O QUE É ECLÂMPSIA E PRÉ-ECLÂMPSIA?

Contents
  1. O que é a pré-eclâmpsia e como ela pode ser evitada?
  2. Quais são os sintomas da pré-eclâmpsia?
  3. O que causa a pré-eclâmpsia?
  4. Como evitar a pré-eclâmpsia?
  5. Como é tratada a pré-eclâmpsia?
  6. Referência
  7. Pré-eclâmpsia: tudo o que você precisa saber – veja os sintomas!
  8. 1. Pré-eclâmpsia leve
  9. 2. Pré-eclâmpsia grave
  10. Como é feito o tratamento
  11. Possíveis complicações da pré-eclâmpsia
  12. O QUE É ECLÂMPSIA E PRÉ-ECLÂMPSIA?
  13. O que é pré-eclâmpsia?
  14. Sintomas
  15. Síndrome HELLP
  16. Tratamento
  17. O que é eclâmpsia?
  18. ▷ Pré-Eclâmpsia: Sintomas e Como Tratar | Pampers
  19. O Que Causa A Pré-eclâmpsia?
  20. Como Prevenir A Pré-Eclâmpsia
  21. Sinais E Sintomas Da Pré-Eclâmpsia
  22. Como os médicos diagnosticam a pré-eclâmpsia?
  23. Complicações associadas à pré-eclâmpsia
  24. Opções de tratamento da pré-eclâmpsia
  25. Perguntas e respostas sobre Pré–Eclâmpsia – Germano de Sousa – Artigos
  26. O que é a Eclâmpsia?
  27. Em que período da gestação pode surgir a Pré- Eclâmpsia?
  28. Como fazer o diagnóstico da Pré-Eclâmpsia? Quais os sintomas e sinais da Pré-Eclâmpsia?
  29. O que é o Rastreio Pré-Eclâmpsia do 1º trimestre?
  30. Quais os fatores que devem ser considerados para o Rastreio Pré-Eclâmpsia do 1º trimestre?
  31. Quando deve ser realizado o exame bioquímico?
  32. Qual a taxa de deteção no rastreio Pré-Eclâmpsia do 1º trimestre?
  33. Quanto tempo para entregar o resultado do Rastreio Pré Eclâmpsia?
  34. O que é a PlGF (Placenta Growth factor) – fator de crescimento placentar?
  35. Que complicações maternas podem ocorrer na Pré-Eclâmpsia?
  36. É frequente as mulheres gravidas terem Pré-Eclâmpsia?
  37. O que pode suceder se não for diagnosticada a Pré- Eclâmpsia?
  38. O que é a Síndrome de HELLP?
  39. Há pessoas mais propensas à Pré-Eclâmpsia?
  40. Os recém nascidos de mulheres com Pré-Eclâmpsia podem ter problemas?
  41. Depois do bebé nascer o que pode acontecer à mãe?
  42. Qual o tratamento para a Pré-Eclâmpsia?
  43. O que deve fazer para evitar uma Pré-Eclâmpsia?
  44. Se teve Pré-Eclâmpsia durante a primeira gravidez , existe risco de ter novamente?
  45. Caso pretenda obter mais informação, consulte a área das Doenças – Artigo Rastreio pré-eclâmpsia
  46. Se tiver alguma questão adicional envie-nos um email para prenatal@cm-lab.com

O que é a pré-eclâmpsia e como ela pode ser evitada?

O QUE É ECLÂMPSIA E PRÉ-ECLÂMPSIA?

A palavra “eclâmpsia” é derivada do grego eklampsis que significa brilho ou explosão. Eclâmpsia é a presença de convulsões na gravidez induzidas por hipertensão arterial. A primeira descrição médica de um caso de eclâmpsia foi feita por Hipócrates no século 5 antes de cristo.

A pré-eclâmpsia é o quadro clínico que costuma anteceder a eclâmpsia. Ele é caracterizado pela tríade de hipertensão, edema e proteinúria.

Geralmente a pré-eclâmpsia se manifesta após a 20ª semana de gestação. Nas formas graves da doença podem haver alterações sanguíneas como a destruição de hemácias e plaquetas.

Também pode ocorrer insuficiência hepática e renal.

A avaliação da pressão arterial deve ser realizada em todas as consultas do pré-natal.

A pré-eclâmpsia aumenta o risco de desfechos desfavoráveis para a mamãe e para o bebê. Se não tratada de forma adequada pode resultar em convulsões, que é o quadro de eclâmpsia. Mas não se preocupe, apenas 1 em cada 200 pacientes com pré-eclâmpsia chegam no quadro de eclâmpsia.

Quais são os sintomas da pré-eclâmpsia?

Como a pré-eclâmpsia pode levar à eclâmpsia, você pode ter sintomas de ambas as condições. Como a principal característica da doença é a pressão alta, você pode ter pré-eclâmpsia e não apresentar sintoma nenhum. Mas não se preocupe, em todas as consultas do pré-natal o seu médico irá medir a pressão para verificar se você tem algum sinal da doença.

Os principais sintomas da pré-eclâmpsia são:

  • Pressão arterial elevada (acima de 140/90 mmHg)
  • Inchaço nas pernas, mãos e rosto
  • Ganho de peso excessivo (em função da retenção de líquido do inchaço)
  • Dores de cabeça
  • Náuseas e vômitos
  • Alterações na visão (visão turva, escura, perda visual ou enxergar pontos brilhantes)
  • Urinar pouco
  • Dor abdominal, principalmente do lado direito na porção mais superior do abdômen
  • Dificuldade para respirar

Algumas alterações normais da gravidez podem produzir sintomas semelhantes (como inchaços, náuseas e dores). Portanto sempre que tiver estes sintomas converse com o seu médico para que ele possa fazer a orientação adequada. A pré-eclâmpsia pode ter diversas apresentações clínicas e nem sempre o diagnóstico é simples.

Já os principais sintomas da eclâmpsia são:

  • Convulsões
  • Perda da consciência
  • Agitação

O que causa a pré-eclâmpsia?

Embora a causa exata da pré-eclâmpsia permanece incerta, existem fortes evidências de que uma das principais causas seja uma implantação deficiente da placenta.

Essa placenta anormalmente implantada pode resultar em uma má perfusão placentária, produzindo um estado de hipóxia e aumento de estresse oxidativo com consequente liberação de proteínas anti-angiogênicas juntamente com mediadores inflamatórios no plasma materno.

Como a placenta é o órgão que leva nutrientes e oxigênio para o bebê, na pré-eclâmpsia é relativamente comum termos associado a restrição de crescimento fetal.

Outras doenças também como problemas renais ou hepáticos (como o Fígado Gorduroso Agudo) podem causar sintomas semelhantes a pré-eclâmpsia. Por isso é sempre importante consultar o seu médico.

Como evitar a pré-eclâmpsia?

Apesar da manifestação da pré-eclâmpsia iniciar apenas após a 20ª semana de gestação a doença provavelmente começa quando a placenta implanta no útero, ou seja, logo no começo da gravidez. Na época do exame de ultrassom da translucência nucal é possível utilizar o ultrassom para avaliar a implantação da placenta. Para isto o seu médico deve solicitar o exame de Dopplervelocimetria.

Por meio do exame de Dopplervelocimetria podemos avaliar o fluxo de sangue para o útero e determinar se o risco para desenvolver pré-eclampsia nesta gestação é maior ou menor.

Para as pacientes com risco alto é possível tomar a aspirina.

Um estudo chamado ASPRE publicado em 2017 demonstrou que a aspirina, quando administrada antes de 16 semanas, pode reduzir a chance de pré-eclâmpsia, principalmente das formas graves.

Portanto para evitar que a doença ocorra e importante realizar o rastreamento precoce (entre 11 e 14 semanas de gestação) e iniciar muito precocemente o uso da aspirina. Tomar a aspirina depois que os sintomas já apareceram (depois de 20 semanas) não irá melhorar a doença.

Como é tratada a pré-eclâmpsia?

Não existe um tratamento eficaz para a pré-eclâmpsia. Tratamos a pressão alta com anti-hipertensivos. A única forma de curar a doença é realizando o parto. Por isso em casos mais graves o médico poderá antecipar o seu parto.

Referência

  1. Um bate papo sobre Hipertensão Gestacional

Источник: https://www.fetalmed.net/o-que-e-a-pre-eclampsia-e-como-ela-pode-ser-evitada/

Pré-eclâmpsia: tudo o que você precisa saber – veja os sintomas!

O QUE É ECLÂMPSIA E PRÉ-ECLÂMPSIA?

A pré-eclâmpsia é uma complicação grave da gravidez que parece ocorrer devido a problemas no desenvolvimento dos vasos da placenta, levando a espasmos nos vasos sanguíneos, alterações na capacidade de coagulação do sangue e diminuição da circulação sanguínea.

Os seus sintomas podem manifestar-se durante a gravidez, principalmente após a 20ª semana de gestação, no parto ou após o parto e incluem pressão alta, superior a 140 x 90 mmHg, presença de proteínas na urina e inchaço do corpo devido à retenção de líquidos.

Algumas das condições que aumentam o risco de desenvolver pré-eclâmpsia incluem quando a mulher engravida pela primeira vez, tem mais de 35 anos ou menos de 17 anos, é diabética, obesa, está grávida de gêmeos ou tem histórico de doença renal, hipertensão ou pré-eclâmpsia anterior.

Os sintoams que da pré-eclâmpsia podem variar de acordo com o tipo:

1. Pré-eclâmpsia leve

Na pré-eclâmpsia leve os sinais e sintomas geralemente incluem:

  • Pressão arterial igual a 140 x 90 mmHg;
  • Presença de proteínas na urina;
  • Inchaço e ganho repentino de peso, como 2 a 3 kg em 1 ou 2 dias.

Na presença de pelo menos um dos sintomas, a grávida deve ir ao pronto-socorro ou hospital para medir a pressão arterial e fazer exames de sangue e de urina, para ver se tem ou não pré-eclâmpsia.

2. Pré-eclâmpsia grave

Já na pré-eclâmpsia grave, além do inchaço e do ganho de peso podem aparecer outros sinais como:

  • Pressão arterial superior a 160 x 110 mmHg;
  • Dor de cabeça forte e constante;
  • Dor no lado direito do abdômen;
  • Diminuição da quantidade de urina e da vontade de urinar;
  • Alterações na visão, como vista embaçada ou escurecida;
  • Sensação de ardência no estômago.

Se a gestante apresentar estes sintomas, deverá ir imediatamente para o hospital.

Como é feito o tratamento

O tratamento da pré-eclâmpsia busca garantir a segurança da mãe e do bebê, e tende a variar de acordo com a gravidade da doença e o tempo de gestação.

No caso da pré-eclâmpsia leve, o obstetra geralmente recomenda que a mulher fique em casa e siga uma dieta pobre em sal e com aumento da ingestão de água para cerca de 2 a 3 litros por dia.

Além disso, o repouso deve ser seguido à risca e de preferência para o lado esquerdo, de forma a aumentar a circulação sanguínea para os rins e o útero.

Durante o tratamento, é importante a grávida controlar a pressão arterial e fazer exames de urina rotineiros, para evitar que a pré-eclâmpsia piore.

Já no caso da pré-eclâmpsia grave, o tratamento geralmente é feito com internamento no hospital. A grávida precisa ficar internada para receber remédios anti-hipertensivos pela veia e manter sob vigilância apertada a sua saúde e a do bebê. De acordo com a idade gestacional do bebê, o médico pode recomendar induzir o parto para tratar a pré-eclâmpsia.

Possíveis complicações da pré-eclâmpsia

Algumas das complicações que a pré-eclâmpsia pode causar são:

  • Eclâmpsia: é um quadro mais grave que a pré-eclâmpsia, em que há episódios repetidos de convulsões, seguidos de coma, o que pode ser fatal se não for tratada imediatamente. Saiba como identificar e tratar e eclâmpsia;
  • Síndrome HELLP: outra complicação caracterizada por, além dos sintomas de eclâmpsia, a presença de destruição das células sanguíneas, com anemia, hemoglobinas abaixo de 10,5% e queda das plaquetas abaixo de 100.000/mm3, além da elevação das enzimas hepáticas, com TGO acima de 70U/L. Saiba mais detalhes sobre esta síndrome;
  • Sangramentos: acontecem devido à destruição e diminuição do número de plaquetas, e comprometimento da capacidade de coagulação;
  • Edema agudo de pulmão: situação em que há coleção de líquido nos pulmões;
  • Insuficiência do fígado e rins: que podem, até, se tornar irreversíveis;
  • Prematuridade do bebê: situação que, se for grave e sem o adequado desenvolvimento dos seus órgãos, pode deixar sequelas e comprometer as suas funções.

Estas complicações podem ser evitadas, caso a gestante faça um acompanhamento pré-natal durante a gravidez, já que a doença pode ser identificada no começo e o tratamento pode ser feito o mais rápido possível. 

A mulher que teve pré-eclâmpsia pode engravidar novamente, sendo importante que o pré-natal seja feito rigorosamente, conforme as orientações do obstetra.

Ficou alguma dúvida? Clique aqui para ser respondido.

Источник: https://www.tuasaude.com/sintomas-de-pre-eclampsia/

O QUE É ECLÂMPSIA E PRÉ-ECLÂMPSIA?

O QUE É ECLÂMPSIA E PRÉ-ECLÂMPSIA?

A eclâmpsia e a pré-eclâmpsia são complicações graves da gravidez, que podem surgir durante a segunda metade da gestação, geralmente após as 20 semanas de gravidez. Em algumas mulheres, a eclâmpsia ou a pré-eclâmpsia podem surgir somente durante o trabalho ou até mesmo depois que o bebê já tenha nascido.

Embora a maioria das gravidezes afetadas pela pré-eclâmpsia consigam chegar às 37 semanas de gravidez, o que caracteriza uma gestação a termo, elas apresentam um risco elevado de complicações, incluindo o risco de mortalidade materna ou fetal.

Neste artigo vamos explicar o que são a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia, quais são as suas causas, sintomas e tratamentos.

O que é pré-eclâmpsia?

A pré-eclampsia é uma complicação da gravidez que se caracteriza por um quadro de hipertensão arterial e de proteinúria (perdas de proteínas na urina) que se inicia após 20 semanas de gestação. Em algumas pacientes, a pré-eclâmpsia também provoca lesão de órgãos importantes, tais como fígado, rim, pulmões e cérebro.

Existem 4 tipos de hipertensão que podem ocorrer durante a gravidez:

1. Hipertensão crônica – é a hipertensão arterial que a paciente já tinha antes de ficar grávida e continuará tendo durante e depois da gestação.

2. Hipertensão gestacional – é a hipertensão que aparece somente depois da 20ª semana de gestação em mulheres que nunca tiveram pressão arterial alta.

3. Pré-eclâmpsia – é o surgimento de pressão arterial alta após a 20ª semana de gravidez, associado à perda de proteínas na urina, chamada de proteinúria (leia: PROTEINÚRIA, URINA ESPUMOSA E SÍNDROME NEFRÓTICA). A pré-eclâmpsia cura-se após o parto.

4. Pré-eclâmpsia superposta à hipertensão crônica – é a pré-eclâmpsia que ocorre em mulheres que já eram previamente hipertensas.

A pré-eclâmpsia parece ocorrer devido a problemas no desenvolvimento dos vasos da placenta no início da gravidez durante a implantação da mesma no útero.

Conforme a gravidez se desenvolve e a placenta cresce, a falta de uma vascularização perfeita leva a uma baixa perfusão de sangue, podendo causar isquemia placentária.

A placenta em sofrimento por falta de circulação adequada produz uma série de substância que ao caírem na circulação sanguínea materna causa descontrole da pressão arterial e lesão nos rins.

Sintomas

A pré-eclâmpsia ocorre em 5% a 10% das gestações. 75% dos casos são leves e 25% são graves. Pode surgir em qualquer momento da gravidez entre a 20ª semana até alguns dias após o parto.

A hipertensão que surge após a 20ª semana de gestação é o sintoma mais comum. Porém, para se caracterizar pré-eclâmpsia e não apenas hipertensão gestacional, é preciso que haja também a presença de proteinúria (pelo menos 300 mg de proteínas em exame de urina de 24 horas. Leia: ENTENDA SEU EXAME DE URINA)

Praticamente toda gestante apresenta edemas (inchaços), porém, uma piora rápida e súbita dos edemas, principalmente acometendo o rosto e mãos, pode ser um sinal de pré-eclâmpsia.

Síndrome HELLP

A síndrome HELLP é a forma grave de pré-eclâmpsia. Esta é a sigla em inglês para os termos hemólise (hemolisys), enzimas do fígado elevadas (elevated liver enzymes) e plaquetas baixas (low platelets).

  • Hemólise significa destruição das hemácias (glóbulos vermelhos), o que leva ao aparecimento da anemia hemolítica (leia: ANEMIA – CAUSAS E SINTOMAS)
  • O aumento das enzimas do fígado (TGO e TGP) é um sinal de lesão hepática, o que não deixa de ser um tipo de hepatite associada a pré-eclâmpsia (leia: O QUE SIGNIFICAM AST (TGO), ALT (TGP) E GAMA GT?)
  • Assim como há hemólise, também ocorre destruição das plaquetas, o que acaba por causar redução da concentração das mesmas na circulação sanguínea.

Além síndrome HELLP, existem outras manifestações da pré-eclampsia grave como alterações neurológicas tipo visão borrada, cefaléias (leia: DOR DE CABEÇA – ENXAQUECA, CEFALÉIA TENSIONAL E SINAIS DE GRAVIDADE), confusão mental e até crise convulsiva. Quando esta última ocorre, estamos diante do quadro de eclâmpsia, explicado mais adiante.

Pressões arteriais acima de 160/110 mmHg, forte dor abdominal, proteinúria acima de 5 gramas (5000 mg) por dia, diminuição importante do volume de urina, edema pulmonar e grave falha de crescimento do feto são outros sinais e sintomas de pré-eclâmpsia grave.

Em relação ao feto, os riscos da pré-eclâmpsia incluem descolamento prematura da placenta, baixo crescimento e desenvolvimento intra-uterino e parto prematuro.

Tratamento

O tratamento definitivo é a indução do parto. Nem sempre a pré-eclâmpsia ocorre em idades gestacionais que permitam a indução do parto sem prejuízos para o feto.

Por outro lado, a não finalização da gravidez pode trazer consequências sérias para a mãe.

Portanto, a decisão de se induzir o parto ou prolongar a gravidez deve levar em consideração a idade gestacional, a gravidade da pré-eclâmpsia e as condições de saúde mãe e do feto.

Em alguns casos pode-se indicar o internamento da mãe para um acompanhamento mais próximo da progressão da doença, tentando postergar o parto para o mais próximo possível da 40ª semana de gestação. Sempre que possível, a preferência é pelo parto normal.

Hipertensão arterial deve ser controlada, porém isso não interfere no curso da doença nem na mortalidade materna/fetal. É importante lembrar que alguns anti-hipertensivos famosos como o Enalapril, captopril e Adalat® são contraindicados na gestação. O controle da pressão arterial na gravidez deve ser feito somente sob orientação do ginecologista-obstetra.

O uso de corticoides (leia: INDICAÇÕES E EFEITOS DA PREDNISONA E CORTICOIDES) está indicado para tratar temporariamente as complicações da síndrome HELLP, mas principalmente para acelerar a maturação dos pulmões do feto em caso de necessidade de indução do parto antes do termo.

A prevenção das crises convulsivas é importante e pode ser feita com a administração de sulfato de magnésio logo antes do parto.

O que é eclâmpsia?

A eclâmpsia é o grau mais grave do espectro da hipertensão na gravidez, que inclui a hipertensão gestacional, a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia propriamente dita.

A caracterização da eclâmpsia se dá pela presença de uma ou mais crises convulsivas em uma gestante com pré-eclampsia já estabelecida.

Ao contrário do que se pensava antigamente e do que os nomes pré-eclâmpsia e eclâmpsias possam sugerir, uma doença não é evolução a outra. A eclâmpsia é na verdade apenas uma manifestação grave da pré-eclâmpsia.

Na verdade, a imensa maioria das gestantes com pré-eclâmpsia grave não irá apresentar eclâmpsia, e a apesar de pouco comum, mulheres com pré-eclâmpsia leve podem complicar com convulsões. Portanto, não há uma evolução linear entre as duas doenças.

Até 30% das convulsões ocorrem no momento do parto ou até 48h após o nascimento do bebê. As crises convulsivas duram em média 1 minuto e são geralmente precedidas por dor de cabeça, alterações visuais ou dor abdominal intensa. O tratamento é com sulfato de magnésio.

A presença de eclâmpsia é indicação para se induzir o parto após estabilização do quadro. O término da gravidez é o único tratamento curativo. 70% das gestantes com eclâmpsia que não interrompam a gravidez apresentarão complicações graves com risco de morte. Nas gestantes com idade gestacional baixa (menor que 32 semanas) pode se indicar a cesariana.

Источник: https://www.mdsaude.com/gravidez/eclampsia-e-pre-eclampsia/

▷ Pré-Eclâmpsia: Sintomas e Como Tratar | Pampers

O QUE É ECLÂMPSIA E PRÉ-ECLÂMPSIA?

Pré-eclâmpsia é uma condição rara e séria, e é um dos aspectos importantes a se observar durante a gravidez, particularmente se você tiver um dos fatores de risco conhecidos. Se estiver se perguntando se a pré-eclâmpsia é comum, é bom saber que ela só afeta de 2 a 8 por cento das mulheres grávidas.

Se você foi recentemente diagnosticada com pré-eclâmpsia, talvez ainda esteja em choque, mas saber mais sobre o que é a pré-eclâmpsia poderá acalmá-la e colocá-la novamente no controle da situação.

O Que Causa A Pré-eclâmpsia?

Embora nem sempre seja claro saber o que causa a pré-eclâmpsia durante a gravidez, há alguns fatores de risco conhecidos, como:

  • Ser a primeira gravidez
  • Ser a primeira gravidez com outro parceiro
  • Ficar grávida novamente com menos de 2 anos ou mais de dez anos de intervalo
  • Ter tido pré-eclâmpsia em gravidez anterior
  • Ter histórico de pré-eclâmpsia na família
  • Ter histórico de pressão alta ou doença renal
  • Ter mais de 40 anos
  • Estar grávida de gêmeos, trigêmeos ou múltiplos
  • Ter diabetes, distúrbios de coagulação, lúpus ou enxaqueca
  • Ser obesa
  • Ficar grávida por FIV.

Como Prevenir A Pré-Eclâmpsia

Nem sempre é possível prevenir a pré-eclâmpsia, mas se você apresentar um dos fatores de risco, você pode tomar alguns cuidados.

  • Identifique e trate os fatores de risco antes de ficar grávida. Por exemplo, controle a pressão alta, perca peso se necessário e, se você for diabética, tenha sua condição sob controle antes de ficar grávida. Seu médico pode aconselhá-la sobre os próximos passos, caso você esteja grávida e apresente algum desses fatores de risco.
  • Alguns médico podem recomendar aspirina em baixa dosagem durante toda a gravidez se seu risco for alto.

Sinais E Sintomas Da Pré-Eclâmpsia

Os sinais e sintomas da pré-eclâmpsia na gravidez podem ser:

  • Dor de cabeça persistente
  • Ver pontinhos ou ter outras alterações da visão
  • • Dor na parte superior do abdome ou no ombro
  • Náusea e vômito na segunda metade da gravidez
  • Ganho de peso repentino
  • Inchaço repentino do rosto e das mãos
  • Dificuldade para respirar
  • Diminuição do volume de urina

Alguns desses sintomas (como inchaço, náusea e dores de cabeça) também são sintomas normais da gravidez, então pode ser difícil dizer quando algo está errado. Fale imediatamente com seu médico ou vá para o pronto-atendimento mais próximo se notar sinais de pré-eclâmpsia, como dores de cabeça severas, visão severamente embaçada, dor severa no abdome ou falta de ar severa.

Como os médicos diagnosticam a pré-eclâmpsia?

O exame de pré-eclâmpsia geralmente envolve o monitoramento da pressão arterial durante as visitas do pré-natal.

Se a pressão chegar a 140/90 milímetros de mercúrio ou mais em duas ocasiões com um intervalo de pelo menos 4 horas, é um sinal de anormalidade.

Diga a seu médico se notar quaisquer sinais de pré-eclâmpsia, pois isso o ajudará a chegar a um diagnóstico. Seu médico poderá solicitar outros exames de pré-eclâmpsia, como:

  • Exames de sangue para verificar as funções hepática e renal e o nível das plaquetas
  • Análise da urina para verificar a quantidade de proteína em sua urina
  • Ultrassonografia fetal para monitorar o crescimento do bebê, estimar seu peso e verificar a quantidade de líquido amniótico
  • Teste de não-estresse fetal para verificar se o coração do bebê reage quando ele se move
  • Perfil biofísico para medir a respiração, tônus muscular e movimentos do bebê

Complicações associadas à pré-eclâmpsia

Complicações da pré-eclâmpsia podem ser:

No curto prazo: síndrome de HELLP (uma condição hepática rara, porém grave), eclâmpsia (uma forma mais severa da pré-eclâmpsia, envolvendo convulsões) e descolamento de placenta da parede uterina, causando sangramento.

No longo prazo: Maior risco de doença cardiovascular, doença renal, ataque cardíaco, AVC, lesão cerebral e pressão alta no futuro, além de maior risco de pré-eclâmpsia na próxima gravidez.

A pré-eclâmpsia também pode afetar o bebê, principalmente no ganho de peso. A indução do parto antes da gravidez chegar a termo é uma solução para a pré-eclâmpsia grave, mas os possíveis riscos para o bebê dependerão da prematuridade do parto.

É estimado que 90% dos partos prematuros não espontâneos no Brasil sejam devido a condições hipertensivas, como a pré-eclâmpsia.

Embora a pré-eclâmpsia seja uma condição séria e que pode ser fatal se não tratada, seu médico pode orientá-la em suas opções de tratamento.

Algumas mulheres talvez estejam se questionando se o parto vaginal se torna mais complicado devido à pré-eclâmpsia, mas, na realidade, o parto vaginal pode ser mais seguro que a cesárea em alguns casos. Seu médico pode aconselhá-la sobre as opções disponíveis para o seu caso específico.

Opções de tratamento da pré-eclâmpsia

O nascimento do bebê é a única cura para a pré-eclâmpsia. No entanto, a prematuridade pode ser perigosa para o bebê e, nesse caso, seu médico irá considerar as melhores opções de tratamento para você, dependendo da gravidade da pré-eclâmpsia e do momento de sua gravidez.

  • Pré-eclâmpsia moderada. Talvez você precise ficar hospitalizada, talvez possa ser tratada e os movimentos de seu bebê monitorados em visitas, sem hospitalização. Suas visitas de pré-natal serão mais frequentes. Seu médico poderá recomendar a indução do parto na 37a semana.
  • Pré-eclâmpsia grave. Geralmente tratada no hospital. Se a pré-eclâmpsia piorar, talvez o parto seja induzido com 34 semanas ou mais. Talvez você precise tomar medicamentos para reduzir a pressão e prevenir convulsões. Corticoides também podem ser uma indicação para regular a função hepática e o nível das plaquetas e auxiliar no amadurecimento dos pulmões do bebê.

A pré-eclâmpsia é uma doença rara e tratável que seu médico pode monitorar e controlar. Tenha em mente que a maioria das mulheres com pré-eclâmpsia tem bebês saudáveis e que esse é somente um risco que você terá de monitorar durante a gravidez.

Источник: https://www.pampers.com.br/gravidez/gravidez-saudavel/artigo/o-que-e-pre-eclampsia-e-como-evitar

Perguntas e respostas sobre Pré–Eclâmpsia – Germano de Sousa – Artigos

O QUE É ECLÂMPSIA E PRÉ-ECLÂMPSIA?

A Pré-Eclâmpsia é uma doença que começa a ocorrer no início da gravidez.

O seu diagnóstico é baseado em sinais e sintomas e apenas possível quando a doença se manifesta.

O Rastreio Pré-Eclâmpsia 1º trimestre permite a identificação precoce de uma gravidez com elevado risco para Pré-Eclâmpsia.

No artigo que se segue procuramos responder às questões mais frequentes sobre a Pré-Eclâmpsia.

Se tiver alguma questão adicional envie-nos um email para prenatal@cm-lab.com ou ligue para 800 209 498. Adicionalmente aconselhamos a leitura do artigo sobre o teste Rastreio pré-eclâmpsia.

A Pré-Eclâmpsia é uma doença que começa a ocorrer no início da gravidez, é caracterizada por: Hipertensão de novo> 140/90mm/Hg (aumento da pressão arterial); Proteinúria (> 0.3 g/24 horas) (libertação das proteínas na urina) e edemas de início recente.

O que é a Eclâmpsia?

A Eclâmpsia é uma patologia associada à gravidez que decorre de disfunção do leito uteroplacentar, com remodelação das artérias espirais e com deficit hemodinâmico, levando a vasoconstrição, agregação plaquetária, e hipercoaguabilidade.

É uma complicação muito grave da gravidez que se caracteriza pelo aparecimento de convulsões, é precedida pelo aumento da albuminúria, hipertensão arterial, edemas, oligúria, vertigens, zumbidos nos ouvidos, cefaleias persistentes, fadiga, sonolência e vómitos. A ocorrência desta doença pode provocar complicações mortais para o feto e para a mãe.

Em que período da gestação pode surgir a Pré- Eclâmpsia?

As manifestações clínicas apenas ocorrem no 2º/3º trimestre.

É mais comum a Pré-Eclâmpsia manifestar-se depois das 20 semanas de gestação, pode subdividir-se em Pré- Eclâmpsia Precoce se surgir com menos de 34 semanas, Pré-Eclâmpsia Intermédia se surgir entre as 34 e 37 semanas, quando se manifesta depois das 37 semanas denomina-se Pré-Eclâmpsia Tardia.

Como fazer o diagnóstico da Pré-Eclâmpsia? Quais os sintomas e sinais da Pré-Eclâmpsia?

O Diagnóstico da Pré-Eclâmpsia (PE) é baseado em sinais (hipertensão, taquicardia e taquipneia, crepitações ou síbilos na auscultação, déficit neurológico (sinais focais), hiperreflexia, petéquias, hemorragias intracranianas, edemas generalizados) e sintomas (cefaleias, perturbações visuais, amnésia, convulsões, ansiedade, dor abdominal).
O diagnóstico só é possível quando a doença se manifesta.

O que é o Rastreio Pré-Eclâmpsia do 1º trimestre?

O Rastreio Pré- Eclâmpsia do 1º trimestre permite a identificação precoce de uma gravidez com elevado risco para Pré-Eclâmpsia e aumenta a probabilidade de um melhor prognóstico para esta gravidez.

O Rastreio da Pré-Eclâmpsia implica a obtenção de uma estimativa do risco de que a doença se desenvolva, antes que qualquer sinal ou sintoma apareça.

Quais os fatores que devem ser considerados para o Rastreio Pré-Eclâmpsia do 1º trimestre?

O Rastreio Pré-Eclâmpsia do 1º trimestre vai considerar essencialmente 4 fatores, a História Materna, os Marcadores Biofísicos, os Marcadores Ecográficos e os Marcadores Bioquímicos.

  • A História Materna deve considerar a História prévia ou familiar de Pré-Eclâmpsia, a paridade , procriação medicamente assistida , diabetes mellitus, a etnicidade, as idades reprodutivas extremas ( 37 anos).
  • Os Marcadores biofísicos são considerados o Index de Massa Corporal (IMC) e a Pressão Arterial Média (MAP).
  • Os Marcadores ecográficos, o Index de Pulsatilidade da Artéria Uterina (uA-PI).
  • Os Marcadores bioquímicos são a Proteína A plasmática associada à gravidez (PAPP-A) e Fator de Crescimento Placentar (PlGF).

Quando deve ser realizado o exame bioquímico?

O doseamento bioquímico da PAPP-A e de Fator de Crescimento Placentar (PlGF) deve ser feito às 10-13 semanas + 6 dias de gestação.

Qual a taxa de deteção no rastreio Pré-Eclâmpsia do 1º trimestre?

Ao combinar os marcadores biofísicos, ecográficos e bioquímicos, obtém-se uma taxa de deteção de 93%.

Quanto tempo para entregar o resultado do Rastreio Pré Eclâmpsia?

Após a realização da colheita de sangue, o boletim de resultados com o cálculo de risco de Pré- Eclâmpsia será enviado diretamente para o médico prescritor em 24h após chegada da amostra ao laboratório.

O que é a PlGF (Placenta Growth factor) – fator de crescimento placentar?

A PlGF é produzida pela placenta é um fator angiogénico, atuando como vasodilatador que aumenta o diâmetro das artérias existentes.

Níveis baixos de PlGF contribuem para a disfunção vascular, que é um dos sintomas da Pré-Eclâmpsia. A PlGF está diminuída numa elevada % de gravidezes que evoluem para Pré-Eclâmpsia. Esta redução é mais marcada no 1º Trimestre.

A PlGF é o marcador ideal para o rastreio precoce do risco de Pré-eclâmpsia.

Que complicações maternas podem ocorrer na Pré-Eclâmpsia?

São várias as complicações maternas que podem ocorrer na Pré Eclâmpsia, como lesões neurológicas permanentes, insuficiência renal, risco aumentado de hipertensão essencial, descolamento prematuro de placenta normalmente inserida (DPPNI), pode ocorrer a morte, recorrência em 25% das gravidezes.

É frequente as mulheres gravidas terem Pré-Eclâmpsia?

A prevalência da pré-eclampsia em Portugal atinge os 2 % das gravidezes.

O que pode suceder se não for diagnosticada a Pré- Eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia se não for diagnosticada progride para a síndrome HELLP.

O que é a Síndrome de HELLP?

Síndrome HELLP é uma complicação obstétrica com risco de morte.

HELLP é a abreviação dos três principais elementos da síndrome

  • Hemólise
  • Enzimas Hepáticas (Liver) Elevadas
  • Plaquetas Baixas (Low)

Há pessoas mais propensas à Pré-Eclâmpsia?

É mais frequente nas primeiras gravidezes e nas mulheres que já têm a tensão arterial elevada ou que sofrem de um problema nos vasos sanguíneos.

Os recém nascidos de mulheres com Pré-Eclâmpsia podem ter problemas?

Sim, os recém-nascidos de mulheres com pré-eclâmpsia têm 4 a 5 vezes mais probabilidades de ter problemas pouco depois do parto, do que os de mulheres que não sofram dessa doença. Normalmente os recém-nascidos são pequenos porque a placenta não funcionou bem ou porque são prematuros.

Depois do bebé nascer o que pode acontecer à mãe?

Normalmente, depois do parto a pressão arterial regulariza, mas pode levar algumas semanas.

Nas primeiras 48 horas a seguir ao parto a pressão da mãe é monitorizada, deve continuar a controlar a pressão durante o período que se segue.

Qual o tratamento para a Pré-Eclâmpsia?

Não existe tratamento específico para a Pré-Eclâmpsia, deve fazer-se repouso, controlar a hipertensão arterial, fazer o controlo das convulsões e a prevenção da sua recorrência. O tratamento definitivo é o nascimento do feto e a extração da placenta.

A Pré-Eclâmpsia não reage aos diuréticos nem às dietas de baixo teor em sal.

É importante que faça repouso e um controlo apertado da tensão arterial no âmbito das consultas de vigilância.

Em caso de Pré-Eclampsia grave, deve-se proceder à hospitalização da paciente, com vista a avaliar-se a situação e decidir a terapêutica mais adequada.

O que deve fazer para evitar uma Pré-Eclâmpsia?

Não existe forma de evitar uma Pré- Eclâmpsia, deve-se ter atenção ao questionário e à história familiar da grávida, aos seus potenciais sintomas. Avaliar com regularidade a pressão arterial, fazer uma avaliação qualitativa da amostra da urina.

Se teve Pré-Eclâmpsia durante a primeira gravidez , existe risco de ter novamente?

É mais frequente a Pré-Eclâmpsia nas gravidezes múltiplas, em grávidas com mais de 35 anos e em presença de doenças do sistema imunológico.

O risco de ter Pré-Eclâmpsia numa segunda gravidez é muito mais baixo do que na primeira gravidez.

Caso pretenda obter mais informação, consulte a área das Doenças – Artigo Rastreio pré-eclâmpsia

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Se tiver alguma questão adicional envie-nos um email para prenatal@cm-lab.com

Источник: https://www.germanodesousa.com/areas-clinicas/perguntas-respostas-preeclampsia/

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