Nódulo hipoecoico na mama, tireoide ou fígado: o que é e quando é grave

Tenho um nódulo na tireoide. E agora doutor? | Com a Palavra

Nódulo hipoecoico na mama, tireoide ou fígado: o que é e quando é grave

A primeira coisa é não se preocupar demais, porque 60% das pessoas têm um nódulo na tireoide e menos de 5% deles são malignos. Ou seja, a grande maioria dos casos não é câncer.

No momento em que se verifica um nódulo (em geral pelo exame de ultrassom), o mais importante é definir se ele precisa ser investigado com mais profundidade ou não. Eu diria que, na maior parte das vezes, a avaliação é interessante.

Entretanto, depois de descobrir o nódulo, a palavra de ordem é “serenidade”. Serenidade porque precisamos definir se esse nódulo merece ser investigado de maneira mais invasiva – através de uma punção aspirativa. Nódulos com características suspeitas no ultrassom muitas vezes devem ser puncionados.

Agora, se esse nódulo for pequeno e não for suspeito, talvez possa ser apenas observado. Nada mais. E nessa observação mais ativa o especialista fica de olho em alguma alteração na produção de hormônios pela glândula tireoide, um sinal de que algo pode estar errado.

Se o especialista determinar a necessidade de uma punção, o próximo passo será avaliar o resultado desse exame e descobrir se o nódulo é benigno ou maligno.

Se ele for maligno (ou suspeito), possivelmente será necessário um tratamento.

Digo possivelmente, porque já existem estudos, capitaneados por países desenvolvidos, como os Estados Unidos e Japão, que já estão observando tumores malignos de tireoide e não operando indiscriminadamente, desde que eles sejam bem diferenciados (menos agressivos) e com características que não preocupem. Nos casos de apenas suspeição, existe até a possibilidade de estudos genéticos no material da punção.

O tratamento do câncer de tireoide

Entretanto, se a opção – e aqui no Brasil acredito que é a melhor opção – for tratar o câncer de tireoide, a cirurgia não é um absurdo. Pelo contrário: ela é muito segura, desde que conduzida por um médico experimentado no assunto.

A cirurgia pode ser desde uma operação mais ampla ou, por outro lado, até parcial. Ou seja, às vezes dá para não tirar a tireoide toda. Existem critérios e isso precisa ser discutido com o médico.

Se depois da operação, o carcinoma de tireoide se mostrar menos agressivo, talvez ele nem demande um tratamento complementar, que seria o uso do iodo radioativo. A quimioterapia e a radioterapia muito raramente entram no combate a esses tipos de tumores. Eu diria que esses casos são praticamente anedóticos – tais tratamentos são indicados somente em situações realmente difíceis.

Após a cirurgia, o câncer na tireoide menos agressivo raramente apresenta recidiva ou metástase. A pessoa só terá que tomar continuamente o hormônio que era produzido pela glândula, a levotiroxina.

Agora, e se aquela punção revelar que o nódulo é benigno? Se for benigno e pequeno, caberá somente uma observação. Tudo bastante tranquilo, avaliando-se uma vez por ano o tamanho e o crescimento, bem como a função dos hormônios.

Ouço muito essa pergunta: doutor, mas não precisa operar sempre que surge um nódulo de tireoide? E eu digo enfaticamente que não.

Via de regra, somente após a confirmação de se tratar de um câncer ou se os nódulos forem muito grandes, ultrapassando a barreira dos 3 a 3,5 centímetros, é que a cirurgia vira uma opção. Também são passíveis de tratamento os nódulos que aumentam muito a produção de hormônios, originando o chamado hipertireoidismo. É óbvio que todas essas situações devem ser discutidas.

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Portanto, possuir nódulos de tireoide não é uma coisa incomum. E há boas soluções para lidar com uma doença maligna na glândula. Ninguém precisa amargar nenhum desespero, ainda mais nos dias atuais.

Outro ponto importante que eu destaco são as solicitações indiscriminadas de exames de ultrassom da tireoide, sem que haja o exame clínico do pescoço (a palpação), suspeita ou histórico familiar. Isso não leva a nada, uma vez que, como escrevi antes, muitas pessoas podem ter nódulos. Já existem diretrizes mundiais desaconselhando essa prática, ainda comum aqui no Brasil.

Alguns números, sinais e sintomas

Considerado o mais comum da região da cabeça e pescoço, o câncer de tireoide é três vezes mais frequente no sexo feminino. Nos Estados Unidos, a doença corresponde a 3% de todos os casos de câncer que atingem as mulheres.

No Brasil, equivale a 1,3% de todos os casos verificados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) de 1994 a 98. Ele é o oitavo tumor maligno mais comum entre as brasileiras.

Deve-se procurar um especialista se aparecerem sinais e sintomas como:

• Nódulo no pescoço que às vezes cresce depressa;

• Dor na parte da frente do pescoço, que às vezes irradia para os ouvidos;

• Rouquidão ou mudança no timbre da voz que não desaparece com o tempo;

• Dificuldade para engolir;

• Dificuldade para respirar;

• Tosse incessante, que não seja proveniente de uma gripe.

A glândula tireoide

A tireoide é uma glândula que produz dois hormônios que contêm iodo – a tiroxina (T4) e a tri-iodotironina (T3) – e que controlam nosso metabolismo e influenciam no desenvolvimento e na atividade do sistema nervoso. Ela regula ainda a função de órgãos importantes, como coração, cérebro, fígado e rins e, ainda, as relacionadas ao intestino e ao aparelho genital.

*Flavio Hojaij é médico, especialista em cirurgia de cabeça e pescoço. Livre Docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; colaborador da Disciplina de Topografia Estrutural Humana e Secretário da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço.

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Источник: https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/tenho-um-nodulo-na-tireoide-e-agora-doutor/

Nódulo na tireoide é comum com a idade

Nódulo hipoecoico na mama, tireoide ou fígado: o que é e quando é grave

Muita gente tem dificuldade para esperar o retorno das consultas médicas e costuma abrir exames antes. E, sem conhecimento para interpretar os resultados, a dúvida pode deixar muita gente desesperada.

É o que geralmente acontece com quem descobre um nódulo na tireoide. Mas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), em cerca de 90% dos casos, os nódulos são benignos.

O endocrinologista Ivan Cesar Correia de Sousa explica que o exame para verificar a saúde da glândula era pedido em demasia. “Muita gente faz esse exame aleatoriamente, e é normal encontrar nódulos benignos em muita gente”.

Um nódulo na glândula tireoide é nada mais que uma massa de tecido que cresceu por conta dos próprios hormônios produzidos pelo órgão, ou um cisto com líquido. Quando um médico recebe o resultado do exame, percebe já pelas características, tamanho ou posição, se há riscos ou não.

Apesar de não existirem números específicos, os nódulos na tireoide são comuns com o passar dos anos. Quem já passou dos 40 anos tem mais chance de encontrar um nódulo do que alguém com 20 – o que não significa que um jovem não possa ter um nódulo maligno.

Após a descoberta

Para quem tem mais de um caso de nódulo na família, o exame é necessário e pode ser pedido para um endocrinologista. Até porque, geralmente não há sintomas nos casos de nódulos e apenas 1% de todos eles é palpável. Porém, quando um nódulo se torna grande, pode causar dor, rouquidão ou atrapalhar na hora de engolir ou respirar.

Quem encontra um nódulo, mesmo que menor que um centímetro, geralmente recebe do médico a orientação de refazer exames semestralmente para acompanhar a evolução e saber se está tudo bem.

Cerca de 8% dos casos de câncer na tireoide são em homens e 4% em mulheres.

O que fazer

Conforme a SBEM, a maioria dos nódulos da tireoide é encontrada no exame físico de rotina. O próximo passo médico é realizar testes de laboratório para verificar o tipo de nódulo, que pode ser hiperfuncionante (produtor de muito hormônio, chamado de nódulo quente) ou hipofuncionate (não produtor de hormônio, o nódulo frio).

O médico pode pedir ainda biópsia, ultrassonografia ou cintilografia de tireoide.

A biópsia normalmente é aspirativa por agulha fina, método que remove células ou amostras de fluido do nódulo. O teste é preciso para a identificar se o nódulo apresenta ou não riscos.

Na ultrassonografia, a equipe verifica se o nódulo é sólido ou preenchido com fluido (cisto). Esse exame, apesar de não mostrar se o problema é benigno ou maligno, é útil para guiar o médico sobre onde exatamente fazer a biópsia aspirativa.

Na cintilografia de tireoide é usado iodo radioativo e uma câmera especial para se obter imagens e saber se o nódulo é hipo ou hiperfuncionante – que indica ou não o câncer.

Nódulos cancerosos ou suspeitos geralmente são retirados cirurgicamente. Outros tipos são removidos se estiverem muito grandes. E, dependendo de cada paciente, é indicado um tratamento hormonal para substituir o trabalho que a glândula deixou de realizar.

Tratamento mais fácil

Uma nova técnica bastante conhecida na Ásia, Europa e Estados Unidos pode ajudar pacientes que encontraram algum tipo de nódulo benigno, mas que precisa de tratamento.

Foi aprovado há menos de seis meses pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o uso do método minimamente invasivo chamado de ablação por radiofrequência.

É usado nos casos de nódulos benignos hiperfuncionantes – os que produzem hormônios desnecessariamente.

Trata-se de um eletrodo ultrafino introduzido no nódulo e guiado por ultrassom. Quando está no local certo, esse eletrodo libera uma onda de radiofrequência, matando as células tumorais, evitando também que elas se multipliquem.

A agulha de radiofrequência já era amplamente utilizada no Brasil há cerca de dez anos com liberação da Anvisa, mas para procedimentos no fígado e rim. Por isso, não é tão comum médicos utilizarem o método para a tireoide.

Outras indicações

O procedimento não é coberto pelo Sistema Único de Saúde, explica Célia Regina Nogueira, presidente do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

“O método às vezes é indicado também para pacientes com nódulos muito grandes que ficam com dificuldades de respirar ou engolir – o que hoje não é tão comum, por conta da inserção de iodo na nossa alimentação, por meio do sal de cozinha”, explica ela.

É importante lembrar que em casos de nódulos malignos a indicação é sempre a remoção.

O médico cirurgião de cabeça e pescoço do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e coordenador do Curso de Medicina da Faculdade Uninove – Campus São Bernardo do Campo, Erivelto Volpi, complementa que nesses principais opções terapêuticas são a cirurgia (tireoidectomia) e eventualmente o tratamento com levotiroxina, sendo que este é indicado em casos muito específicos.

Volpi diz ainda que “as principais vantagens da ablação por radiofrequência em face da cirurgia são o tratamento dos nódulos sem cortes e as chances de preservação da glândula, além de ser um tratamento ambulatorial”.

Ainda de acordo com o cirurgião de cabeça e pescoço, a técnica apresenta resultados altamente satisfatórios na diminuição dos nódulos e na resolução dos sintomas compreensivos e estéticos, pois não ficam cicatrizes.

“O resultado mais importante é a preservação da função tireoidiana mantida em praticamente 100% dos pacientes”, destaca Volpi.

Источник: https://centrodeoncologia.org.br/noticias-cancer/nodulo-na-tireoide-e-comum-com-idade/

Descobri um Nódulo de Tireóide Hipoecóico: O que Significa?

Nódulo hipoecoico na mama, tireoide ou fígado: o que é e quando é grave

Se você fez exames e acabou descobrindo que tem um nódulo de tireóide hipoecóico, não se preocupe, não há razão para alarde imediato. O nódulo hipoecóico também é conhecido como hipoecogênico, ou seja, ele pode ser visualizado por meio de exames de imagem, como a ultrassonografia e apresenta características específicas. 

Para que você entenda quais são essas características e o que isso significa preparemos este texto. Boa leitura!

Descobrindo um nódulo de tireoide hipoecóico

Um nódulo nada mais é do que uma lesão proveniente do desenvolvimento de células, podendo resultar no acúmulo de líquidos. Normalmente, eles apresentam formato arredondado, resultando na sensação de ter um caroço quando apalpado. Cerca de 60% das pessoas com mais de 40 anos têm um nódulo na tireoide, apesar disso, menos de 5% deles são tumores malignos.

Os nódulos na tireoide podem aparecer por diferentes motivos, que vão desde uma inflamação na glândula, até o surgimento tanto de tumores benignos como malignos. Por isso, é fundamental ficar atento aos primeiros sintomas de um nódulo e procurar ajuda de um médico especialista assim que eles surgirem.

Um nódulo de tireoide hipoecoico é o nome dado quando, durante a realização de uma ultrassonografia, o médico observa a presença de um nódulo com baixa densidade, indicando que há líquidos dentro dele, que ele pode ser formado por gordura ou até mesmo por tecidos pouco densos.

Somente através da ultrassonografia não é possível dizer se o nódulo é um tumor maligno ou não. Para confirmar esse diagnóstico será necessário combinar o exame físico do paciente, realizado durante consulta médica, a punção aspirativa por agulha fina (PAAF), tomografia computadorizada, dentre outros.

Em alguns casos, o médico pode solicitar a avaliação da função da tireoide através da dosagem dos hormônios que ela produz. Entretanto, os exames são solicitados individualmente, após avaliação médica.

Sintomas do nódulo hipoecóico

Não apenas os nódulos de tireoide hipoecóicos, mas outros que podem acometer a região, não apresentam sintomas.

  Na maioria dos casos, eles podem passar despercebidos por muito tempo, seja pelo seu pequeno tamanho ou pela falta de auto exame dos pacientes.

Isso faz com que eles sejam descobertos durante as consultas médicas ou quando aumentam de tamanho, tornando-se visíveis sob a pele. 

Entretanto, em alguns casos o nódulo hipoecóico pode vir acompanhado de dor na garganta, rouquidão, tremores, ou dificuldade de respirar, ou engolir. Quando o paciente percebe esses sintomas, é importante ficar atento e procurar um médico.

O nódulo de tireoide hipoecóico pode ser câncer?

Sim, ele pode ser um tumor maligno. Por isso, quando detectado, é importante que ele seja investigado detalhadamente. Conheça algumas características observadas durante a avaliação médica para determinar se aquele nódulo de tireoide hipoecóico é suspeito para câncer da tireoide:

  • Tamanho do nódulo. A PAAF é realizada quando o mesmo atinge 1 a 1,5 centímetros de diâmetro;
  • Presença de microcalcificações;
  • Aumento da vascularização no centro do nódulo, chamada de vascularização central);
  • Largura maior na visão longitudinal, ou seja, um formato de um “ovo em pé”;
  • Infiltração nos tecidos vizinhos;
  • Composição, ou seja, se é um nódulo pode ser sólido, misto ou cístico. Nódulos sólidos são mais suspeitos;
  • Margens mal delimitadas ou irregulares.

Meu nódulo de tireoide hipoecóico precisa ser retirado, e agora?

Tratamentos  cirúrgicos são indicados apenas se o seu diagnóstico final é de um tumor maligno ou se o nódulo for suspeito de tumor maligno. Além disso, nódulos maiores do que 3 – 4 centímetros também devem ser removidos, já que eles podem comprimir o local e as estruturas vizinhas à tireoide.

Dito isso, o tratamento mais indicado é a tireoidectomia, que é a remoção da tireoide. Essa remoção pode ser completa, quando toda a glândula é removida, ou parcial, quando apenas uma parte precisa ser removida.

Por outro lado, quando os resultados dos exames indicam que o nódulo não é um tumor maligno, nem está crescendo, podem ser adotados tratamentos como o acompanhamento com exames físicos, de ultrassonografia e biópsia a cada ano. Tudo vai depender da análise de cada caso e da conduta do especialista.

Lembrando que não há tratamento com medicação para os nódulos de tireoide, e sim para alteração da função hormonal. Se você descobriu um nódulo de tireoide e quer tratá-lo da melhor maneira possível marque uma consulta com um especialista em cirurgia e oncologia da cabeça e pescoço.

Источник: https://rafaeldecicco.com.br/descobri-um-nodulo-de-tireoide-hipoecoico-o-que-significa/

Nódulo no Fígado é câncer?

Nódulo hipoecoico na mama, tireoide ou fígado: o que é e quando é grave

Na maioria dos casos, o nódulo no fígado é benigno e, por isso, não é perigoso, especialmente quando aparece em pessoas sem doença de fígado conhecida, como cirrose ou hepatite, sendo descoberto acidentalmente em exames de rotina.

Nesse caso, o nódulo pode ser apenas um cisto, que é uma espécie de saquinho com conteúdo líquido que pode ser causado por parasitas, um abscesso ou provocado por bactérias, por exemplo.

 No caso dos cistos causados por parasitas ou dos abscessos, estes geralmente precisam de tratamento adequado.

Geralmente, os nódulos benignos não causam sintomas e, dessa forma, só precisam ser avaliados regularmente com exames como tomografia e ressonância magnética, para identificar se estão crescendo de tamanho.

 Se isso acontecer, e o nódulo aumentar muito de tamanho, pode provocar sintomas como dor abdominal e alterações digestivas e, nesse caso, têm de ser retirados através de cirurgia.

Quando o nódulo é suspeito, pode também ser necessário realizar biópsia para ter o diagnóstico definitivo.

No caso do nódulo maligno, geralmente ou é uma metástase e ocorre em pessoas com câncer em outro local ou é um câncer próprio do fígado, chamado de carcinoma hepatocelular, que aparece normalmente em pessoas com doenças hepáticas.

Por este motivo, toda a vez que aparece um nódulo hepático numa pessoa com cirrose, existem muitas chances de ser câncer e, por isso, deve-se recorrer ao hepatologista para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento.

Saiba mais sobre tumor no fígado e como tratar.

O aparecimento de um nódulo no fígado pode ter diversas causas. As mais comuns incluem:

1. Cistos e abcessos

Muitos casos de nódulo no fígado são apenas um cisto. Os cistos são geralmente simples, benignos e não causam sintomas e, por isso, não precisam de tratamento.

Quando são causados por parasitas, podem causar sintomas e precisam de remoção por cirurgia ou drenagem de seu conteúdo. Mais raramente, há cistos associados a doenças genéticas, isto é, que nascem com a pessoa, e que costumam ser em grande número.

Nesse caso o transplante é o tratamento mais indicado. Outras vezes há cistos mais suspeitos de malignidade, que têm de ser tratados mais rapidamente. 

O nódulo pode ainda ser um abscesso, que precisa de tratamento com antibiótico ou eventualmente ser drenado ou aspirado com uma agulha. 

Tanto no caso dos cistos como dos abscessos, a tomografia, a ressonância magnética e o ultrassom costumam ser suficientes para fazer o diagnóstico e assim permitir ao hepatologista escolher o tratamento mais indicado. Saiba mais sobre cisto hepático e sobre o abscesso hepático.

2. Hiperplasia nodular focal

Este é o segundo nódulo hepático mais frequente, mais comum em mulheres entre 20 e 50 anos. Na maioria das vezes não provoca sintomas, sendo achado em exames de rotina.

Esta hiperplasia tem poucas chances de se tornar maligna, por isso só precisa de ser acompanhada com exames como ultrassom, tomografia ou ressonância magnética.

O uso de pílula pode favorecer seu crescimento, apesar de não ser o causador do nódulo, por isso mulheres que tomam pílula costumam ter acompanhamento a cada 6 ou 12 meses. 

O tratamento com cirurgia é recomendado quando há sintomas, dúvidas no diagnóstico apesar dos exames, ou quando há suspeita de ser um adenoma, que tem mais risco de malignização ou de ter complicações. Entenda melhor o que é a hiperplasia nodular focal.

3. Hemangioma hepático

O hemangioma é uma malformação dos vasos sanguíneos congênita, isto é, que nasce com a pessoa e é o nódulo benigno do fígado mais comum. Costuma ser encontrado acidentalmente em exames de rotina, já que a maioria não dá sintomas.

O diagnóstico costuma ser feito com ultrassom, tomografia ou ressonância, e no caso de ter até 5 cm, não é necessário qualquer tipo de tratamento, nem acompanhamento.

Porém, se acabar crescendo além dos 5 cm deve ser feito o acompanhamento a cada 6 meses a 1 ano.

Por vezes, pode crescer depressa e comprimir a cápsula do fígado ou outras estruturas, causando dor e outros sintomas, ou pode apresentar sinais de malignidade, devendo ser removido com cirurgia. 

Os boxeadores, jogadores de futebol e mulheres que pretendam engravidar, e que tenham hemangiomas grandes, ainda que sem sintomas, correm risco de sangramento ou ruptura do hemangioma, que são situações mais graves e, por isso, devem fazer cirurgia para retirar. Quando a pessoa tem um hemangioma grande e sente dor forte, repentina e com queda da pressão arterial deverá procurar rapidamente um médico para ser avaliada, já que poderá ser um destes casos.

Leia mais sobre o que é o hemangioma, como confirmar e formas de tratamento.

4. Adenoma hepático

O adenoma é um tumor benigno do fígado, que é relativamente raro, mas que é mais frequente em mulheres entre os 20 e os 40 anos, já que o uso de pílula aumenta muito as chances de o desenvolver. Além da pílula, o uso de esteroides anabolizantes e algumas doenças genéticas de acúmulo de glicogênio também podem aumentar as chances de o desenvolver. 

O adenoma costuma ser encontrado durante os exames por queixas de dor abdominal ou, então, como achado acidental em exames de rotina. O diagnóstico pode ser feito com ultrassom, tomografia ou ressonância, que permitem distinguir adenoma de hiperplasia nodular focal do câncer de fígado, por exemplo.

Como na maioria dos casos o adenoma tem menos de 5 cm e, por isso, baixo risco de ser câncer e de ter complicações como hemorragia ou ruptura, não precisa de tratamento e pode simplesmente ser acompanhado com exames regulares, que no caso da menopausa devem ser feitos anualmente. Já os adenomas com mais de 5 cm, têm maior risco de complicações ou de virar câncer, podendo ter de ser removidos com cirurgia. Entenda melhor sobre o adenoma hepático e suas complicações.

Quando a pessoa não tem histórico de doença no fígado, geralmente o nódulo é benigno e não representa câncer. Porém, quando já existe doença hepática, como cirrose ou hepatite, existem maiores chances de que o nódulo possa ser câncer, que é chamado de carcinoma hepatocelular.

Além disso, o nódulo também pode surgir devido à presença de câncer em outro local representando neste caso uma metástase desse outro câncer.

Quando pode ser carcinoma hepatocelular

Cirrose alcoólica e hepatite são as principais doenças de fígado que levam ao aparecimento do carcinoma hepatocelular. Por isso, é muito importante que se faça o acompanhamento correto com o hepatologista, quando existe risco de desenvolver essas doenças, de forma a diminuir as chances de câncer.

Assim, se a pessoa tiver:

  • Histórico de transfusões de sangue;
  • Tatuagens;
  • Uso de drogas injetáveis;
  • Consumo de álcool;
  • História na família de doença hepática crônica como cirrose.

Poderá ter risco de desenvolver doença do fígado e/ou câncer, sendo recomendado recorrer a um hepatologista para avaliar as chances de ter doença hepática e iniciar o tratamento adequado, se necessário.

Quando pode ser metástase

O fígado é um lugar comum para o surgimento de metástases, principalmente quando existe algum tipo de câncer no sistema digestivo, como estômago, pâncreas e cólon, mas também de câncer da mama ou dos pulmões. 

Muitas vezes a pessoa pode não ter qualquer sintoma quando descobre o câncer já metastizado, outras vezes sintomas pouco específicos como como dor abdominal, mal estar, fraqueza e perda de peso sem motivo aparente poderão ser o único indício de um câncer. 

Veja que tipos de câncer podem provocar metástases no fígado.

O que fazer se suspeitar de câncer

Quando a pessoa tem sintomas como inchaço abdominal, sangramento intestinal, alterações do estado mental, olhos e pele amarelada ou perda de peso sem motivo, é provável que exista alguma doença hepática ou até câncer no fígado. Por vezes os sintomas são menos específicos, como fraqueza e perda de peso sem motivo, mas poderão ser o único indício de um câncer. 

Assim, quando a pessoa tem este tipo de queixas, deve recorrer ao médico hepatologista ou clínico geral, que fazer uma avaliação adequada, com alguns exames para tentar entender a origem do câncer e, a partir daí, indicar o tratamento mais correto. 

O tratamento vai depender se o câncer é do fígado ou se é metástase. Se for metástase, será de acordo com o tipo de câncer que a originou.

No caso do câncer do fígado, o tratamento pode ser curativo, quando é pequeno e se consegue remover, ou se consegue fazer um transplante hepático, mas outras vezes, quando o câncer está mais avançado e não é possível a cura, o tratamento poderá apenas retardar o crescimento do câncer e assim conseguir prolongar a vida da pessoa por mais tempo.

Источник: https://www.tuasaude.com/nodulo-no-figado/

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