O que é craniotomia, para que serve e recuperação

Clipagem de Aneurisma – Cirurgia Convencional

O que é craniotomia, para que serve e recuperação

A Clipagem de Aneurisma é uma cirurgia realizada para tratar um aneurisma – uma protuberância na parede da artéria. O objetivo do procedimento é isolar um aneurisma da circulação normal, sem bloquear pequenas artérias próximas, colocando um pequeno clipe na base do aneurisma para conter ou para impedir o sangramento.

Neste artigo, aprenda sobre a cirurgia de clipagem de aneurisma, suas indicações e procedimentos.

Em que Consiste a Clipagem de Aneurisma

  • Sob anestesia geral, é feita uma abertura no crânio, chamada craniotomia;
  • O cérebro é suavemente retraído para localizar o aneurisma;
  • Um pequeno clipe é colocado na base do aneurisma para impedir a entrada do fluxo sanguíneo normal.

O clipe funciona como um minúsculo prendedor em forma de molas, no qual as lâminas permanecem bem fechadas até que seja aplicada pressão para abri-las. Os clipes são feitos de titânio e permanecem na artéria permanentemente.

Indicações

A escolha do tratamento do aneurisma deve ser ponderada em relação ao risco de ruptura e à saúde geral do paciente. Como a clipagem envolve o uso de anestesia e a entrada cirúrgica através do crânio, pacientes com problemas de saúde podem ser tratados com outras abordagens terapêuticas.

A decisão do tratamento depende, em grande parte, do tamanho, da localização e da geometria da base do aneurisma.

A clipagem provou sua eficácia a longo prazo por várias décadas. No entanto, a melhor opção de tratamento permanece altamente individualizada. Discuta com seu médico a técnica mais apropriada para seu caso específico.

Como Preparar-se Para o Procedimento

A preparação antes da cirurgia difere se você for levado à sala de emergência com um aneurisma rompido ou se for um procedimento programado juntamente com seu médico.

Um aneurisma rompido pode ser fatal – você pode ser levado imediatamente para a sala de cirurgia depois que os médicos localizarem o aneurisma e sua pressão arterial estiver estabilizada.

Se você tiver um aneurisma sem ruptura, será agendado para exames pré-cirúrgicos vários dias antes da cirurgia. No consultório médico, seu cirurgião irá conhecer seu histórico médico e fornecer as informações pré-operatórias.

Cuidados Após a Cirurgia

Após a cirurgia, você será levado à sala de recuperação, onde os sinais vitais serão monitorados. Ao acordar da anestesia, você será transferido para a Unidade de Terapia Intensiva para observação e monitoramento. Medicação para dor será administrada conforme necessário.

Após 24h a 48 horas, os pacientes são transferidos para o quarto. O monitoramento continuará à medida que você aumentar seu nível de atividade. Em alguns dias, você será liberado do hospital e receberá instruções de alta.

Pacientes com aneurisma rompido permanecem na UTI por 14 a 21 dias e são monitorados quanto a sinais de vasoespasmo (um estreitamento de uma artéria que pode ocorrer de 3 a 14 dias após uma hemorragia cerebral). Os sinais de vasoespasmo incluem fraqueza nos braços ou nas pernas, confusão, sonolência ou inquietação.

Existem Riscos?

Nenhuma cirurgia está livre de risco. As complicações gerais relacionadas à cirurgia cerebral incluem:

  • Infecção;
  • Reações alérgicas à anestesia;
  • Acidente Vascular Cerebral;
  • Convulsão;
  • Inchaço do cérebro.

As complicações especificamente relacionadas à clipagem do aneurisma incluem:

  • Vasoespasmo;
  • Acidente Vascular Cerebral;
  • Convulsão;
  • Sangramento;
  • Clipe imperfeitamente colocado, que pode não bloquear completamente o aneurisma ou bloquear uma artéria normal.

Vários estudos sugerem que perda de memória e incapacidade cognitiva podem ser comuns após a craniotomia para o corte do aneurisma, principalmente em pacientes acima de 50 anos.

Recuperação

Pacientes com aneurisma podem sofrer déficits de curto e/ou longo prazo como resultado de uma ruptura ou de tratamento. Alguns desses déficits podem desaparecer ao longo do tempo com a terapia. Para aneurismas rompidos, o processo de recuperação pode levar meses ou anos para recuperar a função.

Hoje, a maioria dos clipes de aneurisma é feita de titânio e não é detectada por portões de segurança. No entanto, é muito importante saber se o seu clipe é compatível com ressonância magnética antes de realizar o exame.

Referência: UpToDate

Artigo Publicado em: 30 de julho de 2018 e Atualizado em 07 de agosto de 2020

Источник: https://victorbarboza.com.br/clipagem-de-aneurisma/

Craniotomia: o que é? Quando deve ser realizada?

O que é craniotomia, para que serve e recuperação

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segunda-feira, 06 de junho de 2016

A craniotomia1 é um procedimento cirúrgico em que um retalho ósseo do crânio2 é temporariamente removido para dar acesso ao cérebro3 abaixo dele.

O retalho ósseo retirado é geralmente substituído ou reposto após o procedimento com pequenas placas4 metálicas (de titânio, em geral) presas por parafusos.

A craniotomia1 pode ser de pequeno ou grande tamanho, dependendo do problema subjacente a ser tratado.

Muitas vezes as craniotomias são nomeadas conforme o osso que está sendo removido: craniotomia1 frontotemporal, parietal, temporal e suboccipital. As craniotomias da base do crânio5 são cirurgias complexas e de grande porte porque envolvem a remoção de uma porção do crânio2 que suporta a parte inferior do cérebro3, de onde emergem os nervos cranianos e delicadas artérias6 e veias7.

Por que fazer craniotomia1?

A craniotomia1 muitas vezes precisa ser realizada para possibilitar a cirurgia para várias doenças neurológicas, lesões8 ou condições, tais como tumores, aneurismas, hematomas9 cerebrais e fraturas no crânio2.

Outras razões pelas quais uma craniotomia1 deve ser feita são a retirada de objetos estranhos no interior do cérebro3, como balas, por exemplo, inchaço10 ou infecção11 do cérebro3.

Muitas vezes ela é realizada com o objetivo de descomprimir o cérebro3, submetido a uma pressão elevada, condição que costuma ser denominada craniectomia.

Como é feita a craniotomia1?

Antes da cirurgia, o médico deve ter pedido vários exames, como, por exemplo, exames de sangue12, eletrocardiograma13, radiografia de tórax14, tomografia computadorizada15, ressonância magnética16, etc, para avaliar não só o objeto da cirurgia, mas também o estado geral do paciente.

O paciente deve informar ao médico sobre seu histórico de saúde17 (alergias, medicamentos em uso, reações de anestesia18, cirurgias anteriores, etc.) e descontinuar todas as medicações anti-inflamatórias e anticoagulantes19, pelo menos uma semana antes da cirurgia.

Além disso, deve parar de fumar, mascar tabaco e ingerir bebidas alcoólicas uma semana antes e duas semanas após a cirurgia. O paciente deve estar em jejum a pelo menos 12 horas.

Sua cabeça20 é então fixada imóvel e uma incisão21 é feita na pele22, atrás da linha do cabelo23, de modo a expor a tábua óssea a ser abordada.

A aba de osso retirada é removida para expor o revestimento protetor do cérebro3, a dura-máter24, a qual, uma vez aberta, dá acesso direto ao cérebro3.

Depois de tratado o problema em causa, a dura-máter24 é fechada com suturas25 e a aba de osso é recomposta com placas4 e parafusos de titânio.

Em alguns casos, um dreno pode ser colocado sob a pele22 por dois dias, para remover o sangue12 ou fluido a partir da área cirúrgica. Os músculos26 e pele22 antes seccionados são reajuntados e suturados. Após a cirurgia, o paciente pode sentir náuseas27 e dor de cabeça20 e dependendo do tipo de cirurgia, pode ter sintomas28 de edema29 e necessitar medicamentos para prevenir convulsões.

Durante alguns dias, a serem definidos pelo médico, não dirija, não pegue peso, evite tarefas domésticas e não use bebidas alcoólicas. Mais tarde, o paciente deve retomar essas atividades gradualmente.

A cirurgia é feita com anestesia18 geral, dura de 3 a 5 horas e deve ser realizada por um neurocirurgião, que em geral trabalha com uma equipe de cirurgiões de cabeça20 e pescoço30, cirurgiões otológicos e oftalmológicos e cirurgiões plásticos.

Dependendo da razão pela qual a craniotomia1 é feita, o paciente deve ficar hospitalizado por um tempo que varia entre alguns dias a algumas semanas.

Quais são as complicações possíveis da craniotomia1?

A craniotomia1, como toda cirurgia, não é isenta de riscos e possíveis complicações. Os riscos gerais incluem hemorragia31, infecção11, coágulos sanguíneos e reações à anestesia18.

As complicações específicas se devem ao tipo de neurocirurgia que é processada e pode ocorrer acidente vascular32 encefálico, convulsões, inchaço10 do cérebro3, danos a nervos (o que pode causar paralisia33 muscular ou fraqueza), perda de funções mentais e dano cerebral permanente.

ABCMED, 2016. Craniotomia: o que é? Quando deve ser realizada?. Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2021.

Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

1 Craniotomia: Abertura cirúrgica do crânio realizada com o objetivo de se chegar ao encéfalo.

2 Crânio: O ESQUELETO da CABEÇA; compreende também os OSSOS FACIAIS e os que recobrem o CÉREBRO. Sinônimos: Calvaria; Calota Craniana

3 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.

4 Placas: 1. Lesões achatadas, semelhantes à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3.

Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5.

Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7.

Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10.

Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.

5 Base do Crânio: Região inferior do crânio consistindo de uma superfície interna (cerebral) e uma superfície externa (basal).

6 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.

7 Veias: Vasos sangüíneos que levam o sangue ao coração.

8 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo.

Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais.

Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.

9 Hematomas: Acúmulo de sangue em um órgão ou tecido após uma hemorragia.

10 Inchaço: Inchação, edema.

11 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.

12 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo.

Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares).

Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.

13 Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.

14 Tórax: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original Sinônimos: Peito; Caixa Torácica

16 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.

17 Saúde: 1.

Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.

18 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.

19 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.

21 Incisão: 1. Corte ou golpe com instrumento cortante; talho. 2. Em cirurgia, intervenção cirúrgica em um tecido efetuada com instrumento cortante (bisturi ou bisturi elétrico); incisura.

22 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.

23 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.

24 Dura-Máter: A mais externa das três MENINGES, uma membrana fibrosa de tecido conjuntivo que cobre o encéfalo e cordão espinhal.

25 Suturas: 1. Ato ou efeito de suturar. 2. Costura que une ou junta partes de um objeto. 3. Na anatomia geral, é um tipo de articulação fibrosa, em que os ossos são mantidos juntos por várias camadas de tecido conjuntivo denso; comissura (ocorre apenas entre os ossos do crânio). 4.

Na anatomia botânica, é uma linha de espessura variável que se forma na região de fusão dos bordos de um carpelo (ou de dois ou mais carpelos concrescentes). 5. Em cirurgia, ato ou efeito de unir os bordos de um corte, uma ferida, uma incisão, com agulha e linha especial, para promover a cicatrização. 6.

Na morfologia zoológica, nos insetos, qualquer sulco externo semelhante a uma linha.

26 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.

27 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .

28 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença.

Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal.

A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.

29 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.

31 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.

32 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.

33 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.

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Источник: https://www.abc.med.br/p/exames-e-procedimentos/1264834/craniotomia+o+que+e+quando+deve+ser+realizada.htm

Tratamento para tumores cerebrais: terapias, cirurgia e recuperação

O que é craniotomia, para que serve e recuperação

As opções de tratamento para um tumor dependem principalmente do tamanho, tipo, localização e sobre a idade e saúde geral do paciente. Os tumores cerebrais (primários ou metastáticos, benignos ou malignos) são geralmente tratados com cirurgia, radiação e / ou quimioterapia isoladamente ou em várias combinações.

Cirurgia

Em geral é aceito que a remoção cirúrgica completa ou quase completa de um tumor cerebral é benéfica para um paciente.

O principal objetivo da cirurgia é remover a maior parte do tumor possível sem ferir o tecido cerebral importante para a função neurológica do paciente (como a habilidade de falar, caminhar, usar as mãos, etc.).

Se o tumor não puder ser completamente removido, a cirurgia ainda pode reduzir ou controlar o tamanho do mesmo.

• Figura ilustrativa de uma neurocirurgia

Novas técnicas cirúrgicas podem minimizar o risco e desconforto da cirurgia.

Técnicas minimamente invasivas podem ser usadas para remover alguns tumores cerebrais através do nariz ou através de pequenas aberturas na base do crânio.

Na maioria dos casos, os cirurgiões criam uma abertura no crânio (ou “craniotomia”) apenas grande o suficiente para garantir que eles possam chegar a um tumor.

• Figura ilustrativa de exemplo de como é realizado a craniotomia e o fechamento do crânio após a cirurgia.

Diferenças sutis na aparência entre tecido normal e tumor são usadas para guiar sua remoção. Às vezes, uma biópsia é obtida antes de prosseguir com uma operação maior. A biópsia pode ser obtida através de uma craniotomia menor ou com técnicas especiais de orientação para obter uma “biópsia estereotáxica”

Biópsia estereotáxica

É realizada quando um neurocirurgião usa um pequeno instrumento que é guiado em três dimensões para remover uma pequena amostra de tecido de uma área do cérebro. Os computadores são usados para determinar informações precisas sobre a localização do tumor a partir de uma Tomografia ou Ressonância.

Muitas vezes, um pequeno pedaço de tumor pode ser recuperado através de uma abertura no crânio que tem apenas alguns milímetros de largura. O objetivo de uma biópsia é obter uma pequena amostra de tecido para orientar os médicos na determinação do melhor plano de tratamento.

Sistemas de navegação cirúrgica sofisticados

São usados para dar suporte ao cirurgião com a localização e orientação (neuronavegação). Estes sistemas permitem que os cirurgiões correlacionem com precisão uma posição dentro do cérebro com o que é visto na imagem (tomografia, ressonância e angiografias). Esta informação de orientação pode reduzir os riscos e melhorar a extensão da remoção do tumor.

Acúmulo de líquido cefalorraquidiano

Alguns pacientes têm ou desenvolverão um problema com a circulação ou absorção do líquido da coluna vertebral.

O líquido cefalorraquidiano (CSF) é produzido dentro do cérebro, viaja pelos ventrículos do cérebro e pela coluna vertebral, e é absorvido na superfície do cérebro.

Se o fluxo estiver bloqueado, ou se a absorção do fluido estiver prejudicada, o fluido pode se acumular e causar pressão sobre o cérebro.

O acúmulo de fluido pode ser tratado pela drenagem externa ou interna do fluido para outra parte do corpo em um procedimento chamado de derivação. O fluido geralmente é drenado dos ventrículos do cérebro para o abdômen (shunt ventriculo-peritoneal ou mais conhecida como Derivação Ventrículo Peritoneal).

A escolha do tratamento e a decisão sobre quando realizar uma operação devem ser determinadas por um neurocirurgião. É importante ter em mente que a cirurgia tem suas limitações.

Embora todas as precauções sejam tomadas para evitar complicações, os riscos potenciais podem incluir infecção, sangramento excessivo durante e após a cirurgia, dificuldade de deglutição, acidente vascular cerebral, convulsões, fraqueza ou paralisia e outros problemas.

Peça ao seu médico para falar com você sobre possíveis efeitos colaterais.

Radiação

É um tratamento comumente usado para tumores cerebrais. Isso afeta células normais e tumorais.

O objetivo da terapia de radiação é matar seletivamente as células tumorais ao deixar o tecido cerebral normal ileso. Isso pode ser realizado de duas maneiras.

Na radioterapia de feixe externo padrão, os tratamentos múltiplos de “frações” de radiação de dose padrão são aplicados no cérebro.

Cada tratamento induz o dano ao tecido saudável e normal. No momento em que o próximo tratamento é administrado, a maioria das células normais reparou o dano, mas o tecido do tumor não. Este processo é repetido para um total de 10 a 30 tratamentos (dependendo do tipo de tumor). Idealmente, 98% do tumor é morto e 98% do tecido normal sobrevive.

Radiocirurgia

A segunda maneira de matar seletivamente células tumorais é focar uma dose intensa de radiação no tumor de muitos pontos em torno da cabeça. Este processo é chamado de radiocirurgia e usa computadores especiais e métodos para entregar a radiação para realizar o tratamento.

O tumor recebe uma quantidade relativamente grande de radiação, mas a dose de radiação para o cérebro normal circundante é muito baixa porque a radiação entregue foi espalhada entre tantos pontos de entrega diferentes na superfície do cérebro. Estes muitos pontos de entrega convergem para o tecido tumoral.

A radiocirurgia foi utilizada tanto como alternativa como em combinação com radiação e/ou cirurgia convencional. “Radioterapia estereotáxica”, ou “radiocirurgia fracionada”, pode ser usada para administrar múltiplos tratamentos de baixa dose de radiação ao combinar a forma da radiação entregue à lesão. Mais radiação pode ser dada ao tumor, e menos ao cérebro normal circundante.

Esta técnica melhora a segurança e eficácia da radioterapia. Também permite tratar tumores maiores do que aqueles que podem ser gerenciados com radiocirurgia convencional. Dependendo do tipo de tumor, existem duas peças de equipamentos médicos comumente usados para a transmissão de radiocirurgia estereotáxica, um acelerador linear (LINAC) e uma Gamma Knife.

O LINAC fornecerá feixes de raios X focalizados para o tumor. A Gamma Knife oferece raios gama em baixa intensidade para o tumor. Os riscos da terapia de radiação incluem feridas ao tecido normal fora do tumor.

Para os sobreviventes de longo prazo, há também o risco de desenvolver um segundo câncer como resultado da radiação que afeta o tecido normal adjacente.

Embora seja verdade que a radiação e a quimioterapia são mais frequentemente usadas para tumores malignos, residuais ou recorrentes, as decisões sobre o tratamento a utilizar são feitas individualmente para cada paciente e dependem de uma série de fatores. Novas combinações de terapia estão sendo desenvolvidas a cada ano.

Quimioterapia

A quimioterapia usa drogas especiais destinadas a matar células tumorais. A quimioterapia pode ser uma terapia primária (primeira) ou uma terapia adjuvante (adicional). No entanto, nem todo tumor cerebral responderá a quimioterapia. O tratamento de quimioterapia pode ser administrado em um hospital, ambulatório, consultório médico ou mesmo na casa do próprio paciente.

Os ciclos de tratamento variam de acordo com a droga (ou drogas) que estão sendo utilizadas.

A quimioterapia afeta células normais e tumorais e, portanto, a quantidade que pode ser administrada é geralmente limitada pelos efeitos colaterais nas células normais. Os tecidos com células de crescimento mais rápido são os mais afetados.

Assim, tais tecidos como o cabelo, o revestimento da boca e do estômago e a medula óssea (que produz células sanguíneas) podem ser mais obviamente afetados.

Quimioterapias mais recentes melhoraram a sobrevida global em pacientes com tumores cerebrais mais malignos. Estes tratamentos mais recentes ainda não são curas, mas prolongaram o tempo em que os pacientes com tumores cerebrais malignos conseguiram desfrutar de uma boa qualidade de vida.

O padrão de cuidados para os tumores cerebrais primários mais malignos agora envolve radiação e quimioterapia administrados juntos no início do curso de tratamento do paciente. A quimioterapia funciona causando dano celular melhor reparado pelo tecido normal do que pelo tecido tumoral.

O objetivo de outra classe de drogas não é matar as células tumorais, mas sim bloquear um crescimento adicional do tumor.

Em alguns casos, modificadores de crescimento foram usados para parar o crescimento de tumores resistentes a outros tratamentos. Uma nova e emocionante classe de tratamento chamada antiangiogênese usa drogas para combater a capacidade do tumor de recrutar e formar novos vasos sanguíneos.

Em certo sentido, isso pode cortar as linhas de suprimento do tumor e deter seu crescimento. Um cirurgião também pode usar “pastilhas” impregnadas de quimioterapia no momento da cirurgia.

As pastilhas secretam lentamente um agente quimioterapêutico na região do tumor.

Terapias experimentais adicionais envolvem infusão direta de agentes de quimioterapia no cérebro ou nos vasos sanguíneos que levam ao cérebro.

Terapias de investigação

São uma opção razoável se um tumor voltar após o tratamento padrão com radiação e quimioterapia. As terapias de investigação ainda estão em sua fase experimental, de modo que os resultados podem não ser comprovados. No entanto, a maioria é baseada em desenvolvimentos de pesquisa promissores e os pacientes são encorajados a participar desses estudos.

Terapia genética

A terapia de genes pode ser uma opção para o tratamento de tumores cerebrais. A terapia genética é a transferência de material genético para uma célula tumoral para destruir a célula ou interromper o crescimento celular. Este tratamento visa corrigir os defeitos subjacentes nos genes que levaram à formação inicial do tumor.

Imunoterapia

Envolve novos tratamentos que dependem do sistema imunológico do corpo para matar células tumorais. A vacina contra tumores, um exemplo popular deste tipo de terapia de investigação, é outra área de pesquisa nova.

Esta estratégia tenta aproveitar o próprio sistema imunológico de uma pessoa para lutar contra o tumor cerebral.

Ainda é muito cedo para dizer o quão bem sucedida esta técnica será, mas está sob investigação para tumores em outras partes do corpo, bem como tumores cerebrais.

Recuperação após a cirurgia

Após o procedimento cirúrgico, o paciente é levado para a unidade de terapia intensiva (depois de talvez passar um curto período de tempo na sala de recuperação) para uma observação próxima. Em seguida, o paciente será dispensado do hospital, assim que seu médico achar que é apropriado. O médico dará medicamentos apropriados para prevenir ou tratar problemas potenciais.

Dr. André S. Pitzschk é Neurocirurgião na Clínica Neurológica, em Joinville (SC). Clique e conheça os tratamentos realizados em Neurocirurgia.

Источник: https://www.neurologica.com.br/blog/tratamento-para-tumores-cerebrais-terapias-cirurgia-e-recuperacao/

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