O QUE É OBESIDADE?

Obesidade não é o que aparece no espelho ou se mede na balança

O QUE É OBESIDADE?

A obesidade é uma doença crônica definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o acúmulo anormal ou excessivo de gordura no corpo.

O tratamento precisa ser de longa duração1 para evitar outras complicações que aparecem com o tempo, além de uma menor expectativa de vida.

2 Nas crianças e adolescentes, o excesso de peso costuma causar principalmente doenças do coração, Diabetes Mellitus tipo 2 e problemas psicológicos.38, 39 Quem tem obesidade na infância tem muito mais chance de se tornar um adulto com obesidade.40

ADULTOS

18,9% da população acima de 18 anos das capitais brasileiras tem obesidade3

Mais de 100 milhões de pessoas estão acima do peso3

O percentual de pessoas com obesidade cresceu 60,2% no Brasil nos últimos 12 anos4

74% dos óbitos no Brasil acontecem por doenças associadas à obesidade3

CRIANÇAS E ADOLESCENTES

De cada três crianças e adolescentes no Brasil, uma está acima do peso41 


Quase 11% dos brasileiros de 5 a 19 anos têm obesidade e 17,2% têm sobrepeso42

A obesidade entre crianças de 5 a 9 anos no Brasil cresceu mais de quatro vezes desde 198943

ADULTOS

A obesidade mundial quase triplicou desde 197526

Segundo a OMS, mais de 1,9 bilhão de pessoasu0003no mundo apresentam excesso de peso.u0003Destas, mais de 650 milhões têm obesidade15

CRIANÇAS E ADOLESCENTES

A proporção de crianças com obesidade no mundo dobrou desde o ano 200044

Mais de 107 milhões de crianças no mundo vivem hoje com obesidade 45 

O sobrepeso ou a obesidade atinge mais de 340 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos no mundo15

84% das crianças com obesidade no mundo também terão obesidade na idade adulta40

A obesidade não é simplesmente uma consequência da falta de força de vontade. Por causa dos hormônios, pessoas com obesidade não costumam ficar satisfeitas com a mesma quantidade de comida que as pessoas de peso considerado adequado.6

Se elas emagrecem, o cérebro entende que o corpo precisa poupar energia, o que acaba ajudando a ganhar peso de novo.11

A ciência também mostra que, nos últimos vinte anos, o número de crianças e adolescentes com obesidade e sobrepeso quase dobrou no mundo44. Se essa tendência continuar, até 2022 podemos ter mais casos de obesidade infantil do que crianças com baixo peso corporal.46

Número proporcional de crianças e adolescentes de
5 a 19 anos com obesidade ou sobrepeso no mundo

Em nossos corpos, a obesidade aparece quando a energia ingerida com os alimentos supera muito a quantidade de energia gasta nas atividades diárias. Entretanto, outros fatores também interferem, como a genética, a situação socioeconômica e o ambiente em que vivemos.

É fácil perceber isso hoje, observando as mudanças causadas pela tecnologia no estilo de vida dos mais jovens. As atividades e brincadeiras ao ar livre, por exemplo, perderam espaço para telas e jogos eletrônicos.

Os hábitos alimentares também mudaram. Hoje, consumimos mais alimentos processados ou fast food, que ficaram mais acessíveis. Por isso, muitas vezes crianças e adolescentes consomem menos alimentos saudáveis.

47

Para compreender a obesidade infantil é preciso lembrar de suas diversas causas

Genética: pessoas da mesma família muitas vezes convivem com excesso de peso, mesmo que não vivam juntas.7-9

Alimentação: comidas processadas e industrializadas costumam contribuir para o ganho de peso, pois possuem muitas calorias e gorduras ruins em sua composição.13

Estilo de vida: as crianças e adolescentes hoje dedicam menos tempo a atividades físicas e mais tempo aos eletrônicos do que no passado, o que as deixa mais sedentárias.13

Medicamentos: remédios para tratar a depressão ou a diabetes e corticoides (usados contra alergias e inflamações, por exemplo) podem levar ao ganho de peso. 

Hormônios: crianças com transtornos em glândulas costumam ter ritmo de crescimento menor, baixa estatura e mais gordura corporal.

Fatores psicológicos: o aumento de peso pode estar ligado ao preconceito, baixa autoestima, depressão, ansiedade, insatisfação com o corpo, dietas não saudáveis, questões emocionais e qualidade de vida.

Complicações neurológicas: a obesidade também pode ser causada por lesão ou tumor cerebral, radioterapia e inflamação do hipotálamo (uma parte do cérebro).

E A OBESIDADE ESTÁ SEMPRE ACOMPANHADA…33 O problema é que essas companhias não são das melhores

O excesso de gordura no corpo pode desencadear ou agravar muitas doenças, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares (hipertensão, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca congestiva e embolia pulmonar), apneia do sono, problemas no fígado, de circulação e alguns tipos de cânceres.

Em mulheres, a obesidade também aumenta o risco de infertilidade.34-35

Doença de vesícula biliar

Doença cardiovascular

Hipertensão

Doença arterial

Insuficiência cardíaca

Embolia pulmonar

Acidente vascular cerebral

E isso impacta – e muito – a vida delas

RISCO ELEVADO DE:

Infertilidade27
Complicações maternas e fetais durante a gravidez28,30
Doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como diabetes tipo 2, em idade mais avançada29,31
Filhos de mulheres com obesidade têm maior risco de desenvolver obesidade e outras doenças crônicas posteriormente na vida36,37

RISCO ELEVADO DE:

Múltiplas comorbidades17
Menores oportunidades de emprego18
Impactos psicológicos18

RISCO ELEVADO DE:

Redução da expectativa de vida6
Redução da funcionalidade física7-8

RISCO ELEVADO DE:

Diversas condições médicas na infância e adolescência, por exemplo, síndrome metabólica, síndrome de ovário policístico, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, esteatose hepática não alcoólica e complicações ortopédicas 23,24

Impacto sobre o bem-estar sociale emocional25,26

Em qualquer idade, o sobrepeso e a obesidade aumentam o risco de outras complicações para a saúde. Nas crianças e adolescentes, as doenças podem aparecer antes mesmo da idade adulta.

Algumas das mais comuns são o diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, apneia do sono (respiração interrompida) e problemas no fígado.

Sem falar no estresse maior e na autoestima reduzida, que podem ter consequências até para o aprendizado.

Diabetes tipo 2

Adolescentes com obesidade têm 2,6 vezes mais chances de desenvolver diabetes tipo 2 e

pré-diabetes48

Doença cardiovascular

Dos 5 aos 17 anos,
sete de cada 10 pessoas com sobrepeso já têm ao menos

um fator de risco para doenças do coração

40

Apneia do sono

Crianças e adolescentes com obesidade têm mais 60% de chance de ter apneia durante

o sono49 

Doença no fígado

A doença hepática gordurosa não
alcoólica (NASH) é mais comum em 38% das crianças

com obesidade

50,51

Estresse psicológico

Crianças com sobrepeso possuem mais estresse psicológico associado

ao bullying52,53,54

Baixa autoestima

A obesidade infantil diminui a autoestima e a qualidade de vida, o que pode afetar ainda a vida

estudantil.55,56

Crianças com peso saudável têm 13% mais chances de ir

bem na escola.42

Источник: http://www.saudenaosepesa.com.br/o-que-e-obesidade.html

Graus da obesidade: veja como identificar e quais os tratamentos

O QUE É OBESIDADE?

Conviver com a obesidade não é fácil. Afinal, além dos problemas físicos, é preciso enfrentar, muitas vezes, o preconceito e as dificuldades de um mundo que não foi planejado para esse tipo de situação. As causas do problema podem ser várias, como vida sedentária ou com pouca atividade física, alterações hormonais, questões psicológicas, alimentação incorreta e muitos outros.

Para conseguir superar essa situação é essencial entender os graus de obesidade e, assim, pensar em um programa multidisciplinar que ajude o obeso a ter uma vida mais saudável e feliz.

Esse é o seu caso? Continue a leitura!

Quais são as principais causas da obesidade?

Como dissemos, a obesidade é um problema multifatorial que envolve fatores genéticos e ambientais. Os hábitos alimentares incorretos, contudo, são os principais “vilões” nesse processo.

E muitos são os motivos que impedem as pessoas de se alimentarem corretamente, como falta de tempo, jornada desgastante de trabalho, problemas emocionais, desconhecimento sobre escolhas nutricionais, entre outros.

Além disso, contribuem para a situação:

  • sedentarismo ou prática de exercícios insuficiente;
  • excesso de comida industrializada;
  • níveis muito altos de estresse e ansiedade;
  • disfunções hormonais;
  • uso de determinadas medicações;
  • entre outros.

Vale lembrar que quando falamos em obesidade estamos nos referindo ao excesso de gordura corporal, e não, apenas, ao peso mostrado na balança. Por isso, é sempre importante que o indivíduo acima do peso busque ajuda especializada para que se faça as medições adequadas e consiga diagnosticar a sua composição corporal.

Por que a obesidade é algo preocupante?

Muito se fala sobre a obesidade, e isso não é por acaso. Afinal, ela tem sido considerada um problema de saúde pública mundial. Com as mudanças pelas quais a nossa sociedade tem passado, cada vez estamos nos movimentando menos e comendo pior, o que leva a problemas já na infância.

De acordo com o relatório das Nações Unidas e da Organização Pan-Americana de Saúde, mais da metade da população do Brasil está com sobrepeso, e 20% dos adultos brasileiros são obesos.

O mesmo estudo ainda mostrou que no Caribe e na América Latina, 7,2% das crianças com menos de 5 anos já estão com sobrepeso.

Em todo o mundo, estima-se que exista cerca de 700 milhões de obesos, sendo que, destes, quase 100 milhões são crianças. Outros 1,5 milhão de pessoas possui sobrepeso, de acordo com os dados do The New England Journal of Medicine.

O Ministério da Saúde ainda alerta para o avanço da obesidade no Brasil. De acordo com a pasta, em 10 anos o número de brasileiros obesos aumentou em 60%. Junto desse número, o estudo mostrou que também tiveram aumento os casos de diabetes e hipertensão.

Todos esses dados mostram que, infelizmente, estar acima do peso é um problema que tem afetado cada vez mais adultos e crianças em todo o mundo. Um reflexo da nossa sociedade, com pouco tempo de atividades voltadas ao bem-estar físico, à alimentação e aos exercícios.

O que são os graus de obesidade?

Será que você se enquadra nessas estatísticas que mostramos? Para entender isso é preciso compreender o que são e quais são os graus de obesidade. Afinal, é com base nessa categorização que o médico consegue orientar qual melhor tratamento seguir para reverter a situação e conquistar mais saúde e qualidade de vida.

Uma das fórmulas mais conhecidas e usadas para determinar cada grau da obesidade é o valor do IMC, ou seja, o Índice de Massa Corporal. O resultado do IMC é obtido por meio da fórmula: peso ÷ (altura × altura).

Pessoas com IMC entre 18,5 e 24,9 são consideradas com peso normal. Acima desses valores já são indicados tratamentos específicos para cada estágio da obesidade.

Sobrepeso

Pessoas que apresentam resultado do IMC entre 25 e 29,9 são consideradas com sobrepeso, ou em pré-obesidade, e essa condição gera um risco moderado para a saúde.

Esse é o estágio de alerta para começar a tomar medidas a fim de evitar o avanço da obesidade.

Nessa fase, medidas como mudanças nos hábitos alimentares, atividades físicas e acompanhamento médico ainda são ações que surtem bons resultados e ajudam na reversão dessa condição.

Obesidade grau 1

Se o IMC acusa valores entre 30 e 34,9 o risco para a saúde passa a ser classificado como alto, pois a pessoa encontra-se em um estágio que já é considerado uma doença.

Um tratamento que engloba exercícios físicos, reeducação alimentar, e medicamentos com acompanhamento médico é fundamental para iniciar o processo de emagrecimento e, por consequência, melhorar o estado geral de saúde dessa pessoa.

Obesidade grau 2

No grau 2, o IMC aponta entre 35 e 39,9, e o risco para a saúde do paciente passa a ser considerado muito alto.

Nessa fase a doença já é vista como uma obesidade severa, em que o excesso de gordura corporal afeta o bem-estar físico e emocional do paciente, além de contribuir para o desenvolvimento de doenças associadas à obesidade como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

A cirurgia para o emagrecimento já é indicada nesse caso como uma das formas de tratamento, junto com a mudança dos hábitos alimentares e tratamento clínico.

Obesidade grau 3

No grau 3, também chamado de obesidade mórbida, o IMC está em 40 ou mais. Considerado o último grau da obesidade, nessa fase há um risco extremo para a saúde do paciente. Ele apresenta dificuldade de locomoção e está mais sujeito a ataques cardíacos, derrames cerebrais, além de problemas circulatórios e outros.

Por isso, a cirurgia visando o emagrecimento é a principal indicação. Após, deve haver acompanhamento médico e reeducação alimentar para manutenção do peso perdido.

Composição corporal

Embora o IMC seja um dos métodos mais antigos e conhecidos para entender os graus de obesidade, existem outros que também são bastante explorados. Entre eles está o uso da bioimpedância para compreender a proporção de gordura e musculatura de cada paciente.

De posse desses dados, é mais fácil analisar a composição corporal. Se a pessoa estiver com uma taxa de gordura entre 25 a 30% já é um sinal de alerta, principalmente caso o IMC esteja maior que 30.

Essa análise é importante porque, sozinho, o IMC pode não mostrar se uma pessoa está obesa ou com sobrepeso. Afinal, quem possui muito músculo pode ter um peso elevado na balança, mas uma quantidade de gordura corporal pequena.

Circunferência abdominal

Outra medida que pode contribuir para a determinação do grau da obesidade é a circunferência abdominal. Sabe-se que, quanto mais gordura depositada nessa área, maiores são os riscos de doenças cardiovasculares ou de diabetes tipo 2.

Para os homens adultos, uma circunferência de 94 cm é considerada elevada, e de 102 cm muito elevada. Já para as mulheres, circunferências com mais de 80 cm são consideradas elevadas, e superior a 88 cm elevadíssimas.

Quais as consequências da obesidade?

A obesidade pode provocar o surgimento de diversas doenças. Entre elas destacam-se:

  • doenças cardiovasculares;
  • doenças respiratórias;
  • doenças gastrointestinais;
  • diabetes tipo 2;
  • alguns tipos de cânceres;
  • problemas ortopédicos;
  • dores musculares;
  • varizes nos membros inferiores;
  • entre outros.

Existem tratamentos para a obesidade?

Depois de ler este conteúdo, você notou que está com sobrepeso ou obesidade? O primeiro passo é procurar ajuda especializada. Afinal, somente um profissional poderá lhe indicar as melhores maneiras de sair dessa situação sem colocar a sua saúde em risco.

Dependendo do grau da obesidade existem medidas mais ou menos indicadas. Além disso, será preciso avaliar a sua saúde como um todo, entendendo se você possui doenças associadas à obesidade ou outras questões que possam estar contribuindo para o ganho de peso, inclusive problemas emocionais.

Somente a partir dessa análise será possível determinar o melhor plano a seguir. Em alguns casos, será necessário o uso de medicamentos, e em outros pode ser indicada a cirurgia. Por isso, o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar é tão importante.

Como você viu, o primeiro passo para conseguir mudar a sua situação é entender quais são os graus de obesidade e, então, compreender em qual estágio se encontra. A partir daí, é fundamental buscar ajuda especializada e conquistar de vez o seu bem-estar físico e mental.

Você gostou deste conteúdo? Ainda tem alguma dúvida? É só deixar um comentário pra gente!

Источник: https://blog.cirurgiacve.com.br/graus-da-obesidade/

O QUE É OBESIDADE?

O QUE É OBESIDADE?

Obesidade

A obesidade já se tornou uma das mais importantes epidemias do mundo moderno. Engana-se quem a trata apenas como um problema estético ou de aceitação social. A obesidade é uma doença com mortalidade proporcional ao grau de sobrepeso. Quanto maior, mais grave.

Existem duas formas clássicas de avaliar se o seu peso pode trazer problemas a sua saúde. A primeira é o índice de massa corporal (IMC), que serve para avaliar se o seu peso está adequado em relação a sua altura. É através do IMC que habitualmente fazemos o diagnóstico da obesidade.

A segunda forma é através da relação entre o comprimento da cintura e do quadril. Essa avaliação é feita em todos os pacientes com IMC acima de 25 kg/m² e serve para o diagnóstico da obesidade central, que é uma forma de obesidade mais associada com o surgimento de doenças cardiovasculares.

Vamos falar um pouquinho sobre essas duas avaliações.

IMC

O método mais usado para avaliar obesidade é o índice de massa corporal. É um cálculo simples no qual dividimos o peso pelo quadrado da altura, ou seja:

IMC = Peso (em quilos) ÷ altura² (em metros) 

Exemplos:a) Uma pessoa de 110 kg e 1,60 m:

– IMC = 110 kg ÷ (1,60 m x 1,60 m) = 42,96 kg/m²

b) Uma pessoa de 75 kg e 1,80 m:
– IMC = 75 kg ÷ (1,80 m x 1,80 m) = 23,14 kg/m²

Calculadora de IMC

A classificação baseada no IMC é a seguinte:

  • Baixo peso: IMC menor que 18,5 Kg/m²
  • Peso normal: IMC entre 18,5 e 24,9 Kg/m²
  • Sobrepeso: IMC entre 25 e 29,9 Kg/m²
  • Obesidade grau I: IMC entre 30 e 34,9 Kg/m²
  • Obesidade grau II: IMC entre 35 e 39,9 Kg/m²
  • Obesidade mórbida: IMC maior que 40 Kg/m²

O exemplo “a” se enquadra no diagnóstico de obesidade mórbida, enquanto que o exemplo “b” é de uma pessoa com peso normal.

Obs: a fórmula acima não se aplica a pessoas com grande massa muscular, pois a mesma costuma enquadrá-las na categoria de sobrepeso, ou até obesidade, mesmo apresentando baixo percentual de gordura no corpo.

Para saber mais sobre o IMC e ter acesso acesse o seguinte artigo: CALCULE O SEU PESO IDEAL E IMC.

Relação entre o comprimento da cintura e do quadril

Todas as pessoas com IMC maior que 25 kg/m² devem ter a circunferência abdominal medida. Homens e mulheres com cintura maior que 102 cm e 88 cm, respectivamente, apresentam maiores riscos de desenvolver doenças relacionadas à obesidade.

A chamada obesidade central é a que traz maior risco de doenças cardiovasculares e morte precoce. Pessoas com acúmulo de gordura na região abdominal apresentam a chamada gordura visceral, que é o excesso desta em volta dos órgãos.

O acúmulo de gordura predominantemente nas coxas e quadris oferece menor risco, pois apresenta menor acometimento dos órgãos internos. É o corpo em forma de maçã versus o corpo em forma de pera.

Uma outra maneira de avaliar a gordura central é através da relação entre o comprimento da cintura e do quadril. Valores maiores que 1 em homens e 0,8 em mulheres indicam maior risco de doenças relacionadas a obesidade.

» Gordura central: cintura/quadril maior que 1,0 em homens ou maior que 0,8 em mulheres

A partir de 35 Kg/m² essas medidas perdem valor já que todos apresentam maior incidência de doenças.

É considerado portador da síndrome metabólica, também chamada de síndrome X, os indivíduos que possuem pelo menos 3 dos 5 critérios abaixo:

  • Circunferência abdominal maior que 102 cm em homens e 88 cm em mulheres
  • Níveis de triglicerídeos sanguíneos maiores que 150 mg/dl
  • Colesterol HDL (colesterol bom) menor que 40 mg/dl em homens e 50 mg/dl em mulheres
  • Pressão arterial maior que 130 /85 mmHg (leia sobre valores da pressão arterial em HIPERTENSÃO ARTERIAL – Sintomas, Causas e Tratamento)
  • Níveis de glicose em jejum maiores que 100 mg/dl Pessoas obesas e/ou portadoras da síndrome metabólica apresentam maiores riscos de desenvolver diabetes e doenças cardiovasculares.

Pessoas com excesso de peso apresentam maior morbidade (existência de doenças associadas) e maior mortalidade do que pessoas com peso normal. A simples presença de sobrepeso já é suficiente para reduzir a expectativa de vida. O risco de morte chega a ser 3 vezes maior em obesos do que em pessoas com IMC normal.

Ao contrário do que se possa pensar, o tecido adiposo (gorduroso) não é simplesmente um monte gordura inativa. É na verdade um tecido metabolicamente ativo produtor de enzimas que causam resistência ao funcionamento da insulina, elevação da pressão arterial, aumento do depósito de colesterol nos vasos e outras ações que elevam a morbidade do paciente obeso.

Falamos mais da síndrome metabólica no artigo: SÍNDROME METABÓLICA – O que é, Causas e Tratamento.

Источник: https://www.mdsaude.com/obesidade/obesidade-e-sindrome-metabolica/

Principais tipos de obesidade e como identificar

O QUE É OBESIDADE?

A obesidade é caracterizada pelo excesso de peso, geralmente, causado pelo sedentarismo e consumo exagerado de alimentos ricos em gordura e em açúcar, o que gera diversos malefícios na vida da pessoa, como o desenvolvimento de doenças, do tipo diabetes, pressão alta, colesterol elevado, infarto ou artrose dos ossos, além de sintomas como dificuldades para fazer esforços, indisposição e baixa auto-estima.

Para identificar que uma pessoa está obesa, na maioria das vezes, utiliza-se o IMC, ou índice de massa corpórea, que é um cálculo que analisa o peso que a pessoa apresenta em relação à sua altura, sendo dividido em diferentes graus:

  • Peso normal: IMC entre 18.0 a 24,9 kg/m2
  • Sobrepeso: IMC entre 25.0 a 29,9 kg/m2
  • Obesidade grau 1: IMC entre 30.0 – 34.9 kg/m2;
  • Obesidade grau 2: IMC entre 35.0 – 39.9 kg/m2;
  • Obesidade grau 3 ou obesidade mórbida: IMC igual ou superior 40 kg/m2.

Para saber o IMC, insira os seus dados na calculadora:

Tipos de obesidade

Além de ser classificada de acordo com o peso, a obesidade também varia de acordo com a localização e distribuição da gordura pelo corpo:

1. Obesidade abdominal

A gordura se deposita principalmente no abdômen e na cintura, podendo também se distribuir pelo peito e rosto. Este tipo de obesidade também é conhecido como andróide ou obesidade em forma de maçã, devido à semelhança da silhueta da pessoa com esta fruta, e é mais comum em homens, embora algumas mulheres também possam ter.

A obesidade abdominal está muito associada com grande risco para desenvolver outras doenças cardiovasculares como colesterol alto, doenças cardíacas, infarto, além de diabetes, inflamações e trombose.

2. Obesidade periférica

Este tipo de obesidade é mais comum em mulheres, pois a gordura se localiza mais nas coxas, quadris e nádegas, e é conhecido como obesidade em pêra, devido ao formato da silhueta, ou obesidade ginóide. 

A obesidade periférica é mais associada a problemas circulatórios, como insuficiência venosa e varizes, e osteoartrite nos joelhos, devido à sobrecarga do peso nestas articulações, apesar de também aumentar o risco de doenças cardíacas e diabetes.

3. Obesidade homogênea

Neste caso, não há uma predominância da gordura em uma área localizada, pois o excesso de peso está distribuído pelo corpo. Isto pode ser perigoso, pois a pessoa pode se descuidar por não haver um grande impacto na aparência física, como nos outros tipos.

Sinais e sintomas da obesidade

O excesso de gordura tem efeitos negativos sobre todo o corpo, causando sinais e sintomas desconfortáveis, como:

  • Falta de ar e dificuldades respiratórias, devido à pressão do peso abdominal sobre os pulmões;
  • Dores no corpo, principalmente nas costas, pernas, joelhos e ombros, devido ao excesso de esforço que o corpo faz para suportar o peso;
  • Dificuldade para fazer esforços ou caminhadas, devido ao excesso de peso e descondicionamento do corpo;
  • Dermatites e infecções fúngicas, devido ao acúmulo de suor e sujeira nas dobras do corpo;
  • Manchas escuras na pele, principalmente pescoço, axilas e virilhas, uma reação causada pela resistência insulínica, ou pré-diabetes, chamada de acantose nigricans;
  • Impotência e infertilidade, devido a alterações hormonais e dificuldades para o fluxo sanguíneo nos vasos;
  • Roncos noturnos e apnéia do sono, pelo acúmulo gordura no pescoço e vias respiratórias;
  • Maior tendência a varizes e úlceras venosas, devido a alterações nos vasos e circulação sanguínea;
  • Ansiedade e depressão, devido a insatisfações com a imagem corporal e compulsão alimentar.

Além disso, a obesidade é uma causa determinante de diversas doenças, como por exemplo doenças cardiovasculares, como pressão alta, infarto, AVC, trombose, e impotência, e doenças metabólicas, como diabetes e colesterol alto.

O que causa a obesidade

A obesidade pode ocorrer em qualquer idade e, no Brasil, a quantidade de pessoas que passam por esta situação está cada vez maior, devido ao consumo excessivo de alimentos calóricos, como pão, massas, doces, fast food e comidas prontas, além do sedentarismo, o que faz com que a quantidade de calorias consumidas seja maior do que a quantidade que a pessoa gasta ao longo do dia.

Além disso, distúrbios hormonais ou problemas emocionais como ansiedade ou nervosismo também podem aumentar o risco de obesidade e, por isso, estas situações devem ser tratadas logo que sejam identificadas. Entenda melhor quais são as principais causas que explicam o surgimento da obesidade e como combatê-las. 

A obesidade infantil também tem sido cada vez mais frequente, pelo excesso de comidas industrializadas, doces e refrigerante, além de cada vez menos atividades ao ar livre. A criança costuma seguir os hábitos dos pais, por isso é muito comum que os filhos de obesos também fiquem acima do peso. 

Como saber se estou muito acima do peso

A principal forma de detectar a obesidade é com o cálculo do IMC, entretanto, além do peso aumentado, também é importante identificar o depósito de gordura em diferentes locais do corpo, diferenciando o peso em gordura do peso em músculos.

Assim, como forma de avaliar a massa de gordura o corpo e a sua distribuição, utiliza-se:

  • Medição da espessura das pregas cutâneas: mede a gordura localizada nos depósitos debaixo da pele, que está relacionada com a quantidade de gordura interna;
  • Bioimpedância: exame que analisa a composição corporal, indicando a quantidade aproximada de músculos, ossos e gorduras do corpo. Entenda melhor quando é indicada e como funciona a bioimpedância;
  • Ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética: avaliam a espessura do tecido adiposo nas dobras, e também em tecidos mais profundos nas diferentes regiões corporais, como abdômen, por isso, são bons métodos para avaliar a obesidade abdominal;
  • Medida da circunferência abdominal: identifica o depósito de gordura no abdômen e o risco do desenvolvimento de obesidade abdominal, sendo classificada como tendo este tipo de obesidade quando a medida da cintura ultrapassa 94 cm no homem e 80 cm na mulher;
  • Relação circunferência abdominal/quadril: mede a relação entre a circunferência abdominal e a do quadril, avaliando diferenças nos padrões de acúmulo de gordura e o risco para desenvolver obesidade, estando alto quando acima de 0,90 para homens e 0,85 para  mulheres. Saiba como pode fazer a medida da relação cintura-quadril.

Idealmente, estas avaliações e medidas devem ser feitas pelo nutricionista ou médico, para identificar corretamente a quantidade de gordura que a pessoa precisa eliminar e programar um tratamento ideal.

Como tratar a obesidade

O tratamento da obesidade deve ser feito com a prática regular de exercícios físicos, orientados por um preparador físico, e uma dieta de emagrecimento, orientada por um nutricionista, e deve ser ser feito de forma gradual e saudável, pois as dietas que prometem um emagrecimento muito rápido, geralmente, não trazem efeitos duradouros ou são maléficas para a saúde.

Confira algumas dicas para ajustar a sua dieta, de forma natural e saudável, para alcançar o objetivo de emagrecer:

Os remédios para emagrecer também podem ser utilizados no tratamento da obesidade, no entanto, seu uso só deve ser feito sob orientação do endocrinologista. Nos casos mais graves, pode-se ainda recorrer a alguns tipos de cirurgia como a cirurgia bariátrica. Saiba como é feito o tratamento para obesidade e quando está indicado o uso de remédios ou cirurgia.

Источник: https://www.tuasaude.com/obesidade/

Obesidade: o que é, causas, tipos, complicações

O QUE É OBESIDADE?

A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no organismo, podendo desencadear outros problemas de saúde. Ela pode ter inúmeras causas, envolvendo fatores genéticos, ambientais e comportamentais.

A obesidade pode ser classificada em diferentes graus de acordo com o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), e seu tratamento vai depender da gravidade de cada caso. As principais formas de prevenir-se a obesidade é dormindo bem, mantendo uma alimentação saudável e realizando atividades físicas.

Leia também: Colesterol – esteroide presente na membrana da célula animal

O que é obesidade?

A obesidade é uma doença crônica que afeta milhares de pessoas em todo o mundo, sendo considerada, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como um os maiores problemas de saúde do mundo. A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo, o que pode levar ao surgimento de outros problemas de saúde, como doenças cardiovasculares e diabetes mellitus.

A obesidade é caracterizada pelo aumento excessivo de gordura corporal.

É importante destacar que a obesidade não deve ser relacionada apenas ao excesso de peso, devendo ser considerada a porcentagem de gordura no corpo. Isso porque algumas pessoas apresentam peso elevado e, no entanto, grande parte dele deve-se a uma grande quantidade de massa muscular, especialmente em atletas.

A obesidade não afeta um grupo específico de pessoas, atingindo indivíduos em países ricos e menos desenvolvidos, homens e mulheres, adultos e crianças.

O aumento de casos de obesidade em crianças e adolescentes é algo que preocupa bastante, devendo ser diagnosticados e tratados precocemente para evitar o surgimento de comorbidades.

No Brasil, 15,9% das crianças menores de cinco anos e 29,3% das crianças de cinco a nove anos estão com excesso de peso.

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Causas da obesidade

A obesidade é uma doença multifatorial, podendo ter causas comportamentais, genéticas, ambientais ou ser causada pela interação desses fatores.

O fatorgenético deve ser observado desde a infância, pois pais obesos aumentam em 80% os riscos da criança também desenvolver obesidade.

Quando apenas um dos pais tem essa condição, o risco cai para 40%.

No entanto, o principal fator causador de obesidade é o aumento do consumo de calorias, principalmente pela ingestão de uma dieta inadequada, com alimentos muito calóricos ricos em açúcares e gorduras, e pela falta de atividades físicas, ou seja, consumimos mais calorias do que gastamos.

Crianças podem apresentar 80% de probabilidade de desenvolverem obesidade quando os pais são obesos.

O diagnóstico da obesidade é realizado pelo cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), para o qual se utiliza a seguinte fórmula:

Com base nesse cálculo, interpreta-se o resultado com os dados apresentados na tabela seguinte, a qual indica o tipo de obesidade apresentado pelo paciente e o grau de risco para o surgimento de complicações.

IMC (Kg/m²)Tipo de obesidadeGrau de risco
18 a 24,9AusenteAusente
25 a 29,9SobrepesoModerado
30 a 34,9Obesidade grau IAlto
35 a 39,0Obesidade grau IIMuito alto
40 ou maisObesidade grau IIIExtremo

Outra medida que pode ser avaliada pelo médico é a da circunferência abdominal, que, em valores elevados, pode aumentar os riscos de complicações. Esse valor é avaliado de forma diferente entre homens e mulheres, como podemos ver na tabela:

SexoRiscoAlto risco
Feminino8088
Masculino94102

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Complicações da obesidade

A obesidade pode desencadear inúmeros outros problemas de saúde. Dentre eles podemos destacar:

  • Doenças cardiovasculares;
  • Doenças pulmonares;
  • Diabetes mellitus;
  • Acidente Vascular Cerebral;
  • Apneia do sono;
  • Problemas ortopédicos;
  • Alguns tipos de câncer, como o câncer de mama e de próstata, entre outras enfermidades.

A medida de circunferência abdominal pode indicar riscos de complicações para a saúde.

Otratamentoda obesidade é realizado levando-se em consideração o tipo de obesidade apresentado pelo paciente. O tratamento tem como objetivo levar o paciente a alcançar um peso saudável, em que não haja mais riscos devido à obesidade, ou, se eles existirem, que sejam mínimos. Para isso, o médico e o nutricionista avaliam cada caso individualmente.

O tratamento consiste em educação ou reeducação alimentar, na qual o indivíduo aprende ou reaprende a comer de forma saudável, mudando os hábitos que o levaram a desenvolver a obesidade.

Em alguns casos, pode ser feito uso de medicação, no entanto, isso quem deve avaliar e indicar é o médico. Pode ser necessária também a realização de cirurgias, o que também é avaliado pelo profissional responsável.

Quando se envolve fatores comportamentais, pode ser adicionado o acompanhamento de um psiquiatra ou psicólogo.

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Formas de prevenir a obesidade

Embora a obesidade envolva também fatores genéticos, algumas atitudes podem auxiliar na sua prevenção.

Dentre elas podemos destacar: dormir bem, de maneira suficiente, pois nesse momento ocorre a liberação do hormônio do crescimento, a somatotrofina, que auxilia na melhora da massa muscular e redução da gordura no corpo; manter uma alimentação saudáveldesde a infância, com alimentos naturais, evitando alimentos industrializados, principalmente os ultraprocessados, ricos em açúcares e gorduras; e realizar atividades físicas regularmente.

Por Helivania Sardinha dos Santos

Источник: https://www.biologianet.com/doencas/obesidade.htm

O que é obesidade?

O QUE É OBESIDADE?
Imagem de Pedro Sousa no Unsplash

Obesidade é o acúmulo de gordura no corpo, que pode ter diversas causas, mas ocorre principalmente pelo consumo excessivo de calorias e pela falta de atividades que possam queimá-las.

Geralmente o diagnóstico é feito com base no índice de massa corporal (IMC) – o ideal é entre 18,5 e 24,9; até 29,9 é sobrepeso; quando ultrapassa 40 é considerado obesidade mórbida, segundo o Ministério da Saúde.

É uma das principais causas de mortes evitáveis e é considerada um dos problemas mais graves de saúde pública do século XXI.

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Obesidade

É quando o acúmulo de gordura no corpo está muito acima do recomendável (30,0 – 39,9), seja por fatores genéticos, metabólicos, psicológicos ou endócrinos.

Obesidade mórbida

Quando a obesidade chega ao extremo (IMC acima de 40) e a pessoa já desenvolveu outros problemas de saúde relacionados a isso. Em alguns casos, a pessoa se torna incapaz de levantar, o que traz o aparecimento de feridas pelo corpo devido ao repouso extremo.

Obesidade infantil

A obesidade infantil tem as mesmas características da obesidade adulta, mas acomete crianças de até 12 anos.

Causas da obesidade

Na maioria das vezes, as causas da obesidade podem ser atribuídas a uma combinação de vários fatores.

Dentre eles, os principais são: alimentação inadequada, sedentarismo, fatores genéticos, nível socioeconômico, fatores psicológicos, fatores demográficos, nível de escolaridade, desmame precoce, estresse, fumo, exposição involuntária a agentes disruptores endócrinos e uso abusivo de álcool.

A faixa etária de 55 a 64 anos é a mais atingida pelo excesso de peso ou pela obesidade, pois é nessa idade que as pessoas fazem menos exercícios físicos e o metabolismo fica mais lento (mesmo mantendo o padrão alimentar, o peso costuma aumentar); no caso de mulheres, a menopausa também pode influenciar.

O modo de vida contemporâneo faz com que precisemos cada vez menos nos movimentar para fazermos o que queremos e a exposição excessiva a propagandas de alimentos pouco saudáveis tem sua parcela de culpa.

É possível observar que estresse e ansiedade podem causar o aumento de peso, pois pessoas que estão sob essas circunstâncias muitas vezes apresentam um comportamento compulsivo em relação à comida. Problemas hormonais também são capazes de levar ao aumento do peso, como no caso do hipotireoidismo.

A obesidade também está ligada a fatores hereditários. Um estudo aponta que uma criança filha de pais não obesos tem 10% de chance de se tornar obesa; se um dos pais for obeso a chance sobe para 40% e se ambos os pais forem, a chance é de 80%. Muito disso em consequência da cultura do big food.

O excesso de peso, ou a obesidade, podem acarretar outros diversos problemas de saúde, como insuficiência cardíaca, diabetes, disfunções pulmonares, doenças cardiovasculares, pressão alta, dificuldades respiratórias, apneia do sono e até alguns tipos de câncer.

Um estudo mostrou que a obesidade é um fator de risco para vários tipos de câncer, e seu aumento nas últimas décadas contribuiu para um aumento nas taxas de câncer de mama, que é maior em mulheres negras do que em brancas.

Quanto às consequências psicológicas, ainda não é claro se a obesidade ocorre por conta dos problemas psicológicos ou o contrário, mas observa-se uma relação entre esses dois tipos de problemas. Ansiedade, depressão, transtorno bipolar, distimia e, principalmente, baixa autoestima devido à pressão social que a pessoa sofre.

Como a principal causa da obesidade é o consumo excessivo de calorias combinado com o gasto menor que o necessário, o tratamento mais usado e recomendável é a adoção de um estilo de vida mais saudável, que junte uma dieta balanceada com uma rotina de exercícios. Se seguido de forma correta, essa mudança não apenas te ajuda a perder peso como garante que o quadro seja revertido e se estabilize mais facilmente.

Se for mais grave, como em boa parte dos casos de obesidade mórbida, o uso de medicamentos também passa a fazer parte do tratamento – mas sempre em conjunto com a reeducação alimentar e com exercícios físicos. O medicamento jamais deve ser usado sem prescrição, pois além de não ser eficaz sozinho, pode causar sintomas adversos como insônia, aumento da pressão, depressão, ansiedade e até dependência.

A gastroplastia, popularmente conhecida como cirurgia bariátrica, também é empregada no tratamento da obesidade mórbida, em casos em que o paciente não obteve sucesso por meio de outros tratamentos e já sofre com outros problemas relacionados a obesidade, como hipertensão, apneia do sono, diabetes, etc.

Como é um processo cirúrgico, cada caso deve ser avaliado individualmente e todos os pacientes devem se submeter a alguns exames e até a uma avaliação psicológica antes de fazerem a cirurgia.

Esse tipo de processo é muito complexo e está sujeito a complicações; a intervenção exige uma mudança nos hábitos alimentares.

Para isso, os pacientes devem ter acompanhamento de um nutricionista por um longo tempo após a cirurgia, mesmo porque ela pode resultar na deficiência de algumas vitaminas.

A forma mais eficaz de se evitar a obesidade é mantendo uma alimentação rica em fibras, dando preferências a frutas, vegetais e reduzindo a carne, principalmente as processadas. Evitar bebidas alcoólicas, comidas muito ricas em carboidratos simples como pão e arroz branco; gordura trans, glúten e açúcar também são medidas essenciais.

Outro aspecto fundamental é a prática regular de exercícios físicos, mas é sempre recomendado procurar orientação profissional antes que possa te indicar quais atividades são mais recomendadas para você. Fazer exercícios físicos faz bem para sua saúde física e mental, já que melhora o humor, melhora a disposição e reduz o apetite.

Assista ao vídeo do Dr. Drauzio Varella sobre obesidade.

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Источник: https://www.ecycle.com.br/4798-obesidade.html

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