O que é Retenção Urinária e como é feito o tratamento

Prostatite

O que é Retenção Urinária e como é feito o tratamento

A prostatite é o termo clínico utilizado para designar a inflamação da próstata, podendo ser subdividida em prostatite crónica e prostatite aguda consoante o tempo de evolução dessa mesma inflamação.

A próstata inflamada pode ter origem em diferentes fatores, sendo que o mais comum é a propagação de uma infeção urinária com origem na uretra ou na bexiga (uretrite ou cistite) que é transmitida à próstata dando origem a uma infecção na próstata.

Esta infeção, em fase aguda, pode originar inflamação da próstata – próstata “inchada” – e inclusive condicionar retenção urinária aguda (incapacidade súbita para urinar). Esta é uma patologia benigna, relativamente comum em pessoas com problemas de próstata prévios (ex.

Hipertrofia benigna da próstata) que condicionam doenças do trato urinário, nomeadamente esvaziamento vesical incompleto ou infeções urinárias de repetição.

Prostatite aguda, prostatite crónica

Como referido previamente existem 2 grandes tipos de prostatite: a prostatite aguda e a prostatite crónica.

Prostatite aguda – a prostatite aguda é a inflamação súbita da próstata, geralmente relacionada com uma infeção aguda que condiciona febre, aumento do volume da próstata, aumento da temperatura da próstata e que pode evoluir inclusive para a formação de abcessos da próstata e retenção urinária aguda.

Prostatite crónica – a prostatite crónica é uma inflamação crónica da próstata, relacionada com um aumento do número das células inflamatórias no tecido prostático e que pode estar associado ou não à presença de bactérias ou outros microoganismos.

Nestes casos o quadro sintomático usualmente é mais ténue, descrevendo-se desconforto pélvico, sensação de peso sobre a região púbica, desconforto perineal (região entre a raiz do escroto e o ânus), necessidade imperiosa de urinar (urgência) ou aumento do número de micções ao longo do dia (poliaquiuria).

Em alguns casos a prostatite crónica pode ser englobada no âmbito do síndrome da dor pélvica crónica. Nestas situações predomina a dor ou desconforto pélvico persistente ou recorrente a que se associam sintomas do trato urinário inferior, da esfera sexual ou intestinal, e para a qual não se identifica uma origem infecciosa ou outras causas orgânicas.

Prostatite – causas

As infeções urinárias são a principal causa para as prostatites agudas, sendo estas denominadas prostatites infecciosas.

Estas são geralmente provocadas por bactérias (Escherichia coli, Pseudomonas, Klebsiela e Proteus) que migram da bexiga ou da uretra para a próstata.

A presença de infeções urinárias frequentes, problemas de esvaziamento da bexiga, uso de sonda vesical e uretrites de repetição aumentam a probabilidade de vir a desenvolver uma prostatite bacteriana.

Saiba, aqui, tudo sobre infecção urinária.

Em jovens a prostatite geralmente possui um espectro microbiológico distinto dos idosos. Nestes são mais frequentes as prostatites por agentes infecciosos sexualmente transmissíveis como a clamidea, trichomonas e neisseria.

No caso da prostatite crónica, esta pode resultar de episódios de prostatite aguda infecciosa que não foram corretamente tratados (prostatite crónica bacteriana) ou por fenómenos inflamatórios locais, na maioria dos casos, de origem desconhecida (prostatite crónica abacteriana ou não infecciosa). O trauma local repetitivo presente em algumas atividades como o ciclismo, andar de mota ou a cavalo pode dar origem a estes fenómenos inflamatórios crónicos da próstata, independentes de processos infecciosos.

Algumas condições psicológicas como o stress, a depressão, a ansiedade podem aumentar a predisposição para o aparecimento de queixas inespecíficas (sensação de peso pélvico, desconforto a urinar, ejacular ou defecar, dor pélvica ou perineal, etc) localizadas à região da próstata, sem que se consiga identificar qualquer causas para essas dores – a esta condição dá-se o nome de Síndrome de Dor Pélvica Crónica.

Alguns casos de prostatite podem evoluir com a formação de granulomas (prostatite granulomatosa), um fenómeno desregulado de resposta imunológica local a uma agressão – cirurgia, alergias ou determinadas bactérias (ex. tuberculose genito-urinária). Nestes casos a próstata fica muito endurecida e nodular, podendo ser confundida à palpação com o cancro da próstata.

Prostatite – sintomas

Os sinais e os sintomas variam consoante o doente e o tipo de prostatite presente e nalguns casos podem inclusive cursar sem queixas (prostatite assintomática). Nestes casos o diagnóstico é obtido mediante a realização de uma biópsia da próstata que revela um infiltrado anormal de células inflamatórias sem que o doente refira qualquer sintoma.

Na maioria dos casos a prostatite aguda cursa com:

  • Febre e tremores;
  • Dificuldade e dor a urinar;
  • Sensação de esvaziamento vesical incompleto;
  • Dor perineal ou pélvica;
  • Mal estar geral;
  • Urina turva ou com mau cheiro.

Os sintomas da prostatite crónica costumam ser mais discretos e indolentes, manifestando-se por:

  • Dificuldade em esvaziar a bexiga totalmente;
  • Desconforto ou dor a urinar, ejacular ou defecar;
  • Necessidade imperiosa de urinar várias vezes ao dia ou de se levantar durante a noite para urinar;
  • Desconforto referido a nível do ânus ou alterações do intestino, períneo, região supra-púbica ou escroto.

A prostatite é transmissível?

A prostatite não é uma doença transmissível de pessoa para pessoa. No entanto, a infeção urinária subjacente à prostatite pode ser contagiosa, nomeadamente quando relacionada com infeções por doenças sexualmente transmissíveis.

Assim, o contágio pode ocorrer durante a relação sexual (passar de uma pessoa para outra) se um dos elementos estiver contaminado com um agente sexualmente transmissível.

Esse microorganismo pode dar origem a uma uretrite ou cistite, podendo então evoluir para uma infeção da próstata.

Prostatite – diagnóstico 

O diagnóstico da prostatite é feito pelo médico urologista (especialista em urologia)
com base na história clínica e no exame objetivo. Alguns exames auxiliam no estabelecimento do diagnóstico e no planeamento do tratamento, nomeadamente a análise microbiológica da urina (antes e após a massagem prostática) ou a análise microbiológica do esperma.

A inflamação da próstata costuma cursar com PSA elevado: na prostatite aguda este aumento é transitório e pode aumentar 5 a 10x o seu valor basal, voltando progressivamente para valores normais após o tratamento.

Na prostatite crónica é frequente encontrar o PSA alto, com valores flutuantes, cujos aumentos são de menor amplitude do que na prostatite aguda (PSA oscilante).

O doseamento do PSA não deve ser utilizado para o diagnóstico ou para avaliação da resposta terapêutica dado ser pouco específico e não ter valor prognóstico para estes casos.

A ecografia ou eventualmente a tomografia computorizada (TC ou TAC) está indicada nos casos em que seja necessário caracterizar melhor a próstata, como seja nas prostatites crónicas ou quando existe a suspeita de abcessos prostáticos.

Na prostatite aguda deve ser evitada a realização da massagem prostática ou manipulação prostática com sonda ecográfica endorectal pelo risco de libertação massiva de microrganismos para a corrente sanguínea e dar origem a uma sépsis (infeção generalizada).

Complicações da prostatite

As complicações mais graves da prostatite aguda são a sépsis, a retenção urinária aguda e a formação de abcessos prostáticos.

Nestes casos mais graves pode ser necessário o internamento hospitalar, a drenagem do abcesso ou a introdução temporária de uma sonda vesical para facilitar a saída da urina.

A prostatite crónica causa impotência?

Embora muitos autores defendam que a inflamação crónica da próstata possa condicionar a longo prazo o aparecimento de disfunção eréctil ou impotência sexual, ainda não existem dados seguros sobre esta relação entre prostatite e disfunção eréctil.

No caso da fertilidade no homem, esta pode realmente diminuir nos casos de prostatites de repetição, levando mesmo ao desenvolvimento de infertilidade. Este fenómeno pode ser secundário a lesão local dos ductos ejaculatórios ou à transmissão da infeção aos testículos e/ou ao epidídimo, levando à disfunção destes órgãos responsáveis pela produção, maturação e transporte dos espermatozóides.

Prostatite tem cura?

Na vasta maioria dos casos a prostatite aguda tem cura, através da antibioterapia dirigida. No entanto, a cura pode não ser definitiva, havendo o risco de recidiva especialmente se não forem tratadas as restantes situações que predispõem o aparecimento das infeções urinárias.

O tratamento da prostatite crónica é difícil, engloba diversas terapêuticas dirigidas aos sintomas e à diminuição do grau de inflamação da próstata, mas que geralmente não curam o doente.

Saiba, de seguida, como tratar a prostatite.

Prostatite – tratamento

O tratamento da prostatite deve ser realizado de acordo com o tipo de prostatite e consoante a presença ou ausência de infeção.

Os medicamentos (ou remédios) que se usam frequentemente no tratamento da prostatite infecciosa são os antibióticos, geralmente por um mínimo de 14 dias para as prostatites agudas ou 4 a 6 semanas para as prostatites crónicas bacterianas.

Podem associar-se também os anti-inflamatórios (ex. ibuprofeno) ou os analgésicos para aliviar a dor e o desconforto. A utilização de alfa-bloqueantes (ex. Tansulosina) está recomendada para melhorar a eficácia da antibioterapia e melhorar as queixas miccionais do doente.

Em relação ao tratamento ou remédio caseiro o melhor complemento natural à medicação prescrita pelo médico é a ingestão abundante de água. Fazer uma boa hidratação, bebendo muita água ou líquidos como chá, etc. é uma importante medida, contribuindo para a cura e acima de tudo para a prevenção das prostatites infecciosas (profilaxia).

Nos casos de síndrome de dor pélvica crónica ou prostatite crónica não bacteriana os banhos de assento (sentar-se no bidé com água quente por 15 a 20 minutos, ou então, um banho de imersão de água quente na banheira) podem ser uma mais-valia para o relaxamento da musculatura pélvica e na diminuição das queixas de desconforto ou dor pélvica. Nestes casos a medicação baseia-se sobretudo em anti-inflamatórios (ex. ibuprofeno em comprimidos), fitoterapia (extratos naturais de plantas com propriedades anti-inflamatórias, relaxantes musculares e inibidores de 5-alfa-redutase ex. Serenoa repens, pigeum africanum, sementes de abobora, etc ) e analgesia oral. Existem ainda alguns estudos que demonstraram um discreto benefício clínico com a acupunctura, os exercícios pélvicos, relaxantes musculares ou a massagem prostática.

A prostatite persistente ou recorrente deve ser investigada quanto à presença de abcessos na próstata e eventuais fatores que predisponham às infeções urinárias (esvaziamento vesical incompleto, litíase vesical, cateter vesical, etc). Estes factores devem ser tratados de modo eficaz para prevenir novos episódios de prostatite.

A duração da terapia varia com o tipo de prostatite, podendo mesmo ser necessária nalguns casos, medicação crónica para alívio dos sintomas.

O doente deve tomar a medicação conforme a prescrição médica e acabar a terapêutica apenas quando for indicado. O tratamento incompleto de uma prostatite aguda poderá dar origem a uma prostatite crónica, de difícil resolução, menor probabilidade de cura e maior tempo de recuperação.

Como prevenir a prostatite?

Para prevenir a prostatite devem ser adoptados todos os mecanismos necessários para evitar as infeções do trato urinário baixo, como seja o reforço da hidratação oral, as micções regulares, assegurar esvaziamento vesical completo, etc.

Existem alguns doentes com síndromes de dor pélvica crónica que relatam que determinados cuidados na alimentação poderão promover uma melhoria nos sintomas.

Estes sugerem que se devem evitar alimentos como o café, o picante, os citrinos (laranjas, limão, etc.), bebidas gaseificadas ou o vinho verde, uma vez que estes alimentos poderão agravar os sintomas.

No entanto, a eficácia destas medidas é variável de pessoa para pessoa e ainda não existem certezas sobre a sua utilidade em todos os doentes.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/urologia/prostatite/

Retenção Urinária: essa doença pode ser um alerta

O que é Retenção Urinária e como é feito o tratamento

A retenção urinária é um problema comum a homens e mulheres, sendo caracterizada pela dificuldade de esvaziar completamente e bexiga

Na maioria dos casos que envolve o sexo masculino, a retenção pode ser sinal de doenças como hiperplasia prostática benigna.

A hiperplasia prostática é o aumento benigno da próstata, que se iniciar as 40 anos e ocorre para 90% dos homens. À medida que o homem envelhece e a próstata naturalmente aumenta de tamanho e pode começar a comprimir o canal da urina, assim deixando mais difícil esvaziar a bexiga. Além disso a retenção urinária pode provocar danos a esse órgão e aos rins. 

E é por isso que a campanha Novembro Azul realizada durante todo o mês de novembro – dá tanto foco à importância do exame de próstata, no qual seu médico pode avaliar se há aumento da próstata e sinais de câncer de próstata.

O tratamento do aumento da próstata pode ser feito com medicações, mas quando está em fase avançada, a ponto de provocar retenção urinária, é necessário realizar cirurgia, que pode ser feita pelo canal de urina. É um procedimento pouco invasivo e o paciente recebe alta no dia seguinte. 

A cirurgia robótica de próstata é recomendada para os pacientes que têm de câncer prostático, mas pode ser usada em casos de aumento da próstata, quando a massa prostática é muito grande e a cirurgia pelo canal da urina se torna mais arriscada.

Mas há, ainda, outras causas que valem ser analisadas com cuidado, o que mostra como é importante buscar o auxílio médico para a avaliação de cada caso especificamente. 

Quais as características da retenção urinária?

A retenção urinária, uma condição em que a bexiga não esvazia completamente, mesmo que esteja cheia,  podendo afetar homens e mulheres. Mas ocorre com mais frequência nos homens, principalmente à medida que envelhecem.

Ao passar dos 70 anos, mais de 80% apresentam o quadro de aumento do tamanho da próstata, o que pode levar à retenção urinária. 

A retenção é classificada em dois tipos: aguda e crônica  e podem ainda ter quadros e causas diferentes. 

Retenção Urinária Aguda

No caso da retenção aguda, o problema surge de forma repentina e pode se tornar fatal, exigindo que você procure um médico urologista imediatamente

Os primeiros sintomas são dificuldade de urinar e muita dor e desconforto na parte inferior do abdome, mais propriamente, na região da bexiga. 

Caso você apresente alguns desses sintomas, o ideal é buscar a emergência médica. Assim o acúmulo de urina será liberado com a ajuda de medicamentos e outros procedimentos.

Retenção Urinária Crônica

Já a retenção urinária crônica ocorre por um longo período de tempo e você pode nem saber que tem essa condição, pois ela não apresenta sintomas inicialmente. 

Contudo, com o passar do tempo, a retenção urinária crônica pode levar a várias complicações como:

  • Necessidade de urinar com frequência, geralmente oito ou mais vezes por dia;
  • Dificuldade de iniciar o fluxo de urina;
  • Seu fluxo de urina é fraco ou inicia e para;
  • A urina vaza da bexiga ao longo do dia;
  • Logo depois de terminar de urinar, você sente que precisa urinar de novo;
  • Leve desconforto contínuo ou uma sensação de plenitude na pélvis / parte inferior do abdomem.

Se você tem um ou mais desses sintomas, saiba o que pode estar causando a retenção e todo esse desconforto decorrente.

Fique atento! Retenção de urina pode ser sintoma de problemas mais graves

Em homens e mulheres, a retenção pode ser provocada pela presença de pedras do trato urinário, por inflamação grave da uretra, por estenose uretral e até mesmo pela presença de um objeto estranho inserido na uretra ou por uma formação tumoral na bexiga ou nas vias urinárias.

Nos homens, as principais causas estão relacionadas à próstata, seja em razão do surgimento da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) ou do câncer de próstata, cujo tratamento mais recomendado atualmente é a cirurgia robótica de próstata.

Afinal, este tipo de cirurgia é menos invasivo e promove a recuperação do paciente de forma mais rápida. 

Vale concluir que a retenção urinária é uma doença fácil de diagnosticar. Mas, caso não seja diagnosticada e tratada corretamente, pode trazer sérias complicações para a sua saúde. 

E isso ocorre especialmente se a retenção estiver associada ao câncer de próstata, um dos tipos de câncer que mais mata homens no Brasil. 

Então, conscientize-se! Procure ajuda médica profissional e não deixe de fazer exames de rotina como testes de sangue, ultrassonografia e toque retal, que podem te alertar sobre sua saúde urinária e prostática.

Então, entre em contato conosco e agende sua consulta hoje mesmo, assim você poderá manter sua saúde sempre em dia!

Источник: https://www.takanourologia.com.br/blog/retencao-urinaria-como-essa-doenca-pode-ser-um-perigoso-alerta/

O que é retenção urinária e quais os tratamentos?

O que é Retenção Urinária e como é feito o tratamento

Você já sentiu uma vontade imensa de fazer xixi, mas na hora de ir ao banheiro saiu apenas um pouquinho de urina e parecia que sua bexiga continuava cheia?

Ou pior, apesar da vontade de urinar, simplesmente não conseguiu?

Cuidado, você pode estar sofrendo de retenção urinária. Apesar de ser mais comum na população masculina, o problema afeta muitas mulheres de qualquer idade, causando dor e incômodos.

No texto de hoje vou explicar um pouco sobre a retenção urinária, os principais sintomas e como você pode tratar essa doença.

A retenção urinária é a incapacidade de urinar ou de esvaziar completamente a bexiga. 

Pode acontecer porque o paciente não consegue começar a urinar ou, se começa, não consegue esvaziar completamente a bexiga.  

As pessoas podem reter urina porque as contrações do músculo da bexiga estão prejudicadas, a abertura da bexiga está bloqueada ou há uma falta de coordenação entre contração e relaxamento do músculo que fecha a abertura da bexiga.

A retenção urinária é mais comum entre os homens porque o aumento da próstata, devido a problemas urológicos, pode causar o estreitamento do canal que elimina a urina do corpo (uretra).

Em geral, o paciente não consegue esvaziar completamente a bexiga. Nesses casos, a bexiga se expande lentamente sem causar dor.

No entanto, o paciente pode ter dificuldade em iniciar a micção, um fluxo de urina fraco ou uma sensação de que a bexiga não está completamente esvaziada.

Como a bexiga está relativamente cheia, pode escorrer urina (incontinência de transbordamento), precisar urinar à noite (noctúria) ou micção frequente.

Como a urina retida pode ser um terreno fértil para bactérias, podem ocorrer infecções do trato urinário.

Tipos

Existem dois tipos de retenção urinária: aguda ou crônica.

Veja quais as características de ambas:

  • Aguda – Na retenção aguda a pessoa não consegue urinar, mesmo estando com abexiga cheia.
  • Crônica – Neste caso, as pessoas podem ser capazes de urinar, mas têm problemas para esvaziar completamente a bexiga. Isso resulta em resíduo de urina na bexiga, em decorrência da incapacidade de eliminar o líquido, o que favorece o aparecimento de infecções urinárias e a formação de cálculos.

Sintomas

Os sinais e sintomas mais comuns da retenção urinária são dificuldade em começar a urinar e em esvaziar a bexiga totalmente, fluxo de urina fraco, gotejamento ao final da micção, perda involuntária de pequenas quantidades de urina, incapacidade de sentir quando a bexiga está cheia, aumento da pressão abdominal, ausência de vontade de urinar, esforço para forçar a saída da urina da bexiga, micção frequente e acordar mais de duas vezes à noite para urinar.

A retenção urinária pode ser secundária a doenças ou condições como acidente vascular cerebral, parto vaginal, lesão ou trauma pélvico, medicações ou anestesias, lesões no cérebro ou na medula, cateterismo vesical intermitente ou, em homens, à hiperplasia prostática benigna (aumento de volume da próstata).

Na retenção urinária aguda ocorre uma dilatação muito dolorosa da bexiga.

Na retenção crônica, ocorrem tanto sintomas obstrutivos quanto irritativos.

Causas

A retenção urinária pode ser causada por obstrução do trato urinário ou por problemas nervosos que interferem nos sinais entre o cérebro e a bexiga. Veja algumas causas mais comuns:

  • Doenças nos nervos ou lesões na medula espinhal,
  • Aumento da próstata,
  • Infecções,
  • Cirurgias pélvicas,
  • Medicações (anticolinérgicos, como anti-histamínicos e alguns antidepressivos),
  • Pedra na bexiga,
  • Cistocele (a bexiga tomba para dentro da vagina),
  • Retocele (o reto tomba para dentro da vagina),
  • Acumulação de fezes duras que, ocupando o reto, exerce pressão sobre a uretra (fecaloma),
  • Estenose uretral (estreitamento da uretra),
  • Pessoas com diabetes, esclerose múltipla ou doença de Parkinson.

Existe também uma retenção urinária crônica idiopática.

Esse tipo de retenção urinária, mais comum em mulheres, se deve a uma atividade excessiva do esfíncter externo da uretra, que inibe a contração da bexiga.

Diagnóstico

O médico tenta  determinar a quantidade de urina que permanece na bexiga após o paciente ter urinado tanto quanto possível.

Para fazer isso, quando ele terminou de urinar, ele introduz uma sonda na bexiga para medir a urina extraída ou faz uma ultra-sonografia da bexiga para medir a quantidade de urina presente.

A quantidade de urina deixada após urinar é chamada de volume residual pós-saída. Se esse volume exceder metade do copo (um pouco mais nos idosos), há uma retenção urinária.

Um exame físico é realizado, que normalmente inclui um exame retal digital.

Nos homens, o exame retal digital pode determinar se a próstata está com um tamanho anormal. Tanto em homens como emmulheres, o exame retal digital ajuda a identificar a impactação fecal.

Uma amostra de urina pode ser tomada e testada para determinar se existe uma infecção. Para determinar a causa da retenção urinária, pode ser necessário realizar um teste de sangue e testes de diagnóstico de imagem.

Existem várias opções de tratamento para a retenção urinária, por isso é melhor procurar o que vai apontar o melhor para o seu caso.

Autocateterização

Um procedimento em que um catéter suficientemente longo para esvaziar a bexiga é inserido no trato urinário e depois removido em intervalos regulares.

Técnicas comportamentais

Algumas pessoas podem reduzir os sintomas de retenção urinária com mudanças em seu estilo de vida, fluidos e modificação da dieta, exercícios Kegel ou outros tipos de fisioterapia.

Medicamentos

Seu médico pode prescrever medicamentos para ajudar a controlar os sintomas de retenção urinária.

Alguns desses medicamentos ajudam o músculo da bexiga a se contrair melhor e pode melhorar sua capacidade de urinar.

Neuromodulação

A neuromodulação envia pulsos elétricos leves aos nervos que controlam a bexiga e os músculos relacionados ao ato de urinar. Isso ajuda a comunicação entre o cérebro e os nervos, para que a bexiga possa funcionar corretamente.

Neuromodulação é um tratamento reversível que pode ser interrompido a qualquer momento, desligando ou removendo o dispositivo.

A neuromodulação não é indicada para a retenção urinária obstrutiva. Nem todas as formas de retenção urinária não obstrutiva podem ser tratadas com terapia de neuromodulação.

Dicas

A retenção urinária nem sempre pode ser evitada, porém alguns hábitos podem ajudar a prevenir infecções que coloquem em risco o bom estado da bexiga.

Veja alguns:

  • Beba água em abundância (2 litros no mínimo) e líquidos durante o dia
  • Não segure a urina e vá ao banheiro cada vez que sentir vontade
  • Mantenha uma boa higiene íntima e, após fazer as suas necessidades, limpe a zona genital sempre de frente para trás (e nunca ao contrário)
  • Siga uma dieta equilibrada e saudável que mantenha o seu sistema imunitário reforçado.
  • Pratique exercícios de pompoarismo, já que o exercício dos músculos do assoalho pélvico ajudam a prevenir a doença.

Neste guia que virou febre entre as mulheres e já tem mais de 200 mil downloads.

[/vc_column_text]

Apesar de não ser uma doença potencialmente grave, retenção urinária é um problema que causa dor e desconforto.

Caso apareça qualquer sintoma ou se você observar algum tipo de alteração na cor ou odor da urina, procure um médico imediatamente.  

O tratamento é relativamente simples e em pouco tempo você estará livre do problema. Não brinque com a sua saúde, cuide bem do seu corpo e preste atenção ao sinais que ele envia.

Eu quero receber os e-mails e informações do
Mulheres Bem Resolvidas.

Источник: https://www.mulheresbemresolvidas.com.br/retencao-urinaria/

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: