatida com antibióticos.

Uma condição da mesma laia e até mais incidente no Brasil é a erisipela. Essa infecção atinge camadas mais superficiais, mas pode evoluir terrivelmente se não for suprimida.

Idosos, diabéticos, obesos e outros indivíduos com a circulação comprometida estão mais suscetíveis a ela.

Doenças virais

Os vírus que azucrinam a pele podem ser passageiros, como os da catapora e do molusco contagioso, ou recorrentes, como o da herpes e alguns tipos de HPV causadores de verrugas. Mas qualquer estrago que cometam significa que o sistema imune não foi capaz de defender a derme.

E olha que às vezes o problema é penoso. “Em idosos, o vírus da catapora pode se reativar e gerar o herpes-zóster“, dá um exemplo Miot. Trata-se de uma agressão à pele e a nervos periféricos que gera dores lancinantes.

Ainda bem que, tanto nesse caso, como no do HPV e no do sarampo, vacinas existem para prevenir as complicações.

Psoríase

Alvo de campanhas de conscientização nos últimos anos – justamente pelas suas repercussões físicas e emocionais -, essa inflamação crônica em alguns pontos da pele é acionada pelas próprias células de defesa do organismo. Na maioria das vezes, as placas vermelhas que descascam e causam coceira e dor aparecem em cotovelos, joelhos, costas… Mas há casos em que o tormento afeta as unhas e até os genitais.

Embora dê as caras em qualquer faixa etária, o pico de incidência ocorre aos 40 anos. Isso porque, além da influência genética, outros fatores conspiram para o despertar do distúrbio.

“Estresse, infecções, alterações metabólicas como as promovidas pelo diabete e traumas na pele podem ser gatilhos em pessoas com tendência à doença”, explica Ana Maria.

“Cerca de 70% dos portadores apresentam a forma mais leve, capaz de ser controlada com cremes e hidratantes, mas 30% dos casos são mais graves e demandam medicações orais e injeções”, diferencia a professora.

Existem situações em que a psoríase passa a atacar inclusive as articulações das mãos, levando a dor e rigidez. Para os graus mais brandos, a sugestão é abusar da hidratação e evitar banhos quentes e demorados, que contribuem para o ressecamento da pele. Embora psoríase não tenha cura, com a nova geração de medicamentos até os quadros mais tensos estão conseguindo ser bem administrados.

Câncer de pele

Quando se pede para ficarmos de olho em sinais estranhos na pele, isso se deve ao fato de que podem acusar um tumor em fase inicial. Os carcinomas, versão mais prevalente, costumam ser limados em um pequeno procedimento cirúrgico.

Já o melanoma, mais agressivo, muitas vezes precisa do apoio de quimio ou imunoterapia. Embora sejam diferentes, ambos dividem os mesmos fatores de risco: a exposição aos raios solares e a falta de diagnóstico precoce.

“Pintas diferentes, de cores e bordas irregulares, merecem análise médica”, orienta o oncologista Artur Malzyner, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Escaras

Também chamadas de úlceras de decúbito ou pressão, essas feridas brotam e crescem em pessoas que ficam acamadas ou em cadeiras de rodas por longos períodos. O estrago decorre da fricção entre a pele e a superfície externa.

Sem receber sangue a contento, as células epiteliais vão morrendo até a lesão dominar o pedaço. Daí por que em clínicas e hospitais hoje se toma tanto cuidado para evitar sua formação – mudança contínua de posição, colchões especiais e uso de óleos e loções ajudam nesse sentido.

O arsenal terapêutico contra escaras cresceu nos últimos anos, e hoje até casos críticos conseguem ser domados.

Sarna

Ela não é problema só de bicho, não. São bolinhas vermelhas e uma coceira danada, especialmente à noite, que denunciam o início da escabiose (seu nome técnico), mal provocado por um ácaro que se espalha rapidinho por lugares muito povoados.

“O peso dela é mais significativo em regiões como a área tropical da América Latina”, conta Dellavalle. Isso é triste porque o simples acesso a água potável e saneamento básico seria suficiente para baixar os índices de transmissão nos humanos.

Entre as atitudes recomendadas para a prevenção, estão os banhos diários e uma higiene adequada das mãos.

Alopecia

A queda de cabelo também sabota a autoestima e a qualidade de vida. Mas a calvície que entrou no ranking americano não é resultado do avançar da idade. A encrenca aqui é a alopecia areata, tipo mais comum em gente jovem e que deixa verdadeiras clareiras na cabeça.

“Os fios saem em tufos, principalmente em períodos de estresse intenso”, detalha Caroline. Em geral, há um histórico familiar da condição, muitas vezes associada a doenças autoimunes. A maioria dos casos, felizmente, melhora de forma espontânea.

Se isso não ocorrer, o dermato pode receitar remédios para dar uma força.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/doencas-de-pele-abalam-a-mente/

Molusco Contagioso – sintomas, tratamento e fotos

Molusco Contagioso – sintomas, tratamento e fotos

Molusco contagioso é uma infecção viral de pele, relativamente comum e contagiosa, que é provocada pelo vírus de mesmo nome.

O vírus do molusco contagioso tem o ser humano como único hospedeiro e provoca lesões de pele características, que consistem em pápulas múltiplas, arredondadas, rosadas, com cerca de 2 a 5 mm de diâmetro (explicamos os sintomas com mais detalhes a seguir).

Apesar de ter um nome pomposo, o molusco contagioso é, na maioria dos casos, uma doença de pele benigna, que se cura sozinha sem deixar sequelas.

O picos de incidência da doença ocorre ao redor dos 3-4 anos de idade e na adolescência / início da vida adulta, quando o indivíduo inicia sua vida sexual.

Sintomas

O vírus do molusco contagioso caracteriza-se por provocar múltiplas pequenas pápulas (lesões de pele elevadas) em forma de cúpula e coloração rosada e brilhosa. Uma pequena depressão no centro da lesão, tipo umbigo, é comum.

Imagens das lesões do molusco contagioso

Ocasionalmente, o crescimento das pápulas pode provocar lesões que adquirem um aspecto de pólipos, com uma base fina (exemplificado na imagem no canto inferior esquerdo).

Nas crianças, as lesões surgem habitualmente no rosto, pescoço, axilas, braços e topos das mãos. Já nos adultos, a região genital, a parte inferior do abdômen e a parte interna das coxas são as áreas mais afetadas.

A lesão não dói e nem sempre provoca coceira. Se o paciente ficar mexendo nas feridas, elas podem se contaminar com bactérias da pele e ficarem bem inflamadas.

Ao coçar ou raspar, as pápulas podem ser removidas. Isso além de facilitar a infecção da ferida ajuda a espalhar o vírus, aumentando o risco de contágio para outras partes da pele e para pessoas próximas.

As pápulas geralmente surgem de 2 a 6 semanas após a exposição ao vírus. A doença pode durar de vários meses até mais de um ano. Durante esse tempo, algumas lesões podem desaparecer por conta própria e outras novas podem surgir. Em raros casos, a doença pode demorar mais de 3 anos para desparecer.

Quando as lesões do molusco desaparecem, elas podem deixar manchas mais claras na pele, que desaparecem com o tempo. Não é comum a doença deixar cicatriz ou marcas permanentes.

Nos pacientes HIV positivos e com imunossupressão, as lesões costumam ser maiores e mais difusas.

Complicações

O molusco contagioso não é uma doença que costuma causar complicações. A mais comum é a infecção das feridas por bactérias, caso o paciente fique coçando ou mexendo nelas frequentemente. As feridas infectadas podem provocar grande inflamação e deixar cicatriz.

Os pacientes com lesões próximas aos olhos podem desenvolver conjuntivite.

Transmissão

O vírus do molusco contagioso se espalha a partir do contato físico direto de pessoa para pessoa e através de objetos pessoais contaminados, tais como roupas, lençóis, toalhas, esponjas de banho e brinquedos.

O vírus pode se espalhar para outras partes do corpo, caso o paciente coce uma das lesões e, em seguida, toque em outra parte do corpo com a mesma mão (leia: Por que lavar as mãos é importante para prevenir doenças?). O ato de se barbear ou se depilar também pode espalhar o vírus, pois causa rotura das lesões.

Ainda não sabemos se a doença pode se espalhar pelo contato simples com lesões aparentemente intactas. Acredita-se que seja necessário causar algum tipo de rotura na lesão para que o vírus possa se propagar. Isso pode ocorrer através do ato de cocar, arrancar as lesões com dedo, fricção na cama, traumas nas lesões, etc. Na dúvida, o ideal é não tocar nas pápulas.

A transmissão entre crianças é mais comum em países de clima quente, nos quais é comum as crianças andarem e brincarem sem camisa e com pouca roupa cobrindo a pele.

Nos adultos, a principal forma de transmissão do molusco é através do contato sexual.

O vírus do molusco contagioso permanece na camada superior da pele (epiderme) e não circula pelo interior do organismo. Sendo assim, não há transmissão através da tosse ou espirro.

Como o vírus vive apenas na camada superficial da pele, quando as lesões desaparecem, o vírus desaparece junto. O molusco contagioso não é como o vírus da herpes, que pode permanecer adormecido em seu corpo por longos períodos e depois reaparecer.

Diagnóstico

Na imensa maioria dos casos, o diagnóstico é feito através do exame simples da pele, pois as lesões são bastante características. Um dermatologista faz esse diagnóstico com tranquilidade.

Algumas lesões de pele que podem se parecer com as do molusco contagioso e enganar médicos menos experientes. Exemplos são as lesões provocadas por criptococose, histoplasmose, infecção por Penicillium marneffei, verrugas planas, condiloma acuminado, condilomata lata, granuloma piogênico, tumores anexiais, histiocitose de células de Langerhans, carcinoma basocelular e melanoma amelanótico.

Se houver alguma dúvida, a raspagem ou biópsia da lesão pode feita para confirmar o diagnóstico.

Tratamento

Como o molusco cura-se espontaneamente após algumas semanas ou meses na maioria dos casos, o tratamento não é necessário se as lesões forem poucas e não estiverem incomodando.

Não é preciso impedir as crianças de irem à creche ou à escola. Basta apenas orientá-las a:

  • Não ficar mexendo nas lesões.
  • Não compartilhar itens pessoais, como toalhas e roupas.
  • Lavar as mãos com frequência.
  • Cobrir as lesões com roupa, se possível.

O tratamento, apesar de não ser estritamente necessário, muitas vezes é feito porque ele acelera a cura e impede a transmissão do vírus para outras pessoas.

Quando o paciente e o médico optam pelo tratamento, as principais opções são:

Crioterapia

A crioterapia é feita com aplicação de nitrogênio líquido em cada uma das lesões através de swabs (um tipo de cotonete grande).

Como o tratamento envolve “congelar” as pápulas, há alguma dor durante a aplicação do nitrogênio líquido, o que dificulta a sua realização em crianças pequenas. Adolescentes e adultos toleram melhor essa técnica.

Formação de cicatrizes e hipopigmentação (manchas claras) temporária ou permanente da pele são potenciais efeitos adversos da crioterapia.

Curetagem

A curetagem consiste na remoção das lesões do molusco através da raspagem com um instrumento chamado cureta.

Dor e sangramento das lesões tornam essa técnica mais difícil nas crianças.

Cantaridina

A cantaridina é um produto químico que se aplica sobre as lesões, provoca a formação de bolhas e, em seguida, desaparecimento da lesão sem deixar marcas. O tratamento deve ser repetido de 2 a 4 semanas até todas as lesões terem desaparecido.

Esse método é mais utilizado em crianças e tem taxa de sucesso acima de 90%. O medicamento deve ser aplicado pelo médico.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/dermatologia/molusco-contagioso/

Molusco contagioso: sintomas, tratamentos e causas

Molusco Contagioso – sintomas, tratamento e fotos

O molusco contagioso é uma infecção viral contagiosa relativamente comum caracterizada pelo surgimento de nódulos na pele – muitas vezes confundidos com verrugas.

Sintomas de Molusco contagioso

Os sintomas do molusco contagioso geralmente não são sistêmicos e tendem a não apresentar sinais como febre ou outro mal estar.

  • Lesões superficiais na pele
  • Pequenas pápulas brilhosas, translúcidas e indolores (medindo, em média, 5mm)
  • Coceira

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Pode haver lesões maiores; elas apresentam umbilicação central. Nem sempre são numerosas e localizam-se preferencialmente no tronco, podendo, contudo, ocorrer em qualquer parte da pele.

Essas pápulas podem surgir em formas de linhas (surgimento de lesões seguindo áreas de trauma, provavelmente de coçadura, provocam surgimento de lesões lineares e recebe o nome de fenômeno de Koebner) principalmente onde a pessoa coçou (as lesões são auto-inoculáveis).

A coceira ou outra irritação leva o vírus a espalhar-se para outras partes do corpo.

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Em adultos, é comum que essas lesões sejam observadas nos genitais, abdômen e na parte interna das coxas.

Causas

O molusco contagioso é causado por um vírus que é membro da família dos poxvírus – o maior tipo de vírus já identificado. O vírus do molusco contagioso apresenta 4 subtipos, sendo o subtipo 1 o mais prevalente e o subtipo 2 o mais frequente em adultos, e na maioria das vezes, de transmissão sexual.

O contato direto é a forma de contágio mais comum que existe para esse tipo de infecção. O vírus espalha-se por meio de contato com objetos contaminados, como toalhas, roupas ou brinquedos, mas também pode ser contraído via contato sexual. Trata-se, portanto, também de uma doença sexualmente transmissível (DST).

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Fatores de risco

Molusco contagioso é mais comum em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, como no caso de soropositivos, e em crianças, especialmente as que têm dermatite atópica.

Buscando ajuda médica

Marque uma consulta médica se você tiver sintomas similares ou relacionados ao molusco contagioso. Procure ajuda média se novos sintomas surgirem ou as lesões persistirem ou espalharem-se pelo corpo.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar molusco contagioso são:

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  • Clínico geral
  • Dermatologia
  • Infectologia

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

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O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando os sintomas surgiram?
  • Qual a intensidade dos sintomas?
  • As lesões na pele coçam?
  • Você teve contato sexual desprotegido recentemente?
  • Seu filho já foi diagnosticado com alguma doença de pele? Qual?

Diagnóstico de Molusco contagioso

O médico ou médica geralmente consegue diagnosticar molusco contagioso somente por meio da observação clínica. Porém, se houver dúvida, o especialista pode raspar a região da pele com lesão, recolher uma pequena amostra e analisá-la por um microscópio.

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Tratamento de Molusco contagioso

Em pessoas saudáveis e com produção normal de anticorpos, o molusco contagioso normalmente desaparece sozinho em meses ou anos sem que haja necessidade de tratamento – embora ele geralmente seja indicado para todos os casos. O tempo de cura varia conforme a pessoa.

Pessoas com um sistema imunológico comprometido podem ter um caso de molusco contagioso com piora rápida e necessitam de tratamento especializado.

Lesões individuais podem ser removidas cirurgicamente, por raspagem, curetagem, congelamento ou por meio de eletrocirurgia com agulhas. O procedimento cirúrgico pode deixar cicatrizes.

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Medicamentos para Molusco contagioso

Os medicamentos mais usados para o tratamento de molusco contagioso são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

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Complicações possíveis

Se devidamente tratado, o molusco contagioso não costuma causar complicações mais graves. No entanto, em alguns casos, pode haver persistência, propagação ou recorrência de lesões. Infecções cutâneas bacterianas secundárias também podem surgir em alguns casos.

Molusco contagioso tem cura?

As lesões do molusco contagioso podem persistir por alguns meses ou até alguns anos. Estas lesões enfim desaparecem sem cicatrizes, a não ser que haja coceira excessiva, que pode deixar marcas.

Lesões individuais normalmente desaparecem dentro de dois a três meses. O desaparecimento completo de todas as lesões normalmente ocorre dentro de seis a 18 meses. O distúrbio, no entanto, pode persistir em pessoas com imunossupressão.

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Referências

Revisado pro: Dra. Flávia Ravelli, dermatologista assessora do Departamento de Dermatopediatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia – CRM: 129724

Clínica Mayo – organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos que reúne conteúdos sobre doenças, sintomas, exames médicos, medicamentos, entre outros.

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/molusco-contagioso

Sobre a Medicina
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