O que é uma hemorragia interna, quais os sintomas, causas e tratamento

Hemorragia digestiva alta: sintomas, tratamentos e causas

O que é uma hemorragia interna, quais os sintomas, causas e tratamento

Hemorragia digestiva alta é um sangramento na região do esôfago, estômago, duodeno ou intestino delgado. Essa perda de sangue pode estar relacionada a problemas nestes órgãos, como gastrite, úlcera estomacal, úlcera duodenal, consumo excessivo de certos medicamentos ou álcool, entre outros.

A hemorragia digestiva alta costuma ser notada quando há vômitos com sangue, fazendo com que ele saia vermelho vivo, ou sangue nas fezes – que acontece quando ele é digerido pelo organismo, deixando as fezes com odor fétido característico e cor bastante escura, com aspecto de borra de café.

A hemorragia digestiva alta costuma ser uma emergência médica, dependendo da intensidade do sangramento, do local e da quantidade de sangue que a pessoa já perdeu. É comum que o paciente seja internado para tratamento.

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Causas

A hemorragia digestiva alta ocorre por um desequilíbrio nas mucosas do esôfago, estômago, duodeno ou intestino delgado, que faz com que ocorra um sangramento na região.

São diversas as causas deste desequilíbrio e consequente hemorragia digestiva alta, desde lesões gástricas como gastrite, úlcera gástrica e úlcera péptica, até o abuso de medicações, como os anti-inflamatórios não hormonais, antitérmicos e analgésicos – principalmente quando tomados em jejum.

Também é comum que aconteça com grandes queimados (pessoas com queimaduras graves), pessoas que fizeram cirurgias extensas ou com problemas cardíacos. É importante que se determine qual a condição de saúde que está provocando o sintoma para que se consiga fazer o tratamento adequado.

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Fatores de risco

Pessoas com histórico de problemas de saúde no esôfago, estômago, duodeno e intestino delgado podem estar mais predispostas a terem hemorragia digestiva alta. Assim como quem faz uso de anti-inflamatórios não hormonais por longos períodos de tempo ou sem a utilização de um protetor gástrico em conjunto

Dentre os principais problemas que podem acarretar na hemorragia digestiva alta estão:

  • Esofagite de refluxo
  • Varizes de esôfago
  • Varizes de esôfago
  • Câncer
  • Gastrite aguda
  • Úlcera péptica hemorrágica
  • Úlcera duodenal hemorrágica
  • Enterite

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Tratamento de Hemorragia digestiva alta

Para decidir o tratamento da hemorragia digestiva alta, a equipe médica precisará determinar a causa do sangramento e também a quantidade de sangue que foi perdido

Uma forma de verificar a quantidade de sangue perdido, segundo a Sociedade Brasileira de Gastrenterologia é através da seguinte tabela

Leve: Deitado: sem alteração / Em pé: diminuição de 20mmHg

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Moderada: 90-100 mmHg

Maciça: Menor que 90

Leve: Deitado: sem alterações / Em pé: aumento de 20 bpm

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Moderada: Cerca de 100 bpm

Leve: Menor que 1.000 mL

Moderada: Cerca de 1.500 mL

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Maciça: Maior que 2.000 mL

Com essas informações o médico poderá indicar o tratamento, que normalmente inclui jejum de 48 horas, uso de medicamentos orais e endovenosos, como o omeprazol e o pantoprazol, que diminuem as complicações do problema devido à corrosão do ácido natural na região que está exposta. O mesmo funciona para os bloqueadores de estamina, como a ranitidina. O hidróxido de alumínio também pode ser utilizado.

Também pode ser necessário fazer um dos seguintes procedimentos durante a endoscopia para conter o sangramento:

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  • Adrenalizar: em que, basicamente, se injeta adrenalina no local, o que faz com que os vasos se contraiam e o sangramento seja estancado
  • Adrenalizar: em que, basicamente, se injeta adrenalina no local, o que faz com que os vasos se contraiam e o sangramento seja estancado

Se o problema for causado por varizes no esôfago, por exemplo, ainda é possível utilizar um balão esofágico, utilizado para comprimir as varizes e equilibrar o quadro da pessoa até que a causa deste problema possa ser tratada.

Casos em que a hemorragia digestiva alta demande uma cirurgia mais invasiva são cada vez mais raros

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Complicações possíveis

A maior complicação decorrente da hemorragia digestiva alta, justamente por ser uma condição de emergência de saúde, é o óbito. Pessoas com problemas de coagulação são as que mais preocupam neste sentido, justamente por terem uma falência orgânica que impede uma coagulação do sangue eficiente.

Segundo a Sociedade Brasileira de Gastrenterologia os critérios que determinam um quadro de alto risco são:

– Idade maior que 60 anos;Choque, instabilidade hemodinâmica, hipotensão postural;Comorbidades associadas, como problemas cardiorrespiratório, renal, hepático ou de coagulopatia;Uso de medicações: anticoagulantes ou anti-inflamatórios não esteroides (AINEs);Hematêmese (vômito com sangue), enterorragia (eliminação de sangue vivo pelo anus) ou melanema (fezes com sangue) volumosas e/ou persistentes;Hemorragia em pacientes internados;Ressangramento em pacientes já tratados com endoscopia;Quando há necessidade de transfusão sanguínea;Aspirado nasogástrico (via sonda) com sangue vivo

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Convivendo/ Prognóstico

Depois de feitos o diagnóstico e tratamento certeiros, o prognóstico é bastante bom para pacientes que tiveram hemorragia digestiva alta, desde que sejam tomados alguns cuidados:

O paciente deve seguir uma dieta especial por pelo menos três meses, evitando cafeína, bebidas alcóolicas, condimentos, alimentos ácidos como frutas cítricas etc

A pessoa deve evitar o uso de anti-inflamatórios não hormonais e ter a manutenção, conforme indicado pelo médico, com os inibidores de bombas de prótons (omeprazol, pantoprazol etc.). Também o uso de antibiótico indicado caso esteja com alguma bactéria relacionada ao problema, como a Helicobacter pylori.

Depois do uso da medicação por dois ou três meses é feita uma endoscopia de controle para verificar como está a região após o tratamento, e caso seja identificada alguma alteração já ajustar as escolhas terapêuticas.

Caso a pessoa fume, que é um fator que pode colaborar com o aparecimento ou volta do problema, ela deve procurar largar o cigarro

Hemorragia digestiva alta tem cura?

Seguindo todo o tratamento e as recomendações médicas é possível que a pessoa não tenha mais o problema. Contudo, como são múltiplas as causas que podem desencadear a hemorragia digestiva alta, caso a pessoa volte a tomar os anti-inflamatórios não hormonais, tenha uma dieta inadequada ou a bactéria retorne, o quadro pode se repetir.

Referências

Nelson Liboni, cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz – CRM: 69337/SP.

Sérgio Carlos Nahas, médico do Hospital Sírio-Libanês e professor livre docente da disciplina do Aparelho digestivo e Coloproctologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – CRM: 20880/SP.

Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED)

Manual MSD

Hospital Israelita Albert Einstein

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/hemorragia-digestiva-alta

14 CAUSAS DE SANGUE NAS FEZES

O que é uma hemorragia interna, quais os sintomas, causas e tratamento

A presença de sangue nas fezes, seja ele vivo ou de cor escurecida, é um sinal de que há uma lesão sangrante em algum ponto do trato gastrointestinal, podendo a origem ser desde o esôfago até o ânus.

Apesar de ser um evento benigno na maioria dos casos, a presença de sangue nas fezes sempre causa grande apreensão ao paciente e a seus familiares.

O sangramento digestivo pode ter várias causas, desde lesões simples, como as hemorroidas ou fissura anal, até hemorragias digestivas mais graves, como aquelas provocadas por úlceras do estômago ou tumores do intestino.

O sangramento digestivo costuma ser divididos de duas formas, de acordo com a sua origem:

  • Hemorragia digestiva alta: sangramento que ocorre no trato gastrointestinal superior, ou seja, duodeno, estômago ou esôfago. Costuma dar origem a fezes moles, bem escuras e com odor forte (sangue digerido).
  • Hemorragia digestiva baixa: sangramento que ocorre no trato gastrointestinal inferior, isto é, intestino delgado, intestino grosso, reto ou ânus. Costuma causar sangramento vivo nas fezes.

Características do sangramento digestivo

Além da localização, também podemos classificar o sangramento digestivo de acordo com as suas características. São três os tipos mais comuns:

Hematoquezia (sangramento retal)

Também chamado de sangramento retal, hematoquezia é o nome dado à presença de sangue vivo em pequena ou moderada quantidade que fica envolto às fezes e só aparece quado o paciente defeca.

A hematoquezia é um sinal típico dos sangramentos digestivos baixos, que são aqueles que ocorrem no cólon, reto ou ânus.

Toda vez que o paciente perde pequena quantidade de sangue pelo ânus, dizemos que ele teve um sangramento retal, mesmo que a origem da hemorragia não seja necessariamente o reto, porção final do intestino grosso.

Melena

Melena é o nome dado às fezes negras, habitualmente pastosas e com odor muito forte, que surgem nos sangramentos digestivos altos, em geral, de origem no estômago ou duodeno.

Essa aparência ocorre porque, como a origem do sangramento é no inicio do trato digestivo, o sangue passa por todo o processo de digestão antes de ser eliminado nas fezes.

A melena só ocorre em sangramentos de moderado a grande volume. Sangramentos de pequena monta do trato digestivo alto geralmente se misturam às fezes e passam despercebidos pelos pacientes, sendo detectados apenas por exames laboratoriais, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes.

Quando o sangramento é pequeno, porém constante, a longo prazo ele pode provocar anemia por carência de ferro. Muitas vezes, essa forma de anemia é a única pista que temos para um sangramento digestivo oculto.

Enterorragia

Enterorragia é o nome dado à presença de sangue vivo em grande volume e habitualmente associado à dor abdominal.

Nesse caso, o paciente pode evacuar somente sangue, sem a presença de fezes. A enterorragia é um sinal de hemorragia digestiva grave, que pode ter origem em qualquer ponto do trato gastrointestinal.

Sintomas

O sangramento digestivo pode ter várias apresentações distintas, as mais comuns são:

  • Sangue oculto nas fezes, ou seja, ausência de sangramento visível, que é detectado apenas através de exames de fezes feito por laboratórios de análises clínicas.
  • Anemia por carência de ferro sem mais nenhum outro sinal ou sintoma.
  • Sangramento detectado após limpeza do ânus com papel higiênico.
  • Pequeno sangramento retal após evacuar, que se caracteriza por pingos de sangue nos vaso sanitário.
  • Pequenas quantidades de sangue ao redor das fezes.
  • Fezes com moderada quantidade de sangue ao redor.
  • Fezes pastosas, negras e com odor muito forte.
  • Sangramento retal com sangue vivo em grande quantidade, com oo sem fezes.

Causas de sangramento retal de pequena quantidade

Pequenas quantidades de sangue nas fezes ou sangramentos detectáveis somente após a limpeza do ânus com papel higiênico são as formas de sangramento retal mais comuns. Em 90% dos casos, a etiologia é benigna.

As principais causas de sangramento retal de pequeno volume são:

As duas causas mais comuns de sangramento retal de pequena quantidade são as hemorroidas e as fissuras anais. Essas duas respondem por quase 90% dos casos de sangramentos de pequeno volume nas fezes.

As hemorroidas se manifestam tipicamente como dor ao evacuar e sangramentos de pequena quantidade que envolvem o final das fezes, pingos de sangue que surgem após a evacuação ou manchas de sangue no papel higiênico após a limpeza do ânus. As hemorroida quando grande pode ser facilmente vista pelo próprio paciente.

A fissura anal também costuma causar dor à evacuação (geralmente mais intensa que nas hemorroidas) e pequena quantidade de sangue ao redor das fezes ou após limpeza do ânus. A distinção entre fissuras anais e hemorroidas é feita através do exame visual do ânus.

Apesar do pequeno volume, esses pequenos sangramentos retais das hemorroidas ou das fissuras, quando ocorrem de forma crônica, podem provocar anemia.

Causas de sangramento digestivo de volume moderado a grande

Quando a quantidade de sangue nas fezes é moderada a grande, ou quando há melenas, a origem do sangramento costuma ser é mais interna, geralmente cólon, duodeno ou estômago.

As principais causas de sangramento retal de grande volume são:

  • Úlcera gástrica ou úlcera duodenal.
  • Lesões do esôfago, como varizes esofagianas.
  • Doença diverticular do cólon.
  • Câncer do intestino.
  • Infecção intestinal (disenteria).
  • Doença inflamatória intestinal.
  • Angiodisplasia.

Úlcera gástrica ou úlcera duodenal

As úlceras gástricas ou duodenais são erosões da mucosa destes órgãos, que podem progredir até atingir vasos sanguíneos, provocando sangramento digestivo.

O sangramento por uma úlcera gástrica ou duodenal pode ser pequeno o suficiente para passar despercebido, mas também pode ser volumoso, provocando melenas. Se a perda de sangue for muito grande, o paciente costuma apresentar vômitos sanguinolentos como principal manifestação do sangramento.

As principais causas de úlceras do estômago e duodeno são o uso crônico de anti-inflamatórios e/ou infecção pela bactéria H. pylori.

Pacientes sob grande estresse físico, como nos casos de grandes queimados, cirurgias de grande porte, hospitalizações prolongadas, etc., também podem desenvolver úlceras.

Falamos sobre a úlcera gástrica com mais detalhes no artigo: Sintomas da úlcera do estômago e duodeno (úlcera péptica).

Lesões do esôfago

Problemas no esôfago, como nos casos de esofagite grave ou varizes de esôfago podem também provocar sangramentos.

A apresentação mais comum é a de vômitos com sangue, mas em alguns casos, a presença de sangue nas fezes pode ser a única manifestação do sangramento. Assim como no sangramento do estômago, sangue nas fezes com origem no esôfago costuma ser apresentar como melena.

Doença diverticular do cólon

Divertículo é uma protusão da parede do intestino. São pequenos sacos, semelhantes a dedos de luvas, que ocorrem principalmente na parede do cólon por enfraquecimento da musculatura do mesmo. É muito comum após os 60 anos e normalmente são lesões múltiplas ao longo do intestino grosso.

Os divertículos são alterações benignas, não têm nada a ver com câncer, mas podem sangrar ou inflamar se ficarem obstruídos por fezes.

Os divertículos costumam causar sangramentos vivos, súbitos e de grande volume. Em geral, não provocam dores, exceto por uma cólica ou desconforto abdominal provocada pela presença de sangue vivo dentro do cólon.

A doença diverticular é uma das principais causas de sangramento vultuoso em pacientes idosos.

Para saber mais sobre divertículos, leia: Diverticulite e Diverticulose – Sintomas, Causas e Tratamento.

Câncer do intestino

Aproximadamente 10% das hemorragias digestivas em pessoas acima dos 50 anos são secundárias a tumores do intestino. Os sangramentos tumorais costumam ser de pequena quantidade e podem passar despercebidos.

Além da perda de sangue pelas fezes, perceptível a olho nu ou não, os pacientes com tumores malignos do cólon também costumam apresentar outros sinais, como fezes em fita (fezes finas), constipação intestinal de início recente ou agravamento de um quadro de constipação crônica, dor abdominal, emagrecimento e/ou anemia.

Para saber mais sobre o câncer de cólon: Câncer de Cólon e Reto – Sintomas, Causas e Tratamento.

Infecção intestinal

Infecções pelas bactérias Salmonella, Campylobacter, Shigella ou E.coli podem provocar quadros de infecção intestinal grave, com febre, prostração e diarreia sanguinolenta.

Infecções por amebas e vermes também podem causar quadro semelhante (Leia: Parasitoses – O que é, sintomas e exame parasitológico de fezes).

Doença inflamatória intestinal

A doença de Crohn e a retocolite ulcerativa são doenças inflamatórias intestinais de origem imunológica que também  se manifestam com sangramentos na fezes. O quadro costuma ser de cólicas e diarreia sanguinolenta que surge periodicamente (leia: Doença De Crohn – Retocolite Ulcerativa.).

Angiodisplasia

Angiodisplasias são coleções de vasos sanguíneos dilatados que surgem sob o revestimento interno do cólon. Embora as angiodisplasias possam ocorrer em qualquer parte do cólon, elas são mais comuns no cólon ascendente (cólon direito). As angiodisplasias são vasos mais expostos e mais frágeis, que se rompem com mais facilidade.

O sangramento das angiodisplasias é mais comum após os 60 anos, sendo habitualmente indolor e com sangue vivo ao redor das fezes. Todavia, a angiodisplasia pode causar desde sangramentos volumosos até um quadro assintomático, onde o paciente apresenta apenas perda oculta de sangue.

Diagnóstico

A investigação das hemorragias digestivas é normalmente feita com um método endoscópico.

Se a suspeita for de sangramento nas regiões mais baixas do trato gastrointestinal, a retossigmoidoscopia ou a colonoscopia são os exames mais indicados.

Se a suspeita for de sangramento no trato digestivo superior, a endoscopia digestiva alta deve ser o exame de escolha.

Em casos de hemorroidas ou fissura anal, o exame físico, com visualização direta do ânus pode ser suficiente para o diagnóstico. Em alguns casos, o toque retal é necessário para encontrar sangramentos dentro do reto, que não são visíveis através da visualização simples do ânus.

Em alguns pacientes, o sangramento gastrointestinal pode ser de pequeno volume, não sendo suficiente para deixar as fezes sanguinolentas. Porém, se a perda de sangue for contínua, mesmo que pequena, ela leva ao surgimento de anemia.

Para investigar essa possibilidade, um exame simples é o chamado exame de sangue oculto nas fezes. Explicamos esse exame com detalhes neste texto: Pesquisa de sangue oculto nas fezes.

Источник: https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/sangue-nas-fezes/

Tire suas dúvidas sobre o que é uma hemorragia!

O que é uma hemorragia interna, quais os sintomas, causas e tratamento

Essa é uma condição é caracterizada pela perda de sangue que ocorre após um ferimento, trauma ou algum outro incômodo – correspondente de um rompimento de vasos sanguíneos. A hemorragia pode ser interna, quando ocorre nas cavidades do paciente, como abdômen, pulmão, crânios e outros órgãos; ou externa, onde o sangramento é visível no corpo, com fluxo forte ou não.

Os casos mais comuns de hemorragia se apresentam no nariz! Muitos não sabem, mas quando houver um sangramento nasal, nunca se deite ou mantenha a cabeça para trás, pois isso pode piorar a situação.

O que é uma hemorragia?

A perda de sangue pode ocorrer em quase qualquer área do corpo, sendo essa a característica principal da hemorragia.

Suas causas podem ser diversas, sendo que podemos destacar alguns fatores, como: questões externas do nosso corpo, como traumas, acidentes ou impactos que geram sangramento; e as que estão relacionados com problemas nos vasos sanguíneos ou no organismo, como pressão alta, arteriosclerose e aneurismas.

A hemorragia interna ocorre quando o sangue vaza através de um vaso sanguíneo ou órgão que fora danificado. Sangramento externo acontece quando o sangue sai por uma ruptura na pele. Existe também a possibilidade do sangue sair por outras aberturas naturais do corpo, como: nariz, boca, vagina, ouvidos ou o reto.

Sintomas comuns

Muitas vezes, os sintomas dependem do local onde está ocorrendo o sangramento. Por exemplo, se está associado com os tecidos e órgãos internos, pode causar dor intensa e inflamação.

Tratando-se de hemorragias internas, independe do local, os sintomas mais recorrentes que podem surgir são:

  • Tontura;
  • Fraqueza em um dos lados do corpo;
  • Dor de cabeça;
  • Desmaio;
  • Diminuição da pressão sanguínea;
  • Visão embaçada;
  • Náuseas;
  • Dor abdominal.

Causas

As causas da hemorragia podem ser diversas, dependendo bastante da localização da lesão – porém as mais comuns são as hemorragias traumáticas, sangramento por condições médicas ou até mesmo por remédios.

Impactos, lesões e traumas podem proporcionar um sangramento interno ou externo, variando o grau de gravidade. É necessário tomar cuidado com esses tipos de acidente, pois eles podem gerar consequências graves! O que pode ser crucial para saber de onde vem essa condição é indo buscar rapidamente um tratamento médico!

Traumática

São lesões que podem causar uma hemorragia traumática. Seus tipos mais comuns incluem escoriações ou abrasões que não penetram abaixo da pele, lacerações, hematomas, contusões, lesões por esmagamento ou ferimento de bala.

Venosa

Esse tipo ocorre com bastante frequência, mas é de fácil controle – pois o sangue sai devagar e com uma pressão menor. Geralmente o sangue sai mais escuro, escorrendo pela ferida. Dependendo do tamanho da veia que é atingida, o fluxo pode ser maior.

Capilar

Ocorre quando se atinge os vasos capilares – localizados na extremidade interna da pele. São os mais fáceis de serem tratados, podendo ser observados em arranhões, pequenos cortes ou escoriações. O sangramento é lento e tem pouco volume de sangue.

Arterial

Esse pode ser um tipo de hemorragia grave, que pode causar morte pela grande perda de sangue. Quando uma artéria – vasos que levam sangue do coração ao resto do corpo – é cortada ou perfurada, o sangramento pode ocorrer em um fluxo grande ou até em jatos. Costuma ter uma coloração vermelha brilhante.

Em casos de emergência, é necessário levar o paciente urgentemente ao pronto-socorro, para que receba o atendimento necessário para não levar a óbito.

Externa

A hemorragia externa é dividida em três: arterial, capilar e venosa (como mostradas acima). Sua característica principal é a presença de sangue visível pelo paciente. A quantidade e intensidade vai depender do tipo de vaso que foi atingido, e se é uma região com uma abundância de vasos sanguíneos. Arranhões, cortes, lesões abertas e pequenos cortes são os tipos mais frequentes.

Interna

Esse tipo pode ser fatal e bastante urgente, dependendo da região ou órgão do corpo que fora atingido. Ela se dá por meio de sangramentos internos, decorrente de algum trauma, impacto ou doença.

Quando o sangue se acumula em alguma cavidade do corpo, o indivíduo pode apresentar sintomas como: palidez, frio, fraqueza, sonolência, tremores, pulsação acelerada, sede, desmaios, náuseas e muita dor na região atingida.

Caso o paciente apresente esses sinais após um impacto, em qualquer região do corpo, é necessário buscar o atendimento médico para uma melhor avaliação.

Dicas de primeiros socorros

Chame sempre uma ambulância nesses casos, mas caso o sangramento seja de fluxo contínuo, veja alguns procedimentos que podem ajudar!

O paciente que estiver sangrando deve tentar manter a calma e os batimentos cardíacos e pressão arterial controlados. Caso esses dois fatores fiquem muito altos, isso pode aumentar a velocidade do sangramento!

É necessário que deite a pessoa o mais rápido possível para reduzir riscos de desmaio. Além disso, tente elevar a área que está sangrando.

Remova fragmentos soltos e partículas estranhas da ferida, mas com muito cuidado. Deixe itens grandes onde estão. A remoção desses objetos pode causar mais danos e provavelmente aumentará o fluxo do sangramento. Neste caso, use ataduras ou objetos macios para manter o objeto no lugar e absorver o sangramento

Para colocar pressão a ferida, tente utilizar:

  • Pano limpo;
  • Suas mãos;
  • Roupas;
  • Curativo;
  • Pano limpo.
  • Mantenha uma pressão média até que o sangramento diminua e pare.

Não remova o pano quando o sangramento parar. Use uma fita adesiva ou roupas para envolver o curativo e segue-o no lugar. Após esse processo, coloque uma bolsa de gelo sobre a ferida. E lembre-se, não remova o pano da ferida, mesmo que o sangue penetre o material – adicione mais material por acima e continue a pressão.

Não mova ninguém que tenha uma lesão no (a):

  • Pescoço;
  • Cabeça;
  • Perna;
  • Barriga.
  • Não aplique pressão a uma lesão ocular.

Tratamentos

Os tratamentos para hemorragia são feitos especialmente com o auxílio de médicos especializados. Dependendo do caso o sangramento pode ser muito abundante e atingir órgãos vitais, então, por conta deste fator, é necessário analisar melhor.

Entretanto, algumas podem parar por si só, sem um tratamento específico. No entanto, grande parte dos casos de sangramento – principalmente interno – podem precisar de cirurgias urgentes, já que a perda de sangue abundante pode resultar em óbito.

Não se automedique sem prescrição médica! Isso pode prejudicar ainda mais a doença e causar agravantes sérios.

Источник: https://blog.vitta.com.br/2019/12/12/tire-suas-duvidas-sobre-o-que-e-uma-hemorragia/

Hemorragia: Principais tipos e O que fazer

O que é uma hemorragia interna, quais os sintomas, causas e tratamento

A hemorragia é a perda de sangue que acontece após um ferimento, pancada ou alguma doença, devido ao rompimento de vasos da circulação sanguínea. A hemorragia pode ser externa, quando o sangramento é visualizado para fora do corpo, ou interna, quando acontece para dentro de alguma cavidade do organismo, como no abdômen, crânio ou pulmão, por exemplo.

Uma vez que na hemorragia externa pode haver uma grande perda de sangue em pouco tempo, é importante ir ao pronto-socorro o mais rápido possível, especialmente se for uma ferida muito extensa ou se não parar de sangrar ao fim de 5 minutos.

Já no caso da hemorragia interna o sangramento pode ser mais difícil de identificar, mas ainda assim deve ser ser avaliado por um médico. Por isso, se existir suspeita de uma hemorragia, deve-se sempre ir ao hospital.

Como acontece a hemorragia

A hemorragia acontece devido a uma lesão de diferentes vasos da circulação sanguínea, podendo ser classificada como:

É o sangramento mais comum, que acontece no dia-a-dia, geralmente, devido a pequenos cortes ou escoriações, em que apenas os pequenos vasos que chegam até a superfície do corpo, chamados de capilares, são atingidos.

  • O que fazer: como este tipo de hemorragia é leve e de pequena quantidade, o sangramento costuma parar apenas com a aplicação de alguma pressão no local por 5 minutos. Após parar, pode-se lavar o local com cuidado, utilizando água e sabão e, depois, cobrir com um curativo limpo e seco.

2. Venosa

É a hemorragia que acontece devido a algum corte grande ou mais profundo, com sangramento em fluxo contínuo e lento, por vezes de grande volume, através da ferida.

  • O que fazer: este tipo de sangramento só é grave quando se atinge uma veia de grosso calibre, e, por isso, costuma parar com a compressão do local, com um pano limpo. Deve-se procurar o pronto-socorro pois, geralmente, é necessária a realização de uma sutura da ferida para que não haja risco de infecção ou novo sangramento. 

3. Arterial

É o tipo de hemorragia em que são atingidas as artérias, isto é, os vasos que levam sangue do coração ao resto do corpo e, por isso, têm sangue vermelho vivo, com grande fluxo e intensidade. O sangramento arterial é o tipo mais grave, e pode, até, provocar jatos de sangue para locais distantes do corpo e risco de morte.

  • O que fazer: como é um sangramento grave, deve ser parado o mais rápido possível, com a compressão forte do local com panos limpos ou com a realização de um torniquete, pois é uma hemorragia de mais difícil controle. Deve-se ir rapidamente ao pronto-socorro ou ligar para o 192. Se o sangramento for em um braço ou perna, pode-se elevar o membro para facilitar a contenção.

O torniquete não deve ficar muito tempo impedindo a circulação, pois, se esta ficar ausente por um longo período, pode causar morte dos tecidos desse membro, o que reforça a importância de chegar rapidamente ao pronto socorro.

Existe ainda a hemorragia do tipo mista, que é quando mais de um tipo de vaso é atingido, geralmente devido a algum acidente ou pancada forte, e podendo ser mais difícil de identificar. 

Veja mais sobre como fazer os primeiros socorros para hemorragias e outros acidentes domésticos mais comuns.

Sinais e sintomas da hemorragia

Os sintomas provocados por um sangramento dependem não só da origem, mas também da sua localização, podendo ser classificada em:

Hemorragia externa

Quando a hemorragia é externa pode-se, facilmente, notar a sua presença, pela exteriorização de sangue. Sua quantidade e intensidade depende do tipo de vaso afetado, e se é uma região do corpo com muitos vasos. Por exemplo, cortes no couro cabeludo causam mais sangramento, mesmo sendo pequenos, pois é uma região muito vascularizada.

Hemorragia interna

Quando é interna, pode ser mais difícil de identificar, porém os sinais que indicam a presença de uma hemorragia deste tipo são:

  • Palidez e cansaço;
  • Pulso rápido e fraco;
  • Respiração acelerada;
  • Muita sede;
  • Queda da pressão;
  • Náuseas ou vômitos com sangue;
  • Confusão mental ou desmaios;
  • Muita dor do abdômen, que fica endurecido.

Na suspeita de uma hemorragia interna, deve-se procurar o pronto-socorro o mais rápido possível, para que sejam feitos os procedimentos ou cirurgias necessárias para que seja contida.

Uma das formas de hemorragia interna mais frequente é a cerebral, que leva ao surgimento de um AVC hemorrágico. Saiba como identificar os primeiros sinais de AVC.

Existem ainda, alguns exemplos de hemorragias internas que se exteriorizam, e os mais comuns incluem:

  • Nas fezes, devido a uma lesão no intestino ou hemorroidas, por exemplo, que é a hemorragia digestiva baixa;
  • Na tosse, também conhecida como hemoptise, que acontece devido a infecções respiratórias, lesões nos pulmões ou câncer, por exemplo;
  • No útero, devido a alterações menstruais ou miomas, por exemplo;
  • Na urina, causado por infecções ou cálculos urinários;
  • No nariz, ou epistaxe, devido a espirros ou irritação da mucosa do nariz, por exemplo. Saiba o que fazer para parar o sangramento no nariz.

Na presença destes tipos de sangramento, também deve-se procurar o pronto-socorro, para que o médico solicite exames que indiquem a causa da hemorragia. 

Источник: https://www.tuasaude.com/tipos-de-hemorragia/

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