O que é pólipo intestinal, sintomas, causas e tratamento

Pólipos intestinais

O que é pólipo intestinal, sintomas, causas e tratamento

O termo pólipo é utilizado para descrever uma lesão (excesso de tecido) que se projeta da parede interna de um órgão para o seu lúmen.

Os mais frequentes são os pólipos do intestino grosso (cólon e recto), podendo no entanto surgir em qualquer local do tubo digestivo, como por exemplo no intestino delgado, estômago e esófago. O termo polipóide refere-se a qualquer lesão com forma de pólipo.

Os pólipos intestinais variam em localização, dimensão, forma e tipo histológico (o aspeto das células que o constituem).

A maioria das pessoas desenvolve apenas um pólipo, contudo não é raro estas lesões serem múltiplas.

As poliposes intestinais referem-se a um conjunto de doenças hereditárias caracterizadas pelo desenvolvimento de múltiplos pólipos ao longo do intestino.

Muitos pólipos são inofensivos, contudo alguns são percursores do cancro do cólon. Em geral, quanto maior o tamanho do pólipo, maior o risco da lesão já conter malignidade. A melhor prevenção do cancro do cólon é assegurada pelo rastreio de pólipos e sua remoção.

Localização dos pólipos no intestino

No que se refere à localização, os pólipos do intestino são descritos de acordo com a sua posição nos diferentes segmentos do cólon (intestino grosso) e recto.

 Habitualmente, o intestino grosso é dividido em 5 partes, sendo que da parte proximal (zona mais próxima do intestino delgado) até à distal se designam por: cegoascendentetransversodescendente e sigmóide. O recto constitui o segmento mais distal, imediatamente acima do canal anal.

Tipos de pólipos

Os pólipos podem ser descritos de acordo com várias características.

 Em termos de configuração, os pólipos são habitualmente divididos em dois tipos: pediculados e sésseis.

Os pólipos pediculados possuem uma morfologia semelhante a um cogumelo, com um tronco e a cabeça. Os pólipos são descritos como sésseis quando possuem um formato aplanado (sem pedículo).

Em termos histológicos, os pólipos dividem-se genericamente em adenomatosos e hiperplásicos. O aspecto endoscópico pode sugerir qual o tipo histológico, contudo o diagnóstico definitivo depende da avaliação microscópica.

Os adenomas são os pólipos mais frequentes e têm o potencial de degenerar em cancro colorectal. A grande maioria dos cancros do cólon e recto desenvolve-se a partir de um adenoma ao longo de vários anos (geralmente 5-15 anos).

Como regra geral, conforme já referido, quanto maior o adenoma, maior o risco de conter malignidade. Os adenomas são caracterizados pelo tamanho e características específicas ao exame microscópico, nomeadamente a arquitectura que pode ser tubular ou vilosa e o grau de displasia.

Os pólipos são considerados malignos quando contêm foco(s) de carcinoma.

Os pólipos hiperplásicos são geralmente de pequeno tamanho, localizam-se na porção mais distal do intestino grosso (sigmóide e recto) e são tidas como lesões sem potencial maligno.

Pólipos intestinais – causas

Admitem-se na literatura vários factores de risco para o desenvolvimento de pólipos intestinais. Há claramente uma predisposição genética e um papel fundamental da dieta e das características do estilo de vida.

Apesar das causas exatas não serem completamente conhecidas, têm sido descritos como fatores de risco para o desenvolvimento de adenomas o consumo de gordura, o excesso de bebidas alcoólicas e a dieta pobre em fibras e vegetais.

O consumo de tabaco, a obesidade e o sedentarismo também conferem um maior risco para o desenvolvimento de pólipos.

Pelo contrário, o uso de aspirina e outros anti-inflamatórios não esteróides e uma dieta enriquecida em cálcio poderão ter um efeito protector.

Os pólipos intestinais são muito frequentes. De facto, cerca de uma em cada quatro pessoas com mais de 50 anos desenvolverá pelo menos um pólipo do cólon.

A presença de história familiar de pólipos, sobretudo em familiares de primeiro grau, está associada a maior risco desta patologia.

As síndromes de polipose são um conjunto de doenças hereditárias que ocorrem no indivíduo jovem, cursam com o desenvolvimento de múltiplos pólipos (tipicamente mais de 100) no tubo digestivo e resultam num risco elevado de cancro do cólon e recto.

São alguns exemplos a polipose adenomatosa familiar (PAF), a Síndrome de Gardner, a Síndrome de Turcot e a Síndrome de Peutz-Jeghers. Para além do desenvolvimento de pólipos, estas síndromes caracterizam-se pela presença de várias manifestações extra-intestinais.

A Síndrome de Lynch (cancro colorectal hereditário sem polipose), também incluída nas síndromes associadas a cancro familiar confere um risco acrescido de cancro colorectal em idades mais jovens e os tumores localizam-se sobretudo no cólon direito (cego e ascendente). A Síndrome de Lynch está ainda associada a maior risco de cancro da mama, estômago, intestino delgado, trato urinário e ovário.

Pólipos do intestino – sintomas e sinais

A maioria dos doentes com pólipos intestinais não apresenta sintomas, sobretudo quando os pólipos são de pequenas dimensões.

Ocasionalmente os pólipos resultam em perda de sangue nas fezes e raramente em alteração dos hábitos intestinais (diarreia ou obstipação).

Em casos também raros, no indivíduo com adenomas vilosos de grandes dimensões tipicamente localizados no recto ou sigmóide, pode surgir diarreia grave.

A pesquisa de sangue oculto nas fezes, frequentemente solicitada como exame de rastreio do cancro colorectal poderá ser positiva no doente com pólipos do cólon. A perda de sangue com origem nos pólipos intestinais pode resultar em anemia.

Diagnóstico dos pólipos intestinais

Habitualmente, os pólipos do cólon são detectados em indivíduos assintomáticos submetidos a programas de rastreio ou são um achado ocasional em doentes submetidos a investigação por queixas intestinais ou no decurso de estudo de anemia por défice de ferro.

diagnóstico é frequentemente realizado durante um exame designado por colonoscopia que possibilita a exploração de toda a extensão do cólon, sendo considerado o melhor exame para o diagnóstico e tratamento dos pólipos.

Saiba, aqui, o que é colonoscopia.

Complicações do pólipo do intestino

Como já eferido, alguns pólipos do cólon podem degenerar em cancro colorectal.

O cancro colorectal é prevenível se as lesões precursoras (pólipos adenomatosos) forem detectadas e removidas antes de se tornarem malignas.

Durante a colonoscopia, os pólipos observados são removidos, o que elimina o risco de se tornarem malignos.

Pólipo intestinal tem cura?

A maioria dos pólipos intestinais pode ser removido durante a realização de uma colonoscopia. A polipectomia (veja mais informação em polipectomia), na esmagadora maioria dos casos, resulta na cura.

Após a sua remoção, os pólipos são enviados para exame patológico para garantir que são benignos (não contêm cancro). Por vezes, não é exequível a remoção endoscópica do pólipo ou é detectado um foco de carcinoma durante o exame histológico. Nestes casos a cirurgia poderá ser necessária.

A importância de um pólipo não termina com a sua remoção. A existência de um pólipo permite identificar os indivíduos com maior risco de ter novos pólipos ou cancro intestinal no futuro.

Dependendo do número, tamanho e tipo histológico dos pólipos removidos, o Médico providenciará aconselhamento quanto à necessidade e timing da colonoscopia de vigilância.

Habitualmente a colonoscopia de vigilância tem lugar 3 a 5 anos após o exame inicial em que foi realizada a polipectomia, contudo este intervalo poderá, em situações específicas, ter de ser encurtado.

Saiba, de seguida, como tratar o pólipo do cólon.

Pólipo intestinal – tratamento

O tratamento dos pólipos intestinais depende do seu número, tipo, tamanho e localização.

A maioria dos pólipos poderá ser removida pelo médico gastrenterologista durante uma colonoscopia num procedimento designado polipectomia.

Durante a colonoscopia, após a identificação do pólipo, o médico decidirá se é exequível a sua exérese endoscópica e qual a melhor estratégia para que a resseção seja curativa e resulte no menor risco possível de complicações.

Um pequeno número de pólipos, pelas suas características, não é passível de remoção endoscópica. Estes doentes terão indicação para cirurgia.

A maioria dos doentes submetidos a remoção de pólipos intestinais necessitará de vigilância endoscópica cuja frequência será ditada pelo número de pólipo, pelo tamanho do pólipo de maiores dimensões e pelo tipo histológico.

Polipectomia

O termo polipectomia corresponde ao procedimento de remoção de pólipos. Após identificação de um pólipo, de acordo com seu o tamanho e localização, o Médico Gastrenterologista decidirá qual a técnica mais indicada para proceder à sua remoção.

Os pólipos mais pequenos são habitualmente removidos com recurso a pinça endoscópica.

Já os pólipos de maiores dimensões exigem a utilização de acessórios específicos como ansas com as quais os pólipos são laçados e posteriormente cortados com a passagem de corrente gerada por uma fonte de eletrocirurgia.

Em determinados tipos de lesões, a resseção endoscópica poderá exigir a utilização de técnicas mais avançadas, como por exemplo a mucosectomia ou a disseção endoscópica da submucosa.

A polipectomia não é um procedimento doloroso (não provoca dor), mesmo que realizado sem sedação.

Raramente os pólipos têm características que contra-indicam a sua remoção endoscópica e poderão exigir a realização de cirurgia.

A polipectomia é um procedimento seguro, com um risco baixo de complicações. As complicações mais frequentes são a hemorragia e a perfuração. Felizmente a ocorrência de complicações é rara e na maioria dos casos podem ser resolvidas durante a colonoscopia. A cirurgia poderá ser necessária no caso de perfuração intestinal.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/gastrenterologia/polipos-intestinais/

Como surgem os pólipos?

Pólipos intestinais surgem como resultado das alterações (mutações) dos cromossomos de algumas células da mucosa, fazendo com que modifiquem seu comportamento. As mutações podem surgir ao longo da vida.

Por esse motivo foram realizados estudos que concluíram que a idade de maior risco para o surgimento dessas alterações (mutações) se inicia após os 50 anos.

Entretanto, um maior risco de mutações pode ser transmitido dentro da família (hereditário), o que explica a importância de se pesquisar a história familiar ao analisar o risco de ter a doença.

Quais são os sintomas?

Quando provocam sintomas, podem provocar sangramento, saída de muco com as fezes, alterações no funcionamento do intestino e, em casos raros, dores abdominais. Mas, na maioria das vezes não apresentam sintomas, sendo descobertos com maior frequência através de exames como a colonoscopia ou raios-X contrastados.

Como os pólipos são diagnosticados?

Os pólipos podem ser diagnosticados através de exames endoscópicos ou radiológicos. Três exames endoscópicos podem ser utilizados com esta finalidade: a retossigmoidoscopia rígida, a retossigmoidoscopia flexível e a colonoscopia.

A retossigmoidoscopia rígida permite a avaliação de aproximadamente 20 cm finais do intestino, enquanto a retossigmoidoscopia flexível permite o exame de 30 a 60 cm. A colonoscopia permite a avaliação de todo o intestino grosso.

No exame radiológico chamado enema baritado (clister opaco) é injetado um contraste por via retal que irá mostrar as paredes intestinais no exame de raios-X. Exames mais simples também podem ser indicados para a detecção precoce. A pesquisa de sangue oculto nas fezes pode ser útil para selecionar pacientes candidatos aos exames completos como a colonoscopia.

Mas, é importante enfatizar que um teste negativo não exclui a presença de um pólipo. A descoberta de um pólipo intestinal em um exame de retossigmoidoscopia obriga a uma completa avaliação do intestino, uma vez que até 30% desses pacientes poderão ter outros pólipos.

Os pólipos precisam ser tratados?

Todos os pólipos encontrados no exame endoscópico devem ser totalmente removidos e enviados para análise do médico patologista (exame histopatológico). A imensa maioria dos pólipos é removida através da colonoscopia, exame que permite a utilização de instrumentos delicados e especiais.

Contudo, a localização e as características de alguns pólipos podem exigir sua remoção através de cirurgia. Há pouco mais de 20 anos a remoção dos pólipos era realizada através de cirurgia e era muito difícil o diagnóstico precoce de pólipos pequenos. Hoje, a remoção da maioria dos pólipos se faz através da colonoscopia.

Este exame teve início na década de 80 e desde então foi aperfeiçoado e já representa um procedimento seguro. Atualmente, os equipamentos empregados no exame (colonoscópios) produzem imagens de excelente qualidade havendo grande variedade de acessórios destinados à remoção dos pólipos (polipectomia).

Dessa forma, o especialista tem condições de usar o arsenal mais adequado de acordo com as características do(s) pólipo(s). As complicações são potencialmente graves (hemorragia ou perfuração intestinal), eventualmente requerendo tratamento cirúrgico para sua solução.

Apesar da possibilidade de complicações, sua baixa incidência não deixa dúvidas a respeito do benefício de se propor a colonoscopia e a polipectomia como estratégia eficaz na prevenção do câncer de intestino.

Os pólipos voltam?

Uma vez que o pólipo é removido totalmente, sua recorrência (reaparecimento) não é comum, mas pode acontecer. Também podem surgir novos pólipos em locais diferentes, o que ocorre em cerca de 30% dos indivíduos. Por esse motivo, o acompanhamento periódico deve ser realizado, com a ajuda de médicos especialistas.

O intervalo de tempo que um indivíduo deve voltar a realizar um exame depende dos achados do último exame, assim como do risco (pessoal e familiar) que cada indivíduo tem de desenvolver câncer intestinal. Algumas situações particulares caracterizam risco elevado para o câncer de intestino.

Nestes casos a investigação através da colonoscopia é formal e o intervalo de tempo entre os exames deve ser abreviado, visando conferir proteção adequada a cada situação.

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Источник: https://portaldacoloproctologia.com.br/doencas/polipos-intestinais-2/

Grupo Sanfil Medicina | Pólipos no cólon

O que é pólipo intestinal, sintomas, causas e tratamento

Um pólipo no cólon é um pequeno conjunto de células que se forma no revestimento do cólon. Apesar de a maioria dos pólipos no cólon serem inofensivos, com o passar do tempo alguns tornam-se cancerígenos.

Qualquer pessoa pode desenvolver pólipos no cólon. Mas se tiver um risco superior ou tiver mais de 50 anos, ter peso em excesso ou ser fumador, comer uma dieta rica em gorduras e pobre em fibras, ter um historial pessoal ou familiar de pólipos no cólon ou cancro no cólon.

Normalmente, os pólipos no cólon não apresentam sintomas. É por este motivo que os peritos recomendam uma análise frequente. Os pólipos no cólon que são encontrados nos estágios iniciais normalmente podem ser removidos em segurança e por completo. As análises ajudam a evitar o cancro do cólon, uma doença comum normalmente fatal quando é encontrada nos seus estágios mais avançados.

Sintomas

Os pólipos no cólon normalmente não causam sintomas. Pode nem saber que tem um pólipo até que o seu médico o encontre durante um exame ao seu intestino. Por vezes, porém, pode ter sinais e sintomas como:

  • Sangramento rectal. Pode reparar em sangue vermelho vivo no papel higiénico depois de ter um movimento intestinal. Apesar de isto poder ser um sinal de pólipos no cólon, ou cancro do cólon, o sangramento rectal pode indicar outras condições, como hemorróidas ou pequenos rasgões (fissuras) no seu ânus. Deve informar qualquer sangramento rectal ao seu médico.
  • Sangue nas fezes. O sangue pode surgir como estrias vermelhas nas suas fezes ou tornar os movimentos intestinais com um aspecto escuro. Mesmo assim, uma alteração na cor nem sempre indica um problema – os suplementos à base de ferro e alguns medicamentos para a diarreia podem tornar as fezes escuras, ao passo que a beterraba e alcaçuz vermelho podem tornar as fezes vermelhas. Deve informar sempre qualquer sangramento rectal ao seu médico.
  • Obstipação, diarreia ou escurecimento das fezes. Apesar de uma alteração nos hábitos intestinais que durem mais de uma semana poderem indicar a presença de um grande pólipo no cólon, também pode resultar de várias outras condições.
  • Dor ou obstrução. Por vezes um grande pólipo no cólon pode obstruir parcialmente o seu intestino, o que provoca dores abdominais de câimbras, náuseas, vómitos e obstipação grave.

Quando consultar um médico
Consulte o seu médico se reparar em algum dos seguintes sinais e sintomas:

  • Dor abdominal
  • Sangue nas fezes
  • Uma alteração nos seus hábitos intestinais que dure mais de uma semana
  • Deve ser analisado frequentemente para ver se existem pólipos se:
  • Tiver mais de 50 anos
  • Tiver factores de risco, como historial familiar de cancro do cólon – em alguns casos, os indivíduos de elevado risco devem começar as análises frequentes muito antes dos 50 anos.

Causas

A última parte do seu tracto digestivo é um longo tubo muscular chamado de intestino grosso. O cólon constitui a maior parte do intestino grosso. O recto e o ânus constituem a ponta final do intestino grosso. A principal função do cólon é absorver água, sal e outros minerais dos conteúdos do cólon. O seu recto armazena os resíduos até serem eliminados do seu corpo em forma de fezes.

Por que se formam os pólipos
A maioria dos pólipos não são cancerígenos (malignos). Mesmo assim, como a maioria dos cancros, os pólipos são o resultado de um crescimento anómalo de células.

As células saudáveis crescem e dividem-se de forma ordeira – um processo que é controlado por dois grupos vastos de genes. As mutações em qualquer um desses genes pode fazer com que as células se continuem a dividir, mesmo quando não são necessárias novas células.

No cólon e no recto, este crescimento desregulado pode provocar a formação de pólipos. Durante um longo período de tempo, alguns desses pólipos podem tornar-se malignos.

Os pólipos podem desenvolver-se em qualquer parte do seu intestino grosso. Podem ser pequenos ou grandes, planos (séssil) ou em forma de cogumelo e presos a um caule (pedunculados). Em geral, quanto maior o pólipo, maior a probabilidade de cancro.

Existem três tipos principais de pólipos no cólon:

  • Adenomatoso. Cerca de dois terços de todos os pólipos caem nesta categoria. Apesar de apenas uma pequena percentagem destes pólipos realmente se tornarem cancerígenos, praticamente todos os pólipos malignos são adenomatosos.
  • Hiperplasia. A maioria dos restantes pólipos são hiperplasias. Esses pólipos ocorrem com mais frequência no seu cólon e recto esquerdos (descendentes). Normalmente com menos de 5 milímetros de tamanho, muito raramente são malignos.
  • Inflamatório. Esses pólipos podem seguir uma crise de colite ulcerativa ou doença de Crohn no cólon. Apesar de os próprios pólipos não serem uma ameaça significativa, ter colite ulcerativa ou doença de Crohn do cólon aumenta o seu risco geral de cancro do cólon.

Diagnóstico

Praticamente todos os cancros do cólon desenvolvem-se a partir de pólipos, mas os pólipos crescem lentamente, normalmente durante um período de anos.

Os testes de análises têm uma função essencial na detecção de pólipos antes destes se tornarem cancerígenas.

Esses testes também podem ajudar a encontrar o cancro colo rectal nos estágios iniciais, quando você tem uma boa hipótese de recuperação.

Existem vários métodos de investigação – cada um com os seus próprios benefícios e riscos. Certifique-se de que discute estes com o seu médico:

  • Colonoscopia. A colonoscopia é feita com m tubo longo, esguio e flexível fixo a uma câmara de vídeo e um monitor. Durante a colonoscopia, o seu médico normalmente visualiza todo o seu cólon e recto.
  • Este procedimento é o teste mais sensível para pólipos colo rectais e cancro colo rectal. Se forem encontrados alguns pólipos durante o exame, o seu médico pode removê-los imediatamente ou remover amostras de tecido (biopsias) para análise. De modo a preparar-se par ao exame, siga as instruções do seu médico em relação à restrição da sua dieta e toma de laxantes para limpar o intestino. Provavelmente irá receber um ligeiro sedativo para que se sinta mais confortável. Os riscos da colonoscopia de diagnóstico incluem hemorragia e perfuração das paredes do cólon. As complicações podem ocorrer com mais frequência quando são removidos pólipos.
  • Colonografia tomográfica computorizada (CTC). Também referida como colonoscopia virtual, este teste envolve ma tomografia computorizada, um raios-x extremamente sensível do seu cólon. Através da utilização de imagens de computador, o seu médico roda este raio-x para ver todas as partes do seu cólon e recto sem realmente ir ao interior do seu corpo. Antes da tomografia, o seu intestino grosso é limpo de quaisquer feses, mas os investigadores estão a ver se a tomografia pode ser feita com êxito sem a normal preparação do intestino.
  • Esta tecnologia mais recente pode tornar a análise ao cólon mais segura, mais confortável e menos invasiva. Pode ser feita mais depressa e não requer sedativos. Contudo, pode não ser tão precisa como a colonoscopia normal. Além disso, este método não permite ao seu médico remover pólicos ou retirar amostras de tecido durante o procedimento. Se o seu médico encontrar pólipos ou pretender retirar uma amostra de tecido, terá de realizar uma colonoscopia.
  • Sigmoidoscopia flexível. Neste teste, o seu médico utiliza um tubo esguio, iluminado para examinar o seu recto e sigmóide – aproximadamente os últimos 61 centímetros od seu cólon. Praticamente metade de todos os cancros do cólon são encontrados nesta área. Se o seu médico encontrar um pólipo durante estes teste, irá precisar de uma colonoscopia, de modo a que o médico possa ver todo o cólon e remover quaisquer pólipos.
  • Uma sigmoidoscopia observa apenas o último terço do seu cólon, e este teste não detecta pólipos noutras zonas do intestino grosso. Uma sigmoidoscopia pode ser algo desconfortável. Também existe um ligeiro risco de perfuração do cólon, mas os riscos são menores do que com a colonoscopia.
  • Enema opaco. Este teste de diagnóstico permite ao seu médico avaliar todo o seu intestino grosso com um raio-x. Uma solução de contraste com bário é colocada no seu intestino na forma de enema. O bário enche e reveste o interior do intestino, criando uma silhueta do seu recto, cólon e por vezes uma pequena parte do intestino delgado. Também pode ser adicionado ar para fornecer um melhor contraste no raio-x.
  • A imagem produzida com o teste de enema opaco não é tão detalhada como outros métodos de análise e podem não ser vistos pólipos neste exame. Também não permite ao seu médico fazer uma biopsia durante o procedimento para determinar se um pólipo é cancerígeno. Este teste pode ser algo desconfortável, pois o bário e o ar distendem o seu intestino. Existe também um ligeiro risco de perfurar as paredes do cólon.
  • Testes de sangue nas fezes. Existem dois tipos de testes não invasivos que verificam uma amostra das suas vezes para ver se existe sangue. Um chama-se teste de sangue oculto nas fezes (FOBT) e o outro é teste imuno-histoquímico fecal (FIT) Cada teste pode ser realizado no gabinete do seu médico, mas normalmente é-lhe fornecido um kit que explica como fazer este teste em casa. É importante seguir as instruções cuidadosamente, pois a sua direta e outros factores podem afectar os resultados. Você entrega o kit de teste num laboratório ou no gabinete do seu médico para que seja verificado.
  • Apesar de relativamente fácil, estes testes estão concebidos para despistar o cancro, não pólipos. Um problema é que a maioria dos pólipos não sangram, nem todos os cancros. Isto pode resultar num resultado de teste negativo, mesmo podendo você ter um pólipo ou cancro. Por outro lado, se exibir sangue nas suas fezes, pode ser o resultado de hemorróidas ou de uma condição intestinal diferente do cancro. Por esses motivos, vários médicos recomendam outros métodos de despiste em vez de, ou além dos testes de sangue nas fezes. Também, mesmo que um teste não apresente sangue nas suas fezes, se tiver visto sangue na sanita ou no papel higiénico ou nas suas fezes, terá de fazer outros testes.
  • Teste de ADN das fezes. Esta nova abordagem de despiste do cancro no cólon pode detectar células cancerígenas que foram largadas nas suas fezes. As células malignas têm ADN alterado e este teste pode detectar mutações de ADN (marcadores) para alguns tipos de tumores cancerígenos e pólipos pré-cancerígenos. Está em curso investigação para aumentar a precisão dos testes e determinar com que frequência devem ser feitos. Porém, este teste foi inicialmente concebido para detectar o cancro do cólon e não para despistar pólipos no cólon.
  • Testes genéticos. Se tiver historial familiar de cancro colo rectal, pode ser um candidato para testes genéticos. Este teste sanguíneo pode ajudar a determinar se você tem um risco maior de cancro do cólon ou cancro rectal.
  • Os testes genéticos também podem ter as suas desvantagens. Os resultados podem ser ambíguos e a presença de um gene defeituoso não significa necessariamente que você tem cancro. Saber que você tem uma predisposição genética pode alertá-lo para a necessidade de análises regulares.

Tratamento

Apesar de alguns tipos de pólipos no cólon serem bastante improváveis de se tornarem malignos do que outros, um patologista normalmente deve examinar o tecido do pólipo ao microscópio para determinar se é potencialmente cancerígeno. Por esse motivo, o seu médico provavelmente irá remover todos os pólipos descobertos durante um exame ao intestino.

Técnica “Snare”
A grande maioria dos pólipos podem ser removidos durante uma colonoscopia ou sigmoidoscopia através de os laçar com um cabo que em simultâneo corta a haste do pólico e cauteriza, para impedir que sangre. Alguns pequenos pólipos podem ser cauterizados ou queimados com uma corrente eléctrica. Os riscos da remoção de pólicos (polipectomia) incluem hemorragia e perfuração do cólon.

Cirurgia
Os pólipos que são demasiado grandes para laçar ou que não podem ser alcançados em segurança, normalmente são removidos cirurgicamente – muitas vezes através da utilização de técnicas laparoscópicas.

Isto significa que o seu cirurgião realiza a operação através de várias pequenas incisões na parede do seu abdómen, ao utilizar instrumentos com câmaras fixas que exibem o seu cólon num monitor de vídeo.

A cirurgia laparoscópica pode resultar numa recuperação mais rápida e menos dolorosa do que a cirurgia tradicional, ao utilizar uma incisão grande simples.

Assim que a secção do seu cólon que contém o pólipo é removida, o pólipo não pode voltar a aparecer, mas você tem uma hipótese moderada de desenvolver no futuro novos pólipos noutras áreas do seu cólon. Por esse motivo, o cuidado de seguimento é extremamente importante.

Resseção mucosal endoscópica
Alguns centros médicos especializados realizam a resseção mucosal endoscópica (EMR) para remover pólipos maiores com um colonoscópio.

Para esta nova técnica, é injectado um líquido, como um líquido salino, por baixo do pólipo para o elevar e isolar do tecido circundante. Isto facilita a remoção de um pólipo maior.

Com este procedimento, pode evitar a cirurgia, mas ainda não é claro como se podem comparar as taxas de complicação.

Remoção do cólon e do recto
Em casos de síndromes raros, herdados, como polipose adenomatosa familiar (FAP), o seu cirurgião pode realizar uma operação para remover todo o seu cólon e recto (proctocolectomia total).

Então, com um procedimento chamado de anastomose de reservatório íleo-anal, é construído um reservatório a partir do final do seu intestino delgado (íleo) que se fixa directamente ao seu ânus.

Isto permite que expele os resíduos de forma normal, apesar de poder ter movimentos intestinais aguados e mais frequentes.

Источник: https://www.sanfil.pt/polipos-no-colon/

Câncer colorretal: 10 perguntas e respostas sobre a doença que afeta intestino e reto

O que é pólipo intestinal, sintomas, causas e tratamento

Dor abdominal, perda de peso e vômitos podem ocorrer em casos mais avançados de câncer colorretal. Foto: derneuemann/Pixabay

O câncer colorretal, mais conhecido como câncer de intestino, é o terceiro mais frequente em homens e o segundo entre as mulheres, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer. Para 2019, o órgão estima mais de 17 mil casos novos no sexo masculino e quase 19 mil, no feminino.

“A recomendação das sociedades de oncologia é que pessoas acima de 45 anos façam a colonoscopia, mesmo sem fatores de risco, pólipo (verruga) ou doença inflamatória.

Se estiver tudo normal, pode repetir o exame dentro de cinco anos.

Se identificar algum pólipo, repetir anualmente”, orienta Ricardo Carvalho, titular do departamento de tumores gastrointestinais da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

A colonoscopia e o próprio câncer colorretal podem gerar um tabu entre as pessoas, embora a doença seja tão comum. Com vergonha de falar sobre o assunto, dúvidas sobre o diagnóstico, tratamento e possível cura podem surgir, então o E+ selecionou as pesquisas mais realizadas na internet sobre o tema e conversou com o oncologista para respondê-las.

Confira a seguir perguntas e respostas sobre o câncer colorretal:

O que é câncer colorretal?

É um tumor muito comum que acomete o intestino grosso e o reto. Também é o tumor mais comum que afeta o aparelho digestivo. É a terceira causa de morte nos Estados Unidos e a quarta no mundo.

Em 95% dos casos, o câncer colorretal é do tipo adenocarcinoma, mas há outros raros que vão ser determinados pela biópsia.

A idade mais comum em que ele ocorre é por volta dos 60 anos e 65 anos e a incidência é semelhante entre homens e mulheres.

Quais são as causas do câncer colorretal?

É uma doença multifatorial. Tem fator genético, mas com menor peso. Só o fato de ter um parente em primeiro grau com câncer colorretal faz com que a pessoa tenha duas vezes mais chances de desenvolver a doença. Outros fatores estão ligados a síndromes genéticas, mas são raras.

Há ainda fatores externos, ambientais, como obesidade (devido ao estado inflamatório que é uma agressão ao intestino), dietas com alta ingestão de carne vermelha, processados, industrializados (como presunto, salame, embutidos e enlatados) e pobres em frutas, vegetais e fibras.

Tabagismo e alcoolismo também são causas possíveis.

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Quais são os sintomas do câncer colorretal?

O câncer colorretal pode ser traiçoeiro porque muitas vezes começa com uma pequena lesão ou ferida no intestino, um pólipo (verruga), que não vai apresentar sintomas.

Para os sintomas começarem a aparecer, a lesão estará avançada e isso pode causar obstrução no intestino e dificultar a passagem das fezes ou se aprofundar nas camadas do intestino, provocando dor.

Os sintomas são sangramento nas fezes, alteração no calibre das fezes (muito finas ou diarreia não comum), alteração na frequência de ir ao banheiro, constipação. Ou seja, qualquer alteração no hábito intestinal. Pode ocorrer, ainda, dor abdominal, perda de peso e vômitos em casos mais avançados.

Como é feito o diagnóstico do câncer colorretal?

Com base nos sintomas, pede-se para fazer uma colonoscopia que, por meio de uma câmera introduzida pelo ânus, vai visualizar todo o intestino. Onde houve uma lesão, um pedaço é retirado para biópsia a fim de determinar se é câncer ou tumor benigno. Confirmando pela biópsia que é câncer colorretal, outros exames são necessários para ver se está em fase inicial ou se já tem metástase.

Quais os tratamentos para câncer colorretal?

Depende do estágio da doença. Pode envolver desde somente retirada de um pólipo, em que na minoria dos casos é possível fazer sem cirurgia. Em 80% dos casos, há estágio avançado e se faz cirurgia. Além disso, quando acomete também o reto, faz-se radioterapia.

Após o tratamento cirúrgico, pode fazer quimioterapia para diminuir a chance de o tumor voltar. Nos casos em que há metástase, o tratamento passa a ser paliativo, oferecendo maior qualidade de vida para o paciente e quimioterapia com novas drogas.

Nesses casos, a retirada do câncer pode ou não ser indicada.

Câncer colorretal tem cura?

É uma doença tratável e frequentemente curável. Mesmo nos casos de metástase, dependendo da extensão, é possível a cura. Com as técnicas modernas de tratamento, 20% dos pacientes metastáticos conseguem a cura, desde que tenham acesso. Nos anos 2000, quem tinha câncer metastático vivia cerca de 12 meses. Hoje, mesmo em situações incuráveis, há sobrevida de 40 meses.

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Exame de sangue detecta câncer de intestino? E tomografia?

Existe o exame de CEA, uma proteína que se eleva pela presença do tumor e é dosada no sangue. Quando está elevada, pode indicar um problema no intestino, não necessariamente câncer. Mas nem todo câncer no intestino eleva a CEA, o que dá uma alta taxa de resultados falso-negativos.

Ou o contrário: a pessoa pode ter a taxa elevada e não ser câncer de intestino, pois outras doenças também aumentam essa proteína. Então o exame de sangue não tem alto grau de confiabilidade. O melhor é fazer colonoscopia.

Já a tomografia consegue identificar presença de lesão em estágios avançados, mas não tem como recolher material para análise.

Lesão ou úlcera no intestino pode ser câncer?

Úlcera no intestino é uma das formas de apresentação do câncer colorretal, mas pode ser causada por vários fatores, com doenças inflamatórias intestinais até parasitose. Se a pessoa fez colonoscopia e tem úlcera, esta deve ir para biópsia e tem de aguardar o resultado.

Babosa cura câncer de intestino?

Isso é um mito. Até hoje não existe estudo que comprove que a babosa tem papel na cura no câncer de intestino.

Há estudos muito preliminares que indicam que pode ter algum efeito, mas não se sabe qual, em que concentração, se é tóxico para outros órgão.

Até que se tenha uma maior elucidação sobre isso, nós desencorajamos quem tem câncer a recorrer a isso. A  pessoa até pode, por crença, buscar outras alternativas, mas é importante não deixar de seguir a medicina convencional.

Há alimentos que curam o câncer de intestino?

A questão maior da dieta é a pessoa sob risco modificar o hábito alimentar, ingerir mais frutas, vegetais, verduras, fibras e fazer exercício físico. É mudar dieta para prevenir o tumor. Uma vez que a doença foi diagnosticada, vale o mesmo. Durante o tratamento, não tem muita restrição na dieta.

Источник: https://emais.estadao.com.br/noticias/bem-estar,cancer-colorretal-10-perguntas-e-respostas-sobre-a-doenca-que-afeta-intestino-e-reto,70002761104

PÓLIPOS INTESTINAIS [pode virar câncer?]

O que é pólipo intestinal, sintomas, causas e tratamento

O pólipo é uma pequena protuberância que cresce em cavidades revestidas por mucosas. Podem surgir pólipos em várias regiões do nosso organismo, tais como estômago, vesícula biliar, útero, cavidade nasal, intestinos e outros. No caso dos pólipos intestinais, o local onde eles são mais comuns é no intestino grosso (cólon).

O pólipo intestinal é um tumor benigno que surge por um crescimento anormal das próprias células da mucosa do intestino. Mal comparando, podemos dizer que são uma espécie de verruga do cólon.

Essas lesões são muito comuns, estando presentes em mais de 30% da população adulta.

Apesar de serem habitualmente benignos, uma pequena parte deles tem potencial para se transformar em câncer de cólon ao longo dos anos.

Felizmente, através da colonoscopia é possível não só diagnosticar, como também remover os pólipos intestinais de forma completa e segura, impedindo-os de se transformarem em um câncer do cólon.

Fatores de risco

Não sabemos exatamente por que os pólipos surgem, mas alguns fatores de risco já são bem conhecidos:

Tipo de pólipos intestinais

Existem vários tipos de pólipos, todavia, dois deles correspondem a imensa maioria:

Pólipos hiperplásicos:

São pólipos de tamanho pequeno, normalmente localizados na porção terminal do cólon (reto e sigmoide). Os pólipos hiperplásicos apresentam baixíssimo risco de transformação maligna e não requerem tratamento na imensa maioria dos casos.

Adenomas:

Os pólipos adenomatosos são aqueles que apresentam risco de se transformar em câncer. Felizmente, menos de 5% dos adenomas acabam por se transformar em um tumor maligno. E, mesmo assim, um adenoma costuma demorar pelo menos 7 a 10 anos até se transformar em câncer.

Nem sempre é possível distinguir um pólipo hiperplásico de um pólipo adenomatoso com base na aparência durante a colonoscopia, o que significa que muitos pólipos hiperplásicas precisam ser removidos para que possam ser devidamente identificados através da histopatologia. Na dúvida, é melhor retirar o pólipo e enviá-lo para identificação pelo patologista. Em geral, qualquer pólipo com mais de 0,5 cm acaba sendo retirado para avaliação.

Pólipos com maior risco de virar câncer

Todos os pólipos adenomatosos são displásicos, ou seja, são lesões pré-malignas. Porém, como já explicado, apenas uma minoria dos adenomas evoluem para câncer.

Os pólipos vilosos e túbulo-vilosos são os que têm mais risco de malignização. Mas há outros fatores que também nos ajudam a estimar o risco de câncer:

  • Pólipos maiores que 1 cm são mais perigosos. Já pólipos com menos de 0,5 cm possuem baixo potencial de transformação maligna.
  • Presença de mais de 4 pólipos adenomatosos.
  • Existência de displasia de alto grau nos pólipos.

Portanto, um paciente com 1 ou 2 pólipos adenomatosos tubular com menos de 0,5 cm tem risco muito baixo de desenvolver câncer. Por outro lado, um paciente com mais de 4 pólipos vilosos ou túbulo-vilosos, com mais de 1 cm de tamanho e com sinais de displasia de alto grau é aquele com maior risco de desenvolver um tumor maligno.

Seguimento pós-colonoscopia

O sucesso da prevenção do câncer do cólon depende da detecção precoce dos pólipos pré-malignos. A retirada completa do pólipo elimina qualquer risco daquela lesão vir a se tornar um câncer. Porém, nada impede que o paciente ao longo do tempo forme novos pólipos. Quem já teve pólipos tem um maior risco de desenvolvê-los novamente.

Por isso, o gastroenterologia costuma agendar com o paciente novas colonoscopias de acordo com o resultado da primeira. Se na primeira polipectomia os resultados apontavam para um maior risco de desenvolvimento de câncer, o paciente precisará ser vigiado de forma mais frequente. Em geral, as recomendações são as seguintes:

  • Paciente sem pólipos ou que aprestavam apenas pólipos hiperplásicos menores que 1 cm só precisam repetir a colonoscopia em 10 anos.
  • Pacientes que apresentavam 1 ou 2 adenomas tubulares menores que 1 cm precisam repetir a colonoscopia em 5 a 10 anos.
  • Pacientes com 3 a 10 adenomas tubulares precisam repetir a colonoscopia em 3 anos.
  • Pacientes com mais de 10 adenomas precisam repetir a colonoscopia com 1 ou 2 anos.
  • Pacientes com 1 ou mais adenomas tubulares maiores que 1 cm precisam repetir a colonoscopia em 3 anos.
  • Pacientes com 1 ou mais adenomas vilosos ou túbulo-vilosos precisam repetir a colonoscopia em 3 anos.
  • Pacientes com pelo menos 1 adenoma com sinais de displasia de alto grau precisam repetir a colonoscopia em 3 anos.

Síndromes de poliposes

Existem algumas doenças raras, de origem genética, que se manifestam com dezenas de pólipos no trato digestivo ainda na juventude, associados a outros sintomas em diversas partes do corpo. Entre essas síndromes podemos citar:

  • Gardner.
  • Turcot.
  • Cronkhite-Canada.
  • Peutz-Jeghers.
  • Cowden.

Esses pacientes apresentam elevado risco de desenvolverem câncer de cólon.

Источник: https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/polipos-intestinais/

Câncer de colon e reto

O que é pólipo intestinal, sintomas, causas e tratamento

O câncer de cólon e reto abrange tumores na parte do intestino grosso, que é chamada de cólon, no reto e no ânus. Ele pode atingir homens e mulheres, geralmente por volta dos 50 anos de idade.

Costuma se desenvolver de forma lenta e, se descoberto em estágio inicial, tem altas chances de cura. Saiba quais os fatores de risco e os principais sinais e sintomas para ficar atento.

Como o câncer de cólon e reto se desenvolve

Como todos os outros tecidos e órgãos do corpo, o cólon e o reto são formados por células que se dividem e se reproduzem de forma ordenada e controlada. Quando acontece alguma alteração, pode ser produzido um excesso de tecido que dá origem ao tumor, que pode ser benigno ou maligno. 

O câncer pode crescer, comprimindo e invadindo órgãos sadios à sua volta. Além disso, as células cancerosas podem se desprender e se espalhar por meio da corrente sanguínea e/ou vasos linfáticos. Quando isso acontece, o câncer migra para outras partes do corpo, geralmente para o fígado, nódulos linfáticos, pulmão e ossos. 

Ainda não se sabe exatamente as causas do câncer de cólon e de reto, mas alguns fatores de risco influenciam o desenvolvimento, tais como: 

Má alimentação – há evidências de que o câncer de cólon e de reto está associado a dietas gordurosas, hipercalóricas, pobres em fibras e com excesso de carne vermelha e/ou processada.

Constipação intestinal – o contato das fezes com as paredes do cólon e do reto por períodos prolongados aumenta as chances de desenvolver a doença. 

Pólipos – são um tipo de crescimento anormal de tecido nas paredes colorretais, como se fossem verrugas. Costumam aparecer após os 50 anos de idade e, apesar de benignos, deveriam ser retirados por precaução, pois um grande número de tumores se desenvolve a partir desses pólipos. Pessoas com essa condição devem fazer acompanhamento regular com o médico.

Histórico familiar – apesar da maioria dos casos de câncer colorretal ocorrer sem histórico familiar, 30% das pessoas que desenvolvem têm outros familiares que foram acometidos pela doença. Pessoas com histórico de câncer ou pólipos em parentes de primeiro grau têm risco aumentado. 

Doenças inflamatórias – pessoas com doença de Crohn e colite ulcerativa, por causa da inflamação nas paredes colorretais, têm mais risco de desenvolver o câncer. Deve ser feito acompanhamento regular com o médico.

Doenças hereditárias – correspondem a apenas 5% dos casos de câncer colorretal. São pessoas que herdaram mutações genéticas que causam a doença.

As mais comuns são: síndrome de Lynch e polipose adenomatosa familiar. Outras, mais raras, são: síndrome de Gardner, síndrome de Turcot, síndrome de Peutz-Jeghers e polipose MUTYH.

Pessoas com alguma dessas condições devem fazer acompanhamento regular com o médico.

Sinais e sintomas do câncer de cólon e reto

No estágio inicial, o câncer colorretal não costuma apresentar sinais e sintomas, o que dificulta sua detecção precoce. Mas é muito importante ficar atento a alguns sinais:

  • Mudança injustificada de hábito intestinal; 
  • Diarreia ou prisão de ventre recorrentes; 
  • Sangue nas fezes (pode ser de coloração clara ou escura); 
  • Evacuações dolorosas;
  • Afinamento das fezes;
  • Constante flatulência (gases);
  • Desconforto gástrico;
  • Sensação de constipação intestinal;
  • Perda injustificada de peso;
  • Cansaço constante.

Importante: a presença de um ou mais destes sinais e sintomas não significa que você está com câncer. Eles podem ser causados por diversas doenças gastrointestinais, como úlceras ou inflamação do colón. Procure o médico para ele identificar a causa e indicar o melhor tratamento para o seu caso.

Como é feito o diagnóstico do câncer de cólon e reto 

Para determinar a razão dos sinais e sintomas, o médico vai avaliar tudo o que você disser que está sentindo, seu histórico e fará o exame clínico, incluindo o toque retal. Outros exames são necessários para detectar o câncer colorretal:

Teste de sangue oculto – por meio de uma amostra de fezes, é possível identificar se há sangue que não pode ser visto a olho nu.

Colonoscopia – para examinar o cólon por dentro, o médico usa um tubo fino com uma pequena câmera na ponta. Se necessário, é retirada uma amostra de tecido para análise (biópsia). Independentemente de ter ou não sinais e sintomas que indicam câncer, pessoas com mais de 50 anos devem fazer esse exame de forma regular.

Radiografia – é feita com contraste para que as paredes do intestino fiquem visíveis, permitindo que qualquer anormalidade seja visualizada.

Tratamentos para o câncer de cólon e reto

Se o diagnóstico for positivo, o tratamento será decidido de acordo com a extensão da doença, idade da pessoa, histórico e estado de saúde. Há quatro métodos principais de tratamento para o câncer colorretal: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. O médico poderá indicar um único método ou a combinação deles.

Cirurgia para câncer de cólon e reto – o tipo de cirurgia dependerá da localização e do tamanho do tumor. Na maioria dos casos, é possível retirar a parte afetada do intestino.

Esse procedimento chama-se ressecção do intestino. Durante a cirurgia, são retirados os gânglios linfáticos próximos para verificar se têm células cancerosas.

Após a cirurgia, é colocada uma bolsa especial na abertura do abdome para coletar as fezes (colostomia).

  • A colostomia temporária é feita para que as fezes sejam desviadas do baixo cólon e o reto até que eles se recuperem;
  • A colostomia definitiva é necessária quando o baixo reto é inteiramente retirado. 

Radioterapia – costuma ser aplicada antes ou após a cirurgia, especialmente em câncer de reto. É indicada, também, para casos em que é impossível remover o tumor cirurgicamente por localizar-se muito perto do ânus. Combinada com outros tratamentos, costuma ser muito eficaz para diminuir a volta da doença. 

Quimioterapia – não costuma ser muito eficiente no combate a casos recorrentes ou muito avançados de câncer colorretal. Entretanto, em grupos de pacientes em estágio moderado, a quimioterapia tem apresentado bons resultados.

Imunoterapia – o sistema imunológico do organismo humano tem uma capacidade natural de reconhecer células cancerosas e combatê-las. A imunoterapia ou terapia biológica é um tratamento que estimula e fortalece esta função e costuma ser indicada como tratamento complementar à cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. 

Referências

PP-PFE-BRA-1869

Источник: https://www.pfizer.com.br/sua-saude/oncologia/cancer-de-colon-e-reto

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