O que é nervo ulnar, onde fica e possíveis alterações

Cotovelo – Tudo sobre cotovelo e possíveis lesões de cotovelo

O que é nervo ulnar, onde fica e possíveis alterações

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A complexa articulação do cotovelo é formada entre a extremidade distal do úmero no braço superior e as extremidades proximais do ulna e do rádio no antebraço. Ela permite a flexão e extensão do antebraço em relação ao braço, bem como a rotação do antebraço e pulso.

A extremidade distal arredondada do úmero é dividida em dois processos articulares – a tróclea no lado medial e o capítulo no lado lateral. A tróclea, em forma de polia, forma uma junção apertada com o entalhe troclear do ulna que o rodeia.

Na lateral, a extremidade côncava da cabeça do rádio encontra com o capítulo em forma convexa e arredondada que completa a articulação. A união solta do capitel do úmero e a cabeça do rádio permite que o rádio pivote, bem como se flexione e estenda.

O giro do rádio permite a supinação e a pronação da mão em relação ao pulso.

Como todas as outras articulações sinoviais, uma fina camada de cartilagem articular lisa cobre as extremidades dos ossos que formam a articulação.

A cápsula articular do cotovelo envolve a articulação para fornecer força e lubrificação ao cotovelo.

Líquido sinovial produzido pela membrana da cápsula articular preenche o espaço oco entre os ossos e lubrifica a articulação reduzindo o desgaste.

Uma extensa rede de ligamentos, que rodeiam a cápsula articular, ajuda para que a articulação do cotovelo mantenha a estabilidade e resista às tensões mecânicas.

Os ligamentos colaterais radiais e ulnares conectam e mantêm a posição do rádio e ulna em relação aos epicôndilos do úmero. O ligamento anular do cotovelo estende-se a partir do ulna, em torno da cabeça do rádio, para manter os ossos do braço unidos.

Estes ligamentos permitem o movimento e alongamento do cotovelo, resistindo ao deslocamento dos ossos.

Os únicos movimentos permitidos pelo cotovelo são flexão e extensão da articulação e rotação do raio. A amplitude de movimento do cotovelo é limitada pelo olécrano do cúbito, de modo que o cotovelo só pode estender-se a cerca de 180 graus. Sua flexão é limitada apenas pelos tecidos moles de compressão que rodeiam a articulação.

Como diversos músculos se originam ou inserem próximos ao cotovelo, essa articulação é um local comum de lesões. Uma lesão comum é a epicondilite lateral, também conhecida como cotovelo de tenista, que é uma inflamação que rodeia o epicôndilo lateral do úmero.

Seis músculos que controlam o movimento para trás (extensão) da mão e dos dedos originam-se no epicôndilo lateral. A repetição de movimentos intensos como o golpe revés (backhand) do tênis causam tensão sobre o músculo e tendões anexos podendo produzir dor ao redor do epicôndilo.

O repouso nestes casos, normalmente, proporciona uma boa recuperação.

Lesões e condições apresentadas no Cotovelo:

Muitos distúrbios podem ocorrer no cotovelo. Qualquer um dos ossos pode ser fraturado, qualquer um dos músculos pode ser puxado, qualquer dos tendões pode ser ferido, e qualquer um dos ligamentos pode ser torcido.

Além disso, as lesões mais proximais no braço podem influenciar as ações no cotovelo e deixar déficits na função ou sensação no cotovelo mesmo se a própria articulação estiver intacta.

Algumas condições patológicas comuns do cotovelo são discutidas abaixo:

Luxação da cabeça radial

A luxação da cabeça radial (“cotovelo retraído”) ocorre quando uma força é aplicada no antebraço, a partir de um ponto distante. Como conseqüência, a cabeça do rádio pode ser puxada para fora do ligamento anular que o mantém no lugar.

Normalmente, essas lesões ocorrem em crianças pequenas, muitas vezes meninas. A descrição clássica da lesão ocorre quando um pai ou outra figura adulta levanta uma criança verticalmente por apenas uma mão. A criança então segura o braço flexionado no cotovelo e pronado no antebraço. A redução da luxação pode ser realizada supinando o antebraço com o cotovelo flexionado.

Epicondilite lateral

A epicondilite lateral (“cotovelo de tenista”) é a inflamação dos tendões que se inserem na origem extensora comum no epicôndilo lateral do úmero.

Movimentos de extensão repetitivos no pulso causam uma síndrome de uso excessivo dos extensores de pulso e dor na inserção acima mencionada.

Geralmente, o dano ao extensor “carpi radialis brevis” é o principal culpado, com o uso excessivo também causando fraqueza. O tratamento visa diminuir a inflamação e fortalecer os extensores do punho.

Epicondilite mediana

Epicondilite mediana (“cotovelo de golfista”) é uma condição inflamatória dos tendões, que se inserem na origem do flexor comum no epicôndilo mediano do úmero.

Movimentos de flexão repetitivos no pulso causam uma síndrome de uso excessivo dos flexores do pulso e dor na inserção acima apenas superior ao cotovelo.

A condição é mais comum entre os homens idade 20 a 49 anos, mas pode ser experimentada por qualquer pessoa. O tratamento visa diminuir a inflamação e fortalecer os extensores do punho.

Síndrome do túnel cubital

A síndrome do túnel cubital causa parestesias (sensação de formigamento) na distribuição do nervo ulnar. Isso é atribuido à compressão do nervo, quando passa por um sulco atrás do epicôndilo mediano do úmero (túnel cubital).

Como o nervo tem muito pouco preenchimento, à medida que passa por esta área é facilmente comprimido, e a compressão causa uma neurapraxia do nervo ulnar e parestesias. O tratamento destina-se a aliviar a pressão sobre o nervo e diminuir a inflamação, se presente.

Síndrome de Pronador

Síndrome de pronador é uma compressão neuropática do nervo mediano. A síndrome pode causar parestesias na distribuição do nervo mediano distal à compressão.

Isso pode levar a fraqueza no flexor do polegar longo, no flexor profundo, na lateral dos dedos e no pronador quadrático.

Geralmente, o pronador se mantém inalterado, porque já está inervado antes da passagem do nervo entre as duas cabeças do músculo.

A neurapraxia do nervo mediano pode ser aliviada com injeções de esteroides ou outros métodos destinados a diminuir a inflamação. Em alguns casos intervenção cirúrgica é indicada.

Bursite do olécrano

A bursite do cotovelo é uma inflamação da bursa de olécrano na face proximal da ulna posterior. Pode ser causada por trauma, infecção, pressão prolongada, ou outras condições inflamatórias. A bursa fica inchada e muitas vezes dolorida. Drenar a bursa e analisar o fluido obtido pode ajudar no diagnóstico e no tratamento a ser dirigido. As causas infecciosas devem ser sempre descartadas.

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Источник: http://www.ortopediabr.com.br/especialidade-ortopedica/cotovelo/

Síndrome do Túnel Cubital

O que é nervo ulnar, onde fica e possíveis alterações

O síndrome do túnel cubital ou ulnar é uma doença que se caracteriza pela compressão do nervo cubital ou nervo ulnar a nível do cotovelo, originando uma neuropatia cubital.

Nas fases iniciais, a neuropatia cubital é essencialmente sensitiva, manifestando-se por sintomas sensitivos, como adormecimento ou parestesias a nível da região cubital (interna) da mão.

Com a evolução da compressão e consequente lesão do nervo cubital, ocorre atingimento das fibras motoras do nervo, originando atrofia dos músculos inervados pelo nervo cubital abaixo do cotovelo. 

O nervo cubital ou ulnar, no seu trajeto ao longo do membro superior, pode ser comprimido a vários níveis, sendo o cotovelo a localização mais frequente. A neuropatia resultante, conhecida como síndrome do túnel cubital, é a segunda neuropatia mais frequente do membro superior, a seguir ao síndrome do canal cárpico

Mais frequentemente, a doença ocorre apenas num dos lados mas pode ser bilateral.

Anatomia do túnel cubital

O nervo cubital ou ulnar atravessa a região do cotovelo, percorrendo um trajeto através da fossa cubital constituída por um túnel osteoligamentar denominado túnel cubital ou canal cubital.

Este canal é constituído pelos seguintes limites: um teto ligamentar formado pelo ligamento de Osbourne, também chamado de ligamento arqueado, uma vez que forma uma ponte ou arcada sobre o nervo cubital, e um chão constituído por osso, cápsula articular e o ligamento colateral medial.

Depois de emergir deste túnel, o nervo cubital inerva vários músculos, nomeadamente o músculo flexor profundo do 4º e 5º dedos e muitos dos pequenos músculos intrínsecos da mão, conhecidos como musculatura intrínseca da mão. É ainda responsável pela inervação sensitiva da região cubital do antebraço e da mão.

A possibilidade de compressão do nervo no interior do túnel, associado à sua posição superficial e o aumento da tensão e tração com a flexão do cotovelo fazem do nervo cubital susceptível a neuropatia por compressão.

Causas do síndrome do túnel cubital

Embora em cerca de 10-30% dos casos não seja possível identificar uma causa (casos idiopáticos), as causas mais frequentemente identificadas são:

  • Compressão direta do nervo a nível do cotovelo pelo posicionamento do braço ou pelo espessamento das estruturas à volta do nervo ou pela presença de um músculo “extra” sobre o nervo que o impede de funcionar normalmente;
  • Estiramento do nervo pelo posicionamento prolongado do cotovelo em flexão , que origina diminuição da área do túnel e aumento da pressão no seu interior;
  • Subluxação do nervo com a mobilização do cotovelo, que causa irritação do nervo;
  • Sequelas de trauma do cotovelo;
  • Artrose do cotovelo;
  • Alterações metabólicas (ex: diabetes).

O síndrome do túnel cubital está frequentemente associado à atividade profissional (doença ocupacional), sobretudo em profissões em que o trabalhador passa muito tempo com os cotovelos fletidos, sendo o risco agravado se os cotovelos estão apoiados numa superfície dura. Caso se verifiquem estas condições, o síndrome do túnel cubital pode ser reconhecido como doença profissional.

Sintomas e diagnóstico

O diagnóstico do síndrome do túnel cubital é essencialmente clínico. A sintomatologia permite ao ortopedista fazer o diagnóstico na maior parte das situações.

Muitos doentes recorrem ao médico ainda na fase inicial da doença ou com formas ligeiras de compressão, em que os sintomas são sobretudo sensitivos.

Nestas situações, o doente refere sobretudo adormecimento ou parestesias do 4º e 5º dedos da mão, muitas vezes associadas a dor na face interna do antebraço e cotovelo (veja imagens).

À medida que a situação agrava, os doentes começam a referir fraqueza da mão, uma vez que o nervo cubital é o principal responsável pela inervação da musculatura intrínseca da mão. Em casos graves ou de evolução arrastada, pode existir atrofia marcada dos pequenos músculos da mão e músculos da região cubital do antebraço.

O exame clínico é muito importante, na pesquisa de sinais de compressão do nervo cubital a nível do cotovelo, como a garra do 4º e 5º dedos (por hiperextensão das articulações metacarpofalângicas e flexão das interfalângicas) e a atrofia da musculatura intrínseca da mão. Existem ainda diversos testes clínicos, direcionados para a avaliação da função sensitiva ou motora, que ajudam o ortopedista a confirmar o diagnóstico.

A eletromiografia e os estudos de condução nervosa são exames que podem ajudar não só a confirmar o diagnóstico, mas também a localizar o nível de compressão e excluir outros locais de compressão ou outras patologias.

Síndrome do túnel cubital tem cura?

O síndrome do túnel cubital tem cura através do tratamento direcionado e individualizado. Na maioria dos casos, o tratamento permite a recuperação completa dos sintomas, sem sequelas.

Saiba, de seguida, como tratar o síndrome do túnel cubital.

Tratamento da síndrome do túnel cubital 

O tratamento conservador é geralmente o procedimento de primeira escolha, sobretudo nos casos de compressões ligeiras do nervo cubital.

Este tratamento deve começar com o uso de anti-inflamatórios não esteroides e a modificação da atividade, em que os doentes devem evitar posições e atividades que combinam flexão do cotovelo e pressão no nervo, tais como, falar ao telefone, apoiar o cotovelo fletido, dormir sobre o braço e com o cotovelo fletido.

O uso de uma tala noturna que mantém o cotovelo em extensão pode ser uma opção em alguns casos. Existem ainda ortóteses que protegem o nervo da compressão direta e que podem ser usados durante todo o dia.

A fisioterapia também pode ser útil e deve incluir exercícios de alongamento muscular e deslizamento nervoso.

Cirurgia no síndrome do túnel cubital

O tratamento atualmente aceite para os casos em que o tratamento conservador não se revelou eficaz e nos doentes com sintomas significativos de dor e parestesias ou fraqueza com atrofia da musculatura intrínseca da mão devido a compressão nervosa no cotovelo, é a descompressão cirúrgica do nervo cubital.

A cirurgia consiste numa incisão na pele da região posterior e interna do cotovelo para a libertação do nervo cubital no seu túnel e, quando necessário, é feita a sua transposição para uma posição anterior no cotovelo. A operação é feita sob anestesia geral e tem a duração aproximada de 30 minutos.

Rriscos, complicações na cirurgia

Para a maioria dos doentes, a cirurgia do síndrome do túnel cubital comporta poucos riscos, especialmente se realizada por uma equipa experiente. No entanto, como em qualquer cirurgia, é necessária uma avaliação pré-operatória individualizada.

As complicações da cirurgia são raras, sendo a mais frequente a dor no local da cicatriz.

Pós operatório da cirurgia

No pós-operatório, o doente deve começar a mobilizar o cotovelo de imediato e os pontos são removidos entre o 12º e 15º dia de pós-operatório.

Deve haver uma restrição do peso sobre o membro operado durante cerca 1 mês, após o que o doente inicia exercícios de fortalecimento muscular e pode retomar a atividade sem restrições ao fim de 2 meses de pós-operatório.

A fisioterapia apenas é necessária nos casos em que a recuperação da mobilidade completa do cotovelo não ocorre até às 2-3 semanas de pós-operatório.

Recuperação após cirurgia

O tempo de recuperação é curto. O doente começa a mobilizar o cotovelo de imediato após a cirurgia, ao fim de 1 mês pode aumentar progressivamente a resistência e ao fim de 2 meses pode retomar a atividade normal, sem limitações.

Diversos estudos têm demonstrado que a idade avançada e a duração e gravidade pré-operatória dos sintomas são os principais fatores de prognóstico, afetando negativamente a recuperação sensitiva e motora pós-operatória.

Doentes com sintomas mais prolongados possuem risco acrescido de não obterem uma recuperação clínica completa. Por esse motivo, o doente deve procurar tratamento numa fase inicial, quando os sintomas são ainda predominantemente sensitivos, por forma a obter uma recuperação completa.

Globalmente, a taxa de satisfação dos doentes com a cirurgia é muito elevada.

Quanto custa uma cirurgia?

O preço da cirurgia pode variar em função de um conjunto variado de fatores. Apenas o médico ortopedista poderá estimar os custos da cirurgia após avaliação em consulta.

O valor pode também diferir de acordo com o subsistema de saúde do doente.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/ortopedia/sindrome-do-tunel-cubital/

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