O Que é Esteatose Hepática (gordura no fígado)?

O que é gordura no fígado ou esteatose hepática?

O Que é Esteatose Hepática (gordura no fígado)?

Primeiramente,  gostaríamos de lhe fazer uma pergunta: você já ouviu sobre uma patologia denominada Esteatose Hepática? Caso você responda não, estamos certos que o termo Gordura no Fígado sim!

Pois bem! Hoje você vai entender os 12 pontos importantes que é necessário saber sobre uma doença comum e silenciosa, a Gordura no Fígado ou a Esteatose Hepática.

1. O que é gordura no fígado ou esteatose hepática?

A princípio, a Gordura no Fígado ou  esteatose hepática é o acumulo de vesículas (gordura no interior das células do fígado), totalizando mais de 5% do seu peso.

Por esse motivo ela é classificada em 2 grandes grupos:

  • DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA ALCOÓLICA: causada pelo excesso de ingestão de bebidas alcoólicas;
  • DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA:  é a causa mais frequente de gordura no fígado; relaciona-se  com fatores de risco e  NÃO tem relação com excesso de ingestão de álcool.

2. Como ocorre a Gordura no Fígado?

Em primeiro lugar, o excesso de gordura (ácidos graxos) no fígado pode ter origem:

  • no aumento da ingestão de gordura na dieta;
  •  produção de gordura pelo próprio fígado a partir da ingestão em excesso de carboidrato na dieta;
  • na quebra da gordura (lipólise) ex.: pessoa que esta emagrecendo;
  • ou na deficiência do transporte da gordura que está  dentro do fígado.

Porém, é importante entender que a patogênese inclui fatores nutricionais como a disbiose intestinal (desequilíbrio da flora intestinal), hormonais, resistência a insulina, toxicidade da gordura e inflamação hepática.

3. Como a gordura no fígado  pode danificar o fígado? Tem estágios de evolução ou gravidade?

De modo geral, sim.

Juntamente com o  excesso de ácidos graxos (partículas que constituem a gordura) no fígado, aumenta também uma reação química, chamada beta-oxidação.

Desta forma, estas liberam radicais livres que agridem os tecidos e geram citocinas inflamatórias, resultando em  graus variáveis de agressão das células hepáticas, podendo evoluir progressivamente.

Por esse motivo, a  esteatose hepática ou a Gordura no Fígado, corresponde ao estágio inicial da Doença Hepática Gordura não Alcoólica. 

Isto posto, é importante pontuar que se prolongado por anos, esta patologia pode levar ao mau funcionamento metabólico, inflamação  (esteato hepatite  ou NASH) e a um estágio avançado Doença Hepática Gordura não Alcoólica que pode progredir para fibrose e cirrose.

A partir daí,  aumenta o risco de câncer do fígado. Veja abaixo seus possíveis  estágios de evolução.

  • Esteatose hepática  = reversível através de  dieta e exercícios físicos: 1,0% a 0,5% das esteatoses hepáticas evoluem para esteatoepatite não-alcoólica (EHNA ou NASH).
  • esteatoepatite não-alcoólica (EHNA ou NASH)  = inflamação, morte celular e fibrose causada por excesso prolongado de gordura no fígado:  20% evoluem para cirrose em 5 a 10 anos
  • progressão para cirrose = morte de células do fígado e substituição por tecido cicatricial
  • desenvolvimento do câncer de fígado ou carcinoma hepatocelular.

4. A “Gordura no Fígado”  é  frequente?

Frequentemente, sim. A esteatose hepática esta cada vez mais frequente.

  • 70% dos pacientes com sobrepeso;
  • 70% dos diabéticos e mais de 90% dos obesos mórbidos;
  • 3% a 10% em crianças com peso normal;
  • 50% das crianças obesas;
  • A prevalência tem sido de 30% em norte americanos, existindo diferenças raciais.

Estudos recentes sugerem que alterações metabólicas podem começar intra-útero e causar a doença  na infância.

5. A  Gordura no Fígado  é perigosa?

Antes de mais nada, é importante lembrar que a esteatose hepática  é uma das causas de morte no longo prazo por conta dos danos cardiovasculares, hepáticos e oncológicos e  também,  porque vem sendo rapidamente uma das causas de transplante hepático.

É a causa mais frequente atualmente no mundo de doença crônica do fígado.

6. Como se faz o diagnóstico?

Seja como for, a  detecção de gordura no fígado se dá por exames de imagem, e  podem ser realizados com:

  • ultrassom (sensibilidade (60%) –(100%) especificidade (77%)–95%);
  • tomografia  (sensibilidade 43%–95% especificidade 90% );
  • ressonância magnética (sensibilidade 81%  especificidade 100% ), sendo este considerado o melhor método.

7. Como se faz o diagnóstico dos estágios avançados desta doença nas fases inflamatórias (esteato hepatite /NASH, fibrose e cirrose)?

A princípio, para avaliar a fibrose existe a elastografia feita por ultrassom que mede a dureza do fígado.

Desta maneira, quando o fígado tem somente a gordura ele ainda está com a consistência normal.

Porém, quando há  fibrose pode ocorrer  a evolução da doença e o tecido fica endurecido. Certamente,  em alguns casos a biópsia hepática pode ser indicada.

Em outras palavras, mais importante do que a quantificação ou graduação de esteatose é a identificação de pacientes com esteatose hepática que evoluem ou que apresentam maior risco de desenvolver esteato-hepatite.

Simultaneamente aos exames de imagem, a biópsia hepática pode também ser o método de referência para este fim. Porém, é uma técnica invasiva, com potencial para complicações, e que está sujeita a erros de amostragem.

Por esse motivo, um dos maiores desafios, é a identificação de uma forma não invasiva, precisa, prática e reprodutível que possa substituir a análise histológica.

Neste sentido, a ressonância magnética (RM) é um método bastante promissor, em razão da sua capacidade única em extrair informações de diferentes componentes teciduais e identificar marcadores de atividade inflamatória, como depósito de ferro, edema e fibrose.

8. Qual a relação entre a gordura no fígado e  a Síndrome Metabólica? 

Em outras palavras, a esteatose hepática não alcoólica está associada com obesidade, diabetes tipo 2 e dislipidemias (aumento de colesterol / gorduras no sangue).

Assim também, a doença hepática gordurosa não alcoólica pode fazer parte da Síndrome Metabólica se estiver associada a 3 ou mais dos seguintes fatores de risco:

  • obesidade central;
  • resistência a insulina;
  • hiperlipidemia;
  • hiperglicemia;
  • hipertensão arterial.

9. Quais são os fatores de risco?

Seja como for, os principais fatores de risco ou causas de gordura no fígado estão relacionados a seguir e foram classificados em primários, secundários e doenças ou condições clínicas associadas.

Primários

  • Obesidade e sobrepeso com obesidade central;
  • Diabetes mellitus;
  • Dislipidemia (aumento do colesterol e/ou triglicérides);
  • Hipertensão arterial.

Secundários

  • Medicamentos: amiodarona, corticosteroídes, estrógenos, tamoxifeno;
  • Toxinas ambientais: produtos químicos;
  • Esteroides anabolizantes;
  • Cirurgias abdominais: bypass jejuno-ileal, derivações bilio-digestivas.

Doenças que podem ter a gordura no fígado de forma associada:

  • Hepatite crônica pelo vírus C;
  • Síndrome de ovários policísticos;
  • Hipotireoidismo;
  • Síndrome de apneia do sono;
  • Hipogonadismo;
  • Lipodistrofia, abetalipoproteina, deficiência de lipase ácida.

10. Qual relação entre hormônios e “gordura no fígado”?

De modo geral, a maioria dos pacientes com “gordura no fígado” sofre de obesidade, resultado do desbalanço do consumo alimentar e do gasto energético.

Ou seja, a alimentação está relacionada geralmente aos alimentos ricos em gordura e açúcares, que ativam receptores opióides e de dopamina no núcleo accumbens, uma área responsável pelos desejos.

Contudo, os macronutrientes como a frutose (açúcar das frutas) aumentam o fluxo cerebral para áreas responsáveis por motivação e recompensa, ocorrendo falha em reduzir a saciedade.

Dessa forma, ocorre uma redução de hormônios do intestino que promovem a saciedade chamada de glucagon e aumenta o hormônio que aumenta a fome, a grelina.

Portanto, essas mudanças são associadas ao aumento de triglicerídeos que ajuda na fisiopatologia da “gordura no fígado.

11. Qual relação e “gordura no fígado”, nutrição e disbiose intestinal (alteração/mudanças na flora intestinal)?

Juntamente com o consumo aumentado de gorduras e  açúcares  existe a questão da alteração da  flora bacteriana intestinal.

Com isso, acaba-se gerando um processo inflamatório, que com a ruptura das junções das células intestinais,  permite a passagem de bactérias para a circulação liberando citoquinas inflamatórias que promove a inflamação e a esteatose hepática.

12. Existe tratamento para “gordura no fígado”?

Sim!

Seja como for, o tratamento da gordura no fígado  inclui a orientação alimentar, o tratamento da dislipidemia (aumento de colesterol /triglicérides no sangue) com estatinas, controle da glicemia (açúcar no sangue) e pesquisa para cirrose e de câncer.

Portanto, mudanças no estilo de vida, uma alimentação equilibrada aliada a prática de exercícios físicos, ajudam na recuperação do órgão.

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Gordura no fígado: sintomas, causas e como eliminar?

O Que é Esteatose Hepática (gordura no fígado)?

O acúmulo de gordura no fígado, tecnicamente chamado de esteatose hepática, é um problema bastante comum que pode ser causado por fatores de risco como obesidade, diabetes, colesterol alto e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Apesar de nem sempre existirem sintomas, é possível que algumas pessoas sintam dor no lado direito do abdômen, barriga inchada, enjoos, vômitos e mal-estar geral. Na presença desses sintomas, deve-se consultar um hepatologista para realizar exames que avaliam o funcionamento do fígado e a gravidade da doença. Confira alguns dos exames que avaliam a saúde do fígado.

A gordura no fígado pode ser controlada com alterações na dieta e a prática regular de exercício físico, sendo importante seguir o tratamento adequado para evitar complicações como a cirrose.

A gordura no fígado pode ser classificada de acordo com a sua gravidade em:

  • Grau 1 ou Esteatose hepática simples: o excesso de gordura é considerada inofensivo. Geralmente não existe qualquer sintoma e só se descobre o problema através de um exame de sangue de rotina;
  • Grau 2 ou Esteatose hepática não alcoólica: além do excesso de gordura, o fígado fica inflamado., podendo levar ao surgimento de alguns sintomas como dor no lado direito do abdômen e barriga inchada;
  • Grau 3 ou Fibrose hepática: existem gordura e inflamação que causam alterações no órgão e nos vasos sanguíneos ao seu redor, mas o fígado ainda funciona normalmente;
  • Grau 4 ou Cirrose hepática: é a fase mais grave da doença e surge após anos de inflamação, sendo caracterizada por alteração em todo o fígado que causa redução do seu tamanho e deixa sua forma irregular. A cirrose pode evoluir para câncer ou morte do fígado, sendo necessário fazer um transplante de órgão.

Assim, além de avaliar a quantidade de gordura no órgão, também é importante verificar a presença de inflamação, pois ela é a principal causa da morte das células deste órgão.

 Para avaliar a progressão da doença, o médico pode indicar a relização da elastografia hepática, que é um exame rápido e sem dor e que é bastante eficaz no acompanhamento da pessoa com doença hepática.

Entenda como é feita a elastografia hepática.

Principais sintomas

Normalmente durante os primeiros estágios da doença não existe qualquer tipo de sintoma e, por isso, a esteatose é muitas vezes descoberta acidentalmente através de exames para diagnosticar outras doenças.

No entanto, nos estágios mais avançados, podem surgir dor no lado direito superior do abdômen, perda de peso sem explicação, cansaço e mal-estar geral, com enjoos e vômitos, por exemplo.

Em casos de cirrose, outros sintomas também podem surgir, como pele e olhos amarelados, coceira no corpo e inchaço na barriga, nas pernas e nos tornozelos.

Confira uma lista mais completa dos sintomas da esteatose hepática.

Principais causas de esteatose hepática

As causas de gordura no fígado ainda não etão muito bem esclarecidas, no entanto o mecanismo que leva ao surgimento da doença é motivo de diversas pesquisas atualmente.

Acredita-se que o acúmulo de gordura no fígado está relacionado com o desequlíbrio entre o consumo e síntese de gordura pelo corpo e sua utilização e eliminação.

Esse desequilíbrio, por sua vez, poderia estar relacionado com fatores genéticos, nutricionais e ambientais.

Apesar das causas ainda não serem conhecidos, o risco de desenvolver gordura no fígado é muito superior em pessoas que consomem bebidas alcoólicas, além de poder ser aumentado quando há outros fatores de risco, como:

  • Obesidade;
  • Diabetes tipo 2;
  • Pressão alta;
  • Colesterol alto;
  • Idade superior a 50 anos;
  • Ser fumante;
  • Ter hipotireoidismo.

Além disso, a cirurgia bariátrica e outros procedimentos para emagrecer aumentam o risco de desenvolver gordura no fígado devido a alterações no metabolismo causadas pela perda rápida de peso. Porém, este problema também pode surgir em pessoas que não têm qualquer fator de risco, podendo até afetar crianças e mulheres grávidas.

Como confirmar o diagnóstico

As alterações no fígado podem ser detectadas inicialmente através de um exame de sangue que avalia as substâncias produzidas por esse órgão. E, caso existam valores alterados, que indiquem que o fígado não está funcionando bem, o médico pode pedir exames complementares como o ultrassom, a tomografia, a elastografia hepática, ressonância magnética ou uma biópsia.

No entanto, é importante destacar que nem sempre a gordura no fígado causa alterações nos exames de sangue, o que pode atrasar o diagnóstico da doença até que o paciente faça uma ultrassonografia para investigar outros problemas.

Como é feito o tratamento

O tratamento para gordura no fígado é feito principalmente com alterações na dieta, prática regular de exercícios físicos e a eliminação do consumo de álcool. Além disso, também é necessário perder peso e controlar doenças que pioram o problema, como diabetes, hipertensão e colesterol alto, por exemplo. Veja um exemplo de como deve ser a dieta para gordura no fígado.

Não existem remédios específicos para tratar a esteatose hepática, mas o médico pode recomendar as vacinas contra hepatite B, para prevenir o aparecimento de mais doenças no fígado. Alguns remédios caseiros também podem ser utilizados para auxiliar no tratamento, como o chá de cardo-mariano ou o chá de alcachofra, sendo importante primeiro pedir autorização do médico antes de usá-los.

O vídeo a seguir traz dicas da nossa nutricionista para controlar e reduzir a gordura no fígado:

Teste de conhecimentos

Faça nosso teste rápido de conhecimentos para descobrir se sabe como cuidar corretamente da esteatose hepática:

Источник: https://www.tuasaude.com/gordura-no-figado/

Gordura no fígado (esteatose hepática)

O Que é Esteatose Hepática (gordura no fígado)?

Gordura no fígado, ou esteatose hepática, é uma condição cada dia mais comum, que pode manifestar-se também na infância e atinge mais as mulheres. A estimativa é que 30% da população apresentem o problema.

Esteatose hepática é um distúrbio que se caracteriza pelo acúmulo de gordura no interior das células do fígado, uma glândula situada do lado direito do abdômen por onde circula grande quantidade de sangue. De coloração marrom-avermelhada, o fígado exerce mais de 500 funções fundamentais para o organismo.

Veja também: Leia artigo sobre gordura no fígado

O aumento de gordura dentro dos hepatócitos, constante e por tempo prolongado, pode provocar uma inflamação capaz de evoluir para quadros graves de hepatite gordurosa, cirrose hepática e até câncer. Nesses casos, o fígado não só aumenta de tamanho, como adquire um aspecto amarelado.

Também conhecida por doença hepática gordurosa, gordura no fígado ou fígado gorduroso, a esteatose hepática é uma condição cada dia mais comum, que pode manifestar-se também na infância e atinge mais as mulheres. A estimativa é que 30% da população apresentem o problema e que aproximadamente metade dos portadores possa evoluir para formas mais graves da doença.

Causas

As esteatoses hepáticas podem se classificadas em alcoólicas (provocadas pelo consumo excessivo de álcool) e não alcoólicas.

Sobrepeso, diabetes, má nutrição, perda brusca de peso, gravidez, cirurgias e sedentarismo são fatores de risco para o aparecimento da esteatose hepática gordurosa não alcoólica.

Há evidências de que a síndrome metabólica (pressão alta, resistência à insulina, níveis elevados de colesterol e triglicérides) e a obesidade abdominal estão diretamente associadas ao excesso de células gordurosas no fígado.

Num número bem menor de casos, pessoas magras, abstêmias, sem alterações de colesterol e glicemia, podem desenvolver quadros de esteatose hepática gordurosa.

Sintomas

Nos quadros leves de esteatose hepática, a doença é assintomática. Os sintomas aparecem quando surgem as complicações da doença. Num primeiro momento, as queixas são dor, cansaço, fraqueza, perda de apetite e aumento do fígado.

Nos estágios mais avançados de esteato-hepatite, caracterizados por inflamação e fibrose que resultam em insuficiência hepática, os sintomas mais frequentes são ascite (acúmulo anormal de líquido dentro da cavidade abdominal), encefalopatia e confusão mental, hemorragias, queda no número de plaquetas, aranhas vasculares, icterícia.

Veja também: Você já ouviu falar sobre gordura no fígado?

Diagnóstico

Com frequência, nas fases iniciais, o diagnóstico da esteatose hepática gordurosa não alcoólica é feito por meio de exames de rotina laboratoriais ou de imagem.

Uma vez detectada a alteração, é indispensável estabelecer o diagnóstico diferencial com outras hepatites, ou doenças autoimunes e genéticas, ou pelo uso de drogas, uma vez que a enfermidade não apresenta um quadro clínico característico.

Surgindo a suspeita, porém, o importante é levantar a história do paciente que deve passar por minucioso exame físico e submeter-se a exames de sangue para medir os níveis das enzimas hepáticas.

Embora a ultrassonografia, a tomografia e a ressonância magnética sejam muito úteis para avaliar possíveis alterações no fígado, há casos em que a confirmação do diagnóstico depende de biopsia.

Entre todos, porém, o exame mais importante para diagnóstico da enfermidade é a elastografia transitória, um método não invasivo e indolor que mede a elasticidade do tecido hepático e a quantidade de gordura acumulada no fígado.

Tratamento

Não existe um tratamento específico para o fígado com excesso de gordura. Ele é determinado de acordo com as causas da doença, que tem cura, e baseia-se em três pilares: estilo de vida saudável, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos. São mais raros os casos em que se torna necessário introduzir medicação

Recomendações

Algumas medidas são indispensáveis para prevenir o acúmulo de gordura no fígado ou para reverter o quadro já instalado.

  • Esteja atento às medidas da circunferência abdominal, que não devem ultrapassar 88 cm nas mulheres e 102 cm nos homens;
  • Procure manter o peso dentro dos padrões ideais para sua altura e idade, mas cuidado. Dietas restritivas que provocam emagrecimento muito rápido podem piorar o quadro;
  • Beba com moderação durante a semana e nos fins de semana também;
  • Restrinja o consumo dos carboidratos refinados e das gorduras saturadas. Substitua esses alimentos pelos integrais e por azeite de oliva, peixes, frutas e verduras.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/gordura-no-figado-esteatose-hepatica/

O que é a gordura no fígado? Conheça a esteatose hepática e suas causas

O Que é Esteatose Hepática (gordura no fígado)?

O fígado aguenta décadas de agressões sem dar sintoma algum de esgotamento. Se por um lado essa robustez é uma vantagem, por outro mascara uma doença que cresce assustadoramente: a esteatose hepática não alcoólica, a popular gordura no fígado. O que ela é e o que causa?

“Estima-se que ela já atinja 40% dos adultos que moram no Ocidente”, conta o hepatologista Raymundo Paraná, presidente da Associação Latino-Americana para o Estudo do Fígado.

Claro que esse fenômeno não vem sozinho: ele é resultado (e anda ao lado) de desgovernos em outras redondezas do corpo. Ora, de acordo com o Ministério da Saúde, 54% dos brasileiros estão acima do peso e 18% são considerados obesos — estatística que sobe a cada ano que passa.

“Isso se reflete num pacote de malefícios que chamamos de síndrome metabólica, com o aparecimento de alterações no colesterol, hipertensão, diabetes e a esteatose”, observa o gastroenterologista Fernando Wolff, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

O caráter silencioso, inclusive, faz o acúmulo de gordura ser uma condição ainda mais perigosa: como não há queixas, o sujeito vive anos sem se preocupar com o que se passa dentro do abdômen. Nesse meio-tempo, o­ risco de sofrer um ataque cardiovascular, como infarto ou AVC, duplica.

“Para piorar, 15% desses indivíduos evoluem para um quadro mais sério, a esteato-hepatite”, calcula Paraná. Nessas circunstâncias, o pobre fígado é refém de inflamação e lesões e não consegue trabalhar direito. Se nada for feito, um câncer ou uma cirrose são a próxima etapa.

A coisa está realmente feia mundo afora: nos Estados Unidos, a esteatose superou o alcoolismo e virou a segunda principal razão para fazer um transplante hepático — só fica atrás das hepatites virais. Um levantamento da Universidade Austral, na Argentina, mostra que os tumores provocados pela enfermidade aumentaram sete vezes na América Latina entre 2005 e 2012.

A boa notícia é que dá pra intervir bem antes de o fígado ir para o brejo. Basta fazer um ultrassom para ter o diagnóstico e, a partir daí, iniciar uma terapia simples e efetiva — sem a necessidade de tomar remédios! “O pilar do tratamento é emagrecer por meio de mudanças na dieta e prática de exercícios”, resume o hepatologista João Marcello de Araujo Neto, do Instituto Nacional de Câncer.

Descubra, nos tópicos abaixo, por que o fígado é tão importante e como ele desenvolve esse problema.

Para que serve o fígado?

  • Produção da bile, substância que ajuda na digestão dos alimentos gordurosos.
  • Fabricação das partículas que transportam colesterol (LDL, HDL…).
  • Armazenamento e liberação de glicose, a nossa grande fonte de energia.
  • Limpeza do organismo por meio da eliminação de resíduos tóxicos.
  • Processamento e aproveitamento de medicamentos e hormônios.
  • Destruição das células vermelhas do sangue que estão com algum defeito.
  • Depósito das vitaminas A, B12, D e E e de minerais como ferro e cobre.

Como surge a esteatose hepática não alcoólica

1. Excesso de peso, sedentarismo e dieta desbalanceada fazem com que a quantidade de glicose no sangue suba demais.

2. Com o passar do tempo, esse cenário leva à resistência à insulina. Isto é, esse hormônio não consegue mais colocar o açúcar para dentro das células.

3. A sobrecarga de glicose vai parar no fígado. Em células chamadas hepatócitos, ela é transformada em triglicérides, um tipo de gordura.

4. Como o organismo já tem energia de sobra, esses triglicérides ficam armazenados nessas células, que se tornam cada vez mais gorduchas. É a esteatose hepática

5. Com o tempo, os hepatócitos gorduchos perdem eficiência e parte de seu funcionamento.

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6. A falta de células hepáticas em bom estado gera um estresse danado no fígado, que entra em estado de inflamação.

7. Vários hepatócitos morrem. Em seu lugar, surge um tecido fibroso parecido com uma cicatriz.

8. Esse processo pode terminar de dois jeitos ruins: ou aparece um câncer ou uma cirrose.

Como é feito o diagnóstico

Como o problema não dá sintomas, o jeito é apelar aos exames de rotina para flagrá-lo:

Sangue: As enzimas ALT e AST (também conhecidas como TGO e TGP) estão elevadas? Sinal de que algo não está bem no fígado.

Ultrassom: Permite avaliar o estado da glândula e ver se há muita gordura por ali.

Biópsia: Necessária para determinar a gravidade e a extensão do quadro.

Como diminuir a gordura no fígado

1. Dieta e exercício fazem a pessoa perder peso. Isso derruba as taxas de glicose e alivia a resistência à insulina.

2. Com isso, os triglicérides são liberados aos poucos pela glândula na forma de VLDL, que serve de energia para várias partes do organismo.

3. O emagrecimento, contudo, precisa ser gradual. Assim, as reservas de gordura localizadas no abdômen são descartadas sob medida.

4. Uma perda de peso veloz faz muita gordura do tecido adiposo ser despejada e se encaminhar em bloco para o fígado, o que desencadeia uma inflamação.

O fígado também pode ser prejudicado por outros vilões

Álcool: O abuso na bebida segue como um dos principais causadores de cirrose no mundo.

Vírus: Os agentes infecciosos por trás das hepatites A, B e C são os mais preocupantes.

Remédios: Em longo prazo, o uso incorreto ou exagerado de medicamentos gera uma pane ali.

DNA: Já foram identificadas mutações genéticas que aumentam o risco de desenvolver a esteatose.

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  • Açúcar
  • Bebidas alcoólicas
  • Fígado
  • Gordura
  • Gordura no fígado

Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/o-que-e-a-gordura-no-figado-conheca-a-esteatose-hepatica/

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