O que é Hipocloridria, sintomas, principais causas e tratamento

O que é hipocloridria?

O que é Hipocloridria, sintomas, principais causas e tratamento

Publicado em: 03 de janeiro de 2020

Hipocloridria é a diminuição da produção da substância conhecida quimicamente como ácido clorídrico no organismo. Pode ser encontrada dentro do estômago em um ambiente controlado.

O ácido clorídrico – HCl, de acordo com seus símbolos químicos – cumpre uma série de funções específicas no estômago. Essas funções são basicamente de proteção contra agentes externos e digestão.

O estômago produz ácido clorídrico através de células estomacais especializadas. As células produtoras de ácido são estimuladas pela substância histamina, que por sua vez é estimulada pelo hormônio gastrina. Por outro lado, quando o ácido é suficiente ou excessivo, o próprio estômago indica ao corpo que deixe de ser estimulado com gastrina.

Em condições normais, se o sistema de autorregulação funcionar, não haverá gastrite ou hipocloridria. Entretanto, se a geração de ácido clorídrico diminui muito abaixo dos níveis desejados, fala-se em hipocloridria e até mesmo de acloridria quando nenhum ácido é gerado.

Entre as propriedades do ácido clorídrico no estômago, podemos destacar que:

  • Desnatura as proteínas que ingerimos para poder processá-las.
  • Participa no processo digestivo de carboidratos.
  • Destrói os micro-organismos nocivos que podem entrar no corpo juntamente com os alimentos.

Embora pareça uma situação sem gravidade, a hipocloridria tem sido associada ao câncer de estômago. Pacientes que sofrem com esse distúrbio há muito tempo são mais propensos a essa neoplasia.

Causas da hipocloridria

Ao longo do tempo, várias causas de hipocloridria foram determinadas. Entre elas, as mais importantes são:

  • Estados de estresse e ansiedade: uma das causas mais importantes de hipocloridria. Diante do estresse, as células podem parar de produzir ácido clorídrico.
  • Envelhecimento: ao longo dos anos, nossas células perdem a função devido à deterioração da idade. Entre essas funções perdidas está a secreção hormonal correta, sendo assim, a gastrina pode ser afetada. Além disso, as células produtoras de ácido clorídrico também envelhecem e diminuem o seu metabolismo. Estima-se que entre as pessoas com mais de sessenta anos haja uma prevalência de hipocloridria em trinta por cento.
  • Uso abusivo de antiácidos: pessoas que sofrem de gastrite repetida correm o risco de usar medicamentos como a ranitidina ou o omeprazol em excesso. Esses medicamentos bloqueiam a produção de ácido para aliviar os sintomas da gastrite. No entanto, embora seja o efeito desejado, o uso excessivo pode levar à hipocloridria.
  • Distúrbios da hipófise: quando esse órgão funciona incorretamente, a via de comunicação hormonal entre gastrina e histamina pode ser alterada.
  • Hipotireoidismo: porque é uma doença que afeta muitas funções corporais, a baixa presença de hormônios da tireoide também afeta o eixo hormonal da gastrina e da histamina.
  • Cirurgias gástricas: alguns procedimentos invasivos no estômago têm como efeito adverso a alteração na produção de ácido clorídrico. Principalmente cirurgias em que parte do órgão é ressecada, subsequentemente levam à hipocloridria.

Sintomas de hipocloridria

Não é tão fácil determinar que há baixa produção de ácido clorídrico. A hipocloridria apresenta sintomas semelhantes a outras patologias e portanto, confunde sua apresentação com outras condições.

Sob suspeita, os médicos possuem alguns recursos de diagnóstico para descartar outras doenças. De qualquer forma, sabe-se que a hipocloridria é mais comum de ocorrer quando há:

  • Alterações na digestão de carnes: depois de comer um pouco de carne, o corpo não a processa adequadamente ou com a velocidade que deveria.
  • Gases e inchaço: a digestão mais lenta devido ao déficit de ácido clorídrico produz mais gases intestinais.
  • Anemias: na hipocloridria, menos nutrientes são absorvidos incluindo ferro e vitamina B12. Sendo assim, podem ocorrer problemas de anemia crônica difíceis de controlar.
  • Gastroenterite: quando a proteção contra micro-organismos externos falha, a gastroenterite infecciosa aparece repetidamente.
  • Colesterol alto: quando falta o ácido clorídrico para auxiliar na digestão, o processo de absorção de gordura é alterado, com a consequente possibilidade de aumentar o colesterol que circula no sangue.

Tratamentos para hipocloridria

Se o médico detectar uma patologia básica que causa hipocloridria, como por exemplo, hipotireoidismo, ele concentrará seu tratamento na referida doença. Uma vez resolvido o distúrbio subjacente, os sintomas devem desaparecer.

Pelo contrário, se a hipocloridria não tiver uma causa clara, serão tomadas medidas gerais. Essas diretrizes ajudam o corpo humano a recuperar a produção adequada de ácido clorídrico. Essas medidas são:

  • Mastigar devagar: a mastigação indica ao corpo que a digestão começará, então os mecanismos para isso serão ativados. Enquanto mastigamos, o hormônio gastrina, entre outros, começa a funcionar.
  • Infusões quentes: o uso de bebidas quentes após o almoço ou jantar estimula a produção de ácido clorídrico. É um mecanismo natural que pode ser utilizado. O oposto acontece com a água fria, que não é indicada na hipocloridria porque inibe a geração de ácido gástrico.
  • Substâncias naturais: vinagre de maçã, mel e sal marinho são produtos associados à estimulação do ácido clorídrico. Estes são apenas adjuvantes no âmbito de outras medidas que devem ser tomadas no caso da hipocloridria.

Em conclusão

A baixa produção de ácido clorídrico pode ser o gatilho para vários desconfortos digestivos. Está inclusive associada à anemia e aos altos níveis de colesterol. Portanto, é adequado receber um diagnóstico oportuno e, assim, determinar o tratamento adequado de acordo com a causa.

Fonte: Melhor Com Saúde 

Источник: http://clinicadmi.com/artigos/o-que-hipocloridria,4407

Dispepsia (indigestão): o que é, sintomas, remédios e tipos | MS

O que é Hipocloridria, sintomas, principais causas e tratamento

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Dispepsia (indigestão), muito confundida com gastrite e má digestão, é uma compilação de sintomas comuns, como eructação (arrotos), náuseas, flatulência, vômitos, sensação de queimação na “boca” do estômago e inchaço, que são sentidos na região superior do abdômen, em geral logo após o consumo de alimentos.

Está relacionada a problemas no peristaltismo, que são contrações involuntárias do sistema digestivo para auxiliar a comida no seu trajeto correto. Não se trata de uma condição grave, mas pode trazer consequências quando não tratada.

A dispepsia é muito comum, cerca de 20% da população já sentiu algum sintoma. Já no Brasil, a incidência é de 40%.

Dores no estômago ou dor nas costas não são sintomas de dispepsia. É necessário verificar se não consiste em constipação em vez de indigestão. Dispepsia é muito confundido com gastrite, que é uma inflamação no estômago, que pode ou não causar sintomas parecidos.

Dispepsia, azia e refluxo ácido: qual é a diferença?

A azia pode ser um sintoma da dispepsia, porém a azia é associada a doença de refluxo ácido, que consiste na regurgitação do conteúdo do estômago (pode ser logo após comer ou horas depois) ou ácido no esofago.

Tipos e causas de dispepsia

Os tipos da dispepsia está relacionado a suas causas. Entenda:

Dispepsia orgânica

Causadas por doenças orgânicas encontradas no trato digestório como:

  • Úlceras pépticas;
  • Cálculo biliar;
  • Esofagite;
  • Pancreatite;
  • Hérnia de hiato;
  • Gastrite;
  • Câncer de estômago(raro);
  • Doença da tireoide.

Dispepsia funcional

A dispepsia está relacionada a diversos hábitos alimentares como o consumo excessivo de álcool e cigarro, comer rápido e em demasia, ingerir muitos alimentos com pimenta e cafeína. No entanto existem condições médicas que podem causar a indigestão:

  • Depressão;
  • Estresse;
  • Intoxicação alimentar;
  • Alergia;
  • Sensibilidade alimentar.

Outras causas podem ser o uso de medicamentos como antibióticos, esteróides, digoxina, antidiabéticos, corticosteróides, anti-inflamatórios, opióides, antidepressivos, e antipsicóticos.

Pessoas com mais de 45 anos e obesas têm mais chances de sentir os sintomas da indigestão.

Quais são os sintomas?

Os sintomas podem ser confundidos com outras doenças. Por isso, antes do autodiagnóstico, é recomendado procurar orientação médica.

Os sintomas mais comuns são:

  • Dor abdominal;
  • Pirose (sensação de queimação);
  • Flatulência (gases);
  • Náuseas;
  • Sensação de distensão abdominal.

Sintomas de alarme

Além desses, existem alguns sintomas mais graves aos quais o paciente precisa ficar alerta. São eles:

  • Refluxo;
  • Inchaço na região do estômago;
  • Sangramento digestivo;
  • Ictéria;
  • Vómitos;
  • Sensação de saciedade precoce, mesmo com refeições pequenas;
  • Eructação (arrotos);
  • Perda de peso inexplicável;
  • Disfagia (sensação de comida “presa” no esôfago);
  • Anemia.

Gravidez

Na gravidez pode ocorrer sintomas de dispepsia, porém são causados por mudanças hormonais ou pela pressão no estômago devido ao aumento do útero. 8 a cada 10 mães sentiram pelo menos um sintoma de indigestão em algum momento da gravidez.

Obesidade

Em casos de obesidade a indigestão pode ser mais comum, fazendo surgir mais sintomas, pois tem uma maior pressão dentro do estômago, principalmente depois de uma refeição. Pode causar refluxo também.

Quando e como diagnosticar?

Depois de detectados os sintomas, é necessária intervenção médica. Um clínico geral ou gastroenterologista podem diagnosticar dispepsia.

O diagnóstico é feito, preferencialmente, pela exclusão, e só pode ser estabelecido depois de serem descartadas outras doenças gastrointestinais.

O paciente não pode ter nenhuma doença que justifique sua dor, como problemas no pâncreas ou vesícula.

O Consenso de Roma é a sistematização e atualização dos critérios clínicos para o tratamento e diagnóstico de doenças gastrointestinais. O Consenso de Roma III, uma de suas atualizações, classifica a dispepsia em:

  • Síndrome da dor epigástrica: caracterizada pela dor na parte superior do abdômen;
  • Síndrome do desconforto pós-prandial: classificada como a sensação de saciedade precoce, náuseas e vômitos.

A partir de exames, coletam-se dados clínicos. Quando estes não revelam nenhuma lesão nas paredes do estômago ou duodeno (que podem trazer sintomas parecidos), então dispepsia é diagnosticada.

Exame de sangue (Hemograma)

Se o paciente tiver sintomas de anemia, pode ser realizado um exame de sangue para diagnosticar a dispepsia.

Uma endoscopia pode ser pedida pelo médico. O exame é indolor e consiste na inserção de  um tubo fino com um endoscópio (câmera) na ponta pela garganta do paciente, para verificar possíveis lesões que estejam causando os sintomas. Se, por acaso, não haja nada, pode-se diagnosticar a dispepsia.

Teste de função hepática

Caso o médico suspeite de cálculo biliar, pode ser realizado um exame de sangue para verificar o funcionamento do fígado.

Ultrassom abdominal

Ondas sonoras de alta frequência mostram o movimento, a estrutura e o fluxo sanguíneo durante a digestão. Um gel é aplicado no abdômen do paciente e um pequeno dispositivo que emite as ondas sonoras é pressionado contra a pele. A partir disso, uma imagem é projetada na tela de visualização e o médico pode ver o interior do abdômen com detalhes.

O ultrassom é um exame muito utilizado por mulheres grávidas para verificar a saúde do feto.

Tomografia abdominal computadorizada

A tomografia computadorizada envolve uma injeção de corante e em seguida tirada uma série de raios X para produzir imagens do abdômen do paciente.

Protoparasitológico de fezes

Em caso de suspeita de vermes no intestino, pode ser realizado o exame de fezes para detectá-los.

Para melhores resultados desse exame, é recomendado recolher as primeiras fezes do dia, logo pela manhã.

Helicobacter pylori e a Dispepsia

Helicobacter pylori é uma bactéria que pode causar uma infecção no estômago, ou úlceras, que provocam os sintomas da dispepsia. Porém, para se detectar essa bactéria, são necessários exames de sangue. O tratamento dessa infecção é feito com antibióticos.

Dispepsia tem cura?

Por não ser uma doença, e sim um conjunto de sintomas, dispepsia pode ser tratada e seus sintomas podem ser diminuídos, porém o paciente pode usar de alguns tratamentos caseiros que ajudam na diminuição dos sintomas.

Como é o tratamento?

Depois de diagnosticada, o tratamento depende muito da gravidade dos sintomas. A dispepsia pode ser tratada de duas formas:

Uma grande diversidade de medicamentos podem ajudar nos sintomas da dispepsia. Antiácidos são usados para diminuir a sensação de queimação no estômago e antigases para diminuição da flatulência.

Se a dispepsia é causada por Helicobacter pylori, utilizam-se antibióticos para deter essa bactéria. Antidepressivos podem ser usados para tratar a indigestão, quando causada por doenças psíquicas ou depressão.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico.

As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento.

Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Tratamento natural

O tratamento natural busca a amenização dos sintomas, mas não existem evidências de sua eficácia e segurança. Algumas dicas são:

Gengibre

O gengibre tem sido muito usado para diminuir os sintomas de dispepsia, pois relaxa o músculo intestinal e ajuda a mover os alimentos ingeridos ao longo do sistema digestivo.

Para usar o gengibre, coloque cerca de 1 centímetro de raiz de gengibre descascada em uma xícara de água fervente. Depois de morno, coe e beba.

Relaxar

O estresse tem muita influência nos sintomas da dispepsia, por isso relaxar é muito eficaz nesses casos. Existem diversos modos de relaxar e o método mais eficaz pode mudar de paciente para paciente. Algumas atividades bastante praticadas são yoga, massagem, exercício físico, passar um tempo em contato com a natureza, entre outras.

Alimentação

A alimentação influencia diretamente no funcionamento do intestino. Para diminuir os sintomas de dispepsia, é recomendado evitar alimentos picantes, processados, que contenham lactose, adoçantes artificiais, alimentos ácidos (como molho de tomate) ou que podem dar gases, como feijão, brócolis, couve de bruxelas ou couve flor.

Pode-se mudar alguns hábitos no momento da alimentação, como:

  • Comer refeições menores, mais regularmente (6 vezes ao dia);
  • Comer devagar, evitando ingerir excesso de ar ao mastigar;
  • Esperar cerca de 2 a 3 horas para se deitar depois de uma refeição;
  • Evitar comer muito próximo ao horário de se deitar à noite;
  • Beber água regularmente e manter-se hidratado.

Alguns hábitos podem ajudar a diminuir os sintomas da indigestão:

  • Parar de fumar;
  • Emagrecer;
  • Elevar o travesseiro de 10 a 15 centímetros ao se deitar;
  • Evitar praticar exercícios logo após de comer;
  • Identificar ações que provocam estresse e evitá-los;
  • Dormir adequadamente.

Sucos de fruta

Por conter muitos nutrientes, sucos de algumas frutas podem auxiliar no funcionamento do intestino. Recomenda-se sucos de frutas como laranja, abacaxi, limão e uva, além de infusões de cominho e erva doce.

Como conviver com a dispepsia?

Depois do tratamento, tanto medicamentoso quanto natural, os sintomas podem diminuir a ponto de não atrapalhar nas atividades cotidianas. Isso torna a dispepsia muito fácil de conviver.

Lembre-se de não se automedicar, se perceber os sintomas consulte um médico para obter orientações.

Apoio psicológico

Pacientes com dispepsia podem procurar apoio psicológico para tratar questões emocionais e fazer o paciente se sentir melhor. Isso pode também aliviar sintomas como estresse. Se nenhuma medida terapêutica der resultado, o tratamento com antidepressivos pode ser mais eficaz.

Quais as complicações?

A dispepsia raramente causa complicações, mas elas podem trazer consequências graves, como:

Estenose esofágica

O refluxo é a volta do ácido do estômago para o esôfago. A longo prazo, essa volta constante irrita a mucosa, provocando um estreitamento do canal, chamado estenose esofágica. Isso faz com que a pessoa tenha dificuldade de deglutição, entre outros. A comida pode ficar presa na garganta, o que causa dor no peito. Para resolver esse aspecto existem cirurgias de ampliação do esôfago.

Estenose pilórica

Quando ocorre o contrário do refluxo, ou seja, o ácido do estômago vai para o intestino, a passagem entre esses dois órgãos, denominada píloro, pode ficar estreita e cicatrizada. Cirurgias também podem ser realizadas para a ampliação do píloro.

Peritonite

O peritônio é a camada de tecido que reveste a parede do abdômen. Por conta da dispepsia, pode haver inflamação deste tecido, o que causa desconforto e dor.

Nesse caso, uma cirurgia pode ajudar reparando os danos causados pela inflamação. Caso ela não seja eficaz, antibióticos podem ser administrados para ajudar.

Por ter sintomas comuns, muitas pessoas lidam com a dispepsia diariamente. Não se automedique e procure orientação médica para poder tratar adequadamente.

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Referências

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Источник: https://minutosaudavel.com.br/dispepsia-indigestao-o-que-e-sintomas-remedios-e-tipos/

Soluções Caseiras Para a Acidez

O que é Hipocloridria, sintomas, principais causas e tratamento

Todos nós já passamos por isso. Após uma refeição especialmente satisfatória, sintomas de acidez, como sensação de queimação no peito, aparecem¹ e tudo o que queremos é que o desconforto vá embora rapidamente¹. Mas quando a farmácia mais próxima fica longe, pode parecer tentador contar com remédios caseiros sobre os quais lembramos vagamente ter lido.

Na verdade, é bastante difícil saber quais remédios podem ajudar a aliviar seus sintomas e quais podem fazer mais mal do que bem. Muitas afirmações e promessas são feitas. Por isso, tentamos analisar algumas das evidências para você.

No que se refere a soluções caseiras para a acidez, os cientistas conduziram estudos para determinar a eficácia de alimentos e bebidas comuns no alívio dos sintomas2. Eis alguns dos achados referentes aos alimentos e bebidas mais comumente sugeridos.

O leite ajuda a aliviar a acidez?

Resposta rápida: não. Um copo de leite pode parecer uma boa ideia após uma refeição, mas pense novamente.

O leite pode neutralizar temporariamente o ácido estomacal, mas ele também pode piorar a acidez2. De fato, certos nutrientes do leite, como a gordura, podem estimular o estômago a produzir mais ácido2.

Além disso, encher o estômago de leite pode aumentar os sintomas de acidez2.

Mascar chicletes ajuda a aliviar a acidez?

Depende. Demonstramos antes como ingerir menta após uma refeição pode não ser uma boa ideia, mas mascar chicletes sem menta ou açúcar pode ser um bom remédio para a azia2.

Mascar chicletes por meia hora após uma refeição pode impedir que o ácido estomacal suba pelo esôfago2,11.

Isso acontece porque o ato de mascar chicletes faz você engolir com maior frequência e produzir mais saliva, o que neutraliza o ácido2,11.

O chá ajuda a aliviar a acidez?

De maneira geral, não. Chá é consumido por dois terços dos habitantes do mundo9, mas ele pode de fato piorar a acidez9. O chá está associado à acidez porque pode aumentar a secreção de ácido gástrico9. Porém, ele pode contribuir para a acidez também de outras maneiras9.

O chá de menta, por exemplo, foi identificado como um fator de risco para a apresentação de sintomas de acidez2. Isso pode se dever ao fato de que a menta pode impedir o relaxamento dos músculos que impedem que o ácido estomacal suba pelo esôfago2.Também se descobriu que o chá verde é um fator de risco para a apresentação de acidez ou doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) crônica10.

Remédios fitoterápicos ajudam a aliviar a acidez?

Remédios fitoterápicos vêm sendo usados com sucesso há milhares de anos na medicina ayurveda e em outras medicinas não ocidentais.

Com base nisso, alguns estudos foram feitos com ervas comumente usadas para tratar a indigestão, como alcaravia, cominho, erva-doce, ajowan, camomila alemã e erva-cidreira2,12_14.

Todas elas têm algum benefício e atuam sobre a digestão2,12_14, o que pode, por sua vez, reduzir os sintomas de acidez13.

Se você tentar remédios fitoterápicos e tomar outros medicamentos, deverá comunicar isso ao seu farmacêutico ou médico, uma vez que alguns remédios fitoterápicos e alguns medicamentos podem interagir entre si. 

Frutas, verduras e legumes ajudam a aliviar a acidez?

Alguns sim! Frutas, verduras e legumes são não apenas recomendadas como parte de uma dieta equilibrada, mas algumas delas podem ajudar a reduzir ou neutralizar a acidez3_8.

O aumento da ingestão da fibra de frutas, verduras e legumes pode ter um efeito protetor contra a acidez3,4,8.

Algumas verduras e legumes, como o tomate, o alho e a cebola, podem piorar a acidez, mas foi demonstrado que algumas outras, como brócolis, pepino e espinafre, até neutralizam diretamente a acidez2,5_7.Também foi sugerido que o mamão ou o suco de mamão ajudam a reduzir os sintomas de acidez.

Agora que cobrimos alguns dos alimentos e bebidas mais comumente sugeridos para o alívio da acidez, vamos conversar sobre outras medidas que você pode tomar para ajudar a reduzir mais a acidez. Algumas modificações do estilo de vida podem valer a pena, afinal, se isso significar não ter que lidar com os sintomas desconfortáveis da acidez.

Quando sabemos que vamos fazer uma refeição grande, podemos nos sentir inclinados a não usar roupas muito apertadas no corpo, e isso por uma boa razão.

Roupas apertadas podem pressionar ainda mais o estômago e fazer o ácido estomacal subir pelo esôfago e contribuir para a acidez15.

Tente usar roupas folgadas e evite itens muito apertados na área do abdome para ajudar a aliviar sintomas ocasionais16.

Pode ser tentador tirar uma soneca após uma boa refeição. Mas antes de cair na cama, considere por um momento se isso é uma boa ideia.

Duas ou três horas é o tempo que se recomenda que mantenhamos o tronco ereto após comer para impedir que o ácido estomacal suba pelo esôfago2,15,17.

É por isso que é melhor comer no começo da noite, de maneira que a comida tenha sido digerida na hora de dormir17.

Caso você perceba que está apresentando sintomas de acidez na hora de dormir, tente elevar a cabeceira da cama em pelo menos 15 centímetros2,16. Isso ajudará a manter seu esôfago mais elevado que o estômago, o que impedirá que o ácido estomacal suba e cause sintomas desconfortáveis à noite2,15,17.

Assim como todas as outras coisas boas da vida, os alimentos devem ser desfrutados com moderação.

Refeições maiores passam lentamente pelo estômago e pressionam o músculo que impede que o ácido suba pelo esôfago16; Isso pode causar sintomas de acidez2,15_17.

Em vez disso, pode ser uma boa ideia tentar fazer pequenas refeições frequentes2,15_17. De fato, uma refeição leve é recomendada especialmente durante a noite17.

Mais uma vez, tudo com moderação. A redução, ou, ainda melhor, a interrupção do consumo de álcool e cigarros é recomendada para ajudar a prevenir episódios posteriores de acidez2,4,15,17. O fumo pode enfraquecer o músculo que impede que o ácido suba pelo esôfago⁴. Beber álcool compromete o mesmo músculo, estimula a produção de ácido e torna o esôfago mais sensível ao ácido17.

Então é isso. A visão geral de quais soluções caseiras podem funcionar e quais se deve evitar, assim como algumas coisas a fazer e a evitar para que a acidez não piore.

Remédios caseiros servem em caso de necessidade, mas saiba que você tem outras opções cientificamente desenvolvidas para eliminar a acidez rapidamente18. Por exemplo: antiácidos são recomendados como a primeira escolha quando se apresenta os sintomas por causa da rapidez com a qual atuam2,18. Leia mais sobre os antiácidos e descubra como eles podem aliviar os seus sintomas aqui.

Caso os sintomas persistam, pergunte ao seu médico ou farmacêutico sobre o melhor remédio para acidez para você.

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Источник: https://eno.com.br/artigos/acidez/remedios-caseiros-para-acidez/

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