O que é cisto dermoide, como identificar e tratar

Os Diferentes Tipos de Cistos Ovarianos – Clínica Ayroza Ribeiro

O que é cisto dermoide, como identificar e tratar

Esse tipo de cisto é assintomático e costuma afetar apenas um lado do ovário.

Cisto folicular: formado a partir do crescimento anormal de um folículo ovariano durante a menstruação e a ruptura que causa a liberação do óvulo não ocorre.

Cistos foliculares costumam ser resolvidos de maneira espontânea em questão de semanas ou meses.

Cisto dermóide:  é um tipo de tumor benigno que costuma afetar mulheres mais jovens. Conhecido também pelo nome de teratoma cístico maduro, esse tipo de cisto pode apresentar ossos, gordura, cartilagem e pelos em sua composição.

Cisto endometrioide ou endometrioma:  ocorre quando o endométrio, tecido que reveste as paredes internas do útero, se aloja e cresce nos ovários. Quando sangram eles formam áreas císticas de coloração marrom popularmente chamadas de “cistos chocolate”.

Acometem mulheres em idade fértil e gera dor pélvica crônica durante os ciclos menstruais.

Cisto hemorrágico: categoria de cisto funcional que apresenta sangramentos internos resultantes de lesões em seus pequenos vasos sanguíneos. Pode causar dores abdominais do lado em que o cisto se encontra.

Cistoadenoma: tumor benigno de característica serosa ou mucosa. Pode crescer bastante e tornar-se consideravelmente volumoso, a ponto de necessitar de intervenção cirúrgica para ser removido.

Ovários com aparência policística: quando os dois ovários apresentam aumento considerável de volume devido à presença de pequenos cistos na área ovariana exterior.

Condição que diferencia-se da Síndrome dos Ovários Policísticos pois não apresenta outras complicações fisiológicas e os riscos ao metabolismo e sistema cardiovascular decorrentes da resistência à insulina, características da SOP.

Os sintomas

A maioria dos casos de cistos nos ovários não apresentam sintomas, fator que dificulta muito o diagnóstico precoce. Por isso é essencial realizar as consultas ginecológicas e exames de rotina.

Todavia, quando os sintomas se manifestam, costumam ser os seguintes:

  • Dor pélvica após exercícios físicos e relações sexuais;
  • Infertilidade;
  • Desconforto ou sensação de peso na pelve ou parte inferior do abdômen;
  • Sangramento menstrual irregular;
  • Vômitos e enjoos;
  • Dor pélvica durante ciclo menstrual que irradia para a lombar;
  • Pressão ou dor ao evacuar e urinar;
  • Dor vaginal.

O diagnóstico

É possível perceber a possibilidade de ocorrência de cistos nos ovários com o exame pélvico e exame físico abdominal. Entretanto, esses métodos investigativos não são suficientes para confirmar as suspeitas.

Para tanto, são necessários exames de imagem, como o ultrassom transvaginal. Esse é um exame indolor que, geralmente, possibilita a identificação das características do cisto.

As imagens fornecidas pelo ultrassom permitem identificar a composição do cisto e qualificá-lo como simples (preenchido somente por fluidos), complexo (material sólido combinado com áreas de fluido) ou totalmente sólido.

Para avaliar a dimensão dos cistos, a tomografia pélvica pode ser indicada e em outros casos, quando houver necessidade de um exame mais detalhado, é recomendada a ressonância magnética.

Dosagem de Ca-125

É um exame feito para apurar os níveis de Ca-125, marcador sanguíneo que identifica o câncer ovariano e auxilia a definir se um cisto tende a ser maligno.

Válido ressaltar que nem sempre níveis elevados de Ca-125 representam malignidade.

Teste de Gravidez (beta-hCG)

Exame feito para descartar a possibilidade de uma gravidez ectópica (fora do útero), pois os sintomas podem ser bastante similares aos que normalmente acompanham os cistos no ovário.

Tratamentos

Os cistos ovarianos fisiológicos (ou funcionais) são os mais comuns. Muitas vezes eles regridem e desaparecem sem a necessidade de tratamento.

Quando a remissão natural não acontece e as lesões crescem e permanecem por meses, é necessário removê-las para confirmar se não há risco de malignidade.

Outros tratamentos, mais conservadores e indicados para casos menos complexos, incluem o uso de anticoncepcionais orais para regular os ciclos menstruais e, dessa forma, evitar o surgimento de outros cistos.

Para as intervenções cirúrgicas, o método mais recomendado é a videolaparoscopia. Seu caráter minimamente invasivo possibilita uma recuperação rápida e garante menor tempo de internação da paciente.

É fundamental conversar com o profissional da saúde de sua confiança para compreender melhor os mecanismos dos tipos de cistos ovarianos e as possibilidades de tratamentos. Cada caso possui sua especificidade e, portanto, as consultas são indispensáveis.

Caso tenha qualquer dúvida, ou sinta qualquer um dos sintomas, marque uma consulta. Não deixe para depois.

Источник: https://www.ayrozaribeiro.com.br/materias/os-diferentes-tipos-de-cistos-ovarianos/

O que é Cisto de ovário? Saiba como identificar os sintomas

O que é cisto dermoide, como identificar e tratar

O cisto no ovário é uma bolsa cheia de líquidos que se forma dentro ou ao redor do ovário, e que pode resultar em dor, atraso na menstruação ou dificuldade para engravidar.

Geralmente, o aparecimento de cistos nos ovários não provoca sintomas e não precisa de tratamento específico, normalmente, a tendência é que eles desapareçam naturalmente.

No entanto, quando o cisto cresce muito, se rompe ou quando ele fica torcido no ovário, podem surgir sintomas como dor no abdômen e menstruação irregular, que podem piorar durante a ovulação, contato íntimo ou devido aos movimentos intestinais.

Tipos de Cisto de ovário

Existem vários tipos de cisto de ovário, eles são:

Cisto folicular:

Forma-se quando não há ovulação ou quando o óvulo não sai do ovário durante o período fértil. Geralmente, não apresenta sintomas e não necessita de tratamento. Seu tamanho pode variar de  2,5 cm à 10 cm e normalmente diminui de tamanho entre 4 a 8 semanas, e não é considerado câncer.

Cisto de corpo lúteo:

Pode surgir após a liberação do óvulo. Seu tamanho varia entre 3 e 4 cm e pode se romper durante o contato íntimo, mas não é necessário tratamento específico.Se houver dor intensa, queda da pressão e batimento cardíaco acelerado, pode ser necessário retirar através de cirurgia por laparoscopia.

Cisto de Teca-luteína:

Acontece raramente, sendo mais comum nas mulheres que tomam remédios para engravidar.

Cisto hemorrágico:

Acontece quando há sangramento na parede do cisto para o seu interior, podendo causar dor pélvica.

Cisto dermoide:

também chamado de teratoma cístico maduro, que pode ser encontrado contendo cabelo, dente ou fragmento ósseo, sendo preciso laparoscopia.

Fibroma ovariano:

É uma neoplasia mais comum na menopausa, o tamanho pode variar, desde microcistos, até pesarem 23 kg, e devem ser retirados por cirurgia.

Endometrioma ovariano:

Surge em casos de endometriose nos ovários (presença do endométrio fora do útero), necessitando ser tratado com remédios ou cirurgia.

Cisto adenoma:

Cisto ovariano benigno, que deve ser retirado através de laparoscopia.

Além disso, o diagnóstico do cisto no ovário pode ser feito através de exames como palpação da região pélvica, ultrassonografia transvaginal, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

O ginecologista também pode pedir o teste de gravidez  (Beta HCG) para excluir a possibilidade de gravidez ectópica, que apresenta os mesmos sintomas, e ainda ajuda a identificar o tipo de cisto que a mulher possui.

Após a identificação do cisto no ovário, o médico ginecologista também pode solicitar exames de sangue para verificar se o cisto é maligno ou benigno.

Causas para o cisto de ovário

É mais comum encontrar cistos em mulheres entre 20 e 35 anos de idade, durante o período fértil, mas também podem ser detectados também em mulheres que já estão na menopausa.

Entre as principais causas para a formação do cistos no ovário estão o histórico familiar e o uso de alguns medicamentos, como por exemplo, remédios para estimular a ovulação.

Nesse sentido, o tipo de cisto mais comum é o cisto funcional e ele surge quando há crescimento do folículo no entanto não ocorre a sua rotura (anovulação). Deste modo, o folículo continua crescendo e pode atingir um tamanho bem maior que o habitual.

Sintomas do cisto de ovário

É raro um cisto de ovário apresentar sintomas, no entanto, quando este evidenciar um tamanho muito grande, podem surgir sintomas como:

a. Dor no ovário, do lado onde está o cisto;

b. Dor durante a ovulação;

c. Dor durante o contato íntimo;

d. Atraso da menstruação;

e. Aumento da sensibilidade nas mamas;

f. Sangramento vaginal fora do período menstrual;

g. Aumento de peso;

h. Dificuldade para engravidar.

Como o cisto de ovário pode dificultar a gravidez?

Os cistos de ovário podem ser encontrados em uma a cada quatro mulheres. Eles não causam infertilidade, no entanto podem causar dificuldades para engravidar.

Isso acontece porque os cistos de ovário podem provocar alterações hormonais, disfunções no processo ovulatório e irregularidade ou ausência de menstruação. Sendo assim, quando os cistos permanecem muito tempo nos ovários, eles podem dificultar novas ovulações.

Tratamento para cisto de ovário

O tratamento mais comum para o cisto de ovário é esperar que ele diminua de tamanho sozinho, sem necessidade de tratamento.

No entanto, o cisto ovariano também pode ser tratado com a ingestão regular da pílula anticoncepcional (que deve ser indicada pelo seu médico), e quando provoca sintomas ou dificulta o funcionamento do ovário, pode-se recomendar a cirurgia para retirada do cisto, sem retirar o órgão.

Nos casos mais graves, em que o cisto é muito grande e apresenta indícios de câncer, ou em caso de torção do ovário, pode ser necessário retirar completamente o ovário.

Além disso, a principal dica é que, se você tiver dores abdominais e pélvicas muito fortes, acompanhadas de febre e vômito, deve procurar um especialista. Faça uma avaliação médica para obter o diagnóstico correto e procurar o tratamento adequado para o seu caso.

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Источник: https://www.nilofrantz.com.br/o-que-e-cisto-de-ovario-saiba-como-identificar-os-sintomas/

Cisto de ovário: sintomas, causas, tipos e tratamentos

O que é cisto dermoide, como identificar e tratar

O cisto de ovário é uma bolsa cheia de líquido que se forma dentro ou ao redor ovário. Geralmente causa dores fortes na região pélvica.

A maioria dos cistos costuma desparecer sozinho, segundo o Manual MSD, conforme o tempo passa. Há casos, porém, que exigem cirurgia de remoção.

Cerca de 30% das mulheres que estão com atividade menstrual apresentam cistos de ovário.

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Sintomas de Cisto de ovário

O cisto de ovário não demonstra sintoma na maior parte dos casos . Porém, os sintomas que ocorrem normalmente são dor ou irregularidade no período menstrual.

Normalmente, se a mulher sente dor, um dos motivos é um aumento do volume do cisto, sangramento, rompimento do cisto, colisão com o cisto durante a penetração no sexo, ou uma torção das trompas de Falópio provocada pelo cisto.

Além de dor e irregularidade menstrual, outros sintomas dos cistos de ovário são:

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  • Inchaço no abdômen
  • Dor ao evacuar
  • Dor na pélvis pouco antes ou depois do início do período menstrual
  • Dor no sexo
  • Dor pélvica ao mover-se
  • Dor pélvica leve e constante
  • Dor pélvica súbita e forte, frequentemente acompanhada de náusea e vômito, podendo ser um sinal de torção do suprimento sanguíneo do ovário ou de ruptura de um cisto acompanhada de sangramento interno

Os cistos foliculares não costumam provocar alterações nos períodos menstruais, sendo mais frequentes com cistos de corpo lúteo. Alguns cistos podem provocar náuseas ou sangramentos.

Causas

A causa do cisto de ovário depende do tipo de cisto. Há pelo menos dois tipos de cistos, divididos em subcategorias.

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Tipos

O tipo mais comum de cisto de ovário é o cisto funcional, que pode ser tanto um cisto folicular quanto cisto lúteo. Vale destacar, ainda, que os cistos funcionais estão relacionados à idade fértil (da puberdade à menopausa) da mulher.

Cisto folicular: Na maioria dos meses, um óvulo éliberado deste folículo, num processo conhecido como ovulação. Se o folículo não conseguir abrir e liberar o óvulo, o líquido permanece dentro dele e origina um cisto. Isto é chamado de cisto folicular.

Cisto de corpo lúteo: ocorre após o óvulo ter sido liberado de um folículo. Esses geralmente contêm uma pequena quantidade de sangue.

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O cistos não estão relacionados ao ciclo menstrual e são bem menos comuns. São os casos dos cistos dermoide, cistadenoma.

Cisto dermoide: é formado a partir de células que também dão origem à pele, portanto encontra-se em dentes e nos cabelos, para citar dois exemplos.

Cistadenoma: se desenvolve a partir do tecido que reveste os ovários.

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Cisto endometrioma: é resultado da endometriose, uma condição na qual o endométrio, o tecido que age como a mucosa que reveste a parede interna do útero, cresce em outras regiões do corpo.

Fatores de risco

Alguns fatores são considerados de risco para uma mulher vir a desenvolver cistos de ovário:

  • Histórico familiar de cistos ovarianos funcionais
  • Uso de medicamentos para impulsionar a ovulação

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Buscando ajuda médica

Procure um especialista em caso de dores abdominais e pélvicas muito fortes, principalmente se elas vieram acompanhadas de febre e vômito. Não se automedique.

Os sintomas de cistos no ovário são muito similares aos de outras doenças, por isso consulte um médico para que ele possa fazer o diagnóstico e orientar qual o melhor tratamento para seu caso.

A depender do caso de cisto no ovário, a cirurgia pode ser recomendada pelo médico – Foto: Shutterstock

Na consulta médica

Na consulta, descreva todos os sintomas que estiver sentindo e tire todas as dúvidas com o médico. Você pode perguntar, por exemplo:

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  • Cistos no ovário podem causar câncer ou infertilidade?
  • O que eu posso fazer para evitar que esse problema seja recorrente?
  • Cistos no ovário podem ser sintomas de um problema mais grave?

O especialista também deverá lhe fazer algumas perguntas, como:

  • Há quanto tempo você está sentindo esses sintomas?
  • Os sintomas surgem junto ao ciclo menstrual?
  • Há alguma medida que melhore ou piore seus sintomas?

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Diagnóstico de Cisto de ovário

Geralmente, um cisto no ovário pode ser diagnosticado em um simples exame pélvico. Mas para determinar o tamanho e o tipo exato do cisto, o médico deverá recorrer a outros exames, como por exemplo:

  • Teste de gravidez: se der positivo, o especialista saberá que o tipo de cisto em questão é lúteo.
  • Ultrassom pélvico: o exame de imagem possibilitará ao médico identificar o tamanho do cisto e também sua composição (se é sólido, fluido, misto, etc.).
  • Laparoscopia: por meio de um laparoscópico, o médico poderá examinar mais atentamente a região dos ovários em busca de um cisto.

Cisto de ovário tem cura?

O cisto de ovário tem cura. Os que ocorrem em mulheres que ainda menstruam costumam desaparecer sozinhos.

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Mesmo quando isso não acontece, o tratamento costuma ser eficiente. Existe um risco maior de câncer em mulheres que estão na pós-menopausa.

Tratamento de Cisto de ovário

O tratamento depende muito da idade da paciente, dos sintomas do tamanho e do tipo do cisto. Muitas vezes, o cisto desaparece por conta própria, dispensando a terapia. Porém, isso pode demorar alguns meses.

Para garantir que o cisto se foi completamente, pode ser necessário realizar ultrassons e exames pélvicos periódicos. Caso esta não seja uma opção ou caso o cisto não vá embora sozinho, existem outros meios para tratar a doença.

Confira:

  • Anticoncepcionais costumam ser uma opção para evitar que novos cistos se desenvolvam nos ovários.
  • Cirurgia de retirada de cistos também pode ser uma alternativa, mas geralmente o médico só recorre a esse tipo de intervenção quando não há outra opção. No entanto, pode ser também a única solução caso o cisto seja grande demais, não seja funcional ou esteja crescendo.

Caso o cisto seja cancerígeno, talvez seja necessário extrair ambos os ovários.

Complicações possíveis

O risco de complicações podem ocorrer com cistos de ovários são:

  • Sangramento do cisto
  • Rompimento do cisto
  • Alterações que sinalizam câncer
  • Torções

Referências

Revisado por: Dra. Barbara Alencar Rolim Murayama, ginecologista – CRM: 112527

Ministério da Saúde

Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/cisto-de-ovario

Teratoma de Ovário: tipos, sintomas e tratamento

O que é cisto dermoide, como identificar e tratar

O teratoma é um tumor, quase sempre benigno, que costuma ter origem nas células germinativas dos ovários ou dos testículos. Na maioria dos casos, a remoção cirúrgica do tumor é o único tratamento necessário, sendo rara a recidiva da lesão.

Por ser um tumor germinativo, ele pode ser formado a partir das células totipotentes que dão origem a todas as ordens de células necessárias para formar tecidos maduros e estruturas do nosso organismo. Não é incomum, portanto, que um teratoma seja um tumor de aparência bizarra, contendo cabelo, dentes, pele, ossos e tecido neural.

O que é um teratoma?

O teratoma é um dos vários tipos de tumor que surgem a partir das células germinativas dos ovários ou dos testículos, que são as células que dão origem aos óvulos e aos espermatozoides.  Além do teratoma, outros exemplos de tumores germinativos são: disgerminoma, tumor do saco vitelino, coriocarcinoma e carcinoma embrionário.

Os tumores germinativos costumam surgir dentro das gônadas, ou seja, dentro dos ovários ou dos testículos, mas podem também aparecer em outras partes do corpo, como no mediastino (região da caixa torácica entre os pulmões), retroperitônio (parte de trás da cavidade abdominal) e na região sacrococcígea (porção final da coluna vertebral). Os tumores de células germinativas que surgem fora das gônadas são mais comuns em crianças e costumam ser causados por má-formações durante o desenvolvimento do embrião.

O teratoma é tipo mais comum de tumor germinativo e costuma surgir em mulheres jovens, com menos de 30 anos.

Existem basicamente três tipos de teratoma:

  • Teratoma maduro – também chamado de cisto dermoide, corresponde a mais de 95% dos teratomas e costuma ser um tumor benigno.
  • Teratoma imaturo –  também chamado de teratoma maligno, é a forma maligna do teratoma e corresponde a apenas 1% dos teratomas do ovário.
  • Teratoma altamente especializado – o tipo mais comum costuma ser o struma ovarii, que é um tumor de ovário formado por tecido da tireoide.

O motivo pelo qual os teratomas surgem ainda é desconhecido.

Teratoma maduro – Cisto dermoide

Praticamente todos os casos de teratoma são do tipo maduro, especialmente aqueles que surgem nos ovários.

A maior parte dos teratomas maduros tem aparência de um cisto, motivo pelo qual também são chamados de cisto dermoide (explicamos todas as causas de cisto no ovário no seguinte artigo: CISTO NO OVÁRIO – Sintomas e Tratamento). Ocasionalmente, os teratomas maduros podem ser lesões sólidas, como na imagem no início do artigo.

Os cistos dermoides são tumores benignos, comuns nos ovários, mas raros nos testículos. Cerca de 1/4 dos tumores de ovário são teratomas maduros.

Entre as mulheres de 20 a 40 anos, o cisto dermoide é responsável por até 70% dos tumores ovarianos.

Já no sexo masculino, menos de 5% dos tumores de testículo são teratomas puros (leia: CÂNCER DE TESTÍCULO – Fatores de Risco, Sintomas e Tratamento).

O teratoma maduro costuma ser composto por vários tecidos diferentes, podendo o tumor apresentar pele, cabelo, dentes, glândulas sebáceas, pele e tecidos de vários órgãos, incluindo vias urinárias, sistema gastrointestinal, sistema nervosos e pulmões.

Raramente, o teratoma maduro pode se transformar em um câncer. A transformação maligna ocorre em apenas em 0,5 a 2% dos casos.

Teratoma imaturo

O teratoma imaturo, que é a forma maligna, é um tumor raro, que representa apenas 1% dos teratomas de ovário. Eles são chamados de imaturos porque as células cancerígenas estão em um estágio muito inicial de desenvolvimento.

Os teratomas imaturos do ovário são geralmente diagnosticados em meninas e em mulheres jovens com menos de 20 anos.

O teratoma maligno é habitualmente classificado de acordo com o grau de diferenciação das suas células. O teratoma grau I é o mais bem diferenciado e apresenta uma evolução mais lenta, com menor risco de metastização. Já o grau III é mais indiferenciado e apresenta um comportamento mais agressivo.

Teratoma altamente especializado – Struma ovarii

Essa forma de teratoma também é rara e surge quando o tumor é composto majoritariamente por um único tipo de tecido.

O Struma ovarii, por exemplo, é um teratoma predominantemente composto por tecido da glândula tireoide, com capacidade de produzir  hormônios tireoidianos e provocar hipertireoidismo.

O Struma ovarii é incomum, correspondendo a apenas 3% dos teratomas ovarianos. A maioria dos casos é benigna, havendo raros episódios de transformação maligna.

Sintomas

A maioria dos teratomas de ovário não provoca sintomas e acaba sendo diagnosticado acidentalmente durante a realização de um exame de imagem de rotina, como uma ultrassonografia pélvica. A sua taxa de crescimento é lenta, não ultrapassando os 2 mm por ano. Eles podem surgir em apenas um ou ambos ovários.

Apesar de terem crescimento lento, como são assintomáticos, ao longo dos anos, os teratomas podem se tornar grandes tumores, alguns deles com mais de 10 cm de diâmetro. Quanto mais o tumor cresce, maior é o risco de haver complicações, sendo a torção do ovário a mais comum delas. Outra complicação possível é ruptura do cisto.

Quando os sintomas estão presentes, eles costumam incluir: dor abdominal, massa palpável no região pélvica ou sangramento uterino anormal. Sintomas da bexiga, distúrbios gastrointestinais e dores nas costas são menos frequentes, mas podem ocorrer em alguns casos. Quando a dor abdominal está presente, ela geralmente é constante e varia de leve a moderada em intensidade.

Nos casos em que há torção do ovário ou ruptura aguda do cisto, uma dor abdominal e pélvica intensa costuma surgir e faz com que a paciente procure atendimento médico rapidamente.

Nos casos de Struma ovarii, até 35% das pacientes desenvolvem sintomas de hipertireoidismo.

Diagnóstico

Os teratomas apresentam um aspecto bem característico ao exame de ultrassonografia, sendo esta a forma mais simples de se fazer o diagnóstico. Nos casos duvidosos, a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética podem ser utilizadas. O diagnóstico definitivo, porém, somente é feito no momento da excisão cirúrgica da lesão.

Teratoma maduro

A remoção cirúrgica da lesão é o tratamento indicado para os teratomas maduros. O objetivo é retirar apenas o tumor, preservando o(s) ovário(s). A cirurgia pode ser feita por via aberta (laparotomia) ou por laparoscopia.

A cirurgia tem como objetivo impedir que surjam complicações e evitar os raros casos em que há transformação maligna do teratoma. A recorrência do tumor após a cirurgia é incomum.

Referências

  • Germ cell tumors of the ovary – Cancer treatment reviews.
  • Uterine Fibroids – New England Journal of Medicine.
  • Ovarian germ cell tumors: Pathology, epidemiology, clinical manifestations, and diagnosis – UpToDate.
  • Cystic Teratoma – Medscape.
  • Berek JS. Epithelial ovarian cancer. In: Practical Gynecologic Oncology, 4th, Berek JS, Hacker NF (Eds), Lippincott Williams & Wilkins, Philadelphia 2005.
  • Talerman A. Germ cell tumours of the ovary. In: Blaustein’s Pathology of the Female Genital Tract, Kurman RJ (Ed), Springer Verlag, New York 1994.

Источник: https://www.mdsaude.com/ginecologia/teratoma/

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