O que é a Síndrome da Bexiga Dolorosa e como é feito o tratamento

Cistite intersticial: sintomas, tratamentos e causas

O que é a Síndrome da Bexiga Dolorosa e como é feito o tratamento

Cistite intersticial é uma doença crônica que é caracterizada por dor na bexiga e pelve que vão desde um desconforto até uma dor severa. Apesar dela trazer graves incômodos e interferir na qualidade de vida, ela não está relacionada a problemas ou consequências graves para a saúde.

A bexiga se expande até que esteja cheia, que é quando os nervos da pelve enviam sinais para o cérebro que é hora de urinar. Isso cria uma urgência para a maioria das pessoas, mas quando ela tem cistite intersticial esses sinais ficam confusos. A pessoa sente necessidade de urinar com mais frequência, mas a bexiga não está cheia.

A cistite intersticial é mais comum em mulheres e pode interferir diretamente na qualidade de vida. Apesar de não existir um tratamento que realmente elimine a doença, medicamentos e outras terapias podem oferecer o alívio dos sintomas ao paciente.

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Causas

Ainda não se sabe a exata causa da cistite intersticial. O que se sabe é que pessoas com a doença têm um problema no revestimento protetor da bexiga (epitélio), que pode permitir que as substâncias tóxicas da urina irritem o local. Ainda há a hipótese que os seguintes fatores possam contribuir com o aparecimento da cistite intersticial:

  • Doença autoimune
  • Hereditariedade
  • Infecções
  • Alergias.

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Fatores de risco

Os seguintes fatores são associados ao aparecimento da cistite intersticial:

  • Ser mulher. As mulheres são mais diagnosticadas com a doença que os homens. Neles os sintomas são idênticos, contudo, normalmente estão relacionados a uma inflamação na próstata
  • A maior parte dos casos acontece com pessoas na faixa dos trinta anos de idade ou mais velhos
  • Ter um transtorno de dor crônica, como a síndrome do intestino irritável ou fibromialgia.

Sintomas de Cistite intersticial

Os sinais e sintomas de cistite intersticial variam para cada pessoa e também mudam ao longo do tempo. Dentre os sintomas estão:

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  • Dor na pélvis
  • Dor entre a vagina e o ânus em mulheres e, em homens, entre a bolsa escrotal e o ânus
  • Dor crônica na pelve
  • Micção frequente, frequentemente com pouca quantidade de urina, durante o dia e a noite
  • Dor ou desconforto conforme a bexiga se enche ou esvazia durante a micção
  • Uma necessidade persistente e urgente de urinar
  • Dor durante a atividade sexual.

A intensidade dos sintomas causados pela cistite intersticial variam muito, fazendo com que as pessoas com a doença passem por períodos em que eles são bem fortes e outros em que desapareçam por completo.

Apesar dos sintomas serem muito parecidos com os de uma infecção do trato urinário, na maioria dos casos de cistite intersticial o exame de cultura da urina não mostra a presença de nenhuma bactéria. Contudo, os sintomas podem se tornar mais intensos e sérios se uma pessoa com cistite intersticial pegar uma infecção do trato urinário.

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Buscando ajuda médica

É hora de procurar um médico se a pessoa está apresentando dor na bexiga ou na pelve que não passa, ou quando ela sente vontade de urinar com muita frequência. Apenas o médico poderá dizer qual é a doença e então trata-la de forma correta, evitando complicações.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar cistite intersticial são:

  • Urologista
  • Ginecologista
  • Uroginecologista.

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A fim de entender melhor cada caso e medir a frequência e intensidade dos sintomas, alguns profissionais podem solicitar que o paciente adote um diário em que anote os horários que vai ao banheiro, a quantidade de urina, e o tanto de líquidos que está consumindo.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar ao consultório com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos, vitaminas ou suplementos que ele tome com regularidade. É importante anotar também a dose de cada um que está ingerindo.Muitas vitaminas ou suplementos podem interferir com o funcionamento do sistema urinário
  • Se possível, peça para alguém acompanha-lo.

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O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quão frequentemente você sente a necessidade de urinar sem aviso?
  • Você sente a necessidade de urinar imediatamente após ter urinado?
  • Você acorda no meio da noite para ir ao banheiro?
  • Sente dores ou queimação na bexiga?
  • Sente dor no baixo abdômen ou na pélvis?
  • É sexualmente ativo? Os sintomas incomodam durante o sexo?.

Não deixe de tirar todas as dúvidas com o médico no momento da consulta. Para não esquecer ou acabar ficando sem tempo de questioná-lo, anote as perguntas, começando pela mais importante, assim evitará sair do consultório sem respostas.

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Ter consciência da sua situação, dos tratamentos disponíveis e do que pode ou não ser feito quando se tem cistite intersticial faz toda a diferença no tratamento dos sintomas e na melhoria da qualidade de vida.

Diagnóstico de Cistite intersticial

O diagnóstico de cistite intersticial é feito através de:

  • Análise dos sintomas do paciente, assim como de seu histórico médico. Nesse momento o médico pode solicitar o diário com as anotações da frequência de micção, quantidade de urina e de líquidos que consome
  • Exame pélvico e, as vezes, do ânus
  • Exame de urina (buscando por infecções)
  • Cistoscopia
  • Biópsia
  • Teste de sensibilidade ao potássio, em que o profissional insere duas soluções, uma com água e outra com cloreto de potássio na bexiga do paciente, uma de cada vez.Nesse momento, o paciente deve atribuir notas para dor e para a necessidade de urinar. Se o incômodo for muito maior com o cloreto de potássio pode ser que a pessoa tenha cistite intersticial, pois quando não há o problema as pessoas não conseguem notar diferença entre as duas soluções.

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Tratamento de Cistite intersticial

Por ainda não ser conhecida a causa da cistite intersticial, o tratamento visa controlar a dor e melhorar a qualidade de vida do paciente. Contudo, pode ser necessário testar vários tratamentos diferentes ou até uma combinação deles até se conseguir achar a abordagem que alivie os sintomas. Dentre eles:

  • Mudanças na dieta, evitando cafés, chás e bebidas gasosas, por exemplo
  • Fisioterapia
  • Medicações orais
  • Estimulação nos nervos da bexiga
  • Uso de técnicas que distendem a bexiga
  • Medicações locais
  • Acupuntura
  • Cirurgia.

Convivendo/ Prognóstico

Não há cura para cistite intersticial, então o tratamento visa aliviar os sintomas para aumentar a qualidade de vida do paciente. É necessário ter sempre o acompanhamento médico para verificar se os tratamentos estão surtindo esse efeito ou não e qual funciona melhor para cada caso.

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Apesar de não ser comprovado, muitos pacientes relatam melhorias significativas alterando (aos poucos) a dieta para excluir alimentos que possam causar irritação na bexiga. Então pode ser bom ter acompanhamento com um nutricionista também.

O paciente deve tomar ainda mais cuidado para não contrair infecções do trato urinário, pois elas podem agravar os sintomas ou gerar situações mais sérias.

De acordo com o que já foi estudado, não há ligação entre a cistite intersticial e o câncer ou a problemas de fertilidade.

Complicações possíveis

A cistite intersticial pode causar várias complicações. Dentre elas:

  • Redução da capacidade da bexiga
  • Baixa qualidade de vida, uma vez que algumas pessoas com a doença chegam a urinar 60 vezes por dia
  • Problemas na intimidade sexual do casal
  • Estresses emocionais, inclusive a depressão.

Referências

  • Sociedade Brasileira de Urologia
  • Associação Portuguesa de Urologia
  • Mayo Clinic.

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/cistite-intersticial

Cistite Intersticial: síndrome da bexiga dolorosa

O que é a Síndrome da Bexiga Dolorosa e como é feito o tratamento
1.O que é cistite intersticial?

A cistite intersticial, também conhecida por cistite crônica ou síndrome da bexiga dolorosa, é uma condição que afeta principalmente as mulheres e se caracteriza por dores recorrentes na bexiga, semelhantes àquelas que surgem nos quadros de infecção urinária.

A síndrome da bexiga dolorosa é uma doença ainda pouco conhecida, pela população em geral e até por alguns profissionais de saúde, e suas causas ainda não estão esclarecidas.

Uma definição aceitável para a cistite crônica é: existência de incômodo (dor, ardência, peso, pressão, desconforto etc.) na região da bexiga com duração de pelo menos 6 semanas, associado a outros sintomas de infecção urinária, sem, porém, haver de fato sinais de infecção da bexiga.

Na verdade, o nome síndrome da bexiga dolorosa é melhor que cistite intersticial ou cistite crônica, já que o termo cistite indica inflamação da bexiga, fato que não existe na maioria dos pacientes com esta doença.

Em apenas 10% dos casos é possível encontrar alterações na bexiga que justifiquem a dores. Em geral, são pequenas placas ulcerosas que se tornam visíveis quando a bexiga está muito distendida.

Nos 90% dos casos restantes, porém, nem mesmo a biópsia da bexiga é capaz de encontrar alterações relevantes nas células.

Acredita-se que os pacientes com síndrome da bexiga dolorosa apresentem alterações no funcionamento dos nervos da bexiga, tornando-os mais sensíveis.

Há uma corrente que trata a síndrome da bexiga dolorosa como uma variante de outras síndromes dolorosas, como a síndrome do intestino irritável ou a fibromialgia. Na verdade, é comum o paciente ter duas ou até essas três doenças ao mesmo tempo.

A síndrome da bexiga dolorosa acomete mais mulheres do que homens. Cerca de 9 em cada 1000 mulheres tem sintomas de cistite crônica. Nos homens, essa taxa é de apenas 0,6 para cada 1000. Praticamente todos os paciente com cistite intersticial são de etnia caucasiana (brancos) e os sintomas costumam surgir após os 40 anos, apesar de também haver casos em crianças.

Sintomas

O principal sintoma da síndrome da bexiga dolorosa é um desconforto da bexiga, geralmente associado ao fato dela estar cheia.

As características deste incômodo variam entre os indivíduos e ao longo do curso da doença. Alguns pacientes queixam-se de dor, enquanto outros descrevem a sensação como “uma pressão” ou “um desconforto”. Ainda há alguns pacientes relatam espasmos da bexiga.

Os sintomas podem variar de um dia para o outro, e a intensidade da dor pode ser descrita como uma leve a pressão até uma intensa dor debilitante.

Em muitos pacientes, a cistite crônica é um quadro de dor crônica incapacitante, influenciando no rendimento no trabalho e nas relações pessoais. A dor, o aumento da frequência urinária e o cansaço podem provocar uma degradação da qualidade de vida. Há pacientes que precisam urinar de 30 em 30 minutos.

Entre os sintomas mais comumente relacionados à síndrome da bexiga dolorosa estão:

SintomasFrequência
Urgência para urinar 57 a 98%
Vontade constante de urinar 84 a 97%
Dor 66 a 94%
Necessidade de acordar à noite para urinar 44 a 90%
Disúria (dor ao urinar) 71 a 98%
Dor na região suprapúbica 39 a 71%
Dor na região do períneo 25 a 56%
Espasmos da bexiga 50 a 74%
Sensação de pressão na região púbica 60 a 71%
Dor vaginal durante o ato sexual 46 a 80%
Depressão 55 a 67%
Hematúria (sangue na urina) 14 a 33%

A localização do desconforto da bexiga é geralmente descrita como sendo acima do púbis ou na região da uretra, embora dor abdominal inferior unilateral ou dor lombar associada à bexiga cheia também sejam observadas em alguns casos.

Quanto ao aparecimento dos sintomas, a maioria dos pacientes descrevem um início gradual, com agravamento do desconforto, urgência urinária e frequência ao longo de um período de meses. Um grupo menor de pacientes descrevem os sintomas como abruptos e graves desde o seu início. Alguns pacientes são até capazes de citar a data exata em que os sintomas começaram.

Exacerbações dos sintomas podem ocorrer após a ingestão de certos alimentos ou bebidas, durante o estresse, quando se fica muito tempo sentado, ou depois de certas atividades, como, por exemplo, exercício físico ou sexo.  A dor da cistite crônica pode também se agravar durante a segunda metade do ciclo menstrual.

Na maioria dos pacientes não é possível identificar um evento que sirva de gatilho para o início dos sintomas. Porém, em alguns, a cistite crônica surge após um episódio de infecção urinária, um procedimento cirúrgico ou trauma na região do cóccix.

Leia também:

Uma característica importante da síndrome da bexiga dolorosa é o fato do exame de urina não apresentar sinais de infecção urinária.

O exame de urina simples (EAS ou urina tipo I) são sempre normais e a urocultura é repetidamente estéril (negativa).

Eventualmente, o paciente pode apresentar hematúria (sangue na urina) o que acaba por dificultar o diagnóstico devido a série de outras alterações urinárias que devem ser descartadas antes de se pensar em cistite crônica.

A presença de uma urocultura positiva dentre várias negativas não invalida o diagnóstico de cistite intersticial, pois nada impede que a paciente com síndrome da bexiga dolorosa possa ter uma infecção urinária, como qualquer outra pessoa. O problema é que mesmo tratando e eliminado a bactéria, se paciente tiver mesmo cistite crônica, os sintomas irão persistir.

O exame físico do paciente com suspeita de cistite crônica geralmente inclui um exame ginecológico completo nas mulheres e um exame de toque retal nos homens. Muitas vezes, os pacientes apresentam sensibilidade no abdômen, quadris e nádegas. As mulheres têm sensibilidade na vagina e ao redor da bexiga, e os homens no escroto e pênis. Por esta razão, o exame médico pode ser desconfortável.

Tratamento

Não existe um tratamento simples para eliminar os sinais e sintomas da cistite intersticial. Do mesmo modo, não há um tratamento que funcione para todos.

O que pode funcionar para um paciente, pode não fazer efeito algum para outro.

Por isso, o paciente com síndrome da bexiga dolorosa pode precisar experimentar vários tratamentos ou combinações de tratamentos antes de encontrar uma abordagem que alivie os seus sintomas.

Um dos objetivos do tratamento é ensinar o paciente a evitar fatores que possam agravar o quadro. Identificar alimentos, atividades e situações que desencadeiam os sintomas é importante para a melhora da qualidade de vida. O cigarro costuma piorar os sintomas, portanto, parar de fumar é importante.

A síndrome da bexiga dolorosa não é um distúrbio psicológico, mas os sintomas podem ser agravados por estresse, ansiedade, depressão ou outros fatores psicológicos. Além disso, a doença em alguns casos é tão severa que pode causar dificuldades nos relacionamentos, no trabalho, na escola e no dia-a-dia em geral. Apoio psicológico pode ser útil para lidar com estes problemas.

Entre as drogas que podem ser usadas para controle dos sintomas estão os analgésicos, anti-inflamatórios e antidepressivos (geralmente amitriptilina).

Há uma droga desenvolvida especificamente para o tratamento da cistite intersticial, chamada polissulfato sódico de pentosana, comercializada sob o nome Elmiron® ou Cistosan®. Este medicamento foi desenvolvido para reparar o revestimento da bexiga em pessoas com síndrome da bexiga dolorosa.

Estudos têm mostrado que esta medicação é realmente eficaz em reduzir os sintomas de alguns pacientes, embora, raramente, faça com que os sintomas desaparecem completamente.

O polissulfato sódico de pentosana precisa ser tomado por três a seis meses antes que qualquer benefício possa ser identificado.

Uma outra droga muito usada no tratamento da cistite crônica é o dimetilsulfóxido (DMSO), administrada diretamente na bexiga através de um cateter vesical. As administrações são habitualmente semanais por seis a oito semanas.

O DMSO não é eficaz em todos os pacientes e, em alguns casos, pode causar agravamento temporário da dor.

Esta droga, porém, tem sido usada durante muitos anos, sendo considerada como sendo muito segura e sem efeitos secundários de longa duração.

A estimulação elétrica transcutânea (TENS) usa pulsos elétricos suaves para aliviar a dor pélvica e, em alguns casos, reduzir a freqüência urinária. Fios elétricos são colocados na parte inferior das costas ou logo acima da região pubiana. Pulsos elétricos são administrados por minutos ou horas, duas ou mais vezes ao dia, dependendo da resposta do paciente.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/nefrologia/infeccao-urinaria/sindrome-da-bexiga-dolorosa/

Cistite intersticial

O que é a Síndrome da Bexiga Dolorosa e como é feito o tratamento

A cistite intersticial (CI) ou síndrome da bexiga dolorosa (BPS) é uma doença crónica da bexiga caracterizada por uma sensação de dor na bexiga ou sensação de pressão que geralmente aumenta com o enchimento da bexiga.

Associadamente, podem surgir também outros sintomas como micção frequente diurna (poliaquiuria) e nocturna (nocturia), urgência (vontades súbitas para urinar), alívio da dor com a micção, etc..

O diagnóstico de síndrome da dor vesical pressupõe a presença de sintomas com mais de 6 semanas de duração e ausência de outras causas identificáveis como as infeções do trato urinário, tumores da bexiga, endometriose, etc..

Cistite intersticial – causas

Não são ainda bem conhecidas as causas para a CI.

Alguns autores relacionam esta doença com desregulação do sistema imunitário/inflamatório do organismo, a infeções do tracto urinário que não se conseguem diagnosticar como os exames rotineiros da urina, a alterações da resposta dos mastócitos (células envolvidas nas respostas alérgicas), distúrbios da permeabilidade da bexiga, etc..

Assim, aparentemente, a etiologia na CI/BPS parece ser multifactorial, ou seja, provocada por diferentes factores que atuam simultaneamente.

Como não existe uma técnica padrão para diagnosticar cistite intersticial ou síndrome da bexiga dolorosa, muitas vezes, é difícil estimar o número de pessoas afetadas.

A CI / BPS geralmente é 2 a 3 vezes mais comum nas mulheres do que nos homens, e os dados mostram que o risco de CI / BPS aumenta com a idade, sendo mais frequente em adultos.

A apresentação em bebés ou em jovens (infância) é muito rara.

A estimativa atual indica que 1 a 4 milhões de homens e 3 a 8 milhões de mulheres apresentam sintomas de CI / BPS. No entanto, esta diferença entre homens e mulheres pode não ser tão alta como é suposto, dado que alguns homens diagnosticados com “prostatite” (inflamação da glândula prostática) podem realmente padecer de CI / BPS.

Saiba, aqui, o que é prostatite.

Neste momento, não há evidências de que o stress cause CI / BPS. No entanto, é bem conhecido que, se uma pessoa tiver um diagnóstico de CI, o stress físico ou mental pode agravar os sintomas.

Cistite intersticial – sintomas

Os sintomas de cistite intersticial ou síndrome da bexiga dolorosa variam em intensidade de pessoa para pessoa. Para alguns pacientes, os sintomas podem ir e vir (oscilantes), e para outros, eles não desaparecem.

CI/BPS não é uma infecção da bexiga (cistite infecciosa) por microorganismos conhecidos, mas pode assemelhar-se a uma. As mulheres com CI / BPS podem sentir dor quando praticam atividades sexuais.

É frequente existirem outros problemas de saúde nas pessoas com CI/BPS tais como: síndrome do intestino irritável, fibromialgia, depressão, ansiedade e outras síndromes dolorosos.

Saiba, aqui, o que é cistite infecciosa.

Os sintomas variam para cada paciente, mas o sinal mais comum é a dor (muitas vezes com o aumento da pressão na bexiga) localizada a nível suprapúbico.

Alguns pacientes podem sentir dor noutras áreas além da bexiga, como a uretra, parte inferior das costas ou a área pélvica ou perineal (nas mulheres, atrás da vagina e nos homens, atrás do escroto).

As mulheres podem sentir dor na vulva ou na vagina, e os homens podem sentir a dor no escroto, testículo ou pênis. Nestes casos, é comum ser designado globalmente por Síndrome de dor pélvica cronica.

À dor associa-se, muitas das vezes, um aumento da frequência urinária, ou seja, aumento do número de micções que ocorrem durante o dia e/ou durante a noite.

Um paciente com IC / BPS pode sentir necessidade de urinar muito frequentemente durante o dia e durante a noite associado ou não a vontades súbitas, imperiosas e inadiáveis para urinar (urgência miccional), sensação que pode nunca desaparecer, mesmo após a micção.

Os sinais e sintomas da IC / BPS podem piorar com a dieta. Muitos referem que os sintomas agravam quando estão sob fases de stress (físico ou mental).

Nas mulheres, os sintomas podem variar durante a menstruação (período) ou agravar durante a relação sexual.

Os homens podem ter orgasmos dolorosos ou agravamento da dor no dia seguinte à relação sexual (mais comum na prostatite crónica).

É incomum surgirem perdas de urina (incontinência urinária) ou hematúria (sangue na urina), podendo estes serem um sinal de outro problema.

Cistite intersticial é transmissível?

A cistite intersticial / síndrome da bexiga dolorosa não é contagiosa, ou seja, não se “pega” ou “passa de uma pessoa para outra”, seja por contacto interpessoal ou durante a relação sexual

Diagnóstico da cistite intersticial

O diagnóstico da cistite intersticial é feito através de uma história clínica detalhada e por exclusão de outras potenciais causas para os sintomas manifestados como a infeção, os tumores, as sequelas da radioterapia, a endometriose, etc..

Na exclusão destas causas, o seu médico pode pedir-lhe diversos exames e realizar diferentes testes como ecografia vesical, análises de sangue e de urina, cistoscopia e biópsia da bexiga (ver através de uma câmara o interior da bexiga e retirar um fragmento para análise microscópica), estudo urodinâmico, etc.

Cistite intersticial tem cura?

A cistite intersticial não tem uma cura bem definida. Existem, no entanto, diversos tratamentos dirigidos que permitem aliviar os sintomas.

Saiba, de seguida, como tratar a cistite intersticial.

Cistite intersticial – tratamento

Existem múltiplas opções de tratamento para aliviar a dor, nenhuma das quais com elevada taxa de eficácia:

  • Estratégias conservadoras: redução de stress, fisioterapia, exercícios específicos de relaxamento (como o yoga), banhos de água quente de imersão, acunpunctura, etc..
  • Alterações na alimentação: alguns alimentos e bebidas podem agravar os sintomas e, por isso, devem ser evitados. Os mais conhecidos são: café, álcool, adoçantes, pimenta, bebidas ácidas. O tabaco também é um conhecido irritante vesical e um preponderante fator para os tumores do trato urinário pelo que todos os fumadores devem ser aconselhados a deixar de fumar. Veja mais informação em cuidados alimentares.
  • Tratamento Medicamentoso – Fazer medicação oral (comprimidos): antidepressivos orais como a amitriptilina, anti-histaminicos como a cimetidina ou hidroxizina, Polisulfato de pentosano e derivados heparinoides, Analgésicos como os anti-inflamatórios (ex. ibuprofeno), ou outros medicamentos (ou remédios) como os antiespasmódicos ou fármacos para a dor neuropática. Medicamentos intravesicais (instilados diretamente dentro de bexiga), Medicamentos injetados dentro das paredes da bexiga.
  • Cirurgia (ou operação) – realizar tratamento cirúrgico (hidrodistensão vesical ou fulguração de úlceras vesicais se presentes)

O doente não deve nunca automedicar-se sob pena de poder agravar o seu quadro clínico.

Deve efetuar o tratamento medicamentoso de acordo com a prescrição médica e acabar de tomar as medicações atrás descritas, sempre por indicação médica.

Ou seja, é importante o doente tomar a medicação da forma como foi prescrita, durante o tempo recomendado pelo médico, sob o risco de poderem ocorrer possíveis complicações e mais difíceis de debelar.

Cuidados alimentares

Como vimos, alguns alimentos estão mais frequentemente associados ao agravamento dos sintomas que outros. De seguida, fazemos uma tabela resumo com alguns desses alimentos. 

Alimentos associados a menos sintomas

Alimentos associados a mais sintomas

Frutas

Frutas

Damascos

Bananas

Amoras

Melão e melancia

Ameixas

Peras

Passas de uva

Abacates

Limões

Laranjas e sumo de laranja

Sumo de abacaxi e abacaxi

Morangos

Sumo de arando

Sumo de toranja e toranja

Grão

Grão

Aveia

Arroz

Legumes

Legumes

Espargos

Beterraba

Brócolos

Couves de Bruxelas

Repolho

Cenouras

Couve-flor

Aipo

Pepino

Beringela

Cogumelos

Ervilhas

Batatas (batatas brancas, inhame,

batata doce)

Rabanetes

Espinafre

Abóbora

Nabos

Abobrinha

Pimenta

Picles

Tomates e produtos de tomate

Alimentos com proteínas

Alimentos com proteínas

Carne

Peixe (camarão, atum e salmão)

Ovos

Nozes

Manteiga de amendoim

Carne de porco

Aves (galinha e peru)

Cordeiro

Carnes processadas (salame, chourição, fiambre, paio)

Soja 

Laticínios

 Laticínios

Leite (baixo teor de gordura)

Queijos (Magro)

 

Iogurte

Condimentos

Condimentos

Ervas

Alho ou qualquer erva infundida em azeite 

Pimenta

Ketchup

Molho de salada

Molho de soja

Vinagre

Bebidas

Bebidas

Bebidas de cereais / Substitutos do café (cevada)

água

Álcool

Café (com cafeína e descafeinado)

Chá (com cafeína e descafeinado)

Bebidas gaseificadas (cola, sodas, com e sem cafeína)

 Outras Comidas

  Outras Comidas

Pipocas

Salgadinhos

Chocolate

Comida indiana

Comida mexicana

Pizza

Alimentos picantes

Comida tailandesa

Aditivos / Conservantes

Aditivos / Conservantes

Adoçantes artificiais (edulcorante)

Glutamato de monossódio (MSG)

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/urologia/cistite-intersticial/

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