O que é Orquiepididimite, Sintomas e Tratamento

Epididimite: sintomas, tratamentos e causas

O que é Orquiepididimite, Sintomas e Tratamento

Epididimite é um inflamação no epidídimo, tubo espiralado que fica na parte de trás do testículo, responsável por armazenar e transportar o esperma.

Homens de todas as idades podem ter a doença, que é mais comumente originada por uma infecção bacteriana, inclusive advinda de doenças sexualmente transmissíveis (DST) como gonorreia ou clamídia.

As vezes o testículo também pode ser infectado, o que é chamado de epidídimo-orquite.

Causas

A epididimite pode ser causada por vários fatores, que incluem:

  • Doenças sexualmente transmissíveis como a gonorreia e clamídia, que são as causas mais comuns de epididimite em homens jovens sexualmente ativos
  • Outras infecções bacterianas, como as do trato urinário e de próstata são comuns em homens que não são sexualmente ativos. Isso porque a infecção pode se espalhar do local infectado até o epidídimo
  • Certas medicações para o coração
  • Urina no epidídimo (epididimite química), que acontece quando a urina flui para trás, para o epidídimo, possivelmente por causa de trabalho pesado ou de deformações
  • Traumas na região
  • Tuberculose (raramente).

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Sintomas de Epididimite

Os sintomas de epididimite incluem:

  • Dor no testículo, normalmente de um dos lados
  • Dor para urinar
  • Micção urgente ou frequente
  • Saco escrotal inchado, vermelho ou quente
  • Dor ou desconforto do baixo abdômen ou na pélvis
  • Secreção
  • Relação sexual ou ejaculação dolorosa
  • Nódulo no testículo
  • Aumento dos gânglios linfáticos da virilha
  • Sangue no sêmen
  • Febre (menos comum).

Quando a epididimite dura mais de seis semanas ou ocorre frequentemente ela é considerada crônica. Os sintomas de epididimite crônica podem aparecer gradualmente e, por vezes, a sua causa não é identificada.

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Diagnóstico de Epididimite

Para diagnosticar epididimite o médico começará com um exame físico, verificando se há aumento dos gânglios linfáticos da virilha e inchaço no testículo. O urologista pode ainda fazer um exame retal para checar se a próstata está aumentada.

Depois desses exames, ele pode solicitar:

  • Triagem de DST
  • Exame de urina
  • Exame de sangue
  • Ultrassom.

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Tratamento de Epididimite

Pode ser necessário o uso de antibióticos para tratar epididimite e epidídimo-orquite. Se a causa da infecção bacteriana é uma DST, o parceiro sexual do paciente também precisará de tratamento.

Podem passar algumas semanas até que os sintomas comecem a desaparecer. Para aliviar a dor, pode ser recomendado usar suportes atléticos para a região, descansar, aplicar compressas de gelo e fazer uso de medicamentos para dor prescritos pelo médico.

O médico provavelmente pedirá que o paciente retorne para ver se ele realmente está livre da infecção. Se ela persistir, o médico indicará outro antibiótico. Para a maioria das pessoas, o tratamento acaba depois de três meses.

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Se a infecção gerar um abcesso, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica para drená-lo. Em algumas situações, parte ou todo o epidídimo precisa ser removido na cirurgia.

Complicações possíveis

Se não tratada, a epididimite pode se tornar crônica, o que demanda mais cuidados e causa incômodos e dores frequentes.

Outras complicações são:

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  • Infecções com pus na bolsa escrotal
  • A infecção se espalhar do epidídimo para o testículo
  • Redução da fertilidade (raramente).

Convivendo/ Prognóstico

Normalmente os casos de epididimite se resolvem em três meses de tratamento, contudo, a causa do problema pode demandar mais cuidados, principalmente no caso das doenças sexualmente transmissíveis.

Fatores de risco

Os fatores de risco para epididimite são:

  • Sexo com um parceiro com alguma DST
  • Sexo sem camisinha
  • Histórico pessoal de DST
  • Histórico de infecções do trato urinário e ou próstata
  • Histórico de procedimentos médicos que afetam o trato urinário, como inserção de cateter no pênis
  • Pênis não circuncidado ou com anormalidades anatômicas
  • Próstata aumentada, que aumenta o risco de infecções e, consequentemente de epididimite.

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Epididimite tem cura?

Normalmente o tratamento de epididimite é bem sucedido e termina após três meses. Contudo, dependendo da causa que levou a essa doença, o tratamento pode durar mais ou menos tempo e as complicações futuras também.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar epididimite são:

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  • Clínico geral
  • Urologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar ao consultório com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles surgiram, mesmo os que não parecem relacionados com o problema em si
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos, vitaminas ou suplementos que tome com regularidade.

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Também pode ajudar levar as dúvidas por escrito para a conversa com o médico, começando pela mais importante. Isso garante que o paciente saia da consulta com todas as questões respondidas. No caso da epididimite pode ser interessante perguntar:

  • Quais são as prováveis causas da doença?
  • Quais os tratamentos disponíveis e qual o mais recomendado para o meu caso?
  • Qual o tempo até os sintomas desaparecerem?
  • Meu parceiro deve ser testado para doenças sexualmente transmissíveis?
  • Há alguma restrição com relação a atividade sexual que eu preciso seguir?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Buscando ajuda médica

Nunca se deve ignorar o aparecimento de dor ou inchaço na bolsa escrotal. Os sintomas podem ser causados por várias doenças diferentes e requerem tratamento imediato para evitar danos permanentes. Se a dor for severa, é necessário procurar um pronto socorro. Também se deve buscar auxílio médico no caso de secreção no pênis ou dor para urinar.

Enquanto aguarda pelo momento da consulta, evite contato sexual que pode colocar o seu parceiro em risco de contrair alguma DST, o que inclui o sexo oral, anal e qualquer contato pele a pele com os órgãos genitais. Também é bom avisar o seu parceiro sobre os seus sintomas para que ele ou ela possam buscar testes para verificar a presença de alguma DST.

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/epididimite

Dor Escrotal Aguda

O que é Orquiepididimite, Sintomas e Tratamento

Autores:

Marco Antonio Arap

Médico Assistente do Serviço de Urologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP

Rafael Ferreira Coelho

Urologista pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Última revisão: 10/11/2008

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            Qualquer indivíduo com dor escrotal aguda deve ser avaliado e tratado com urgência, uma vez que a torção testicular é um dos diagnósticos diferenciais e o salvamento da gônada depende diretamente do tempo de isquemia (cujo início corresponde ao início da dor).

A torção testicular determina inicialmente uma obstrução ao fluxo venoso, com conseqüente edema e hemorragia no órgão. Em seguida, ocorre a trombose arterial e, finalmente, a necrose da gônada.

Apesar da torção testicular ser mais frequente em adolescentes, ela pode ocorrer em qualquer faixa etária, inclusive em recém-natos. A incidência estimada é de 1:4.000 homens.

            A causa da torção testicular é desconhecida, mas acredita-se estar relacionada a alguma anormalidade anatômica, como túnica vaginal espaçosa, conexão epidídimo-testicular frouxa, criptorquidia ou fixação testículo-escrotal deficiente. Esta última é a teoria mais aceita, e como essa anormalidade é bilateral, o testículo contralateral deve ser fixado durante a abordagem cirúrgica, independentemente do destino da gônada torcida.

            A dor escrotal aguda também pode significar epididimite, orquite ou orquiepididimite, e, nesses casos, quase sempre existe uma infecção determinando o quadro.

Em recém-natos e pré-púberes, a orquiepididimite é mais provavelmente relacionada a uma anormalidade geniturinária ou à disseminação hematogênica.

Em adolescentes, o quadro é usualmente secundário à infecção urinária ascendente, sobretudo no caso de vida sexual ativa.

ACHADOS CLÍNICOS

            A dor escrotal aguda tem características diferentes dependendo da etiologia (Tabela 1).

Tabela 1: Achados clínicos na dor escrotal aguda

torção testicularorquite/orquiepididimite
Início da dorSúbitaMais gradual
Disúria/sintomas miccionaisAusentePode estar presente
Urina INormalLeucocitúria
Exame físicoInflamação ausente no inícioSinais inflamatórios evidentes
Reflexo cremastéricoAusentePresente

            História de manipulação uretral, cirurgia urológica recente, cateterismo uretral, bexiga neurogênica e malformação urológica sugerem orquite/orquiepididimite. Em recém-natos, a dor escrotal aguda manifesta-se por irritabilidade, agitação e falta de apetite.

Pode não haver edema no testículo afetado, portanto o diagnóstico diferencial é mais difícil nessa faixa etária. No caso de orquite/orquiepididimite, existe febre em até 18% dos casos, sendo rara em casos de torção testicular. Frequentemente, a história clínica revela tratar-se de testículo migratório.

Alguns pacientes podem apresentar história prévia de quadros dolorosos intermitentes, sugerindo episódios de torção reversível.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

            O diagnóstico diferencial de dor escrotal aguda envolve principalmente torção testicular (Figura 1), orquite/orquiepididimite (Figura 2) e trauma testicular (Figura 3).

O diferencial deve ser feito rapidamente, uma vez que o prognóstico da gônada nos casos de torção depende diretamente do tempo de isquemia (calculado como o tempo de dor). Normalmente a história e o exame físico podem indicar com relativa segurança a etiologia da dor.

Em caso de dúvida, a ultra-sonografia com Doppler está indicada e deve ser realizada rapidamente.

Figuras 1a e 1b: torção testicular. As fotos mostram aspecto intra-operatório de pacientes com diagnóstico de torção testicular.

A foto da esquerda mostra testículo torcido sem sofrimento vascular significativo e, portanto, passível de preservação.

A foto da direita mostra testículo torcido com sofrimento vascular severo e sinais de necrose de coagulação que determinaram a perda da gônada.

Figura 2: orquiepididimite. O painel mostra detalhe de ultra-sonografia com Doppler de paciente com dor escrotal aguda sugestiva de orquiepididimite. Nota-se grande aumento de fluxo intratesticular e epididimário.

Figuras 3a, 3b e 3c: Trauma testicular. O painel esquerdo mostra detalhe de ultra-sonografia realizada na sala de emergência. Nota-se descontinuidade da túnica albugínea do testículo esquerdo, secundária a trauma contuso de escroto.

A foto central mostra detalhe da cirurgia, com lesão complexa de túnica e perda significativa de parênquima testicular. O paciente foi submetido a ressecção da gônada e a patologia da peça (foto da direita) confirmou grande hemorragia parenquimatosa.

 

 

            Quando a isquemia por torção tem duração menor que 6 horas, existe grande chance de preservação testicular; se dura mais de 12 horas, a chance de preservação é pequena.

Apesar disso, o diagnóstico e o tratamento devem ser instituídos rapidamente, mesmo no caso de dor por mais de 12 horas, uma vez que a torção parcial (< 360°) é freqüente e, nesses casos, o testículo pode ser viável pela interrupção apenas parcial do fluxo sanguíneo testicular.

            Casos menos frequentes de dor escrotal aguda são decorrentes de torção de apêndices testiculares, hérnia estrangulada, hidrocele infectada, hematocele e tumor testicular. Nesses casos, o diagnóstico diferencial é facilmente feito por meio de dados de história e exame físico.

EXAMES COMPLEMENTARES

            Quando o diagnóstico etiológico da dor escrotal aguda não puder ser feito pela história e pelo exame físico, utiliza-se a ultra-sonografia com Doppler de bolsa testicular, que é o padrão-ouro na avaliação de dor escrotal aguda. Ele tem o objetivo de excluir ou confirmar a torção testicular, e a confirmação diagnóstica indica automaticamente o tratamento cirúrgico.

O Doppler apresenta muitas vantagens em relação aos outros métodos propedêuticos de avaliação de dor escrotal. É um exame rápido, indolor, não necessita preparo e pode ser realizado na sala de emergência. Entretanto, o Doppler não deve atrasar o diagnóstico etiológico da dor.

No caso do aparelho ou do examinador estarem inacessíveis ou do tempo de isquemia ser limítrofe para o salvamento do testículo, deve-se indicar a cirurgia imediatamente. É prudente realizar urina I e urocultura para possível isolamento de agente infeccioso no caso de orquite/orquiepididimite.

A cintilografia com tecnécio era utilizada anteriormente no auxílio ao diagnóstico diferencial da dor escrotal aguda, mas deixou de ser utilizada após a introdução da ultra-sonogrfafia com Doppler, tendo atualmente perdido importância .

TRATAMENTO

            O tratamento da dor escrotal aguda varia de acordo com a patologia que a determina. No caso de orquite/orquiepididimite, o tratamento é conservador.

Em crianças com piúria e possível origem bacteriana da infecção, a cobertura antibiótica de amplo espectro está indicada e pode ser feita com cefalosporina de 3ª geração quando há febre, queda do estado geral e quando a criança fica internada.

Após o resultado da urocultura, o antibiótico pode ser trocado de acordo com o antibiograma do agente isolado e o paciente recebe alta com antibioticoterapia oral. Quando não existe queda importante do estado geral e febre, não há necessidade de internação e o tratamento oral pode ser realizado com cefalosporina de 2ª geração ou quinolona.

É importante lembrar que, durante ou após o tratamento do quadro agudo, deve-se realizar avaliação radiológica do trato urinário da criança para pesquisa de malformações urológicas associadas.

Em adultos, deve-se introduzir antibióticos (quinolona, macrolídeo ou cefalosporina) pela possível origem bacteriana do quadro, analgésicos e até antiinflamatórios não-hormonais para o controle da dor. Todo paciente com diagnóstico de orquite/orquiepididimite deve ser mantido com suspensório escrotal e em repouso no leito por pelo menos 72 horas para o controle da dor e para que não ocorra grande edema escrotal.

            No caso de torção testicular, o tratamento é cirúrgico e deve ser instituído de imediato. A exploração é realizada via escrototomia mediana, seguida de avaliação do testículo torcido. O urologista deve desfazer a torção e manter o testículo aquecido por alguns minutos para que se possa avaliar a viabilidade do mesmo.

Durante esse intervalo, o testículo contralateral deve ser fixado na túnica albugínea, conforme mencionado anteriormente. Se o testículo torcido recuperar a viabilidade (este é um critério subjetivo, avaliado pelo fluxo e pela cor do órgão no momento da cirurgia), ele deve ser preservado e também fixado na túnica albugínea.

Caso contrário, é ressecado e enviado para análise anatomopatológica.

Todo paciente que perde o testículo, seja por torção ou atrofia pós-orquite, permanece com as funções testiculares preservadas. A gônada remanescente em geral é capaz de manter a fertilidade e a função endócrina, e isso deve ser sempre informado ao paciente ou familiar responsável.

TÓPICOS IMPORTANTES

         A dor escrotal aguda deve ser avaliada de imediato, pela possibilidade de urgência cirúrgica.

         O diagnóstico diferencial envolve principalmente torção testicular e orquite/orquiepididimite.

         O diagnóstico é realizado por meio de história e exame físico, além de ultra-sonografia com Doppler de bolsa testicular. Quando o fluxo sanguíneo testicular está interrompido, confirma-se o diagnóstico de torção testicular. Caso contrário, o diagnóstico mais provável é de orquite/orquiepididimite.

         O tratamento de processos inflamatórios/infecciosos envolve antibioticoterapia de amplo espectro, analgesia e repouso.

         O tratamento da torção testicular depende da viabilidade da gônada torcida. No caso de sofrimento vascular intenso ou necrose, o testículo deve ser retirado; caso mostre-se viável, deve ser fixado na bolsa testicular. O testículo contralateral deve ser fixado em qualquer uma das situações.

         A fertilidade e a função endócrina testicular quase sempre são preservadas, mesmo no caso de gônada única.

ALGORITMO

Algoritmo 1: Abordagem diagnóstica e terapêutica da dor escrotal aguda

BIBLIOGRAFIA

1.     Arap MA, Cocuzza MAS, Mesquita JLB, Arap S. Análise comparativa de ultrassom Doppler pré-operatório com achado cirúrgico em 30 casos de torção testicular. ACTA Urol Port 2000; 17(1):55-58.

2.     Arap MA, Cocuzza MAS, Mesquita JLB, Arap S. Torção de testículo – Análise de 62 casos atendidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. ACTA Urol Port 2000; 17(1):49-54.

3.     Ciftci AO, Senocak ME, Tanyel FC, Buyukpamukcu N. Clinical predictors for differential diagnosis of acute scrotum. Eur J Pediatr Surg 2004; 14(5):333-338.

4.     Favorito LA, Cavalcante AG, Costa WS. Anatomic aspects of epididymis and tunica vaginalis in patients with testicular torsion. Int Braz J Urol 2004; 30(5):420-424.

5.     Rajfer J. Congenital anomalies of the testis and scrotum. In: Campbell’s urology. 7. ed. Saunders, . p.2172-2192.

6.     Shortliffe LMD. Urinary tract infections in infants and children. In: Campbell’s urology. 7. ed. Saunders, . p.1681-1707.

Источник: http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1343/dor_escrotal_aguda.htm

Orquite: sintomas e diagnóstico

O que é Orquiepididimite, Sintomas e Tratamento

A infertilidade masculina é responsável por cerca de 40% dos casos de infertilidade conjugal.

Por ser uma condição provocada por diferentes etiologias, são necessários exames para diagnosticá-la.

A orquite, uma das causas de infertilidade, é uma inflamação nos testículos que pode afetar a espermatogênese, prejudicando a qualidade dos espermatozoides produzidos e, consequentemente, sua capacidade de fecundar o óvulo.

Por isso, a orquite deve ser tratada adequadamente. Continue lendo e saiba mais sobre sintomas, como é feita a investigação, possíveis tratamentos e consequências da doença.

O que é orquite?

A orquite é caracterizada por uma inflamação nos testículos, que pode ser causada por diferentes agentes etiológicos, como vírus, parasitas, traumas, entre outros, sendo o mais comum o vírus da caxumba.

A doença pode acometer um ou ambos os testículos e se manifestar de forma aguda ou crônica. A orquite aguda causa dor e desconforto.

Muitos pacientes acometidos por ela relatam sensação de peso nos testículos e dor.

A orquite crônica, geralmente, é assintomática. Ou seja, não apresenta sintomas. Alguns pacientes relatam sensação de desconforto à palpação.

A orquite pode acometer também os epidídimos, pequenos canais ligados aos testículos responsáveis pelo amadurecimento e pela condução dos espermatozoides até os canais deferentes, que levam os gametas até as vesículas seminais no percurso da ejaculação.

Quando isso ocorre, a doença é denominada orquiepididimite.

Quais são as principais causas da orquite?

Existem diversas causas da orquite: trauma no local, torção dos testículos, fungos, bactérias, vírus, entre outros.

Há diversos microrganismos que facilitam o surgimento dessa doença.

Orquite viral

A causa mais comum desta doença é o vírus da caxumba.

Muitos jovens adquirem a orquite quando contraem a caxumba, mas há outros vírus que podem desencadear a orquite, como Influenza, Coxsackie, Echo, Vírus da Mononucleose, entre outros.

Não há risco de infertilidade se o homem contrair o vírus antes da puberdade, uma vez que ainda não há produção de gametas.

Na orquite viral, o tratamento é feito para aliviar os sintomas. Podem ser prescritos analgésicos e anti-inflamatórios, assim como recomendado repouso e compressas frias na região.

Orquite bacteriana

A orquite bacteriana é causada por diferentes bactérias e geralmente está associada à epididimite, principalmente a que tem como agente etiológico o Micobacterium sp. Já o Haemophilus pode afetar apenas os testículos.

A orquite cujo agente etiológico é o treponema pallidum é uma orquite sifilítica e pode provocar danos severos aos testículos.

Outras bactérias que podem causar a doença por transmissão sexual são as causadoras da clamídia e da gonorreia.

O tratamento é realizado principalmente com antibióticos e analgésicos ou anti-inflamatórios não esteroides para aliviar a dor.

Também podem ser indicados repouso, a utilização de suspensório escrotal e compressas frias.

Orquite por outras causas

Não é tão comum, mas a orquite pode ser causada por traumas, torções e até mesmo parasitas.

Os traumas e torções podem gerar danos no tecido do testículo, prejudicando a circulação sanguínea e causando a insuficiência de oxigênio.

Sintomas

Os principais sintomas relacionados à inflamação causada pela orquite nos testículos são:

  • Ejaculação com sangue;
  • Sudorese testicular;
  • Dor e inchaço nos testículos;
  • Febre e mal-estar;
  • Desconforto à palpação dos testículos;
  • Sensação de peso na região;
  • Urina com sangue.

Os sintomas da orquite podem surgir após 7 dias da contaminação. Quanto mais rápido for diagnosticada a doença, maior a possibilidade de cura e de preservação da fertilidade.

Procure um médico caso identifique os sintomas.

Como é feita a investigação?

A investigação da orquite deve ser feita por um médico urologista. São investigados os sintomas que o paciente apresenta e realizados exames específicos, como de sangue e ultrassonografia da região escrotal.

Além dos exames mais básicos, pode ser pedido um teste para gonorreia e clamídia, por exemplo.

Esses exames auxiliam o médico a descobrir o agente etiológico da doença e a definir o melhor tratamento.

Nos casos mais extremos da doença, pode ser indicada a cirurgia para remoção de um ou de ambos os testículos.

Quais são a possíveis sequelas da orquite?

A orquite tem cura e a maioria dos pacientes não apresenta sequelas quando o tratamento é feito corretamente com acompanhamento do médico.

Para isso, descobrir a doença precocemente é fundamental para o sucesso do tratamento.

No entanto, há algumas sequelas que podem acometer o paciente, como a atrofia dos testículos, infertilidade e a formação de abscessos.

Esse artigo ajudou você? Clique aqui para se aprofundar no assunto e aprender como lidar com a doença.

Источник: https://adrianadegoes.med.br/orquite-sintomas-e-diagnostico/

Epididimite – Clínica Reproduce

O que é Orquiepididimite, Sintomas e Tratamento

Frequentemente causada por bactérias, incluindo as sexualmente transmissíveis como a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis, a epididimite é a inflamação do epidídimo, ducto que armazena os espermatozoides no decorrer de seu amadurecimento, pouco depois de sua formação nos testículos.

Pode ser aguda ou crônica. A epididimite aguda ocorre repentinamente e manifesta sintomas que alertam para a necessidade de procurar auxílio médico.

Assim como outras inflamações que afetam o sistema reprodutor masculino, se for diagnosticada na fase aguda, é facilmente tratada. O diagnóstico tardio, por outro lado, torna a infecção crônica. Quando se torna crônica, desenvolve lentamente, provocando diferentes complicações para a saúde masculina, incluindo alterações na fertilidade.

Este texto aborda a epididimite. Explica as causas da inflamação, os sintomas manifestados na fase aguda e na crônica, diagnóstico e tratamento.

O que causa epididimite?

Ainda que a principal causa de epididimite sejam as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como gonorreia e clamídia, que afetam principalmente homens sexualmente ativos que não utilizam preservativos durante o sexo. O processo inflamatório também pode ser causado pelas bactérias comuns nas infecções no trato urinário. Nesse caso, pode afetar homens de qualquer idade, inclusive crianças.

Em casos mais raros, a epididimite também pode resultar de doenças como a caxumba, problemas estruturais no trato urinário, ou mesmo de problemas congênitos nos rins e bexiga e de lesões testiculares.

A epididimite crônica pode surgir como consequência da bactéria Mycobacterium tuberculosis, responsável pela maioria dos casos de tuberculose, provocando a formação de pequenos nódulos inflamatórios.

Após serem produzidos pelos testículos, os espermatozoides amadurecem e ganham motilidade no epidídimo durante a jornada até o ducto deferente. O processo inflamatório tende a causar aderências que inibem o transporte dos gametas masculinos, dificultando a fecundação.

Se não for tratada, da mesma forma que causa problemas na fertilidade, a inflamação pode se espalhar para os testículos, provocando uma condição conhecida como orquiepididimite.

Além do diagnóstico precoce, é fundamental o uso de preservativos em todas as relações sexuais para evitar a ocorrência de epididimite.

Sintomas que alertam para a possibilidade de epididimite

O primeiro sinal que indica a possibilidade de epididimite é dor aguda e vermelhidão em um ou nos dois testículos. Quando se torna crônica, a dor é incômoda e aumenta em intensidade com a progressão da infecção.

Outros sintomas também podem ocorrer de acordo com a causa que provocou a infeção, sendo os mais comuns:

  • Sensibilidade nos testículos;
  • Sensação de peso ou nódulo no testículo afetado;
  • Dor ao ejacular;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Micção frequente;
  • Ardor ao urinar;
  • Presença de sangue na urina;
  • Dor no abdome ou pelve;
  • Febre e calafrios.

A observação dos sintomas é importante para indicar o que causou a epididimite. Alterações urinárias geralmente indicam que o processo inflamatório resulta de infecções no trato urinário, assim como a secreção peniana é característica de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Quando a epididimite é aguda, os sintomas desaparecem rapidamente com o tratamento. No entanto, ao tornar-se crônica, tendem a ser recorrentes.

Como a epididimite é diagnosticada?

Para diagnosticar a epididimite edescartar a incidência de outras condições que podem manifestar sintomas semelhantes, são realizados exames laboratoriais e de imagem.

Os laboratoriais são: exame de sangue, urina e rastreio de ISTs. Esses exames detectam a presença e o tipo da bactéria, assim como outras ISTs, se houver.

Os exames de imagem também são importantes, uma vez que avaliam os testículos e verificam se a infeção provocou alterações, da mesma forma que excluem outras condições que podem causar manifestação de sintomas semelhantes aos de epididimite. Os mais comumente realizados são o ultrassom dos testículos.

Os resultados diagnósticos contribuem para a orientação da abordagem terapêutica mais indicada em cada caso.

Como a epididimite é tratada?

O tratamento de epididimite é feito por antibióticos, indicados de acordo com o tipo de bactéria que provocou o processo inflamatório. É importante tratar a parceira, pois ela pode estar infectada e também pode retransmitir para o homem.

Depois do tratamento, novos exames devem ser feitos para verificar se ele foi bem-sucedido.

Se a epididimite for diagnosticada precocemente, os sintomas geralmente aliviam em cerca de 72 horas após o início da medicação. Recomenda-se a abstenção sexual durante o tratamento, assim como levantar objetos de peso ou realizar atividades que possam afetar a região testicular.

A cirurgia é necessária quando a doença atinge estágios avançados, mas é uma condição rara. Geralmente, nesses casos é necessária a remoção de toda a região afetada.

A aplicação de compressas geladas no local e o uso de um suspensório escrotal podem ajudar a aliviar o desconforto. Evitar relações sexuais desprotegidas é fundamental para prevenir a ocorrência de epididimite.

Источник: https://reproduce.com.br/epididimite/

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