O que é Hipopituitarismo, Como identificar e Tratar

Tumor na hipófise – o que você precisar saber sobre causas, sintomas e tratamento | Colunistas – Sanar Medicina

O que é Hipopituitarismo, Como identificar e Tratar

Índice

  • 1 A hipófise
  • 2 O Tumor
  • 3 Sintomas
  • 4 Causas
  • 5 Diagnóstico
  • 6 Tratamento

A hipófise,também conhecida como pituitária, é um dos maiores exemplos que tamanho não édocumento! Apesar de pequena (mais ou menos do tamanho de uma ervilha), elacontrola diversas funções do nosso organismo, ganhando até o apelido de“glândula maestro”, e é composta por duas regiões distintas:

• Anterior:onde são produzidos os hormônios hipofisários regulados pelo hipotálamo (TSH,ACTH, FSH, LH, GH e prolactina).

• Posterior:porção onde são “armazenados” os hormônios que já vem prontos do hipotálamo (ADHe ocitocina).

Por isso, doenças hipofisárias podem causar repercussões muito importantes!

Fonte: https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/15328-pituitary-adenomas-

Apesar de serpouco diagnosticado, é muito prevalente! Para ter uma ideia, estima-se que 15 a20% das pessoas tenham algum microadenoma hipofisário (tumores com tamanhomenor que 10 mm), mas 99% delas nunca irá saber nem terá nenhum problemarelacionado a eles. Pois, felizmente, grande parte dos tumores da hipófise sãoadenomas benignos, não produtores de hormônios e menores que 10 mm(microadenomas).

Mas podemosencontrar tumores produtores de hormônios, grandes (macroadenomas: > 10 mm),adenomas invasivos e até carcinomas/malignos. Por sorte, este último é apenas 1de cada 1000 tumores diagnosticados.

Os adenomaspodem secretar hormônios hipofisários, o tipo de hormônio depende do local dahipófise que surgir o tumor, as patologias hipersecretoras mais comuns são osprolactinomas (mais prevalente e produtor de prolactina), doença de Cushing(ACTH) e Acromegalia (Hormônio do crescimento/GH).

Sintomas

Adenomas hipofisários podemcausar problemas de diferentes maneiras:

  1. Compressão de estruturas vizinhas, causando cefaleia e alteração visual. A visão é afetada porque logo a cima da hipófise passa o quiasma óptico, assim, tumores muito grandes podem comprimir estes nervos, levando a alterações que vão desde redução do campo da visão (hemianopsia bilateral) até cegueira.
  2. Comprometimento de outras células na pituitária. Neste caso, o tumor atrapalha o funcionamento da porção saudável, complicando com deficiência de um ou mais hormônios, chamado de pan hipopituitarismo. Esta situação gera diversas manifestações, tais como:
    • Anemia: deficiência de andrógenos e de TSH.
    • Hipoglicemia: deficiência de ACTH e GH.
    • Dislipidemia com aumento de LDL e triglicérides: deficiência de TSH e GH.
    • Baixa massa óssea: deficiência gonadotrófica e de GH.
  3. Secreção de hormônio em excesso. As manifestações clínicas dependem do hormônio envolvido::
    • Excesso de prolactina: Infertilidade, alterações menstruais (irregularidade e amenorreia) e galactorreia nas mulheres. Queda na libido ou disfunção erétil em homens.
    • Excesso de GH , também chamada “acromegalia”: leva ao crescimento de algumas partes do corpo (especialmente as mãos, pés e mandíbula), as mudanças em face chamam atenção – o lutador de MMA Pezão é um exemplo . Quando essa condição ocorre em crianças, elas podem crescer mais rápido e tornam-se muito altas, nesse caso denominamos a doença de “gigantismo”.
    • Excesso de ACTH, que causa “síndrome de Cushing”: ganho de peso, diabetes, hipertensão, osteoporose e fraqueza muscular.
    • Excesso de TSH, tumor raro denominado de tireotropinoma, que leva ao “hipertireoidismo”: ansiedade, palpitação, insônia e bócio na tireoide.

Felizmente,apesar de potencialmente perigosos, a maior parte dos casos os tumoreshipofisários são adenomas benignos, que não trazem maiores riscos nem levam anenhum sintoma.

Causas

Os adenomas geralmentesão esporádicos, ou seja, não tem causa definida,  e surgem ao acaso.

Porém, até 10% podem estarassociados a síndromes genéticas, das quais a mais conhecida é a NeoplasiaEndócrina Múltipla tipo 1 (NEM1), que também apresenta tumores em pâncreas eparatireoide.

Curiosamente, ela foi a primeira doença publicada da história demedicina e com certeza você já ouviu falar… Foi o caso de Golias, da históriade Davi e Golias, publicada na Bíblia.

Como assim? O Golias tinha NEM1, na“publicação” está claro: ele era gigante (Acromegalia), tinha comportamentosbizarros (hipoglicemia pelo insulinoma no pâncreas), não conseguiu ver quandoDavi foi para o lado dele (redução do campo visual pelo macroadenoma) e umapedra conseguiu afundar o crânio dele: obviamente ele tinhahiperparatireoidismo, que leva a osteoporose.

Outrassíndromes raras são: McCune Albright; Acromegalia familiar isolada/Mutações doAIP e Complexo de Carney.

Diagnóstico

Para abordagemcorreta destes tumores é necessária a ressonância magnética de hipófise ou selatúrcica. Em casos de macroadenomas, adicionalmente é indicado o exame neuro-oftalmológicacom campimetria visual.

Para aavaliação dos níveis hormonais, é importante ressaltar que, além das dosagenshabituais dos hormônios hipofisários, feitas em jejum pela manhã, é preciso realizartestes especiais de estímulo e supressão hormonal, pois a liberação da maioriados hormônios é pulsátil e cíclica.

Tratamento

A primeirapergunta que escutamos quando avaliamos alguém com tumor hipofisário é: Doutor,eu preciso operar?

Para responderesta pergunta é preciso saber se o tumor produz algum hormônio ou comprimealguma estrutura perto da hipófise.

Se o tumor forprodutor de prolactina, a primeira opção são os agonistas dopaminérgicos (Cabergolinae Bromocriptina) e a cirurgia é reservada para os casos que não respondem aomedicamento.

Para outrostumores produtores, como Acromegalia e Cushing, e macroadenomas não produtores,a cirurgia é o tratamento padrão, que pode ser por craniotomia ou via transesfenoidal,para esta abordagem, o neurocirurgião faz uma pequena incisão ao longo do septonasal e retira o tumor pelo nariz! Para os pacientes que não curaram ou que nãorealizaram a cirurgia, seja por recusa ou chance de cura baixa, o tratamento farmacológicoé a melhor escolha. Outra opção terapêutica é a radioterapia, no entanto, estapode levar ao pan-hipopituitarismo.

Tumores muitopequenos (microadenomas) e que não produzem hormônios podem ser observadosclinicamente, sem necessidade de tratamento clínico ou cirúrgico.

Após otratamento, é preciso acompanhamento regular para garantir que o tumor nãovolte a crescer nem a produzir hormônios em excesso. Pacientes comhipopituitarismo precisam de reposição hormonal a longo prazo.

Источник: https://www.sanarmed.com/tumor-na-hipofise-o-que-voce-precisar-saber-sobre-causas-sintomas-e-tratamento-colunistas

Hipopituitarismo: o que é isso?

O que é Hipopituitarismo, Como identificar e Tratar

A hipófise1, pineal ou pituitária é uma pequena glândula2 em forma de feijão situada na base do cérebro3, atrás do nariz4 e entre as orelhas5, alojada numa reentrância da base do cérebro3, chamada célula6 túrcica. Apesar de seu tamanho, esta glândula2 secreta hormônios que influenciam quase todas as partes do corpo, porque é ela quem regula todas as outras glândulas endócrinas7 do organismo.

O que é hipopituitarismo?

O hipopituitarismo é uma condição rara em que a glândula2 pituitária (também chamada pineal ou hipófise1) não consegue produzir um ou mais dos seus hormônios ou não os produz em quantidade suficiente.

Quais são as causas do hipopituitarismo?

O hipopituitarismo pode resultar de doenças hereditárias, mas mais geralmente é adquirido. Frequentemente é desencadeado por um tumor8 da glândula2 pituitária que comprime o tecido9 glandular e interfere com a produção de hormônios. Um tumor8 da hipófise1 também pode comprimir o nervo óptico e causar distúrbios visuais.

O hipopituitarismo também pode ser causado por outras doenças e condições que danifiquem a hipófise1, tais como ferimentos na cabeça10, tumores do cérebro3 ou da própria glândula2, cirurgia cerebral, tratamento de irradiação, inflamação11 autoimune12, acidente vascular13 encefálico que afete a glândula2, infecções14 do cérebro3, tuberculose15, doenças infiltrativas, tais como sarcoidose16, histiocitose, hemocromatose17, etc, grande perda de sangue18 durante o parto (síndrome19 de Sheehan), mutações genéticas e doenças do hipotálamo20.

Em alguns casos, a causa do hipopituitarismo permanece desconhecida.

Qual é a fisiopatologia21 do hipopituitarismo?

A hipófise1 produz os hormônios estimulantes das demais glândulas endócrinas7.

Esses hormônios, em número de oito, são retroativamente controlados pelos hormônios produzidos pelas glândulas22 periféricas num regime de feedback.

Por exemplo: um dos hormônios produzidos pela hipófise1 (TSH) estimula a tireoide23 a produzir, entre outros, a tiroxina. Esta, por sua vez, inibe a produção daquele hormônio24 da hipófise1.

No caso de uma insuficiência25 da hipófise1, essa glândula2 produzirá pouco TSH e, por consequência, a tireoide23 também produzirá pouca tiroxina.

No caso de uma insuficiência25 primária da tireoide23, a tiroxina estará baixa e o TSH, por isso, estará elevado. Quando ocorre o hipopituitarismo, um, alguns ou todos os hormônios hipofisários podem ser afetados.

Se todos os hormônios são afetados, fala-se em pan-hipopituitarismo.

Quais são as principais características clínicas do hipopituitarismo?

O hipopituitarismo geralmente é progressivo, embora os sinais26 e sintomas27 possam ocorrer repentinamente. Por vezes eles são sutis e podem ser ignorados por meses ou mesmo anos. Eles podem variar dependendo de qual ou quais hormônios hipofisários estão deficientes e quão grave é a deficiência.

Os sintomas27 podem incluir fadiga28, perda de peso, diminuição do desejo sexual, maior sensibilidade ao frio ou dificuldade de ficar aquecido, diminuição do apetite, edema29 (inchaço30) facial, anemia31, infertilidade32, perda de pelos pubianos, incapacidade de produzir leite em mulheres, diminuição de pelos em homens e baixa estatura em crianças.

Como o médico diagnostica o hipopituitarismo?

Além da história clínica e dos sinais26 e sintomas27, o médico provavelmente recomendará vários exames, inclusive exame de sangue18, para verificar os níveis de hormônios em seu organismo. O exame de estimulação ou teste dinâmico verifica a secreção de hormônios depois da pessoa ter tomado certos medicamentos que podem estimular a produção de hormônios.

Imagens do cérebro3, como as produzidas pela ressonância magnética33 podem detectar um tumor8 da hipófise1 ou outras anormalidades estruturais. Testes de visão34 podem determinar se o tumor8 prejudica a visão34 ou os campos visuais.

Como o médico trata o hipopituitarismo?

O tratamento com os hormônios apropriados é muitas vezes a primeira linha da terapêutica35, mas o tratamento bem sucedido da condição subjacente ao hipopituitarismo pode levar a uma recuperação completa ou parcial da produção dos hormônios hipofisários.

Os hormônios de reposição são drogas consideradas “substitutas”, ao invés de “terapêuticas”, porque as dosagens são definidas para coincidir com os valores que o organismo normalmente fabricaria se não tivesse um problema na hipófise1.

O tratamento pode durar toda a vida.

Já o tratamento para tumores hipofisários pode envolver cirurgia, mas em alguns casos pode também ser recomendável o tratamento por irradiação.

Os medicamentos de reposição hormonal incluem corticosteroides, levotiroxina36, hormônios sexuais e hormônios do crescimento.

Em casos de infertilidade32, as gonadotrofinas (LH e FSH) podem ser administradas por injeção37 para estimular a ovulação38 em mulheres e a produção de esperma39 nos homens.

Источник: https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/822704/hipopituitarismo+o+que+e+isso.htm

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: