O que é a heroína e quais os efeitos da droga

Conheça as consequências do uso de heroína

O que é a heroína e quais os efeitos da droga

A heroína é uma droga ilícita que causa rápida sensação de prazer, seguida de bem-estar e sonolência. Ela é considerada um opiáceo, produzida a partir de papoulas, de onde é extraído o ópio, que será transformado em morfina e, depois, refinado até se transformar em heroína.

A forma mais comum de se consumir heroína é derretendo o seu pó e injetando a substância nas veias, o que aumenta os riscos de infecção e contaminação de AIDS. A droga também é comumente misturada a outras substâncias perigosas, como cocaína.

Neste post, Dr. Marcel Vella Nunes, psiquiatra do Hospital Santa Mônica ressalta que embora o consumo de heroína no Brasil  não seja tão alarmante comparado a outras drogas, o especialista fala sobre as consequências do uso de heroína a curto e a longo prazo e mostra o que pode ser feito para ajudar quem sofre de dependência química. Confira!

Sintomas de curto prazo da heroína

Os efeitos imediatos do uso de heroína duram de 4 a 6 horas. Logo após consumir a droga, o usuário tem sensações de bem-estar e felicidade, seguidas de sonolência e lentidão nos pensamentos e movimentos. Esses efeitos geralmente são acompanhados de:

  • náuseas;
  • vômitos;
  • coceiras;
  • sensação de boca seca;
  • impressão de que as extremidades do corpo estão pesadas.

Após os efeitos iniciais, na fase de sonolência, o usuário pode ter as suas funções mentais prejudicadas, desaceleração dos batimentos cardíacos e diminuição no ritmo da respiração — em alguns casos, essas consequências podem levar ao coma, danos cerebrais permanentes e até mesmo à morte, segundo um artigo publicado no site do National Institute of Drug Abuse.

As consequências de longo prazo do uso da heroína

O contínuo uso de heroína pode trazer grandes problemas para saúde do usuário. As injeções frequentes podem prejudicar as veias e causar infecções nos vasos sanguíneos, além do risco de AIDS e outras infecções, como é o caso do novo coronavírus, que afeta o mundo todo e já causou milhares de mortes.

Um estudo americano indica que mais de 70% dos casos de hepatite C2 que aparecem anualmente no país são em usuários de drogas injetáveis. Veja a seguir alguns outros efeitos causados pelo uso contínuo da droga:

Dependência química

O uso constante da droga transforma o usuário em dependente químico. Isso quer dizer que a pessoa não consegue conter o vício, o que acaba afetando a sua rotina — vida social, carreira, estudos, e saúde mental podem ser comprometidos.

A dependência química é considerada uma doença crônica pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e não há cura para ela. O dependente necessita de acompanhamento constante, independentemente de estar fazendo uso da droga ou não.

Deterioração de algumas áreas do cérebro

O uso de heroína também pode levar o indivíduo a sofrer danos permanentes em algumas partes do cérebro, o que pode afetar a sua capacidade cognitiva. Os efeitos negativos da droga no cérebro incluem perda de memória e da capacidade de tomar decisões, inabilidade no controle de impulsos e problemas de fala e visão.

A overdose de heroína

Além de todos esses prejuízos à saúde, a heroína também pode causar overdose, que acontece quando um usuário consome grandes quantidades de droga. Ao contrário do que muitos pensam, ela não ocorre somente com dependentes químicos — a overdose pode ocorrer, inclusive, no primeiro contato de uma pessoa com a droga.

Quando uma dose muito grande de heroína é consumida, o corpo não tem tempo para eliminar a substância antes que ela cause efeitos perigosos. Os sinais de overdose incluem:

  • perda de consciência;
  • confusão;
  • espiração acelerada;
  • vômitos;
  • convulsões;
  • comas.

Essa situação pode levar o indivíduo à morte. A overdose de heroína é um perigo real e muito mais comum do que as pessoas costumam pensar. Um estudo australiano indicou que 54% das pessoas que injetam heroína frequentemente já tiveram pelo menos uma experiência de overdose não-fatal ao longo da vida.

A importância de procurar ajuda

O uso de heroína é muito perigoso e pode causar diversos efeitos negativos no corpo humano e na vida do dependente químico. Além dela, outros opioides também são comumente utilizados e podem causar dependência química.

Alguns deles, como a dolantina e a morfina, podem, inclusive, ser prescritos como medicamentos para o tratamento de doenças.

Quem faz uso dessas substâncias precisa seguir estritamente as recomendações médicas para evitar efeitos indesejados.

A desintoxicação precisa ser feita aos poucos para evitar a síndrome de abstinência. Por isso, é muito importante que o paciente seja acompanhado por uma equipe especializada e experiente. Apesar de não ser grave, essa condição acarreta grande sofrimento para o paciente e, por isso, é fundamental o acompanhamento profissional. Nesse período, o indivíduo sente:

  • náuseas;
  • dores;
  • ansiedade;
  • inquietação;
  • taquicardia;
  • aumento da pressão arterial;
  • febre.

Se você é dependente químico e gostaria de receber tratamento, procure ajuda médica e o apoio de uma pessoa de confiança, como parentes ou amigos. A presença dessas pessoas é muito importante para a boa evolução do tratamento. Apesar de não ter cura, a doença pode ser controlada e o paciente pode voltar a ter saúde e uma rotina normal.

O tratamento para dependência química

O tratamento para essa doença é complexo, já que, por causa da síndrome da abstinência, pessoas viciadas não podem simplesmente parar de consumir a heroína.

Com o auxílio de profissionais, é feita a desintoxicação do paciente, que pode ter ou não a indicação de medicamentos que diminuem o desejo e restauram as funções cerebrais.

O tratamento ainda inclui terapias, acompanhamento médico e aconselhamento, tanto para o paciente quanto para os familiares.

O Hospital Santa Mônica tem mais de 50 anos de experiência e conta com uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, psicólogos, nutricionistas, terapeutas e outros profissionais da Saúde. A equipe desenvolve uma avaliação abrangente para conhecer as necessidade de cada paciente e traçar um plano de tratamento individualizado.

Durante o período de desintoxicação, o paciente recebe assistência por 24h, com o objetivo de eliminar a droga do organismo. É comum que, nesses casos, a internação seja necessária, para que o acompanhamento possa ser feito da melhor maneira possível. Nessa fase, acontece a diminuição gradual de dosagens da droga.

Depois, além das consultas médicas, são realizadas sessões de terapia, dinâmicas em grupo, terapia ocupacional e atividades físicas como forma de recuperação da autoestima e reinserção social do paciente.

Se você acha que o uso de heroína está prejudicando a sua vida, tanto física quanto emocionalmente, entre em contato conosco e conheça as nossas soluções! A equipe do Hospital Santa Mônica está sempre disponível para ajudar!

Источник: https://hospitalsantamonica.com.br/conheca-as-consequencias-do-uso-de-heroina/

Heroína – Os efeitos devastadores e as reações da droga no organismo

O que é a heroína e quais os efeitos da droga

Hoje iremos falar sobre um assunto meio pesado. Na verdade nosso assunto de hoje será sobre uma droga não tão comum no Brasil, porém, bastante usada em outros países: a heroína, uma droga depressora do sistema nervoso central.

A priori, a heroína é um analgésico que mata. Basicamente, ela é um tipo de droga que possui um efeito semelhante a um orgasmo. Por isso, ela causa dependência química, além da destruição de defesas do organismo.

Acima de tudo, a heroína é considerada como uma droga que pode matar aos poucos. Ou de forma instantânea, como por exemplo, a por meio de uma overdose.

Sobretudo, vale ressaltar que a heroína é tão perigosa que para se viciar é extremamente fácil. No primeiro uso já é possível se tornar um dependente, inclusive.

Logo, deixar o vício é um problema ainda maior. Basicamente, para se curar dessa droga, você tem que passar por um processo lento, doloroso e caro. E é exatamente por isso que, infelizmente, muitos desistem da recuperação e não conseguem sair desse vício.

Para você entender melhor sobre o universo da heroína, nós iremos lhe explicar mais detalhes. Confira.

O início da heroína

Primeiramente, vale destacar que a heroína foi criada em laboratório, no ano de 1898. Essa droga, na verdade, foi sintetizada a partir da morfina.

Aliás, no início, o intuito era servir de solução para curar os viciados em morfina. Até porque a morfina era uma substância bastante utilizada no século XIX.

Ainda sobre essa substância, suas principais propriedades são analgésicas e antidiarreicas. Ela é muito usada hoje em dia para aliviar dores fortes, como as causadas pelo câncer.

Contudo, anos depois, alguns cientistas descobriram que a heroína poderia ser, no mínimo, três vezes mais poderosa que a própria morfina. Assim sendo, vale destacar que a heroína também é derivada do ópio, o qual é extraído da papoula Papaver somniferum.

No mais, vale ressaltar que o ópio é obtido diante algumas incisões nas cápsulas da flor. Após isso, escorre um liquido viscoso que, depois de seco, se transforma em uma massa escura e pegajosa. Inclusive, para se transformar em heroína, o ópio é depurado em várias etapas, e transformado em um pó branco.

Papoula

Vale ressaltar que antigamente o ópio era usado para resolver problemas de saúde. Como por exemplo, insônias e mordidas de cobra.

Porém, após anos, foi constatada uma verdadeira legião de viciados na substância. Até porque todas as drogas originárias dessa planta, assim como a heroína, atuam sobre alguns receptores cerebrais específicos. Basicamente, deixando o funcionamento dos sistemas nervoso e respiratório mais brando.

Essa droga, aliás, é utilizada com mais frequência de forma injetável, após um certo aquecimento. Alguns usuários ainda a utilizam por inalação ou aspiração.

Por causa disso, a heroína foi considerada extremamente perigosa e sua fabricação é proibida no mundo inteiro. Como por exemplo, na Europa e nos Estados Unidos, que são um dos lugares com mais usuários. E também nos grandes produtores de ópio, o Paquistão e a Turquia. Porém, ainda é produzida e distribuída de forma clandestina.

Efeitos da heroína

Primeiramente, a heroína age nos sistemas digestivo e nervoso central. Sobretudo, nos primeiros instantes, a droga provoca mal estar e tontura no usuário. Logo após, a sensação passa para o sentimento de leveza, bem-estar, prazer, elevação da autoestima e euforia.

Além do mais, essa droga diminui sensações negativas, como a dor, o desânimo, a ansiedade e a angústia. No mais, a heroína provoca um estado de felicidade, o qual pode durar de duas a cinco horas.

A heroína pode ser injetada diretamente no sangue, com o uso de seringas. Depois da aplicação, ela pode levar de sete a oito segundos para fazer efeito. Aliás, esse efeito é tão estrondoso que é comparado com uma sensação de um orgasmo.

Abstinência

Dentre os principais sintomas da abstinência estão diarreia, náuseas, vômitos e dores musculares. Além de pânico, insônia, inquietação, secreção nasal, suores frios, letargia e taquicardia.

Os usuários, após se tornarem dependentes químicos, passam a ter outros consequências mais bruscas, como perda de peso, depressão, abortos espontâneos, surdez, delírio, descompassos cardíacos. Além da incapacidade de concentração e colapso dos vasos sanguíneos.

Sobretudo, além desses sinais já citados, os dependentes químicos também apresentaram problemas psicológicos. Na maioria dos casos, até mesmo mesmo problemas familiares são frequentes.

Reações adversas

A priori as reações adversas da heroína são muitas. Porém, uma das mais gaves é o fato da droga atuar no sistema parassimpático.

Isso significa que após atuar nesse sistema, a heroína irá substituir as propriedades da acetilcolina. Esse, para quem não sabe, se trata de um neurotransmissor importantíssimo, que atua nas área da memória e do aprendizado.

Além do mais, a heroína também irá impedir a produção de endorfinas. As endorfinas são analgésicos naturais do organismo.

No caso, a heroína impede a produção dessa substância, pois se encarrega de fornecer esse efeito analgésico de forma intensificada. Inclusive, quanto mais doses de heroína a pessoa toma, mas baixa fica a produção natural de endorfina e a acetilcolina pelo organismo.

Sobretudo, é por conta da falta dessas substâncias que o o viciado sofre reações tão adversas quando resolve abandonar a droga. Porque, com a produção natural da endorfina e da acetilcolina em baixa, os terríveis sintomas da síndrome de abstinência surgem com toda violência.

Ou seja, quando o viciado tenta suprimir a droga, o organismo não consegue voltar automaticamente a produzir essas substâncias. Logo, nada irá ameniza a dor, a angústia, a falta de memória, a depressão e assim por diante.

Outros perigos

Primeiramente, vamos destacar os perigos que existem por conta do compartilhamento de seringas. Basicamente, algumas pessoas, além de usarem a droga, ainda se submetem a atitudes nada higiênicas.

Portanto, essas pessoas têm maiores chances de adquirir diversas doenças. Como por exemplo, a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), hepatites, tétanos, inflamação do endocárdio, que é a película que envolve o coração; e também pneumonias. Além das chances de necrosar os tecidos.

Sobretudo, ocorre também muitos casos de morte por overdose. Nesses casos, são comuns que ocorrem paradas respiratórias decorrentes do uso prolongado, ou então do uso da heroína com outras drogas.

Além do mais, existem casos em que a heroína aparece misturada com talco, analgésicos e bicarbonato. Ou então, qualquer outro tipo de pó que iluda os usuários, e gere maior lucro para os traficantes.

Aliás, quando a heroína aparece misturada com outros elementos, ela se torna mais branda. Porém, o perigo é quando o usuário tiver acesso à uma droga mais pura. Nesse caso, se ele usar a mesma dose que utiliza da heroína misturada, pode correr o risco de morrer de overdose.

Heroína no Brasil

Primeiramente, vale destacar que a heroína não é tão comum no Brasil. Porém, existem outras substâncias que podem ser encontradas com maior facilidade, como é o caso da cocaína e do crack. Até porque, essas substâncias conseguem chegar de forma fácil e barata por aqui.

Por exemplo, você consegue encontrar uma pedra de crack por 3 ou 4 reais. Enquanto o grama de cocaína fica por volta de 6 reais.

Em contrapartida, o uso de heroína é bem comum nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália. Basicamente, nesses lugares, a heroína chega a custar US$ 6 o envelope.

O que achou da nossa matéria? Você tinha ideia de que a heroína é tão devastadora para o corpo?

Leia mais: Por quanto tempo as drogas permanecem no organismo?

Fontes: Brasil escola, RFI português do Brasil, Super interessante

Imagens: Notícias ao minuto, Notícias. R7, Natureza bela, Conceitos, Veja, Pava blog, Teatro Juca Chaves, Notícias ao minuto, Definición

Источник: https://segredosdomundo.r7.com/heroina/

Saiba quais são os efeitos da heroína no organismo

O que é a heroína e quais os efeitos da droga
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A heroína é uma das drogas mais potentes, viciantes e mortais do mundo. Derivada de algumas espécies da papoula, a Papaver somniferum — um tipo de planta nativa do Oriente Médio e de países do sul da Europa —, assim como o ópio, essa droga ilícita é obtida pela transformação química da morfina.

Ou seja, da papoula retira-se o ópio, do ópio obtém-se a morfina e da morfina produz-se a devastadora heroína. No entanto, entenda que a principal finalidade do cultivo dessa planta era para uso medicinal. Já existiram e existem vários remédios inofensivos com propriedades extraídas da papoula.

Contudo, conhecendo os efeitos alucinógenos da substância, parte desse destino foi alterado. As pessoas passaram a utilizar a planta para produzir essa droga tão viciante. E como o vício acontece? Por que usuários se comportam de maneira tão incomum durante os efeitos da heroína? Continue para entender!

Como é a utilização da heroína atualmente?

Como a substância é derivada da morfina, a denominação química da heroína é diacetilmorfina. Vale ressaltar que o ópio sem si não é o grande vilão. Há muitos anos, ele era utilizado somente para tratamentos de saúde. Contudo, atualmente, o uso de seus derivados se transformou em verdadeiros e complexos problemas de saúde.

O emprego inadequado da propriedade expandiu-se tanto pelos laboratórios ilícitos e pelo comércio ilegal de drogas que o cultivo da planta é proibido no Brasil e em muitos países. Este é um dos entorpecentes mais caros e a maior parte dele é consumida em países da Europa e também pelos Estados Unidos.

Para você ter uma ideia da devastação, em 2017, o então presidente Donald Trump declarou epidemia de opioides (que são as drogas derivadas do ópio) nos Estados Unidos e a situação passou a ser uma emergência de saúde pública como nunca vista antes no país.

Mesmo não sendo o narcótico mais utilizado por aqui — devido à dificuldade de distribuição e a consequente elevação do preço, pois a produção da papoula é feita em países como Turquia, China e Índia — existem muitas pessoas que sofrem com sua dependência, prejudicando a boa saúde, a vida social e o relacionamento de famílias inteiras.

A droga é considerada semi sintética ou semi natural e pode ser consumida de várias formas: injetada (altamente perigosa para contração de doenças); fumada (aquecida com auxílio de um recipiente como uma colher) ou inalada. Ao contrário do que se pode imaginar, o efeito viciante da heroína acontece em qualquer uma das formas de utilização.

Quais são os efeitos da droga no organismo?

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A heroína é um alucinógeno muito potente e altera toda a estrutura física e fisiológica do cérebro, sendo altamente destruidora. Seu efeito de dependência é instantâneo para muitas pessoas.

O uso a longo prazo pode ser irreversível para as sequelas da doença, como a diminuição da capacidade cognitiva e atraso mental.

Especialistas alertam para o pouco tempo de vida de uma pessoa que consome heroína. Há mortes causadas por overdose da substância e também por crises de abstinência, de tão fortes que podem ser. Os efeitos são devastadores dessa droga que é considerada três vezes mais forte do que a morfina. Confira!

Sensação de prazer

Assim que injetada, inalada ou fumada, a heroína começa a agir em cerca de sete segundos. A substância tem alto poder de ativar a dopamina, nosso neurotransmissor do prazer. Com isso, transformam as necessidades orgânicas de uma pessoa em necessidade exclusiva pela substância.

Isso inibe o processo natural da sensação de prazer, substituída pela sensação de prazer causada pela droga sintética, o que potencializa muito o sentimento de bem-estar na pessoa. Assim, usuários de heroína logo sentem elevação da autoestima, leveza e euforia, comparável a um orgasmo.

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A dor e tristeza que a pessoa provavelmente sentia antes de usar a droga é substituída por esse mix de sentimentos bons, o que faz com que ela queira isso novamente. Como a dopamina associa a sensação de recompensa do prazer, o cérebro entende que aquela substância que proporcionou tanta satisfação deve ser consumida mais e mais, levando, assim, a pessoa ao vício extremo.

Sonolência

Muitas drogas de abuso dão sonolência após o ápice da euforia. Isso acontece também com a heroína. Após a sensação de bem-estar e tranquilidade, a pessoa começa a ficar letárgica, depressiva e sonolenta. A temperatura do corpo diminui, as pupilas se contraem e o usuário entra em sono profundo. Ele pode dormir por muitas horas seguidas, mais do que duraria o sono de uma pessoa saudável.

Insônia e depressão profunda

No período de abstinência, o usuário desenvolve sintomas adversos aos que lhe proporcionaram o bem-estar inicial, que dura cerca de cinco a sete horas.

Nessa fase, ele tem insônia, depressão profunda, agitação e transpiração excessiva. Por isso, para que possa sentir prazer novamente, ele busca mais doses da substância, o que o leva a um círculo vicioso.

A droga é altamente depressora do sistema nervoso central.

Diarreia, calafrios e febre alta

Entre 24 e 48 horas após tomar a dose de heroína, a pessoa passa a ter diarreia forte, dores musculares, perda do apetite, calafrios, tremores, sentir pânico e febre alta. Esses são efeitos da heroína quando a sensação de prazer acaba, causando a confusão e desregulação total do cérebro e, consequentemente, do organismo em geral.

Necrose dos órgãos

Outro efeito devastador da heroína é a necrose — morte de um tecido ou parte dele quando um organismo ainda está vivo.

Quando consumida na forma injetável (a maneira mais utilizada pelos usuários) a substância cai na corrente sanguínea e, de tão potente que é, pode necrosar certos órgãos e veias.

Isso também dificulta a entrada da agulha nas veias e a pessoa se machuca toda vez que faz a aplicação, ficando cheia de picadas.

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Quais são os tratamentos indicados?

Os efeitos da heroína, a sensação de prazer e a compulsão são coisas que acontecem facilmente com o seu uso. A dependência é muito devastadora e rápida, podendo ser vista já nas primeiras vezes que uma pessoa utiliza. Contudo, o que não é fácil nem rápido é o tratamento para abandonar a droga e sair do vício de entorpecentes.

Por isso, sabemos da luta que é para as famílias se livrarem dessa situação e podemos ajudar. Somos especializados no encaminhamento e tratamento de usuários de álcool e drogas. Entre em contato para conversarmos mais!

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Heroína: efeitos, dependência e abstinência

O que é a heroína e quais os efeitos da droga

A maioria dos opiáceos foi e é utilizada como medicamento: o láudano costuma ser indicado contra a diarreia; a codeína é utilizada contra a tosse; a morfina, a meperidina e a metadona são utilizadas para aliviar a dor; a metadona costuma ser utilizada para prevenir e tratar a síndrome de abstinência da heroína. Apesar de poderem ser utilizadas como medicamentos muitas pessoas utilizam-nas como drogas, tendo em conta que estas substâncias têm efeitos sobre o sistema nervoso central.

Normalmente, a heroína é adquirida sob a forma de um pó castanho, que os consumidores diluem e injectam por via intravenosa, pois desta forma os efeitos da droga, para além de se manifestarem de forma mais rápida, são mais intensos.

De qualquer modo, como esta via de administração costuma ser bastante perigosa, muitos consumidores preferem inalá-la ou absorver pela boca o fumo resultante da sua combustão.

Dado que a heroína é uma substância tóxica, a sua administração provoca uma intoxicação aguda.

Por outro lado, como a heroína é uma substância que se costuma adquirir ilegalmente, na grande maioria dos casos, não é vendida no seu estado puro, podendo estar misturada com outras substâncias tóxicas, como a estricnina.

De facto, os consumidores não costumam conhecer com precisão a composição do produto que adquirem, o que pode ser extremamente perigoso para os toxicodependentes que a administram por via intravenosa, já que dão origem a graves intoxicações e à morte por overdose de heroína e de outras substâncias tóxicas.

É importante destacar o facto de os efeitos da heroína não serem iguais no início do consumo ou depois de gerada a dependência.O motivo que leva inicialmente uma pessoa a injectar-se, deve-se a uma intensa sensação de prazer e euforia. Posteriormente, o indivíduo vê-se obrigado a consumi-la para evitar o estado de carência que provoca a ausência da substância.

Efeitos imediatos

Sobre o Sistema Nervoso Central:

  • Analgesia;
  • Sonolência;
  • Euforia;
  • Sensação de tranquilidade e diminuição do sentimento de desconfiança;
  • Embotamento mental;
  • Contração da pupila;
  • Náuseas e vómitos;
  • Depressão da respiração (causa de morte por overdose);
  • Desaparecimento do reflexo da tosse.

Outros efeitos:

Produz a libertação de histamina (vasodilatação e comichão na pele).

A nível endocrinológico: inibição da hormona que liberta a gonadotropina; diminuição dos níveis do factor de libertação da corticotropina (diminuem os níveis de plasma do cortisol testosterona).

Na mulher produzem-se ciclos menstruais irregulares.

No aparelho digestivo: os movimentos peristálticos tornam-se lentos, favorecendo a prisão de ventre.

Na bexiga: o tónus do esfíncter aumenta e diminuem os reflexos da micção, provocando

Efeitos a longo prazo e potencial de dependência

Desenvolvimento de tolerância com grande rapidez. Tendência para aumentar a quantidade de heroína autoadministrada, com o fim de conseguir os mesmos efeitos que antes eram conseguidos com doses menores, o que conduz a uma manifesta dependência. Passadas várias horas da última dose, o viciado necessita de uma nova dose para evitar a síndrome de abstinência provocada pela falta dela.

Desenvolve tolerância em relação aos efeitos de euforia, de depressão respiratória, analgesia, sedação, vómitos e alterações hormonais. Estes efeitos, junto com a diminuição da libido, a insónia e a transpiração, são os sintomas dos consumidores crónicos.

Os opiáceos, devido aos seus potentes efeitos eufóricos e à intensidade da sintomatologia de abstinência, geram um alto grau de dependência. Há milhares de pessoas no mundo inteiro que tentam tratar a dependência destas substâncias.

Síndrome de abstinência

Sintomas: desejo de consumo, inquietação e irritabilidade, hipersensibilidade à dor, náuseas, dores musculares, estado de ânimo disfórico, insónia, ansiedade.

Marcas físicas: dilatação da pupila, transpiração, “pele de galinha”, taquicardia, aumento da tensão arterial, bocejos, febre.

Os sintomas demoram aproximadamente uma semana a desaparecer, apesar de permanecer uma lembrança constante.

A síndrome descrita, embora acarretando muito sofrimento e sensação de perigo para muitos heroinómanos, não é grave e pode ser superada sem riscos para a saúde.

Além destes sintomas variarem segundo a quantidade ingerida, frequência, via de administração, etc., a sua intensidade depende em grande parte da motivação e expectativas do indivíduo, do apoio familiar, profissional, etc.

Muitas das complicações típicas dos heroinómanos estão intimamente relacionadas com as infeções causadas pelo uso da seringa, falta de hábitos higiénicos adequados e também pela adulteração do opiáceo mediante produtos tóxicos ou prejudiciais (é frequente encontrar adulterantes como açúcar em pó, talco, lactose, cacau,…). Isto explica o aparecimento no paciente de feridas, abcessos, processos infeciosos como hepatites, pneumonias, SIDA.

Na grande maioria dos casos, os toxicodependentes vêem-se obrigados a tornarem-se vendedores de droga, a prostituírem-se ou a cometerem qualquer tipo de crime para poderem pagar o elevado custo da heroína, o que, independentemente das razões, provoca conflitos cada vez mais graves nos seus ambientes familiares, sociais e profissionais.

Adições não se resolvem apenas com “força de vontade”

Источник: https://www.atlasdasaude.pt/publico/content/heroina

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