O que é angina instável e como é feito o tratamento

Angina instável: sintomas, tratamentos e causas

O que é angina instável e como é feito o tratamento

Angina é um tipo de dor no peito causada pela redução do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco, o que deixa o coração sem oxigênio suficiente para desempenhar a sua função. Angina é um sintoma de doença arterial coronariana que normalmente é descrita como aperto, pressão, peso, endurecimento ou dor no peito.

Esta é uma doença relativamente comum, mas, às vezes, é difícil de diferenciá-la de outros tipos de dores no peito, como as que se originam de um desconforto ou indigestão. Apesar da angina ser uma condição de saúde caracterizada pela dor torácica, ela também pode, por vezes, ser sentida nos ombros, pescoço e braços.

Estima-se que 60% das dores torácicas não sejam originadas no coração ou pulmão, que 36% sejam originadas no sistema músculo esquelético, que 11% são anginas e, apenas 1,5% é a porcentagem correspondente ao número real de angina instável – que é uma situação de emergência.

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A angina instável se diferencia dos demais tipos de angina por ser uma dor que acontece repentinamente e se torna pior com o tempo.

Ela ocorre, aparentemente, sem uma causa específica, por exemplo, a pessoa pode estar descansando ou dormindo e de repente sentir os sintomas. O agravante é que a angina instável pode levar a um ataque do coração.

Por esta razão um ataque de angina deve ser tratado como uma emergência médica e, ao sentir os sintomas, o paciente deve procurar um pronto socorro.

Causas

A principal causa para angina instável são os coágulos de sangue que bloqueiam uma artéria parcial ou totalmente.

Os coágulos sanguíneos podem se formar, dissolver parcialmente e depois surgir de novo, e a angina pode acontecer a cada vez que eles bloquearem o fluxo sanguíneo na artéria.

Quando há esse bloqueio o coração é privado de oxigênio, o que causa a dor característica desta condição.

Fatores de risco

Dentre os fatores de risco para o desenvolvimento de angina instável estão:

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  • Ter desenvolvido algum tipo de angina anteriormente
  • Diabetes
  • Obesidade
  • Histórico familiar de doenças do coração
  • Hipertensão
  • Níveis elevados de colesterol LDL e baixos de HDL
  • Fazer uso de qualquer forma de tabaco
  • Levar uma vida sedentária
  • Ser homem com mais de 45 anos (maioria) ou mulher acima de 55 anos.

Sintomas de Angina instável

O principal sintoma de angina instável é dor ou desconforto no peito, mas também pode ser sentido, algumas vezes, nos ombros, pescoço e braços. Além disso, ela pode passar a impressão que a pessoa está sofrendo um ataque cardíaco. Os demais sintomas incluem:

  • Aperto ou dor aguda no peito
  • Dor que é “irradiada” para as extremidades do corpo ou costas
  • Náusea
  • Ansiedade
  • Sudorese
  • Respiração curta
  • Tontura ou vertigem
  • Fadiga sem causa aparente
  • Frequentemente a dor ocorre quando se está descansando ou dormindo
  • O sintomas duram mais tempo do que no caso da angina estável
  • Medicações não costumam aliviar a dor
  • Pode piorar com o tempo

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Além disso, se o paciente já foi diagnosticado com angina estável, ela pode acabar evoluindo para o tipo instável da doença, então é necessário ficar atento aos sintomas e procurar cuidado médico imediato no caso de qualquer mudança.

É importante ressaltar que essa condição pode levar a um ataque cardíaco (infarto).

Buscando ajuda médica

No caso de sentir dores no peito repentinamente, o paciente deve ligar para o serviço de emergência disponível na sua localidade ou pedir que alguém o leve até o pronto socorro. É importante que o paciente não dirija nessas condições, uma vez que os sintomas podem piorar e colocar a vida dele (e dos demais) em risco por causa deste agravante.

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Caso o paciente apenas esteja preocupado com a possibilidade de desenvolver algum tipo de angina por estar nos grupos de risco, deve marcar uma consulta com um cardiologista para verificar a sua condição cardíaca. Contudo, antes disso, pode ser interessante procurar um clínico geral, já que ele pode pedir alguns exames que o cardiologista solicitaria, adiantando o possível diagnóstico e tratamento.

Na consulta médica

Se for a uma consulta agendada com o cardiologista verifique se há necessidade de fazer alguma restrição na dieta ou de hábitos (como fumar) antes da consulta. Se tiver exames médicos (de sangue, teste ergométrico, ou relacionados) é importante levar para que o profissional analise.

Também pode ajudar, no caso de uma consulta agendada ou mesmo no caso de uma emergência em que há tempo:

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  • Uma lista com todos os sintomas que experimentou recentemente, mesmo àqueles que não parecem relacionados à doença
  • Escrever informações pessoais, como o histórico de angina ou outras doenças cardíacas na família, assim como se passou por algum momento de grande estresse recentemente
  • Escrever outras doenças que tenha, como diabetes ou hipertensão, por exemplo
  • Faça uma lista com todos os medicamentos, vitaminas e suplementos que toma frequentemente
  • Se possível, leve um acompanhante

O médico ainda pode perguntar sobre os seguintes pontos:

  • Quando foi a primeira vez que teve esses sintomas?
  • Você sente dor? Ou é mais como um desconforto, aperto, peso, pressão, ou uma pontada?
  • Há uma área específica para a dor ou ela é mais generalizada?
  • Parece que a dor se espalha para os seus ombros, pescoço ou braços? Quando isso começou?
  • Há algo que você sente que piora ou ocasiona a dor? O que faz com que ela melhore?
  • A dor aparece de repente ou gradualmente? Quanto tempo ela dura?
  • Junto com a dor, sente náusea ou tontura?
  • Tem problemas para engolir?
  • Sente arritmias ou o coração “queimando”?

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Como o tempo de consulta é limitado, pode ser interessante, se houver tempo para isso, levar as suas dúvidas por escrito para o consultório. Com isso você garante que não esquecerá de nada e que todas serão respondidas. Comece anotando pela mais importante e não hesite em fazer novas perguntas caso elas surjam no momento da consulta. Algumas questões importantes são:

  • Quais as causas mais prováveis para o meu sintoma?
  • Quais exames eu devo fazer? Qual o preparo para eles?
  • Há algum tipo de alimento que eu devo evitar?
  • Eu devo fazer ou evitar algum tipo de atividade física no momento?
  • Qual é a melhor forma de eu lidar com as minhas outras condições médicas em conjunto a esta?
  • Quão frequentemente eu preciso voltar para consultas?

Diagnóstico de Angina instável

Para diagnosticar angina instável, o seu médico fará alguns testes físicos que incluem a verificação da pressão arterial. Além disso, ele pode pedir os seguintes exames:

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  • Exames de sangue com os quais é possível verificar as enzimas que indicam se o músculo cardíaco está danificado
  • Eletrocardiograma
  • Ecocardiografia
  • Testes de estresse, que fazem com que o coração trabalhe mais rápido fazendo com que a angina seja mais fácil de detectar
  • Angiografia coronária.

Tratamento de Angina instável

O tratamento para angina instável depende da gravidade da condição. Um dos primeiros tratamentos que o profissional pode recomendar é o uso de anticoagulantes como heparina ou clopidogrel. O médico ainda pode receitar medicamentos que ajudem a lidar com os outros sintomas da doença, como os usados para reduzir a pressão arterial, o colesterol, ansiedade ou arritmias.

Se o caso é mais grave, o médico pode recomendar procedimentos mais invasivos para tratar a angina estável, como angioplastias. Ele ainda pode inserir um pequeno tubo com a finalidade de manter a artéria aberta. Se o caso for ainda mais grave pode ser necessária a realização de uma cirurgia cardíaca para criar uma nova rota para o sangue fora da artéria bloqueada.

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Além destes, é importante que o paciente siga outras recomendações médicas, tais como perder peso, fazer exercícios condizentes com a sua condição e de forma regular, largar o tabaco e adotar um estilo de vida mais saudável de um modo geral.

Angina instável tem cura?

Angina instável é um sinal que as artérias estão se tornando muito finas ou entupidas, o que pode ocasionar um ataque cardíaco. Se não tratada, a doença pode levar a falhas no coração ou arritmias, e todas essas condições demandam cuidados para a vida inteira. Contudo, com uma vida mais saudável e regrada, é possível viver bem com a doença.

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Referências

Ministério da Saúde

Associação Americana do Coração

Clínica Mayo

Healthline

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/angina-instavel

Angina

O que é angina instável e como é feito o tratamento

Angina é o nome dado para a dor no peito causada pela diminuição do fluxo de sangue no coração, o que é chamado de isquemia.

Ela não é uma doença, mas está relacionada a outras condições que provocam obstrução nas artérias coronárias, responsáveis por levar sangue ao coração.

Cerca de 10% a 15% das pessoas com mais de 65 anos terão angina em algum momento da vida. Mas como prevenir, tratar e conviver com a angina?

Porque a angina acontece

A maior causa da angina é a aterosclerose, que acontece quando placas de gordura se acumulam dentro das artérias coronárias, responsáveis por levar sangue ao músculo do coração.

Ao longo da vida, esse acúmulo de gordura faz com que as artérias se estreitem ou até mesmo fiquem obstruídas. Assim, o coração não recebe os nutrientes necessários, como o oxigênio, por conta da diminuição do fluxo sanguíneo, o que causa dor no peito.

A aterosclerose pode ser provocada por vários fatores:

  • Idade superior a 65 anos;
  • Pressão alta;
  • Diabetes;
  • Tabagismo;
  • Obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Histórico familiar;
  • Altas taxas de colesterol no sangue.

Sinais e sintomas da angina

Variam de pessoa para pessoa os sinais e sintomas da angina. Em geral, a dor no peito ou desconforto é breve, com duração de cinco a 15 minutos. Mas a angina também pode causar:

  • Sensação de peso, queimação, pressão ou aperto no peito;
  • Sensação de indigestão;
  • Falta de ar ou sufocação;
  • Formigamento ou dor nos ombros, braços e/ou pulsos;
  • Dor na mandíbula, pescoço, garganta, dentes, gengivas e/ou lóbulos das orelhas.

A angina acontece com maior frequência durante situações que fazem o coração trabalhar mais, como esforço físico, situações estressantes e frio intenso. Geralmente, é aliviada com repouso. Em situações mais graves, quando as artérias estão com mais de 90% de obstrução, os episódios de angina podem acontecer mesmo em repouso.

Atenção – algumas pessoas têm o fluxo do sangue ao coração diminuído, mas não apresentam sinais e sintomas. Esses episódios indolores são geralmente descritos como isquemia silenciosa ou assintomática.

Angina não é o mesmo que ataque cardíaco

Angina – o fluxo de sangue e oxigênio para o coração é temporariamente reduzido, porque as artérias coronárias ficaram mais estreitas.

Ataque cardíaco – o fluxo de sangue e oxigênio para uma parte do coração é cortado de repente, porque uma artéria coronária está completamente bloqueada. Como resultado, essa parte de músculo cardíaco morre (infarto).

Portanto, uma crise de angina pode não causar lesão permanente ao coração, enquanto que um ataque cardíaco sim. Nem todas as pessoas com angina vão sofrer um ataque cardíaco, mas o risco é aumentado.

Como é feito o diagnóstico da angina

Para saber se a dor que você sente no peito é causada por angina, o médico vai avaliar seu histórico, fazer um exame físico completo e exames complementares.

Histórico médico – descrição dos sinais e sintomas, problemas de saúde de seus familiares, seus hábitos de vida, seu tipo de trabalho e suas atividades diárias.

Exame físico – medição da pressão arterial, pulsação, auscultação do coração e pulmões com um estetoscópio e a medição do peso. Além disso, o médico pode pedir amostras do sangue e urina.

Eletrocardiograma – nesse teste é traçado um gráfico dos impulsos elétricos que controlam a atividade do coração.

Eletrocardiograma de esforço – ele registra a resposta do coração ao exercício e vai detectar anormalidades se ele não estiver obtendo oxigênio suficiente.

Ecocardiografia – verifica a estrutura e funcionamento do coração por meio do ultrassom.

Angiografia e cateterismo – é introduzido um cateter na corrente sanguínea por uma incisão na virilha ou no braço, com anestesia local, para identificar obstruções nas artérias.

Como é o tratamento da angina

O tratamento da angina é voltado para aliviar a dor, impedir futuros episódios e desacelerar a progressão de insuficiência coronária. Ele pode ser feito por meio de medicamentos e controle dos fatores de risco que aumentam as chances de desenvolvimento de insuficiência coronária.

Medicamentos – as categorias de nitratos, betabloqueadores e antagonistas do cálcio ajudam a melhorar os sinais e sintomas da angina e melhoram a irrigação sanguínea. Já remédios antiplaquetários ajudam a diminuir o risco de formar coágulos nas paredes sanguíneas.

Ponte de safena – é indicada quando a angina continua mesmo com o uso da medicação ou se uma ou mais artérias estão muito obstruídas. Nesta cirurgia, uma veia, normalmente retirada da perna, é enxertada ou ligada à artéria bloqueada.

Angioplastia – nesse procedimento, o médico guia um balão inflável na ponta de um tubo em direção à artéria obstruída. Quando o balão se abre, os depósitos de gordura são empurrados, desobstruindo as artérias.

Como conviver com a angina

Depois de diagnosticar seu problema e começar o tratamento da angina, algumas atitudes ajudam a manter a qualidade de vida:

  • Identifique as atividades e as situações que costumam desencadear episódios de angina. Assim, você tem mais chances de evitar que ocorram.
  • Estabeleça um canal aberto com os médicos que cuidam do seu problema de saúde e respeite a rotina de consultas marcadas;
  • Entenda os ajustes necessários na sua dieta e estilo de vida e faça as mudanças aos poucos para se adaptar. Por exemplo: se ao mesmo tempo tentar parar de fumar, perder peso e iniciar um programa de exercícios, pode ficar difícil de se concentrar nos objetivos.
  • Aprenda a controlar o estresse em sua vida. Não tenha medo de dizer “não” quando isto evitar possíveis situações de tensão e problemas;
  • Envolva seus familiares e amigos nas questões do seu tratamento.

Referências

PP-PFE-BRA-1879

Источник: https://www.pfizer.com.br/sua-saude/coracao/angina

Angina: o que é, principais tipos, sintomas e tratamento

O que é angina instável e como é feito o tratamento

A angina, também conhecida como angina pectoris, corresponde à sensação de peso, dor ou aperto no peito que acontece quando há diminuição do fluxo de sangue na artérias que levam oxigênio ao coração, sendo essa situação conhecida como isquemia cardíaca.

Na maioria das vezes, a isquemia cardíaca é uma consequência da aterosclerose, que é caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias coronarianas, sendo mais frequente em pessoas com pressão alta, colesterol elevado ou diabetes descompensado. Veja quais são as 5 principais causas de aterosclerose.

A isquemia cardíaca e, consequentemente a angina, são mais comuns de acontecer em pessoas acima dos 50 anos e devem ser tratadas rapidamente, pois são um grande risco para o desenvolvimento de infarto, parada cardíaca e outras doenças cardiovasculares, como arritmia, insuficiência cardíaca ou AVC, por exemplo.

Principais tipos de angina

Existem diferentes tipos de angina, que podem variar de acordo com os sintomas apresentados, sendo os principais:

1. Angina estável

É causada por uma isquemia transitória, ou seja que surge quando a pessoa faz algum esforço ou sofre algum estresse emocional, por exemplo, havendo diminuição parcial e momentâneo do fluxo sanguíneo. Esse tipo de angina é mais comum de acontecer em pessoas que já têm algum tipo de aterosclerose coronariana parcial, que pode piorar e levar até mesmo a um infarto.

Principais sintomas: Os sintomas normalmente relacionados com a angina estável são sensação aperto ou queimação na região do peito, que dura cerca de 5 a 10 minutos, e que pode irradiar para o ombro, braço ou pescoço. Geralmente os sintomas são desencadeados por esforço ou momentos de grande emoção, e melhoram com o descanso ou com medicamentos para dilatar artéria e aumentar o fluxo de sangue, como o Isordil.

Como é o tratamento: No caso da angina estável, o cardiologista normalmente indica o repouso e, em alguns casos, o uso de medicamentos vasodilatadores, como o Dinitrato ou Mononitrato de Isossorbida (Isordil), para melhorar o fluxo sanguíneo na artéria.

Além disso, é importante ter hábitos de vida saudáveis para evitar que a angina aconteça novamente e, para isso, é recomendado que a pessoa tenha controle da pressão, colesterol e glicemia, além de ser importante ter uma alimentação baixa em sal, gordura e açúcar e pratique atividade física de forma regular.

2. Angina instável

É uma situação mais grave que a angina estável, pois é causada por uma interrupção maior da oxigenação do coração, devido a um rompimento e inflamação da placa de aterosclerose o que provoca sintomas mais intensos e constantes, sendo considerada uma forma de pré-infarto.

Principais sintomas: Os principais sintomas de angina estável são dor, aperto ou queimação na região do tórax que dura mais que 20 minutos, que também irradia para locais próximos e pode estar associada a outros sintomas como enjoo, suor e falta de ar. Quando surgem estes sintomas deve-se ir imediatamente ao pronto-socorro. Saiba o que pode ser a dor no peito.

Como é o tratamento: O tratamento inicial é feito já no pronto socorro, com remédios para impedir a piora dos sintomas, como:

  • Medicamentos para melhorar o fluxo de sangue, do tipo nitrato, como Isordil, betabloqueadores, como Metoprolol, ou bloqueadores do canal de cálcio, como Verapamil e a Morfina, quando os sintomas são muito intensos;
  • Medicamentos para diminuir a formação de coágulos, com o uso de antiplaquetários, como AAS e Clopidogrel ou Prasugrel e Ticlopidina, e anticoagulantes, como Heparina.
  • Anti-hipertensivos do tipo IECA, como o Captopril, ou hipolipemiantes para controle do colesterol, como a Atorvastatina.

Após o tratamento inicial, o cardiologista passa a investigar o nível de obstrução das coronárias e o comprometimento cardíaco por meio de exames como ecocardiograma, cintilografia cardíaca e cateterismo cardíaco.

Assim como na angina estável, na angina instável também é importante tratar os fatores de risco, como controle da pressão, colesterol, glicemia, além de controle da alimentação e prática de atividades físicas, atitudes que são fundamentais para manter uma boa saúde das coronárias e do coração.

3. Angina de Prinzmetal ou variante

Esse tipo de angina não tem causa esclarecida e acontece devido a espasmo da coronária, em que há interrupção do fluxo sanguíneo mesmo que a pessoa não possua acúmulo de gordura na artéria ou outros tipos de estreitamentos.

Principais sintomas: No caso da angina de Prinzmetal pode ser notada dor ou aperto de forte intensidade no peito, que ocorrem mesmo em repouso e melhoram aos poucos após alguns minutos. Também é comum surgir durante o sono ou logo pela manhã.

Como é o tratamento: O tratamento para esse tipo de angina é feito com a orientação de um cardiologista e normalmente é feito por meio do uso de medicamentos do tipo nitrato ou bloqueadores do canal de cálcio, como Diltiazem e Verapamil, por exemplo.

Como é feito o diagnóstico

No momento da crise, o diagnóstico de angina é feito pelo cardiologista através da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa, além da avaliação do resultado de alguns exames, como eletrocardiograma, raio-X de tórax e dosagem de enzimas cardíacas no sangue. Além desses, outros exames podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico como teste de esforço, cintilografia do miocárdio, ecocardiograma e cateterismo cardíaco.

O cateterismo cardíaco é um exame muito importante, pois, além de quantificar de forma mais exata a obstrução dos vasos sanguíneos e avaliar a presença de alterações do fluxo de sangue, é capaz de tratar a causa da obstrução, através da angioplastia, com implante de um stent ou uso de um balão, para abrir a artéria. Saiba para que serve e quais são os riscos do cateterismo cardíaco.

Angina tem cura?

A angina pode ser curada em pessoas que conseguem fazer o tratamento da isquemia cardíaca de acordo com a recomendação do cardiologista. Muitos casos ficam bem controlados com o uso dos medicamentos prescritos pelo cardiologista, já outros mais graves, precisam da realização de cateterismo ou, até, de uma cirurgia de revascularização do coração.

Algumas dicas úteis para tratar corretamente a angina incluem:

  • Tomar os medicamentos receitados pelo médico;
  • Parar de fumar;
  • Adotar uma alimentação saudável;
  • Praticar exercícios regularmente (sob orientação profissional);
  • Evitar os excessos alimentares e as bebidas alcoólicas;
  • Evitar o sal e a cafeína;
  • Manter a pressão sob controle;
  • Evitar o estresse;
  • Evitar as temperaturas muito quentes ou muito frias, pois também podem desencadear uma crise de angina.

Com estas atitudes, além de tratar angina, também é possível evitar a piora ou o surgimento de novas placas de gordura nas coronárias.

Источник: https://www.tuasaude.com/angina/

Angina pectoris instável « Ada

O que é angina instável e como é feito o tratamento

Angina instável, também conhecida como angina pectoris instável, é uma emergência médica com dor súbita no peito ou sensação de aperto que piora em pouco tempo. Embora não seja um ataque cardíaco, os sintomas são muito semelhantes, e é um aviso que a pessoa pode ter um ataque cardíaco no futuro próximo.

Os sintomas geralmente são imprevisíveis e muitas vezes não melhoram com o repouso. Ela ocorre quando o fluxo de sangue e de oxigênio para o coração é reduzido. A causa mais comum de angina estável é o endurecimento e estreitamento dos vasos sanguíneos do coração devido a aterosclerose.

A angina instável é mais comum em adultos mais velhos, fumantes e pessoas com alta pressão arterial ou altos níveis de colesterol no sangue. O tratamento a curto prazo tem como objetivo reduzir a dor e relaxar os vasos sanguíneos do coração, a longo prazo medicamentos e mudanças de estilo de vida para reduzir as chances de ter um ataque cardíaco no futuro.

A maioria das pessoas aprendem a controlar seus sintomas. No entanto, sem tratamento, a causa subjacente pode piorar e, eventualmente, causar um ataque cardíaco.

Riscos

A angina ocorre quando temporariamente o coração não está recebendo oxigênio suficiente.

Isso ocorre devido ao estreitamento dos vasos sanguíneos do coração, tornando difícil para o coração receber sangue suficiente em situações nas quais ele precisa trabalhar mais (por exemplo, ao fazer esporte).

Angina instável ocorre quando os vasos se tornam muito estreitos. Esta condição é semelhante a um ataque cardíaco, sendo um sinal de alerta para o risco de ataque cardíaco no futuro.

A causa mais comum é a aterosclerose, que é o estreitamento e formação de depósitos nos vasos sanguíneos ao longo do tempo. Os idosos e pessoas com condições médicas, tais como a diabetes, alta tensão arterial, e altos níveis de colesterol são mais propensos a ter esta condição. Fumar também aumenta o risco de desenvolver angina.

Sintomas

O sintoma de típico de angina é uma pressão ou dor no tórax que irradia para o braço esquerdo, para as costas, maxilar ou o pescoço. Também pode haver sudorese, falta de ar, náuseas e vômitos.

Os sintomas da angina instável aparecem geralmente rapidamente, podendo não ter nenhuma causa previsível. Algumas pessoas sentem os sintomas enquanto descansam.

Algumas pessoas acham que o uso de spray ou comprimidos de TNG (nitroglicerina) não ajudam a melhorar os seus sintomas.

Diagnóstico

O diagnóstico geralmente é feito com base nos sintomas, um exame clínico e um eletrocardiograma (ECG). O melhor teste para procurar bloqueios nos vasos sanguíneos é a angiografia coronária.

Este teste implica a injeção de corante nos vasos sanguíneos do coração e fazer raios-x para confirmar bloqueios. Um exame de sangue é feito para excluir um ataque cardíaco.

Testes como a ecografia do coração (ecocardiografia), confirmar os níveis de colesterol e os níveis de açúcar no sangue também podem ser realizados.

Tratamento

O tratamento da angina instável envolve medidas de curto prazo para reduzir a dor e medidas de longo prazo para reduzir o risco de um ataque cardíaco. Pessoas com dor no peito devem tomar TNG (nitroglicerina em spray, comprimido ou cápsula) sob a língua. Se a dor persistir ou piorar, a pessoa precisa ir com urgência a uma emergência.

Se há sinais de alerta de um risco muito elevado de ter um ataque de coração, poderá ser necessário fazer uma angiografia de emergência. Em alguns casos, poderá ser também necessário colocar um stent (um pequeno tubo de arame) para abrir os bloqueios que possam haver nos vasos sanguíneos.

O tratamento a longo prazo para a angina instável, envolve geralmente medicamentos para afinar o sangue, para controlar a pressão sanguínea e para reduzir os níveis de colesterol. Um programa de exercícios (reabilitação cardíaca) poderá ser útil para melhorar a função cardíaca.

Eventualmente, pode ser necessário um procedimento para abrir os vasos sanguíneos do coração estreitadas com um stent, ou até mesmo uma cirurgia de ponte de safena para evitar um ataque de coração.

Prevenção

Adotar uma dieta saudável, fazer exercício regularmente, manter um peso saudável e deixar de fumar pode ajudar a impedir que ocorram bloqueios nos vasos sanguíneos do coração. Os níveis de colesterol, a pressão arterial e açúcar no sangue devem ser bem controlados para ajudar a prevenir essa condição.

Prognóstico

A perspectiva depende do número e da gravidade de obstruções nas artérias do coração. Angina instável não tratada tem uma grande chance de, eventualmente, se tornar um ataque cardíaco.

Outros nomes

  • dor no peito causada por uma diminuição no fornecimento de sangue ao músculo cardíaco

Источник: https://ada.com/pt/conditions/unstable-angina-pectoris/

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