O que é hipertonia, sintomas, causas e tratamento

Espasticidade

O que é hipertonia, sintomas, causas e tratamento

A espasticidade muscular resulta de uma lesão no sistema nervoso central e cursa com o aumento de um reflexo num músculo ou grupo(s) muscular(es) por perda do controlo central que é feito pelo cérebro.

Este aumento do tónus ou hipertonia é involuntário e por definição depende da velocidade do movimento aplicado durante a avaliação do segmento do corpo envolvido. Acompanha-se por hiperreflexia e o doente pode referir espasmos.

Os músculos perdem a capacidade de relaxar e estão constantemente contraídos. Possui uma fisiopatologia e um significado diferente da rigidez que resultada da imobilidade e não depende da velocidade utilizada na avaliação dos músculos afetados.

A espasticidade altera o equilíbrio entre os músculos agonistas e antagonistas, prejudica os movimentos e interfere com a atividade que o doente pretende desenvolver como por exemplo vestir-se, tomar banho, alimentar-se, escrever, realizar as transferências ou deambular.

No entanto, a espasticidade pode ser benéfica e útil se o doente a utilizar por exemplo para pendurar e transportar um saco na mão semi-fechada ou ainda para assumir a posição de pé quando a espasticidade se localiza nos membros inferiores.

A espasticidade pode manifestar-se de forma precoce nos primeiros meses após a lesão neurológica ou mais tardiamente só após vários meses.

A intervenção terapêutica é precedida da avaliação e do estabelecimento de objetivos para o tratamento. Os objetivos são personalizados e envolvem a definição de metas realistas que devem ser atingidas no período de tempo estabelecido. São definidos com os doentes, familiares e/ou cuidadores e a equipa de reabilitação.

Gravidade da espasticidade

O grau de espasticidade é frequentemente avaliado pela escala de Ashworth modificada e classificado em 5 grupos de gravidade crescente, conforme descrevemos de seguida.

  • 0 – Sem alteração do tônus muscular;
  • 1 – Discreto aumento do tônus muscular com resistência mínima nos últimos graus do movimento;
  • 1+ – Aumento do tônus muscular em menos de metade da amplitude do movimento; as partes afetadas são mobilizadas com facilidade;
  • 2 – Aumento do tónus em mais de metade do arco do movimento; as partes afetadas são mobilizadas com facilidade;
  • 3 – Acentuado aumento do tônus muscular. Embora com grande dificuldade é possível completar as amplitudes articulares no movimento passivo;
  • 4 – O segmento afetado é rígido,em flexão ou em extensão

Causas da espasticidade

As lesões do sistema nervoso central como as lesões do cérebro ou as lesões da medula espinhal podem ser a causa da espasticidade. No entanto, nem todos os doentes desenvolvem espasticidade ou as complicações associadas a esta entidade. São

causas frequentes de espasticidade a paralisia cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC), o traumatismo craneo-encefálico, a lesão medular, a esclerose múltipla e a esclerose lateral amiotrófica.

Os doentes com paralisia do nervo facial podem desenvolver uma reinervação anómala responsável por aumento da atividade motora, contração muscular, sinquinésias e assimetria da face, com um quadro clínico idêntico aos dos doentes com espasticidade.

Sintomas da espasticidade

A espasticidade pode ser focal, regional ou generalizada.

Os principais sintomas relacionam-se com a presença de movimentos involuntários como os espasmos, reações associadas indesejáveis e pela incapacidade para utilizar os músculos espásticos e realizar os movimentos pretendidos.

Os músculos espásticos apresentam-se contraídos, com menor capacidade para relaxar e para produzir força.

Por estes motivos pode surgir incapacidade para levantar o braço, esticar o cotovelo e abrir a mão e podem ocorrer quedas frequentes durante a marcha ou dores fortes nos movimentos realizados pelo próprio ou pelos cuidadores.

A espasticidade associa-se a maior dificuldade na realização dos movimentos, traduz-se em aumento da fadiga nas atividades diárias incluindo a deambulação e pode prejudicar o posicionamento do doente como por exemplo na permanência no leito ou na cadeira de rodas.

Os principais sinais clínicos são o aumento do tónus, a presença de clónus, aumento dos reflexos osteotendinosos, diminuição das amplitudes articulares, alteração do posicionamento dos membros superiores e inferiores e alteração do padrão de marcha.

São complicações frequentes da espasticidade mais grave a dor, a deformidade articular, a luxação ou sub-luxação da anca, o encurtamento musculo-tendinoso e ligamentar e as úlceras de pressão ou escaras.

Diagnóstico na espasticidade

O diagnóstico da espasticidade é clínico baseado na anamnese e no conhecimento da etiologia, nomeadamente no conhecimento da patologia neurológica envolvida. Apoia-se no exame físico que incluir a mobilização passiva e ativa do segmento afetado e a avaliação funcional com análise dos posicionamentos, transferências, movimentos seletivos e da marcha.

A análise cinemática da marcha e a baropodografia permitem uma importante avaliação e reavaliação qualitativa e quantitativa antes e após o tratamento.

A espasticidade tem cura?

A espasticidade tem bom prognóstico quando diagnosticada e tratada precocemente evitando desta forma as suas graves complicações.

Saiba, de seguida, como tratar a espasticidade.

Tratamento da espasticidade

A espasticidade pode ser controlada recorrendo a tratamentos de fisioterapia, terapia ocupacional e utilização de ortóteses de posicionamento também conhecidas como talas, bem como de calçado adaptado quando indicado. Devem ainda ser corrigidos os fatores agravantes como os estímulos nociceptivos, os posicionamentos incorretos e o sedentarismo.

Quando pelos meios acima referidos ou se a espasticidade for mais acentuada e não estiver controlada o doente pode ser medicado com medicamentos (ou remédios) anti-espásticos como o baclofeno e a tizanidina. O baclofeno pode ser administrado por via oral ou se a espasticidade for acentuada e resistente à terapêutica oral por via intratecal, com implantação de uma bomba infusora.

A administração intra-muscular electiva de toxina Botulínica é a terapêutica de eleição em doentes com espasticidade focal ou regional em que os músculos a tratar e a posologia são selecionados após avaliação do doente e identificação dos objetivos do tratamento.

A toxina Botulínica tem ainda um efeito benéfico no alívio da dor pela diminuição da libertação dos neurotransmissores da dor na fenda sináptica. A toxina Botulínica é aplicada localmente na placa neuromotora por injeção no músculo responsável pela espasticidade e possui um efeito transitório.

O efeito da medicação sobre o local da aplicação pode ter uma duração de pelo menos 6 meses, com um tempo de efeito ótimo entre 3 a 4 meses, podendo ser necessário repetir posteriormente a aplicação por perda da eficácia.

O intervalo entre as administrações deve ser respeitado e não inferior a 2 meses de forma a minimizar o risco de desenvolvimento de anticorpos que anulariam a eficácia deste medicamento em aplicações posteriores.

A intervenção que inclua exercícios e atividades dirigidas aos objetivos pré-definidos potencia os bons resultados do tratamento farmacológico com melhoria da qualidade do movimento e consequentemente da qualidade de vida do doente.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/fisioterapia/espasticidade/

Hipertensão: causas, sintomas, diagnóstico e como baixar a pressão

O que é hipertonia, sintomas, causas e tratamento

A hipertensão arterial é o aumento anormal – e por longo período – da pressão que o sangue faz ao circular pelas artérias do corpo. Não à toa, a doença também é chamada de pressão alta.

Para chegar a cada parte do organismo, o sangue bombeado a partir do coração exerce uma força natural contra as paredes internas das artérias. Os vasos, por sua vez, oferecem certa resistência a essa passagem. E é essa disputa que determina a pressão arterial.

A pressão varia ao longo do dia. Numa pessoa deitada, ela fica mais baixa. Quando nos movimentamos, os valores sobem, porque o cérebro avisa que o corpo precisa de mais energia.

A pressão é apresentada em milímetros de mercúrio (mmHg). O indivíduo é considerado hipertenso quando sua pressão fica maior ou igual a 14 por 9 na maior parte do tempo. A partir desse limite, o risco de ocorrerem doenças cardiovasculares, renais e por aí vai é significativamente maior. Aliás, entidades americanas já até baixaram o sarrafo para 13 por 8.

Para fazer a medição, é utilizado um aparelho chamado esfigmomanômetro, posicionado em volta do braço, e um estetoscópio para ouvir os sons do peito.

O primeiro número é registrado no momento em que o coração libera o sangue. Essa é a pressão sistólica, ou máxima – o recomendável é que não passe de 12 mmHg. O segundo valor é a pressão diastólica, ou mínima.

O ideal é que fique em torno de 8 mmHg. É o famoso 12 por 8.

Quando a pressão fica descontrolada, o coração é o órgão mais afetado. Como a circulação está prejudicada pelo aperto nas artérias coronárias, ele não recebe sangue e oxigenação suficientes – um quadro que leva ao sofrimento do músculo cardíaco, podendo ocasionar o infarto.

O acidente vascular cerebral (AVC), o popular derrame, é outra consequência frequente da hipertensão. Com as constantes agressões da pressão, as artérias da cabeça não conseguem se dilatar e ficam suscetíveis a entupimentos. Os picos hipertensivos acabam servindo de estopim para um vaso ficar completamente obstruído ou então se romper.

Além do derrame, a pressão alta provoca uma série de pequenas obstruções e hemorragias no cérebro. Ao longo do tempo, esses episódios destroem os neurônios – o quadro é denominado demência vascular e leva à perda de memória.

Os rins também deixam de filtrar o sangue a contento quando a hipertensão se instala por muito tempo, e essa falha pode provocar insuficiência renal.

A pressão alta interfere ainda nos vasos que irrigam a retina, tecido no fundo do olho crucial para captação das imagens. É por isso que alguns hipertensos relatam sofrer de visão embaçada.

Sinais e sintomas

A hipertensão é uma doença silenciosa. Se os sintomas abaixo surgirem, provavelmente ela já estará em fase mais avançada. O ideal, portanto, é detectá-la com exames.

Fatores de risco

– Histórico familiar: filhos de pais hipertensos têm um risco 30% maior de ter pressão alta

– Idade: a partir dos 60 anos de idade, as artérias perdem a flexibilidade

– Etnia: a doença é mais prevalente na população negra e asiática

– Obesidade

– Poluição

– Estresse

– Sono irregular

– Menopausa: a queda dos hormônios femininos danifica as artérias

– Excesso de bebida alcoólica

– Tabagismo

– Alto consumo de sal

– Sedentarismo

– Diabetes

– Doenças renais

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– Apneia do sono

– Hipertireoidismo

A prevenção

Um estilo de vida saudável influencia muito aqui. Dar um basta no sedentarismo, especialmente se valendo de atividades aeróbicas, como correr e nadar, induz a liberação óxido nítrico, substância vasodilatadora. Com as artérias relaxadas, a tendência é a pressão se manter mais baixa.

Verdade que, durante os treinos, é esperado que a pressão até suba um pouco – daí porque pacientes com hipertensão devem ter certos cuidados com os exercícios e buscar supervisão de um expert. Mas logo depois os números se estabilizam.

A alimentação é tão importante na prevenção da pressão alta que há uma dieta específica para esse fim. É a DASH, sigla em inglês para “dieta para combater a hipertensão”.

Ela foi criada em 1997 e se baseia em generosas doses de vegetais, frutas, legumes e grãos integrais no cardápio como forma de combater a elevação da pressão. São alimentos carregados de nutrientes como potássio, cálcio e magnésio – minerais que regulam a contração dos vasos sanguíneos e do coração.

O consumo de sódio, por outro lado, deve ser moderado. Ele é o principal componente do sal de cozinha, e exagerar na dose é um perigo. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é ingerir no máximo 5 gramas de sal por dia. Isso equivale a uma colher de chá.

Só não se esqueça de considerar os alimentos que têm sódio em sua composição, como o pãozinho, os temperos prontos, embutidos e produtos processados. Hoje, estima-se que o brasileiro consuma mais ou menos o dobro de sódio do que deveria. Essa é uma das razões pelas quais 30% da população possui hipertensão.

Não fumar, não extrapolar na ingestão de bebidas alcoólicas e driblar a insônia são atitudes bem-vindas. É importante também arrumar uma brecha na agenda para incluir momentos de prazer capazes de aliviar o estresse do dia a dia, outro sabotador das artérias.

O diagnóstico

Como a hipertensão não costuma dar sinais, é fundamental medir a pressão pelo menos uma vez por ano. Nas consultas de rotina, seja com o clínico geral ou algum especialista, sempre informe se algum parente sofre desse mal, sobretudo se for for o pai ou a mãe.

Para confirmar se uma pessoa possui pressão alta, a medição tem que ser feita em três dias diferentes. Antes de cada uma, o paciente deve seguir orientações como evitar tomar café ou bebidas estimulantes, descansar bem e relaxar.

Na hora do exame, não se deve conversar nem ficar se mexendo. Esses cuidados são importantes para que o resultado seja o mais confiável possível.

Se ainda assim restar alguma dúvida, o especialista solicita um exame que vigia a pressão ao longo de 24 horas – é o holter.

O rigor na medição ajuda ainda a identificar uma condição antes de chamada de pré-hipertensão – e agora rebatizada de pressão elevada. Entra nessa classificação quem estiver com a pressão acima dos 12 por 8 e abaixo dos 14 por 9, quando já se define a hipertensão propriamente.

Essa faixa intermediária, além de já causar eventuais estragos, revela que o indivíduo tem o dobro de risco de se tornar hipertenso. Quanto mais cedo essa ameaça é detectada, maior a chance de evitar que a doença se instale de vez.

Em mulheres grávidas, a atenção é ainda maior. Isso para impedir o aparecimento da pré-eclâmpsia. Trata-se de uma complicação da gestação marcada pelo aumento da pressão arterial na gravidez.

Essa condição aumenta a possibilidade de parto prematuro e, se não for controlada, evolui para eclâmpsia – quadro em que a mulher tem convulsões, com risco para a sua vida e a do bebê.

O tratamento

Uma pequena parcela de hipertensos (pequena, porém considerável) consegue dominar a doença apenas com ajustes no cardápio, exercícios físicos e controle do estresse. Para tomar a decisão de não entrar imediatamente com medicamentos, o médico se baseia em bons resultados gerais de exames como glicemia e colesterol e se os rins estão funcionando direito.

A ausência de outros problemas cardiovasculares também é considerada. Pesa ainda o fato de a pessoa ser ou não fumante.

As avaliações são periódicas. Em geral, depois de seis meses ele vai medir a pressão novamente. Se os valores caíram, é possível continuar nesse caminho, mas lembrando que a doença não foi eliminada e que, portanto, é preciso manter os cuidados.

Se mesmo depois das mudanças no estilo de vida a pressão continua subindo ou estabiliza apenas em um patamar elevadíssimo, o especialista prescreve remédio para controlar a situação. Ele indica, entre as diferentes categorias de antihipertensivos, aquela que vai trazer os melhores resultados em cada caso.

Alguns são diuréticos, ou seja, eliminam o excesso de sódio pelo xixi. Outros atuam como vasodilatadores. Há ainda os que impedem a entrada de cálcio nas artérias, diminuindo a resistência para a passagem do sangue. E um dos medicamentos mais usados impede a produção de angiotensina, molécula que faz os vasos se contraírem e aumenta a pressão.

A partir do estágio da doença classificado como moderado, a conduta é adotar dois ou mais antihipertensivos para atuar em diversas frentes.

Há também casos de hipertensão resistente – quando a pressão não fica abaixo de 14 por 9 mesmo com o uso de três classes de remédio.

Aí, o cardiologista pode lançar mão de inovações a exemplo de um aparelho que emite ondas de alta frequência na região dos rins.

Como nos hipertensos o cérebro manda uma mensagem errada a esses órgãos para liberarem substâncias vasoconstritoras, o objetivo do método é cortar essa comunicação.

Para isso, um cateter é introduzido na virilha e guiado até as artérias renais. Nesse ponto, é disparada uma radiação capaz de queimar alguns nervos, fechando assim a conexão com o sistema nervoso. Sem o estímulo enviado aos rins, os vasos podem se dilatar e a pressão tende a melhorar.

A conduta, entretanto, depende de cada caso. Mas o certo é que um estilo de vida balanceado sempre vai ajudar, não importa a gravidade.

Quer um resumão dessa doença? Então acompanhe o nosso vídeo sobre hipertensão da série SAÚDE em 90 Segundos:

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/hipertensao-causas-sintomas-diagnostico-e-como-baixar-a-pressao/

Hipertonia em bebês

O que é hipertonia, sintomas, causas e tratamento

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terça-feira, 20 de novembro de 2018 – Atualizado em 11/11/2020

O tônus muscular3 é o estado de contratilidade em que os músculos4 se encontram. Hipertonia1 é o aumento do tônus muscular3 normal, comum nos músculos4 dos membros superiores e inferiores de bebês2.

Todos os bebês2 nascem com uma hipotonia5 axial (parte central do corpo) e uma hipertonia1 dos membros superiores e inferiores, mas à medida que se desenvolvem, ambas as condições devem desaparecer entre o 3º e o 18º mês de vida.

Caso contrário, isso pode envolver um problema que exigirá tratamento.

Quais são as causas da hipertonia1 anormal em bebês2?

A hipertonia1 é mais frequente em bebês2 prematuros, pois seus músculos4 ainda não estavam prontos para nascer e, à medida que amadurecem fora do ambiente líquido do útero6 da mãe, eles o fazem de maneira diferente do normal.

Como no útero6 o bebê ficou flexionado, a hipertonia1 dos músculos4 extensores é normal em bebês2 nascidos antes da 32ª semana de gestação.

No entanto, a hipertonia1 pode acontecer também nos bebês2 nascidos a termo (após 37 semanas de gestação) porque o sistema nervoso7 deles ainda não está completamente amadurecido.

Quais são as principais características clínicas da hipertonia1 em bebês2?

Há uma hipertonia1 transitória benigna que desaparece por volta dos 18 meses de vida e não é causada por nenhum dano cerebral. Por outro lado, se ela se torna mais prolongada ou se é permanente, geralmente é devida a lesões8 cerebrais.

Os principais sinais9 e sintomas10 da hipertonia1 são:

  1. Bebê está em constante tensão.
  2. Mantém punhos cerrados e apertados.
  3. As pernas ficam em flexão tripla ou extensão total.
  4. Os pés em flexão plantar e com os dedos flexionados e apertados.
  5. Bebê geralmente é muito ereto11 desde o nascimento e com grande força no pescoço12.
  6. Bebê oferece resistência ao tentar mover um de seus membros.
  7. Apresenta-se em contração permanente e perde a elasticidade13, o que pode causar contraturas e deformidades esqueléticas.

A hipertonia1 patológica em lactentes14 geralmente é um dos sintomas10 que leva ao diagnóstico15 de paralisia16 cerebral, embora se saiba que a hipertonia1 também pode ser causada por uma variedade de outros fatores.

As lesões8 comuns que ocorrem no útero6, durante o parto ou logo após o parto que levam à hipertonia1 incluem: lesões8 na cabeça17, infecção18 no sistema nervoso central19, falta de oxigênio, acidente vascular20 encefálico, desnutrição21 e ingestão de metais pesados.

Bebês2 com sinais9 de hipertonia1 grave devem estar sob os cuidados de um médico qualificado o mais rápido possível, para evitar complicações. Levá-los ao neuropediatra é fundamental para avaliação e acompanhamento adequados.

A hipertonia1, com ou sem paralisia16 cerebral, pode resultar em cuidados médicos e fisioterápicos de longo prazo.

Saiba mais “Paralisia16 cerebral infantil”, “Microcefalia22” e “Meningites23”.

Como o médico diagnostica a hipertonia1 em bebês2?

Após uma cuidadosa história clínica são realizados o exame físico geral e o exame neurológico. Os dados do exame físico geral podem dar pistas sobre o diagnóstico15 neurológico. A presença de alterações no histórico de saúde24 e ao exame neurológico leva à classificação sindrômica desses achados.

Como o médico trata a hipertonia1 em bebês2?

Para tratar a hipertonia1 fisiológica25, é essencial que o bebê seja assistido por um fisioterapeuta. As crianças têm a capacidade de redirecionar seus cérebros se começarem a terapia suficientemente cedo.

Mas também há exercícios que os pais podem fazer em casa, sempre sob orientação de profissionais qualificados para evitarem danos maiores ao bebê e ao seu desenvolvimento: massagens relaxantes nas extremidades; movimentação de todas as articulações26, especialmente as das extremidades; verificação da higiene postural da criança para evitar deformidades na coluna e estímulo sensorial com vários objetos que devem ser passados em suas extremidades.

Como evolui a hipertonia1 em bebês2?

A tensão muscular sustentada interfere com o desenvolvimento normal das habilidades motoras da criança e pode levar a um atraso no desenvolvimento físico. A hipertonia1 fisiológica25 geralmente desaparece com o tempo.

Quais são as complicações possíveis da hipertonia1 em bebês2?

O fato de o músculo estar em contração contínua faz com que, ao longo do tempo, ele perca sua elasticidade13, terminando em contraturas, se não for tratado.

Isso leva à presença de desalinhamentos ósseos que podem gerar deformidades esqueléticas, como pé torto ou flexão de joelho, por exemplo.

É importante detectar o problema e fazer o tratamento correto a tempo de evitar essas consequências.

Leia também “Teste de Apgar”, “Baixo peso ao nascer” e “Hipoglicemia27 neonatal”.

ABCMED, 2018. Hipertonia em bebês. Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2021.

Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

1 Hipertonia: 1. Em biologia, é a característica de uma solução que apresenta maior concentração de solutos do que outra. 2. Em medicina, é a tensão excessiva em músculos, artérias ou outros tecidos orgânicos.

2 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).

3 Tônus muscular: Estado de tensão elástica (contração ligeira) que o músculo apresenta em repouso e que lhe permite iniciar a contração imediatamente depois de receber o impulso dos centros nervosos. Num estado de relaxamento completo (sem tônus), o músculo levaria mais tempo para iniciar a contração.

4 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.

5 Hipotonia: 1. Em biologia, é a condição da solução que apresenta menor concentração de solutos do que outra. 2. Em fisiologia, é a redução ou perda do tono muscular ou a redução da tensão em qualquer parte do corpo (por exemplo, no globo ocular, nas artérias, etc.)

6 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.

7 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.

8 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo.

Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais.

Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.

9 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.

10 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença.

Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal.

A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.

11 Ereto: 1. Que se mantém erguido, levantado; erecto. 2. Que se encontra em equilíbrio ou aprumado. 3. Que endureceu, que se tornou túrgido.

13 Elasticidade: 1. Propriedade de um corpo sofrer deformação, quando submetido à tração, e retornar parcial ou totalmente à forma original. 2. Flexibilidade, agilidade física. 3. Ausência de senso moral.

14 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).

15 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.

16 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.

18 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.

19 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.

20 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.

21 Desnutrição: Estado carencial produzido por ingestão insuficiente de calorias, proteínas ou ambos. Manifesta-se por distúrbios do desenvolvimento (na infância), atrofia de tecidos músculo-esqueléticos e caquexia.

22 Microcefalia: Pequenez anormal da cabeça, geralmente associada à deficiência mental.

23 Meningites: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.

24 Saúde: 1.

Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.

25 Fisiológica: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.

27 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas.

Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose.

Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.

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Источник: https://www.abc.med.br/p/saude-da-crianca/1326943/hipertonia+em+bebes.htm

Espasticidade: tratamentos e causas

O que é hipertonia, sintomas, causas e tratamento

A espasticidade é um distúrbio de controle muscular que é caracterizado por músculos tensos ou rígidos e uma incapacidade de controlar os músculos. Além disso, os reflexos podem persistir por muito tempo e podem ser muito fortes (reflexos hiperativos). Por exemplo, uma criança com um reflexo de agarrar hiperativo pode manter a sua mão em um punho apertado.

Causas

A espasticidade é causada por um desequilíbrio de sinais a partir do sistema nervoso central (cérebro e medula espinal) para os músculos. Algumas doenças ou condições que podem causar isso são:

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Sintomas de Espasticidade

Os sintomas da espasticidade podem ser:

  • Contração permanente do músculo e tendão devido à rigidez persistente e espasmos
  • Rigidez muscular
  • Rigidez articular
  • Movimentos involuntários bruscos
  • Reflexos alterados
  • Postura incomum
  • Posicionamento anormal de dedos, pulsos, braços ou ombros
  • Espasmos musculares
  • Cruzamento involuntário das pernas (isso é chamado de ” tesoura”, porque as pernas cruzam como a ponta de uma tesoura)
  • Dificuldade em controlar os músculos usados para falar
  • Contração muscular que limita sua amplitude de movimento ou previne as articulações de estender por todo o caminho
  • Dor nos músculos e articulações afetadas
  • Dor nas costas
  • Dificuldade em se mover
  • Deformidades ósseas e articulares.

Buscando ajuda médica

Entre em contato com o seu médico se:

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  • Você está enfrentando espasticidade pela primeira vez e não sabe a causa
  • Sua espasticidade está ficando mais grave ou está acontecendo com maior frequência
  • Sua espasticidade mudou consideravelmente
  • Você está com alguma articulação travada
  • Você tem úlceras de pressão ou pele vermelha
  • Seu nível de desconforto ou dor está aumentando
  • Você está encontrando dificuldades para realizar tarefas cotidianas.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar uma espasticidade são:

  • Clínico geral
  • Ortopedista
  • Neurologista.

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Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

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  • Quanto tempo faz que percebeu o problema pela primeira vez?
  • Durante quanto tempo durou?
  • Com que frequência a espasticidade aparece?
  • Quais os músculos afetados?
  • O que você percebeu que piora o problema?
  • O que você percebeu que melhora o problema?
  • Quais outros sintomas que você notou?.

Diagnóstico de Espasticidade

Para diagnosticar a espasticidade, o profissional de saúde irá observar seu histórico médico. Ele irá notar quais medicamentos você tomou e se há um histórico de doenças neurológicas ou musculares.

Vários testes podem ajudar a confirmar o diagnóstico.

Estes testes avaliam o seu braço e os movimentos das pernas, a atividade muscular, amplitude passiva e ativa de movimento e capacidade de realizar atividades de autocuidado.

Tratamento de Espasticidade

Os medicamentos utilizados no tratamento da espasticidade são:

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  • Toxina botulínica, injetada diretamente no músculo espástico
  • Baclofen (relaxante muscular)
  • Diazepam (sedativo)
  • Fenol (bloqueador de nervos)
  • Tizanidina (calmas espasmos e relaxa os músculos tensos).

Alguns desses medicamentos podem causar efeitos colaterais desagradáveis , tais como fadiga, confusão e náuseas. Não pare de tomar a sua medicação por conta própria, caso você sinta os efeitos colaterais.

Exercícios de alongamento para auxiliar no tratamento da espasticidade podem ser orientados por um médico ou fisioterapeuta. A cirurgia pode ser recomendada para a liberação do tendão ou a cortar o trajeto do nervo quando medicamentos e fisioterapia não melhorarem os sintomas.

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Convivendo/ Prognóstico

Pessoas com espasticidade podem tomar alguns cuidados especiais:

  • Evitar temperaturas extremamente quentes ou frias
  • Usar roupas folgadas e evitar roupas restritivas
  • Evitar a fadiga
  • Dormir bem
  • Caso fique na cadeira de rodas ou na cama por um período de tempo longo, certifique-se de mudar de posição muitas vezes ao dia.

A dor associada a espasticidade pode ser uma espécie de sensação de músculos apertados ou grave a ponto de produzir espasmos muito dolorosos.

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Espasticidade tem cura?

A perspectiva da espasticidade varia de cada pessoa e da doença associada a ela.

Referências

  • Instituto Nacional de Doenças Neurológicas e Derrames dos Estados Unidos
  • Departamento de Sáude dos Estados Unidos.

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Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/espasticidade

Sobre a Medicina
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