O que comer na gestação para o bebê ganhar mais peso

Contents
  1. Como não engordar na gravidez
  2. Até quantos quilos é normal engordar na gravidez?
  3. Fibras
  4. Verduras
  5. Carnes
  6. Alimentos que evitam o enjoo
  7. Água e leite
  8. Alimentos que causam alergia
  9. Industrializados
  10. Álcool
  11. Cafeína
  12. Como fazer um cardápio para gestante
  13. 5 hábitos que fazem engordar durante a gravidez
  14. O mau hábito de satisfazer os desejos lhe dá “licença” para comer em excesso
  15. O mau hábito de dormir depois de comer engorda
  16. Parar de fazer qualquer tipo de exercício físico contribuirá para o ganho de peso
  17. Não cumprir as 5 ou 6 refeições por dia recomendadas pelo ginecologista pode levar você a comer mais
  18. Entre os hábitos que engordam está o consumo de refrigerantes
  19. Se você engordar durante gravidez é devido aos maus hábitos
  20. Quais seriam os alimentos calóricos para o bebê ganhar peso?
  21. Alimentos calóricos para seu bebê ganhar peso: faça boas escolhas
  22. Confie no seu bebê
  23. Para aprender mais…
  24. Gestação: Como nutrir seu bebê para que ele atinja o potencial máximo de desenvolvimento | Familia
  25. 1. Vitaminas
  26. 2. Proteínas
  27. 3. Lipídios
  28. 4. Carboidratos
  29. 5. Minerais
  30. 6. Jejum
  31. Dieta para não engordar demasiado na gravidez
  32. Como controlar o aumento de peso durante a gravidez
  33. 1.Um bom pequeno-almoço
  34. 2. Comer seis vezes por dia
  35. 3. Escolher alimentos de baixa densidade calórica
  36. 4. Fibras para reduzir o índice de glicemia
  37. 5. Beber muita água
  38. 6. Mastigar devagar
  39. 7. Comer pouco mas de tudo
  40. 8. Cuidado com a forma de preparação dos alimentos
  41. Qual é o ganho de peso ideal na gravidez?
  42. Fatores que promovem o ganho de peso
  43. Ganho de peso ideal na gravidez
  44. Ganho de peso indicado para gravidez de feto único:
  45. Ganho de peso indicado para gravidez de gêmeos:
  46. Consequências do ganho de peso gestacional excessivo ou insuficiente
  47. Referências
  48. Restição de Crescimento Intra-Uterino (RCIU)
  49. Causas da restrição de crescimento intra-uterino
  50. Sintomas da Restrição de Crescimento Intra-Uterino
  51. Diagnóstico de Restrição de Crescimento Intra-Uterino
  52. Tratamento da Restrição de Crescimento Intra-Uterino

Como não engordar na gravidez

O que comer na gestação para o bebê ganhar mais peso

O primeiro ponto para esclarecermos é que engordar durante a gravidez é completamente normal. As mudanças que ocorrem no seu corpo vão alterar também o seu peso e isso não é motivo para preocupação. O problema está em engordar além do necessário ou não ganhar peso suficiente, já que ambos colocam em risco a sua saúde e a do bebê.

Esqueça dietas de emagrecimento e a história de que é preciso comer por dois. O melhor mesmo é ingerir uma grande variedade de nutrientes, mantendo uma dieta balanceada que supra as suas necessidades.

Para te ajudar a escolher a sua alimentação ideal, preparamos este post sobre como não engordar na gravidez. Confira as nossas dicas e bom apetite!

Até quantos quilos é normal engordar na gravidez?

Durante a gravidez, é normal engordar de 9 a 12 quilos.

No início, esses quilos extras pertencem principalmente ao seu corpo, que sofre mudanças com o aumento do líquido amniótico, da placenta, do tecido mamário e das reservas de gordura e proteína.

No primeiro trimestre, é comum ganhar entre 500 gramas e 2 quilos. Chegando próximo ao final da gestação, o bebê começa a crescer mais, adquirindo 200 gramas por semana e nascendo com, mais ou menos, 3 quilos.

Mesmo depois do parto, parte desse peso extra permanece no seu corpo. Você pode ir perdendo aos poucos esses quilos, com exercícios e uma dieta equilibrada, rica em nutrientes para amamentar bem seu filhote.

Uma mulher que não ganha peso como deveria pode ter um bebê subnutrido e um parto prematuro. Já a mãe com sobrepeso é mais propensa a ter complicações durante a gestação e o parto, dando à luz a um bebê com risco de hipertensão, diabetes e obesidade infantil.

Para evitar esses riscos, é preciso que você siga uma dieta que atenda às suas necessidades energéticas, sem causar aumento excessivo de peso ou emagrecimento.

Fibras

Grãos, arroz, pães integrais, frutas, legumes e verduras são ótimas fontes defibra e nutrientes essenciais.

Investir nesses alimentos ajuda no funcionamento do intestino, naturalmente mais preguiçoso durante a gestação, e dá uma sensação de saciedade maior.

Assim, você diminui a chance de cometer exageros em outras refeições.

Lembre-se de que alimentos crus como frutas, legumes e verduras devem ser muito bem lavados para evitar qualquer tipo de contaminação.

Verduras

Verduras também são parte importante da dieta, pois carregam vários nutrientes e poucascalorias.

As de cor verde escura têm muito ácido fólico, essencial para a formação do tubo neural dobebê. Espinafre, couve, agrião e rúcula são ótimos exemplos que podem ser usados em qualquer salada para garantir esses resultados.

Carnes

Use poucos óleos na preparação dos alimentos e dispense as frituras. Carnes podem ser cozidas, assadas ou preparadas na panela sem nenhum óleo. Isso evita o ganho de peso desnecessário e corta alimentos que não trazem nenhum benefício para a sua saúde.

Quando for escolher uma carne, prefira as magras e de preferência bem passadas. Assim, a chance de ingerir bactérias que podem fazer mal é reduzida.

Evite os embutidos, as carnes vermelhas e com gordura. Retire a gordura visível das carnes, a pele de frangos e peixes e procure não comer as partes queimadas.

Alimentos que evitam o enjoo

Frutas cítricas atuam para combater o enjoo durante o primeiro trimestre. Faça sucos ou saladas de fruta que contenham limão, laranja e abacaxi, por exemplo.

Biscoitos secos e leves, como o de polvilho, também podem ajudar a controlar a sensação de mal-estar. Dica: Deixe um pacote ao lado da cama e coma um biscoito antes mesmo de levantar.

Depois de passar a noite inteira sem comer nada, é normal sentir o estômago embrulhado logo quando acorda. Comer, nem que seja uma porção pequena de biscoito, pode contribuir para diminuir essa sensação desagradável pela manhã.

Água e leite

Beba de 1,5L a 2L de água por dia e pelo menos 0,5L de leite ou derivados, optando sempre pelos desnatados, que têm menos gordura na sua composição.

Fazer cinco ou seis refeições diárias que incluam todos estes grupos alimentares citados é o ideal para consumir os nutrientes necessários sem exagerar na alimentação. Entre as grandes refeições — café da manhã, almoço e jantar — faça pequenos lanches com frutas, iogurtes ou queijos. Isso vai impedir que você fique com muita fome e faça uma refeição mais pesada.

Alimentos que causam alergia

Caso você tenha alguma alergia ou intolerância, evite ao máximo consumir alimentos que desenvolvam esse quadro. O bebê tem grandes chances de ter a mesma alergia que você e acabar sofrendo pela ingestão indireta de um alérgeno que poderia ser evitado.

Industrializados

Não abuse de doces, bebidas artificiais e suplementos alimentares que não forem recomendados por médicos. O bebê não precisa desses alimentos para se desenvolver e eles podem acabar sobrecarregando o organismo prematuro da criança com sal e açúcar em excesso.

Álcool

Pense que tudo o que é ingerido pela mãe acaba sendo repassado para a criança de alguma forma. Logo, é recomendável não ingerir absolutamente nada de álcool. Alguns estudos apontam que a bebida é prejudicial para o desenvolvimento do bebê.

Cafeína

cafeína também não é recomendada para gestantes. Ela pode ser consumida em baixa quantidade, mas você deve ter em mente que aumenta a pressão e pode aumentar a ansiedade também.

Como fazer um cardápio para gestante

Na hora de pensar em como fazer as refeições, tente se planejar com antecedência. A recomendação é que tudo seja bem lavado e preparado em casa com bastante atenção.

Dica: Deixe sempre um lanchinho por perto, para comer no horário certo e manter a alimentação balanceada. Tente também preparar as refeições com antecedência para evitar que na hora da fome você caia no erro de comer uma comida instantânea e pouco nutritiva.

Coloque no cardápio um representante de cada grupo alimentar para que não falte nenhum nutriente e você tenha a maior diversidade alimentar possível.

Aproveite e veja quais são os sintomas de gravidez.

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Источник: https://eunenem.com/blog/como-nao-engordar-na-gravidez/

5 hábitos que fazem engordar durante a gravidez

O que comer na gestação para o bebê ganhar mais peso

Os hábitos que fazem engordar durante a gravidez estão relacionados com as rotinas que talvez você não tinha antes, ou então tinha mas não faziam você ganhar tanto peso. Considerando a sua saúde e as mudanças que você precisa adotar agora que está grávida, neste post vamos falar sobre o que consideramos os 5 principais hábitos que fazem engordar durante a gravidez.

O mau hábito de satisfazer os desejos lhe dá “licença” para comer em excesso

Embora algumas mulheres digam que seja mito ou invenção, durante a gravidez muitas declaram que em algum momento sentiram uma sensação muito forte e precisaram comer alguma coisa, o desejo como é conhecido.

O problema desse desejo é que ele aparece a qualquer hora do dia ou da noite.

Chocolates, batatas fritas, sorvetes, bolachinhas doces, pizza, leite condensado, milkshake, pudim, pão… o universo dos desejos reúne muitos junk foods.

É por isso que entre os principais hábitos que engordam durante a gravidez podemos considerar como principal, o desejo e a facilidade com que eles podem ser satisfeitos.

Se você é uma dessas mulheres que sente desejos por comida e os satisfaz facilmente, pode engordar. Especialmente quando não fica atenta ao horário, à quantidade que consome ou à qualidade em termos de valor nutricional que tais alimentos têm.

O mau hábito de dormir depois de comer engorda

Durante a gravidez a mulher você pode se sentir mais cansada do que antes. Esse cansaço excessivo fará com que queira cochilar ao longo do dia.

Algumas mulheres se deitam para descansar logo após o café da manhã, almoço, lanche da tarde, etc… Este é um dos hábitos contribuem para o ganho de peso desnecessário.

Se colocar em posição horizontal sem esperar que a digestão termine também pode provocar o refluxo gástrico ou ainda a acidez no estômago.

Parar de fazer qualquer tipo de exercício físico contribuirá para o ganho de peso

Uma mulher grávida deve fazer exercícios físicos para controlar seu peso corporal e prevenir algumas doenças que ocorrem durante a gravidez.

Há muitos exercícios físicos que podem ser feitos nesta fase:

  • Dança
  • Ioga
  • Pilates de baixo impacto
  • Caminhadas de curtas distâncias
  • Hidroginástica

Não cumprir as 5 ou 6 refeições por dia recomendadas pelo ginecologista pode levar você a comer mais

Os especialistas recomendam distribuir toda a alimentação do dia entre 5 a 6 refeições: café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde, janta e lanche da noite (embora nem todos indiquem o lanche da noite)

Uma grávida que ignora qualquer uma dessas horas de comer, chega à refeição seguinte com muito mais apetite e portanto, acaba comendo mais.

A frequência disso faz engordar.

Entre os hábitos que engordam está o consumo de refrigerantes

Os refrigerantes são prejudiciais à sua saúde. Eles são compostos de sacarose, cafeína, frutose, aromas artificiais e outros ingredientes que aumentam a sua gordura corporal.

Quando esses líquidos são consumidos no lugar de alimentos saudáveis impedem que o corpo receba vitaminas, minerais, proteínas e fibras que tanto necessita.

O refrigerantes favorecem o surgimento de doenças como diabetes, obesidade e alguns problemas renais que podem levar à uma gravidez de alto risco, colocando em perigo tanto a sua saúde como a saúde do seu bebê.

Finalmente, é bom lembrar que os refrigerantes aumentam a acidez do estômago que já uma coisa recorrente durante a gravidez.

Se você engordar durante gravidez é devido aos maus hábitos

Ganhar peso durante a gravidez é normal. À medida que as semanas passam e a barriga cresce, a balança vai marcando um aumento no peso corporal.

Especialistas veem como um problema se a gestante não ganha o peso que tem de ganhar, que é verificado em cada consulta. Mas, como a falta do aumento de peso é um indicador para ficar atento, o aumento excessivo também é.

Uma alimentação incorreta somada a todos os maus hábitos que mencionamos acima fazem com que a grávida exceda o peso que deve ter em cada consulta de acordo com a sua altura, peso inicial, e semana de gestação em que se encontra.

Então, a resposta está em simplesmente reverter a situação. Deixe de lado pouco a pouco esses maus hábitos e melhore a sua qualidade de vida.

Источник: https://soumamae.com.br/5-habitos-fazem-engordar-gravidez/

Quais seriam os alimentos calóricos para o bebê ganhar peso?

O que comer na gestação para o bebê ganhar mais peso

Tenha em mente que variedade e qualidade importam bem mais do que quantidade, e essa dica vale não só para as crianças, mas para os adultos também. Sendo assim, se você busca alimentos calóricos para o bebê ganhar peso, o ideal seria esquecer as calorias, e focar em uma oferta mais diversificada.

Que tal experimentar coisas novas, que você não tem o hábito de comprar?

A abundância de frutas, legumes, verduras e grãos disponíveis no Brasil é enorme. Procure também variar os tipos e cortes de carne (frango, carne bovina e peixe), além de ovos, leite, iogurte natural e derivados.

Se o seu filho torce o nariz para determinado alimento, tente oferecê-lo de outra forma.

Ele está em uma fase de descoberta e vai adorar se deparar com novas cores, temperaturas e texturas. Os bebês, em alguns casos, precisam provar de 8 a 10 vezes o mesmo alimento para formar uma opinião sobre ele.

Eu sei que tudo isso requer mais tempo e dá mais trabalho do que comprar produtos prontos – que, geralmente, são mais calóricos, mais carregados de açúcar e gordura e agradam mais o paladar.

Mas a introdução alimentar é uma missão importante, que pode gerar muitos bons frutos na saúde em toda infância, adolescência e vida adulta.

Antes mesmo de começar a entrar em detalhes, tenho quatro dicas para te dar que vale para todo mundo!

Alimentos calóricos para seu bebê ganhar peso: faça boas escolhas

Por isso falei lá em cima de escolhas! Alguns estudos têm mostrado que a forma como os pais se relacionam com a comida influencia diretamente as crianças.

Um bom exemplo para ilustrar o que estou dizendo são as bebidas adoçadas.

Os rótulos realmente são tentadores – muitos trazem uma lista de benefícios sobre fibras e vitaminas adicionadas. E fora que as crianças geralmente adoram, justamente por conta do excesso de açúcar. Hoje em dia vemos, infelizmente, até crianças mamando refrigerante na mamadeira.

É claro que uma mãe ou um pai que está preocupado em encontrar alimentos calóricos para o bebê ganhar peso pode achar que é melhor oferecer um leite com cereais infantis, um suco de caixinha, um iogurte saborizado ou um achocolatado pronto do que não comer nada. Certo?

O problema é que as bebidas açucaradas muitas vezes são carregadas de açúcares e não são tão interessantes do ponto de vista nutricional.

Assim, você vai conseguir dar um alimento calórico para os eu filho, porém não de qualidade.

Deu para entender?

Além disso, essas bebidas não trazem a mesma sensação de saciedade do que os alimentos sólidos. No longo prazo, isso pode causar o efeito contrário do esperado, ou seja: aumentar o risco de ganho de peso (obesidade infantil) das crianças que consomem esse tipo de bebida em excesso.

Usei o exemplo dos sucos, refrigerantes e iogurtes saborizados porque sabemos que o consumo no Brasil é bastante alto, e, ao passo que os adultos compram e consomem, as crianças seguem a mesma linha.

Mas isso também vale para as bolachas recheadas, bolos industrializados, salgadinhos, pratos congelados, molhos prontos, sorvetes, sopa ou macarrão instantâneo e outros alimentos que parecem soluções calóricas e rápidas, mas que oferecem pouca qualidade, poucos nutrientes.

O ideal é acostumar o paladar dos pequenos desde cedo com os sabores mais naturais, e, dessa forma, vai ficar mais fácil manter uma alimentação saudável nos anos seguintes. Tenha um pouco de trabalho agora, e colha os frutos depois!

Confie no seu bebê

Finalmente, gostaria de avisar às mamães e papais preocupados com o crescimento das suas crias: cada criança tem um biotipo, e isso tem que ser respeitado. O bebê possui um instinto de autorregulação muito afiado.

Muitas vezes, julgamos que ele come pouco porque usamos a quantidade que nós comemos como parâmetro.

Mas o bebê sabe exatamente o quanto precisa comer.

Sendo assim, se ele está em um ritmo de desenvolvimento adequado, feliz e brincando, não há necessidade de se preocupar e de fazer com que ele engorde.

Mas ninguém conhece melhor o filho do que os próprios pais! Se você achar que tem algo de errado, consulte o seu pediatra e verifique se tem algum problema de crescimento ou saúde impedindo esse ganho de peso.

Se qualquer problema for descartado, aprenda a confiar no seu bebê. Ele saberá controlar o próprio apetite.

O seu papel é simplesmente oferecer comida de qualidade, de todos os grupos alimentares, em horários regulares, cumprindo uma certa rotina. Ele vai saber pedir comida quando sentir fome, e parar quando se sentir saciado!

Respeite esses sinais porque isso, com certeza, vai permitir que ele desenvolva desde cedo uma relação tranquila com a comida, o que chamo de comer normal no vídeo a seguir para completar o texto:

Para aprender mais…

Esse entendimento sobre o desenvolvimento da criança alivia dúvidas que são muito comuns em pais e mães de primeira viagem que chegam ao meu consultório.

Pensando em ajudar papais e mamães, eu idealizei junto com a nutricionista Janaina Kühn Barni – especialista em Nutrição Materno Infantil – um programa online Efeito Sophie na Alimentação Infantil.

São quatro semanas de vídeos, exercícios e atividades online que vão ajudar você e sua família a ter uma relação melhor com a comida, em paz e sem estresse.

Confira agora o Efeito Sophie na Alimentação Infantil!

Bon appétit!

Referências

Se você gostou dessa leitura, provavelmente vai gostar destas aqui que separei para você:

Источник: https://sophiederam.com/br/alimentacao-infantil/alimentos-caloricos-para-bebe-ganhar-peso/

Gestação: Como nutrir seu bebê para que ele atinja o potencial máximo de desenvolvimento | Familia

O que comer na gestação para o bebê ganhar mais peso

Este é o primeiro artigo da série de três textos que falam sobre o melhor modo de nutrir nossos bebês para que eles desenvolvam suas capacidades físicas e mentais da melhor forma possível.

Alimentar um filho não se resume a amamentar e, posteriormente, oferecer a ele alimentos sólidos que possuam os nutrientes necessários ao seu crescimento. Esse processo começa muito antes do nascimento do bebê.

Por isso, o familia.com.

br decidiu fazer uma sequência de artigos que falam sobre como a nutrição deste pequeno ser, mesmo quando ainda está na barriga de sua mãe, é importante para seu desenvolvimento mental e físico.

Neste primeiro texto da sequência, vamos falar sobre a importância da alimentação da futura mamãe para o feto. Enquanto seu bebê está crescendo em seu ventre, tudo o que você faz tem efeitos profundos no desenvolvimento dele.

Portanto, saber o que ingerir para que para que todas as células do corpinho do seu bebê sejam bem nutridas é o melhor presente que uma mãe pode dar ao seu filho enquanto a casa dele é o lugar mais gostoso do mundo todo: seu útero.

1. Vitaminas

As vitaminas são itens fundamentais na alimentação das futuras mamães, tanto que os obstetras prescrevem suplementos vitamínicos essenciais ao desenvolvimento do sistema nervoso do feto e que as gestantes não devem deixar de ingerir em momento algum.

Outras vitaminas vêm dos alimentos, como a vitamina C, encontrada nas frutas cítricas, e as vitaminas do complexo B, encontradas nos produtos de origem animal. Lembre-se que esses nutrientes são encontrados nas hortaliças, nos grãos, nos legumes e em tudo aquilo que seja nutritivo.

Portanto, deixe para muito de vez em quando os refinados (pães, massas e doces) que não acrescentam nada na saúde de vocês dois.

2. Proteínas

Existem dois tipos de fontes de proteínas: animal e vegetal. A proteína de origem animal é tida como a mais completa e de mais fácil digestão.

Para as futuras mamães que são vegetarianas, mesmo aquelas ovolactovegetarianas, algumas adaptações devem ser feitas.

Apesar do que se ouve por aí as proteínas vegetais não são de pior qualidade que as animais e essas mamães não devem ser obrigadas a voltar a comer carne em prol do bom desenvolvimento de seus bebês. Fiquem tranquilas.

Aquelas que são carnívoras precisam atentar para evitar carnes gordas e muito temperadas. Procurem se alimentar com mais parcimônia. Só isso. Nada mais simples, não é mesmo. Além disso, tomem os suplementos indicados pelo obstetra.

Já as vegetarianas serão instruídas pelo médico ou nutricionista a aumentarem a dosagem de suplementos vitamínicos, em especial dos de vitaminas do complexo B, pois a proteína de origem vegetal não possui esses nutrientes.

Deverão também ingerir uma fonte de vitamina C, juntamente com a refeição proteica, para que ela seja mais bem absorvida pelo organismo. Além disso, a mamãe vegetariana deverá ingerir mais grãos (soja, feijão, lentilha, ervilha).

3. Lipídios

Quando falamos em lipídeos, tortas de banana, bolos de cenoura e barras de chocolate saltam aos olhos. Mas não é nada disso que vem na minha mente.

Os lipídeos sobre os quais falo aqui não são as gorduras desnecessárias e tão deliciosas contidas nesses doces (e que podem ser saboreadas de vez em quando sem culpa!), mas o ômega 3, contido em alguns peixes e nas castanhas.

De acordo com um estudo americano, ingeri-lo durante a gestação diminui o risco de parto prematuro e baixo peso do feto no nascimento. Além disso, faz bem para o sistema nervoso do bebê e para o sistema cardiovascular da mãe. Bom, não é?

4. Carboidratos

Enfim, os carboidratos! Quem disse que as grávidas não podem comer arroz, macarrão e uma fatia de torta? Podem sim. Mas em vez de optar pelos refinados, escolham os integrais (ajudam a evitar o diabetes gestacional, além de melhorar o funcionamento dos intestinos). Eles são gostosos sim.

Há inúmeras opções e marcas no mercado, para todos os bolsos. E assim como o arroz branco e as massas refinadas, podem ser temperados como de costume e o sabor é o mesmo. A atenção só deve ser voltada para o tempo de cozimento, que deve ser maior. Torcer o nariz antes de experimentar não ajuda em nada.

Ingerir mais fibras e menos produtos industrializados é bom para você e para o seu bebê.

5. Minerais

Os minerais que nosso organismo precisa para se manter saudável são basicamente fósforo, ferro, potássio, magnésio, sódio, zinco e cálcio.

Todos eles estão contidos nos alimentos que ingerimos e são importantes para o desenvolvimento adequado do nosso bebê.

Se temos uma alimentação balanceada e saudável, apenas o ferro será suplementado por ser muito requisitado durante a gestação. Os demais não precisam ser suplementados.

6. Jejum

Jejuar durante a gestação é algo que não deve ser feito, pois o jejum da gestante é o jejum do bebê. Por isso, os médicos e nutricionistas instruem as futuras mamães a se alimentarem a cada três horas e em pequenas quantidades. Desta forma, ambos obtêm o máximo dos nutrientes que estão ingerindo e não ficam muito tempo sem comer.

Por enquanto é isso. Mas não deixe de nos seguir, pois no próximo artigo vamos falar sobre como tirar o máximo possível da amamentação, seja ela advinda do leite materno ou das fórmulas industrializadas. Até lá!

Toma un momento para compartir …

Источник: https://www.familia.com.br/gestacao-como-nutrir-seu-bebe-para-que-ele-atinja-o-potencial-maximo-de-desenvolvimento/

Dieta para não engordar demasiado na gravidez

O que comer na gestação para o bebê ganhar mais peso

 São muitos os estudos que comprovam que o aumento de peso durante a gravidez se pode repercutir na saúde do bebé.

Não aumentar o peso suficiente durante os nove meses pode ser a causa de o bebé ter um peso baixo no momento do nascimento, com uma menor resistência a transtornos e doenças no primeiro ano de vida.

Pelo contrário, um aumento excessivo de peso não só obriga a um maior esforço durante a gravidez, como também pode desencadear o risco de sofrer de doenças como a pré-eclâmpsia ou a diabetes gestacional, que podem trazer problemas para o bebé e dificuldades e maior risco durante o parto.

Como controlar o aumento de peso durante a gravidez

Não existe uma tabela válida para todas as grávidas, mas, regra geral, o aumento é produzido de forma gradual, embora seja menor no primeiro trimestre e mais progressivo nos segundo e terceiro trimestres.

Para se orientar, pode dizer-se que, para uma mulher com um peso normal, às 14 semanas o aumento é de um quilo e meio, aproximadamente. A partir deste momento, o aumento acontece a um ritmo de 300-400 gramas por semana.

Não obstante, o ritmo do aumento de peso pode variar muito de uma mulher para outra sem que tal signifique que haja qualquer tipo de problema.

Não há necessidade de se pesar todos os dias, basta fazê-lo a cada duas semanas ou até uma vez por mês, pesando-se sempre na mesma balança, de manhã, em jejum e depois de fazer xi-xi.

(Também lhe interessa: Quanto peso pode aumentar na gravidez)

1.Um bom pequeno-almoço

Por estranho que possa parecer, o primeiro conselho para controlar o peso mais facilmente não é uma proibição mas sim um convite a comer mais. Quando? Ao pequeno-almoço! A primeira refeição do dia, embora não seja a mais abundante, é, sem dúvida, a mais importante para ativar o dia alimentar de forma equilibrada.

Qual é o pequeno-almoço ideal para a futura mamã? Se possível, uma boa chávena de leite ou um iogurte, uma dose normal de cereais (cerca de 40 gramas) ou de outras fontes de hidratos de carbono (pão, tostas, bolachas), uma dose de fruta da época, dois ou três frutos secos (nozes, amêndoas, avelãs…) e um sumo ou um grande copo de água.

2. Comer seis vezes por dia

A sensação de fome e saciedade é regulada por um centro específico que obedece aos diferentes estímulos químicos e nervosos. O ideal é conseguir manter sempre um equilíbrio adequado entre as duas sensações, evitando ataques de fome ou refeições copiosas.

Está comprovado que, para uma igual quantidade de calorias ingeridas, engorda menos quem consegue distribuir o seu consumo de forma regular durante o dia, em relação a quem concentra a sua ingestão em refeições pesadas ao almoço e ao jantar.

Por outro lado, para a futura mamã, o dia não se deve dividir em cinco, mas sim em seis, refeições ligeiras (pequeno-almoço, merenda a meio da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia).

3. Escolher alimentos de baixa densidade calórica

No que diz respeito à escolha dos alimentos, se é preciso travar o aumento de peso, é importante apostar nos de baixa densidade calórica, ou seja, os que, dada a sua composição, têm poucas calorias, mesmo que se comam grandes quantidades.

Dois exemplos simples: o chocolate é um alimento de alta densidade calórica porque basta um pedacinho de apenas 10 gramas (praticamente um quadradinho) para consumir 50 calorias.

Pelo contrário, a alface tem uma densidade calórica muito baixa: para conseguir as 50 calorias do pedacito de chocolate tem de se comer cerca de 300 gramas deste alimento.

Os alimentos de menor densidade calórica são as verduras e as frutas (por outro lado, também ricas em elementos vitamínicos e protetores), enquanto as gorduras são verdadeiras “bombas calóricas”.

4. Fibras para reduzir o índice de glicemia

Para não aumentar demasiado de peso, é muito importante evitar que o conteúdo de glicose no sangue, a denominada glicemia, suba rapidamente depois das refeições.

Para tal, um dos métodos mais eficazes consiste em assegurar-se que no prato está sempre presente uma quantidade de fibra abundante, capaz de desacelerar a absorção dos hidratos de carbono.

Comer cereais, pão e massas integrais é, sem dúvida, um excelente hábito, mas também é bom habituar-se a começar as refeições com um bom prato de verduras cruas. Além de baixar a glicemia trazem uma sensação de saciedade.

5. Beber muita água

Durante a gravidez, manter um equilíbrio hídrico adequado é mais importante do que nunca, tendo em conta que a necessidade de líquidos aumenta muito. A melhor bebida? A água, claro. É a mais natural e não tem calorias.

6. Mastigar devagar

Ao comer ativam-se uma série de mecanismos que levam um certo tempo a produzir a sensação de saciedade.

Se formos demasiado vorazes e comermos muito depressa, o estômago vai encher-se mais do que o devido, sem ter dado o tempo suficiente ao organismo para se sentir saciado.

Pelo contrário, comer devagar e mastigar com cuidado não só sacia mais rapidamente como também facilita a digestão.

7. Comer pouco mas de tudo

Um erro que se deve evitar é eliminar, levada pelo pânico, categorias completas de alimentos que se considera que engordam.

Embora seja benéfico dar preferência a um consumo abundante de alimentos de baixa densidade calórica, a principal fonte de energia da dieta deve estar nos hidratos de carbono: massa, pão e cereais são alimentos fundamentais.

Também não se devem eliminar as gorduras por completo. Por exemplo, a gordura do peixe traz muitos benefícios: 300 gramas por semana constituem a quantidade ideal para a futura mamã.

8. Cuidado com a forma de preparação dos alimentos

O valor calórico de um alimento varia muito em função de como se cozinha. Deste modo, 150 g de carne grelhada tem cerca de 140 calorias. A mesma carne, panada ou frita, tem até 300 calorias.

Em geral, devem reduzir-se todas as formas de preparação que pressuponham a adição de ingredientes e molhos de base gordurosa.

Para a mamã, são perfeitas as preparações no forno, no micro-ondas, grelhados, cozidos ao vapor e salteados (com pouco azeite e numa frigideira antiaderente).

Источник: https://www.omeubebe.com/gravidez/alimentacao-gravidez/dieta-gravidez

Qual é o ganho de peso ideal na gravidez?

O que comer na gestação para o bebê ganhar mais peso

Durante a gravidez toda mulher se depara com inevitáveis mudanças do seu corpo. Entre as mais óbvias está o aumento do peso, provocado não só pela presença do feto em crescimento, mas também por retenção de água, aumento do volume de sangue circulante, ganho de gordura, aumento da massa muscular do útero, etc.

O peso da mãe antes da gravidez, o seu índice de massa corporal (IMC), o padrão de ganho de peso e o ganho de peso total durante os 9 meses de gravidez são fatores que interferem diretamente como o peso, o comprimento e as reservas de gordura do recém-nascido.

O peso ao nascer e as reservas de gordura são importantes, porque eles podem ter um grande impacto na saúde do bebê a curto e a longo prazo, influenciando nos riscos da criança desenvolver problemas de saúde, tais como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

O ganho de peso gestacional também tem impactos na mãe, uma vez que mulheres que ganham peso excessivamente durante a gravidez apresentam maior risco de se tornarem obesas ou de agravarem o seu excesso de peso já preexistente.

Neste artigo nós vamos explicar o que é considerado um ganho de peso saudável e desejado durante a gravidez. Vamos explicar também os riscos do ganho excessivo e do ganho insuficiente de peso.

Fatores que promovem o ganho de peso

Quando a mulher engravida, o seu corpo sofre diversas alterações, sendo o ganho de peso e o aumento da silhueta os mais óbvios. Se fôssemos contar somente o peso do bebê, seria esperado que a mãe apresentasse um aumento de peso mínimo, ao redor de 3,5 quilos. Todavia, o peso do feto corresponde apenas a uma fração do total de ganho de peso da gestante.

Quando a mulher engravida, os seguintes fatores colaboram para o aumento do peso:

  • Peso médio do feto: 3,2 a 3,6 kg.
  • Aumento das reservas de gordura do corpo: 2,7 a 3,6 kg.
  • Aumento do volume de sangue circulante no organismo: 1,4 a 1,8 kg.
  • Retenção de líquidos: 0,9 a 1,4 kg.
  • Peso do líquido amniótico: 0,9 kg.
  • Aumento de peso das mamas: 0,45 a 1,4 kg.
  • Aumento de peso do útero: 0,9 kg.
  • Peso da placenta: 0,7 kg.

Isso significa que uma grávida que apresentava um peso corporal normal antes da gravidez deve ganhar, em média, algo em torno de 11 a 14,5 kg até o final da gestação.

Exceto em casos de doenças da gravidez, como na pré-eclampsia, onde há um acúmulo acima do normal de líquidos, a maioria dos fatores listados acima não varia muito de uma gestante para outra. Habitualmente, o que define as diferenças entre o ganho de peso entre duas gestantes é aumento das reservas de gordura, ou seja, é o quanto cada grávida engorda.

Ganho de peso ideal na gravidez

Aos longo das últimas décadas, o ganho de peso considerado ideal na gravidez mudou bastante. Na década de 1930, quando a medicina ainda era praticada muito mais da base da opinião pessoal e da lógica teórica, os obstetras indicavam um ganho máximo de 7 kg durante a gravidez.

A restrição alimentar foi uma prática obstétrica comum durante anos e era baseada na crença de que o ganho de peso gestacional excessivo levava ao desenvolvimento de pré-eclâmpsia e outros problemas obstétricos.

Na década de 1960, as indicações obstétricas começaram a ser orientadas por estudos científicos. Nesta época, os trabalhos começaram a mostrar que tamanha restrição do ganho de peso na gestação aumentava o risco de recém-nascidos com baixo peso ou com problemas neurológicos.

A partir de então, as recomendações de ganho de peso tornaram-se mais liberais. Ainda assim, até a década de 1980, a maioria dos obstetras ainda recomendava um ganho máximo de 11 kg durante a gravidez. Em 1990, as orientações mudaram novamente, e o ganho de peso gestacional adequado foi estipulado entre 11 e 16 kg.

Nos últimos 20 anos, porém, uma quantidade cada vez maior de estudos científicos de qualidade começou a nos mostrar que o ganho de peso gestacional não podia ser tratado como uma receita de bolo que servia de forma igual para todas as mulheres.

Em 2009, portanto, novas diretrizes mundiais foram estabelecidas, determinando que o ganho de peso gestacional ideal deveria variar de acordo com o índice de massa corporal (IMC) das mulheres antes da gravidez. Desta forma, mulheres muito magras poderiam engordar mais quilos na gravidez do que mulheres já previamente com sobrepeso (leia: COMO CALCULAR O IMC – Índice de massa corporal)

As diretrizes de 2009 ainda valem até o momento e estabelecem que:

Ganho de peso indicado para gravidez de feto único:

  • IMC menor que 18.5 kg/m2 (baixo peso) → ganho de peso gestacional desejado entre 12.5 e 18.0 kg.
  • IMC entre 18.5 e 24.9 kg/m2 (peso normal) → ganho de peso gestacional desejado entre 11.5 e 16.0 kg.
  • IMC entre 25.0 e 29.9 kg/m2 (sobrepeso) → ganho de peso gestacional desejado entre 7.0 e 11.5 kg.
  • IMC maior que 30.0 kg/m2 (obesidade) → ganho de peso gestacional desejado entre 5.0 e 9.0 kg.

Ganho de peso indicado para gravidez de gêmeos:

  • IMC menor que 18.5 kg/m2 (baixo peso) → os estudos ainda não conseguiram produzir dados suficientes para que um valor possa ser indicado.
  • IMC entre 18.5 e 24.9 kg/m2 (peso normal) → ganho de peso gestacional desejado entre 16.8 e 24.5 kg.
  • IMC entre 25.0 e 29.9 kg/m2 (sobrepeso) → ganho de peso gestacional desejado entre 14.1 e 22.7 kg.
  • IMC maior que 30.0 kg/m2 (obesidade) → ganho de peso gestacional desejado entre 11.4 e 19.1 kg.

A maior parte do ganho de peso na gravidez ocorre no 2º e no 3º trimestre.

No primeiro trimestre, o ganho de peso é mínimo, variando entre 0,5 a 2,0 kg. Não só não há nenhuma necessidade de engordar nesta fase, como é difícil fazê-lo, já que é nas primeiras semanas de gravidez a gestante costuma ter enjoos e vômitos frequentemente (leia: ENJOOS E VÔMITOS NA GRAVIDEZ).

A partir do segundo trimestre de gravidez, o ganho de peso acelera-se, devendo ficar em torno de 0,5 kg por semana.

O termo “comer por dois” durante a gravidez é um mito que não deve ser perseguido. Basta um aumento de 200 a 300 kcal por dia na dieta para que a gestante consiga atingir a meta de 0,5 kg por semana. A gestante deve comer pequenas porções, várias vezes por dia. Não é indicado um jejum maior que 4 horas durante o período que a gestante esteja acordada.

Mulheres previamente obesas não devem tentar fazer dietas muito restritivas durante a gravidez. Se você não emagreceu antes, não será agora, grávida, que deverá fazê-lo.

O aconselhável é ter uma dieta saudável, evitando apenas os exageros nas calorias, açúcares e frituras.

O objetivo da gestante com sobrepeso não é emagrecer, mas sim manter o seu ganho de peso gestacional dentro da faixa indicada (leia: O QUE A GRÁVIDA PODE COMER?).

Consequências do ganho de peso gestacional excessivo ou insuficiente

A diretrizes sobre o ganho de peso gestacional de 2009 foram estabelecidas após a avaliação de 150 estudos científicos publicados entre os anos de 1990 e 2007.

Entre as evidências encontradas nessa revisão podemos destacar os seguintes fatos:

1. Quanto maior é o ganho de peso gestacional, maior é o risco da gestante precisar se submeter a um parto cesária (leia: PARTO POR CESARIANA | Vantagens e riscos).

2. Mulheres com aumento do peso gestacional inferior ao desejado apresentam maior risco de terem bebês pequenos, com baixo peso ao nascimento e um maior risco de terem partos prematuros.

Por outro lado, mulheres com aumento de peso gestacional acima do desejado apresentam maior risco de terem bebês grandes e com elevado peso ao nascimento, fenômeno chamado de macrossomia (bebês que nascem com mais de 4 kg).

3. Em média, para cada quilo de ganho de peso gestacional, o peso do bebê aumenta seu peso entre 16,7 e 22,6 gramas.

4. Mulheres que ganham peso excessivamente durante a gravidez têm maior risco de não conseguirem voltar para o seu peso original após o parto.

Mulheres já previamente com sobrepeso e que ganham peso excessivamente na gravidez têm um maior risco de tornarem-se obesas ou agravarem a sua obesidade já existente.

40% das mulheres com elevado ganho de peso gestacional permanecem, meses após o parto, com cerca de 8 a 10 kg acima do peso que tinham antes de engravidar.

5. O excesso de ganho de peso gestacional também tem sido associado a um risco aumentado de hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e diabetes gestacional (leia: DIABETES GESTACIONAL | Riscos, sintomas e diagnóstico).

6. O excesso de ganho de peso gestacional aumenta o risco de obesidade infantil, diabetes e hipertensão nas crianças.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/gravidez/ganho-de-peso-na-gravidez/

Restição de Crescimento Intra-Uterino (RCIU)

O que comer na gestação para o bebê ganhar mais peso

A Restrição de Crescimento Intra-Uterino (RCIU) é uma condição em que o feto tem peso menor do que deveria, porque não está crescendo conforme deveria dentro do útero.

Frequentemente o atraso no crescimento coloca o bebê em risco de certos problemas de saúde durante a gravidez, parto e após o nascimento. Eles incluem:

  • Baixo peso ao nascer
  • Sofrimento fetal durante o trabalho de parto e parto vaginal
  • Diminuição dos níveis de oxigênio
  • Hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue)
  • Baixa resistência à infecção
  • Baixos escores de Apgar (avaliação aplicada imediatamente após o nascimento para avaliar a condição física do recém-nascido e determinar a necessidade de cuidados médicos especiais)
  • Aspiração de mecônio (material evacuado pelo feto), que pode levar a problemas respiratórios
  • Problema na manutenção da temperatura corporal
  • Contagem anormalmente alta de glóbulos vermelhos (policitemia)
  • Nos casos mais graves, a RCIU pode levar ao óbito.

Da mesma forma, a restrição de crescimento intra-uterino também pode causar problemas de crescimento a longo prazo.

Causas da restrição de crescimento intra-uterino

A restrição de crescimento intra-uterino tem várias causas diferentes. Uma causa comum é a insuficiência placentária. Uma vez que a placenta é o tecido que une a mãe e o feto, ela transporta oxigênio e nutrientes para o bebê e permite também a passagem de resíduos do bebê para a circulação da mãe.

Além disso, a RCIU também pode ocorrer como resultado de certos problemas de saúde na mãe, como:

  • Diabetes avançado
  • Pressão alta ou doença cardíaca
  • Infecções como rubéola, citomegalovírus, toxoplasmose e sífilis
  • Doença renal ou doença pulmonar
  • Desnutrição ou anemia
  • Anemia falciforme
  • Fumar, beber álcool ou abusar de drogas
  • Outras possíveis causas fetais incluem defeitos cromossômicos no bebê ou gestação múltipla (gêmeos, trigêmeos ou mais).

Sintomas da Restrição de Crescimento Intra-Uterino

A principal manifestação da RCIU é um feto pequeno para a idade gestacional. Às vezes isto pode ser identificado na consulta de pré-natal, simplesmente por meio da medida da altura uterina, ou  durante um exame de ultrassom quando o peso estimado do feto está abaixo do percentil 10.

Dependendo da causa da RCIU, o bebê pode ficar pequeno em todo o corpo proporcionalmente ou apresentar uma redução maior do abdômen, parecendo mais desnutrido. Dessa forma ele pode ser magro e pálido e ter pele seca e solta. Igualmente o cordão umbilical é muitas vezes fino e opaco, em vez de espesso e brilhante como normalmente se espera.

Entretanto, nem todos os bebês que nascem pequenos têm restrição de crescimento intra-uterino. Em contrapartida uma parte da população é naturalmente pequena sem que nenhum problema esteja impedindo o seu crescimento.

Diagnóstico de Restrição de Crescimento Intra-Uterino

Os médicos têm muitas maneiras de estimar o tamanho dos bebês durante a gravidez. Um dos mais simples e comuns é medir a distância do fundo do útero da mãe até a pube. Após a 20ª semana de gestação, a medida em centímetros geralmente corresponde ao número de semanas de gestação. Logo uma medida abaixo do esperado pode indicar que o bebê não está crescendo como deveria.

Outro método para verificar o crescimento fetal é a ultrassonografia. Com o intuito de teimar o peso fetal, o ultrassom pode ser usado para medir a cabeça, o abdome e o fêmur do bebê.

Com estas medidas o médico pode estimar o peso do bebê e comparar o valor encontrado com curvas de referência. O ultrassom também pode ser usado para determinar a quantidade de líquido amniótico que está no útero.

Uma baixa quantidade de líquido amniótico poderia sugerir uma restrição de crescimento intra-uterino.

Além do exame de ultrassom de rotina, o seu médico poderá também solicitar uma avaliação dopplerfluxométrica. O fluxo Doppler é uma técnica que utiliza ondas sonoras para medir a quantidade e a velocidade do fluxo sanguíneo dentro dos vasos sanguíneos. Os médicos podem usar este teste para verificar o fluxo de sangue no cordão umbilical e vasos no cérebro do bebê.

Tratamento da Restrição de Crescimento Intra-Uterino

Não existe tratamento específico para a restrição de crescimento intra-uterino. Algumas drogas já foram avaliadas como um possível método de tratamento mas estudos não conseguiram mostrar vantagem na sua utilização.

O manejo desta condição é feito por meio da escolha do melhor momento para realizar o parto. O seu médico terá que avaliar o risco de continuar a gestação versus o risco de um parto prematuro. Além disso terá que decidir se é necessário usar corticóides para amadurecer os pulmões do bebê.

Embora a RCIU possa ocorrer mesmo quando a mãe está perfeitamente saudável, há coisas que as mães podem fazer para reduzir o risco de RCIU e aumentar as chances de uma gravidez saudável.

  • Compareça a  todas as consultas de pré-natal. Se acaso um problema for detectado, quanto antes você os trate melhor.
  • Igualmente controle os movimentos do seu bebê. Visto que um bebê que não se move com frequência ou que pára de se movimentar pode ter algum problema. Se você notar alterações no movimento do seu bebê, informe o seu médico.
  • Verifique se medicamentos que você usa são adequados para mulheres grávidas. Às vezes, uma medicação que uma mãe está tomando para outro problema de saúde pode levar a problemas com o feto.
  • Tenha uma alimentação adequada. Certamente alimentos saudáveis ​​e calorias adequadas ajudam a manter seu bebê bem nutrido.
  • Descanse bastante. O descanso irá ajudá-la a se sentir melhor e pode até ajudar seu bebê a crescer. Em princípio tente dormir oito horas (ou mais) a cada noite. Da mesma forma, uma hora ou duas de descanso à tarde também é bom para você.
  • Em síntese pratique hábitos de vida saudáveis.
  • Se você bebe álcool, toma drogas ou fuma, pare antes de engravidar.

Fonte: WebMD, Medicina Fetal UFPR

Источник: https://www.fetalmed.net/restricao-de-crescimento-intra-uterino-rciu/

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