O que comer durante a gastroenterite

Gastroenterite: causas, sintomas & tratamentos

O que comer durante a gastroenterite

A gastroenterite ocorre com freqüencia durante todo o ano em forma de epidemia. Aqui está o nosso arquivo completo com os bons conselhos e as dicas de alimentação a serem seguidas em caso de gastroenterite.

Guia para tratar uma gastroenterite

1. O primeiro passo a ser tomado desde os primeiros sintomas da gastroenterite é beber bastante líquido como, por exemplo, caldos ou infusões à base de plantas medicinais.

2. Em seguida é importante saber se é necessário consultar um médico ou não. Para os casos em bebês é sempre aconselhado consultar um pediatra para limitar qualquer risco de desidratação grave (ver complicações da gastroenterite).

Em crianças maiores e adultos, uma gastroenterite viral (por ex.

após uma epidemia de Rotavírus) pode de forma geral ser curada por auto-medicação, se não houver riscos particulares, por exemplo como com antidiarréicos, remédios à base de bactéria láctea, etc.

(ver todos os tratamentos contra a gastroenterite). Já em caso de gastroenterite bacteriana será necessário consultar um médico que irá prescrever antibióticos.

Depois de fezes líquidas (diarreia) ou ter vomitado, espere cerca de 15 minutos antes de comer ou beber alguma coisa. O objetivo é fazer com que o estômago tenha um momento para descansar.

3. Por fim, pode ser benéfico se tratar com plantas medicinais, em particular plantas ricas em taninos como o chá preto (ver todas as plantas medicinais contra a gastroenterite).

Uma alimentação à base de iogurte é também uma boa medida para curar uma gastroenterite (ver também outros conselhos úteis).

Ler também: queimação do estômago e azia.

Dicas de prevenção

Para limitar a propagação do vírus ou bactérias para a sociedade, é importante lavar as mãos várias vezes ao dia com sabão e água, especialmente durante as epidemias de gastroenterite. Também desinfete diferentes superfícies (ex. banheiro) e objetos contaminados com o vírus.

É importante saber que o vírus da gastroenterite, incluindo rotavírus, é facilmente disseminado através de fezes e vômito, este tipo de contaminação é chamada de fecal-oral. O norovírus é facilmente transmitido por alimentos e bebidas contaminados.

Entrevista sobre a gastroenterite

A gastroenterite em 7 perguntas e respostas
A visão dessa doença infecciosa, na maior parte das vezes benigna, da Farmacêutica Chiara Rivière-Gallo que trabalha em Genebra (Suíça):

1. Quais os sintomas clássicos de gastroenterite?
Há frequentemente náuseas, vômitos e diarreia (aguda). Às vezes, a gastroenterite é acompanhada de febre, dor de cabeça, cólicas de estômago e até dor nos membros.

Em alguns casos graves como em crianças pequenas (bebês, crianças,…) pode ser observado uma desidratação (perda de peso, sede, boca seca, diminuição do volume e frequência da urina,…).

Neste caso, consulte um médico o mais rapidamente possível!

2. Quanto tempo dura a gastroenterite?
Em geral, a gastroenterite dura em média de 2 a 3 dias.

Sobre as gastroenterites provocadas pelo Norovírus (uma gastroenterite viral que é bastante comum), normalmente dura de 12-60 horas, mas na maioria dos pacientes, em dois dias a gastroenterite já se curou. Note, no entanto que, um paciente pode permanecer contagioso por até dois dias após a recuperação.

3. É possível ter várias gastroenterites em seguida uma da outra?
Sim, porque a imunidade ao vírus da gastroenterite, em particular o norovírus, dura pouco tempo e há várias fontes. Isso é porque a produção de uma vacina contra infecções provocadas pelo norovírus, no momento não é possível.

4. Precisamos consultar um médico ?
Não, exceto os recém-nascidos, crianças muito jovens, e pelo contrário, pessoas muito velhas e muito frágeis.

A gastroenterite viral (a que conhecemos principalmente no inverno) deve ser curada com automedicação (paracetamol em caso de dor, sachês de reidratação, etc) porque, como mencionado acima, após cerca de 2 dias a gastroenterite desaparece por si só.

As recomendações são provenientes do NHS, um órgão público no Reino Unido. O objetivo da automedicação é para evitar sobrecarregar o pronto-socorro ou o médico da família e para limitar a propagação (sabemos que a gastroenterite é muito contagiosa).

Em caso de sintomas suspeitos, tais como uma diarreia forte e persistente, muco nas fezes, uma desidratação, uma diarreia profusa aquosa, em caso de retorno de sangue, consulte um médico.

5. Durante a gastroenterite qual alimentação devemos ter?
Primeiramente é importante notar que é necessário comer em pequenas doses, por exemplo, de 6 a 10 pequenas refeições durante o dia, ao invés de 3 refeições habituais.

Sobre o conteúdo dessas refeições, deve-se evitar alimentos condimentados ou legumes crus. Comer principalmente banana e purê de cenoura. Não se esqueça de tomar muito líquido, como chá, sopa e água de arroz (ver também questão 6).

Evite bebidas muito doces como Coca-Cola, pois açúcar em excesso pode piorar a diarreia.

6. Quais são os tratamentos para curar uma gastroenterite viral?
Distinguimos entre os tratamentos para crianças pequenas e bebês das crianças mais velhas e adultos.

Para crianças pequenas e bebês, em caso de desidratação leve, é possível utilizar soluções de reidratação disponível em farmácias. Além disso, a OMS recomenda a preparação da fórmula:

Fórmula OMS (simplificada)

– 8 colheres (chá) de açúcar;

– 1 colher (chá) de sal;

– Suco de 1-2 laranjas;

– 1 litro de água fervida (especialmente em países onde a água não é potável).

Administrar regularmente em pequenas quantidades para as crianças.

Esta fórmula é preferível à água de arroz. Esta última não contém hidratos de carbono suficiente.

Se a desidratação (olheiras, perda de peso, sede, etc) for marcante nos bebês, consulte imediatamente um médico!

7. Como evitar a contaminação do meio ambiente?
Sabemos que a gastroenterite é altamente contagiosa, o vômito contém uma quantidade enorme de vírus que pode se depositar sobre os móveis, etc. Portanto, é essencial lavar as mãos regularmente, especialmente no inverno (durante uma epidemia).

A roupa deve ser lavada acima de 60°C. Para a máquina que não lava a esta temperatura, a roupa deve ser colocado em um ambiente exterior por 14 dias.

Outras medidas eficazes de prevenção podem ser tomadas como a desinfecção de chãos, móveis, etc.

Entrevista realizada em Genebra por Xavier Gruffat (Editor da Creapharma/Criasaude)

Definição

A gastroenterite (também conhecida como gripe intestinal) é uma infecção da mucosa do tubo digestivo do estômago e do intestino.

A gastroenterite pode frequentemente provocar uma forte desidratação. Durante o inverno ela pode provocar verdadeiras epidemias, pois trata-se de uma infecção muito contagiosa.

As crianças são particularmente afetadas por esta doença.

Epidemiologia

Nos Estados Unidos, o CDC (Centers for Diseases Control and Prevention) estima que há anualmente 19 a 21 milhões de pessoas infectadas pelo norovírus, gerando  56.000 a 71.000 hospitalizações e 570 a 800 mortes por ano.

No mundo, todos os anos cerca de 453.000 crianças morrem antes dos 5 anos devido aos efeitos das infecções por rotavírus, de acordo com um estudo alemão publicado em 2017 na revista científica  Deutsches Ärzteblatt International (Dtsch Arztbl Int 2017, 114: 255 -62).

Causas

A gastroenterite é geralmente provocada por micróbios, então ela pode ser do tipo viral ou bacteriana:

Gastroenterite viral (causa mais frequente, mais de 80% dos casos nas epidemias de inverno): esta é uma infecção sazonal altamente contagiosa que se transmite facilmente pelo contato humano ao apertar as mãos e ao ir ao banheiro pelo contato fecal-oral (mãos que nos esquecemos de lavar que contamina a nós mesmos ou outro ao entrar em contato com outro indivíduo), contato com objetos contaminados e superfícies de alimentos ou bebidas contaminados, etc. Estes vírus geralmente causam grandes epidemias no inverno.

Saiba que os sintomas da gastroenterite viral são geralmente menos severos do que os da gastroenterite bacteriana (muitas vezes caracterizada por sangue nas fezes).

Rotavírus
Mais de uma centena de vírus são responsáveis pela gastroenterite viral, os mais famosos são rotavírus e norovírus. O rotavirus muitas vezes causa surtos de gastroenterites em crianças, a transmissão ocorre geralmente quando a criança coloca os dedos ou um objeto contaminado em sua boca.

Na maioria das vezes, os adultos não desenvolvem sintomas se contaminados com rotavírus, no entanto eles podem transmitir o vírus para as crianças mesmo sem apresentar sintomas. Existe uma vacina eficaz para prevenir a gastroenterite em crianças causada pelo rotavírus, pergunte ao seu médico.

 De acordo com um estudo alemão publicado em 2017, as infecções pelo rotavírus são a causa mais frequente de diarreia em crianças e crianças pequenas em todo o mundo.

Norovírus– O norovírus é tipicamente sazonal e geralmente prevalente na Europa e América do Norte no inverno até março.

– Estes vírus são facilmente transmitidos por via fecal-oral, por meio de uma bebida ou de um alimento contaminado, facilitando surtos em instituições e aglomerado de pessoas, tais como: asilos, hospitais, quartéis ou navios de cruzeiro. A contaminação dentro da mesma família também é muito comum.

– De acordo com o CDC norte-americano, a transmissão do norovírus ocorre em 61% dos casos através do contato direto ou por tocar em uma superfície contaminada. A transmissão direta do norovírus de pessoa para pessoa também é possível.

– Mundialmente, estima-se que os norovírus são os principais responsáveis de epidemias gastroentericas com sintomas como diarreia e, às vezes, vômitos. Existem várias cepas de norovírus. De acordo com o Profa.

Christine Moe da Universidade Emory, em Atlanta (EUA), há pelo menos 25 genótipos diferentes de norovírus e nesses genótipos há diferentes cepas, provavelmente centenas.

Essa quantidade diversa de diferentes vírus, é uma das razões pela qual é difícil de obter imunidade de uma temporada para outra, os vírus mudam o tempo todo e o corpo é incapaz de sintetizar os anticorpos necessários para combate-los.

Ainda de acordo com a Profa. Christine Moe, o norovírus é o grupo mais infeccioso de agentes patogênicos que se têm descrito. Estima-se que apenas 10 a 20 partículas do vírus vsão necessárias para infectar outro humano.
– Estima-se que o norovírus pode sobreviver, por exemplo, em uma superfície até 4 semanas, segundo estudos realizados pelo Prof. Moe, embora o cientista norte-americano ainda não tenham descoberto se o vírus presente em uma superfície pode causar doença em um ser humano. Outros estudos têm mostrado que o norovíru pode sobreviver até 2 meses em água à temperatura ambiente e pode causar a doença, como revelado em um artigo no jornal norte-americano de  referência The Wall Street Journal  de 24 de Janeiro de 2017.

Источник: https://www.criasaude.com.br/N2020/doencas/gastroenterite.html

Alimentação na gastroenterite

O que comer durante a gastroenterite

O termo “gastroenterite” refere-se a uma irritação e inflamação do tubo digestivo, incluindo o estômago e o intestino. E tem como causas mais comuns agentes virais, bactérias, parasitas e as intoxicações alimentares, e as queixas mais comuns são a diarreia, dor abdominal, cólicas, náuseas e vómitos.

A gastroenterite é um problema bastante comum na infância e em crianças pequenas. As crianças até aos 3 anos têm, em média, 1 a 2 episódios por ano, com um pico de incidência entre os 6 e os 23 meses. A diarreia tem habitualmente duração média de 5 a 7 dias.

Pode ser causada por uma infecção viral ou bacteriana. Outros organismos parasitários podem causar sintomas semelhantes aos gastrointestinais, como é o caso da bactéria Helicobacter pylori.

Cerca de 40% dos casos de diarreia nos primeiros 5 anos de vida devem-se ao Rotavírus e 30% a outros vírus. Em 20 a 30% são identificados agentes bacterianos (Salmonella, Campylobacter jejuni, Yersinia enterocolítica, E. colienteropatogénica ou Clostridium difficile).

Nos países do Sul da Europa, como Portugal, a Salmonella é a bactéria mais frequentemente envolvida.

Quais os sintomas da Gastroenterite?

Os sintomas principais da gastroenterite são diarreia e vómitos.

Pode ainda ocorrer dores de barriga, febre e dores de cabeça.

Os sintomas geralmente duram apenas alguns dias, mas podem durar até uma semana.

Quando a diarreia ou os vómitos são graves e persistentes, pode ocorrer desidratação, que se manifesta por olhos encovados, boca seca, sensação de língua grossa e redução do volume de urina, que adquire uma coloração escura.

Quais as causas de Gastroenterite?

A maioria das gastroenterites é causada pela ingestão de alimentos ou água contaminados por bactérias (Salmonella, Shigella, Campylobacter, E. coli, entre outras) ou vírus (Rotavirus, Norvovirus, Adenovirus, entre outros).

As infeções também podem ser transmitidas de pessoa para pessoa, sobretudo se alguém com diarreia não lavar bem as mãos depois de evacuar.

As infeções pela bactéria Salmonella podem-se contrair ao tocar em répteis, como tartarugas ou iguanas, e depois levar os dedos à boca.

Abordagem terapêutica

São diversas as causas da gastroenterite, e podem resultar em dor abdominal, diarreia e vómitos. Se os sintomas são agudos e a causa parece ser bacteriana, o tratamento adequado são os antibióticos. Porém, estes podem muitas vezes agravar a diarreia porque irritam o intestino.

Probióticos

É reconhecido a muito que a ingestão de probióticos – bactérias benéficas para o sistema  digestivo – durante a infecção reduz para metade o tempo de recuperação da diarreia (1,  2 , 3).

Além disso, se estiver a tomar antibióticos, esses perturbam as bactérias intestinais que nos mantém saudáveis.

Um suplemento de probióticos durante algumas semanas após uma infecção, ou durante e depois de tomar antibióticos, acelera bastante a recuperação do intestino, repovoando-o com bactérias intestinais normais e saudáveis.

As duas principais estirpes de bactérias que residem no intestino são a Lactobacillus acidophilus e a Lactobacillus bifidus (bifiídobactérias). Existe também outra estirpe chamada Lactobacillus rhamnosus (por vezes chamada Lactobacillus GG) e um tipo de levedura com o nome de Saccharomyces Boulardii que aceleram a recuperação da diarreia.

a Lactobacillus acidophilus e a Lactobacillus bifidus são nas melhores estirpes para a recuperação das bactérias intestinais após a administração de antibióticos. Embora o iogurte, que contém bactérias, seja bom, precisamos de cerca de 5-10 mil milhões de organismos ativos para produzir algum efeito.

Como tal, há a necessidade de ingerir suplementos. Estes são melhores quando tomados com os estômago vazio, porque o ácido do estômago destrói apenas uma parte dessas bactérias – mas não todos – quando ingeridos desta maneira. Pois o suco gástrico é libertado quando comemos alimentos ricos em proteínas.

Vitamina C também ajuda

A vitamina C é antibacteriana e antiviral, mas é mais eficaz contra os vírus. Muitos casos de gastroenterite são causados por vírus, como o rotavírus e o norovírus.

Uma elevada dose de vitamina pode ajudar a acelerar a recuperação, mas é também uma espada de dois gumes pois pode também causar diarreia.

A dose ideal é quantidade que se consegue tomar sem provocar essa consequência (conhecida com tolerância intestinal).

Como a vitamina C é expelida do organismo em poucas horas, os melhores resultados sao alcançados tomando 500-1000 mg. Sua forma pura tem por nome ácido ascórbico, e a forma mais suave e alcalina tem o nome de, ascorbato.

Esta vitamina tem também o conveniente de promover o efeito dos antibióticos e ajuda na recuperação de Helicobacter pylori, uma infecção bacteriana que pode levar a causa de úlcera no estômago.

Vitamina B3, para manter os microorganismos mais resistentes

Os microorganismos multiresistentes, como as infecções estafilocócicas resistentes aos antibióticos, estão a tornar-se um problema grave, atingindo milhares de pessoas. Investigadores do Instituto Linus Pauling descobriram que altas doses de vitamina B3, pode aumentar em mil vezes a capacidade das células imunitárias no combate as bactérianas Staph.

Os testes foram feitos tanto em animais de laboratório como em sangue humano. A vitamina, administrada sob a forma se niacinamida, aumentou a imunidade natural, elevando dramaticamente o numero de neutrófilos, um tipo especial de glóbulos brancos capazes de combater bactérias nocivas.

A dose diária recomendada (DDR) para a vitamina B3 é de 18 mg, pelo que a quantidade suplementada terá de ser muito superior, os ensaios sugerem – 1000-3000 mg – para que haja combate eficaz na luta contra as infecções bacterianas, não sendo assim possível obter esse resultado por meio da dieta.

Uma boa hidratação

Para que sofre de gastroenterite, o principal risco é a desidratação crónica.

Se tiver diarreia aguda, boca seca e olhos encovados, se sentir extremamente fraco e quase na consegue urinar, é vital procurar um médico, que lhe dará alguns sais de hidratação com água.

Os sais são essenciais porque, se o organismo perde muito líquido com a diarreia aguda, os minerais vitais, incluido sódio (sal), esgotam-se e poderá ter consequências nefastas para o organismo. Como tal, é importante não deixar de ingerir líquidos.

Escolha os alimentos correctos

A intoxicação alimentar é geralmente o resultado de uma infecção por estafilococos, salmonetes ou Campylobacter, todas podem ser tratadas com recurso ao antibióticos apropriado. Muitos incidentes gástricos ocorrem depois da ingestão de alguns alimentos, como é o caso de voltar a congelar alimentos descongelados. Os mesmos cuidados aplicam-se quando os prepara e come em casa.

Todavia, como já refecido anteriormente a vitamina B3 revelou ser altamente eficaz contra as infecções estafilocócicas.

Os causadores mais comuns das intoxicações alimentares são a carne e o frango malcozinhados, os peixes pouco frescos (especialmente o atum), os mariscos e os ovos, as verduras que estiveram expostas a estrume afinal ou água contaminada também podem ser causadores.

Pode reduzir o risco:

  • Comer alimentos frescos, idealmente do cultivo local e biológico. Lave sempre cuidadosamente as frutas e os vegetais descascados e lave a carne, as aves e o peixe antes de os preparar.
  • Comer ovos biológicos, rejeitando os que tenham a casca danificada e cozinhando-os bem.
  • Apenas comer peixe cru quando souber que é fresco e de boa qualidade, assim como igualmente o marisco.
  • Apenas beber água engarrafada ou fervida em áreas com alto risco de água contaminada.

Embora possa não ter vontade de comer, o sistema imunitário precisa de proteínas para se manter forte. O consumo de sopas com feijão ou lentilhas ou um caldo de carne é uma forma suave de se manter nutrido e hidratado.

Protecção natural

O alho contém alicina, um líquido oleoso que lhe dá o cheiro intenso que é antiviral, antifúngico e antibacteriano. Rico em aminoácidos que contém enxofre, também age como um antioxidante.

A alicina é, sem dúvida, um aliado importante no combate contra as infecções.

Considere o consumo diário de um dente de alho, especialmente se estiver de viagem em regiões onde a intoxicação alimentar for mais comum.

A glutamina é um aminoácidos (Um elemento básico das proteínas) que ajuda o intestino a recuperar quando tomado após ou durante uma infecção. Os antibióticos embora que necessários em alguns casos, em também têm o seu impacto no intestino e a glutamina ajuda as células saudáveis da tarde intestinal a regenerarem-se após o uso de antibióticos.

O extrato de sementes de toranja é um poderoso agente antimicrobiano. A sua tarde vantagem, porém, é que não afecta negativamente as bactérias benéficas no intestino. Pode ser adquirido sob a forma de gotas e bebido ou como anti-séptico, também pode ser usado como gotas para o nariz ou para ouvidos, dependendo do local de infecção.

O zinco, um dos mais importantes numerais imunoprotectores, encontra-se em grandes quantidades nas oleaginosas e sementes, bem como no peixe, marisco e ovos. Em caso de suplementação certifique se tem pelo menos 10 mg por dia, embora a dose ideal para o combater uma variedade de infecções seja de 30 mg diários.

Melhores Alimentos 

  • Água
  • Sopa de feijão, lentilhas e vegetais ou caldo de carne (como um consommé)
  • Sumos vegetais
  • Papas de aveia com sementes moídas

Piores Alimentos

  • Carne, peixe e ovos malcozinhados
  • Peixe pouco fresco, especialmente o atum, ou marisco
  • Vegetais crus em áreas conhecidas pelo alto risco de infecção
  • Açúcar (“alimenta” as bactérias patogénicas)

Precaução

Se não estiver melhor passado alguns dias ou se os seus sintomas são agudos ou se tem algum sinal de desidratação, é muito importante procurar imediatamente um médico. É melhor não tomar suplementos de ferro, nem muti itaminico com ferro, ao mesmo tempo que tomar antibióticos, porque reduz a absorção de alguns deles.

Источник: http://www.nutricaointegrativa.com/alimentacao-na-gastroenterite/

O que comer durante a gastroenterite

O que comer durante a gastroenterite

A gastroenterite é uma infecção intestinal que normalmente é causada pelo consumo de alimentos contaminados, provocando sintomas como dor abdominal, diarreia e vômitos, além de febre e dor de cabeça nos casos mais graves. Por causar vômitos e diarreia, é muito importante que se aumente o consumo de água durante o dia, para evitar uma possível desidratação.

Os alimentos na dieta de alguém com gastroenterite devem ter baixo conteúdo de fibras e, por isso, é aconselhado que os vegetais sejam consumidos preferencialmente cozinhados e as frutas sem casca. Além disso, deve evitar-se a ingestão de alimentos que podem causar irritação do intestino como o café ou a pimenta, devendo preparar-se as comidas da forma mais simples possível.

Durante a gastroenterite, é recomendado consumir alimentos de fácil digestão para deixar o estômago e o intestino descansarem para acelerar a recuperação da doença, como por exemplo:

  • Frutas cozinhadas como maçã e pera sem casca, banana verde, pêssego ou goiaba;
  • Vegetais cozinhados ao vapor e sem casca, como cenoura, abobrinha, berinjela ou abóbora;
  • Cereais não integrais, como arroz branco, macarrão branco, farofa, tapioca;
  • Batata cozida e purê de batata;
  • Gelatina;
  • Iogurte natural e queijo branco, como requeijão ou ricotta;
  • Carnes com pouca gordura, como frango ou peru sem pele, peixes brancos;
  • Sopas de vegetais e verduras coadas;
  • Chás calmantes como camomila e cidreira, com gengibre.

Pode ser recomendado também consumir probióticos e beber bastantes líquidos para manter a hidratação e repor a água perdida na diarreia ou nos vômitos. Além da água pura, pode-se utilizar chás e soro caseiro que deve ser tomado após cada ida ao banheiro. 

Confira no vídeo a seguir como preparar o soro caseiro:

Como se manter hidratado

Devido aos vômitos e diarreia intensos, a gastroenterite pode causar desidratação severa, principalmente nos bebês e crianças. Assim, é importante ficar atento a possíveis sinais de desidratação como diminuição da frequência para urinar, choro sem lágrimas, lábios secos, irritabilidade e sonolência, por exemplo. 

Para repor os líquidos perdidos através da diarreia e dos vômitos deve-se ingerir água, água de coco, sopas ou chás. Além disso, para repor os minerais perdidos deve-se dar soro caseiro ou sais de re-hidratação oral, que se pode comprar na farmácia.

No caso de crianças, deve-se dar a quantidade de soro ou sais de re-hidratação que tenham vontade de beber logo após a evacuação, já que o corpo produzirá a sensação de sede para repor a água que perdeu. Mesmo que a criança não pareça estar desidratada, deve-se, pelo menos, oferecer 1/4 a 1/2 xícara de soro, quando tem menos de 2 anos, ou 1/2 a 1 xícara, se tiver mais de 2 anos, após cada evacuação.

Se existirem vômitos, deve-se começar a re-hidratação com pouca quantidade, oferecendo 1 colher (de chá) de soro a cada 10 minutos, em bebês pequenos, ou 1 a 2 colheres (de chá) a cada 2 a 5 minutos, para crianças maiores. A quantidade oferecida pode ser aumentada gradualmente a cada 15 minutos, garantindo que a criança consegue tolerar bem, sem vomitar.

Já nos adultos, para repor a quantidade de líquidos, deve-se beber a mesma quantidade de soro de acordo com o que é perdido nas fezes ou vômitos.

Veja no vídeo a seguir outros conselhos que ajudam a tratar a diarreia:

Alimentos que devem ser evitados

Os alimentos proibidos durante a gastroenterite são aqueles de difícil digestão e que estimulam uma maior movimentação no estômago e no intestino, como:

  • Café e outros alimentos com cafeína, como refrigerantes de cola, chocolate e chás verde, preto e mate;
  • Frituras, pois o excesso de gordura pode causar diarreia;
  • Alimentos que produzem gases, como feijão, lentilha, ovo e repolho;
  • Vegetais crus e folhosos, pois são ricos em fibras que podem causar inchaço abdominal e diarreia;
  • Alimentos ricos em fibras, como pão, macarrão ou biscoito integral;
  • Frutas laxantes, como mamão, ameixa, abacate e figo;
  • Sementes como chia e linhaça, pois aceleram o trânsito intestinal;
  • Oleaginosas, como castanha, amendoim e nozes, pois são ricas em gordura e podem causar diarreia;
  • Carnes processadas e ricas em gordura, como salsicha, linguiça, presunto, mortadela e bacon.
  • Peixe azul, como salmão, sardinhas ou truta;
  • Produtos lácteos, como queijos, leite, manteiga, leite condensado, creme de leite ou margarina.

Além disso, deve-se evitar molhos picantes, molhos industrializados, bechamel ou maionese, pimenta, assim como comidas rápidas ou congeladas.

Cardápio da dieta para gastroenterite

A tabela a seguir trás o exemplo de um cardápio de 3 dias para tratar a crise de gastroenterite:

RefeiçãoDia 1Dia 2Dia 3
Café da Manhã1 copo de suco de goiaba + 3 torradas com geleiachá de camomila e gengibre + 1 tapioca pequena com banana cozida1 iogurte natural + 1 fatia de pão com queijo branco
Lanche da manhã1 maçã cozida1 copo de suco de laranja coado1 banana amassada com 1 colher de aveia
Almoço/Jantarsopa de frango desfiado com batata e cenourapurê de batata com carne moídaarroz branco bem cozido com frango e legumes cozidos
Lanche da Tardechá de casca de laranja ou camomila + 1 fatia de pão branco1 banana + 3 torradas com requeijão. Uma maçã sem casca ou purê me maçã1 copo de suco de maçã + 1 5 bolachas de água e sal

Além de ter cuidado na alimentação, também pode ser necessário o uso de medicamentos probióticos para repor a flora intestinal e acelerar a recuperação do intestino. 

Источник: https://www.tuasaude.com/dieta-para-gastroenterite/

ProGastro

O que comer durante a gastroenterite

Gastroenterite é um infecção do aparelho digestivo, principalmente do intestino delgado. A doença é geralmente breve, durando de 2 a 5 dias.

Qual é a causa?

A gastroenterite infecciosa pode o ocorrer por intoxicação alimentar, sendo nestes casos causada por infeccção por bactérias como Salmonella, Shigella e Campylobacter presente em alimentos ou água contaminados. Alguns parasitas, medicamentos ou outras condições médicas podem causar sintomas semelhantes.

Porém a grande maioria dos casos são causados por infecção viral. Muitos tipos de vírus podem causar gastroenterite, sendo o principal o rotavírus. Os fluidos corporais de pessoas infectadas contêm o vírus, às vezes até mesmo antes de os sintomas começarem.

O vírus pode ser transmitido pelo contato direto com uma pessoa infectada. Por exemplo, você pode obtê-lo pelo beijo ou aperto de mãos ou através da partilha de alimentos, bebidas, ou utensílios de cozinha.

O vírus irrita o estômago e intestino. Quando o estômago e intestino estão irritados, eles não funcionam tão bem como deveriam. Assim o alimento pode se mover mais rápido através de seu aparelho digestivo.

Quais são os sintomas?

  • náusea
  • vômito
  • dores de estômago
  • diarréia
  • cansaço
  • calafrios
  • perda de apetite
  • dores musculares

A doença pode se desenvolver ao longo de dias, ou pode de repente começar com dores de estômago, vômitos ou diarréia. Se os sintomas forem grave ou se durarem mais do que alguns dias, o seu médico pode investigar para ver se a diarréia é causada por algo que não seja um vírus.

Como é feito o diagnóstico?

Seu médico irá perguntar sobre seus sintomas. Você pode ter que fazer exames de laboratório para excluir doenças mais graves e para verificar se há problemas que podem ser causados pela gastroenterite, como a desidratação.

Como é tratada?

A coisa mais importante a fazer é descansar o estômago e intestino. Você pode fazer isso não comendo alimentos sólidos no período e beber apenas líquidos claros.

Quando os sintomas desaparecem, você pode começar a comer alimentos leves que são fáceis de digerir. Se você estiver vomitando muito, o melhor é fazer apenas pequenos goles freqüentes de líquidos.

Beber muito de uma só vez pode causar mais vômito.

A escolha de líquidos é importante. Se a água é o único líquido que você pode beber sem vomitar, beba apenas agua. No entanto, se você estiver vomitando com freqüência ou por muito tempo, você deve substituir os minerais, sódio e potássio, que são perdidos quando você vomita. Pergunte ao seu médico que bebidas esportivas ou bebidas de reidratação podem ajudá-lo a substituir estes minerais.

Evite líquidos que são ácidos (como suco de laranja) ou cafeinados (como o café ou chá preto) ou que contenham gás. Não beba leite até que você melhore totalmente da diarréia.

Quanto aos alimentos, bolachas, torradas, macarrão simples, gelatina, maçã são boas primeiras escolhas. Evite alimentos que são ácidos, condimentados, gordurosos, ou fibrosos (como carnes, grãos grosseiros, legumes). Evite também produtos lácteos (como queijo). Você pode começar a comer esses alimentos novamente em 3 dias ou mais, quando todos os sinais da doença passaram.

Prefira

Chás (mate, erva-doce, erva-cidreira, hortelã, casca de goiaba, etc.);

Sopa de legumes (chuchu, abobrinha, cenoura, batata, inhame, mandioquinha, abóbora, tomate sem pele e sem sementes, etc.);

Arroz, macarrão, semolina, fubá, água de arroz, amido de milho, cuzcuz de tapioca, torrada, biscoito de amido de milho, bolacha de água e sal, pão francês;

Frutas (maçã sem casca, caju, goiaba, banana-prata, pera sem casca, maracujá, limão e pêssego);

Água de coco, bebidas isotônicas, água filtrada ou fervida;

Sucos (limão, maçã cozida, caju, goiaba coado);

Carnes magras assadas, grelhadas ou cozidas (frango e peixe sem pele);

Gelatina, sagu, purê de frutas (maçã, pera, banana-maçã e goiaba.

Evite

Leite e derivados (queijo, requeijão, creme de leite, iogurte, manteiga);

Farinha e derivados de aveia, cevada e centeio (contém alto deor de gordura);

Sorbitol, xilitol, e manitol (encontrados em produtos dietéticos);

Café e qualquer outro produto que possua cafeína;

Bebidas gaseificadas, como refrigerantes e água com gás;

Bebidas fermentadas como vinho e cerveja;

Oleaginosas, como nozes, amendoim, abacate e castanha;

Vegatis folhosos (alface, agrião, espinafre, acelga, couve, etc.);

Vegetais ricos em ácidos estimulantes, da contração vesicular (alcachofra, pimentão, alho, cebola e alho poró);

Frutas laxantes (laranja, melancia, melão, mamão, ameixa, abacaxi, uva e figo);

Frituras e condimentos (catchup, mostarda, orégano e pimenta;

Alimentos ricos em enxofre (brócolis, cebola, couve-flor, nabo, pimentão, repolho, rabanete, taioba, grão de bico, ervilha, lentilha, feijão, batata doce, pepino e couve-de-bruxelas;

Carnes gordurosas;

Doces, chocolates, e biscoitos recheados;

Quanto tempo duram os efeitos?

Gastroenterite raramente dura mais do que 1 a 3 dias. No entanto, pode levar de 1 a 2 semanas para que seus hábitos intestinais voltem completamente ao normal. Pode ser uma doença grave em pessoas cujo sistema imunológico não está funcionando corretamente.

A desidratação é uma complicação potencialmente grave da gastroenterite. Isso pode acontecer se o seu corpo perde muito líquido porque causa do vômito ou diarréia. Se você está gravemente desidratado, você pode precisar receber fluidos por via intravenosa (IV). Em crianças e idosos, a desidratação pode rapidamente tornar-se uma ameaça à vida.

Como posso me cuidar ?

  • Descanse seu estômago e intestinos seguindo as orientações de dieta sugeridas durante a doença, mas certifique-se de evitar a desidratação bebendo bastante líquidos. Beber apenas pequenas quantidades se você estiver vomitando e tendo problemas para manter alimentos e líquidos em seu estômago.
  • Não tome aspirina, diclofenaco, ou outros antiinflamatórios não-esteróides (AINEs) sem verificar com o seu profissional de saúde.

Procure o hospital se:

  • Seus sintomas estão piorando.
  • Você continua a ter sintomas graves (vômito ou diarréia freqüente) por mais de 1 ou 2 dias, ou você não está ficando melhor depois de alguns dias.
  • Você começar a ter sintomas que não são geralmente causadas por gastroenterite, como sangue no seu vômito, diarréia sanguinolenta, ou dor abdominal grave.

O que posso fazer para ajudar a prevenir a gastroenterite?

A maneira mais eficaz para evitar a propagação da gastroenterite é a lavagem frequente das mãos completamente.

Além disso, evitar o contacto com os fluidos corporais de uma pessoa infectada, incluindo saliva. Não compartilhar alimentos ou talheres com alguém que estiver com gastroenterite.

Источник: http://www.progastrojoinville.com.br/enciclopedia/gastroenterite

Dieta para Gastroenterite – O Que Comer

O que comer durante a gastroenterite

A gastroenterite é uma doença caracterizada pela inflamação e irritação dos intestinos e do estômago, que é provocada por uma infecção bacteriana ou viral.

  Continua Depois da Publicidade  

A condição pode ser espalhada por meio do contato com alguma pessoa infectada pelo seu vírus, através da água ou do alimentado contaminado ou pelo fato da pessoa deixar de lavar as mãos depois de utilizar o banheiro ou de trocar as fraldas de um neném.

Ainda que seja menos comum, também é possível pegar a gastroenterite por meio de metais pesados presentes na água como mercúrio, arsênio, cádmio e chumbo, pelo consumo de muitos alimentos ácidos como frutas cítricas, através de toxinas que podem ser encontradas em alguns frutos do mar e por medicamentos como antibióticos, antiácidos, laxantes e remédios quimioterápicos.

A doença pode ser bastante desagradável, entretanto, ela se dissipa dentro de um intervalo de aproximadamente uma semana. Ela pode atingir pessoas de todas as idades, porém, é particularmente comum em crianças pequenas.

Os sintomas associados à gastroenterite são: diarreia líquida repentina, dor de estômago, cólica, febre, náusea, dor de cabeça, perda de apetite, dores nos membros e desidratação, que pode ser provocada pelo vômito e pela diarreia.

O que comer? Dieta para gastroenterite

De acordo com o NHS Scotland, quando a pessoa experimentar diarreia repentina e vômito, deve ficar em casa até que se sinta melhor e só pode voltar para a escola, faculdade ou trabalho no mínimo 48 horas que os sintomas da gastroenterite tiverem ido embora, visto que a doença pode ser facilmente transmitida.

Já a Mayo Clinic, organização de serviços médicos e pesquisas médico-hospitalares dos Estados Unidos, orienta quem suspeita que tem a gastroenterite a deixar de comer durante algumas horas para permitir que o estômago se acomode.

Falando sobre a dieta para gastroenterite, o sistema público de saúde de Escócia recomenda consumir bastante água – mais do que o costumeiro, pois há a necessidade de repor os fluidos eliminados por meio do vômito e da diarreia.

Segundo o NSH Scotland, o melhor mesmo é tomar água, entretanto, a pessoa também pode ingerir o líquido por meio de sucos de frutas (ou vegetais) e sopas. Quando houver sinais de desidratação como boca seca ou urina escura, a organização recomenda utilizar bebidas especiais para reidratação como o soro encontrado em farmácias.

  • Veja mais: Dicas para beber mais água na dieta.

Pele seca, sensação de vertigem e muita sede são outros sintomas de desidratação. Quando o paciente com gastroenterite tiver qualquer um dos sinais de desidratação, o médico deverá ser informado.

  Continua Depois da Publicidade  

Além da água, a Mayo Clinic também indica a ingestão de bebidas esportivas para prevenir a desidratação. Porém, a organização alerta que tomar os líquidos muito rapidamente pode piorar a náusea e o vômito e recomenda que a pessoa ingira com frequência pequenas quantidades de fluidos ao longo de algumas horas em vez de beber tudo de uma única vez.

Na hora de comer, o ideal é optar por pequenas quantidades de alimentos como sopa, arroz, macarrão e pão dentro da dieta para gastroenterite, completou o sistema público de saúde da Escócia.

As sopas e caldos utilizados na dieta para gastroenterite devem ser feitos com ingredientes que possam ser facilmente digeridos, como macarrão cozido e grãos e vegetais macios.

Incluir os vegetais na sopa é uma maneira de aumentar o aporte de antioxidantes ao corpo, o que fortalece a habilidade do organismo para lutar contra infecções e doenças.

Recomenda-se ainda deixar de lado os temperos picantes, que podem piorar os sintomas ou desagradar o apetite, substituindo-os por temperos mais leves como aipo seco ou salsinha.

Adicionalmente, produtos à base de grão como pães, cereais e arroz fornecem quantidades significativas de glicose, que é a principal fonte de energia do corpo. Os grãos integrais contêm mais nutrientes, fibras e proteínas, porém, são mais difíceis de ser digeridos durante a gastroenterite, completou ela.

Assim, durante a recuperação, o conselho é optar por pães macios, arroz branco enriquecido ou arroz integral, cuscuz e sopa de cevada, por exemplo, na dieta para gastroenterite.

No mesmo sentido, a Mayo Clinic indica o consumo de alimentos brandos e de fácil digestão como gelatina, torradas, banana e frango. Conforme a organização, é aconselhável comer pequenas porções de alimento com frequência para quem tem a náusea e dar uma pausa no comer caso a náusea retorne.

  Continua Depois da Publicidade  

Além disso, na dieta para gastroenterite é necessário evitar leite e produtos laticínios, cafeína, bebidas alcoólicas, nicotina e comidas gordurosas ou muito temperadas, por exemplo, durante alguns dias, completou a organização.

Alimentos como os produtos laticínios podem agravar a diarreia. A recomendação do Centro Coordenador Nacional de Informações sobre Doenças Digestivas dos Estados Unidos é incorporar alimentos macios e brandos como a banana e a batata conforme a diarreia começar a apaziguar.

Outros itens que podem ser úteis no decorrer do tratamento na dieta para gastroenterite são maçãs ou peras descascadas e assadas, couve-flor cozida ao vapor e cenoura bem cozida.

Outras recomendações

A pessoa com gastroenterite também precisa descansar bastante durante o processo de recuperação da doença. Ela ainda pode tomar medicamentos para febre, para dores, contra a medicação e contra a diarreia.

Porém, o ideal é que ela ligue para o médico ou consulte o seu farmacêutico de confiança para checar quais tipos de remédios são indicados para ela e quais ela pode usar, tendo em vista seus sintomas e o seu histórico de saúde e uso de medicamentos.

Quando a pessoa tiver sintomas de desidratação severa (tontura persistente, perda de consciência e passagem de pouca ou nenhuma urina), diarreia com sangue, vômito constante com incapacidade de reter líquidos no corpo, febre acima de 38º C ou os sintomas da gastroenterite não começarem a melhorar dentro de alguns dias, ela deve buscar rapidamente a ajuda do médico.

O médico também deve ser procurado por pessoas que retornaram nas últimas semanas de um local onde o saneamento é precário e por quem esteja experimentando o vômito e a diarreia e já sofra com uma condição subjacente como doença renal, doença inflamatória intestinas ou tenha um sistema imunológico enfraquecido.

Lembre-se ainda de que os dados apresentados aqui servem apenas de informação – qualquer diagnóstico ou tratamento pode ser determinado somente por um médico.

O que você achou dessas dicas de dieta para gastroenterite? Já sofreu com essa condição e não sabia o que comer direito durante o tratamento? Comente abaixo!

(10 votos, média: 4,30 de 5)
Loading…

Источник: https://www.mundoboaforma.com.br/dieta-para-gastroenterite-o-que-comer/

Dieta para a gastroenterite: o que comer para minimizar a desidratação e perdas nutricionais

O que comer durante a gastroenterite

A gastroenterite consiste numa irritação e inflamação do tubo digestivo, incluindo o estômago e o intestino, sendo uma condição mais frequente na infância, em particular até aos 3 anos.

Sendo uma condição relacionada com o tubo digestivo e que afeta a digestão e absorção dos alimentos, é previsível que, perante esta situação, seja necessário adotar alguns cuidados alimentares, mais precisamente uma dieta para a gastroenterite, onde se incluem e excluem determinados alimentos em função do seu efeito nestas circunstâncias.

Gastroenterite: principais causas e sintomas

As principais causas para este problema são agentes virais, bactérias, parasitas e as intoxicações alimentares, sendo esta última a principal causa no adulto.

A maioria das gastroenterites é causada pela ingestão de alimentos ou água contaminados por determinadas bactérias, nomeadamente Salmonella (a mais comum em países Europeus como Portugal), Shigella, Campylobacter, e E. coli, ou vírus como Rotavirus, Norvovírus, Adenovirus, entre outros.

A falta de higiene na preparação e manuseamento dos alimentos, bem como a sua refrigeração, reaquecimento ou confeção inadequadas são os principais meios de transmissão.

As infeções também podem ser transmitidas de pessoa para pessoa, quando os cuidados de higiene de uma pessoa infetada não são os mais adequados.

Relativamente aos principais sintomas, consistem em diarreia, dor abdominal, cólicas, náuseas e vómitos, o que dificulta a absorção de nutrientes e a hidratação – dois pontos chave a considerar durante o tratamento desta condição. Pode ainda ocorrer febre e dores de cabeça em casos mais avançados.

Os sintomas geralmente duram poucos dias, mas também podem durar até uma semana, sendo o principal meio de diagnóstico desta condição, que não requer exames específicos.

Dieta para a gastroenterite: o que comer para minimizar perdas nutricionais

Apesar de não existir um tratamento específico para a gastroenterite, além da eventual utilização de antibióticos (caso a origem seja bacteriana), a alimentação é muito importante. Com efeito, uma dieta para gastroenterite deve privilegiar:

Alimentos de fácil digestão

Neste caso, trata-se de alimentos com baixo teor de fibra, lactose e gordura, nomeadamente farináceos não integrais (massa, arroz, pão, cereais pouco açucarados), carnes magras como frango ou perú, peixe branco como pescada, por ex.

Bolachas com baixo teor de açúcar e gordura também podem ser uma opção, nomeadamente bolachas de água e sal ou tostas (não integrais).

A fruta deverá ser consumida sem casca (para evitar a fibra) e consumida preferencialmente cozida. Para este efeito, a maçã e a pêra são ótimas opções. A banana (verde), por ser rica em potássio também pode ser uma boa opção, desde que consumida.

Legumes cozidos como cenoura e abóbora também são boas opções que até pode adicionar a um caldo.

Alimentos com probióticos

Sendo os probióticos benéficos para a reconstituição da flora intestinal danificada, caso tolere bem, pode incluir iogurte, kefir e queijo com baixo teor de gordura, idealmente sem lactose na sua dieta.

Por outro lado, alimentos como frutos secos, leite, bebidas com cafeína, leguminosas, alimentos fritos ou com elevado teor de gordura, alimentos picantes e alimentos doces como chocolates, bolachas, gelados, entre outros, são alimentos que não devem fazer parte desta dieta.

Além dos alimentos a preferir e a evitar, tenha o cuidado de fracionar mais as refeições ao longo do dia porque não vai ter muito apetite, mas é importante que coma, ainda que muito pouco de cada vez.

A importância da hidratação

A hidratação é fundamental para uma boa recuperação, visto que ocorre uma perda acentuada de líquidos através dos vómitos e da diarreia, que podem conduzir a estados marcados de desidratação e dificultam a recuperação.

Além da água, perdem-se também minerais importantes como o sódio, potássio, magnésio, que devem ser repostos através dos alimentos anteriormente mencionados ou através de soluções orais concentradas que podem ser compradas nas farmácias.

O essencial passa por assegurar a ingestão fracionada de líquidos, nomeadamente água ou chá (que poderá ter açúcar adicionado). Se optar por chá, camomila ou cidreira serão a melhor opção para acalmar o estômago.

Para as refeições, pode optar por caldos ricos em água, nos quais poderá acrescentar arroz ou massa cozida e ainda adicionar uma fonte proteica como carne branca ou peixe branco e até legumes cozidos como cenoura. Neste caso, adicionar um pouco de sal pode ser vantajoso para repor os níveis de sódio.

como prevenir uma gastroenterite

Como em muitas outras condições / problemas, a prevenção é sempre o melhor remédio.

Entre as principais medidas de prevenção destacam-se as seguintes (1):

  • Lave as mãos várias vezes ao dia, em particular antes de cozinhar e preparar os alimentos;
  • Lave muito bem os utensílios de cozinha utilizados na preparação e confeção dos alimentos, sobretudo aqueles que estiverem em contacto com carne, peixe e ovos crus;
  • Não use os mesmos recipientes onde colocou carne ou peixe crus para armazenar alimentos cozinhados, a menos que os tenha lavado bem;
  • Não guarde a carne ou peixe crus por mais de dois dias no frigorífico;
  • Cozinhe sempre as refeições pré-preparadas à temperatura e tempo recomendados nas embalagens;
  • Quando viajar para locais onde as condições sanitárias não são as melhores, coma apenas alimentos cozinhados na hora. Evite vegetais crus (saladas, por exemplo); fruta, só depois de bem lavada e descascada; água, só engarrafada ou fervida.

Источник: https://www.vidaativa.pt/dieta-para-gastroenterite/

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: