O que é dispepsia, sintomas, causas e como é o tratamento

Dispepsia Funcional (dor estomacal sem causa)

O que é dispepsia, sintomas, causas e como é o tratamento

Gastroenterologia

Dispepsia funcional é o nome dado a um quadro de dor ou desconforto estomacal crônico, que não apresenta nenhuma alteração ao nível do estômago que possa justificar os sintomas. A dispepsia funcional é muitas vezes chamada de indigestão ou má digestão crônica, dispepsia nervosa ou dispepsia não ulcerosa.

A dispepsia funcional é bastante comum, acomete cerca de 20% da população, e pode ser de longa duração. A dor que ela provoca costuma ser muito parecida com à dor dos pacientes com gastrite ou úlcera gástrica/duodenal; a diferença é que nesses pacientes nós não conseguimos encontrar uma explicação clara para a sua dor mesmo após extensa investigação médica.

Neste artigo vamos explicar o que é a dispepsia funcional, quais são as suas causas, os seus sintomas e as opções de tratamento.

O que é dispepsia?

Dispepsia é um termo que engloba uma série de sintomas relacionados ao estômago, tais como queimação ou dor estomacal, sensação de plenitude após refeições, sensação de estômago distendido, excesso de gases, azia, saciação precoce, náuseas e sensação de má digestão.

Várias doenças podem causar dispepsia, mas as mais comuns são a gastrite, o refluxo gastroesofágico e a úlcera gástrica ou duodenal.

O problema é que entre os pacientes que apresentam queixas de dispepsia, apenas 25% acabam obtendo um diagnóstico que justifique os seus sintomas. Nos 75% restantes, nada é encontrado mesmo após exaustiva investigação com análises clínicas, exames de imagem e exames endoscópicos. Esses casos de dispepsia sem causa aparente é que acabam sendo classificados como dispepsia funcional.

Definição de dispepsia funcional

Para padronizar os termos utilizados no diagnóstico de várias doenças gastrointestinais, um grupo formado por diversos especialistas internacionais elaborou uma série de critérios diagnósticos, que são conhecidos atualmente como critérios de Roma IV (atualizado em 2016).

Segundo os critério de Roma IV, a dispepsia funcional é definida como a presença de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas, com início há pelo menos 6 meses*:

  • Uma incômoda sensação de plenitude pós-prandial (sentir-se “empanturrado” ou “empanzinado” após as refeições).
  • Saciedade precoce (sentir-se satisfeito rapidamente, mesmo após ingestão de pequena quantidade de comida).
  • Dor epigástrica (dor na altura da “boca do estômago”).
  • Queimação estomacal.

Além de pelo menos 1 dos sintomas acima, o paciente não pode ter nenhuma evidência de doença gástrica ou duodenal identificável na endoscopia digestiva alta que seja capaz de explicar os sintomas (leia: ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA – O que é e como é feito).

* Os sintomas precisam estar presentes nos últimos três meses e devem ter tido início há pelo menos 6 meses.

Se o paciente tiver critérios para o diagnóstico de dispepsia funcional, ele pode ainda ser classificado em dois grupos:

  • Síndrome do desconforto pós-prandial: quando os sintomas da dispepsia funcional são predominantemente de plenitude pós-prandial ou saciedade precoce.
  • Síndrome da dor epigástrica: quando os sintomas da dispepsia funcional são predominantemente de dor estomacal.

Causas

As causas exatas da dispepsia funcional ainda são desconhecidas. Porém, há 4 fatores que costumam estar relacionados à existência do quadro:

1. Problemas motores nos músculos do estômago que provocam lentificação do processo de esvaziamento gástrico.2. Distúrbios psicológicos, principalmente depressão e ansiedade.3. O estômago se distende sempre que comemos. Algumas pessoas, porém, são mais sensíveis a esse estiramento e sentem dor ou desconforto estomacal após as refeições.

4. Presença da bactéria H.pylori, que pode provocar dispepsia mesmo não havendo sinais de gastrite ou úlcera gástrica (leia: H.PYLORI (Helicobacter pylori) – Sintomas e Tratamento).

Outros fatores que aumentam o risco de dispepsia funcional são o tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas, refrigerantes e o uso de anti-inflamatórios. Eventos estressantes também podem ser o gatilho para esse tipo de dor.

Diagnóstico

O diagnóstico da dispepsia funcional é feito a partir da obtenção do dados clínicos (história de plenitude pós-prandial, saciedade precoce ou dor epigástrica nos últimos três meses) associado à uma endoscopia digestiva que não demonstre nenhuma lesão no estômago ou duodeno que possa ser responsável pelos sintomas. O paciente também não pode ter nenhuma outra doença que justifique a dor, como, por exemplo, problemas da vesícula ou do pâncreas.

O diagnóstico da dispepsia funcional é, portanto, um diagnóstico de exclusão. Isso significa que ele só pode ser estabelecido após as causas mais comuns de dispepsia terem sido descartadas.

Tratamento

Ser diagnosticado com dispepsia funcional costuma ser um alívio para algumas pessoas e uma frustração para outras, pois nem sempre o tratamento é efetivo.

Dieta

Embora não existam evidências que liguem diretamente determinadas dietas à dispepsia funcional, faz sentido orientar o paciente a limitar ou evitar alimentos que agravem os seus sintomas.

O ponto importante a ser entendido aqui é o fato da dieta mais apropriada ser algo muito individual. Um alimento que pode agravar sintomas em alguns pacientes pode ser perfeitamente tolerado por outros.

Sendo assim, não há uma dieta específica que possa ser indicada para todos os pacientes com dispepsia funcional.

Isso não significa, porém, que alguns alimentos não sejam frequentemente apontados como vilões da dor de estômago. Leite, álcool, cafeína, refrigerantes, alimentos gordurosos ou fritos, hortelã, tomates e frutas cítricas são alguns dos alimentos que mais frequentemente são apontados como fatores de agravamento da queimação estomacal.

Outras dicas que costumam ajudar são:

  • Comer pequenas porções várias vezes ao longo do dia costuma ser melhor do que fazer 2 ou 3 grandes refeições com intervalo de várias horas entre elas.
  • Não se deitar nas primeiras 2 horas após uma refeição.
  • Indivíduos com excesso de peso costumam encontrar alívio quando emagrecem.
  • Elevar a cabeceira da cama em cerca de 10 a 15 centímetros também pode ajudar.
  • Parar de fumar.

Tratamento do H. pylori 

A bactéria H. pylori pode ser a responsável pela queimação estomacal em alguns pacientes, mesmo sem haver lesão detectável na endoscopia digestiva. Se o paciente tem um exame positivo para H. pylori e tem sintomas de dispepsia, o tratamento com antibióticos visando erradicar a bactéria está indicado.

Controle da acidez estomacal

Nos pacientes com pesquisa negativa para H.pylori, o tratamento inicial pode ser feito com medicamentos da classe dos inibidores da bomba de prótons. Os mais conhecidos são omeprazol, pantoprazol, esomeprazol e lansoprazol (leia: REMÉDIOS PARA O ESTÔMAGO – Omeprazol, Pantoprazol, Lansoprazol…). Espera-se melhora do quadro entre 4 e 8 semanas.

Apoio psicológico

É importante entender que a dispepsia funcional é uma doença real. A dor de estômago não é uma invenção da cabeça do paciente. Isso não significa, porém, que problemas psicológicos não tenham influência no quadro. Apoio de profissional com psicólogo ou psiquiatra pode ajudar o paciente a lidar com questões emocionais e a se sentir melhor, tanto física como mentalmente.

Se o paciente não responder a nenhuma das medidas terapêuticas descritas acima, o tratamento com medicamentos antidepressivos pode ajudar a controlar os sintomas.

O medicamento mais estudo nos casos de dispepsia funcional é a amitriptilina, mas alguns médicos preferem utilizar os antidepressivos da classe do Inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) – leia: ANTIDEPRESSIVOS (ISRS) – Escitalopram, Fluoxetina, Sertralina.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/dispepsia-funcional/

Dispepsia (indigestão): o que é, sintomas, remédios e tipos | MS

O que é dispepsia, sintomas, causas e como é o tratamento

Início » Saúde » Doenças » Sintomas de Doenças » Dispepsia (indigestão): o que é, sintomas, remédios e tipos

Dispepsia (indigestão), muito confundida com gastrite e má digestão, é uma compilação de sintomas comuns, como eructação (arrotos), náuseas, flatulência, vômitos, sensação de queimação na “boca” do estômago e inchaço, que são sentidos na região superior do abdômen, em geral logo após o consumo de alimentos.

Está relacionada a problemas no peristaltismo, que são contrações involuntárias do sistema digestivo para auxiliar a comida no seu trajeto correto. Não se trata de uma condição grave, mas pode trazer consequências quando não tratada.

A dispepsia é muito comum, cerca de 20% da população já sentiu algum sintoma. Já no Brasil, a incidência é de 40%.

Dores no estômago ou dor nas costas não são sintomas de dispepsia. É necessário verificar se não consiste em constipação em vez de indigestão. Dispepsia é muito confundido com gastrite, que é uma inflamação no estômago, que pode ou não causar sintomas parecidos.

Dispepsia, azia e refluxo ácido: qual é a diferença?

A azia pode ser um sintoma da dispepsia, porém a azia é associada a doença de refluxo ácido, que consiste na regurgitação do conteúdo do estômago (pode ser logo após comer ou horas depois) ou ácido no esofago.

Tipos e causas de dispepsia

Os tipos da dispepsia está relacionado a suas causas. Entenda:

Dispepsia orgânica

Causadas por doenças orgânicas encontradas no trato digestório como:

  • Úlceras pépticas;
  • Cálculo biliar;
  • Esofagite;
  • Pancreatite;
  • Hérnia de hiato;
  • Gastrite;
  • Câncer de estômago(raro);
  • Doença da tireoide.

Dispepsia funcional

A dispepsia está relacionada a diversos hábitos alimentares como o consumo excessivo de álcool e cigarro, comer rápido e em demasia, ingerir muitos alimentos com pimenta e cafeína. No entanto existem condições médicas que podem causar a indigestão:

  • Depressão;
  • Estresse;
  • Intoxicação alimentar;
  • Alergia;
  • Sensibilidade alimentar.

Outras causas podem ser o uso de medicamentos como antibióticos, esteróides, digoxina, antidiabéticos, corticosteróides, anti-inflamatórios, opióides, antidepressivos, e antipsicóticos.

Pessoas com mais de 45 anos e obesas têm mais chances de sentir os sintomas da indigestão.

Quais são os sintomas?

Os sintomas podem ser confundidos com outras doenças. Por isso, antes do autodiagnóstico, é recomendado procurar orientação médica.

Os sintomas mais comuns são:

  • Dor abdominal;
  • Pirose (sensação de queimação);
  • Flatulência (gases);
  • Náuseas;
  • Sensação de distensão abdominal.

Sintomas de alarme

Além desses, existem alguns sintomas mais graves aos quais o paciente precisa ficar alerta. São eles:

  • Refluxo;
  • Inchaço na região do estômago;
  • Sangramento digestivo;
  • Ictéria;
  • Vómitos;
  • Sensação de saciedade precoce, mesmo com refeições pequenas;
  • Eructação (arrotos);
  • Perda de peso inexplicável;
  • Disfagia (sensação de comida “presa” no esôfago);
  • Anemia.

Gravidez

Na gravidez pode ocorrer sintomas de dispepsia, porém são causados por mudanças hormonais ou pela pressão no estômago devido ao aumento do útero. 8 a cada 10 mães sentiram pelo menos um sintoma de indigestão em algum momento da gravidez.

Obesidade

Em casos de obesidade a indigestão pode ser mais comum, fazendo surgir mais sintomas, pois tem uma maior pressão dentro do estômago, principalmente depois de uma refeição. Pode causar refluxo também.

Quando e como diagnosticar?

Depois de detectados os sintomas, é necessária intervenção médica. Um clínico geral ou gastroenterologista podem diagnosticar dispepsia.

O diagnóstico é feito, preferencialmente, pela exclusão, e só pode ser estabelecido depois de serem descartadas outras doenças gastrointestinais.

O paciente não pode ter nenhuma doença que justifique sua dor, como problemas no pâncreas ou vesícula.

O Consenso de Roma é a sistematização e atualização dos critérios clínicos para o tratamento e diagnóstico de doenças gastrointestinais. O Consenso de Roma III, uma de suas atualizações, classifica a dispepsia em:

  • Síndrome da dor epigástrica: caracterizada pela dor na parte superior do abdômen;
  • Síndrome do desconforto pós-prandial: classificada como a sensação de saciedade precoce, náuseas e vômitos.

A partir de exames, coletam-se dados clínicos. Quando estes não revelam nenhuma lesão nas paredes do estômago ou duodeno (que podem trazer sintomas parecidos), então dispepsia é diagnosticada.

Exame de sangue (Hemograma)

Se o paciente tiver sintomas de anemia, pode ser realizado um exame de sangue para diagnosticar a dispepsia.

Uma endoscopia pode ser pedida pelo médico. O exame é indolor e consiste na inserção de  um tubo fino com um endoscópio (câmera) na ponta pela garganta do paciente, para verificar possíveis lesões que estejam causando os sintomas. Se, por acaso, não haja nada, pode-se diagnosticar a dispepsia.

Teste de função hepática

Caso o médico suspeite de cálculo biliar, pode ser realizado um exame de sangue para verificar o funcionamento do fígado.

Ultrassom abdominal

Ondas sonoras de alta frequência mostram o movimento, a estrutura e o fluxo sanguíneo durante a digestão. Um gel é aplicado no abdômen do paciente e um pequeno dispositivo que emite as ondas sonoras é pressionado contra a pele. A partir disso, uma imagem é projetada na tela de visualização e o médico pode ver o interior do abdômen com detalhes.

O ultrassom é um exame muito utilizado por mulheres grávidas para verificar a saúde do feto.

Tomografia abdominal computadorizada

A tomografia computadorizada envolve uma injeção de corante e em seguida tirada uma série de raios X para produzir imagens do abdômen do paciente.

Protoparasitológico de fezes

Em caso de suspeita de vermes no intestino, pode ser realizado o exame de fezes para detectá-los.

Para melhores resultados desse exame, é recomendado recolher as primeiras fezes do dia, logo pela manhã.

Helicobacter pylori e a Dispepsia

Helicobacter pylori é uma bactéria que pode causar uma infecção no estômago, ou úlceras, que provocam os sintomas da dispepsia. Porém, para se detectar essa bactéria, são necessários exames de sangue. O tratamento dessa infecção é feito com antibióticos.

Dispepsia tem cura?

Por não ser uma doença, e sim um conjunto de sintomas, dispepsia pode ser tratada e seus sintomas podem ser diminuídos, porém o paciente pode usar de alguns tratamentos caseiros que ajudam na diminuição dos sintomas.

Como é o tratamento?

Depois de diagnosticada, o tratamento depende muito da gravidade dos sintomas. A dispepsia pode ser tratada de duas formas:

Uma grande diversidade de medicamentos podem ajudar nos sintomas da dispepsia. Antiácidos são usados para diminuir a sensação de queimação no estômago e antigases para diminuição da flatulência.

Se a dispepsia é causada por Helicobacter pylori, utilizam-se antibióticos para deter essa bactéria. Antidepressivos podem ser usados para tratar a indigestão, quando causada por doenças psíquicas ou depressão.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico.

As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento.

Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Tratamento natural

O tratamento natural busca a amenização dos sintomas, mas não existem evidências de sua eficácia e segurança. Algumas dicas são:

Gengibre

O gengibre tem sido muito usado para diminuir os sintomas de dispepsia, pois relaxa o músculo intestinal e ajuda a mover os alimentos ingeridos ao longo do sistema digestivo.

Para usar o gengibre, coloque cerca de 1 centímetro de raiz de gengibre descascada em uma xícara de água fervente. Depois de morno, coe e beba.

Relaxar

O estresse tem muita influência nos sintomas da dispepsia, por isso relaxar é muito eficaz nesses casos. Existem diversos modos de relaxar e o método mais eficaz pode mudar de paciente para paciente. Algumas atividades bastante praticadas são yoga, massagem, exercício físico, passar um tempo em contato com a natureza, entre outras.

Alimentação

A alimentação influencia diretamente no funcionamento do intestino. Para diminuir os sintomas de dispepsia, é recomendado evitar alimentos picantes, processados, que contenham lactose, adoçantes artificiais, alimentos ácidos (como molho de tomate) ou que podem dar gases, como feijão, brócolis, couve de bruxelas ou couve flor.

Pode-se mudar alguns hábitos no momento da alimentação, como:

  • Comer refeições menores, mais regularmente (6 vezes ao dia);
  • Comer devagar, evitando ingerir excesso de ar ao mastigar;
  • Esperar cerca de 2 a 3 horas para se deitar depois de uma refeição;
  • Evitar comer muito próximo ao horário de se deitar à noite;
  • Beber água regularmente e manter-se hidratado.

Alguns hábitos podem ajudar a diminuir os sintomas da indigestão:

  • Parar de fumar;
  • Emagrecer;
  • Elevar o travesseiro de 10 a 15 centímetros ao se deitar;
  • Evitar praticar exercícios logo após de comer;
  • Identificar ações que provocam estresse e evitá-los;
  • Dormir adequadamente.

Sucos de fruta

Por conter muitos nutrientes, sucos de algumas frutas podem auxiliar no funcionamento do intestino. Recomenda-se sucos de frutas como laranja, abacaxi, limão e uva, além de infusões de cominho e erva doce.

Como conviver com a dispepsia?

Depois do tratamento, tanto medicamentoso quanto natural, os sintomas podem diminuir a ponto de não atrapalhar nas atividades cotidianas. Isso torna a dispepsia muito fácil de conviver.

Lembre-se de não se automedicar, se perceber os sintomas consulte um médico para obter orientações.

Quais as complicações?

A dispepsia raramente causa complicações, mas elas podem trazer consequências graves, como:

Estenose esofágica

O refluxo é a volta do ácido do estômago para o esôfago. A longo prazo, essa volta constante irrita a mucosa, provocando um estreitamento do canal, chamado estenose esofágica. Isso faz com que a pessoa tenha dificuldade de deglutição, entre outros. A comida pode ficar presa na garganta, o que causa dor no peito. Para resolver esse aspecto existem cirurgias de ampliação do esôfago.

Estenose pilórica

Quando ocorre o contrário do refluxo, ou seja, o ácido do estômago vai para o intestino, a passagem entre esses dois órgãos, denominada píloro, pode ficar estreita e cicatrizada. Cirurgias também podem ser realizadas para a ampliação do píloro.

Peritonite

O peritônio é a camada de tecido que reveste a parede do abdômen. Por conta da dispepsia, pode haver inflamação deste tecido, o que causa desconforto e dor.

Nesse caso, uma cirurgia pode ajudar reparando os danos causados pela inflamação. Caso ela não seja eficaz, antibióticos podem ser administrados para ajudar.

Por ter sintomas comuns, muitas pessoas lidam com a dispepsia diariamente. Não se automedique e procure orientação médica para poder tratar adequadamente.

Compartilhe com seus amigos para que fiquem sabendo dos sintomas mais comuns e as formas de tratamento.

Referências

http://www.nhs.uk/conditions/Indigestion/Pages/Introduction.aspx
http://www.webmd.com/heartburn-gerd/indigestion#3
https://beta.nhs.uk/conditions/indigestion
http://www.nhs.uk/conditions/Indigestion/Pages/Introduction.aspx
http://www.medicinenet.com/dyspepsia/page3.htm
http://www.medicalnewstoday.com/articles/163484.

php?page=2
http://www.g.org.br/Conteudo/2262/11/Dispepsia
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/dispepsia
https://drjulianopimentel.com.br/dores/dispepsia-sintomas-e-tratamentos-naturais/
https://www.saudedicas.com.br/saude-geral/dispepsia-o-que-e-causas-e-tratamento-1035966
https://www.tuasaude.

com/tratamento-para-dispepsia/
http://www.mdsaude.com/2017/03/dispepsia-funcional.html
http://www.cccastelo.com.br/dispepsia.htm#.WSxLQGjyuUk
https://www.natue.com.br/natuelife/dispepsia-o-que-causa-e-como-tratar.html
http://www.g.org.

br/Conteudo/2771/2/Confer%C3%AAncia+internacional+sobre+o+Consenso+de+Roma+IV+abriu+o+II+Congresso+de+Doen%C3%A7as+Funcionais+do+Aparelho+Digestivo

Источник: https://minutosaudavel.com.br/dispepsia-indigestao-o-que-e-sintomas-remedios-e-tipos/

GASTRITE E DISPEPSIA – O que é e orientações

O que é dispepsia, sintomas, causas e como é o tratamento

Dispepsia compreende uma série de sintomas relacionados ao estômago (região epigástrica), entre o umbigo e o tórax, sendo geralmente designada por má digestão ou gastrite.

Sintomas dispépticos são muito comuns na maioria da população e, apesar de raramente se tratar de uma enfermidade maligna, são bem incomuns, o que quase sempre motiva o paciente a procurar ajuda médica, pois a dispepsia pode prejudicar significativamente a qualidade de vida.

CAUSAS

O aparecimento da dispepsia pode ter como causa diferentes doenças digestivas, em particular doenças que afetam o estômago e o duodeno (primeira porção do intestino).

A gastrite ou a úlcera péptica gástrica ou duodenal estão entre as principais causas do surgimento dos sintomas da dispepsia – ambas podem ser o resultado do uso de medicamentos, como analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais.

Na maioria dos casos, também podem ser causadas pela bactéria Helicobacter pylori.

Em alguns pacientes, os sintomas da dispepsia podem ter origem em outros órgãos, surgindo, por exemplo, em consequência de doença pancreática ou de cálculos biliares (pedra na vesícula).

Na maioria das vezes, a dispepsia é decorrente de algum distúrbio que pode surgir mesmo sem estar relacionado com outras doenças, sendo chamada de dispepsia funcional.

É bastante raro, em pessoas com idade inferior a 35 anos, que a dispepsia esteja relacionada com doenças malignas.

SINTOMAS

Os sintomas podem ser divididos em duas classes distintas:

  • Sensação de dor ou queimação na região do estômago.
  • Ocorrência de dificuldade de digestão, seja pela saciedade precoce, sentida como uma sensação de enchimento rápido do estômago após a refeição, desproporcional à quantidade de alimentos ingeridos e impedindo a continuação da refeição, e plenitude pós-prandial, sentida como uma sensação desagradável de presença prolongada dos alimentos no estômago.

Outros sintomas podem estar frequentemente associados, como náuseas, eructação (arrotar em excesso), azia e sensação de estômago distendido (pacientes com doença do refluxo gastroesofágico e síndrome do intestino irritável apresentam frequentemente dispepsia associada).

DIAGNÓSTICO

 Os sintomas apresentados por si só não permitem distinguir dispepsia funcional (condição sempre benigna) de dispepsia decorrente de doenças orgânicas (úlceras, cálculos biliares etc.)

A avaliação médica é sempre necessária e, apesar de frequentemente não ser essencial a realização de exames complementares, exames laboratoriais (sangue e parasitológico de fezes) e ultrassom abdominal podem ser úteis.

Não é rara a relação de intolerância alimentar com sintomas dispépticos (em especial à lactose, à frutose e ao glúten) – tais casos devem ser avaliados.

Por meio da endoscopia digestiva alta se observam diretamente os revestimentos internos do esôfago, do estômago e do duodeno, sendo esse o exame mais importante para esclarecer o diagnóstico.

Também é possível pesquisar a presença de Helicobacter pylori.

TRATAMENTO

Medidas comportamentais e o uso de medicamentos costumam ser suficientes para controlar e melhorar significativamente os sintomas da dispepsia em muitos pacientes.

Quando os exames realizados identificarem uma doença orgânica para explicar os sintomas, o tratamento será orientado conforme cada diagnóstico.

O QUE É GASTRITE?

Gastrite significa inflamação da mucosa gástrica (camada que reveste a parede do estômago). A inflamação pode acometer toda a mucosa do estômago ou apenas algumas regiões.

Pode surgir de forma aguda (súbita), ter curta duração e desaparecer, na maioria dos casos, sem deixar sequelas.

A gastrite crônica se manifesta lentamente, mas a mucosa do estômago pode permanecer inflamada por meses ou até anos.

Dispepsia (má digestão): o que é, sintomas, tratamentos e tipos

O que é dispepsia, sintomas, causas e como é o tratamento

Dispepsia, popularmente conhecida como indigestão, é o nome dado à sensação de desconforto na parte superior do abdômen durante ou logo após uma refeição.

Os alimentos para serem absorvidos pelo intestino delgado, tem que ser digeridos, isto é, tem que passar pela ação do suco gástrico, suco pancreático, bile e só suco entérico, para transformar o alimento em partículas muito pequenas.

A dispepsia pode estar relacionada a diversas doenças subjacentes, mas inclui uma série de outros sintomas, como dor, arrotos, empachamento, sensação de peso, queimação, náusea e saciedade precoce.

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Os sintomas de dispepsia são comumente confundidos com os de azia e gastrite, mas nem sempre a indigestão é sinal de um problema mais grave.

Embora a indigestão seja comum, cada pessoa pode sentir indigestão de uma maneira ligeiramente diferente. Os sintomas de indigestão podem ser sentidos ocasionalmente ou com a frequência diária. (1,2)

Sinônimos

má digestão e indigestão.

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Causas

A dispepsia está mais relacionada a certos hábitos. Veja:

  • Consumo excessivo de bebidas alcóolicas
  • Ingestão de alimentos
  • Comer em excesso
  • Ingerir grandes quantidades de alimentos ricos em fibras, como alguns vegetais, pão integral e algumas frutas e verduras
  • Consumo excessivo de cafeína
  • Tabagismo.

Diversas causas subjacentes também podem levar à dispepsia. Confira exemplos:

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  • Anti-inflamatórios
  • Teofilina
  • Suplementos de ferro e potássio
  • Antibióticos
  • Niacina
  • Quinidina
  • Cálculos biliares
  • Colecistite aguda
  • Disfunção do esfíncter de Oddi
  • Câncer hepatobiliar
  • Vesícula biliar

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  • Pancreatite aguda
  • Pancreatite crônica
  • Câncer no pâncreas
  • Gravidez
  • Estresse físico e emocional
  • HIV/Aids

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Fatores de risco

Os principais fatores de risco da dispepsia são (3)

  • Consumir bebidas alcoólicas em grande quantidade
  • Beber muito café ou bebidas que contenham cafeína
  • Comer muito rápido ou em grande quantidade durante uma refeição
  • Consumir alimentos condimentados ou gordurosos
  • Comer em quantidades exageradas alimentos que contenham muito ácido, como tomates e laranjas
  • Sofrer de estresse
  • Ter problemas de saúde ou doenças do aparelho digestivo
  • Fumar
  • Tomar certos medicamentos.

Saiba mais: Conheça os alimentos que mais causam má digestão

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Sintomas de Dispepsia

Pessoas com dispepsia podem ter um ou mais dos seguintes sintomas: (4)

  • Plenitude rápida durante uma refeição: Você não comeu muito da sua refeição, mas já se sente satisfeito e pode não conseguir terminar de comer
  • Plenitude desconfortável depois de uma refeição: A plenitude dura mais do que deveria
  • Desconforto no abdômen superior: Você sente uma dor leve a intensa na área entre a parte inferior do esterno e o umbigo
  • Queimação na parte superior do abdômen: Você sente um calor desconfortável ou sensação de queimação entre a parte inferior do seu esterno e seu umbigo
  • Inchaço na parte superior do abdômen: Você sente uma sensação desconfortável de aperto
  • Náusea: Você sente como se quisesse vomitar.

Sintomas menos frequentes incluem vômito e arroto. Às vezes, pessoas com dispepsia também experimentam azia, mas a azia e a indigestão são duas condições distintas. Azia é uma dor ou sensação de queimação no centro do peito que pode irradiar para o pescoço ou para trás durante ou após comer.

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Minha Vida

Buscando ajuda médica

Dispepsia geralmente não é sinal de um problema de saúde mais grave, a menos que outros sintomas também ocorram, como:

Pessoas acima dos 45 anos também estão sob maior risco de contrair essa condição.

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Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar dispepsia são: (3)

  • Clínico geral
  • Gastroenterologista

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

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  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Além da indigestão, você apresentou outros sintomas? Quais?
  • Com que frequência você apresentou esses sintomas?
  • Qual a intensidade desses outros sintomas?
  • Você já foi diagnosticado com algum outro problema gastrointestinal antes? Qual? Está fazendo tratamento?
  • Você faz uso de algum tipo de tratamento? Qual? Qual a dosagem?
  • Você consome bebidas alcóolicas? Com que frequência?
  • Você fuma? Com que frequência?
  • Você consome bebidas ricas em cafeína? Com que frequência?
  • Como é sua dieta diária? Você segue algum plano nutricional?
  • Você costuma comer rápido demais?
  • Você costuma comer em excesso?
  • Você costuma ingerir bebidas gaseificadas, como refrigerantes?
  • Quando você costuma sentir mais desconforto? Antes, durante ou após as refeições?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para dispepsia, algumas perguntas básicas incluem:

  • Qual é a causa mais provável dos meus sintomas?
  • Você acha que minha condição é temporária ou crônica?
  • Que tipos de testes eu preciso fazer?
  • Quais tratamentos podem ajudar?
  • Há alguma restrição alimentar que eu precise seguir?
  • Algum dos meus medicamentos poderia estar causando os sintomas?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Dispepsia

O diagnóstico da dispepsia irá depender do histórico de saúde e um exame físico completo. Essas avaliações podem ser suficientes se a sua indigestão for leve e você não estiver experimentando certos sintomas, como perda de peso e vômitos repetidos. (3,4)

Exames

Alguns exames podem ser realizados para ajudar o diagnóstico da dispepsia:

  • Exames laboratoriais: para verificar se há problemas de tireóide ou outros distúrbios metabólicos
  • Testes de respiração e fezes: para verificar a presença de Helicobacter pylori (H. pylori), a bactéria associada a úlceras pépticas, que podem causar indigestão. O teste de H. pylori é controverso porque os estudos sugerem benefício limitado do tratamento da bactéria
  • Endoscopia: para verificar anormalidades no trato digestivo superior. Uma amostra de tecido (biópsia) pode ser retirada para análise
  • Exames de imagem (raios-X ou tomografia computadorizada): para verificar se há obstrução intestinal.

Tratamento de Dispepsia

Mudanças no estilo de vida podem ajudar a aliviar a dispepsia. Seu médico pode recomendar: (4)

  • Evitar alimentos que provocam indigestão
  • Comer cinco ou seis pequenas refeições por dia, em vez de três grandes refeições
  • Reduzir ou eliminar o uso de álcool e cafeína
  • Evitar certos analgésicos
  • Encontrar alternativas para medicamentos que provocam indigestão
  • Buscar alternativas para evitar o estresse e a ansiedade

Saiba mais: Abandone 10 hábitos que favorecem a má digestão

Medicamentos para Dispepsia

A dispepsia pode ter diversas causas, de modo que o tratamento varia de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico. Por isso, somente um especialista capacitado pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Os medicamentos mais comuns no tratamento de dispepsia são:

  • Antidin
  • Cimetidina
  • Digedrat
  • Digeplus
  • Domperidona
  • Motilium
  • Omeprazol
  • Pantoprazol
  • Cloridrato de ranitidina.

Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Dispepsia tem cura?

Quando o paciente segue o tratamento indicado pelo médico gastroenterologista tem uma completa resolução do quadro. Contudo, é possível que a dispepsia volte a acontecer caso não exista uma mudança nos hábitos alimentares e estilo de vida. (1)

Complicações possíveis

Embora a dispepsia geralmente não tenha complicações sérias, ela pode afetar sua qualidade de vida fazendo com que você se sinta desconfortável e fazendo com que você coma menos. Você pode perder o trabalho ou a escola por causa de seus sintomas. Quando a indigestão é causada por uma condição subjacente, essa condição também pode ter suas próprias complicações. (3)

Convivendo/ Prognóstico

A mudança de hábitos alimentares pode aliviar a dispepsia, como:

  • Comer mais devagar
  • Mastigar bem a comida antes de engoli-la
  • Evitar conversar enquanto come
  • Evitar a prática de exercícios físicos logo após comer
  • Seguir uma dieta balanceada, rica em nutrientes e com menores quantidades de fibra e teor de gordura

Você também pode fazer uso de antiácidos e outros medicamentos vendidos sem necessidade de prescrição médica em farmácias para aliviar os sintomas de dispepsia.

Saiba mais: Nove alimentos que ajudam na digestão

Referências

(1) Paulo Olzon Monteiro da Silva, clínico da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), CREMESP 19.035

(3) Federação Brasileira de Gastroenterologia. Conteúdo disponível em: http://www.g.org.br/Publicacoes/Doencas/detalhe/11

(3) Mayo Clinic. Conteúdo disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/indigestion/symptoms-causes/syc-20352211

(4) National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases. Conteúdo disponível em: https://www.niddk.nih.gov/health-information/digestive-diseases/indigestion-dyspepsia

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/dispepsia

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