O que é mioma subseroso, sintomas, causas e tratamento

Mioma Uterino: causas, sintomas e tratamento

O que é mioma subseroso, sintomas, causas e tratamento

O mioma uterino, também chamado de leiomioma, é um tumor originado do tecido muscular do útero. O mioma é um tumor benigno do útero, ou seja, uma lesão que não é câncer e nem apresenta risco de transformação maligna.

O útero é um órgão majoritariamente composto por músculos. O mioma é um crescimento anormal de uma área desta musculatura, formando geralmente uma tumoração com formato arrendondado. O mioma é composto exatamente pelo mesmo tecido do útero, sendo apenas uma lesão mais densa.

Existem quatro tipos de mioma, classificados de acordo com sua localização no útero. Acompanhe as explicações com a ilustração abaixo:

1. Mioma submucoso: são tumores que crescem logo abaixo do miométrio, a camada que recobre a parede interior do útero. O mioma submucoso se estende para dentro da cavidade uterina, podendo, quando grande, ocupar boa parte da mesma.

2. Mioma subseroso: são tumores que crescem logo abaixo da serosa, a camada que recobre a parte externa no útero. Miomas subserosos dão ao útero uma aparência nodular

3. Mioma pediculado: são tumores subserosos que crescem e acabam se destacando do útero, ficando presos por um fino cordão, chamado de pedículo. O mioma pediculado pode crescer para dentro da cavidade uterina ou para fora do útero.

4. Mioma intramural: são tumores que crescem dentro da parede muscular do útero. Quando grandes, podem distorcer a parede externa como os miomas subserosos e/ou a parede interna como os miomas submucosos.

Causas e fatores de risco

O mioma é uma doença de mulheres em idade reprodutiva e apresenta relação com os hormônios estrogênio e progesterona. Os miomas não surgem antes da puberdade e são incomuns em adolescentes.

Não se sabe bem o que causa os miomas, sendo estes provavelmente o resultado de alterações genéticas, hormonais, vasculares e influências do meio externo.

Se as causas ainda não foram elucidadas, alguns fatores de risco já são bem conhecidos:

  • História familiar: mulheres cujas mães ou irmãs tenham miomas, apresentam maior risco de também tê-los.
  • Raça negra: O mioma ocorre em todas as etnias, mas as mulheres afrodescendentes apresentam uma maior incidência. Além disso, neste grupo, os miomas costumam surgir mais cedo, ao redor dos 20 anos de idade.
  • Gravidez: mulheres que nunca engravidaram ou que tiverem sua primeira gravidez tarde apresentam maior risco de desenvolverem miomas.
  • Idade da menarca: quanto mais cedo for a idade da primeira menstruação, maior o risco de surgirem miomas.
  • Anticoncepcionais: a pilula costuma diminuir o risco de mioma e é, inclusive, uma das opções de tratamento: Todavia, quando meninas começam a tomá-la muito precocemente, antes dos 16 anos, parece haver um aumento no risco.
  • Bebidas alcoólicas: o consumo de bebidas, particularmente cerveja, aumenta o risco de miomas.
  • Hipertensão: mulheres hipertensas apresentam maior risco de terem miomas.

Sintomas

O mioma pode ser um tumor único ou vários tumores; pode ser minúsculo ou ter vários centímetros de diâmetro; pode causar sintomas ou ser completamente assintomático, passando despercebido por muito tempo.

A maioria dos leiomiomas são pequenos e assintomáticos. Quando o mioma causa sintomas, estes normalmente se enquadram em uma das três categorias:

  • Sangramento vaginal.
  • Dor pélvica.
  • Problemas reprodutivos.

O sangramento vaginal é o sintoma mais comum do(s) mioma(s), tipicamente se apresentando como uma menstruação mais volumosa e/ou que dura vários dias. Sangramentos vaginais que ocorrem fora dos períodos menstruais não costumam ser causados por miomas. Os miomas submucosos são aqueles que mais frequentemente se apresentam com sangramentos.

Dor ou uma sensação de peso na pelve é um sintoma comum dos miomas subserosos. Dependendo da localização, podem haver outros sintomas, como dificuldade para urinar no caso de miomas que comprimam a bexiga, prisão de ventre nos miomas próximos do reto e dor durante a relação sexual nos miomas localizados nas regiões mais anteriores do útero.

O mioma não interfere na ovulação, mas dependendo do seu tamanho e localização, pode atrapalhar uma eventual gravidez.

Miomas grandes, múltiplos e que causam deformidade da cavidade uterina, mais comumente os intramurais e submucosos, podem aumentar o risco de complicações na gestação, como abortos, sangramentos, rotura do útero e problemas no parto.

O risco de complicações aumenta quando a placenta encontra-se implantada sobre um mioma. Os miomas subserosos não costumam casuar problemas na gestação.

O diagnóstico dos miomas normalmente é feito através do exame ginecológico e do ultrassom.

O mioma é uma causa possível de dismenorreia secundária (leia: CÓLICA MENSTRUAL | Sintomas e tratamento para entender o que dismenorreia).

Tratamento

Mulheres com miomas pequenos e assintomáticos não necessitam de tratamento. Na verdade, até 40% dos miomas regridem espontaneamente em um período de três anos.

Nas mulheres com sintomas, o tratamento inicial é geralmente feito com drogas, tentando reduzir os sangramentos e diminuir o tamanho dos miomas. Entre as opções estão os medicamentos análogos do GnRH, que induzem a uma temporária menopausa, inibindo a produção de estrogênios pelos ovários, os anticoncepcionais orais e o DIU com liberação de progesterona.

Cirurgia

A cirurgia para o mioma torna-se uma opção quando:

  • Os sintomas não respondem ao tratamento com drogas.
  • Há intenção de engravidar e os miomas podem atrapalhar a gestação.
  • Há dúvidas se os tumores são realmente miomas ou alguma lesão maligna.

A miomectomia é a cirurgia na qual retira-se apenas o leiomioma, mantendo-se o resto do útero intacto. Dependendo do tipo de mioma, a miomectomia pode ser feita por laparoscopia, incisão abdominal ou histeroscopia. Em até 1/4 dos casos, o mioma volta a crescer após algum tempo.

A embolização da artéria uterina é outra opção, sendo realizada com a colocação de um cateter dentro da artéria uterina, responsável pela vascularização do mioma, seguida da injeção de agentes que levam à formação de trombos causando interrupção do fluxo de sangue. A isquemia do mioma leva-o a “murchar” e desaparecer em algumas semanas.

A histerectomia, que é a retirada completa do útero, é a opção de tratamento nas mulheres mais velhas ou naquelas que não mais desejam ter filhos.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/ginecologia/mioma/

Miomas uterinos – Clínica Art Medicina

O que é mioma subseroso, sintomas, causas e tratamento

Tumores benignos, os miomas uterinos são formados a partir de células musculares do útero: uma única célula se multiplica e cresce originando o tumor. Registrados comumente em mulheres na idade reprodutiva, podem provocar problemas na fertilidade quando crescem em locais como o interior da cavidade uterina.

Os miomas uterinos são classificados de acordo com o local em que se desenvolvem, o que também interfere nos sintomas provocados por eles, embora em alguns casos possam ser assintomáticos.

De etiologia ainda desconhecida, o crescimento de miomas, entretanto, pode ser estimulado por diferentes fatores, incluindo idade, obesidade, genética ou mesmo diferença racial.

Saiba mais sobre miomas uterinos neste texto. Ele aborda os fatores de risco, tipos, localização e sintomas manifestados por cada um, diagnóstico e tratamento.

O que provoca riscos para o desenvolvimento de miomas?

Diferentes fatores interferem no crescimento de miomas, isoladamente ou em associação. Podem ser estimulados pela ação de hormônios, como o estrogênio, responsável pelo desenvolvimento e espessamento do endométrio, tecido que reveste a cavidade uterina, a cada ciclo menstrual.

Mulheres que menstruam precocemente têm risco aumentado, ao mesmo tempo que os miomas apresentam maior prevalência acima dos 40 anos.

O histórico familiar de crescimento de miomas também aumenta as chances, assim como a diferença racial: tendem a ser até três vezes mais prevalentes em mulheres negras, em comparação com as brancas.

O estilo de vida, por outro lado, contribui significativamente para que eles se desenvolvam. A obesidade, por exemplo, responde por até 20% dos casos. O estilo de vida, como hábitos alimentares, entre eles o consumo de carne vermelha, álcool e cafeína em excesso, também aumenta o risco.

Fatores de crescimento, substâncias importantes para a comunicação entre as células, são ainda apontados entre as possíveis causas.

Classificação dos miomas e sintomas manifestados por cada tipo

A localização é o principal critério para a classificação dos miomas uterinos e interfere na manifestação dos sintomas, no tamanho que eles podem atingir e impactos que podem causar na fertilidade feminina: até 10% das mulheres com infertilidade têm miomas e, em alguns casos, eles são a única causa.

Ao mesmo tempo, os miomas são associados a desfechos obstétricos adversos. Podem provocar dor de maior severidade, parto prematuro, descolamento da placenta e hemorragia pós-parto.

Os miomas são classificados em três tipos:

Miomas submucosos: se desenvolvem no interior da cavidade uterina. Tendem a provocar sintomas como sangramento e cólicas intensos entre os períodos menstruais.

Por estarem localizados no interior da cavidade uterina, podem causar abortamentos espontâneos e falhas na implantação do embrião, na gestação natural e nos tratamentos de reprodução assistida.

A perda de sangue em maior quantidade aumenta a possibilidade de desenvolver anemia.

Miomas intramurais: estão localizados na parede do útero e possuem diferentes tamanhos. Podem ser microscópicos ou maiores do que uma laranja. Quando pequenos, são assintomáticos na maioria dos casos. Os sintomas apenas se manifestam se atingirem dimensões maiores.

Miomas localizados na parede uterina têm espaço limitado para o desenvolvimento. Por isso, tendem a crescer em outras direções, invadindo a cavidade uterina ou a cavidade abdominal.

Em dimensões maiores, também podem provocar sangramento e cólicas intensos, assim como abortos espontâneos e dificuldades para a implantação do embrião.

Miomas subserosos: esse tipo de mioma cresce predominante na cavidade abdominal. Ao contrário dos intramurais, como possuem mais espaço, tendem a atingir grandes dimensões, como as de um melão, por exemplo.

Embora possam causar inchaço e a compressão de órgãos, como a bexiga e o intestino, resultando em quadros de micção frequente e constipação, na maioria dos casos, apesar dos tamanhos maiores, são assintomáticos. Também não são associados a nenhuma alteração na fertilidade.

Alguns miomas, conhecidos como pediculados, desenvolvem uma haste para suportá-los, que podem retorcer e provocar uma dor bastante intensa.

Da mesma forma que os miomas podem causar infertilidade por abortos de repetição e falhas na implantação do embrião, os sintomas manifestados também resultam em grande impacto na qualidade de vida das mulheres portadoras, dificultando as relações pessoais, profissionais e atividades diárias.

Como os miomas são diagnosticados?

Por serem muitas vezes assintomáticos, a suspeita de miomas surge durante o exame clínico de rotina, a partir da detecção de alterações como volume uterino, por exemplo.

Para confirmar o diagnóstico são realizados diferentes tipos de exames. Eles possibilitam determinar a localização e o tamanho, contribuindo para a indicação do tratamento mais adequado.

Exames laboratoriais, entre eles testes hormonais, podem ser realizados se houver a ocorrência de sintomas como sangramento intenso acompanhado por cólicas severas, que também são indicativos de outras condições.

A localização e tamanho dos miomas são determinados a partir da realização de exames de imagem. A ultrassonografia, por exemplo, possibilita a identificação dos que estão localizados no útero.

Uma variação do exame, chamada histerossonografia, realizada com a utilização de soro fisiológico, possibilita maior expansão da cavidade uterina e a visualização mais acurada de miomas submucosos.

Já a ressonância magnética (RM) proporciona a identificação da localização e definição do tamanho de diferentes tipos de miomas, assim como a vídeo-histeroscopia ambulatorial.

O procedimento utiliza um histeroscópio com uma câmera acoplada que permite a transmissão em tempo real, possibilitando uma avaliação mais detalhada dos órgãos internos do aparelho reprodutor feminino.

Tratamentos indicados para miomas uterinos

A indicação do melhor tratamento é baseada nos resultados fornecidos pelos exames diagnósticos e considera os mesmos critérios utilizados para a classificação: localização e tamanho, além do grau de severidade dos sintomas e da intenção de engravidar.

O tratamento hormonal tem como objetivo a redução dos miomas e, consequentemente, dos sintomas provocados por eles. É bastante eficaz para mulheres que desejam engravidar e não querem ser submetidas ao tratamento cirúrgico.

No entanto, quando é descontinuado, o mioma geralmente retorna ao tamanho anterior. Além disso, pode provocar diferentes efeitos.

Os tratamentos cirúrgicos, por outro lado, normalmente são indicados quando os miomas provocaram alterações mais graves na cavidade uterina e se houver a manifestação de sintomas severos, incluindo infertilidade.

A abordagem cirúrgica utilizada tradicionalmente para a remoção de miomas submucosos e intramurais é a miomectomia. Após a extração, a fertilidade é restaurada na maioria dos casos e os sintomas tendem a desaparecer.

Já a histeroscopia cirúrgica é considerada o método mais seguro para remoção de miomas maiores do que 3 cm, independentemente da localização, pois facilita a distinção entre o miomatoso fibroso e o miométrio, evitando danos provocados à parede uterina.

A técnica é minimamente invasiva e o procedimento cirúrgico pode ser realizado ao mesmo tempo que o diagnóstico, prática conhecida como see and treat ou ver e tratar.

Há também a opção da ultrassonografia focada guiada por MRI (magnetic ressonance imaging), em que ondas de ultrassom fazem com que o mioma sofra uma necrose coagulante. É bastante eficaz quando há a manifestação de sintomas como sangramento e dor.

A obstrução do fluxo sanguíneo pode ser ainda uma opção interessante para mulheres que não podem ser submetidas a cirurgia. O procedimento é feito por embolização da artéria uterina.

Se a mulher não quiser engravidar e deseja um tratamento definitivo, geralmente é indicada a histerectomia, cirurgia para retirada total ou parcial do útero.

Por outro lado, as mulheres que não apresentam nenhum sintoma que interfira com a qualidade de vida podem apenas ser observadas periodicamente. Eles normalmente tendem a diminuir com a utilização de medicamentos hormonais.

Источник: https://artmedicina.com.br/miomas-uterinos/

Mioma uterino: o que é, sintomas e cirurgia

O que é mioma subseroso, sintomas, causas e tratamento

Miomas uterinos (CID 10 – D25) são tumores benignos no útero, que muitas vezes aparecem durante a idade fértil da mulher.

Embora seja um tumor, o mioma não estão associados a um risco maior de cânceres, como o câncer de colo de útero, e quase nunca se transformam em câncer.

Trata-se de um tumor benigno atinge cerca de 50% das mulheres na faixa etária dos 30 aos 50 anos.

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Também chamado de fibroide uterino, o mioma uterino se desenvolve a partir do tecido muscular liso do útero (miométrio). Uma única célula se divide repetidamente e desenfreadamente, até criar uma massa distinta dos tecidos próximos.

Os padrões de crescimento de miomas uterinos variam, podendo se desenvolver de forma lenta, rapidamente ou permanecer do mesmo tamanho.

Alguns miomas passam por surtos de crescimento, e alguns podem encolher por conta própria. Inclusive, muitos miomas que acontecem durante a gravidez tendem a encolher ou desaparecer após o parto.

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Os miomas não são indetectáveis pelo olho humano, mas suas massas volumosas podem distorcer ou ampliar o útero. Eles podem ser únicos ou múltiplos, e em casos extremos, a expansão do útero atinge a caixa torácica.

Getty Images

Sintomas de Mioma uterino

O mioma é assintomático para algumas mulheres – ou seja, há pessoas que não apresentam sinais de que está com um tumor no útero. Nesse caso, a detecção do mioma só ocorre com exames de rotina.

Entretanto, mulheres que apresentam sintomas, geralmente notam os seguinte sinais do mioma no corpo:

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  • Sangramento menstrual pesado
  • Períodos menstruais prolongados – sete dias ou mais de sangramento menstrual
  • Sangramentos mensais atípicos, às vezes com coágulos
  • Pressão ou dor pélvica
  • Micção frequente
  • Dificuldade esvaziar a bexiga
  • Prisão de ventre
  • Dor durante as relações sexuais.

Dependendo do tipo de mioma, os sintomas podem se diferenciar:

  • Miomas submucosos: são mais propensos a causar sangramento menstrual prolongado, pesado e às vezes são um problema para as mulheres que tentam engravidar
  • Miomas subserosos: podem pressionar a bexiga, causando sintomas urinários. Se miomas bojo na parte de trás do seu útero, que ocasionalmente pode pressionar o reto ou em seus nervos espinhais, causando nesse caso dor nas costas
  • Miomas intramurais: se grande o suficiente, podem distorcer a forma do útero e causar períodos pesados prolongados, bem como dor e pressão
  • Miomas pediculados: se sofrer torção de sua base e com isso apresentarem parada de sua circulação, causa de dor intensa e aguda, que necessita de cirurgia para sua remoção.

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Visita ao ginecologista

Em casos raros, o mioma provoca alteração no volume abdominal. Isso ocorre em casos nos quais os miomas atingem volumes grandes e causa pressão sobre órgãos como a bexiga, por exemplo. No entanto, isso quase nunca ocorre.

Causas

Não sabe ao certo porque o mioma uterino se forma, mas existem algumas suspeitas:

Muitos miomas contêm alterações nos genes que os diferem das células normais do músculo uterino. Há também algumas evidências de que miomas são mais comuns entre membros da mesma família e que as gêmeas idênticas são mais propensas a terem miomas, se comparadas com gêmeas não idênticas.

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Quando hormônios como o estrógeno e a progesterona entram em desequilíbrio, é possível que aconteça o crescimento dos fibroides. Miomas podem conter mais receptores de estrógeno e progesterona do que as células musculares do útero normais.

Além disso, alguns miomas tendem a diminuir após a menopausa, provavelmente porque a produção hormonal também diminui.

Substâncias que ajudam o corpo a manter os tecidos podem afetar o crescimento dos miomas.

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Tipos

Os miomas uterinos se separam em três tipos a depender de sua localização na parede do útero:

Miomas subserosos se localizam na porção mais externa do útero e geralmente crescem para fora. Este tipo de mioma não costuma afetar o fluxo menstrual, porém, pode tornar-se desconfortável pelo seu tamanho e pressão sobre outros órgãos da pelve.

Os miomas pediculados são ligados à superfície uterina por uma ponte fibromuscular e por onde vem também sua circulação. Normalmente assintomáticos, o seu crescimento ao longo do tempo pode predispor à torção de seu pedículo, sendo causa de dor aguda o que pode levar à necessidade de cirurgia de urgência para sua retirada.

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Miomas intramurais crescem no interior da parede uterina e se expandem, fazendo com que o útero aumente seu tamanho. São os tipos de miomas mais comuns e geralmente provocam um intenso fluxo menstrual, dor pélvica ou sensação de peso.

Ficam na parte mais profunda da do útero, bem por abaixo da capa que reveste a cavidade uterina. Os miomas submucosos são os miomas menos comuns e provocam intensos e prolongados períodos menstruais.

Localizam-se totalmente dentro da cavidade uterina. Miomas intracavitários costumam causar sangramento entre os períodos e, muitas vezes, causar cólicas.

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Fatores de risco

Existem alguns fatores de risco conhecidos para miomas uterinos:

  • Genética. Se a sua mãe ou irmã tem miomas, você está em maior risco de desenvolvê-los
  • Grupos populacionais: as mulheres negras são mais propensas a ter miomas do que as mulheres de outros grupos raciais. Além disso, as mulheres negras têm miomas em idades mais jovens, e eles também são propensos a ter mais ou maiores miomas
  • Início da menstruação em idade precoce
  • Dieta rica em carne vermelha e menor em verduras e frutas
  • Ingestão de álcool.

Buscando ajuda médica

Consulte o seu médico se você tiver:

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  • Dor pélvica que não vai embora
  • Períodos excessivamente pesados ou dolorosos
  • Sangramento entre os períodos
  • Dor durante a relação sexual
  • Útero aumentado e abdômen
  • Dificuldade esvaziar a bexiga.

Procure atendimento médico imediato se você tiver sangramento vaginal grave ou dor pélvica aguda que vem de repente.

Diagnóstico de Mioma uterino

Miomas uterinos são diagnosticados durante um exame ginecológico de rotina, geralmente por acaso. O médico pode sentir irregularidades na forma do útero, o que sugere a presença de miomas.

A mulher que sentir sintomas de miomas uterinos, pode solicitar estes testes ao médico e vice-versa:

  • Ultrassonografia transvaginal
  • Hemograma completo e outros exames de sangue, para investigar a causa dos sangramentos.

Se os resultados dos primeiros testes não forem conclusivos, podem ser solicitados esses exames:

  • Ressonância magnética
  • Ultrassom com infusão de solução salina
  • Histerossalpingografia
  • Histeroscopia.

Tratamento de Mioma uterino

Não há uma abordagem única para o tratamento do mioma uterino. Se há sintomas de mioma, converse com o médico sobre as opções mais adequadas ao seu caso.

Muitas mulheres com miomas uterinos não experimentam sintomas, ou então apenas sinais leves e pouco irritantes. Se esse for o seu caso, fazer o acompanhamento médico, sem necessariamente usar algum medicamento ou fazer uma cirurgia, pode ser a melhor opção.

Confira as possibilidades de tratamento para o mioma:

  • Medicamentos hormonais para impedir o desenvolvimento do óvulo
  • (DIU) liberador de progesterona
  • Contraceptivos
  • Anti-inflamatórios não esteroides para a dor
  • Suplemento de vitaminas e ferro, por conta dos nutrientes pedidos no sangramento.

Existem também os procedimentos cirúrgicos não invasivos ou minimamente invasivos:

  • Cirurgia com ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética
  • Embolização da artéria uterina
  • Miólise
  • Laparoscópica ou robótica
  • Miomectomia histeroscópica
  • Ablação endometrial e ressecção de miomas submucosos.

É possível optar pela cirurgia de mioma quando os sintomas de mioma uterino incomodam as atividades diárias, ou causam males graves:

  • Miomectomia abdominal
  • Histerectomia.

Complicações possíveis

Apesar de miomas uterinos geralmente não serem perigosos, eles podem causar desconforto e levar a complicações, como anemia por perda de sangue.

Mulheres que fizeram tratamento para endometriose podem sofrer com os sintomas novamente em algum momento da vida, exceto aquelas que fizeram histerectomia.

Nesses casos, pequenos miomas que o médico não detectou durante a cirurgia podem eventualmente crescer e causar sintomas que merecem tratamento.

Isso é muitas vezes chamado de taxa de recorrência. Novos miomas, que podem ou não podem exigir tratamento, também podem se desenvolver.

Miomas uterinos geralmente não interferem na concepção ou na gravidez. No entanto, é possível que alguns miomas atrapalhem a fertilidade ou o desenvolvimento do feto. Miomas submucosos podem impedir a implantação e crescimento de um embrião.

Em tais casos, os médicos geralmente recomendam a remoção desses miomas antes de tentar a gravidez, sob o risco de a mulher sofrer um aborto em casos mais graves.

Raramente, os miomas podem distorcer ou bloquear suas trompas de falópio, ou interferir com a passagem do esperma do seu colo do útero para suas trompas de falópio.

Referências

Revisado por: Jurandir Piassi Passos, ginecologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica – CRM 60633

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/mioma-uterino

Grupo Sanfil Medicina | Miomas uterinos

O que é mioma subseroso, sintomas, causas e tratamento

Os miomas uterinos são altos não-cancerosos do útero que normalmente surgem durante os anos de gravidez. Também chamados de fibromiomas, leiomiomas ou miomas, os miomas uterinos não estão associados a um risco aumentado de cancro uterino e nunca se desenvolvem para cancro.

3 em cada 4 mulheres têm miomas uterinos durante a sua vida, no entanto, muitas nem sabem que os têm uma vez que não despoletam sintomas. O seu médico poderá descobrir miomas, acidentalmente, durante um exame pélvico ou uma ecografia pré-natal.

Em geral, os miomas uterinos raramente necessitam de tratamento. A terapia médica e os procedimentos cirúrgicos poderão diminuir ou remover os miomas se se sentir desconfortável ou tiver sintomas problemáticos. Muito raramente os miomas necessitam de tratamento de emergência mesmo se causarem dor pélvica aguda e repentina ou sangramento menstrual abundante.

Causas

Os miomas uterinos desenvolvem-se a partir do tecido muscular mole do útero (miométrio).

Uma única célula reproduz repetidamente, eventualmente cria uma massa elástica, firme e pálida que se distingue do tecido circundante.

Os padrões de crescimento dos miomas uterinos variam; alguns miomas continuam a crescer lentamente, outros poderão manter o mesmo tamanho ou mesmo encolher no seu devido tempo.

Os miomas diferem em tamanho, desde sementes indetectáveis ao olho humano, a massas volumosas que conseguem distorcer e aumentar o útero. Podem ser únicos ou múltiplos e, em casos extremos, podem expandir tanto o útero que o faz atingir a caixa torácica.

Os médicos desconhecem a causa dos miomas uterinos, no entanto, investigação e experiência clínica indicam para estes factores:

  • Alterações genéticas. Muitos miomas contêm alterações nos genes que são diferentes dos que existem nas células normais do músculo uterino.
  • Hormonas. Os estrogénio e a progesterona, duas hormonas que estimulam o desenvolvimento do alinhamento uterino durante cada ciclo menstrual na preparação para a gravidez, parecem promover o crescimento dos miomas. Os miomas contêm mais receptores de estrogénio e progesterona do que as células normais do músculo uterino.
  • Outros químicos. Substâncias que ajudam o corpo a manter os tecidos como por exemplo o factor de crescimento tipo-insulina, poderão afectar o crescimento dos miomas.

Diagnóstico

  • Os miomas uterinos são encontrados com frequência durante o exame pélvico de rotina. O seu médico poderá sentir irregularidades na forma do seu útero, sugerindo a presença de miomas.Ultra-somSe for necessária confirmação, o seu médico poderá obter um ultra-som, um exame não doloroso que utiliza ondas de som para obter uma imagem do seu útero, para confirmar o diagnóstico e para mapear e medir os miomas. Um médico ou técnico movimenta o dispositivo de ultra-som (transdutor) por cima do abdómen (transabdominal) ou dentro da sua vagina (transvaginal) para obter imagens do seu útero.O ultra-som transvaginal fornece mais detalhes porque a sonda fica mais perto do útero. O ultra-som transabdominal visualiza uma área anatómica maior. Por vezes, os miomas são descobertos durante um ultra-som realizado com outro objectivo, como por exemplo, durante um ultra-som pré-natal.Outros testes de imagiologiaSe o ultra-som tradicional não fornecer informações suficientes, o seu médico poderá pedir outros estudos imagiológicos, como por exemplo:
    • Histerossonografia. Tal chamada de sonohisterografia, esta variação de ultra-som utiliza salina esterilizada para alargar a cavidade uterina, tornando mais fácil obter imagens do interior do útero. Este teste poderá ser útil se tiver uma menstruação pesada apesar dos resultados normais do ultra-som tradicional.
    • Histerossalpingografia. Esta técnica utiliza um líquido de contraste para observar a cavidade uterina e as trompas de Falópio nas imagens de raio-x. O seu médico poderá recomendar esta técnica se a infertilidade for um problema. Para além dos miomas existentes, poderá ajudar o seu médico a determinar se as trompas de Falópio estão abertas.
    • Histeroscopia. O seu médico insere um telescópio pequeno e com luz, chamado de histeroscópio, através do colo do útero até ao seu útero. O seu médico injecta salina no seu útero para alargar a cavidade uterina e para lhe permitir examinar as paredes do útero e as aberturas das trompas de Falópio. Uma histeroscopia poderá ser realizada no consultório do seu médico.

    As técnicas de imagiologia que poderão, ocasionalmente, ser necessárias incluir uma tomografia computorizada (TAC) e uma ressonância magnética (RM).

    Outros testes

    Se experienciar um sangramento vaginal anormal, o seu médico poderá querer realizar outros testes para investigar as potenciais causas.

    O/a médico/a poderão pedir um hemograma completo (CBC) para determinar se tem uma anemia por falta de ferro ou devido a perda de sangue crónica.

    O seu médico poderá ainda pedir outras análises sanguíneas para descartar outras doenças de sangue e para determinar os níveis de hormonas reprodutoras produzidas pelos seus ovários.

Miomas (fibromas ou leiomiomas)

O que é mioma subseroso, sintomas, causas e tratamento

Miomas (fibromas ou leiomiomas) são tumores sólidos benignos formados por tecido muscular e fibroso que se desenvolvem no útero. Saiba reconhecer os principais sintomas e quais os tratamentos indicados.

O mioma (também conhecido como fibroma ou leiomioma) é um tumor sólido benigno formado por tecido muscular e fibroso. De acordo com a região do útero acometida, existem 4 tipos diferentes de miomas: subserosos, intramurais, submucosos e pendulados. Seu tamanho pode variar bastante e alguns provocam aumento grande do abdômen.

Veja também: Entrevista completa com especialista sobre miomas

Causas de mioma

Não há uma única causa para o aparecimento de um mioma. Sabe-se que estão associados principalmente à produção de estrógeno — embora uma parcela seja sensível à ação da progesterona — e que sua incidência diminui depois da menopausa.

É um problema frequente principalmente na casa dos 40 anos. Mulheres negras e com peso acima do ideal são mais vulneráveis, e é comum uma paciente ter mais de um mioma.

Sintomas de mioma

Alguns miomas são assintomáticos. Quando os sintomas aparecem, os mais importantes são:

  • Aumento abundante do fluxo menstrual ou menstruação por mais tempo;
  • Aumento do volume do abdômen;
  • Prisão de ventre;
  • Dor;
  • Anemia devido à maior perda de sangue;
  • Infertilidade;
  • Abortamentos;
  • Parto prematuro;
  • Hemorragia pós-parto;
  • Compressão sobre a bexiga e intestino, provocando vontade urgente e frequente de urinar e desconforto gastrointestinal.

Diagnóstico de mioma

O diagnóstico pode ser feito levantando o histórico da paciente e pelo toque vaginal. Exames de imagem, como ultrassom e ressonância magnética, também são importantes para o diagnóstico.

Tratamento do mioma

Os casos de mioma que não apresentam sintomas importantes não exigem tratamento imediato, mas devem ser acompanhados regularmente.

Para a mulher que se aproxima da menopausa e tem indicação de diminuir ou retirar o mioma, o tratamento medicamentoso para bloquear a produção de estrógeno é o mais indicado, já que a supressão da produção do hormônio ajuda a diminuir o tamanho dos miomas e facilita a remoção cirúrgica (se for o caso). Às vezes, antes de iniciar com a medicação pode-se recomendar somente o acompanhamento, pois a diminuição natural dos níveis hormonais decorrente da menopausa pode levar à diminuição espontânea do mioma.

Outros medicamentos podem ser usados para diminuir sangramentos sem interferir no tamanho do mioma.

A miomectomia (retirada do mioma) por via vaginal ou laparoscopia são indicadas somente quando o mioma provoca sintomas importantes, como dor e sangramentos persistentes.

 Quando a cirurgia é feita por via vaginal ou laparoscópica, em geral a recuperação é rápida.

Porém, dependendo da localização, quantidade e tamanho dos miomas, pode ser necessária uma cirurgia com incisão maior no abdômen, e nesse caso são necessários mais dias até a alta.

Quando a mulher apresenta sintomas e não deseja engravidar, pode ser indicada uma histerectomia (retirada do útero).

A embolização da artéria uterina é uma técnica moderna de tratamento que apresenta bons resultados. Por meio da artéria femoral, partículas impactantes são introduzidas na circulação para interromper o fluxo de sangue que nutre o mioma, levando a sua morte e encolhimento.

Recomendações

  • Consulte seu ginecologista regularmente. Nas consultas de rotina, muitos casos de miomas podem ser diagnosticados;
  • Pratique exercícios físicos, pois eles ajudam a diminuir os níveis de estrógeno no organismo e, conseqüentemente, o desenvolvimento de miomas;
  • Procure levar vida saudável. Não fume, beba com moderação, controle o peso corpóreo.

Perguntas frequentes sobre mioma

Mioma é câncer?

Não, os miomas são tumores benignos, ou seja, as células são semelhantes às do tecido normal e não têm a capacidade de provocar metástases (invadir outros órgãos e tecidos). Somente cerca de 1% deles evolui para formas cancerígenas.

Miomas são perigosos na gravidez?

Dependendo do tamanho e localização, miomas que não provocaram sintomas antes da gestação podem provocar alguns problemas na gravidez, incluindo parto prematuro, hemorragia pós-parto e abortos espontâneos.

Por que miomas podem provocar infertilidade?

Um mioma pode obstruir as tubas uterinas ou provocar deformações que tornam mais difícil ou impossível o óvulo fecundado aderir à parede do útero.

Tenho mioma e não tenho sintomas, mas gostaria de removê-los. Tem problema?

A indicação de remover miomas somente quando provocam sintomas se deve ao fato de que qualquer cirurgia, por mais simples que seja, tem seus riscos. Miomas assintomáticos e que não interferem com a fertilidade ou gravidez não prejudicam a saúde; portanto, deve-se somente acompanhar seu desenvolvimento em visitas regulares ao ginecologista.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/miomas-fibromas-ou-leiomiomas/

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