O que é sepse pulmonar, sintomas e tratamento

Sepse: maioria dos casos começa fora do hospital; veja sinais e como evitar

O que é sepse pulmonar, sintomas e tratamento

Você já deve ter ouvido falar que a causa da morte de alguém foi uma infecção generalizada ou no sangue, e até mesmo uma septicemia. Esses termos ainda são popularmente usados do para definir a sepse, doença que resulta de uma reação exagerada do corpo a algum tipo de infecção causada por vírus, bactéria ou fungo.

Embora seja mais conhecida como evento adverso que ocorre dentro dos hospitais, dados do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) indicam que 8 em cada 10 casos de sepse começam fora desse ambiente.

Considerada uma emergência médica, seus sintomas se confundem com outras enfermidades e, por isso, a sepse nem sempre é diagnosticada em tempo de ser contida, o que pode levar à falência de órgãos e morte.

A boa notícia é que a educação das pessoas e dos profissionais de saúde são a chave para prevenir, identificar e tratar com eficácia esse problema, que é uma importante causa de morte em todo o mundo.

Toda vez que ocorre uma infecção —que pode ser uma simples gripe — o sistema de defesa de seu corpo entra em ação para combater a doença, provocando uma inflamação local. Você, então, pode ter uma febre, sentir-se cansado. Em alguns dias, porém, se sente melhor e volta à vida normal.

Entretanto, pode acontecer de essa resposta ser desregulada e, de alguma forma, ela passa a prejudicar o seu organismo. Isso é a sepse: uma resposta sistêmica à infecção.

Do ponto de vista clínico, a doença é reconhecida quando se verifica uma disfunção orgânica, ou seja, existe uma infecção urinária e ela já afetou outro órgão como o rim, pulmão, cérebro, fígado etc.

“Isso acontece, na maioria das vezes, simplesmente porque não se tratou [ou não se o fez corretamente] uma infecção”, explica Denise Medeiros, coordenadora da atenção médica do INI-Fio Cruz (Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas – RJ).

As infecções mais comuns que podem levar à sepse

  • Pneumonia (35%)
  • Infecção do trato urinário (bexiga, rins) (25%);
  • Infecção intestinal (11%);
  • Infecção de pele (11%).

Quem está mais suscetível?

Qualquer pessoa pode ter sepse, mesmo as mais saudáveis. Porém, ela é mais comum nos seguintes grupos:

  • Crianças muito pequenas (recém-nascidos prematuros);
  • Idosos;
  • Pessoas com doenças crônicas descompensadas (como o diabetes);
  • Pacientes imunodeprimidos (pessoas com câncer, Aids, insuficiência cardíaca ou renal);

Quais os sintomas da sepse

A sepse sempre aparece em decorrência de uma infecção de base (pneumonia, infecção urinária ou de pele, meningite etc.). Isso significa que já existe uma doença em curso causada por vírus ou bactéria, com seus sintomas característicos, como febre, mal-estar generalizado, retenção de urina, que logo podem ser notados porque não passam ou parecem agravar-se.

Mas há outros sintomas que servem de alerta vermelho para a sepse e requerem atenção imediata, esclarece Viviane Maria de Carvalho Hessel, coordenadora do Núcleo de Epidemiologia e Controle de Infecção do Hospital Marcelino Champagnat (PR). Confira:

  • Alteração da Consciência;
  • Aceleração da respiração (mais de 22 incursões respiratórias por minuto);
  • Pressão baixa.

Quando é hora de procurar ajuda

Toda febre que não passa já indica que a infecção não está evoluindo bem e deve ser avaliada por um médico. Como a sepse é uma situação de emergência, você deve procurar um pronto-socorro imediatamente.

Como é feito o diagnóstico?

Quanto mais rápido for identificado o foco da infecção, mais eficaz será o tratamento da sepse.

Contudo, Fabiano Ramos, chefe do Serviço de Infectologia e de Controle de Infecção do Hospital São Lucas (RS), conta que, geralmente, o que acontece é que o atendimento é lento e inadequado no pronto-socorro. Isso leva ao diagnóstico tardio e, por vezes, a óbito. “Tempo é célula”, diz o infectologista.

Caso você desconfie que seus sintomas ou de seus parentes batem com os da sepse, pergunte ao médico ou enfermeiro que o atender, já na entrada do pronto-atendimento, se esta poderia ser uma possibilidade.

Aliás, uma das campanhas do Ilas (Instituto Latino Americano de Sepse), dirigida aos médicos e ao público em geral, tem como slogan a frase – Pense, pode ser sepse!

Na hora da consulta, o médico deve ouvir sua história e fazer o exame físico.

A depender da causa da infecção, serão solicitados radiografia (para os casos de suspeita de pneumonia, por exemplo), exame de urina, ultrassom (para avaliar a presença de abcesso), além de um “pacote” de testes de sangue que inclui hemograma, nível de creatinina, bem como coleta de lactato, considerado um marcador importantíssimo para avaliar a gravidade do avanço da infecção.

Como é o tratamento da sepse?

“A pedra fundamental para tratar a sepse é o profissional de saúde ser capaz de identificar precocemente a doença”, afirma Luciano Azevedo, presidente do Ilas. Quando isso acontece, o tratamento é relativamente simples: indica-se o uso de antibiótico já dentro da primeira hora da definição do diagnóstico, além de soro para hidratação e normalização da pressão.

Entenda a diferença entre sepse e choque séptico

Enquanto a sepse é uma resposta desregulada do seu organismo diante de uma infecção, o choque séptico é o comprometimento do sistema cardiovascular causado por ela.

Nesse momento, o paciente já não mais consegue manter a pressão arterial adequada e necessita de medicamento (vasopressor) para normalizá-la. A esse quadro se dá o nome de choque séptico, que é considerado grave e ainda aumenta o risco de morte.

Dá para prevenir?

Sim. E a melhor forma de fazer isso é educar-se sobre o que é a doença, aprender a reconhecer seus sintomas, especialmente se você integra algum grupo de risco. Além disso, proteja-se de infecções por meio da adoção de hábitos de vida saudáveis e higiene pessoal. Para alcançar este objetivo, aposte nas práticas abaixo.

No dia a dia

– Mantenha a carteira de vacinação em dia, especialmente para combater infecções por vírus e bactérias como Influenza, meningococo, pneumococo e hemófilos —veja no link as vacinas que adultos e idosos precisam tomar.

– Certifique-se de manter sua doença sob controle, caso você tenha algum problema crônico como diabetes.

– Lave as mãos antes das refeições, ao preparar alimentos e após o uso do banheiro. A higiene das mãos não só pode como deve ser feita com álcool-gel 70%, eficaz no combate aos micro-organismos. Cultive o hábito de tê-lo sempre com você. Caso sinta a mão suja —com gordura, por exemplo, lave a mão e após use o álcool.

– Escolha bem os locais onde se alimenta na rua para reduzir o risco de consumir comida contaminada.

– Evite aglomerações.

– Use antibióticos somente quando eles forem prescritos por um médico e faça o tratamento na forma e pelo tempo por ele indicado. Nunca se automedique.

Quando a infecção já está presente

– Procure ajuda médica tão logo perceba os sinais de uma infecção.
– Evite automedicar-se com antibiótico.

No hospital

Higienize as mãos antes e depois de se aproximar de um parente ou conhecido que esteja internado. Todos os hospitais têm o dever de disponibilizar álcool-gel para esse fim.

Fontes:Denise Medeiros, médica intensivista, coordenadora da atenção médica do INI-Fio Cruz (Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas-RJ); Luciano Cesar Pontes Azevedo, presidente do Ilas (Instituto Latino Americano de Sepse) e médico intensivista do Hospital Sírio Libanês (SP); Fabiano Ramos, médico infectologista, chefe do Serviço de Infectologia e de Controle de Infecção do Hospital São Lucas da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul); Viviane Maria de Carvalho Hessel Dias, médica infectologista, coordenadora do Núcleo de Epidemiologia e Controle de Infecção do Hospital Marcelino Champagnat (Grupo Marista), presidente da Comissão Estadual do Controle de Infecção do Serviço de Saúde do Estado do Paraná. Revisão técnica: Luciano Cesar Pontes Azevedo.

Referências:– Flavia R Machado, Alexandre Biasi Cavalcanti, Fernando Augusto Bozza, Elaine M Ferreira, Fernanda Sousa Angotti Carrara, Juliana Lubarino Sousa, Noemi Caixeta, Reinaldo Salomao, Prof Derek C Angus, Luciano Cesar Pontes Azevedo, on behalf of the SPREAD Investigators and the Latin American Sepsis Institute Network.

The epidemiology of sepsis in Brazilian intensive care units (the Sepsis PREvalence Assessment Database, SPREAD): an observational study. The Lancet Infectious Diseases. Volume 17, Issue 11, P1180-1189, November 01, 2017;

Mervyn Singer; Clifford S. Deutschman; Christopher Warren Seymour et AL.

The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA February 23, 2016;

– Florian B Mayr, Sachin Yende, Derek C Angus. Epidemiology of severe sepsis. Virulence.

2014 Jan;
Kumar A, Roberts D, Wood KE, Light B, Parrillo JE, Sharma S, Suppes R, Feinstein D, Zanotti S, Taiberg L, Gurka D, Kumar A, Cheang M.

Duration of hypotension before initiation of effective antimicrobial therapy is the critical determinant of survival in human septic shock. Crit Care Med. 2006 Jun;

– Ministério da Saúde; ILAS – Instituto Latino Americano de Sepse; OMS (Organização Mundial da Saúde), CDC (Centers for Diseases Control and Prevention).

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/08/27/sepse-causas-tratamento-e-consequencias-da-infecao-generalizada.htm

Sepse Pulmonar: Saiba as Principais Causas | Blog do Secad

O que é sepse pulmonar, sintomas e tratamento

A realidade atual de saúde no Brasil vem evoluindo com o crescimento da população idosa e do número de pacientes imunossuprimidos ou portadores de doenças crônicas — fatores que contribuem para o desenvolvimento de infecções graves nos estabelecimentos de saúde Aí é que surge a sepse pulmonar.

Dessa forma, os profissionais da área devem estar preparados para prestar cuidados especiais a esses grupos de pacientes, pois são mais vulneráveis às complicações causadas por infecções graves.

Entre esses males, se destaca a sepse pulmonar, uma infecção séria com impacto sistêmico que tem foco no pulmão. Acompanhe o texto para saber mais sobre essa condição, suas causas e tratamentos.

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O que é a sepse pulmonar?

O termo sepse diz respeito a uma resposta sistêmica desregulada a uma doença infecciosa, que pode ser causada por vírus, bactéria, fungo ou protozoário.

Na sepse pulmonar, o foco infeccioso está no pulmão, e seu quadro inicial é caracterizado com uma pneumonia. A resposta desregulada é a forma que o organismo busca para combater o micro-organismo agressor, por meio da liberação de mediadores químicos que disparam a inflamação sistêmica.

Inicialmente, o corpo apresenta a síndrome de resposta inflamatória sistêmica, com alteração dos sinais vitais e dos exames laboratoriais (leucocitose ou leucopenia). A síndrome também aparece em outras condições, como traumas, pós-operatório e infarto agudo do miocárdio.

Os principais sintomas da sepse pulmonar são:

  • hipotensão arterial;
  • oligúria ou elevação da creatinina;
  • necessidade de oxigênio suplementar para manter boa saturação de O2;
  • contagem de plaquetas reduzida;
  • acidose metabólica;
  • sinais de desconforto respiratório;
  • rebaixamento do nível de consciência;
  • aumento da bilirrubina.

Se houver agravamento do quadro, o paciente evolui para sepse grave e, posteriormente, para choque séptico. Todos os sistemas do corpo passam a ser afetados (cardiovascular, urinário, neurológico, gastrointestinal etc).

Leia mais: Entenda como a educação continuada pode ajudar a sua carreira e a sua rotina profissional

Quais são as principais causas da sepse pulmonar?

As pessoas mais sujeitas a desenvolver sepse pulmonar (ou sepse com outro foco infeccioso) são os indivíduos hospitalizados, aqueles com predisposição genética, debilitados, com imunossupressão, portadores de doenças crônicas (como insuficiência cardíaca, rena ou hepática), usuários de álcool e outras drogas.

A sepse pulmonar surge quando o corpo não consegue controlar a infecção local, de forma que o micro-organismo consegue alcançar a corrente sanguínea e os sintomas se tornam sistêmicos.

A infecção pulmonar que dá origem à condição geralmente é bacteriana, e as principais bactérias envolvidas são:

  • Streptococcus pneumoniae (pneumococo): bactéria gram-positiva, resistente à penicilina e facilmente transmitida por espirros e objetos contaminados;
  • Staphylococcus aureus: bactéria gram-positiva, frequentemente encontrada na pele e nas fossas nasais de pessoas saudáveis, mas que pode causar infecção em pessoas debilitadas.

Outro fator de causa e agravante da sepse pulmonar é a multirresistência bacteriana, que está amplamente presente nas instituições hospitalares e é causada pelo uso indiscriminado dos antimicrobianos.

Quais os tratamentos recomendados?

O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são essenciais para o controle da sepse pulmonar e a recuperação do paciente. Por ser uma condição grave, o acompanhamento ao enfermo deve ser feito preferencialmente em uma unidade de terapia intensiva.

Mesmo antes da identificação da bactéria causadora, é iniciada a administração de antibiótico de amplo espectro, para controle da infecção. Os antibióticos podem ser alterados após o resultado de exames laboratoriais.

Outras medidas de suporte incluem o controle dos sintomas, como uso de corticosteroides, medicamentos vasopressores e suporte ventilatório.

O conhecimento dos profissionais de saúde sobre a sepse pulmonar é essencial para o diagnóstico e tratamento adequado dos pacientes acometidos por essa grave condição de saúde.

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Источник: https://secad.artmed.com.br/blog/medicina/principais-causas-da-sepse-pulmonar/

SEPSE – Causas, Sintomas e Tratamento

O que é sepse pulmonar, sintomas e tratamento

A sepse, também chamada de septicemia ou sepsis, é um problema que ocorre nos pacientes com infecções graves, caracterizada por um intenso estado inflamatório em todo o organismo.

A sepse é desencadeada pela invasão da corrente sanguínea por agentes infecciosos, principalmente bactérias ou vírus, por isso, é habitualmente chamada pelo público leigo de infecção do sangue, bactéria no sangue ou infecção generalizada.

De modo simples, sepse é a doença que surge quando germes, principalmente bactérias, invadem a corrente sanguínea e provocam uma intensa resposta inflamatória por todo o organismo.

Vamos elaborar um pouco mais essa explicação.

Toda a vez que o nosso corpo é invadido por microrganismos, o nosso sistema imunológico é ativado para que possamos combater o agente invasor. Uma das formas usadas pelas nossas células de defesa para atacar agentes infecciosos é através da liberação de mediadores químicos que provocam uma resposta inflamatória.

A inflamação que surge em locais infectados não é provocada pela bactéria, mas sim pela resposta imunológica do corpo. Criar um processo inflamatório é uma forma de defesa do organismo. A vermelhidão, a dor, o calor e o pus característicos de feridas infectadas são o resultado da batalha entre o sistema imunológico e os germes invasores.

Para entender melhor o processo inflamatório, leia: O QUE É INFLAMAÇÃO? O QUE É UM ABSCESSO?.

Geralmente, as infecções começam em locais específicos do organismo, como pele, pulmões, vias urinárias, ouvidos, etc. Exemplos de infecções bacterianas localizadas em um ponto específico do corpo:

Em um primeiro momento, as bactérias estão alojadas em um órgão, como o pulmão, e são combatidas pelos nossos mecanismos de defesa.

Se a infecção não for controlada, essas bactérias se multiplicam e começam a migrar em massa para outros pontos, podendo chegar a um vaso e ter pleno acesso à circulação sanguínea.

Pequenas quantidades de bactérias podem cair no sangue em situações triviais, como durante a escovação dos dentes ou quando ralamos o joelho no chão. Poucas bactérias no sangue são rapidamente inativadas e controladas pelo sistema imunológico sem que isso provoque qualquer repercussão clínica relevante.

O problema surge quando grandes quantidades de bactérias chegam em massa à corrente sanguínea, espalhando-se pelo corpo. Como as células de defesa precisam agir em vários pontos ao mesmo tempo para combater a infecção, elas acabam desencadeando um processo inflamatório difuso.

Todo mundo já teve uma inflamação, seja no dente, na pele ou em qualquer outro ponto do corpo. Imagine esse processo ocorrendo internamente e de modo simultâneo em vários vasos sanguíneos e órgãos. É como uma guerra sendo travada dentro do seu corpo.

Isso é a infecção generalizada, chamada de sepse pelos médicos.

Existem graus de gravidade da sepse. Algumas bactérias são mais virulentas que outras, e cada organismo tem uma capacidade maior ou menor de lidar com agentes invasores, provocando mais ou menos inflamação.

Pacientes saudáveis com infecções provocadas por bactérias menos agressivas costumam controlar bem suas infecções, não evoluindo para quadros de sepse mais severa.

Por outro lado, pacientes idosos, já previamente enfermos por outras doenças, costumam ter dificuldades para lidar com a presença de bactérias no sangue.

Quais são as consequências da sepse grave?

O processo inflamatório difuso da sepse grave causa uma dilatação dos vasos sanguíneos, provocando uma queda da pressão arterial, que, em casos graves, pode levar a um estado de choque circulatório (chamado choque séptico).

Os mediadores químicos inflamatórios também provocam um aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos, facilitando o extravasamento de líquidos para órgãos como pele e pulmões.

O paciente séptico pode ficar todo edemaciado (inchado) e com água nos pulmões.

Essas alterações da permeabilidade dos vasos sanguíneos e da pressão arterial provocam uma redução do aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos, levando à hipóxia (falta de oxigênio) e falência dos mesmos.

O sistema de coagulação também pode ser afetado.

Um dos eventos mais dramáticos da sepse é a coagulação intravascular disseminada (CIVD), um processo no qual o sistema da coagulação fica descontrolado, ocorrendo simultaneamente tromboses e hemorragias.

Quando a sepse é grave, os rins e o fígado param de funcionar, o coração fica mais fraco, o cérebro funciona mal e os pulmões ficam cheios de água. O paciente pode, então, apresentar a temida falência de múltiplos órgãos.

Quanto mais grave for a sepse, maior é o risco de morte. A sepse severa chega a ter uma mortalidade maior que 50%, mesmo com adequado tratamento médico.

Sintomas

Qualquer infecção pode levar à sepse. Muitos de vocês provavelmente já tiveram uma sepse em estágio inicial. Para se caracterizar uma sepse basta apresentar uma infecção e 2 dos 4 sinais e sintomas descritos a seguir:

  • Temperatura corporal maior que 38ºC ou menor que 35ºC.
  • Frequência cardíaca maior que 90 batimentos por minuto.
  • Frequência respiratória maior que 20 incursões por minutos.
  • No hemograma: leucócitos acima de 12,000 ou abaixo 4000 cel/mm3  (leia: HEMOGRAMA | Entenda os seus resultados).

Na verdade, até uma gripe mais forte pode fazer com que o paciente apresente critérios para sepse. Ter critérios para sepse não significa que o paciente esteja muito grave ou que vá morrer. Esses critérios são sinais de alerta para os médicos, indicando que o paciente deve ser bem tratado para que o quadro não evolua de forma desfavorável.

Você pode ter uma amigdalite e ter critérios para sepse, mas basta tratar a infecção adequadamente que a maioria das pessoas irá se recuperar. Por outro lado, se o paciente for negligente e não procurar atendimento médico, a infecção, que inicialmente estava restrita à garganta, pode se espalhar pelo sangue e ficar muito mais difícil de ser controlada.

Uma sepse branda pode virar uma sepse grave.

Um paciente com um quadro de infecção com febre alta e calafrios, que começa a ficar mais cansado, mais prostrado, perde o apetite e não consegue sair da cama, apresenta sinais de uma sepse que está se agravando.

Idosos com bactérias no sangue podem não ter febre, mas costumam apresentar grande prostração, desorientação e confusão mental.

A avaliação médica e o tratamento com antibiótico são importantes para evitar que o quadro evolua de forma catastrófica.

Considera-se sepse grave aquelas que apresentam:

  • Hipotensão ou choque circulatório.
  • Piora da função dos rins.
  • Queda do número de plaquetas.
  • Alteração do estado de consciência.
  • Dificuldade respiratória.
  • Alterações da coagulação.
  • Diminuição da função do coração.

A sepse é contagiosa?

Não. A sepse em si não é algo que possa ser transmitido de uma pessoa para outra. A sepse é o agravamento de uma infecção previamente estabelecida. É, por exemplo, uma infecção urinária ou uma pneumonia que está evoluindo de forma perigosa e se espalhando pelo corpo.

Logicamente, se a causa da sepse for uma doença contagiosa, como uma meningite bacteriana, por exemplo, ter contato com este paciente séptico pode ser perigoso, pois há risco de transmissão da meningite.

Portanto, o que é contagioso não a sepse em si, mas sim a infecção bacteriana que a está provocando. Se a bactéria que provoca a sepse não é contagiosa, não há nenhum problema em ter contato com o paciente séptico.

Tratamento da sepse e do choque séptico

O tratamento da sepse deve ser iniciado o mais rápido possível. Quanto maior e mais difusa for a inflamação sistêmica, menor é a resposta ao tratamento e maior é a mortalidade. Além da gravidade da infecção generalizada, outro fator importante no prognóstico é a capacidade do paciente de lutar contra a infecção.

São fatores de pior prognóstico na sepse e no choque séptico:

O tratamento inicial da sepse é com antibióticos para eliminar as bactérias no sangue e interromper o fator de estímulo ao processo inflamatório. Se houver sinais de queda da pressão arterial, é essencial a imediata reposição de líquidos por via intravenosa para reverter a hipotensão. Quanto mais rápido se inicia o tratamento contra a sepse, maior é a chance de sucesso.

Nos casos de choque séptico pode ser necessário uso de medicamentos para estabilizar a pressão arterial. Muitos paciente evoluem com insuficiência respiratória e/ou renal, necessitando de ventilação mecânica e/ou hemodiálise.

Quanto mais órgãos param de funcionar, maior o risco de evolução para o óbito. Portanto, pacientes que precisam de aparelhos para respirar, hemodiálise, drogas para controlar a pressão arterial, etc.

, apresentam elevado risco de morte.

Pacientes com sepse grave ou choque séptico devem ser tratados, preferencialmente, em uma unidade de tratamento intensivo (UTI).

Источник: https://www.mdsaude.com/doencas-infecciosas/sepse/

O que é Sepse: sintomas e tem cura?

O que é sepse pulmonar, sintomas e tratamento

A sepse (CID 10 – A41), conhecida também como infecção generalizada ou septicemia, consiste em um quadro infeccioso em que o corpo inteiro reage contra o agente causador da doença.

Trata-se de uma infecção com alto potencial de morte, uma vez que pode afetar todo sistema imunológico e dificultar o funcionamento dos órgãos. Em resposta, o organismo provoca mudanças na temperatura, pressão arterial, frequência cardíaca, contagem de células brancas do sangue e respiração.

As formas mais graves de sepse também podem causar uma disfunção de órgãos ou o chamado choque séptico.

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Atualmente a sepse é a principal causa de mortes nas unidades de terapia intensiva (UTI).

O Brasil tem uma das mais altas taxas de mortalidade do mundo pelo problema – cerca de 55% dos casos, segundo dados do Instituto Latino Americano de Sepse publicado em estudo no periódico científico The Lancet.

Estima-se que aproximadamente 400 mil novos casos são diagnosticados por ano e até 240 mil pessoas morrem anualmente.

É importante lembra, entretanto, que a sepse não é um quadro que se origina exclusivamente em hospitais, embora seja uma infecção muito associada a unidades de saúde.

Causas

A sepse é uma reação a infecções causadas por bactérias. Quando esses microorganismos invadem nossso corpo, as células liberam substâncias chamadas citocinas, que por um lado ajudam no processo de defesa do organismo, mas por outro podem ter efeitos nocivos.

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Os problemas das citocinas são:

  • Dilatação dos vasos sanguíneos e diminuição a pressão arterial
  • coagulação sanguínea em vasos pequenos dentro dos órgãos.

Um quadro de sepse pode se originar a partir de qualquer quadro infeccioso. “Qualquer infecção bacteriana pode vir a se complicar com uma sepse, principalmente em pessoas com baixa imunidade”, afirma Juliene Soares de Oliveira Veloso, médica especialista em medicina de família e comunidade.

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Porém, ocorre da sepse também se desenvolver em bactérias adquiridas em hospitais.

Normalmente, as bactérias que levam à sepse são as que se instalam em pulmões, abdômen ou no trato urinário.

Sintomas de Sepse

Os principais sintomas de um quadro de sepse são:

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  • Febre
  • Calafrios
  • Taquicardia
  • Frequência cardíaca aumentada
  • Dificuldade para respirar ou frequência respiratória aumentada
  • Pressão arterial baixa (hipotensão)
  • Diminuição da quantidade de urina
  • Alterações neurológicas, que podem ser desde ansiedade e desorientação até confusão mental e perda de consciência.

Em casos de choque séptico, o paciente fica com pressão arterial baixa, mesmo com tratamento em vigor.

Sepse tem cura?

Quanto mais rapidamente for realizado o diagnóstico e tratamento da sepse, melhores as expectativas para a condição geral do paciente. O inverso também é verdadeiro, fazendo com que o risco de morte aumente caso haja demora para o atendimento, sobretudo em pessoas com o sistema imunológico debilitado ou com uma doença crônica.

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Também é comum que pacientes com sepse tenham sequelas depois de finalizado o tratamento. Elas podem diminuir ou desaparecer com o tempo ou acompanhar a pessoa para o resto da vida. Tudo depende do estado geral do paciente antes do problema, da gravidade, tempo de internação e local em que ocorreu a infecção.

Dentre as possíveis sequelas estão:

  • Dificuldade de mobilidade (por perda de massa muscular)
  • Problemas de memória
  • Alterações cognitivas
  • Entre outros.

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Pacientes mais jovens tendem a se recuperar melhor destas sequelas do que pessoas com mais idade.

Fisioterapia, nutrição adequada e acompanhamento psicológico são medidas que podem ajudar a pessoa a se recuperar melhor, inclusive das sequelas.

Bebês e crianças novas e em idosos têm uma tendência maior a sofrer os efeitos mais graves da sepse. Segundo o Datasus, a infeção generalizada foi a maior causa de morte de crianças com menos de um ano entre os anos de 2011 e 2014 e a segunda maior em 2010. Em média, todos os anos, ela sozinha é responsável por 8,5% dos óbitos nesta faixa etária.

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Fatores de risco

Qualquer pessoa pode ter sepse. Entretanto, algumas condições de saúde favorecem mais o aparecimento da infecção generalizada:

  • Pneumonia
  • Infecção abdominal
  • Infecção renal
  • Infecção da corrente sanguínea (bacteremia)

O risco de sepse também é maior em paciente que se enquadram nestes casos:

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  • Faz quimioterapia
  • Está na UTI e/ou com com o estado de saúde geral comprometido
  • Tem feridas ou lesões, como queimaduras
  • Está utilizando dispositivos invasivos, tais como cateteres intravenosos ou tubos respiratórios.

Alguns grupos de pessoas correm mais riscos de sofrer sepse. São eles:

  • Bebês prematuros
  • Crianças com menos de 1 ano
  • Idosos com mais de 65 anos
  • Portadores de doenças crônicas, como insuficiência cardíaca, insuficiência renal e diabetes
  • Usuários de álcool e/ou drogas
  • Portadores de doenças que afetam o sistema imunológico, como HIV positivo.

Buscando ajuda médica

Na maioria dos casos a sepse ocorre em quem já está hospitalizado. Pessoas internadas na UTI são especialmente vulneráveis a desenvolver infecções que podem levar à sepse.

Contudo, qualquer tipo de infecção, leve ou grave, pode evoluir para um quadro de sepse. As mais comuns são a pneumonia, infecções na barriga e infecções urinárias. Por isso quanto menor o tempo com infecção, menor a chance de surgimento da infecção generalizada.

Caso o paciente perceba alguns dos sintomas, como febre, calafrios, alteração da frequência cardíaca e respiratória, o conselho é procurar um médico o quanto antes. O tratamento rápido das infecções é uma estratégia que deve ser adotada.

Diagnóstico de Sepse

O primeiro passo para o diagnóstico da sepse é reconhecer os sinais clínicos, como febre, aumento da frequência cardíaca e diminuição da pressão arterial. Depois, o diagnóstico geralmente é confirmado com um exame se sangue.

Os exames de sangue que podem ser feitos incluem:

  • Gasometria arterial
  • Exames de função renal
  • Contagem de plaquetas
  • Contagem de leucócitos
  • Diferencial sanguíneo
  • Produtos de degradação da fibrina
  • Lactato
  • Culturas de bactérias.

Dependendo dos sintomas e medicamentos que o paciente está tomando, podem ser feitos outros exames, como:

  • Exame de urina
  • Coleta de amostras de infecções e feridas
  • Análise de secreções respiratórias
  • Raio-x
  • Tomografia computadorizada
  • Ultrassonografia
  • Ressonância magnética.

Tratamento de Sepse

Para o tratamento da sepse, é comum o uso de medicamentos (antibióticos, corticosteroides e insulina), bem como a realização de cirurgia para remover as fontes de infecção e abcessos.

Quanto mais rápido for o diagnóstico e tratamento, melhores as chances de recuperação para o paciente.

Pessoas com sepse grave e choque séptico necessitam uma estreita vigilância e tratamento em uma UTI do hospital e podem precisar de medidas de salvamento para estabilizar as funções orgânicas.

Medicamentos para Sepse

Os medicamentos mais usados para o tratamento de sepse são:

  • Bactrim
  • Ceftriaxona Dissódica
  • Ceftriaxona Sódica
  • Ciprofloxacino
  • Clocef
  • Cloridrato de Dopamina
  • Clavulin
  • Meropeném

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento.

Complicações possíveis

Dentre as complicações relacionadas à sepse, estão:

  • Alteração na coagulação do sangue
  • Problemas na irrigação dos órgãos vitais (cérebro, coração, rins)
  • Disfunções orgânicas graves
  • Morte.

Referências

Marcelo Maia, médico intensivista e coordenador médico do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Santa Luzia, em Brasília – CRM: 10161/DF.

Decio Diament, infectologista e coordenador do Comitê Científico de Infecções em UTI da Sociedade Brasileira de Infectologia – CRM: 39049/SP.

José Ribamar Branco, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo – CRM: 61663/SP.

Instituto Latino Americano da Sepse

Levy MM, Dellinger RP, Townsend SR, et al; Surviving Sepsis Campaign: International Guidelines for Management of Severe Sepsis and Septic Shock: 2012. Crit Care Med February 2013, Volume 41 , Number 2.

Manual MSD

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/sepse

O que é sepse?

O que é sepse pulmonar, sintomas e tratamento

A sepse é a reação exagerada do organismo a uma infecção, prejudicando o funcionamento de seus próprios tecidos e órgãos, podendo ser fatal se não for identificada e tratada rapidamente. Antigamente, a sepse era conhecida como infecção generalizada.

Esta é a maior causa de morte evitável do mundo, que leva à óbito cerca de 11 milhões de pessoas todos os anos. Estima-se que uma a cada 5 mortes são causadas pela sepse.

A maioria das infecções, como pneumonias ou infecções urinárias podem evoluir para sepse se não forem identificadas rapidamente e tratadas de forma adequada.

De acordo com o Instituto Latino-americano de Sepse (ILAS), é importante ficar atento aos seguintes sintomas:

– Febre

– Aceleração do coração

– Fraqueza

– Respiração rápida

– Pressão baixa

– Diminuição da urina

– Confusão mental

A transferência do paciente nas primeiras 24 horas para uma unidade de terapia intensiva é fundamental para o aumento das chances de sobrevida, pois a sepse evolui em questão de horas nestas cinco etapas.

A Mobius, empresa brasileira de tecnologia para diagnóstico molecular, realiza o seminário on-line: “Experiência com o uso da Biologia Molecular para o Diagnóstico Assertivo de Infecções Graves e SEPSE” que acontece no dia 08 de Outubro, às 19h.

Neste seminário online com certificado, o Dr. Adelino de Melo Freire Jr. trará um conteúdo atual e muito relevante de sua vivência médica na detecção da sepse.

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Tudo começa com a infecção causada seja por um micro-organismo. É importante que já nos primeiros sintomas seja identificado o causador da doença, para que ocorra um tratamento eficaz. Neste estágio as chances de vida ainda são grandes.

É importante saber que toda sepse começa com uma infecção, mas nem toda infecção vai evoluir para uma sepse.

2 – Síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SRIS)

É uma resposta clínica resultante de uma agressão ao organismo não especificada. A presença de pelo menos dois desses sintomas já é um indicativo de sepse:

– Temperatura acima de 38,6º C ou abaixo de 36º C.

– Frequência respiratória acima de 20 rpm.

– Leucócitos acima de 12 mil ou abaixo de 4 mil.

Acontece quando a SRIS com o foco infeccioso é confirmada ou suspeita. Começa a corrida contra o tempo, o recomendado é que o paciente seja internado na UTI para o início dos cuidados.

A realização do diagnóstico molecular neste estágio é bem importante, pois vai auxiliar a equipe médica a saber qual é o agente causador da infecção. Assim, é possível realizar um tratamento mais específico e evitar que o paciente passe para os próximos estágios.

4 – Sepse grave

Este é um estágio delicado, em que o organismo já apresentou uma resposta exagerada a infecção atacando até mesmo órgãos que antes estavam saudáveis. O paciente pode começar a apresentar falência de órgãos como fígado, rins, pulmão ou do sistema nervoso central.

5 – Choque séptico

O agravamento acontece com a insuficiência circulatória (hipotensão refratária), com obstrução dos vasos, inviabilizando a aplicação de soro ou qualquer outro medicamento. Quando o paciente atinge esta etapa, não há outro desfecho senão a morte.

Assim que o paciente é internado na UTI são coletadas amostras de sangue para procedimentos laboratoriais. Tradicionalmente, é solicitada a hemocultura para identificação do patógeno, que leva em média 72 horas. Contudo, em alguns casos pode levar até 7 dias para identificação completa.

Uma forma mais avançada de auxiliar o paciente é por meio do teste molecular, que faz a detecção do material genético do patógeno com um resultado preciso em até 24 horas. Assim, o paciente tem mais chances de receber o tratamento adequado e recuperar-se.

A Mobius Life Science, empresa brasileira de tecnologia em diagnóstico molecular, tem em seu portfólio um kit que identifica mais de 36 patógenos e 20 genes de resistência de agentes causadores da sepse.

Sepse: diagnóstico molecular auxilia na corrida contra o tempo

O site do ILAS há depoimentos de pessoas que sobreviveram à sepse. Conheça a história da Débora, que enfrentou a doença com apenas 16 anos:

Olá, meu nome é Débora. Tenho 24 anos hoje, mas quando tive sepse tinha apenas 16 anos. Fiquei internada quase 3 meses no hospital.

A origem da sepse no meu caso foi o pulmão. Peguei pneumonia, sepse e depois ainda tive tuberculose. O Dr Sérgio Luís que diagnosticou e me salvou. Eu e minha mãe somos eternamente gratas a ele por isso.

Foi ele que fez minha internação imediata e salvou minha vida, ele disse que quase não é diagnosticado e que muitos morriam com isso.

O hospital metropolitano de São Paulo foi acolhedor e foram rápidos em absolutamente TUDO.

Eu cheguei lá sem respirar, com taquicárdia, dor no pulmão e com muito medo, minha pressão estava perigosamente baixa e para uma adolescente tudo aquilo foi muito assustador.

Tive que ficar na UTI por 3 longos dias e toda vez que eu ficava boa pra ir para o quarto, minha ansiedade era tanto que meu batimento cardíaco acelerava e eu novamente tinha ficar na UTI.

Se não fosse a equipe do hospital, minha família e amigos e todos os doutores que me trataram eu não estaria aqui para contar a história. Sepse é coisa séria… os sintomas parecem tudo menos sepse e morre MUITA GENTE por causa disso.

Tive sequelas por causa disso, meu pulmão esquerdo ficou menor… eu andava muito e era muito ativa. Por muito tempo, não conseguia mais me exercitar como antigamente.

Não foi fácil, mas estou viva e 50% das pessoas que passam por isso não estão.

As injeções na barriga eram absurdamente dolorosas, meu sangue coagulava, eu não respirava direito… por um tempo tive que ter ajuda de máquinas para respirar, mas valeu à pena porque hoje estou aqui.

Por favor, se você está lendo isso ajude, compartilhe, contribua. Todos precisam saber sobre a Sepse e como evitar que mais mortes aconteçam. Nem todo mundo tem um Dr. Sérgio para ser o herói da história. Ele é o da minha. Sou grata e espero que mais vidas possam ser salvas!

Источник: http://bioemfoco.com.br/noticia/sepse-diagnosticar/

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