O que é hipotireoidismo congênito, sintomas e como tratar

Hipotireoidismo: o que é, sintomas, causas e se tem cura

O que é hipotireoidismo congênito, sintomas e como tratar

O hipotireoidismo (CID 10 E03.9) é um problema no qual a glândula da tireoide não produz hormônios suficientes para a necessidade do organismo. E causa sintomas como ganho de peso, fadiga, prisão de ventre, inchaço, queda de cabelo e até depressão.

Causas

A glândula da tireoide é um órgão do sistema endócrino. Ela está localizada na região anterior do pescoço, ao redor da traqueia. Apesar de seu tamanho médio ser de 15 ml (o que dá menos da metade de um copinho de café descartável) ela é responsável pela produção de 2 hormônios: a triiodotironina (T3) e a tetraiodotironina (T4).

Estes hormônios controlam como cada célula do corpo gasta energia – o chamado metabolismo.

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A produção do T3 e T4 é regulada pelo hormônio TSH, que é produzido na glândula hipófise. O TSH age como se fosse um interruptor: quando faltam T3 e T4 no sangue, o TSH sobe (fica “ligado”) e com isso tenta normalizar os níveis destes hormônios. De forma inversa, quando T3 e T4 estão elevados no sangue o TSH fica “desligado” e seus níveis no sangue caem.

Olena758 (Shutterstock)

O hipotireoidismo acontece quando os níveis de T3 e T4 estão baixos. Nesse caso sintomas como cansaço, sonolência, dificuldade de perda de peso cabelos e unhas secos e quebradiços além de raciocínio lento podem ocorrer.

Hipotiroidismo: saiba como a falta de hormônios da tireoide afeta o organismo

O quadro pode acontecer por um período curto (agudo) ou longo (crônico). Vários fatores podem desencadear nesse problema, incluindo:

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1 – Doenças autoimunes

Uma doença autoimune acontece quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo. Às vezes isso pode acontecer também com a tireoide, o que impediria a glândula de produzir as quantidades normais de hormônios.

As causas dessas doenças, no entanto, ainda são nebulosas para os cientistas. Muitos acreditam que vírus, bactérias ou até mesmo a genética possam estar envolvidos.

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2 – Tratamento de hipertireoidismo

O hipertireoidismo é justamente o oposto do hipotireoidismo. As pessoas afetadas por ele produzem quantidades acima do normal de hormônios e precisam ser tratadas com medicamentos que estabilizem a produção na tireoide.

Pode acontecer, no entanto, de a situação se inverter e o paciente passar a apresentar um quadro de hipotireoidismo após passar pelo tratamento.

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3 – Cirurgia de tireoide

Remover uma parte da tireoide durante procedimento cirúrgico pode prejudicar a produção de hormônios pela glândula. A alternativa para esses casos é a reposição hormonal durante todo o restante da vida.

4 – Radioterapia

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Muitos cânceres são tratados com radioterapia. O procedimento costuma causar muitos efeitos colaterais nos pacientes, e um deles pode ser o hipotireoidismo.

5 – Medicamentos

Uma série de medicações pode contribuir para o quadro. Um deles, por exemplo, é o lítio, usado no tratamento de certos problemas psiquiátricos.

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Menos frequentemente, o hipotireoidismo pode ser causado por:

6 – Doença congênita

Alguns casos são desencadeados por um mal desenvolvimento da tireoide, que aconteceu intra-útero, ou seja, durante a gestação. Para esses casos, os especialistas deram o nome de hipotireoidismo congênito. Crianças com essa forma da doença podem não apresentar quaisquer sintomas depois do nascimento, o que pode causar complicações no futuro.

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7 – Distúrbio pituitário

Uma das causas mais raras é redução da produção do hormônio TSH pela hipófise, a glândula-mãe do sistema endócrino.

Existem defeitos na linha de produção do TSH na hipófise que podem ocasionar o quadro, que neste caso chamamos de hipotireoidismo central. Também são causas de hipotireoidismo central: tumores na hipófise, lesões cerebrais e doenças autoimunes da hipófise.

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8 – Deficiência de iodo

O iodo é um importante mineral para o corpo. Ele é encontrado principalmente em frutos do mar e representa um papel importantíssimo na produção de hormônios da tireoide.

A deficiência de iodo pode prejudicar a produção de tiroxina e tri-iodotironina. Esse problema não costuma ser comum no Brasil, porque aqui o nosso sal é iodado por lei. Mas pessoas de muitos outros países que sofrem com as baixas quantidades de iodo na alimentação tem risco de desenvolver hipotireoidismo.

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Algumas mulheres podem desenvolver hipotireoidismo durante ou após a gestação, porque, muitas vezes, elas produzem anticorpos voltados para a sua própria tireoide – o que afetaria a produção dos hormônios.

Vale ressaltar que sem o tratamento correto, aumenta o risco de parto prematuro e também de pré-eclâmpsia, uma condição em que a pressão sanguínea da mulher aumenta consideravelmente durante os últimos três meses de gravidez.

O quadro também pode afetar o desenvolvimento do bebê, pois o cérebro em formação do bebê precisa receber os hormônios da tireoide para poder crescer adequadamente.

É muito importante que a mulher que tem hipotireoidismo procure seu Endocrinologista assim que ficar grávida, assim ela poderá saber a dose correta do medicamento durante a gestação.

Sintomas de Hipotireoidismo

Os sinais e sintomas de hipotireoidismo costumam variar, dependendo da pessoa e da gravidade do caso. Em geral, os sintomas manifestados tendem a se desenvolver lentamente, às vezes por muitos anos.

Na primeira fase da doença, você pode notar apenas alguns indícios, mas sem desconfiar do que pode-se tratar. Com o tempo, com alterações cada vez mais marcantes no metabolismo, os sintomas da doença podem começar a ficar mais evidentes, levando-o a procurar um médico.

Os sintomas mais comuns do hipotireoidismo costumam ser:

Se não for tratado, os sinais e sintomas do hipotireoidismo podem agravar-se cada vez mais.

Fatores de risco

Embora qualquer um possa desenvolver hipotireoidismo, alguns fatores são considerados de risco para contrair a doença. Eles são:

  • Ser mulher
  • Ter 60 anos ou mais
  • Ser portador de uma doença autoimune
  • Ter histórico familiar de doença autoimune
  • Fazer uso de medicamentos que possam afetar a produção dos hormônios da tireoide
  • Passar por sessões de radioterapia
  • Já ter feito uma cirurgia de tireoide
  • Estar grávida ou ter dado à luz nos últimos seis meses.

Buscando ajuda médica

Consulte um médico se você está se sentindo cansado sem qualquer motivo aparente ou apresentar qualquer um dos outros sinais ou sintomas de hipotireoidismo.

Se você operou a tireoide anteriormente, você também vai precisar consultar um médico com frequência para exames de checagem do funcionamento da tireoide. Se você tem colesterol alto, converse com um endocrinologista, pois a desregulação da tireoide pode estar entre uma das possíveis causas para o problema.

Além disso, se você está recebendo terapia hormonal como parte do tratamento para hipotireoidismo, visitas regulares ao médico também são necessários para acompanhamento. Ao longo do tempo, a dose de medicamento pode mudar.

Na consulta médica

No consultório médico, procure tirar todas as dúvidas sobre as possíveis causas do hipotireoidismo. Descreva seus sintomas e responda corretamente às perguntas do médico, que podem incluir:

  • Quando os sintomas começaram?
  • Seus sintomas são frequentes ou ocasionais?
  • Qual a intensidade de seus sintomas?
  • Você tomou alguma medida para tratar os sintomas em casa? Funcionou?

Diagnóstico de Hipotireoidismo

Como o hipotireoidismo é mais comum em mulheres mais velhas, alguns médicos costumam recomendar que mulheres acima dos 60 anos realizem exames de rotina para checar o funcionamento da tireoide. A mesma recomendação é feita para mulheres grávidas ou para aquelas que estejam planejamento uma gravidez.

O diagnóstico de hipotireoidismo é baseado nos sintomas do paciente e nos resultados de exames de sangue que medem o nível do TSH, o hormônio estimulante da tireoide, e, por vezes, o nível dos hormônios triiodotironina (T3) e a tetraiodotironina (T4) produzidos pela tireoide. Um baixo nível de T4 ou T3 e alto nível de TSH indicam uma disfunção da tireoide. Isso porque a hipófise acaba produzindo mais TSH em decorrência de um esforço maior para estimular a glândula tireoide a produzir mais hormônios.

Tratamento de Hipotireoidismo

O tratamento padrão para o hipotireoidismo envolve o uso diário de uma versão sintética do hormônio tetraiodotironina (T4): a levotiroxina. Esta medicação oral restaura os níveis hormonais adequados, revertendo os sinais e sintomas.

Os primeiros resultados do tratamento costumam aparecer de uma a duas semanas após o seu início. Essa medicação também reduz gradualmente os níveis de colesterol e ajuda a reverter, também, um eventual ganho de peso do paciente provocado pelo hipotireoidismo.

No entanto, para determinar a dose exata de levotiroxina, o médico geralmente verifica o nível de TSH após dois a três meses. Quantidades excessivas de hormônio podem causar alguns efeitos colaterais, como:

  • Aumento do apetite
  • Insônia
  • Palpitações cardíacas
  • Tremores.

Se você tiver doença arterial coronariana ou hipotireoidismo grave, o médico pode iniciar o tratamento com uma quantidade menor de medicação e aumentar gradualmente a dosagem. Reposição hormonal progressiva é importante para adaptar o corpo ao novo metabolismo, que é mais acelerado.

Se utilizado nas doses corretas, a levotiroxina não costuma provocar efeitos colaterais

Mas atenção para medicamentos, suplementos e alimentos que possam afetar a capacidade do corpo de absorver levotiroxina. Converse com o médico antes de iniciar o tratamento.

Alimentos com grandes quantidades de soja ou um dieta rica em fibras, por exemplo, podem prejudicar a absorção de levotiroxina pelo corpo.

Suplementos de ferro e de cálcio também costumam ser contraindicados durante o tratamento.

Medicamentos para Hipotireoidismo

Os medicamentos mais usados para o tratamento de hipotireoidismo são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Hipotireoidismo tem cura?

Na maioria dos casos, os níveis de hormônios produzidos pela tireoide voltam ao normal com o tratamento adequado. Contudo, o paciente deverá passar por terapia de reposição hormonal pelo resto da vida.

O coma causado por mixedema, que é uma possível complicação decorrente do hipotireoidismo, pode resultar em morte.

Complicações possíveis

Hipotireoidismo, se não tratado, pode levar a uma série de problemas de saúde. Veja:

A constante estimulação da tireoide a liberar mais hormônios pode causar o aumento da glândula – uma condição conhecida como bócio. Esse problema pode causar dificuldade para engolir ou respirar.

Hipotireoidismo pode também estar associado a um risco maior de doenças cardíacas, principalmente por causa do colesterol elevado.

Entre as complicações mais comuns estão a depressão e o deficiência intelectual.

Hipotireoidismo não controlado pode causar danos aos seus nervos periféricos – os nervos que levam informações do seu cérebro e da medula espinhal para o resto do corpo. Sinais e sintomas de neuropatia periférica podem incluir dor, dormência e formigamento na área afetada do nervo. Ele também pode causar fraqueza ou perda do controle muscular.

Hipotireoidismo não tratado pode levar também à mixedema. Seus sinais e sintomas incluem intolerância ao frio intenso e sonolência, seguido por uma profunda letargia e inconsciência. O coma causado por mixedema pode ser desencadeado por sedativos ou por infecção.

Os baixos níveis de hormônio da tireoide pode interferir na ovulação da mulher, o que pode causar infertilidade. Além disso, algumas das causas de quadro – tais como doença autoimune – também pode comprometer a fertilidade. Além disso, tratar hipotireoidismo com a terapia de reposição hormonal da tireoide pode não restaurar completamente a fertilidade.

Bebês nascidos de mulheres com esta desregulação da tireoide não tratado pode ter um maior risco de defeitos de nascença. Essas crianças também são mais propensas a sérios problemas intelectuais e problemas de desenvolvimento.

Crianças com hipotireoidismo não tratado e congênito correm o risco de desencadear sérios problemas com o desenvolvimento físico e mental.

Mas, se esta condição é diagnosticada nos primeiros meses de vida, a criança tem grandes chances de desenvolvimento normal.

Referências

Revisado por: Andressa Heimbecher Soares, endocrinologista e metabologista – CRM 123579

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/hipotireoidismo

Mau funcionamento da tireoide: conheça sintomas e tratamento

O que é hipotireoidismo congênito, sintomas e como tratar

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(Foto: Todd Leban / Getty Images)

Localizada na base do pescoço, essa glândula em forma de borboleta produz hormônios (o T3 e o T4) que atuam por todo o corpo, ajudando a regular funções de órgãos vitais, como coração, cérebro, fígado e rins. Ela influencia tanto o crescimento e o desenvolvimento da criança como os ciclos menstruais, o peso e até o humor.

Quais os principais problemas relacionados à glândula?

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A qualquer idade, a tireoide pode ficar menos ou mais eficiente na produção de hormônios – respectivamente, o hipotireoidismo e o hipertireoidismo. Nas crianças, o mais comum é o hipotireoidismo, e especialmente o congênito (de nascença), que afeta um a cada 4 mil nascimentos.

Ele pode ser consequência de ausência de tireoide; glândula fora do lugar (embaixo da língua, por exemplo); glândula ineficiente; ou mesmo estar relacionado a problemas em outra glândula, a hipófise, que é quem comanda a tireoide.

Já o hipotireoidismo adquirido, que atinge uma a cada 6 mil crianças, costuma surgir principalmente em meninas entre 11 e 15 anos. O hipertireoidismo infantil, por sua vez, é bem menos frequente, e acomete uma em cada 4 milhões de crianças.

Alterações na tireoide também são frequentes em crianças com síndromes como as de Down e de Turner. Já nódulos e até câncer são raros na infância.

A criança sofre uma aceleração geral do organismo, que vem com irritação, intestino solto, sudorese excessiva, perda de peso e até taquicardia. Muitas vezes, essa agitação é diagnosticada como hiperatividade, quando, na verdade, é apenas uma disfunção da glândula.

Quais os sinais do hipotireoidismo?

Nos bebês, choro rouco, prisão de ventre, hérnia umbilical, dificuldade para mamar, icterícia prolongada e reflexos reduzidos. Mas o principal é o atraso no desenvolvimento neurológico, que fica evidente a partir dos 6 meses.

Já nas crianças maiores, por tornar o metabolismo mais lento, o hipotireoidismo provoca alterações no crescimento (que fica abaixo do normal para a idade) e no peso (acima da média), intestino preso, sonolência e problemas escolares, uma vez que a criança fica com dificuldade para se concentrar.

Elas são provocadas por alterações genéticas. A maior parte dos casos de hipotireoidismo está relacionada a uma doença autoimune chamada tireoidite de Hashimoto. Já o hipertireoidismo pode ser causado pela doença de Graves. Por isso, se houver histórico familiar de problemas na glândula, converse com o pediatra do seu filho.

Com que frequência é preciso examinar a tireoide?

O exame clínico (apalpação) é feito nas consultas de rotina ao pediatra.

Já o de sangue só é solicitado em situações especiais, como quando existe histórico familiar de doenças tireoidianas, ou se a criança apresentar algum sintoma.

Mas vale ressaltar que alterações pequenas nos níveis hormonais não são motivo para preocupação, uma vez que podem ser causadas até mesmo pelo estresse provocado pela coleta de sangue.

Como é o tratamento?

Na maior parte dos casos, basta um medicamento de uso oral, cuja dose é ajustada de acordo com o paciente, para repor (hipotireoidismo) ou bloquear (hipertireoidismo) a produção hormonal.

Diferentemente dos adultos com problemas na glândula, nem sempre as crianças precisam fazer uso contínuo ininterrupto, já que a tiroide em desenvolvimento pode se regularizar. A iodoterapia (feita com iodo radioativo administrado via oral), em geral é mais recomendada para adultos.

Em casos extremos, quando a disfunção apresenta riscos ao corpo, pode ser recomendada a remoção da tireoide.

O famoso Teste do Pezinho, feito ainda na maternidade, gratuitamente, em todo o país, detecta o hipotireoidismo congênito. Se o tratamento começar de imediato, é possível evitar todas as sequelas (como atrasos no desenvolvimento neurológico).

Nos mais velhos, o pediatra também pode detectar alterações na glândula no exame clínico, apalpando-a. Mas a confirmação depende de exame de sangue para avaliação dos hormônios tiroidianos e dos anticorpos que podem estar boicotando o funcionamento da glândula.

Também pode ser pedido um ultrassom do pescoço para descartar a presença de nódulos e outras patologias mais raras. Uma pesquisa realizada em 2016 com 1.600 mães de 16 países mostrou que 60% das famílias nunca levaram o filho para realizar um exame de tireoide.

No Brasil, especificamente, a atenção é um pouco maior: dois terços das famílias já tiveram seus pequenos submetidos a testes na glândula.

Fontes: Bianca Barone, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM); Felipe Lora, endocrinologista pediatra do Hospital Infantil Sabará (SP); Vanessa Radonsky, endocrinologista pediátrica do Fleury Medicina e Saúde (SP)

Quer mais dicas para cuidar da saúde do seu filho? 

Источник: https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Saude/noticia/2017/11/tireoide-conheca-sintomas-e-tratamento-do-mau-funcionamento.html

Entendendo O Hipotireoidismo Congênito

O que é hipotireoidismo congênito, sintomas e como tratar

Hipotireoidismo congênito ocorre quando a glândula tireoide não consegue produzir as quantidades corretas de hormônio tireoidiano no nascimento ou mesmo antes do nascimento.

O hipotireoidismo congênito é bastante comum, afetando 1 em cada 1.500 a 2.000 bebês. Ele representa uma das causas evitáveis mais comuns de retardo mental.

O Que É A Glândula Tireoide?

A glândula tireoide é uma glândula em formato de borboleta localizada na parte frontal do pescoço. Ela produz os hormônios da tireoide T4 (tiroxina) e T3 (tri-iodotironina).

Os hormônios da tireoide são essenciais para:

  • Crescimento normal no corpo
  • Desenvolvimento do cérebro
  • Manutenção da temperatura corporal
  • Regulação do metabolismo corporal

O Que É A Glândula Pituitária?

A glândula pituitária é uma glândula em formato de ervilha no cérebro que produz o hormônio estimulante da tireoide (TSH). O TSH regula a liberação de hormônios tireoidianos a partir da tireoide.

O Que Causa A Hipotireoidismo Congênito?

No hipotireoidismo congênito, a tireoide do bebê produz pouquíssimo hormônio T4 e T3. Isso faz com que a glândula pituitária aumente sua produção de TSH para estimular a tireoide a trabalhar mais.

As causas mais comuns de hipotireoidismo congênito são:

  • A tireoide do bebê não está na sua localização normal
  • A tireoide do bebê não se desenvolveu de forma apropriada
  • A tireoide do bebê não se desenvolveu em absoluto
  • Na maioria das vezes, não sabemos por que isso acontece.

Às vezes, os bebês apresentam hipotireoidismo congênito porque há um problema na produção de hormônios tireoidiano. Frequentemente, isso se deve a uma condição adquirida, o que significa que foi herdada dos pais.

Às vezes, os bebês desenvolvem hipotireoidismo congênito porque a pituitária não está produzindo TSH suficiente ou porque a glândula tireoide não responde ao TSH.

Quais São Os Sintomas De Hipotireoidismo Congênito?

Os bebês com hipotireoidismo congênito normalmente parecem normais e não apresentam sintomas. Isso ocorre porque os hormônios tireoidianos da mãe ajudam o bebê antes do nascimento e o programa de triagem de recém-nascidos só é capaz de diagnosticar o hipotireoidismo alguns dias depois do nascimento.

Alguns dos sintomas que podem ser percebidos se o tratamento é atrasado ou se a dose do hormônio tireoidiano dada ao seu bebê é muito baixa são:

  • Icterícia (pele amarelada) em um recém-nascido por mais tempo que o normal
  • Rosto ou língua inchados
  • Choro rouco (estridente)
  • Falta de apetite
  • Braços e pernas frios
  • Pouco tônus muscular
  • Hérnia umbilical (o umbigo ressalta mais que o normal)
  • Constipação (ter problema com a passagem das fezes ou fezes ressecadas)
  • Dormir mais que o normal
  • Crescimento precário

Como Realizamos Testes Para Hipotireoidismo Congênito?

Mais frequentemente, o hipotireoidismo é descoberto por meio de um teste de triagem de recém-nascido. Todos os bebês passam por esse teste quando nascem. Um teste de triagem de recém-nascido avalia se o seu bebê tem hipotireoidismo congênito, bem como outras doenças que podem afetar recém-nascidos.

Nos testes de triagem de recém-nascidos, algumas gotas de sangue são coletadas do calcanhar do seu bebê logo após o nascimento. Os resultados do teste são enviados para o pediatra do seu bebê.

Quando o teste de triagem de recém-nascido de um bebê apresenta possível hipotireoidismo congênito, repetimos os exames laboratoriais para tireoide usando um teste sanguíneo.

Com esse intuito, coletamos uma pequena quantidade de sangue de uma veia do braço do seu bebê. O teste sanguíneo verificará o nível de hormônio tireoidiano no sangue do seu bebê.

Os testes sanguíneos também ajudam a descobrir a quantidade de medicamento a ser administrada ao seu bebê e se a quantidade que está sendo fornecida é a correta.

Às vezes, também podemos solicitar um ultrassom da tireoide. Isso ajuda a determinar o quão bem a glândula tireoide do seu bebê se desenvolveu e se está na posição normal, na parte frontal do pescoço.

Quando a glândula tireoide não está na posição correta, chamamos isso de glândula tireoide ectópica.

Isso é importante para determinar se o seu bebê poderá passar por um teste de suspensão da medicação aos 3 anos.

Como Tratamos O Hipotireoidismo Congênito?

Tratamos o hipotireoidismo congênito do seu bebê com uma medicação chamada levotiroxina. Administrada na forma de um comprimido, ela é o hormônio tireoidiano natural que a tireoide do seu bebê não pode produzir. Há diferentes nomes de marcas para a levotiroxina.

A dose de levotiroxina é ajustada de acordo com o crescimento do seu bebê para manter os hormônios tireoidianos em um nível normal.

Como Monitoramos O Tratamento Do Hipotireoidismo Congênito?

O seu bebê precisará de testes sanguíneos para que possamos verificar os níveis de hormônios tireoidianos e ajustar a dose de levotiroxina de forma apropriada.

O endocrinologista ou pediatra do seu bebê pedirá que você traga seu bebê para realizar testes sanguíneos a cada 1 ou 2 meses durante o primeiro ano de vida, a cada 2 ou 3 meses no segundo e terceiro anos de vida e a cada 4 ou 6 meses depois de completar 3 anos.

Durante os primeiros 3 anos do seu bebê, é muito importante que os níveis de hormônios tireoidianos estejam na variação normal. Isso ajudará a garantir que o cérebro do seu bebê se desenvolva apropriadamente.

A maioria das crianças precisará de tratamento durante toda a vida. Algumas crianças apresentam um hipotireoidismo leve e temporário. Em alguns casos, as crianças podem ser submetidas a um breve teste de suspensão de medicações após os 3 anos de idade. Depois disso, elas passam por outro teste para verificar se a medicação precisa ser restabelecida.

É muito importante que você mantenha as consultas com o médico e administre diariamente a medicação do seu bebê.

Qual É A Perspectiva De Longo Prazo Em Relação Ao Hipotireoidismo Congênito?

O seu bebê poderá ficar bem e saudável se ele receber tratamento precocemente e com a dose correta da medicação.

Se o tratamento do seu bebê for atrasado ou a dose do hormônio tireoidiano fornecida for muito baixa, isso poderá afetar o desenvolvimento, o aprendizado e o desempenho escolar dele.

Rev. 4/2015

Источник: https://www.massgeneral.org/children/hypothyroidism/entendendo-o-hipotireoidismo-congadecircinito

Hipotireoidismo: sintomas, diagnóstico, prevenção e tratamento

O que é hipotireoidismo congênito, sintomas e como tratar

O que é o hipotireoidismo? Trata-se, em resumo, da queda na produção dos hormônios da tireoide – a triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4). Ele é o distúrbio mais comum dessa glândula, que fica na região do pescoço e lembra uma borboleta.

Seu desempenho repercute em todo o organismo, interferindo nos batimentos cardíacos, no ritmo do intestino, no humor e no ciclo menstrual das mulheres. A liberação das substâncias tireoide é orquestrada a partir da hipófise, estrutura que fica lá no cérebro.

Embora produzido em menor quantidade, o T3 é o composto que atua pra valer no ritmo do funcionamento de nossos órgãos. O T4, fabricado em maior volume, é bem menos potente. Durante seu trajeto pelo corpo, ele acaba transformado em T3 – esse, sim, o agente das principais operações do organismo.

No hipotireoidismo, ocorre uma diminuição da quantidade T3 e T4 que vai para a corrente sanguínea. Uma das causas da pane é a tireoidite de Hashimoto, doença autoimune em que o próprio sistema de defesa cria anticorpos para atacar as células da tireoide.

O hipotireoidismo costuma ser associado a um leve ganho de peso (eminentemente por acúmulo de líquidos) e uma dificuldade para se livrar de quilos extras. Mas essas são apenas as consequências mais visíveis da crise.

No déficit de T3 e T4, o coração diminui o bombeamento de sangue e pode sofrer com uma insuficiência cardíaca. Os rins não conseguem filtrar o líquido vermelho direito. O intestino fica mais lento e a pele resseca. Os olhos, por sua vez, correm um sério risco de glaucoma.

Crianças não estão livres de uma tireoide em marcha lenta. A falta dos hormônios prejudica o crescimento e pode levar à deficiência intelectual.

Como nas primeiras semanas de vida é difícil perceber qualquer sinal do problema, o famoso teste do pezinho, feito em até 48 horas após o parto, é um grande aliado, pois consegue detectar o mau funcionamento da glândula do pescoço.

Aí é possível iniciar o tratamento quanto antes para afastar o risco de danos neurológicos.

A causa mais frequente da baixa produção hormonal em crianças e adolescentes é a síndrome de Hashimoto. Ela pode aparecer em qualquer idade e, em geral, é notada nos mais jovens com baixo crescimento, atraso na puberdade, coceira e voz rouca.

Sinais e sintomas do hipotireoidismo

– Sonolência

– Leve ganho de peso

– Cansaço

– Alterações no humor

– Perda de memória

– Pele seca

– Prisão de ventre

– Unhas fracas

– Queda de cabelo

– Pés e mãos gelados

– Sensação de frio excessivo

– Anemia

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– Alteração na libido

– Colesterol alto

Fatores de risco

– Mulheres com mais de 30 anos

– Idade superior a 60 anos

– Predisposição genética

– Menopausa

– Diabetes

– Gravidez

– Período pós-parto

– Poluição

– Excesso de iodo na alimentação

A prevenção

O fator mais importante para a formação dos hormônios T3 e T4 é a ingestão adequada de iodo. Cerca de 150 microgramas do mineral é a quantidade perfeita para resguardar a tireoide.

O composto está presente no sal de cozinha, nos frutos do mar e em peixes como cavala, salmão, pescada e bacalhau. Por outro lado, exagerar no uso do saleiro — fato bastante comum entre os brasileiros — impacta a glândula e pode desencadear o hipotireoidismo. O mesmo vale para quem acredita, levado por falsas promessas, toma lugol sem prescrição médica.

Para quem já sofre com os efeitos do descontrole hormonal, a recomendação na alimentação é maneirar em vegetais como repolho, nabo e couve.

Eles contêm uma substância chamada tiocianato, que pode inibir o trabalho da tireoide.

Há suspeitas também sobre a soja: a isoflavona da leguminosa alteraria o ritmo da produção tireoidiana e atrapalharia a absorção do iodo. Converse com o profissional sobre esse assunto.

O diagnóstico

Mesmo na ausência dos sintomas do hipotireoidismo, é importante informar ao médico se há casos da doença em parentes próximos. Também vale relatar qualquer cirurgia ou radioterapia realizada na região do pescoço. Todas essas informações são valiosas para flagrar uma possível falha no fornecimento de T3 e T4 para o organismo.

No exame clínico, o endocrinologista apalpa o pescoço para ver se há alguma alteração na tireoide. Porém, para confirmar se a glândula está trabalhando lentamente, é preciso fazer um exame de sangue. O teste consegue medir as dosagens de T3 e T4.

Se a dupla estiver lá embaixo, há suspeita de hipotireoidismo. Acontece que as quedas hormonais não são perceptíveis no início do quadro. O tira-dúvidas é a medição do TSH, o hormônio da hipófise. Se ele estiver muito elevado, é sinal de problema.

O uso do ultrassom pode ser indicado para continuar a investigação. Num quadro de hipotireoidismo, a glândula tende a ficar atrofiada. Se o médico suspeitar de um tumor, um exame chamado de cintilografia pode ser prescrito.

Com exceção do teste do pezinho, que denuncia o hipotireoidismo congênito no recém-nascido, o ultrassom do pescoço e os exames que calculam os hormônios TSH, T3 e T4 não precisam ser feitos com frequência em sujeitos mais jovens, a não ser quando existir algum sintoma ou histórico de doenças da tireoide na família. Fora isso, o checkup deve ser solicitado somente para indivíduos acima dos 40 anos, especialmente as mulheres, que costumam apresentar mais doenças ali.

O tratamento

Quando a produção da tireoide está baixa, a saída é fazer a reposição com uma versão sintética do hormônio T4. No organismo, ele é convertido em T3 para agir nas células.

Para reproduzir esse funcionamento ideal da tireoide, é preciso tomar o remédio todos os dias e a dose vai depender do grau de desequilíbrio na glândula.

O ajuste fino não é fácil – até por isso não se pode usar o medicamento sem a indicação do endocrinologista.

O comprimido tem que ser tomado de manhã, em jejum, cerca de meia hora antes do café. É que ele precisa de um pH mais ácido no estômago para ser absorvido. Se algo é ingerido, a acidez se reduz e compromete o aproveitamento do fármaco.

Em geral, o tratamento para o hipotireoidismo deve ser feito por toda a vida.

Isso só não acontece nas formas transitórias de hipotireoidismo, como as que costumam se manifestar em algumas mulheres no pós-parto ou mesmo as ocasionadas por um efeito colateral de medicamentos.

Nesses casos raros, a reposição hormonal nem sempre é necessária e as funções da tireoide tendem a se normalizar com o tempo ou com a suspensão do remédio causador do desbalanço.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/hipotireoidismo-sintomas-diagnostico-prevencao-e-tratamento/

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