Nódulo no Fígado: o que pode ser e quando pode indicar câncer

Câncer de fígado: sintomas, tratamentos e causas

Nódulo no Fígado: o que pode ser e quando pode indicar câncer

O câncer de fígado é dividido em duas categorias: o primário do fígado e o secundário, ou metastático (originado em outro órgão e que atinge também o fígado).

O termo “primário do fígado” é usado nos tumores originados no fígado, como o hepatocarcinoma ou carcinoma hepatocelular (tumor maligno primário mais freqüente que ocorre em mais de 80% dos casos), o colangiocarcinoma (que acomete os ductos biliares dentro do fígado), angiossarcoma (tumor do vaso sangüíneo) e, na criança, o hepatoblastoma.

Apesar de não estar entre as neoplasias mais prevalentes, o câncer hepatobiliar requer alta complexidade no seu diagnóstico e proficiência no tratamento. Porém, de acordo com os dados consolidados sobre mortalidade por câncer no Brasil em 1999, o câncer de fígado e vias biliares ocupava a sétima posição, sendo responsável por 4.682 óbitos.

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Tipos

O hepatocarcinoma não consta no Brasil entre os dez mais incidentes, segundo dados obtidos dos Registros de Base Populacional existentes.

Sua taxa de incidência padronizada por 100 mil habitantes variava de 1,07 em Belém, em 1988, a 9,34, em Porto Alegre, em 1991 em homens; em mulheres de 0,28, em Belém, em 1988, a 7,04 em Goiânia em 1990.

O sudeste da Ásia, Japão e África do Sul apresentam uma incidência particularmente alta de carcinoma hepatocelular, enquanto que nos Estados Unidos, Grã Bretanha e região norte da Europa é raro encontrar este tipo histológico de tumor, observando-se taxas inferiores a 1 por cada 100 mil habitantes.

O carcinoma hepatocelular ocorre em uma frequência três vezes maior em homens do que em mulheres.

A faixa etária, com maior predomínio nos Estados Unidos e Europa, está localizada entre a 6ª e 7ª década, enquanto que, nas áreas de grande incidência, o tumor ocorre em pacientes mais jovens, entre a 3ª e 5ª década.

A forma fibrolamelar do carcinoma hepatocelular acomete pacientes mais jovens (5-35 anos) e, quando ressecável, o seu prognóstico é tido por alguns como melhor em comparação com os outros hepatocarcinomas.

O colangiocarcinoma (fig.4, fig.5) é responsável por 5% dos casos de tumor primário do fígado e ocorre geralmente entre a 6ª e 7ª década de vida.

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Estudos de necrópsia mostraram que pacientes que morrem de alguma forma de câncer podem apresentar metástase para o fígado em até 35% das vezes durante o curso da doença.

Os tipos que mais dão metástase para o fígado são: o carcinoma do pâncreas, o carcinoma colo-retal, o carcinoma de estômago, o carcinoma da mama, o carcinoma do esôfago, o carcinoma do pulmão e o tumor carcinóide.

Estima-se que 23% dos casos novos de pacientes com câncer colo-retal apresentem-se já com metástase hepática isolada. Estes casos são tratáveis com cirurgia e a cura pode ser obtida com sobrevida de até 5 anos em até 30% dos casos.

Fatores de risco

Cerca de 50% dos pacientes com carcinoma hepatocelular apresentam cirrose hepática, que pode estar associada ao alcoolismo ou hepatite crônica, cujo fator etiológico predominante é a infecção pelo vírus da hepatite B e C, que estão relacionados ao desenvolvimento de câncer de fígado.

Em áreas endêmicas, a esquistossomose é considerada fator de risco. Atenção especial deve ser dada à ingestão de grãos e cereais.

Quando armazenados em locais inadequados e úmidos, esses alimentos podem ser contaminados pelo fungo aspergillus flavus, que produz a aflatoxina, substância cancerígena ligada ao Hepatocarcinoma, além de doenças relacionadas com o depósito de ferro no fígado.

O tempo de vida após o diagnóstico de um paciente com o hepatocarcinoma clinicamente detectável é extremamente curto. Assim considerando, o índice de incidência passa a ser equivalente ao de mortalidade.

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O hepatocarcinoma possui a possibilidade de prevenção, sendo essa classificada em primária e secundária. A prevenção primária é baseada principalmente no interrompimento da transmissão do vírus da hepatite B, através da utilização de vacinas.

A prevenção secundária depende da detecção precoce do tumor, constando da remoção cirúrgica quando o tumor ainda não produziu repercussão clínica, mas já foi detectado pela dosagem no sangue de um marcador tumoral chamado alfafeto-proteína, que é uma substância produzida em 40% a 70% dos fígados acometidos pelo câncer, mas não pelo fígado normal.

O colangiocarcinoma está relacionado com afecções inflamatórias das vias biliares, principalmente com a infestação por um trematódio (clonorchis sinensis), bastante freqüente nos países asiáticos e africanos, entre outros fatores, alguns desconhecidos.

O potencial carcinogênico das substâncias químicas como o cloreto de vinil, os arsenicais inorgânicos e o Thorotraste (solução de dioxido de tório) está associado ao angiossarcoma.

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Sintomas de Câncer de fígado

Os sinais e sintomas dos pacientes com o carcinoma hepatocelular são: dor abdominal (40 a 60%), massa abdominal, distensão (30 a 40%), anorexia, mal-estar, icterícia e ascite (20%). Alguns pacientes poderão evoluir com ruptura espontânea do tumor, caracterizada por dor súbita no hipocôndrio direito de forte intensidade, seguida de choque hipovolêmico por sangramento intra-abdominal.

Diagnóstico de Câncer de fígado

Chama muita atenção no diagnóstico do câncer do fígado o pequeno tempo de evolução, ou seja, o paciente apresenta uma doença geralmente muito avançada ao diagnóstico com um tempo de evolução da sintomatologia muito curto. O tempo que o tumor leva para duplicar o volume de massa tumoral é muito curto em comparação com outros tumores, sendo em média de 4 meses no hepatocarcinoma.

A maioria dos pacientes apresenta alguma anormalidade dos níveis das bilirrubinas, fosfatase alcalina e transaminases.

Em pacientes sabidamente cirróticos, o aumento brusco da fosfatase alcalina, seguida de pequena elevação das bilirrubinas e transaminases, é sugestivo de malignidade.

A alfafetoproteína sérica se apresenta elevada em 75% a 90% dos pacientes com carcinoma hepatocelular. O tipo fibrolamelar não está associado a altos níveis deste marcador.

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Nos pacientes de alto risco, a identificação precoce do carcinoma hepatocelular poderá ser realizada facilmente através da dosagem de alfafetoproteína sérica e ultrassonografia hepática. A exatidão da ultrassonografia na identificação de pequenos tumores aumentou de 25% para 90% nos últimos 10 anos.

Nos tumores metastáticos colo-retais, pode-se notar em geral um aumento exacerbado da dosagem do antígeno carcinoembrionario (CEA).

A tomografia computadorizada, quando realizada com contraste endovenoso dinâmico, isto é, com cortes sem contraste, com contraste no tempo arterial, portal e supra-hepático, consegue identificar lesões neoplásicas do fígado com exatidão de 75% a 90%. Porém, lesões menores do que 3 cm têm a sua detecção prejudicada devido à isodensidade do parênquima hepático normal.

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O exame através da Ressonância Nuclear Magnética (RNM) não apresenta grande diferença em relação ao estudo pela Tomografia Computadorizada, quanto à capacidade de identificar os tumores hepáticos primários ou metastáticos.

Este exame pode definir um pouco melhor a extensão do tumor nos pacientes com cirrose hepática, assim como demonstrar os vasos principais sem a necessidade de administração de contraste venoso e diferenciar lesões císticas.

A laparoscopia permite uma visualização direta e a biópsia do tumor, além de avaliar a presença ou ausência de disseminação peritoneal. Sua eficácia aumenta quando associada à ultrassonografia videolaparoscópica, aumentando o índice de ressecabilidade dos pacientes selecionados para a laparotomia.

A colangioressonância, a colangiotomografia, a colangiografia endoscópica retrógrada ou percutânea transhepática podem ser úteis no diagnóstico e no planejamento do tratamento dos tumores, principalmente das vias biliares.

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Tratamento de Câncer de fígado

O tratamento cirúrgico é o mais indicado nos tumores hepáticos primários, na ausência de metástases à distância e nos tumores hepáticos metastáticos em que a lesão primária foi ressecada ou é passível de ser ressecada de maneira curativa.

A eficácia e segurança na ressecção hepática são fundamentadas no conhecimento da anatomia e compreensão da fisiologia do fígado. A indicação de uma cirurgia de ressecção hepática dependerá do estado clínico do paciente e da quantidade prevista de parênquima hepático restante, que deve ser em torno de 10% do peso corporal.

Nos pacientes cirróticos, somente os com a classificação de Child A (cirrose inicial) são candidatos a ressecção hepática segura.

Em estudos realizados por Hughes a única contra-indicação absoluta para a ressecção da doença metastática hepática é a impossibilidade de uma garantia de margem de ressecção livre de doença, presença de comprometimento linfonodal e/ou impossibilidade da ressecção da lesão primária. A ultrassonografia intra-operatória tem auxiliado muito na correta indicação cirúrgica, proporcionando a identificação de novos achados em 42% dos pacientes submetidos à hepatectomia.

Nos últimos anos, o INCA vem incorporando novas práticas, tendo aumentado o número de casos de adultos tratados em 300%, com resultados significativos na redução da morbidade (17,5%) e mortalidade (5,2%) por este tipo de câncer.

A adoção da embolização portal, que gera um aumento do fígado sadio, a segmentectomia anatômica, preservando mais figado, radioablação destruição dos tumores pelo calor e a re-ressecção (ressecções repetidas) têm contribuído para este avanço técnico-científico.

O INCA foi inclusive o primeiro centro público da América Latina a utilizar crioterapia (destruição tumoral pelo frio) na cirurgia hepática.

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Pode-se diminuir a necessidade de hemotransfusão durante a ressecção hepática utilizando técnicas de exclusão vascular, hipotermia, hipotensão controlada, aspiração ultrassônica, coagulação com argônio ou simplesmente atendo às técnicas convencionais de ressecção.

A radioterapia nos tumores hepáticos é limitada pela baixa tolerância do parênquima hepático à radiação. A dose tolerada fica abaixo da necessária para uma efetiva ação antitumoral e controle da lesão, mas acarreta alívio temporário de sintomatologia. É necessário avaliar os riscos de lesão do parênquima hepático normal, limitando muito o emprego desta terapêutica.

A droga mais ativa até o momento (quimioterapia) é a Doxorubicina, para o tratamento de tumores primários e as taxas de resposta giram em torno de 10%.

O 5-fluoracil, por via sistêmica é a droga mais comumente utilizada de forma isolada ou em associação com o ácido fólico e a Oxiplatina no tratamento de doença colo-retal metastática com respostas em torno de 20% a 30%.

A quimioterapia intra-arterial hepática possibilita maior concentração da droga no fígado com menor efeito tóxico sistêmico. Por esta via, o Floxuridine (FUDR) tem sido a droga mais empregada no tratamento do câncer colo-retal metastático para o fígado.

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Na quimioembolização emprega-se a combinação de drogas e partículas de gel insolúvel (ex: cisplatinum e lipiodol e espongel), que são infundidas até que haja uma estagnação do fluxo arterial para o tumor, determinando um aumento da concentração local da droga com simultânea isquemia e necrose.

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/cancer-de-figado

Entenda o que pode ser o tumor no fígado

Nódulo no Fígado: o que pode ser e quando pode indicar câncer

O tumor no fígado é caracterizado pela presença de uma massa neste órgão, mas isto nem sempre é sinal de câncer. As massas no fígado são relativamente comuns em homens e mulheres e podem significar hemangioma ou adenoma hepatocelular, que são tumores benignos. Porém, apesar de não serem câncer podem causar aumento de volume do fígado ou sangramento hepático. 

O tratamento depende dos sintomas apresentados pela pessoa e da gravidade do tumor, podendo ser indicado pelo médico apenas observação da evolução do tumor e dos sintomas ou cirurgia para retirada do tumor ou de parte do fígado. O tumor no fígado tem cura se for identificado precocemente e tratado de acordo com a orientação médica.

O que pode ser tumor no fígado

Os tumores no fígado podem ser benignos ou malignos. Os benignos não se espalham para outra região do corpo, não representam risco para a saúde e podem ser:

Os tumores malignos causam sintomas e na maioria das vezes são resultados de metástase de câncer do intestino, por exemplo. Os principais tumores malignos do fígado são:

  • Carcinoma hepatocelular ou hepatocarcinoma: é o tipo mais comum de câncer primário do fígado, é mais agressivo e tem origem nas células que formam o fígado, os hepatócitos;
  • Angiossarcoma do fígado: é o tumor das células que revestem a parede dos vasos sanguíneos presentes no fígado e acontece devido à exposição a substâncias tóxicas, como o cloreto de vinil;
  • Colangiocarcinoma: é um tipo de tumor que tem origem nas vias biliares e normalmente ocorre em pessoas entre 60 e 70 anos;
  • Hepatoblastoma: é um tipo raro de tumor no fígado, geralmente ocorre em crianças com menos de 3 anos e estimula a produção do hormônio (hCG), que acelera o processo de puberdade, induzindo a uma puberdade precoce.

As pessoas que possuem gordura no fígado, têm cirrose hepática ou usam anabolizantes correm mais risco de desenvolver um tumor maligno no fígado. Saiba identificar os sinais de câncer no fígado.

Sinais e sintomas de tumor no fígado

Os tumores de fígado benigno geralmente não causam sintomas e normalmente só são descoberto num exame de rotina. Já os malignos apresentam alguns sintomas como:

  • Presença de massa abdominal;
  • Dor ou desconforto abdominal;
  • Sangramento no fígado;
  • Perda de peso;
  • Barriga inchada;
  • Mal estar;
  • Pele e olhos amarelados.

Assim que forem identificados os sintomas, o clínico geral ou hepatologista pode solicitar a realização de alguns exames diagnósticos de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética para confirmação do diagnóstico. Em alguns casos pode ser necessário realizar biópsia para realizar o diagnóstico.

No caso dos tumores benignos, esses exames normalmente são solicitados para investigar qualquer outra condição que não esteja relacionada com o fígado. Os exames de sangue na maioria das vezes não indicam a ocorrência desses tipos de tumores, pois em geral as funções hepáticas se mantêm normais ou discretamente elevadas.

Como é feito o tratamento

O tratamento para tumor no fígado depende de muitos fatores, mas pode incluir exposição à radiação e por vezes, a cirurgia pode ser necessária para retirar o tumor ou a parte comprometida do fígado.

A utilização de medicamentos para tumores no fígado não é muitas vezes indicada, já que parte do processo de metabolização do medicamento é realizado no fígado e quando este órgão está comprometido pode não haver metabolização correta do medicamento ou pode causar ainda mais danos no órgão.

É importante buscar orientação do clínico geral ou hepatologista para uma orientação mais precisa em relação ao tratamento. 

Cirurgia de tumor no fígado

A cirurgia de tumor no fígado requer anestesia geral e o indivíduo deverá permanecer internado no hospital por alguns dias ou semanas. Dependendo do tipo de tumor e da sua gravidade o médico pode optar por não realizar a cirurgia.

Em alguns casos, o médico pode optar por não mexer nem no tumor e nem no fígado, mas observar a evolução do tumor e decidir por realizar intervenção cirúrgica quando o tumor pode comprometer o funcionamento do órgão. Assim, o médico pode optar por retirar o tumor ou parte do fígado para solucionar o quadro clínico do paciente.

Tumor no fígado tem cura?

O tumor no fígado pode ter cura quando a doença é descoberta precocemente e é devidamente tratada. A indicação da radioterapia, quimioterapia ou cirurgia vai depender do estado do tumor, se é avançado ou não e do estado geral de saúde da pessoa.

Ficou alguma dúvida? Clique aqui para ser respondido.

Источник: https://www.tuasaude.com/tumor-no-figado/

Nódulo no Fígado

Nódulo no Fígado: o que pode ser e quando pode indicar câncer

Nódulo hepático é achado relativamente comum de alguns exames.

O acesso a exames de imagem de rotina tem sido cada vez mais frequente na população (em checkups ou exames de rotina), levando ao aumento do diagnóstico de diversas doenças de forma precoce. Dentre achados muito frequentes, os nódulos (ou tumores) hepáticos se destacam.

Outro motivo para tornar isso mais comum é a qualidade dos aparelhos, que é cada vez melhor e com maior sensibilidade.

Dá-se o nome de tumor (ou neoplasia) a uma proliferação anormail de células, desde aquelas com caráter benigno, até as malignas, também denominadas “câncer”.

O fígado é um órgão que pode apresentar alta incidência de ambas, sendo bem estabelecidos os grupos de risco para cada tipo de tumor, as formas de diagnóstico e o tratamento ou acompanhamento que deve ser realizado com cada paciente, de maneira individualizada.

Dentre os tumores hepáticos benignos, destacam-se três: hemangioma, hiperplasia nodular focal e adenoma. Dentre os malignos: carcinoma hepatocelular (hepatocarcinoma), colangiocarcinoma (câncer das vias biliares) e metástases de outros tumores malignos (neoplasia secundária).

Quais exames meu médico pode ou deve solicitar?

Um ultrassom ou ultrassonografia é, mais frequentemente, o exame inicial diagnóstico da presença do nódulo (ou tumor) hepático.

Embora o ultrassom possa indicar a probabilidade de se tratar de algum tipo específico de tumor (dentre os citados acima), apenas um exame de imagem dinâmico (com contraste) pode ser considerado para conclusão definitiva do diagnóstico.

A tomografia e, principalmente, a ressonância (preferencialmente com contraste hepatoespecífico) têm cumprido este papel de forma cada vez mais precisa, reduzindo progressivamente a necessidade de biópsias.

Além dos exames de imagem, nos casos suspeitos para tumor maligno específico, há uma série de exames de sangue (marcadores tumorais) que podem ser testados.

O que devo fazer agora?

Pergunte inicialmente a seu médico, pois foi ele quem solicitou o exame. Discuta com ele a necessidade de que seja ouvido  um especialista para prosseguir na investigação para, eventualmente, se chegar ao diagnóstico específico do tipo de nódulo. Pois, como já foi dito, cada tipo requer uma abordagem ou tratamento ou acompanhamento diferente.

Todo mundo deve investigar se tem ou não nódulos hepáticos?

Com exceção do carcinoma hepatocelular (que é o câncer de fígado “mais comum”) e das metástases (de quem já tem o diagnóstico de câncer em algum outro órgão), os demais tumores hepáticos não têm definida uma necessidade de investigação de rotina. Assim, quem não tem nenhuma doença crônica no fígado (hepatite crônica, cirrose ou outras) e nem nunca teve o diagnóstico de nenhum câncer não tem motivos para investigar nódulos no fígado.

Quem tem mais risco de apresentar nódulos hepáticos?

Como há diversos tipos de nódulos e cada um com uma origem e comportamento diverso, devemos falar individualmente de cada um dos mais frequentes:

  • Hemangioma: nódulo hepático mais comum, chega a ser encontrado em 10% da população. Mais frequente em mulheres, não tem uma causa bem estabelecida, mas suspeita-se ter alguma relação com presença de estrogênio, pois o mesmo apresenta aumento de incidência após gestação ou reposição hormonal. O tratamento cirúrgico (nos hemangiomas gigantes) é raramente necessário e deve ser definido de maneira individualizada.
  • Hiperplasia nodular focal: encontrado entre 1 e 3% das pessoas, a HNF é muito mais comum em mulheres (8:1), sem um fator causal evidente. A necessidade de cirurgia é muito infrequente (quase nunca), e isso também deve ser considerada caso a caso.
  • Adenoma: mais raro que os anteriores, tem variantes, sendo que uma delas tem relação causal bem estabelecida com o uso de anticoncepcionais hormonais ou esteroides anabolizantes. Muito mais frequente em mulheres. A necessidade de retirada cirúrgica ocorre com frequência pelo risco de malignizar ou sangrar ou de romper dentro do abdome. Como há diferentes subtipos, a indicação cirúrgica deve levar diversos fatores em consideração.
  • Carcinoma hepatocelular: câncer que incide quase sempre no paciente com hepatite viral ou com cirrose, embora tenham aumentado os relatos em pacientes com doença gordurosa do fígado ainda sem cirrose. Nos cirróticos, a incidência gira entre 1 e 4% ao ano, tornando o acompanhamento e rastreio (vigilância), neste grupo, mandatório. Há diversas formas de tratamento, que variam de acordo com o perfil do paciente, o tamanho e a quantidade de nódulos. Há chance de cura, desde que abordado corretamente.
  • Colangiocarcinoma: câncer raro, pouco mais frequente em homens, vem se tornando mais frequente nas últimas décadas. Há poucos fatores de risco conhecidos, como a presença de doença prévia em vias biliares. Quase sempre é diagnosticado ao acaso, em exames de imagem de rotina. O tratamento mais adequado depende de diversos fatores, mas sempre deve ser iniciado prontamente, por tratar-se de uma doença agressiva.
  • Metástases hepáticas: o fígado é o órgão abdominal mais suscetível ao surgimento de metástases de neoplasias malignas de outros órgãos. O mais frequente sítio primário (local do “câncer original”) é o intestino grosso (cólon/reto), seguido por pâncreas, mama e estômago. Dessa forma, o exame de rotina nesses grupos de risco é necessário e poderá haver até mesmo cura em alguns casos, desde que diagnosticados e abordados por especialista em tempo hábil.

Todo nódulo deve ser operado?

A primeira respota é não. Como já abordado suscintamente, a conduta varia de acordo com o tipo de nódulo, tamanho, quantidade, localização e das condições clínicas do paciente. A enorme maioria dos nódulos não necessita nem sequer acompanhamento.

Quantos aos malignos, quando a doença não é muito avançada, quase sempre devem requerer algum tipo de abordagem, nem sempre cirúrgica. São sempre casos complexos e cujo tratamento deve ser indicado de forma individualizada, uma vez que há diversas abordagens possíveis em alguns casos.

Um médico especialista em fígado deve ser responsável pelo acompanhamento.

O que devo fazer?

Os cistos hepáticos são muito comuns e sua incidência aumenta com a idade, chegando a ocorrer em 50% das pessoas com mais de 60 anos.

Embora a grande maioria seja do tipo “simples” e quase nunca necessite de qualquer tipo de abordagem, 5% dos casos (não simples) podem exigir cuidados adicionais (em certos casos, o cisto pode ser cistoadenoma ou cistoadenocarcinoma). Um bom exame de imagem costuma ajudar nessa diferenciação, podendo-se complementar a investigação com alguns exames de sangue.

O ideal poderá ser consultar um especialista, para avaliar qual é a melhor conduta em seu caso. Converse com seu médico.

Interpretação de exames e conclusão diagnóstica são atos médicos, que dependem da análise conjunta de dados clínicos e de exames subsidiários, devendo, assim, ser realizadas por um médico.

Источник: https://pro-figado.com.br/nodulo-no-figado/

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