O que é o sistema linfático, como funciona e doenças relacionadas

Sistema Linfático

O que é o sistema linfático, como funciona e doenças relacionadas

O sistema linfático é uma rede complexa de órgãos linfoides, linfonodos, ductos linfáticos, tecidos linfáticos, capilares linfáticos e vasos linfáticos que produzem e transportam o fluido linfático (linfa) dos tecidos para o sistema circulatório, ou seja, é constituído por uma vasta rede de vasos semelhantes às veias (vasos linfáticos), que se distribuem por todo o corpo e recolhem o líquido tissular que não retornou aos capilares sanguíneos, filtrando-o e reconduzindo-o à circulação sanguínea. O sistema linfático também é um importante componente do sistema imunológico, pois colabora com glóbulos brancos para proteção contra bactérias e vírus invasores. O estudo do sistema linfático na sala de dissecação não é muito satisfatória porque a tenuidade das paredes dos vasos e seu pequeno tamanho fazem com que sejam indistinguíveis dos tecidos vizinhos.

A maior parte da informação sobre o sistema linfático tem sido obtida por estudos em laboratórios, com injeção de massa corada dentro de vasos muito pequenos. A injeção em grandes vasos não apresenta resultado satisfatório para estudo do sistema linfático devido a presença de numerosas válvulas.

Possui três Funções Inter-relacionadas:

 Remoção dos fluidos em excesso dos tecidos corporais;

 Absorção dos ácidos graxos e transporte subsequente da gordura para o sistema circulatório;

 Produção de células imunes (como linfócitos, monócitos e células produtoras de anticorpos conhecidas como plasmócitos).

Os Vasos Linfáticos têm a função de drenar o excesso de líquido que sai do sangue e banha as células. Esse excesso de líquido, que circula nos vasos linfáticos e é devolvido ao sangue, chama-se linfa.

Linfa:

É um líquido transparente, esbranquiçado (algumas vezes amarelado ou rosado), alcalino e de sabor salgado, que circula pelos vasos linfáticos. Cerca de 2/3 de toda a linfa derivam do fígado e do intestino.

Sua composição é semelhante à do sangue, mas não possui hemácias, apesar de conter glóbulos brancos dos quais 99% são linfócitos. No sangue os linfócitos representam cerca de 50% do total de glóbulos brancos.

A linfa é transportada pelos vasos linfáticos em sentido unidirecional e filtrada nos linfonodos (também conhecidos como nódulos linfáticos ou gânglios linfáticos). Após a filtragem, é lançada no sangue, desembocando nas grandes veias torácicas.

Circulação Linfática

A circulação linfática é responsável pela absorção de detritos e macromoléculas que as células produzem durante seu metabolismo, ou que não conseguem ser captadas pelo sistema sanguíneo.

O sistema linfático coleta a linfa, por difusão, através dos capilares linfáticos, e a conduz para dentro do sistema linfático. Uma vez dentro do sistema, o fluido é chamado de linfa, e tem sempre a mesma composição do que o fluido intersticial.

A linfa percorre o sistema linfático graças a débeis contrações dos músculos, da pulsação das artérias próximas e do movimento das extremidades. Todos os vasos linfáticos têm válvulas unidirecionadas que impedem o refluxo, como no sistema venoso da circulação sanguínea. Se um vaso sofre uma obstrução, o líquido se acumula na zona afetada, produzindo-se um inchaço denominado edema.

Pode conter microrganismos que, ao passar pelo filtros dos linfonodos (gânglios linfáticos) e baço são eliminados. Por isso, durante certas infecções pode-se sentir dor e inchaço nos gânglios linfáticos do pescoço, axila ou virilha, conhecidos popularmente como “íngua”.

O Sistema Linfático Humano

Ao contrário do sangue, que é impulsionado através dos vasos pela força do coração, o sistema linfático não é um sistema fechado e não tem uma bomba central. A linfa depende exclusivamente da ação de agentes externos para poder circular.

A linfa move-se lentamente e sob baixa pressão devido principalmente à compressão provocada pelos movimentos dos músculos esqueléticos que pressiona o fluido através dele. A contração rítmica das paredes dos vasos também ajuda o fluido através dos capilares linfáticos.

Este fluido é então transportado progressivamente para vasos linfáticos maiores acumulando-se no ducto linfático direito (para a linfa da parte direita superior do corpo) e no duto torácico (para o resto do corpo); estes ductos desembocam no sistema circulatório na veia subclávia esquerda e direita.

Ducto Linfático Direito

Esse ducto corre ao longo da borda medial do músculo escaleno anterior na base do pescoço e termina na junção da veia subclávia direita com a veia jugular interna direita.

Seu orifício é guarnecido por duas válvulas semilunares, que evitam a passagem de sangue venoso para o ducto.

Esse ducto conduz a linfa para circulação sanguínea nas seguintes regiões do corpo: lado direito da cabeça, do pescoço e do tórax, do membro superior direito, do pulmão direito, do lado direito do coração e da face diafragmática do fígado.

Ducto Torácico

Conduz a linfa da maior parte do corpo para o sangue. É o tronco comum a todos os vasos linfáticos, exceto os vasos citados acima (ducto linfático direito). Se estende da segunda vértebra lombar para a base do pescoço.

Ele começa no abdome por uma dilatação, a cisterna do quilo, entra no tórax através do hiato aórtico do diafragma e sobe entre a aorta e a veia ázigos.

Termina por desembocar no ângulo formado pela junção da veia subclávia esquerda com a veia jugular interna esquerda.

Órgãos Linfáticos:

O baço, os linfonodos (nódulos linfáticos), as tonsilas palatinas (amígdalas), a tonsila faríngea (adenoides) e o timo (tecido conjuntivo reticular linfoide rico em linfócitos) são órgãos do sistema linfático.

Alguns autores consideram a medula óssea pertencente ao sistema sistema linfático por produzirem os linfócitos. Estes órgãos contém uma armação que suporta a circulação dos linfócitos A e B e outras células imunológicas tais como os macrófagos e células dendríticas.

Quando micro-organismos invadem o corpo ou o mesmo encontra outro antígeno (tal como o pólen), os antígenos são transportados do tecido para a linfa. A linfa é conduzida pelos vasos linfáticos para o linfonodo regional.

No linfonodo, os macrófagos e células dendríticas fagocitam os antígenos, processando-os, e apresentando os antígenos para os linfócitos, os quais podem então iniciar a produção de anticorpos ou servir como células de memória para reconhecer o antígeno novamente no futuro.

Baço:

O baço está situado na região do hipocôndrio esquerdo, porém sua extremidade cranial se estende na região epigástrica. Ele está situado entre o fundo do estômago e o diafragma. Ele é mole, de consistência muito friável, altamente vascularizado e de uma coloração púrpura escura.

O tamanho e peso do baço varia muito, no adulto tem cerca de 12 cm de comprimento, 7 cm de largura e 3 cm de espessura.
O baço é um órgão linfoide apesar de não filtrar linfa. É um órgão excluído da circulação linfática porém interposto na circulação sanguínea e cuja drenagem venosa passa, obrigatoriamente, pelo fígado.

Possui grande quantidade de macrófagos que, através da fagocitose, destroem micróbios, restos de tecidos, substâncias estranhas, células do sangue em circulação já desgastadas como eritrócitos, leucócitos e plaquetas. Dessa forma, o baço “limpa” o sangue, funcionando como um filtro desse fluído tão essencial.

O baço também tem participação na resposta imune, reagindo a agentes infecciosos. Inclusive, é considerado por alguns cientistas, um grande nódulo linfático.

LOCALIZAÇÃO DO BAÇO
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
ANATOMIA DO BAÇO
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Suas principais funções são as de reserva de sangue, para o caso de uma hemorragia intensa, destruição dos glóbulos vermelhos do sangue e preparação de uma nova hemoglobina a partir do ferro liberado da destruição dos glóbulos vermelhos.

Linfonodos (Nódulos Linfáticos):

São pequenos órgãos em forma de feijões localizados ao longo do canal do sistema linfático. São os órgãos linfáticos mais numerosos do organismo. Armazenam células brancas (linfócitos) que tem efeito bactericida, ou seja, são células que combatem infecções e doenças.

Quando ocorre uma infecção, podem aumentar de tamanho e ficar doloridos enquanto estão reagindo aos microrganismos invasores. Eles também liberam os linfócitos para a corrente sanguínea. Possuem estrutura e função muito semelhantes às do baço. Distribuem-se em cadeias ganglionares (ex: cervicais, axilares, inguinais etc).

O termo popular “íngua” refere-se ao aparecimento de um nódulo doloroso.

Os linfonodos tendem a se aglomerar em grupos (axilas, pescoço e virilha). Quando uma parte do corpo fica infeccionada ou inflamada, os linfonodos mais próximos se tornam dilatados e sensíveis. Existem cerca de 400 gânglios no homem, dos quais 160, encontram-se na região do pescoço.

Os principais Grupo de Linfonodos são:

Os Linfonodos Cervicais, que drenam e purificam a linfa proveniente das regiões da cabeça e do pescoço. Linfonodos cervicais aumentados e doloridos frequentemente, acompanham infecções de vias respiratórias superiores.

Os Linfonodos Axilares, localizados na região axilar ou na axila. Esses linfonodos drenam e purificam a linfa provenientes do membro superior e da região peitoral. Células cancerosas que escapam da mama são, frequentemente, captadas pelos linfonodos axilares

Os Linfonodos Inguinais, localizados na região inguinal ou na virilha. Esses linfonodos drenam e purificam a linfa do membro inferior e dos órgãos genitais externos.

Tonsilas Palatinas (Amígdalas):

A tonsila palatina encontra-se na parede lateral da parte oral da faringe, entre os dois arcos palatinos. Produzem linfócitos.

Tonsila Faríngea (Adenoides):

É uma saliência produzida por tecido linfático encontrada na parede posterior da parte nasal da faringe. Esta, durante a infância, em geral se hipertrofia em uma massa considerável conhecida como adenoide.

Timo:

O timo de uma criança é um órgão proeminente na porção anterior do mediastino superior, enquanto o timo de adulto de idade avançada mal pode ser reconhecido, devido as alterações atróficas. Durante seu período de crescimento ele se aproxima muito de uma glândula, quanto ao aspecto e estrutura.

O timo consiste de dois lobos laterais mantidos em estreito contato por meio de tecido conjuntivo, o qual também forma uma cápsula distinta para o órgão todo.

Ele situa-se parcialmente no tórax e no pescoço, estendendo-se desde a quarta cartilagem costal até o bordo inferior da glândula tireóidea. Os dois lobos geralmente variam em tamanho e forma, o direito geralmente se sobrepõe ao esquerdo.

Ele apresenta uma coloração cinzenta rosada, mole e lobulado, medindo aproximadamente 5 cm de comprimento, 4 cm de largura e 6 mm de espessura.

Considerado um órgão linfático por ser composto por um grande número de linfócitos e por sua única função conhecida que é de produzir linfócitos. Órgão linfático mais desenvolvido no período pré-natal, involui desde o nascimento até a puberdade.

LINFONODOS SUPERFICIAIS E VASOS LINFÁTICOS DA CABEÇA E DO PESCOÇO
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
VASOS LINFÁTICOS E LINFONODOS DA FARINGE
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
VASOS LINFÁTICOS E LINFONODOS DA GLÂNDULA MAMÁRIA
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
VASOS LINFÁTICOS E LINFONODOS DO MEMBRO SUPERIOR
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
LINFONODOS E VASOS LINFÁTICOS DA PAREDE ABDOMINAL POSTERIOR
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
VASOS LINFÁTICOS E LINFONODOS DO PERÍNEO E REGIÃO INGUINAL
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
VASOS LINFÁTICOS E LINFONODOS DO MEMBRO INFERIOR
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
VASOS LINFÁTICOS E LINFONODOS DA REGIÃO POPLÍTEA
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Источник: https://www.auladeanatomia.com/novosite/pt/sistemas/sistema-linfatico/

Linfedema: o que é, tipos, causas e tratamento

O que é o sistema linfático, como funciona e doenças relacionadas

O linfedema é um acúmulo de linfa nos tecidos do organismo, que nada mais é do que um líquido originado do sangue, composto de água, proteínas, gorduras e resíduos provenientes das células que circula nos vasos linfáticos e transporta os glóbulos brancos, que são responsáveis pela defesa de nosso organismo.

Como não tem hemácias (glóbulos vermelhos), a linfa é clara, incolor. Esse fluido é responsável pela eliminação de impurezas que as células produzem durante seu metabolismo – existe mais linfa do que sangue no organismo.

O linfedema ocorre quando a linfa corporal se acumula nos tecidos moles do corpo, habitualmente no braço ou na perna. O sistema linfático é constituído por vasos e gânglios linfáticos que se distribuem por todo o corpo.

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Os vasos linfáticos transportam a linfa para os gânglios linfáticos, que ?ltram os resíduos, devolvendo o líquido ao sangue. Se os vasos ou gânglios forem lesados, removidos ou se há uma obstrução dificultando o retorno dessa linfa, ela poderá acumular-se, provocando aumento de volume dos braços ou pernas afetadas.

Tipos

Os linfedemas podem ser classificados de duas maneiras:

Na maioria das vezes, as causas são má formação das vias ou dos gânglios linfáticos ou a total ausência de vias linfáticas. Linfedema primário ocorre antes dos 35 anos de idade na maioria dos afetados. Eles aparecem sem um motivo, lesão ou trauma, mas pelo fato de a pessoa ter nascido já com o problema, que ao longo dos anos teve tempo para aparecer.

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É aquele que teve uma causa conhecida para o seu surgimento. As razões para seu desencadeamento são variadas, incluindo:

  • In?amações que permitem mais formação de líquidos do que as vias linfáticas conseguem transportar
  • Infecções no sistema linfático como erisipela, que podem se repetir e deixar lesões nos vasos linfáticos
  • Lesões causadas por cirurgias – muitas vezes surgem linfedemas nos braços de mulheres depois de mastectomias, nas quais os gânglios linfáticos são removidos das axilas
  • Tumores malignos com acúmulo de células cancerígenas nos gânglios linfáticos
  • Lesões causadas por radiação nas quais as paredes das vias linfáticas aderem entre si.

Causas

Quando a pessoa nasce com poucos gânglios linfáticos e desde jovem já tem manifestações de pernas inchadas – por exemplo, quando viaja longos períodos, toma muito sol ou tem conhecimento na família de parentes com linfedema –, é bom ficar atenta.

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No Nordeste existe um mosquito que, ao picar a perna de um indivíduo, deposita uma larva que pode entrar no sistema linfático obstruindo a circulação linfática e desencadeando um edema linfático, chamado de filariose linfática. Mais informações podem ser obtidas no site do Ministério da Saúde!

Tão comuns quanto a filariose são as erisipelas, infecções do sistema linfático que ocorrem normalmente quando temos uma lesão nas pernas ou pés que serve como porta de entrada para uma bactéria atingir o sistema linfático e causar uma inflamação importante que pode levar a acometimento dos vasos linfáticos. A porta de entrada mais comum é a frieira entre os dedos dos pés, mas qualquer machucado na perna que fique sujo pode inocular uma bactéria e desencadear uma erisipela.

Podemos também ter edema linfático eventual, por exemplo após queimaduras solares, excesso de sal na dieta, ficar parado muito tempo na mesma posição, obesidade e varizes em membros inferiores que dificultam o retorno venoso, causando uma hipertensão venosa e consequentemente aumentando a dificuldade de drenagem linfática.

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Sintomas de Linfedema

O sintoma principal do linfedema é um inchaço que piora no final do dia. Na maioria das vezes pode acometer os dois membros, não causar dor e atingir o dorso do pé.

É necessário buscar auxílio médico assim que perceber que esse inchaço não está desaparecendo, mesmo com a elevação dos membros e que já está aparecendo pela manhã, ou, o que é pior, mesmo após uma noite deitada ele se mantém.

Diagnóstico de Linfedema

O diagnóstico é feito clinicamente por meio de uma avaliação laboratorial com pedidos para excluir outras causas de edema, como hipertensão arterial, insuficiência renal, hepática, problemas de tireóide, uso de alguns medicamentos que podem inchar a perna. Excluídas as causas mais comuns de edema, é sempre bom fazer um doppler colorido venoso dos membros inferiores para descartar lesões do sistema venoso profundo.

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Finalmente, caso não se encontre nenhuma outra razão, pedimos uma linfocintilografia, um exame no qual se injeta um contraste no vaso linfático e visualizamos sua subida através do sistema linfático e vemos se há lesões e retardo dessa subida.

Tratamento de Linfedema

Feito o diagnóstico, é hora de tratar. Como em tudo na medicina, quanto mais cedo descobrir o problema, mais fácil o tratamento. Devemos lembrar que o linfedema é uma doença crônica, e o tratamento é paliativo, visando sobretudo a evitar a piora ou evolução do problema.

Quando o edema ainda regride, a maioria das vezes resolvemos o problema com atitudes saudáveis como manter o peso equilibrado, atividade física regular, colocar as pernas elevadas sempre que puder, uso de meia elástica medicinal e drenagem linfática.

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Para casos mais graves, além do que já foi dito, podemos lançar mão da terapia física complexa, que, além da drenagem linfática manual, inclui compressão, exercícios miolinfocinéticos e cuidados com a pele. Também podemos usar medicação linfocinética. Em casos extremos existem opções cirúrgicas para retirar o excesso de tecido formado.

Sistema linfático: conceito, órgãos, funções

O que é o sistema linfático, como funciona e doenças relacionadas

O sistema linfático atua garantindo o retorno do fluido contido nos tecidos circundantes para o sangue. Esse fluido, quando entra no sistema linfático, é chamado de linfa e possui uma circulação unidirecional, indo sempre em direção ao coração. O sistema é formado pelos capilares linfáticos, vasos linfáticos, ductos linfáticos e linfonodos.

Quando o líquido presente nos espaços teciduais não é devidamente captado pelo sistema linfático, temos a formação dos edemas. Na elefantíase, o edema formado provoca uma grande deformidade no órgão atingido.

Leia mais: Sistema cardiovascular – responsável por garantir a circulação de sangue por todo corpo

O sistema linfático

Os capilares sanguíneos perdem para os tecidos circundantes uma grande quantidade de líquido bem como uma pequena porção de proteínas.

Em condições normais, a saída de líquidos dos capilares é maior do que sua absorção.

Desse modo, o líquido e as proteínas que ficam em excesso nos tecidos são retirados e devolvidos ao sangue por meio do sistema linfático,formado por uma rede de canais interligados.

O sistema linfático garante que líquido presente nos espaços teciduais retorne para a circulação sanguínea.

O sistema linfático é constituído por capilares linfáticos, vasos linfáticos, ductos linfáticos (ducto torácico e ducto linfático direito) e linfonodos. Os capilares linfáticos são os menores vasos condutores do sistema linfático.

Eles se originam no tecido conjuntivo como microscópicos vasos de fundo cego, que se unem, formando vasos maiores, os vasos linfáticos.

Os capilares linfáticos apresentam uma única camada de células endoteliais, enquanto os vasos linfáticos possuem paredes de três camadas que se assemelham às paredes presentes nas veias.

Assim como nas veias, os vasos linfáticos apresentam valvas que garantem o fluxo da linfa em um único sentido.

A movimentação da linfa ocorre graças às forças externas que agem sobre as paredes dos vasos, como a ação massageadora dos músculos esqueléticos.

Entre cada valva dos vasos linfáticos, é possível perceber um dilatação, e, como existem várias valvas nessas estruturas, o vaso linfático adquire um aspecto de colar de contas.

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Os vasos linfáticos vão se juntando e terminam em dois grandes ductos, o ducto torácico e o ducto linfático direito.

O ducto torácico é o maior vaso linfático do nosso corpo e é o tronco comum a quase todos os vasos linfáticos.

O ducto linfático direito é menor e é responsável por transportar a linfa proveniente dos locais que não foram recolhidos pelos vasos que desembocam no ducto torácico.

O ducto torácico e o ducto linfático direito desembocam na junção da veia jugular interna esquerda com a veia subclávia esquerda, e na junção da veia subclávia direita com a veia jugular direita interna, respectivamente.

Observe os principais componentes do sistema linfático.

No curso dos vasos linfáticos, encontramos os linfonodos, que são pequenos corpos ovais formados por tecido linfático e envoltos por cápsulas de tecido conjuntivo. As cápsulas projetam-se para o interior dos linfonodos, formando estruturas chamadas de trabéculas. Essas trabéculas dividem o parênquima em compartimentos.

O parênquima do linfonodo é formado por uma região cortical, logo abaixo da cápsula, e uma região medular, que se encontra no centro do órgão. A região por onde entram e saem os vasos sanguíneos no linfonodo recebe o nome de hilo.

A linfa circula no interior do linfonodo por uma via unidirecional. Ela entra no órgão por meio de vasos linfáticos aferentes que desembocam na borda convexa do linfonodo e sai pelos vasos linfáticos eferentes que saem do hilo.

No interior dos linfonodos, encontra-se uma grande quantidade de células responsáveis pela nossa defesa, tais como macrófagos e linfócitos.

Quando a linfa passa no interior dos linfonodos, micro-organismos e partículas estranhas são atacados pelo sistema imune.

No momento em que nosso corpo está lutando contra uma infecção, é comum que os linfonodos tornem-se inchados e sensíveis.

Leia também: Linfoma, um tipo de câncer que se inicia no sistema linfático

Órgãos relacionados ao sistema linfático

O baço, as tonsilas e o timo são três órgãos intimamente relacionados com o sistema linfático. Neles se observa-se a presença de grande quantidade de tecido linfoide, que, dentre outras características, destaca-se pela presença de linfócitos.

O baço está relacionado com funções como destruição de hemácias velhas e participação na resposta imune. As tonsilas, por sua vez, atuam na proteção da entrada do sistema digestório e respiratório contra micro-organismos.

Por fim, o timo é o órgão em que os linfócitos T completam sua maturação.

Linfa

Linfa é o nome dado ao líquido perdido pelos capilares para os tecidos circundantes após entrar no sistema linfático.

Caracteriza-se por ser um fluido com composição muito semelhante à do plasma sanguíneo, entretanto, diferencia-se desse último por possuir baixa concentração de proteínas.

Na linfa é observada grande presença de leucócitos, que são as células que atuam na defesa do nosso corpo. Dentre os leucócitos, destaca-se a presença de linfócitos.

Funções do sistema linfático

O sistema linfático apresenta funções primordiais para o funcionamento do corpo, podendo destacar-se:

  • Retorno para a corrente sanguínea de substâncias importantes que saíram dos capilares e encontravam-se no tecido circundante.
  • Absorção de lipídios a partir do intestino para a linfa intestinal.
  • Defesa do organismo. Nos linfonodos, micro-organismos e partículas estranhas são destruídos pela ação do sistema imunológico. Nesses locais temos a ação de macrófagos, que realizam a fagocitose de partículas estranhas e também a ativação dos linfócitos. Observamos aqui um trabalho conjunto entre o sistema linfático e o sistema imunológico.

Edema

Em algumas situações, a quantidade de líquido nos tecidos ultrapassa a capacidade do sistema linfático de garantir o retorno dele à circulação. Esse acúmulo provoca o que chamamos de edema. Esses edemas podem ter diferentes causas, como um excesso de filtração nos capilares ou alguma obstrução dos vasos linfáticos.

A obstrução dos vasos linfáticos pode ser observada, por exemplo, no caso da elefantíase, também chamada de filariose linfática. Essa doença é transmitida pela picada de um mosquito contaminado pelo nematoide chamado Wuchereria bancrofti.

Esse verme aloja-se no sistema linfático e atrapalha a circulação adequada da linfa, provocando, desse modo, edema, que pode atingir membros, seios e bolsa escrotal. Nessa situação observamos grande deformidade na região atingida.

Caso queira saber mais sobre esse tipo de acúmulo no organismo, leia: O que é edema?

Por Vanessa Sardinha dos Santos
Professora de Biologia

Источник: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-linfatico.htm

Como funciona o Sistema Linfático?

Para desempenhar sua função de eliminar as impurezas do nosso corpo, o sistema linfático trabalha junto com o sistema imunológico.

O sistema linfático atua em conjunto com diversos órgãos e elementos do organismo. É dessa forma que ele consegue alcançar todas as parte do corpo para filtrar o líquido tissular que nutriu, oxigenou os capilares sanguíneos e saiu levando gás carbônio e excreções.

Vasos linfáticos

Diferente do sangue que é impulsionado pela força do coração, no sistema linfático a linfa se movimenta de forma lenta e com baixa pressão. Ela depende da compressão dos movimentos dos músculos para pressionar o líquido.

É a partir da contração realizada pelo movimento dos músculos que o fluído é transportado para os vasos linfáticos. Como eles são maiores acabam se acumulam no ducto linfático direito e no ducto torácico, percorrendo assim para o resto do corpo.

Componentes do Sistema Linfático

Componentes do sistema linfático

O sistema linfático é formado por diferentes componente e órgãos. Veja a seguir quais são e como cada um deles atua no organismo.

Os linfonodos (gânglios linfáticos) são chamados de nódulos linfáticos. Eles são pequenos órgãos (com até 2 cm) presentes no pescoço, no tórax, no abdômen, na axila e na virilha.

Formados por tecido linfoide e distribuídos pelo corpo, os linfonodos são responsáveis por filtrarem a linfa antes dela retornar ao sangue. Além disso eles também atuam na defesa do organismo, impedindo a permanência de partículas estranhas no corpo.

Você também pode se interessar por:

  • Linfonodos
  • Sangue
  • Sistema imunológico

Linfa

A linfa é um líquido transparente e alcalino semelhante ao sangue e que circula pelos vasos linfáticos. Porém, ele não possui hemácias e, por isso, apresenta um aspecto esbranquiçado e leitoso.

Responsável pela eliminação das impurezas, a linfa é produzida pelo intestino delgado e fígado. Seu transporte é feito pelos vasos linfáticos num único sentido (unidirecional), filtrada pelos linfonodos e lançada no sangue.

Leia também sobre:

Vasos linfáticos

Os vasos linfáticos são canais, distribuídos pelo organismo, os quais possuem válvulas que transportam a linfa na corrente sanguínea num único sentido, impedindo assim o refluxo.

Eles atuam no sistema de defesa do organismo, visto que retiram células mortas e transportam os linfócitos (glóbulos brancos) que combatem as infecções no organismo.

Leia também sobre:

  • Vasos sanguíneos
  • Leucócitos

Baço

Maior dos órgão linfáticos, o baço é um órgão de ovalado, localizado abaixo do diafragma e atrás do estômago.

Ele é responsável pela defesa do organismo e exerce as seguintes funções: produção de anticorpos (linfócitos T e B) e hemácias (hematopoiese), armazenamento de sangue e liberação de hormônios.

Conheça mais sobre:

Timo

O timo é um órgão localizado na cavidade torácica, próximo do coração.

Além de produzir as substâncias como a timosina e a timina, o timo produz anticorpos (linfócito T), atuando, dessa maneira, na defesa do organismo.

É curioso notar que o timo é um órgão que ao longo da vida diminui de tamanho.

Amplie seu conhecimento e leia sobre:

  • Timo
  • Anticorpos
  • Sistema cardiovascular

Tonsilas palatinas

Popularmente, esses dois órgãos localizados na garganta, são conhecidos como amídalas ou amígdalas palatinas.

Elas são responsáveis pela seleção dos microrganismos que penetram no corpo, principalmente pela boca. Nesse caso, auxiliam no processo de defesa do organismo visto que produzem linfócitos.

Elefantíase

A filaríase ou filariose é conhecida como “doença tropical infecciosa” e corresponde à inflamação dos vasos linfáticos transmitida por inseto (mosquito culex).

Seu nome está associado com a retenção de líquido ou o inchaço dos membros, fazendo com que as pernas dos doentes tenham aspecto de elefante.

Linfedema

Caracterizada pela inflamação e obstrução dos vasos linfáticos, a linfedema leva ao inchaço excessivo dos membros.

Curiosidades sobre o sistema linfático

  • Outras doenças associadas ao sistema linfático são a celulite (acúmulo de gordura), amenizada com o tratamento da drenagem linfática; a íngua (inchaço dos gânglios linfáticos) e alguns tipos de câncer (linfoma), por exemplo o câncer de mama.
  • No corpo humano, a linfa é mais abundante do que o sangue.

Você pode aprender mais lendo também:

  • Corpo Humano
  • Sistemas do Corpo Humano

Licenciada em Ciências Biológicas pelas Faculdades Integradas de Ourinhos (FIO) em 2007. Pós-graduada em Informática na Educação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2010. Doutora em Gestão do Conhecimento pela UFSC em 2019.

Источник: https://www.todamateria.com.br/sistema-linfatico/

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