O que é Descolamento Prematuro da Placenta?

Contents
  1. Descolamento da placenta: o que deve saber | CUF
  2. Onde se localiza a placenta?
  3. Como ocorre o descolamento da placenta?
  4. Quais as causas diretas de um descolamento da placenta?
  5. Quais os fatores de risco?
  6. Como se manifesta
  7. O descolamento da placenta é uma emergência médica
  8. Diagnóstico, tratamento e complicações
  9. Descolamento da placenta: entenda o problema que afeta a gravidez
  10. Como é feito o tratamento
  11. Como saber se é descolamento da placenta
  12. Descolamento prematuro da placenta: sintomas, tratamentos e causas
  13. Causas
  14. Fatores de risco
  15. Sintomas de Descolamento prematuro da placenta
  16. Buscando ajuda médica
  17. Na consulta médica
  18. Diagnóstico de Descolamento prematuro da placenta
  19. Tratamento de Descolamento prematuro da placenta
  20. Complicações possíveis
  21. Referências
  22. Qual a diferença entre Descolamento Prematuro de Placenta e Placenta Prévia? | Ligas – Sanar Medicina
  23. O que é PlacentaPrévia?
  24. Diferenciando ossintomas
  25. Sintomas do Descolamento Prematuro de Placenta
  26. Sintomasda Placenta Prévia
  27. Tratamentodo Descolamento Prematuro de Placenta
  28. Produzido por:
  29. Confira o vídeo:
  30. O que é Descolamento Prematuro da Placenta?
  31. O que é o descolamento prematuro da placenta?
  32. Causas
  33. Sintomas
  34. Complicações
  35. Classificação
  36. Classe 0 – DPP assintomático
  37. Classe 1 – DPP Leve (cerca de 48% dos casos)
  38. Classe 2 – DPP moderada (cerca de 27% dos casos)
  39. Classe 3 – DPP grave (cerca de 24% dos casos)
  40. Diagnóstico
  41. Tratamento
  42. Em caso de feto falecido
  43. Em caso de feto vivo, porém com sinais de sofrimento
  44. Em caso de feto vivo, com mais de 34 semanas e sem sinais de sofrimento
  45. Em caso de feto vivo, com menos de 34 semanas e sem sinais de sofrimento
  46. Referências
  47. Descolamento de placenta: por que acontece e quais os riscos
  48. O que exatamente é o descolamento de placenta?
  49. Descolamento de placenta sempre sangra?
  50. O que causa o descolamento prévio de placenta?
  51. Como diagnosticar descolamento de placenta?
  52. Como cuidar do descolamento de placenta? Qual é o tratamento? É necessário repouso?
  53. Qual é o maior perigo do descolamento de placenta?
  54. Como prevenir o descolamento de placenta?
  55. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Descolamento da placenta: o que deve saber | CUF

O que é Descolamento Prematuro da Placenta?

A placenta é uma parte muito importante (e exclusiva) da gestação que permite ao feto respirar, alimentar-se e excretar os produtos do seu metabolismo, substituindo os pulmões, trato intestinal e rins.

Além disso, permite a realização de trocas entre a mãe e o feto e desempenha um importante papel endócrino – vital na produção das hormonas essenciais ao normal decurso da gravidez.

Esta estrutura embrionária é, deste modo, um órgão temporário que serve o feto e quando é comprometido, compromete também o bem-estar da mãe e do bebé.

Onde se localiza a placenta?

A localização da placenta pode ser determinante na evolução da gravidez e no momento do parto. Quando a placenta tem uma implantação baixa pode ocorrer um descolamento da placenta que causa hemorragias.

Como ocorre o descolamento da placenta?

Em condições normais, a placenta descola-se do útero no pós-parto, sendo expulsa imediatamente após o nascimento do bebé (dequitadura). O descolamento prematuro da placenta, sendo mais comum no terceiro trimestre da gravidez, pode surgir após a 20ª semana (podendo colocar em causa o normal desenvolvimento do feto) ou no primeiro ou segundo estádios do trabalho de parto.

Se a placenta obstruir parcial ou totalmente o orifício interno do colo do útero obriga à realização de uma cesariana programada.

Quais as causas diretas de um descolamento da placenta?

O descolamento de placenta pode ser provocado por:

  • Traumatismo abdominal
  • Existência de um cordão umbilical curto
  • Polihidrâmnios (excesso de líquido amniótico)
  • Descompressão uterina súbita
  • Miomas
  • Anomalias uterinas
  • Placenta circunvalata
  • Hipertensão
  • Oclusão do segmento inferior da veia cava inferior

Quais os fatores de risco?

Apesar de, muitas vezes, não haver uma causa específica, existem fatores de risco que aumentam a probabilidade de um descolamento da placenta:

  •  Antecedentes de descolamento de placenta em gravidezes anteriores
  • Hipertensão crónica
  • Hipertensão gestacional
  • Trombofilias (alteração da coagulação)
  • Diabetes
  • Hemorragias prévias na gestação
  • Rutura prematura da bolsa amniótica
  • Fibroma uterino
  • Gravidez gemelar
  • Consumo de tabaco e drogas
  • Maternidade tardia

Como se manifesta

Normalmente, os sintomas de descolamento da placenta são:

  • Hemorragia discreta ou intensa
  • Dor súbita
  • Rigidez uterina (hipertonia uterina)
  • Sensibilidade uterina
  • Contrações uterinas com início espontâneo
  • Movimentos fetais excessivos (indicadores de sofrimento fetal)
  • Ausência de batimentos cardíacos
  • Choque – dispneia, palidez, agitação e taquicardia

O descolamento da placenta é uma emergência médica

Em caso de descolamento da placenta, a intervenção clínica atempada é fundamental. Um quadro de dor abdominal intensa, acompanhada de hemorragia com coágulos, diminuição dos movimentos fetais ou ausência dos mesmos, fraqueza com sensação de desmaio, palidez, sudorese e taquicardia constituem uma emergência médica.

Diagnóstico, tratamento e complicações

O diagnóstico de descolamento da placenta é clínico. Os sintomas referidos obrigam a uma deslocação a um serviço de urgência de um hospital com maternidade. Faz-se uma observação e exame físico com avaliação da tensão arterial e parâmetros vitais. Avaliam-se as perdas de sangue e faz-se uma ecografia e uma cardiotocografia C.T.G. se o quadro clínico o permitir.

Pode ser necessário realizar exames complementares (análises de sangue para grupo sanguíneo e outros parâmetros laboratoriais). Também pode ser necessário realizar um parto urgente/emergente (por cesariana, caso haja hemorragia abundante e se confirme o descolamento).

Após o parto, podem ocorrer complicações, como choque com anúria (ausência de urina na bexiga), que pode acontecer de forma transitória ou definitiva, e hemorragias graves, por complicações vasculares e hematológicas (coagulopatia de consumo). Estas situações obrigam, por vezes, a transferências para os cuidados intensivos para vigilância, sobretudo se instalada uma coagulopatia de consumo, e a necessidade de transfusões de sangue ou derivados.

Nota importante:

Um descolamento parcial da placenta, sobretudo em fases mais precoces da gravidez, pode requerer repouso absoluto e ingestão abundante de água e não implicar a resolução urgente da gravidez.

Источник: https://www.cuf.pt/mais-saude/descolamento-da-placenta-o-que-deve-saber

Descolamento da placenta: entenda o problema que afeta a gravidez

O que é Descolamento Prematuro da Placenta?

O descolamento prematuro da placenta acontece quando a placenta é separada da parede do útero, causando cólica abdominal forte e sangramento vaginal, em gestantes com mais de 20 semanas de gestação. 

Esta situação é delicada, pois pode pôr em risco a saúde da mãe e do bebê, por isso, em caso de suspeita, é recomendado ir imediatamente ao pronto-socorro para atendimento com o obstetra, para diagnosticar e tratar esta situação o mais rápido possível.

Além disto, caso um descolamento aconteça no início da gravidez, ou antes das 20 semanas, é chamado de descolamento ovular, que apresenta sintomas bem parecidos. Se quiser saber mais sobre esta situação, veja como identificar e o que fazer em caso de descolamento ovular.

Qualquer gestante pode desenvolver um descolamento da placenta, e sua causa está associada a alterações na circulação de sangue na placenta e inflamações, que podem ser desencadeadas por:

  • Esforço físico intenso;
  • Pancada nas costas ou barriga;
  • Pressão alta ou pré-eclâmpsia;
  • Tabagismo;
  • Uso de drogas;
  • Rotura da bolsa antes do tempo previsto;
  • Pouco líquido amniótico na bolsa;
  • Infecção;
  • Doenças que alteram a coagulação do sangue.

O descolamento da placenta é uma das principais causas de sangramento no terceiro trimestre da gravidez, período em o feto e a placenta estão maiores. Seu tratamento deve ser iniciado assim que suspeitado, para diminuir o risco para a saúde do bebê e da mãe, devido às consequências do sangramento e falta de oxigênio.

Como é feito o tratamento

Em caso de suspeita de descolamento prematuro da placenta é orientado ir ao pronto-socorro o mais rápido possível, para que o obstetra inicie os procedimentos de diagnóstico e tratamento.

Pode ser necessário que a gestante fique internada por um período, em repouso, com uso de oxigênio e controle da pressão arterial e frequência cardíaca, além da monitorização do sangramento com exames de sangue.

Para tratar o descolamento prematuro da placenta, é importante individualizar cada caso, de acordo com a quantidade de semanas de gestação e do estado de saúde da gestante e do bebê.

Assim, quando o feto está maduro, ou tem mais de 34 semanas, o obstetra normalmente recomenda antecipar o parto, podendo ser feito parto normal quando o descolamento é pequeno, mas sendo necessário fazer cesárea se o descolamento for mais grave.

Já quando o bebê tem menos de 34 semanas de gestação, deve ser feita uma avaliação constante até que o sangramento pare e até que os seus sinais vitais e os do bebê estejam estabilizados. Também podem ser indicados medicamentos para diminuir a contração do útero.

Se a mãe e o bebê estiverem bem e o sangramento parar, a gestante pode ter alta, com a orientação de alguns cuidados como:

  • Evitar ficar mais de 2 horas de pé, devendo de preferência ficar sentada ou deitada com as pernas ligeiramente elevadas;
  • Não fazer qualquer tipo de esforço como limpar a casa ou cuidar dos filhos;
  • Beber pelo menos 2 litros de água por dia.

Caso não se consiga estabilizar o quadro, pode ser necessário antecipar o parto, mesmo nestes casos, para garantir a saúde do bebê e da mãe.

Como não é possível prever quando ocorrerá ou não o descolamento da placenta, é importante realizar um pré-natal adequado, sendo possível detectar qualquer alteração na formação da placenta de forma antecipada, sendo possível intervir o mais cedo possível. Saiba mais para que serve a placenta e quais alterações podem surgir.

Como saber se é descolamento da placenta

O descolamento prematuro da placenta pode causar sinais e sintomas, como:

  • Dor abdominal intensa;
  • Dor na região lombar;
  • Sangramento vaginal.

Existem casos em que o sangramento vaginal não está presente, pois ele pode ser oculto, ou seja, ficar retido entre a placenta e o útero.

Além disso, se o descolamento for pequeno, ou parcial, pode não causar sintomas, mas, se for muito grande, ou completo, a situação é muito mais grave, pois o sangramento é mais intenso, além de cortar a fonte de oxigênio para o bebê.

O diagnóstico do descolamento prematuro da placenta é feito pelo obstetra, a partir da história clínica e exame físico, além da realização do ultrassom, que poderá detectar hematomas, coágulos, a intensidade do sangramento e diferenciar de outras doenças que podem confundir, como placenta prévia. Saiba mais sobre esta outra importante causa de sangramento nas gestantes, e veja o que fazer em caso de placenta prévia.

Источник: https://www.tuasaude.com/descolamento-da-placenta/

Descolamento prematuro da placenta: sintomas, tratamentos e causas

O que é Descolamento Prematuro da Placenta?

Também chamada de placenta abrupta, o descolamento prematuro da placenta (DPP) é uma complicação grave, mas incomum da gravidez.

A placenta é um órgão redondo e achatado que se forma durante a gravidez, com a função de nutrir e fornecer oxigênio ao bebê. O descolamento da placenta é um problema de gravidez em que a placenta se separa demasiado cedo da parede do útero.

Em uma gravidez normal, a placenta mantém firmemente ligado à parede interna do útero até depois que o bebê nasce. Caso haja descolamento prematuro da placenta, ela se rompe da parede do útero muito cedo, antes de o bebê nascer.

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Descolamento prematuro da placenta pode ser muito prejudicial. Em casos raros, pode ser mortal. O bebê pode nascer muito cedo (precoce) ou com baixo peso. A mãe pode perder uma grande quantidade de sangue.

Descolamento da placenta ocorre geralmente no terceiro trimestre de gestação. Mas isso pode acontecer a qualquer momento após a viségima semana de gravidez.

Causas

A causa específica de descolamento prematuro da placenta é geralmente desconhecida. As possíveis causas incluem trauma ou lesão no abdômen – a partir de um acidente de carro ou queda, por exemplo – ou perda rápida de líquido amniótico.

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Fatores de risco

Fatores de risco comuns para descolamento prematuro da placenta incluem:

  • Pressão arterial elevada (140/90 ou superior)
  • Episódio anterior de descolamento da placenta
  • Fumar durante a gravidez
  • Idade materna, sendo mais comum depois dos 40 anos.

Fatores de risco menos comuns incluem:

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  • Uso de cocaína
  • Ter uma cicatriz de uma cirurgia do passado ou um mioma uterino onde a placenta deveria se prender à parede do útero
  • Lesão uterina, que pode ocorrer devido a um acidente de carro, uma queda ou abuso físico
  • Ruptura prematura das membranas (saco amniótico)
  • Distúrbios de coagulação do sangue
  • Gravidez múltipla.

Sintomas de Descolamento prematuro da placenta

O descolamento prematuro da placenta é mais provável nas últimas 12 semanas antes do nascimento. Sintomas de descolamento prematuro da placenta clássicos incluem:

  • Sangramento vaginal
  • Dor abdominal
  • Dor nas costas
  • Amadurecimento uterino precoce (Distócia funcional)
  • Contrações uterinas rápidas.

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A dor abdominal e dor nas costas muitas vezes começam de repente. A quantidade de sangramento vaginal pode variar, e não corresponde necessariamente a quantidade de placenta que foi separada a partir da parede interna do útero. É ainda possível ter um descolamento prematuro da placenta grave e sem sangramento visível, se o sangue fica preso dentro do útero pela placenta.

Em alguns casos, o descolamento prematuro da placenta se desenvolve lentamente. Se isso acontecer, você pode notar um sangramento vaginal intermitente. Seu bebê pode não crescer tão rapidamente quanto o esperado, e você pode ter o líquido amniótico reduzido ou outras complicações.

Buscando ajuda médica

Procurar atendimento de emergência se você tiver quaisquer sinais ou sintomas de descolamento prematuro da placenta, incluindo:

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  • Sangramento vaginal
  • Dor abdominal
  • Dores nas costas
  • Contrações uterinas rápidas.

Na consulta médica

Descolamento prematuro da placenta é geralmente uma emergência médica. Dependendo da gravidade de seu descolamento prematuro da placenta, você pode precisar ser admita no hospital e monitorada.

Se você e o bebê estão sendo monitorados no hospital, aqui estão algumas informações para ajudá-lo a se preparar para o que está por vir, e o que esperar do seu médico.

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  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando você começou a experimentar os sinais e sintomas?
  • Você já notou qualquer alteração em seus sinais e sintomas?
  • Quanto sangramento ocorreu?
  • Você pode sentir o bebê se mexendo?
  • Você já notou qualquer líquido claro vazando de sua vagina?
  • Você já teve náusea, vômitos ou tontura?
  • Você está tendo contrações?
  • Se sim, qual a frequência?.

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Diagnóstico de Descolamento prematuro da placenta

Os exames para diagnosticar descolamento prematuro da placenta podem incluir:

  • Ultrassonografia abdominal
  • Hemograma completo
  • Monitoramento fetal
  • Nível de fibrinogênio
  • Tempo parcial de tromboplastina
  • Exame pélvico
  • Tempo de protrombina
  • Ultrassonografia vaginal.

Tratamento de Descolamento prematuro da placenta

Não é possível recolocar uma placenta que está separada da parede do útero. Opções de tratamento para descolamento prematuro da placenta dependerão das circunstâncias:

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Se o descolamento parece leve, o ritmo cardíaco do seu bebê é normal e é muito cedo para nascer, você pode ser internada para acompanhamento. Se o sangramento para e a condição do seu bebê é estável, você pode ser capaz de descansar em casa. Em alguns casos, pode ser dada medicação para ajudar os pulmões do bebê a amadurecerem, caso o parto prematuro torne-se necessário.

Se o seu bebê é quase a termo – em geral após 34 semanas de gravidez – e o descolamento prematuro da placenta parece mínimo, acompanhar de perto o parto vaginal pode ser possível.

Se o descolamento progride ou compromete a sua saúde ou a saúde do seu bebê, você vai precisar de uma entrega imediata – geralmente por cesárea.

Se surgir uma hemorragia grave, você pode precisar de uma transfusão de sangue.

Complicações possíveis

Descolamento prematuro da placenta pode causar problemas de risco de vida para a mãe e o bebê. Para a mãe, o descolamento prematuro da placenta pode levar a:

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  • Choque devido à perda de sangue
  • Problemas de coagulação do sangue
  • Necessidade de uma transfusão de sangue
  • Falha dos rins ou outros órgãos.

Para o bebê, descolamento prematuro da placenta pode levar a:

  • Privação de oxigênio e nutrientes
  • Parto prematuro
  • Natimorto.

Depois que o bebê nasce, sangramento no local da inserção placentária é provável. Se o sangramento não pode ser controlado, a remoção de emergência do útero (histerectomia) pode ser necessária.

Referências

Revisado por: Jurandir Passos, ginecologista e obstetra do laboratório Atalaia, em Brasília – CRM 60633

Associação de Ginecologista e Obstetrícia do Estado de São Paulo

Federação Brasileira das Associações de Ginecologista e Obstetrícia

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/descolamento-prematuro-da-placenta

Qual a diferença entre Descolamento Prematuro de Placenta e Placenta Prévia? | Ligas – Sanar Medicina

O que é Descolamento Prematuro da Placenta?

É a separaçãointempestiva abrupta da placenta da parede do útero que ocorre em gestante comidade gestacional (IG) acima de 20 semanas, estando a placenta inserida nocorpo uterino.

Ocorre mais comumente pela ruptura dos vasos maternos na decíduabasal, acumulando sangue que atinge a zona de clivagem decíduo-placentária e,assim, inicia-se a separação.

Pode ocorrer mais raramente por uma rotura deveias fetais ou placentárias.

A separação pode serparcial ou total. A porção placentária que se separa da decídua fica impossibilitada de realizar permutasgasosas, gerando um comprometimento fetal quando a unidade fetoplacentáriarestante não conseguecompensar.

O que é PlacentaPrévia?

Aplacenta prévia é definida como a presença de tecidoplacentário recobrindo ou que está muito próximo ao orifício interno do colouterino após 28 semanas e é uma das principais causas de sangramento na segundametade da gestação.

Destaca-se que a idade gestacional do diagnóstico deve serlevada em consideração, por conta do fenômeno de migração placentária (o qual ocorre devido à diferença de crescimento entre os segmentosuterinos superior e inferior), que modifica as relações anatômicas entre aplacenta e o orifício interno do colo, podendo tornar uma placenta préviadiagnosticada antes do fim desse processo em uma placenta normalmente inserida.

Aplacenta prévia deve ser considerada em todas as mulherescom sangramento vaginal após20 semanas. O toque vaginal é contraindicado se apossibilidade de placenta prévia não tiver sido excluída.

A diferenciaçãoclínica pode induzir os profissionais a acreditarem se tratar de placentaprévia ou descolamento prematuro de placenta, porém o diagnóstico conclusivo sópode ser feito por meio da ultrassonografia transvaginal.

Diferenciando ossintomas

Quanto aos achadosclínicos, a paciente que apresentar descolamento prematuro de placenta   frequentemente irá queixar-se de sangramentovaginal com coloração escurecida, dor abdominal intensa e súbita e contraçõesuterinas. Enquanto isso, a paciente que apresentar um quadro placenta prévia,classicamente irá queixar-se de repetidos episódios de sangramento progressivo,de cor vermelho vivo, espontâneo e indolor.

Ao exame físico, nas situações de descolamento prematuro de placenta, pode-se identificar hipertonia ou hiperatividade uterina, ausculta fetal difícil ou ausente e bolsa de águas tensas ao toque vaginal. Já em quadros de placenta prévia, há ausência de hipertonia uterina.

Sintomas do Descolamento Prematuro de Placenta

As queixas clínicas relacionadasfrequentemente ao descolamento prematuro de placenta são sangramento vaginal,de coloração mais escurecida, dor abdominal intensa e súbita e contraçõesuterinas. Ao exame físico, pode-se identificar hipertonia ou hiperatividadeuterina, ausculta fetal difícil ou ausente e bolsa de águas tensas ao toquevaginal.

Em alguns casos, pode não ocorrersangramento, havendo apenas a formação de um coágulo retroplacentário, que podeser visualizado à USG e acarretar no útero de Couvelaire (sangramento invade omiométrio). Pode haver ainda sinais de Coagulação intravascular disseminada(CIVD), como petéquias, hematomas e equimoses.

Sintomasda Placenta Prévia

Classicamente, a placenta prévia se apresentacomo um sangramento na segunda metade da gestação, com as seguintescaracterísticas:

  • Progressivo, geralmente a paciente evolui comdiversos episódios de sangramento que vão aumentando em intensidade;
  • Repetição, ocorrendo mais de um episódio;
  • Espontâneo, ou seja, desvinculado de qualqueresforço;
  • Vermelho vivo, muitas vezes chamado devermelho rutilante;
  • Indolor;
  • Ausência de hipertonia ao exame físico.

Tratamentodo Descolamento Prematuro de Placenta

O tratamento dodescolamento prematuro de placenta é sempre o parto. A via de parto vai variarde acordo com o estado materno e fetal.

Se a mãe estiver em trabalho de parto(TP), estável e com feto viável (>26 semanas de IG e sem comprometimentofetal), optar inicialmente por parto vaginal, podendo aguardar por até 4 a 6horas pelo parto, com reavaliação do estado materno fetal a cada 1 hora.

Nãoocorrendo o parto via baixa dentro deste período, realizar cesárea. Se nãoestiver em TP, mas estiver estável e com feto viável, optar por cesárea.

Se agestante estiver instável ou houver sofrimento fetal, realizar cesárea.

Em casode feto morto com gestante estável, optar por parto vaginal, com realização deamniotomia (reduz a hemorragia materna) e uso de ocitocina, se houvernecessidade de induzir o parto.

Se feto morto e gestante instável, optar porcesárea. A ocitocina não deve ser utilizada se feto viável, pois, devido àhipertonia do útero, pode haver rotura uterina.

O tratamento da placenta prévia varia de acordo com oestado materno e fetal.

Se a paciente for assintomática, os principaisobjetivos do tratamento são verificar se a placenta prévia se resolve com oavançar da idade gestacional, reduzir o risco de sangramento, investigar se háplacenta acreta associada e determinar o momento ideal para a cesarianaplanejada se a placenta prévia persistir.

  • Aplacenta prévia que ocorre no início da gestação geralmente se resolve conformeo útero cresce. Dessa forma, se a placenta estiver cobrindo o orifício internoou estiver a menos de 2 cm na ultrassonografia do segundo trimestre, atransvaginal deve ser realizada com 32 semanas para monitoramento da posiçãoplacentária. Se com 32 semanas a placenta permanecer nessa localização éindicada uma nova ultrassonografia transvaginal com 36 semanas. Se com 36semanas a placenta estiver acima do orifício interno, a cesariana é agendada.Se a placenta não estiver acima, mas estiver a menos de 2 cm, os riscos ebenefícios do trabalho de parto devem ser discutidos com a paciente. O risco desangramento aumenta à medida que a distância entre a placenta e o orifíciointerno diminui e se houver vasa prévia.
  • Visandoreduzir o risco de sangramento, os profissionais devem evitar o toque vaginal eaconselhar as gestantes a evitar relações sexuais, exercícios extenuantes eperíodos de pé prolongados.
  • Apossibilidade de placenta acreta/increta/percreta deve ser excluída, devido asua associação com a placenta prévia. Se presente, o parto cesáreo é agendadomais cedo do que para a prévia e o preparo pré-operatório inclui planejamentopara uma possível histerectomia e intervenções que reduzirão o risco dehemorragia.

Asgestantes assintomáticas, geralmente, podem ser tratadas ambulatorialmente, masdevem ser aconselhadas a procurar atendimento médico imediato se ocorreremcontrações ou sangramento vaginal.

A cesárea deve ser programada entre 36semanas e 0 dias e 37 semanas e 6 dias.

Recomenda-se administração decorticoide 48 horas antes de parto programado com menos de 37 semanas empacientes assintomáticas.

Umaplacenta prévia com sangramento ativo é uma potencial emergência obstétrica.Nesse caso os principais objetivos são: alcançar e manter a estabilidadehemodinâmica materna, monitorar continuamente a frequência cardíaca fetal edeterminar se a cesariana de emergência está indicada. A cesariana deemergência é indicada em caso de:

  • Trabalhode parto ativo
  • Resultadospreocupantes do monitoramento da frequência cardíaca fetal
  • Sangramentovaginal grave e persistente, causando instabilidade hemodinâmica materna
  • Sangramentovaginal significativo após 34 semanas de gestação

Ouso de sulfato de magnésio é recomendado para neuroproteção fetal em mulheresde 24 a 32 semanas, nas quais foi tomada a decisão de realizar cesariana em 24horas. O parto de emergência não deve ser adiado para administração de sulfatode magnésio.

Nasmulheres sintomáticas com menos de 34 semanas (que já tiveram um sangramento,mas não estão com sangramento ativo), devemos realizar o tratamento expectante.A administração de corticoide é recomendada entre 23 semanas e 0 dias e 33semanas e 6 dias.

O sangramento da placenta prévia pode resultar em transfusãofetomaterna, por isso, se necessário, deve-se administrar imunoglobulinaprofilática Rh0 (D).

Estudos sugerem que o risco de cesárea de emergênciaaumenta progressivamente com um, dois e três episódios de sangramento pré-partoe em mulheres que foram submetidas a transfusão sanguínea. Dessa forma,recomenda-se que gestantes que apresentem um segundo ou terceiro sangramentoseja hospitalizada até o parto.

A cesárea nas pacientes sintomáticas deve serplanejada entre 36 semanas e 0 dias e 37 semanas e 6 dias. As indicações deinterrupção do tratamento expectante e cesariana de emergência são as mesmascitadas acima.

Produzido por:

Liga: Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia da Bahia (LAGOB)

Autores: Clarissa SuzartLopes da Silva, Laura Gonzaga Alves Ferreira

Revisor:  Camila Carneiro de Santana Orientador:  Dra. Lídia Lima Aragão Sampaio

Confira o vídeo:

Источник: https://www.sanarmed.com/qual-a-diferenca-entre-descolamento-prematuro-de-placenta-e-placenta-previa-ligas

O que é Descolamento Prematuro da Placenta?

O que é Descolamento Prematuro da Placenta?

O descolamento prematuro da placenta (DPP), também conhecido como placenta abrupta ou desprendimento placentário, é uma complicação incomum, porém grave da gravidez, na qual a placenta descola-se parcial ou completamente do útero antes da hora do parto.

A DPP é um problema potencialmente fatal, pois a perda de contato entre a placenta e o útero pode não só privar o bebê de oxigênio e nutrientes, como também provocar hemorragia, levando a uma volumosa perda de sangue por parte da mãe.

Neste artigo vamos explicar o que é o descolamento prematuro da placenta, quais são as suas causas, sintomas e opções de tratamento.

O que é o descolamento prematuro da placenta?

A placenta é um órgão materno-fetal que só existe durante a gravidez. Sua principal função é prover oxigênio e nutrientes para o feto, através da troca de sangue com a mãe.

A placenta possui duas faces, uma que fica colada à parede do útero, ligada a centenas de vasos sanguíneos maternos, e outra voltada para o feto, que é onde conecta-se o cordão umbilical. Assim sendo, a placenta age como uma ponte entre a circulação sanguínea da mãe e do feto.

Em condições normais, a placenta só deve se desprender do útero depois que o bebê já tenha nascido. Enquanto o bebê estiver dentro do útero, ele precisa da placenta para “respirar” e se “alimentar”.

Portanto, chamamos de descolamento prematuro da placenta quando uma parte da placenta desprende-se da parede do útero durante a gravidez.

Obviamente, essa porção da placenta que descolou-se deixa de receber o sangue da mãe. A saúde do feto, nesta situação, passa a depender da capacidade de transferir sangue da placenta restante que ainda permanece ligada ao útero. Como é de se imaginar, quanto maior for o descolamento placentário, maior é o risco de surgir sofrimento fetal.

Em geral, o descolamento prematuro da placenta vem acompanhado de sangramento vaginal. Entretanto, o sangue resultante do descolamento pode ficar preso entre a parede do útero e a placenta, não havendo exteriorização do mesmo pela vagina. Nestes casos, o descolamento da placenta pode progredir de forma silenciosa, levando grande perigo à mãe e ao bebê.

Causas

As causas do descolamento da placenta ainda não foram totalmente esclarecidas.

Sabemos que traumas abdominais podem ser um dos motivos, mas apenas uma pequena proporção de todos os DPP (cerca de 9% dos casos) estão relacionados a eventos mecânicos repentinos, como trauma abdominal contuso, descompressão uterina rápida ou aceleração-desaceleração do útero, tal como costuma ocorrer nos acidentes automobilísticos.

Apesar de não conseguirmos explicar de forma detalhada os mecanismos fisiopatológicos que levam ao descolamento prematuro da placenta, já conhecemos vários dos seus fatores de risco. Os mais importantes são:

  • Hipertensão arterial – cerca de 40% dos casos de DPP ocorrem em gestantes hipertensas (leia: HIPERTENSÃO NA GRAVIDEZ – Hipertensão Gestacional).
  • Pré-eclâmpsia ou eclâmpsia – gestantes com pré-eclâmpsia têm até 5 vezes mais risco de terem descolamento da placenta (leia: ECLÂMPSIA E PRÉ-ECLÂMPSIA – Sintomas, Causas e Tratamento).
  • Uso de cocaína – o consumo de cocaína aumenta o risco de placenta abrupta em até 10 vezes (leia: COCAÍNA E CRACK – Efeitos e Complicações).
  • Tabagismo – gestantes que fumam têm cerca de 2,5 vezes mais chances de terem DPP (leia: DOENÇAS DO CIGARRO – Como Parar de Fumar).
  • Descolamento prematuro em gravidez anterior – o mais importante fator de risco para o descolamento prematuro da placenta é já ter tido um descolamento em uma gestação prévia. Nestas gestantes, o risco de placenta abrupta é até 12 vezes maior.
  • Rompimento precoce da bolsa d’água – durante a gravidez, o feto fica dentro da bolsa amniótica, que é uma espécie de saco preenchido por líquido amniótico. O rompimento da bolsa antes da hora do parto é um importante fator de risco para DPP, pois o rápido esvaziamento do líquido causa súbita descompressão do útero, favorecendo o seu descolamento.
  • Idade acima de 40 anos – quanto mais idade tiver a gestante, maior é o risco de placenta abrupta. O descolamento prematuro da placenta é bem mais comum em grávidas com mais de 40 anos, mas o risco já começa a se elevar a partir dos 35 anos.
  • Distúrbios da coagulação sanguínea – qualquer condição que prejudique a capacidade do seu sangue coagular aumenta o risco de desprendimento da placenta.
  • Amniocentese – Uma das complicações possíveis da amniocentese, procedimento médico no qual retira-se uma amostra de líquido amniótico para exame, é a ocorrência de sangramento retroplacentário, o que aumenta o risco de desprendimento da placenta (leia: AMNIOCENTESE – Exame do Líquido Amniótico).
  • Gravidez gemelar – a súbita descompressão uterina após o nascimento do primeiro bebê pode fazer com que a placenta desprenda-se enquanto o segundo bebê ainda está dentro do útero.

Sintomas

O desprendimento placentário costuma ocorrer no último trimestre da gravidez, especialmente nas últimas semanas antes do nascimento.

Os sinais e sintomas clássicos da placenta abrupta são:

  • Sangramento vaginal – 80%.
  • Dor abdominal ou lombar – 70%.
  • Contrações uterinas de forte intensidade e grande frequência – 35%.

80% das gestantes com DPP apresentam sangramento vaginal. Porém, há também os casos de descolamento no qual o sangue fica retido entre a placenta e o útero, não havendo exteriorização do mesmo pela vagina. Esses casos são mais perigosos, uma vez que o sangramento pode ser volumoso e a gestante acaba por não tomar conhecimento dele.

Portanto, a quantidade de sangue que sai pela vagina não necessariamente corresponde a quantidade de sangue real que está sendo perdida. É perfeitamente possível que a mãe entre em choque circulatório por volumosa perda sanguínea apresentando nenhum ou apenas um discreto sangramento vaginal.

Complicações

O desprendimento placentário pode causar problemas graves tanto para a mãe quanto para o bebê.

Para a mãe, o desprendimento da placenta pode levar a:

  • Choque circulatório, devido à perda de sangue.
  • Alterações da coagulação sanguínea (coagulação intravascular disseminada).
  • Anemia grave com necessidade de transfusão de sangue.
  • Falência dos rins e de outros órgãos.

Após o nascimento do bebê, é provável que o local onde a placenta ficava colada permaneça sangrando. Se este sangramento não puder ser controlado, a remoção cirúrgica do útero (histerectomia) pode ser necessária.

Para o bebê, o desprendimento da placenta pode levar a:

  • Sofrimento fetal – privação de oxigênio e nutrientes.
  • Nascimento prematuro.
  • Morte fetal.

Classificação

A DPP pode ser classificada em 4 classes, de acordo com a sua gravidade:

Classe 0 – DPP assintomático

A classe 0 ocorre quando a gravidez decorre sem problemas e o médico só descobre que houve descolamento da placenta após o parto, ao observar a existência de coágulos de sangue aderidos à placenta.

Classe 1 – DPP Leve (cerca de 48% dos casos)

Classificam-se como classe 1 os casos nos quais o sagramento vaginal é nulo ou apenas discreto, o útero não apresenta-se contraído e não há alterações na frequência cardíaca ou na pressão arterial da mãe. Nestes casos, também não há nenhum grau de sofrimento para o feto.

Os níveis de fibrinogênio, que é um exame que ajuda a identificar problemas na coagulação, encontram-se normais na classe 1.

Classe 2 – DPP moderada (cerca de 27% dos casos)

Classificam-se como classe 2 os casos nos quais o sagramento vaginal é ausente ou moderado, o útero encontra-se moderadamente contraído, a mãe tem aumento da frequência cardíaca e a pressão arterial pode apresentar episódios de queda quando a paciente encontra-se em pé. Nestes casos, o bebê apresenta sinais de sofrimento fetal.

Os níveis de fibrinogênio costumam estar reduzidos.

Classe 3 – DPP grave (cerca de 24% dos casos)

Classificam-se como classe 3 os casos nos quais o sagramento vaginal é ausente ou intenso, o útero encontra-se muito contraído, a mãe apresenta choque circulatório e o feto evolui para o óbito.

Os níveis de fibrinogênio estão muito baixos e a mãe costuma aprestar dificuldade para coagular o sangue.

Diagnóstico

O diagnóstico do DPP é habitualmente feito através dos achados clínicos, mas exames de imagem e laboratoriais podem ser usados ​​para reforçar a suspeita clínica.

A presença de sangramento vaginal associado a dor abdominal e um útero altamente rígido ao exame ginecológico fala fortemente a favor de descolamento da placenta.

Anormalidades na freqüência cardíaca fetal, hipotensão materna ou sinais de coagulação intravascular disseminada (hemorragia, anemia, fibrinogênio baixo e alteração nas provas de coagulação) aumentam a ainda mais a possibilidade do diagnóstico.

O exame de ultrassom é útil para identificar hematoma retroplacentário e para excluir outros problemas que também podem cursar com sangramento vaginal e dor abdominal (leia: PRINCIPAIS CAUSAS DE DOR ABDOMINAL NA GRAVIDEZ).

Tratamento

A conduta perante um desprendimento placentário varia de acordo com a gravidade do quadro, da idade gestacional do feto e das condições clínicas da mãe do bebê.

Em caso de feto falecido

Caso o descolamento placentário tenha sido grave e o feto não tenha resistido, o parto precisa ser induzido, para evitar que complicações maternas surjam. Se a mãe estiver clinicamente estável, o parto pode ser por via vaginal. Caso a mãe esteja instável, o parto é feito por cesariana (leia: PARTO POR CESARIANA – Vantagens e riscos).

Em caso de feto vivo, porém com sinais de sofrimento

A conduta médica correta é induzir o parto através de uma cesariana.

Não existe tratamento que faça a placenta voltar a se ligar ao útero, portanto, se o bebê está sob risco de morte por falta de oxigenação, a única solução é retirá-lo o mais rapidamente possível do útero, não importa a idade gestacional. Se a gravidez tiver menos de 34 semanas, o bebê invariavelmente irá precisar ficar em uma UTI neonatal nos primeiros dias de vida.

Em caso de feto vivo, com mais de 34 semanas e sem sinais de sofrimento

Se a gravidez já tiver pelo menos 34 semanas, o mais seguro é induzir o parto a curto prazo, mesmo que o bebê não apresente naquele momento sinais de sofrimento. Descolamentos pequenos podem se transformar em grandes descolamentos de uma hora para outra e sem aviso prévio.

Nos casos de DPP leve, com episódio de sangramento mínimo e isolado, que não volta a acontecer, e ausência de outros sinais e sintomas de gravidade, alguns obstetras tentam levar a gravidez até a 37ª semana.

Em caso de feto vivo, com menos de 34 semanas e sem sinais de sofrimento

Se mãe e feto estão bem, o descolamento é pequeno e não há sinais de hemorragia em curso, a conduta mais utilizada é a internação hospitalar da mãe para vigilância. Corticoides são administrados para acelerar a maturação pulmonar do feto, o que aumenta a sua chance de sobreviver caso um parto prematuro tenha de ser induzido nas próximas semanas.

Enquanto mãe e bebê estiverem bem, o obstetra tentará levar a gravidez o mais próximo possível da 37ª semana.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/gravidez/descolamento-prematuro-da-placenta/

Descolamento de placenta: por que acontece e quais os riscos

O que é Descolamento Prematuro da Placenta?

Apesar de toda a importância, um dos problemas mais recorrentes durante a gravidez é o descolamento de placenta.

De acordo com estudo científico divulgado pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, estima-se que a ocorrência seja de 1% em todo o mundo, sendo que um quarto dos óbitos de recém-nascidos são ocasionados pelo descolamento de placenta. Saiba mais sobre o assunto:

O que exatamente é o descolamento de placenta?

O descolamento de placenta pode ser caracterizado como o desprendimento prematuro da superfície do órgão com o útero materno. O problema é grave e geralmente acontece por volta da 20ª semana de gestação, que corresponde ao 5º mês, segundo trimestre de gravidez.

Descolamento de placenta sempre sangra?

A principal forma de identificar o descolamento prematuro da placenta é devido ao  sangramento vaginal, que ocorre em 70% dos casos, com intensidade e cor variáveis.

O sangramento pode ser de três tipos: hemorragia exteriorizada, isto é, quando o sangue sai pelo orifício da vagina; hemoâmnio, quando o sangue pode alcançar a cavidade amniótica, onde está presente o líquido amniótico, que envolve o embrião; e o sangramento retroplacentário, que não é visível por estar retido atrás da placenta. Nesses dois casos, exames de imagem fazem a detecção. Tal sintoma não deve ser ignorado.

Além disso, outros sinais que geralmente aparecem quando se trata de um descolamento placentário é dor abdominal muito intensa e de início súbito; contração intensa e por um período prolongado, acarretando uma maior extensão do útero; começo de trabalho de parto prematuro; suor excessivo; palidez; taquicardia e ausência de tecido placentário localizado próximo ao orifício interno do colo do útero.

O que causa o descolamento prévio de placenta?

O descolamento de placenta pode ser caracterizado de duas formas quanto às suas causas: o traumático e o não-traumático. O primeiro, conforme o próprio nome sugere, também pode ser chamado de mecânico e diz respeito ao problema que pode aparecer em decorrência de traumas tanto externos, quanto internos.

Acidentes de carro, casos de violência doméstica e quedas são fatores externos que sinalizam perigo e podem ser responsáveis pelo descolamento.

No caso de traumas internos, pode -se citar o cordão umbilical curto, o escoamento rápido do líquido amniótico, movimentação excessiva do bebê, retração do útero após o primeiro parto caso tenham sido gêmeos; e contrações uterinas antes da data prevista para o início do trabalho de parto.

Quando se trata de causas não-traumáticas, a hipertensão é uma das principais motivações, presente em 75% das ocorrências. A idade materna avançada; descolamento em gestações anteriores; inflamação das membranas que envolvem o bebê devido a uma infecção bacteriana; gestações de gêmeos; diabetes melito; tabagismo; alcoolismo e uso de drogas também podem ser fatores de risco.

Como diagnosticar descolamento de placenta?

O diagnóstico é clínico, ou seja, o médico irá avaliar as queixas apresentadas pela gestante. Outra forma de comprovar o diagnóstico de descolamento de placenta é através do ultrassom, para verificar as condições de saúde do bebê e identificar o tamanho do hematoma da placenta.

Como cuidar do descolamento de placenta? Qual é o tratamento? É necessário repouso?

É importante ressaltar que o problema é considerado grave e a gravidez é de risco nessas condições, portanto, a gestante deve ser encaminhada ao serviço de urgência das unidades hospitalares. O tratamento depende da gravidade da situação e do estado de saúde materno e da criança.

Se a gestante já ultrapassou a 26ª semana de gestação e o descolamento é severo, alguns especialistas podem indicar a realização do parto. O repouso absoluto é indicado caso o descolamento não seja tão grande ou quando não há possibilidade de a mãe parir – gestações com menos de 26 semanas.

Quando o sangramento cessa, a gestante poderá voltar a realizar suas atividades, mas sem esforço e seguindo à risca as recomendações médicas.

Qual é o maior perigo do descolamento de placenta?

O descolamento de placenta não é considerado uma emergência médica à toa: o maior perigo, neste caso, é a morte da mãe ou do bebê. E até mesmo quando o parto é realizado, seja por indução ou não, o pós-parto pode também ser complicado, com risco de hemorragia materna.

No bebê, as principais complicações podem ser: baixo peso ao nascer; nascimento prematuro, sequelas no desenvolvimento infantil acarretadas pela falta de oxigenação e, em casos mais graves, sofrimento fetal e até a morte.

Como prevenir o descolamento de placenta?

Não há como prevenir o descolamento de placenta, exceto em casos quando o hematoma surge pelo consumo de álcool, tabaco ou outros tipos de drogas. Entretanto, é fundamental que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível de forma a preservar tanto a saúde da mãe quanto a do bebê e a evitar que surjam complicações mais sérias.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

“Gestação de alto risco – Manual Técnico” – Ministério da Saúde – Secretaria de Políticas de Saúde – Departamento de Gestão de Políticas Estratégicas – Área Técnica de Saúde da Mulher.

“Descolamento prematuro da placenta” – Revista da Associação Médica Brasileira, Junho de 2006.

“Descolamento prematuro da placenta” – Rotinas Assistenciais da Maternidade-Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

“Urgências e emergências no pré-natal” – Prefeitura de São Paulo.

“Descolamento prematuro de placenta – Útero de Couvelaire” – Hospital de Clínicas – Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

“Descolamento prematuro de placenta” – Artigo de revisão da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.

Источник: https://www.danonenutricia.com.br/infantil/gravidez/saude/descolamento-de-placenta-por-que-acontece-em-que-fase-da-gravidez-quais-os-riscos

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