O que é a Labirintite e como Tratar

LABIRINTITE – Sintomas, causas e tratamento

O que é a Labirintite e como Tratar

A labirintite, também conhecida como neurite vestibular, neurolabirintite ou vestibulopatia periférica aguda, é uma doença benigna e autolimitada que causa intensas vertigens.

Chamamos de vertigem a tontura que tem característica rotatória, ou seja, aquela em que temos a impressão de que nós ou o ambiente ao redor está girando.

Apesar de ser uma doença benigna e com recuperação completa na maioria dos casos, durante as crises, os sintomas de labirintite, como tontura, náusea, vômito e desequilíbrio, podem ser bastante incapacitantes.

A labirintite é provocada por uma inflamação do ouvido interno, região na qual fica localizada uma estrutura chamada labirinto, responsável pelo nosso equilibro. Dentre todas as causas de tonturas, a labirintite é uma das mais comuns.

Para entender o que é a labirintite é preciso primeiro saber o que é o labirinto e como funciona o ouvido interno.

Labirinto e ouvido interno

O labirinto é a estrutura responsável tanto pela audição quanto pelo equilíbrio. O labirinto consiste em duas partes principais:

  • Cóclea: é uma pequena estrutura em forma de caracol que converte vibrações sonoras em impulsos nervosos que viajam até o cérebro.
  • Sistema vestibular: consiste em uma rede complexa de canais semicirculares que desempenham um papel importante na manutenção do equilíbrio, fornecendo informações sobre a orientação espacial do corpo.

Labirinto – Ouvido interno

O interior do labirinto é preenchido por líquido. O cérebro usa a movimentação desses líquidos para identificar movimentos, saber a posição do corpo e nos manter em equilíbrio.

As informações passadas pelo labirinto através da movimentação destes líquidos ajudam o cérebro a interpretar movimentos angulares, acelerações lineares e forças gravitacionais.

Quem “sente” e leva esses movimentos dos líquidos para serem interpretados pelo cérebro é o nervo vestibulococlear, também chamado de nervo auditivo.

O nervo auditivo possui dois ramos, cada um responsável por uma das funções básicas do ouvido: o ramo coclear informa o cérebro sobre sons captados pelo ouvido enquanto o ramo vestibular informa sobre movimentos do nosso corpo captados pelo aparelho vestibular.

Apenas como curiosidade: você sabe por que ficamos tontos depois de rodarmos várias vezes? Porque quando paramos de rodar, apesar de já estarmos parados, os líquidos dentro do nosso ouvido interno ainda ficam em movimento rotacional por alguns segundos, fazendo com que o cérebro interprete que ainda estamos rodando. Se fecharmos os olhos, a tontura aumenta ainda mais, pois de olhos abertos a visão avisa o cérebro que estamos parados, atenuando assim a mensagem errada que o nervo auditivo está enviando.

O termo labirintite tem sido usada erroneamente para designar qualquer doença do labirinto. Na verdade, labirintite é a inflamação do labirinto e/ou da porção vestibular do nervo auditivo, responsável pela inervação do labirinto. Nem toda labirintopatia (doença do labirinto) é uma labirintite.

Causas

A inflamação do labirinto afeta suas estruturas, interfere com a movimentação dos líquidos no seu interior e ainda atrapalha a transmissão dos impulsos nervosos para o cérebro. Com isso, o cérebro passa a interpretar de forma equivocada os sinais do ouvido interno, resultando em sintomas como tontura, desequilíbrio, enjoos e até perda auditiva.

Labirintite viral

A inflamação do labirinto é na maioria das vezes causada por uma infecção viral. Em pelo menos 50% dos casos, o paciente refere ter tido uma virose recente, como gripe, resfriado, síndrome mão-pé-boca ou até gastroenterite viral.

Uma forma distinta de labirintite pode ser surgir em pacientes com herpes zoster. O quadro é chamado de síndrome de Ramsay-Hunt, e os sintomas habituais são vertigem, perda de audição, lesões dermatológicas e paralisia facial.

Os vírus mais relacionados ao surgimento da labirintite são:

  • Influenza (resfriado).
  • Parainfluenza (resfriado).
  • Adenovírus (resfriado e gastroenterite).
  • Vírus sincicial respiratório (resfriado).
  • Citomegalovírus (citomegalovirose)
  • Vírus da caxumba.
  • Varicela-zoster (catapora e herpes zoster)
  • Vírus de rubéola.
  • Herpes simplex 1 (herpes labial)
  • Coxsackievirus (síndrome mão-pé-boca).

Labirintite bacteriana

Mais raramente, a labirintite pode ser causada por uma infecção bacteriana, ocorrendo geralmente após um quadro de otite média ou meningite bacteriana.

A labirintite de origem bacteriana é um caso mais grave que a labirintite viral, podendo evoluir com surdez permanente e infecção generalizada.

As bactérias mais relacionadas ao surgimento de labirintite são:

  • Streptococcus pneumoniae.
  • Haemophilus influenzae.
  • Moraxella catarrhalis.
  • Neisseria meningitidis.
  • Streptococcus sp.
  • Staphylococcus sp.
  • Proteus sp.
  • Bacteroides sp.
  • Mycobacterium tuberculosis.

Fatores de risco

Alguns fatores aumentam o risco de você desenvolver labirintite. Os principais são:

  • Consumo frequente e exagerado de bebidas alcoólicas.
  • Cansaço.
  • História de alergias
  • Tabagismo.
  • Estresse
  • Consumo excessivo de café.

Sintomas

O principal sintoma da labirintite é uma súbita e intensa vertigem, comumente associada a náuseas, vômitos e desequilíbrio ao andar.

O quadro de vertigens costuma ser tão forte que o paciente procura ficar deitado, pois é impossível fica em pé.

Um sinal importante de vertigem é a presença do nistagmo: involuntários, rápidos e curtos movimento dos olhos, geralmente em direção lateral, como no vídeo abaixo. Ela ocorre na labirintite e em todas as outras doenças que cursam com vertigens.

As tontura do tipo vertigem também tem como característica o fato de apresentar períodos de melhora e piora ao longo dos dias. As vertigens costumam piorar sempre que há movimentos bruscos da cabeça.

Quando a labirintite é causada pela inflamação do labirinto, também está presente a perda auditiva do ouvido acometido.

Quando a labirintite ataca apenas o ramo vestibular do nervo auditivo, caracterizando uma neurite vestibular pura, há apenas as tonturas sem que haja perda auditiva, pois o ramo coclear está intacto. O quadro de perda auditiva geralmente é de leve a moderada intensidade, sendo mais evidente para sons de alta frequência. Também é comum a presença de zumbidos.

Alguns médicos fazem a distinção entre a labirintite e a neurite vestibular, chamando de labirintite apenas os casos nos quais há perda auditiva, indicando inflamação do labirinto e não do ramo vestibular do nervo auditivo.

Resumindo os principais sintomas da labirintite são:

  • Vertigens.
  • Enjoos com ou sem vômitos.
  • Desequilíbrio.
  • Perda de audição.
  • Zumbidos.
  • Nistagmo (movimentos laterais e involuntários dos olhos).

Na labirintite, outros sinais e sintomas neurológicos, como alteração da fala, dificuldade para engolir, desorientação, perda de força nos membros, perda da sensação e forte do de cabeça não estão presentes. Se o paciente tiver um ou mais desses sintomas, é preciso pensar na hipótese de um AVC (leia também: 7 sintomas do AVC – derrame cerebral).

Duração dos sintomas

A labirintite é uma doença autolimitada que melhora espontaneamente, mas em alguns casos os sintomas podem durar algumas semanas.

Via de regra, os dois ou três primeiros dias são os piores, com o quadro apresentando melhora progressiva ao longo dos próximos dias. Uma tontura residual, principalmente após movimentos bruscos da cabeça, pode persistir por vários meses.

Apenas 1% ou 2% dos pacientes que tiveram labirintite apresentam recorrência da doença, geralmente no ouvido que não havia sido acometido.

Diagnóstico

Não existe um exame específico que aponte para o diagnóstico da labirintite.

O diagnóstico é feito baseado nos sintomas, no exame físico e na história clínica do paciente.

Um exame que o médico pode fazer no consultório é o chamado teste do impulso cefálico, que encontra-se positivo em cerca de 80% dos pacientes com labirintite.

Teste do impulso cefálico.

Esse teste é feito da seguinte forma: o paciente deve estar em repouso e com o olhar fixado em algum ponto à sua frente. O médico, então, faz uma rotação lateral da cabeça para cada lado e pede para o paciente tentar manter o olhar fixo à frente.

Os pacientes com labirintite não conseguem manter o olhar fixo, ele desvia junto com a cabeça para o lado em que o ouvido interno está inflamado. O olho vai junto com a cabeça e segundos depois o paciente voluntariamente corrige, voltando o olhar para o ponto fixado. Na ilustração acima, a paciente tem uma labirintite no ouvido direito.

Exames de imagem, como a tomografia ou a ressonância magnética, estão indicados quando o médico suspeitar que as vertigens têm origem em uma lesão no sistema nervoso central e não no ouvido interno. Pacientes idosos com com fatores de risco para AVC são o grupo que mais se beneficiam desses exames.

Tratamento

Como já foi dito, a labirintite é um quadro autolimitado que melhora sozinho com o tempo. Entretanto, os sintomas costumam ser muito intensos, incômodos e, por vezes, prolongados, o que justifica a prescrição de medicação sintomática.

Repouso e hidratação estão indicados para todos os casos.

O uso de corticoides parece acelerar a cura da labirintite de origem viral. O esquema mais comum é um curso de 10 dias de prednisona na seguinte posologia:

  • 60 mg por dia nos dias 1 a 5.
  • 40 mg no dia 6.
  • 30 mg no dia 7.
  • 20 mg no dia 8.
  • 10 mg no dia 9.
  • 5 mg no dia 10.

Sintomáticos

O uso de medicamentos direcionados para o alívio rápido dos sintomas também está indicado, os mais usados são:

  • Antieméticos (contra enjoos), como a metoclopramida, domperidona, ondansetrona ou prometazina.
  • Anti-histamínicos de primeira geração, como difenidramina ou dimenidrinato.
  • Benzodiazepinas (ansiolíticos), alprazolam, clonazepam, lorazepam ou diazepam.

Apesar de fornecem alívio sintomático, os medicamentos sintomáticos listados acima devem ser utilizados somente nas primeiras 48 horas. Ao suprimir a atividade do sistema vestibular, acredita-se que eles prejudicam a resposta de compensação do sistema nervoso central, atrasando, assim, a recuperação completa do quadro.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/otorrinolaringologia/labirintite/

Labirintite: o que é, causas, tratamento e mais

O que é a Labirintite e como Tratar
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Saiba o que está por trás da sensação de vertigem e enjoo Foto: GI/Getty Images

Labirintite é o nome popular que se dá a todos os transtornos do labirinto, uma estrutura interna do ouvido composta pela cóclea (imprescindível para a nossa audição), pelo vestíbulo e pelos canais semicirculares (que têm papel na manutenção do nosso equilíbrio). Problemas na região podem afetar a capacidade de ouvir e, principalmente, geram tonturae quedas.

Apesar do termo “labirintite” ser comumente utilizado, do ponto de vista científico ele é pouco preciso. Ora, problemas que terminam em “ite” sugerem uma inflamação — e nem tudo o que compromete o labirinto envolve grandes processos inflamatórios.

De acordo com o otorrinolaringologista Paulo Roberto Lazarini, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a forma mais correta de nomear a condição que causa crises de tontura seria labirintopatia ou distúrbio vestibular periférico. “Mas, como são termos mais complexos, a gente acaba usando ‘labirintite’ no dia a dia”, esclarece.

O que causa labirintite e quais são os fatores de risco?

“Perguntar isso é como questionar o que causa a dor de cabeça. A lista é enorme”, brinca Lazzarini.

Inflamações no interior do ouvido, que podem ser disparadas por inúmeras razões, estão entre as principais causas. Infecções virais, tumores, estresse e doenças circulatórias são outras. Até diabetes e hipertensão, por afetarem vasos sanguíneos e mais estruturas da região, às vezes disparam o quadro.

Os fatores de risco em geral estão relacionados aos agentes causadores da labirintite:

• Sedentarismo• Idade avançada• Consumo de bebidas alcoólicas e cigarro• Ansiedade

• Infecções no ouvido

“Indivíduos que fazem atividade física e ingerem alimentos saudáveis certamente têm menor probabilidade de desenvolver distúrbios no labirinto”, pontua Lazarini. Isso porque, com a saúde em ordem, o risco de inflamações por ali cai significativamente.

Diante de uma crise de labirintite, consulte um médico.

Sintomas de labirintite

O mais comum é a tontura mesmo. “Dependendo do motivo, ela vem acompanhada da sensação de ouvido tampado, zumbido e perda auditiva. Nos quadros mais agudos, o indivíduo sofre com náuseas e vômitos”, informa Lazzarini.

As crises de labirintite podem durar minutos ou se arrastar por horas. Há inclusive episódios que seguem por dias antes de desaparecerem completamente.

Diagnóstico de labirintite

O especialista que normalmente detecta e trata a condição é o otorrinolaringologista, embora o clínico geral possa identificá-la.

Antes de confirmar o diagnóstico e as causas por trás dele, é necessária uma avaliação detalhada. “Começamos colhendo dados gerais, como pressão arterial, frequência cardíaca e toda a parte clínica”, afirma Lazzarini.

Depois, são realizadas análises do ouvido para verificar se há sinal de infecção ou inflamação. O estado da audição também é testado. “Então, fazemos testes específicos de equilíbrio. Tudo isso no consultório”, informa o profissional.

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Além disso, há a possibilidade de recorrer a um método mais específico: o exame otoneurológico. “Observamos o labirinto em situações de movimento. Ou seja, enquanto o paciente fica em uma cadeira giratória ou acompanha com os olhos um pêndulo balançando, por exemplo”, relata Lazzarini.

Em determinados casos, o doutor também lança mão de tomografia e ressonância magnética. Mas para que tudo isso? Ora, as tonturas podem ser sintoma de diferentes enfermidades — e é preciso descartá-las antes de confirmar um caso de labirintite.

Labirintite tem cura? Como funciona o tratamento

Muitas vezes, ela pode ser curada. Para isso, é importante ter o diagnóstico certo, controlar eventuais fatores de risco e remediá-la adequadamente.

Em geral, o tratamento envolve remédios para crise de labirintite que reduzem a estimulação do labirinto, diminuem a tontura e amenizam o enjoo. “Às vezes, é preciso internar o paciente e medicá-lo pela veia, deixando-os algumas horas em observação no pronto-socorro”, conta Lazarini.

Em quadros mais leves, drogas orais são indicadas. E, claro, a pessoa deve estar sempre acompanhada para não levar tombos.

Também há a possibilidade de recorrer a exercícios de reabilitação do labirinto. Comumente, essa tática já resolve a situação e dispensa o uso de fármacos.

Situações específicas podem exigir uma cirurgia no ouvido interno. Pessoas com tumores na região, que alteram a função do labirinto, estão entre as que se beneficiam da estratégia.

Além disso, é fundamental tratar doenças crônicas que disparam as crises de tontura. Isso vale para diabetes e hipertensão, por exemplo.

Apesar de haver cura, os possíveis estragos da labirintopatia na audição não somem na maioria das vezes. Ou seja, a doença vai embora, porém a capacidade de ouvir fica prejudicada — principalmente se o tratamento demorar para começar.

“A chance de regeneração das células auditivas é mínima. Nesses casos, os indivíduos usam aparelhos para conseguir ouvir”, avisa o expert.

Quais são as complicações

As quedas ocasionadas pela tontura, principalmente na velhice, são um dos grandes temores. Isso porque, conforme os ossos perdem rigidez com a idade, um tombo pode culminar em fraturas sérias.

Ao sinal de tontura constante, não deixe de buscar ajuda médica.

Como prevenir a labirintite

Para evitar a labirintite, é necessário investir em um estilo de vida saudável. Pratique atividade física regularmente, alimente-se bem, fique longe do cigarro e maneire no álcool.

As pessoas que já foram diagnosticadas com labirintite ainda devem aderir a medidas adicionais para fugir das crises. “Em geral, elas precisam evitar café, chá preto, chocolate, bebidas alcoólicas e refrigerantes do tipo cola. Tudo isso estimula o labirinto e agrava o problema”, finaliza Lazarini.

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  • Deficiência auditiva
  • Diabetes
  • Envelhecimento
  • Hipertensão

Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/o-que-e-a-labirintite/

O que é a Labirintite e como Tratar

O que é a Labirintite e como Tratar

A labirintite é uma inflamação do ouvido que afeta o labirinto, uma região do ouvido interno responsável pela audição e equilíbrio. Esta inflamação causa tontura, vertigem, falta de equilíbrio, perda de audição, enjoo e mau estar geral e surge mais facilmente em idosos. 

Esta doença tem cura quando tratada desde inicio, e o seu tratamento geralmente envolve a toma de medicamentos, fisioterapia e a realização de uma alimentação anti-inflamatória para ajudar a reduzir a inflamação.

Sintomas que podem indicar Labirintite

Alguns sintomas que podem indicar a presença de uma inflamação do ouvido interno, incluem: 

  • Dor de cabeça constante;
  • Tontura e vertigem;
  • Perda do equilíbrio;
  • Perda da audição; 
  • Zumbido no ouvido;
  • Vômito e enjoo;
  • Mal-estar geral;
  • Sensação de desmaio;
  • Ansiedade;
  • Sensação de tensão nos músculos da face;
  • Movimentos involuntários dos olhos.

Estes sintomas podem surgir a qualquer momento, podendo persistir por minutos, horas, dias ou semanas, dependendo da pessoa para pessoa. Além disso, os sintomas tendem a agravar ou piorar em ambientes com muita luz ou com muito ruído.

Principais causas da Labirintite

A Labirintite é uma doença que pode ter diversas causas, que incluem: 

  • Infecção no ouvido;
  • Gripes ou resfriados;
  • Traumatismos na cabeça;
  • Efeito colateral de medicamentos;
  • Tumor cerebral;
  • Hipertensão;
  • Hiper ou hipotireoidismo;
  • Hiper ou hipoglicemia;
  • Colesterol alto;
  • Anemia;
  • Alergia;
  • Disfunção da articulação temporomandibular – ATM;
  • Doenças neurológicas.

O surgimento da labirintite está também muito ligado ao envelhecimento, pois é um problema que é mais comum em idosos, mas que pode também surgir em jovens. Além disso, outros fatores como cansaço excessivo, fadiga, excesso de estresse ou abuso de bebidas alcoólicas também podem provocar o surgimento desta inflamação.  

Como é feito o Tratamento

O tratamento para labirintite consiste na ingestão de medicamentos para labirintite, dieta e fisioterapia para tratar e reduzir a inflamação, e melhorar os problemas de equilíbrio. 

1. Remédios usados

Os remédios usados no tratamento da labirintite podem incluir:

  • Vasodilatadores como Atenol ou Adalat (Nifedipina) para melhorar a circulação sanguínea;
  • Remédios que tratam a tontura e a vertigem como Ondansetron, Beta-histina ou Monotrean. 
  • Remédios que reduzem o enjoo como Metoclopramida ou Domperidona. 

Além destes remédios, pode ser recomendado pelo médico a utilização de outros medicamentos, pois o tratamento depende do que está causando a inflamação. 

Durante o tratamento existem outros cuidados que evitam o agravamento dos sintomas como evitar mudanças de posição repentinas e locais muito iluminados,por exemplo. 

2. Alimentação anti-inflamatória

A alimentação anti-inflamatória pode ser um forte aliado no tratamento da Labirintite, pois tem por objetivo reduzir a produção de substâncias no corpo que estimulam a inflamação. Assim, é recomendado: 

  • Evitar alimentos que aumentam a inflamação como açúcar, enlatados, queijos amarelos, chocolate, carnes processadas, biscoitos, bolos, sal, refrigerantes, fast food, bebidas alcoólicas ou comida pronta e congelada. 
  • Consumir alimentos anti-inflamatórios como alho, cebola, açafrão, caril, peixes ricos em ômega-3, como atum, sardinha e salmão, laranja, acerola, goiaba, abacaxi, romã, cereja. morango, castanha, noz, abacate, brócolis, couve-flor, gengibre, óleo de coco, azeite e sementes como linhaça, chia e gergelim.
  • Beber chás para manter a hidratação e controlar a náusea e o vômito. Alguns chás com este efeito incluem o chá de gengibre ou o chá de manjericão, por exemplo. 

Este tipo de alimentação combate eficazmente a inflamação, pois aumenta os níveis de antioxidantes no corpo, diminuindo assim a inflamação. Veja como fazer uma alimentação anti-inflamatória em Alimentação anti-inflamatória combate doenças e ajuda a emagrecer. 

3. Fisioterapia 

As sessões de fisioterapia também são importantes no tratamento da Labirintite, pois irão ajudar a melhorar os problemas de equilíbrio associados a esta inflamação. Durante as sessões, o fisioterapeuta irá investir na mobilização da cabeça do paciente, de forma a reposicionar os cristais presentes no ouvido e assim, melhorar o equilíbrio. 

Veja os exercícios que podem ser feitos para acabar com as tonturas:

Porque surge a Labirintite na gravidez?

Muitas vezes, a Labirintite surge durante o período de gestação, devido ás alterações hormonais que ocorrem durante este período e que provocam retenção de líquido no labirinto.

Esta retenção de líquido provoca uma inflamação e conduz a um episódio de labirintite.

 
Os sintomas sentidos pela grávida são os mesmos e o tratamento também deve incluir a toma de remédios, uma alimentação anti-inflamatória e fisioterapia. 

O que é a Labirintite emocional? 

A Labirintite emocional surge quando existem outros problemas como ansiedade ou depressão, que conduzem ao surgimento desta inflamação. Nestes casos, além do tratamento recomendado, é indicada a realização de psicoterapia, de forma a tratar em simultâneo os problemas emocionais existentes. Saiba mais sobre a labirintite emocional em Labirintite pode ser Emocional. 

Источник: https://www.tuasaude.com/labirintite/

Labirintite

O que é a Labirintite e como Tratar

A labirintite é uma inflamação do ouvido interno ou labirinto. Esta inflamação acontece quando microorganismos ou mediadores inflamatórios “atacam” o labirinto e o “lesionam” causando alterações do equilíbrio e da audição. 

O ouvido interno ou labirinto está inserido na porção petrosa do osso temporal e encontra-se anatomicamente muito próximo do ouvido médio, mastóide, sistema nervoso central e espaço subaracnoideu.

O labirinto é constituído por um esqueleto ósseo (o labirinto ósseo) que contém no seu interior um conjunto de espaços membranosos (o labirinto membranoso). O Labirinto membranoso contém os órgãos sensoriais do equilíbrio e audição.

Saiba, de seguida, o que provoca a labirintite.

Causas da labirintite

Genericamente podemos considerar os seguintes tipos de labirintite : a labirintite inflamatória e a labirintite infecciosa.

1. Labirintite de causas Infecciosas

1.1) Labirintite viral ou vírica – a labirintite vírica ocorre quando o agente causal é um vírus.

  • 1.1.1) Congénita: as causas mais comuns são a Rubéola e a infeção por Citomegalovirus no período pré-natal, ou seja, “na barriga da mãe”.Os casos congénitos de labirintite vírica manifestam-se na infância. Isto não quer dizer que são hereditários ou genéticos. A labirintite congénita ocorre por infeção materna no período gestacional por determinados vírus que são transmitidos ao feto in útero e que podem ser nocivos para o bebé.
  • 1.1.2) Adquirida: estas infeções ocorrem no período pós-natal, ou seja, depois do nascimento. A papeira e o sarampo apresentam-se como causas possíveis.O Síndrome de Ramsay-Hunt, uma forma única de labirintite vírica, ocorre por reativação do virus varicella-zoster (vírus que provoca a Varicela). Geralmente, ocorre com perda auditiva, vertigem/desequilíbrio, paralisia facial e vesículas no pavilhão auricular/canal auditivo.

As infeções víricas podem também ser causa de surdez idiopática neurossensorial súbita.

Outros exemplos de vírus implicados na labirintite são o Influenza, Parainfluenza, Virus Sincicial Respiratório, Adenovirus, Herpes simplex tipo 1, Virús Coxsackie.

1.2) Labirintite Bacteriana – a labirintite bacteriana ocorre quando o agente causal é uma bactéria. É uma consequência potencial de uma meningite ou de otite média aguda ou crónica.

Várias bactérias podem causar labirintite entre elas: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis, Neisseria meningitidis, Staphylococcus, Proteus, Escherichia coli, Mycobacterium tuberculosis, entre outros.

A labirintite bacteriana causada por meningite ou por otite são mais frequentes na criança. No entanto, as causas otogénicas são também responsáveis por labirintite em jovens, adultos e idosos como complicação de otite média aguda não tratada ou como complicação de otite média crónica.

Atualmente, em que o acesso aos antibióticos está difundido, este tipo de labirintite é mais rara.

  • 1.2.1) Supurativa – A Labirintite bacteriana supurativa ocorre quando o agente causal é uma bactéria e há invasão bacteriana directa do labirinto.
  • 1.2.2) Serosa – A labirintite bacteriana serosa ocorre no decurso de uma infeção bacteriana mas por passagem de mediadores inflamatórios para o ouvido interno que lesionam o labirinto, sem invasão bacteriana direta.

2. Labirintite de Causas inflamatórias

  • 2.1) Labirintite pós traumática ou pós-cirurgica – As labirintites podem ocorrer por contaminação do labirinto com sangue ou ar, o que pode ocorrer num traumatismo ou cirurgia.
  • 2.2) Labirintite auto-imune – A Labirintite auto-imune é rara e acontece quando o nosso sistema imune “ataca” partes do nosso corpo. Esta pode ocorrer numa forma mais localizada e estar restrita ao ouvido interno ou como parte de um síndrome sistémico, ou seja, com manifestações em outras regiões do corpo.

Por último, as alterações emocionais, o stress e a ansiedade podem levar a alterações do equilíbrio e ao aparecimento/agravamento de sintomas auditivos como o zumbido.

Não se trata de uma labirintite (de causa) emocional ou nervosa, no entanto convém lembrar que o stress e a ansiedade podem mimetizar alguns sintomas de labirintite. O diagnóstico correto é fundamental para uma orientação adequada.

Saiba, de seguida, quais são os sintomas da labirintite.

Labirintite – sintomas

Uma crise de labirintite tem como principais sinais e sintomas:

  • perda auditiva ou hipoacusia (geralmente de tipo neurosensorial ou misto);
  • vertigem ou tonturas.

Podem estar presentes outros sintomas como: acufeno (ou “zumbido no ouvido”), dor de ouvido, dor de cabeça, febre, mal estar, náuseas e vómitos, otorreia (pús a sair pelo ouvido), paralisia facial, entre outros.

A perda auditiva é frequentemente súbita (nas causas infeciosas) mas também pode ser de instalação mais progressiva (por exemplo, nas causas auto-imunes).

Habitualmente, a labirintite inicia-se com uma fase aguda onde há perda auditiva e vertigem súbitas. O tempo de duração de sintomas é variável. As queixas de vertigem, tontura, náuseas e vómitos geralmente duram dias a semanas.

Após um período de recuperação, que pode demorar semanas, segue-se a fase crónica cujos sintomas podem ser difíceis de descrever.

A perda auditiva é variável (na grande maioria das vezes ocorre com sequelas permanentes) e pode permanecer uma alteração do equilíbrio, não tão intensa e por vezes difícil de descrever – o doente não se sente bem, sente desconforto e dificuldade em realizar tarefas como estar de pé de olhos fechados, andar no meio de muita gente ou em ambientes muito confusos, virar a cabeça bruscamente, ente outros. Estas alterações podem diminuir significativamente a qualidade de vida do doente.

Relativamente à intensidade dos sintomas, a labirintite pode ser grave ao ponto de levar à perda auditiva e desequilíbrios incapacitantes.

Diagnóstico da labirintite

Quando há suspeita de labirintite deve sempre ser consultado um médico especialista em otorrinolaringologia.

É importante saber que não existem exames específicos para diagnosticar a labirintite.

O diagnóstico é feito pela avaliação clínica (sinais e sintomas) com a ajuda de determinados meios auxiliares de diagnóstico.

O exame essencial para detectar a perda auditiva é o audiograma. Este pode revelar uma perda auditiva neurossensorial (por exemplo, numa labrintite vírica) ou mista (por exemplo, numa labirintite por otite média aguda ou crónica). A perda auditiva pode ser leve a moderada (mais frequente nos casos víricos) ou severa a profunda (mais frequente na labirintite bacteriana supurativa).

Os Potenciais Evocados do Tronco Cerebral podem ser usados nos doentes que não conseguem realizar ou colaborar num audiograma.

No que diz respeito à avaliação do equilíbrio, a videonistagmografia pode revelar hipofunção ou ausência de respostas no lado afetado.

Outros exames como análises sanguíneas, punção lombar e exames de imagem como a Tomografia Computorizada e a Ressonância Magnética podem ter interesse em casos selecionados.

Complicações da labirintite

A labirintite por si só pode ser considerada uma complicação de uma inflamação/infeção subjacente.

Podem ocorrer também as complicações associadas ao quadro inflamatório/infecioso que levou à labirintite. A morte associada à labirinte é rara. O risco de morte é maior nos casos associados a meningite ou sépsis grave. 

Labirintite tem cura?

A labirintite é uma doença que possui um prognóstico favorável se diagnosticada e tratada de forma atempada e adequada. No entanto, a labirintite pode deixar sequelas auditivas e no equilíbrio que podem variar desde sintomas ligeiros a moderados e, por vezes, sequelas graves e incapacitantes.

Saiba, de seguida, como tratar a labirintite.

Labirintite – tratamento

Como qualquer inflamação ou infeção o repouso e uma boa hidratação, bebendo bastantes líquidos como água, chãs, entre outros, são fundamentais.

Existem algumas classes de medicamentos (ou remédios) que podem ter interesse no tratamento sintomático da vertigem como as benzodiazepinas (como por exemplo o diazepam que funciona como depressor do sistema nervoso central), a

Beta-histina, os Antagonistas dos canais de cálcio (como a cinarizina ou flunarizina), entre outros.

As náuseas e vómitos devem ser tratados com medicação antiemética como a metoclopramida e o ondansetrom. A alimentação ou dieta não interferem diretamente na labirintite. Claro está que sobretudo na presença de náuseas e vómitos devem-se evitar os alimentos que possam agravar esses sintomas. Nos casos mais graves pode ser necessária a pausa alimentar e soros endovenosos.

Dado que a na labirintite existe uma inflamação do labirinto, o tratamento com corticosteróides pode ajudar a reduzir este efeito.

Os antivíricos, como o aciclovir e valaciclovir, podem ser usados nas infeções víricas.

As labirintites bacterianas requerem tratamento antibiótico e fazer a drenagem da infecção do ouvido médio/mastóide. Para isso pode ser necessária a colocação de um tubo de ventilação para drenar o pus/efusão do ouvido médio. A mastoidite e a otite média crónica colesteatomatosa requerem também tratamento cirúrgico.

Nos casos em que a crise aguda de vertigem já resolveu mas mantém-se uma alteração do equilíbrio a reeducação ou reabilitação vestibular podem melhorar estas queixas. Alguns exercícios para o domicílio também podem dar ao doente um bem estar adicional.

O doente nunca deve automedicar-se ou tentar qualquer tipo de tratamento caseiro ou natural sem consultar primeiro um otorrinolaringologista, sob pena de poder agravar o seu quadro clínico. A medicação referida deve ser sempre prescrita pelo seu médico assistente que deverá tomar sempre de acordo com a receita médica.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/otorrino/labirintite/

Labirintite: sintomas, causas, tratamento e tem cura?

O que é a Labirintite e como Tratar

A labirintite (CID 10 H83) é uma infeção do ouvido que afeta o labirinto e suas estruturas responsáveis pela audição (cóclea) e pelo equilíbrio (vestíbulo), causando tontura, desequilíbrio e zumbidos. É associada indevidamente a qualquer distúrbio na região do ouvido interno, mas o termo correto esses casos é labirintopatia.

É bastante comum que quando uma pessoa sinta tontura repentinamente associe pense que “está com labirintite”. Porém, essa associação da labirintite com desequilíbrio no geral e zumbido no ouvido é errônea.

Afinal, a expressão correta a ser usada é “labirintopatia”, nome genérico dado a problemas relacionados tanto com a audição quanto com o equilíbrio corporal. A labirintite, portanto, é uma infecção grave e rara do labirinto – sendo uma espécie de labirintopatia.

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Tipos

As tonturas relacionadas ao labirinto podem ser divididas nos seguintes tipos:

O tipo de tontura mais comum na população é causada pelo desarranjo de cristais que existem dentro do labirinto e que auxiliam a localizar a posição da nossa cabeça. Quando os cristais estão fora do lugar, eles geram um conflito de informações.

Esse quadro de tontura pode ser desencadeado por traumatismo craniano e é mais comum em pessoas que apresentam alterações metabólicas (como diabetes e colesterol alto), que fazem estes cristais se desprenderem do seu local de origem.

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A Síndrome de Ménière é uma alteração do labirinto, em geral causada por problemas metabólicos ou maus hábitos alimentares, como excesso de açúcares.

A migrânea vestibular é uma dor no cérebro, associada à tontura, desequilíbrio e dor de cabeça. Geralmente tem origem genética, mas também pode surgir devido ao estresse, mudanças hormonais e má alimentação.

O nome se dá pela labirintite atingir uma área do cérebro chamada de sistema vestibular, fazendo com que o paciente se sinta sensível à luz, sons e movimentos (como pessoas andando ou objetos se locomovendo).

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Causas

As causas da labirintite ainda não são totalmente claras. Mas sabe-se, porém, que infecções e inflamações sejam as principais causas para a doença, como a otite média e o resfriado.

Labirintite: conheça as causas da doença que provoca tontura

Outros fatores, ainda que com menos frequência, também podem provocar labirintite, a exemplo de tumores, doenças neurológicas, compressões mecânicas, alterações genéticas, alergias e o uso de medicamentos perigosos para a saúde do ouvido interno.

Na labirintite, as áreas do ouvido interno ficam inflamadas e irritadas, fazendo os nervos do vestíbulo enviarem sinais incorretos ao cérebro como se o corpo estivesse se movendo. No entanto, outros sentidos, como a visão, não detectam esse movimento, causando uma confusão entre os sinais recebidos pelo cérebro e, consequentemente, a perda das noções de equilíbrio.

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De forma geral, podemos dividir as causas da labirintite em:

  • Virais: labirintite oriunda de infecções por vírus na boca, nariz e vias aéreas
  • Bacterianas: invasão de uma bactéria no labirinto, muitas vezes ligada à meningite
  • Emocionais: labirintite causada pelo estresse

Fatores de risco

Alguns fatores considerados de risco aumentam as chances de uma pessoa desenvolver labirintite.

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  • Ter idade acima dos 40 ou 50 anos
  • Hipoglicemia
  • Colesterol alto
  • Hipertensão
  • Diabetes
  • Triglicérides
  • Otite
  • Consumo exacerbado de álcool
  • Tabagismo
  • Consumir café em excesso
  • Uso de medicamentos, como alguns antibióticos, anti-inflamatórios e remédios para estresse e ansiedade
  • Altas taxas de ácido úrico
  • Má alimentação
  • Jejum prolongado
  • Consumir açúcar em excesso

Sintomas de Labirintite

O principal sintoma da labirintite é a vertigem, tipo de tontura em que a pessoa sente que tudo ao seu redor está girando e a pessoa não consegue controlar essa sensação. Muitas vezes ela pode vir acompanhada de outros sintomas, como:

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A fase aguda da doença surge de repente, sem avisos, e costuma durar de minutos ou horas a dias, dependendo da intensidade da crise.

Quando desencadeada por gripe ou resfriado, os sintomas da labirintite geralmente demoram cerca de uma a duas semanas para aparecer.

Labirintite não causa desmaios, mas a recomendação é que a pessoa evite deitar para não agravar a tontura.

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Quadros neurológicos, como tumores e acidente vascular cerebral (AVC), podem se manifestar com tontura que mimetiza problemas do labirinto.

Doenças metabólicas como diabetes descompensado e hipertensão arterial sem controle também podem se apresentar com tontura como primeiro sintoma.

Buscando ajuda médica

Sintomas como tonturas, dificuldade de equilíbrio e zumbido que surgem de repente merecem uma visita ao médico para entender a questão.

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Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar labirintite são:

  • Clínico geral
  • Otorrinolaringologista

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

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  • Lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições e medicamentos ou suplementos que tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar a fim de evitar acidentes devido à vertigem e tonturas no geral

Não hesite em fazer perguntas ao médico, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Labirintite

O médico poderá fazer o diagnóstico de labirintite a partir de algumas simples perguntas a respeito dos seus sintomas.

Muitas vezes, um exame de ouvido pode acabar não detectando nenhum problema. Por isso, o especialista poderá realizar um exame físico e neurológico completo para diagnosticar a labirintite. Geralmente, isso basta para o diagnóstico.

Exames

Pode acontecer de ainda haver suspeitas de que outras doenças estejam causando os sintomas, então, para esses casos, o médico deverá solicitar ao paciente que proceda à realização de alguns exames específicos, a fim de eliminar a suspeita sobre outros distúrbios:

  • EEG (Eletroencefalograma)
  • Eletronistagmografia
  • Tomografia computadorizada da cabeça
  • Exames de audição (audiologia/audiometria)
  • Ressonância magnética da cabeça
  • Aquecer e resfriar o ouvido interno com ar ou água (estímulo de calor) para testar os reflexos do olho

Tratamento de Labirintite

Na maioria das vezes a labirintite desaparece sozinha, o que costuma demorar algumas semanas para acontecer. Mas, quando necessário, o tratamento visa principalmente a redução dos sintomas. Se a causa for infecção bacteriana, o médico lhe receitará um antibiótico e os sintomas deverão desaparecer em breve também.

Em casos de infecções virais, o especialista deverá receitar medicamentos que ajudem a amenizar sintomas como náuseas e vômitos. Veja:

  • Anti-histamínicos
  • Corticoides, como prednisona, quando os sintomas são graves
  • Medicamentos para controlar náusea e vômitos
  • Medicamentos para aliviar a tontura
  • Sedativos

Quando não há crise, pode-se tratar conforme a doença que causou a tontura, como medicações anti-enxaqueca no caso da migrânea vestibular. Já a vertigem paroxística benigna não é tratada com medicações, e sim com exercícios feitos pelo médico para reposicionamento dos cristais.

Se a pessoa estiver em crise de tontura, são indicadas medicações sedativas, que diminuem a ação do labirinto e reduzem o reflexo de náusea. Se os sintomas forem muito intensos, pode ser necessária internação para aplicação das medicações. Em quadros mais leves, a medicação pode ser via oral, com reavaliação precoce por um médico.

A reabilitação labiríntica é uma terapia realizada em várias sessões com o intuito de melhorar o desempenho de todo o sistema do equilíbrio. São exercícios realizados pelo paciente com acompanhamento de fisioterapeuta ou fonoaudiólogo em que são estimulados todos os componentes do equilíbrio. É muito indicada para pessoas mais idosas.

Medicamentos para Labirintite

Os remédios mais usados para o tratamento de labirintite são:

  • Betaserc
  • Clopam
  • Cinarizina
  • Dramin
  • Dramin B6
  • Dramin B6 DL
  • Labirin
  • Vertix

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Labirintite tem cura?

Os sintomas graves da labirintite normalmente desaparecem em uma semana. A maioria dos pacientes melhora totalmente de dois a três meses. A tontura contínua tende a durar mais em pacientes com mais idade.

A audição normalmente volta ao normal. Em alguns casos, porém, a perda auditiva pode ser permanente.

Complicações possíveis

O quadro tende a progredir e limitar as atividades diárias do paciente. Em casos como a migrânea vestibular, a crise de tontura ou de enxaqueca pode ser muito debilitante. Em idosos, o risco de queda é preocupante.

Convivendo/ Prognóstico

No passado, acreditava-se que labirintite não tinha cura. Dizia-se que os pacientes deveriam permanecer imóveis, deitados, porque se levantassem os sintomas atacariam. Com o tempo, a ciência descobriu que não é bem assim – muito pelo contrário. Hoje, sabe-se que permanecer na ativa pode ajudar o paciente a melhorar.

Pergunte ao médico sobre exercícios caseiros que possam melhorar as noções de equilíbrio prejudicadas pela labirintite.

Quando os sintomas da labirintite ocorrerem, poderá ser necessária ajuda para caminhar. Evite atividades perigosas como dirigir, operar maquinário pesado e escalar até uma semana após o desaparecimento dos sintomas.

  • Consumo excessivo de açúcar
  • Jejum prolongado
  • Estresse emocional.

Se você apresentar uma crise súbita de tontura, tente manter a calma e fixar os olhos em um objeto. A visão é um dos componentes do equilíbrio e pode auxiliar a reduzir a intensidade da crise. Procure um serviço médico e evite situações que possam colocá-lo em risco, como dirigir veículo ou andar sozinho.

Pessoas com labirintite são suscetíveis a alguns gatilhos como:

Além disso, problemas persistentes de equilíbrio podem melhorar com fisioterapia. Para evitar que os sintomas da labirintite piorem durante as crises, tente o seguinte:

  • Deite e descanse quando os sintomas se manifestarem
  • Retorne à atividade gradualmente
  • Evite mudanças de posição repentinas
  • Não tente ler quando os sintomas surgirem
  • Evite luzes fortes

Especialista responde: Labirintite pode causar perda do desejo sexual?

Referências

Marcelo Hueb, médico otorrinolaringologista – CRM/MG 23714

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/labirintite

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